O som da campainha da minha casa soou como um tiro na calada da noite. Minha mãe e Manuela ainda não haviam retornado daquela viagem providencial, o que me deixava sozinho com o silêncio e o tédio. Abri a porta de uma vez, já esperando algum vizinho reclamando de vaga de garagem ou um entregador perdido.
Em vez disso, ela passou por mim como uma sombra silenciosa, trazendo consigo o caos embrulhado para presente.
Ela vestia um vestido cinza-mescla de malha canelada de mangas curtas. Conforme caminhava pelo corredor com aquela sua postura irritantemente confiante, o tecido flexível acompanhava o balanço de sua silhueta, desenhando sem qualquer esforço a cintura bem marcada e o quadril largo. O cabelo castanho-claro com iluminado, longo e perfeitamente liso, balançava pelas costas a cada passo regulado pelos saltos. Ela exalava um aroma fresco e adocicado de baunilha suave e lavanda que imediatamente tomou conta do hall, soterrando o cheiro de poeira da sala.
Ela se virou de frente para mim. O rosto oval de maçãs altas exibia uma rigidez quase teatral sob a luz fraca da arandela. Os olhos castanhos, que ela costumava calibrar com um falso olhar ingênuo para desarmar os idiotas que tentavam impressioná-la, estavam fixos em mim com uma firmeza cortante.
— Você ficou completamente louco, Miguel? — ela perguntou, a voz fria, contida, embora o peito subisse e descesse em um ritmo que desmentia toda a sua pose. — Flertar comigo daquele jeito no bar? Na frente do Daniel? Na frente de todo mundo?
— Ninguém percebeu nada — respondi, mantendo a voz calma. Um contraste deliberado que eu sabia que ia irritá-la ainda mais.
— O Daniel é meu irmão caçula e o seu melhor amigo! — ela continuou, dando um passo rápido na minha direção. — Se ele desconfiar de uma única coisa... se ele souber o que a gente faz...
Ela dizia que era medo do irmão descobrir. Uma mentira conveniente e limpinha. Eu conhecia o verdadeiro motor daquele pânico: o círculo de amigas fúteis que ela orbitava, onde qualquer deslize moral com um cara mais jovem — um "moleque", sob a ótica daquela corte de porcelana — era uma sentença de morte social. O verdadeiro pavor dela era ser o assunto do grupo de WhatsApp na manhã seguinte. A vergonha era o combustível da fúria dela, e eu achava aquela fragilidade social absolutamente fascinante. Eu a queria exatamente por causa desse pedestal de vidro que ela tentava manter equilibrado na cabeça.
Aproximei-me dela de forma lenta, curtindo o momento.
— O Daniel estava bêbado demais para notar qualquer coisa — comentei. — E as suas amigas também.
— Você não devia ter me tocado daquele jeito na frente de todo mundo! — ela esbravejou, cruzando os braços sobre o busto médio, tentando reconstruir a sua barreira de superioridade corporativa.
Dei mais um passo, mantendo as mãos nos bolsos do meu short, o retrato do desapego.
— Você estava adorando cada segundo.
— Não tire conclusões precipitadas — ela retrucou, exibindo aquele sorriso discreto, quase um deboche de canto de boca que ela usava para fingir que estava no controle da situação.
Aproximei-me o suficiente para sentir o calor que emanava de sua pele clara. Olhei diretamente nos seus olhos, usando a única fraqueza que eu sabia que a desarmaria: a vaidade implacável de quem precisa ser adorada.
— Você tem razão — murmurei, sustentando o olhar avaliador dela. — É que é difícil resistir com você sendo tão gostosa.
Ela piscou, pega de surpresa no meio do próprio discurso de indignação. O sorriso de deboche vacilou e as maçãs do rosto ganharam um tom sutil de vermelho que a maquiagem cara não conseguiu esconder. O cruzamento defensivo de seus braços afrouxou ligeiramente, e o corpo dela se entregou diante do elogio cínico. Ela soltou o ar de forma lenta, a armadura de executiva fria começando a rachar na minha frente.
— Você é um idiota — ela disse, mas a voz agora era apenas um sussurro sem qualquer autoridade.
Segurei a mão dela para puxá-la em direção ao meu quarto. Ela fincou os saltos no piso de madeira, ensaiando uma última resistência física.
— Vamos conversar no meu quarto — ordenei.
Eu sabia que, dentro de quatro paredes, toda aquela banca de mulher resolvida caía por terra. Ela usava a pose como uma proteção contra o próprio desejo que eu vinha atiçando há semanas.
— Eu não vou para o seu quarto, Miguel — ela disse, tentando recuperar a risteza. — Vim apenas deixar claro que aquilo no bar não vai se repetir.
— Minha irmã está para chegar da academia — menti com uma frieza de dar inveja, aproximando-me do ouvido dela. — E você não vai querer que a Manuela te veja aqui, no meio da minha sala, discutindo comigo a essa hora. Vai?
