A parada tava toda armada pra ser a maior putaria do ano. O bonde fechou em dez marmanjos sedentos e seis ninfas de responsa, tudo combinado num grupo secreto de WhatsApp pra descarregar o cano numa chácara alugada, bem isolada, no fim de uma estrada de terra cheia de mato.
O plano era simples: open bar de sacanagem, piscina, churrasco e sem frescura. Só que no meio do bolo de mulher, por pura distração ou segundas intenções de quem organizou, colou a Tânia, que já havia fodido com uma das garotas.
A Tânia não tava ali de brincadeira. Sapatão convicta, daquelas que tem mais marra que três malandros juntos, ela olhou pra estrutura do sítio, pros dez otários babando ovo na beira da piscina e pensou: "Nem fodendo que eu vou dividir essa mulherada com esses bosta". O plano dela nasceu ali mesmo, na pura malandragem.
Ela chegou na chácara duas horas antes do combinado, quando a ala feminina ainda tava se maquiando e se atrasando de propósito na cidade. Os dez caras já tavam lá, de bermuda, com a jeba coçando, tomando cerveja barata na área do churrasco e falando bosta. Alguns até sacaram qual era a de Tânia, mas, como otários que eram, acharam que poderiam fazer ela mudar de time. Se aproveitando disso Tania começou a destilar uma lábia braba, atiçando os caras ali mesmo nas espreguiçadeiras.
Os malucos, que já tavam com o sangue na cabeça de tanto tesão, caíram igual patinhos. Tânia não perdeu tempo: botou os dez enfileirados nas cadeiras de sol com os documentos pra fora. Com uma agilidade de quem sabe o que faz, ela começou uma maratona de punheta mecânica, revezando as mãos e fazendo os caras delirarem sob o sol poente. Mas o xeque-mate não foi o trabalho de mão; junto com a punhetação, ela foi servindo uns copos de catuaba batizada com uma dose cavalar de sonífero e de cocaína.
O efeito da mistura foi devastador e imediato. O raio deixou os caras com o coração na boca, alucinados de tesão e com os olhos estalados, achando que tavam no céu enquanto a mão da Tânia trabalhava no piloto automático. Só que a rasteira do sonífero veio logo em seguida, pesada e violenta. Não deu vinte minutos. O curto-circuito no cérebro dos dez otários foi tão violento que eles gorfaram o restinho de alma que tinham na grama, gozaram feio e capotaram ali mesmo, um por cima do outro, jogados nas espreguiçadeiras, roncando igual uns porcos e babando no piso de pedra, completamente apagados pelo nocaute químico.
Foi a conta certa. O portão da chácara se abriu e as outras cinco mulheres entraram de van, perfumadas e prontas pro crime. Quando elas viram aquele cenário de guerra — dez marmanjos desmaiados, de pau murcho e cara de tacho espalhados pelo quintal —, ficaram sem entender porra nenhuma.
— Que porra é essa, Tânia? — perguntou uma loira, perplexa, olhando um maluco babando perto da churrasqueira.
— Esses frouxos não aguentaram o tranco da bebida e do pó e derreteram antes da hora — disse Tânia, já puxando a loira pela cintura pra dentro da casa principal. — Deixa os defuntos aí. Agora a festa é nossa.
O que se seguiu foi uma verdadeira maratona de luxúria que aquela chácara nunca tinha visto. Sem nenhum pinto pra atrapalhar, Tânia arrastou o harém pro quarto de casal gigante com cama king size. Ela deitou e rolou. Foi uma função desenfreada: Tânia começou distribuindo lambida de cima a baixo, metendo os dedos calejados com força e sem dó, fazendo a loira gemer alto, ecoando pelas paredes do sítio. Logo em seguida, ela juntou duas na cama, puxou um cintaralho grosso que tinha levado na mochila e começou a bombar uma morena de quatro enquanto a outra mamava a borracha com vontade. O quarto virou um mar de suor, cheiro de bota, lubrificante e sacanagem da braba. Tânia não dava trégua: revezava entre chupadas violentas no grelo de uma, dedadas frenéticas em outra e tesouras de tirar o fôlego. A mulherada tava possessa, se esfregando, se pegando em cima dos tapetes, numa pegação demoníaca que durou a madrugada inteira. Tânia traçou as cinco, uma por uma, com requintes de crueldade, deixando a mulherada de perna bamba, babando de tesão e pedindo arrego.
Lá pras seis da manhã, o efeito do boa-noite-cinderela começou a passar. Os dez malucos acordaram com a cabeça estourando, a boca amarga e uma puta dor de cabeça, todos caídos na beira da piscina com a ressaca monstra do raio misturado com o cansaço do apagão. Quando abriram os olhos, a humilhação foi completa: Tânia tava sentada numa poltrona da varanda, fumando maconha com as cinco deusas que, chapadas, exaustas e sorridentes, comentavam como aquela tinha sido a melhor noite da vida delas.
Mas a humilhação ainda tava longe de acabar. Tânia deu a última bola no baseado, olhou pras meninas e mandou o papo reto:
— Bora recolher o patrimônio, que esses otários já pagaram o aluguel da nossa diversão.
Num piscar of olhos, as mulheres passaram o rodo na chácara. Revistaram os bolsos dos dez manés apagados e pegaram tudo: carteiras entupidas de dinheiro, relógios de marca, correntes de ouro, iPhones de última geração e, o principal, as chaves de todos os carros que tavam estacionados no pátio do sítio. Os caras, ainda zonzos, fracos e com o peito doendo pela taquicardia da noite anterior, só conseguiam gemer no chão, assistindo à cena sem forças para reagir.
As seis mulheres subiram nos carros dos próprios caras — tinha Corolla, Hilux, Civic — deram partida, aceleraram fundo cantando pneu na poeira da estrada de terra e sumiram no horizonte, deixando os dez malucos pelados, sem um puto no bolso, sem sinal de celular e completamente abandonados no meio do nada. Aos homens, restou apenas o desespero e a triste realidade de que a única coisa que restava fazer ali era voltar a pé pela estrada, de pau murcho, enquanto o deboche da Tânia e o ronco dos seus próprios motores ecoavam na mente deles. De dentro de um dos carros, Tania, soltando fumaça de um baseado, gritou:
— Batam punheta, seus otários.
Os caras bateram.
Tania mandou parar o carro para ver a cena. Ela desceu, foi até onde eles estavam, deu um tapa no rosto de um deles, cuspiu na cara de outro e disse:
- Macho é tudo trouxa!
Depois, entrou no carro e foi embora com as bucetas.
FIM