A menção à sua maior rival na hierarquia invisível de quem tinha o corpo mais atlético funcionou como uma descarga de pânico. Ela olhou em direção à porta da frente e, sem dizer mais nenhuma palavra, deixou-se guiar pelo corredor escuro. O caminhar furtivo e maleável dela entregava a capitulação logística.
Assim que cruzamos o vão da porta do quarto, eu a encostei contra a parede de uma vez. Apoiei meu corpo contra o dela e inclinei a cabeça para beijá-la.
Ela reagiu de forma ríspida, empurrando meu peito com as duas mãos espalmadas. Começou a se debater, sacudindo os ombros e virando o rosto para escapar da minha boca, enquanto tentava livrar os braços do meu aperto. O teatrinho da resistência de última hora.
— Me solta! Você está maluco? — ela sibilou de forma agressiva, os olhos castanhos arregalados na penumbra.
Segurei os dois braços dela com firmeza na altura dos pulsos, usando o meu peso para prensá-los contra a parede acima de sua cabeça. Imobilizei-a por completo. Encarei os olhos dela de forma muito firme, deixando que ela sentisse o meu pênis rígido pressionando sua coxa através do vestido de malha.
— Para... para — ordenei, a voz baixa e cortante. — Aqui você não precisa fingir nada.
A acusação direta foi o estopim psicológico. Ela parou de se debater no mesmo segundo. O corpo dela amoleceu sob o meu peso, a resistência de sua vaidade desmoronando diante da verdade exposta. Ela relaxou os braços na parede e, com um arquejo trêmulo, colou a boca na minha. O beijo foi uma colisão úmida e faminta de línguas. Ela entregou-se de forma desinibida, gemendo baixo contra a minha boca enquanto eu soltava seus pulsos para puxá-la pela cintura fina, colando seu quadril largo contra o meu.
Sem interromper o beijo, eu a joguei na cama. Ela caiu de costas sobre os lençóis pretos, o vestido de malha cinza subindo até o quadril. Subi na cama de joelhos, posicionei-me entre as pernas dela e enfiei as mãos por baixo da barra do vestido. Segurei as laterais de sua calcinha de renda preta e a arranquei com um puxão ríspido, jogando o tecido rasgado no chão sem qualquer cerimônia.
Afastei as coxas claras e grossas dela para as laterais, dobrando os seus joelhos, e aproximei minha boca de sua vulva exposta. A fenda dela estava extremamente úmida, brilhando na penumbra com uma viscosidade espessa que exalava o aroma doce de baunilha misturado à lavanda.
— Você... é um garoto abusado, sabia? — ela sussurrou, tentando manter a pose de superioridade mesmo com as pernas abertas. — Acha que... sabe o que faz.
— Eu sei exatamente o que faço — respondi, o cinismo de sempre na voz. — E você adora.
— Idiota — ela murmurou, mas o quadril dela voltou a empurrar-se contra os meus dedos que massageavam a entrada de seu canal. — Chupa logo... anda.
Deslizei minha língua firme pela fenda rosada, abrindo os grandes lábios com os dedos para alcançar o canal aquecido. O atrito no clitóris dela foi imediato e vigoroso. Ela deu um sobressalto na cama, cravando as unhas nos meus ombros de forma desesperada. O corpo dela a traiu por completo; o controle de sua mente fria ruiu à medida que eu intensificava as lambidas profundas e as sucções. A umidade natural escorria copiosa pela fenda, banhando os meus lábios enquanto ela arqueava o quadril largo em direção à minha boca, buscando mais pressão.
— Isso... — ela sussurrou, a voz ofegante e totalmente despida de qualquer desdém. — Ai... é, isso... mais forte, Miguel.
Interrompi o ato por um segundo, olhando para o rosto dela na penumbra, saboreando a sua dependência física de mim.
— Você não quer que eu pare? — perguntei, cínico.
— Não seja ridículo — ela respondeu, curta e direta. — Apenas... continue. É a única coisa que você faz que presta.
A ironia dela no meio do ato funcionou como um gatilho violento nas minhas veias. Acelerei o ritmo, impondo lambidas profundas que a faziam arquear as costas de forma maleável. O suor colava nossas peles, o aroma de baunilha e sexo preenchendo o ar do quarto. Usei a ponta dos dedos para massagear a entrada da fenda enquanto sugava o clitóris com força constante. Ela soltava gemidos agudos e fragmentados, balançando a cabeça de um lado para o outro nos lençóis pretos, completamente quebrada e entregue ao prazer físico que tentara tanto negar na sala.
— Ah, Deus... sim... continue... — ela implorou, o quadril tremendo em espasmos de pura luxúria sob o toque da minha língua.
Antes que ela pudesse atingir o ápice, interrompi o sexo oral de forma abrupta, deixando-a frustrada e febril. Ergui meu corpo, puxando-a pelos quadris para o meio da cama.
— Fica de quatro — ordenei, a voz seca.
Ela hesitou por um segundo, olhando-me por cima do ombro com o cabelo longo desalinhado. Mas a maleabilidade de seu corpo úmido era absoluta. Ela apoiou os joelhos e os cotovelos no colchão, empinando a bunda volumosa na minha direção, o vestido cinza acumulado ao redor de sua cintura.
Aproximei-me por trás. Segurei o cabelo longo e liso dela com força perto da nuca, puxando sua cabeça para trás para forçá-la a me encarar de lado.
— Você gosta quando eu te pego assim, né? — perguntei, pressionando a ponta do meu pau rígido contra a entrada de sua fenda úmida.
Ela cerrou os dentes, o peito arfando sob a malha justa do vestido. O sorriso de deboche havia sumido de seu rosto, substituído por uma expressão de pura luxúria desinibida.
— Cala a boca... e me fode — ela respondeu, a voz direta e desconcertante.
Eu a penetrei de um só golpe.
O canal vaginal dela era incrivelmente apertado, uma parede muscular quente que me engoliu por completo sob uma pressão sufocante. Ela soltou um gemido fragmentado e farto, prendendo os dedos no lençol preto enquanto eu iniciava estocadas rápidas, profundas e violentas. O som úmido do sexo ritmado preenchia o silêncio do quarto. A bunda redonda batia contra o meu púbis com força a cada impacto.
Mantive a mão firme em seu cabelo longo, direcionando o movimento de seu quadril enquanto usava a outra mão para apertar a pele macia de sua cintura. A cada estocada profunda, ela entregava-se de forma desesperada ao meu controle, as contrações de sua musculatura interna apertando meu pau em ondas de pura pressão.
— Mais... Miguel... mais forte — ela confessou em sussurros diretos, a pose fria completamente desintegrada sob o impacto do prazer.
Acelerei o ritmo até o limite, sentindo o suor colar nossas peles.
— Nada mal... para um moleque — ela provocou, a voz ofegante e fragmentada, tentando manter uma última trincheira de pose debochada mesmo com o peito arfando de forma caótica. — Mas você... precisa de mais ritmo se quiser me acompanhar.
— Eu tenho todo o ritmo que você precisa, Daiane — sussurrei no ouvido dela, acelerando o quadril de forma implacável, fazendo a cama chiar de forma compassada. — Sente o moleque te enchendo inteira.
— Ah... assim... — as palavras saindo em um clamor ofegante de pura luxúria.
Os espasmos dela tornaram-se violentos. Ela contraiu o quadril uma última vez, tremendo inteira sobre a cama no ápice de seu próprio prazer. Gozei profundamente dentro dela segundos depois, sentindo o sêmen quente inundar o canal apertado de sua fenda enquanto ela desabava de bruços sobre o colchão, com os dentes cravados no travesseiro para abafar o próprio grito de satisfação.
Ficamos em silêncio por alguns minutos, recuperando o fôlego na penumbra.
Daiane levantou-se da cama de forma abrupta, quebrando a intimidade com sua volatilidade característica de quem precisa reconstruir o próprio ego com rapidez. Sem dizer uma palavra, ela puxou o vestido de malha para baixo, ajeitando o tecido sobre o quadril largo com movimentos rápidos e precisos. Ela ajeitou o cabelo longo e liso com as mãos diante do espelho escuro da janela, resgatando a armadura de desapego que usava em público.
Ela calçou os sapatos e me encarou na porta do quarto com seu sorriso discreto de deboche, os olhos castanhos voltando àquela frieza contida de quando entrara.
— Essa foi a última vez, Miguel — ela disse, o tom de voz calmo, lento e forçado. — Eu estou falando sério. Não me procure mais. Esqueça o que aconteceu aqui.
Ela se virou e caminhou em direção à saída com seu andar fluido e confiante. A porta da frente bateu segundos depois, deixando para trás apenas o silêncio e o aroma persistente de baunilha e lavanda.
Deitei-me de costas na cama, com as mãos atrás da nuca, encarando o teto escuro. Soltei uma risada baixa e cínica na penumbra. A pose de revolta e a ameaça de que aquela seria a última vez não passavam de um teatro barato para manter sua própria vaidade de porcelana intacta diante do espelho do dia seguinte. Eu conhecia ela. E sabia perfeitamente que, antes que o mês terminasse, ela encontraria outra desculpa impecável para bater na minha porta. Sem qualquer hesitação.
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O objetivo desta série é entregar contos rápidos e antológicos para apresentar o universo de "O Mundo é Meu!" e os personagens que fazem parte dele, sem enrolação.
Mas a história completa vai muito mais fundo.
A verdadeira origem desse vício familiar, o relato cru e sem censura de como o Miguel perdeu a virgindade com a própria madrasta, e o envolvimento com as outras mulheres da família estão publicados com exclusividade no meu Privacy.
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• Saga Principal
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Prólogo
• O Mundo é Meu! – Amor em Família: Vol. I – A Madrasta
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• Série Derivada
• A Madrasta – Volume I: Quem Planta Colhe
• A Madrasta – Volume II: Paixão Desenfreada
• A Madrasta – Volume III: Desejo Por Um Fio
• A Madrasta – Volume IV: Em Nome do Pai
Descubra nos primeiros volumes como o Miguel perdeu a virgindade com a própria madrasta e conheça as outras mulheres da família que moldaram o apetite desse guri. O conteúdo é totalmente explícito e sem censura.
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