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As Mulheres de Miguel - Capítulo 06: A Irmã

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Um conto erótico de Allan Grey
Categoria: Heterossexual
Contém 1930 palavras
Data: 09/07/2026 07:06:32

A casa parecia absurdamente espaçosa sem a presença de nossa mãe. Ela havia viajado no dia anterior para visitar uma tia no interior, deixando a casa inteira para nós dois. Eu me espalhava pelo sofá da sala, vestindo apenas um short de tactel amassado. O ar-condicionado funcionava no limite, mas o calor daquela tarde de verão ainda insistia em pesar sobre o ambiente. Eu não tinha pressa para nada. O tédio era um luxo raro que eu pretendia aproveitar até o último segundo.

​A porta da frente se abriu com um estrondo familiar.

​Manuela entrou na sala carregando aquela energia caótica que sempre a acompanhava. Ela estava voltando da academia. O conjunto de lycra verde-lima, colado ao corpo atlético, destacava a silhueta de suas curvas firmes, o quadril largo e os seios médios projetados sob o tecido esportivo. O cabelo castanho-escuro com balayage loiro-suave estava preso em um rabo de cavalo desfeito. Ela exalava um aroma fresco de chá verde, limão siciliano e um toque sutil de almíscar misturado ao suor limpo de seu treino.

​Ela jogou a mochila no chão e me encarou com o olhar curioso de sempre.

​— O que tem de janta? — ela perguntou.

​​A voz dela era rápida. Despojada. Falava quase atropelando as palavras, uma tática que eu conhecia bem. Era o mecanismo de defesa dela para manter o ambiente sempre ruidoso, para nunca dar espaço para o silêncio — ou para o que o silêncio nos obrigaria a encarar se parássemos para pensar.

​— Nada — eu respondi. — Estava esperando você.

​Manuela bufou e caminhou até o sofá, jogando-se ao meu lado com uma postura relaxada e aberta. O estofado afundou sob o peso do corpo firme dela. O calor da pele dela, levemente bronzeada, irradiou contra o meu braço.

​— Estou morta — ela reclamou, passando a mão pelo rosto quadrado de maçãs definidas. — Você bem que podia fazer um macarrãozinho para nós enquanto eu tomo banho.

​Olhei para ela de lado, com segundas intenções claras. O cinismo entre nós funcionava como um código. Era a nossa armadura. Fingir que tudo aquilo era apenas um negócio, uma troca casual de favores cotidianos, era a única forma que encontrávamos de ignorar o abismo moral sob os nossos pés. Se tratássemos o sexo com a mesma banalidade de quem decide quem vai lavar a louça, não precisaríamos lidar com a culpa de sermos irmãos dividindo a mesma cama.

​— O que eu ganho com isso? — perguntei.

​Manuela deu um sorriso cativante e espontâneo, sacando imediatamente o meu jogo. Sem qualquer hesitação ou pudor, ela estendeu a mão firme e subiu os dedos lentamente pela minha coxa, apertando o músculo por cima do short. O toque era direto, calejado, mas senti a sutil pressa em seus dedos, a eletricidade latente do perigo que nos cercava ali.

— O que você quer? — ela perguntou.

​— Você sabe muito bem o que eu quero — murmurei.

​— Se eu te chupar, você cozinha? — ela propôs.

​​A pergunta veio direta, coloquial, desprovida de qualquer peso dramático. Era assim que ela sobrevivia ao tabu: transformando-o em transação.

​— Sim — fechei o negócio. — Coloco até parmesão.

​Manuela soltou uma risada curta e irônica. Ela levou as mãos à cabeça, ajustando o elástico que prendia seu cabelo longo para mantê-lo firme fora do rosto quadrado. Com a outra mão, deu um tapa estalado na minha coxa.

​— Então, senta direito — ela ordenou.

​Eu me ajeitei no sofá, encostando as costas na cabeceira de tecido. Manuela escorregou para o chão, agachando-se entre as minhas pernas de forma despojada sobre o tapete.

​Ela abriu o cordão do meu short com agilidade. Puxou meu pau para fora, que já reagia ao toque dela e subia totalmente rígido, com uma gota de lubrificação natural brilhando na glande sob a luz da sala.

— Capricha, Manu! — provoquei.

Manuela encarou meu membro por um segundo com seu olhar divertido e, sem qualquer cerimônia, envolveu a glande inteira com seus lábios cheios.

​O calor da boca dela era úmido e imediato. Ela começou a me chupar com um ritmo firme e ágil. Manuela usava a língua para contornar o arco do cupido marcado de seus lábios ao redor do meu tronco ereto, deslizando-o com força de cima a baixo. Ela abria a garganta para engolir meu pau até a base, fazendo o couro cabeludo dela roçar na minha barriga. A sucção era forte, física, acompanhada por um som úmido e ruidoso que preenchia o silêncio da sala.

— Você realmente está com fome, hein?! — provoquei, tentando manter o tom leve, embora meu coração batesse forte contra as costelas, acelerado pela adrenalina da transgressão.

​Ela interrompeu a descida por um instante, olhando para cima com as bochechas coradas e os lábios brilhando de saliva.

— Nossa, Miguel... Olha o tamanho dessa porção. — ela provocou, a voz ofegante e o sorriso debochado nos dentes. — Sorte que eu sou gulosa.

​— Então limpa o prato, Manu — respondi, segurando as mechas loiras do cabelo dela e empurrando o quadril de leve contra a sua boca. — Não deixa sobrar nada.

​Ela deu uma risada abafada e voltou a me engolir com gosto. A garganta dela apertava o meu membro em um vácuo quente e úmido. Ela usava as mãos firmes para massagear meu saco escrotal, enquanto a ponta de sua língua trabalhava intensamente no freio da glande. A velocidade do movimento dela era atlética e vigorosa, sem qualquer rastro de timidez. Eu sentia o prazer subir de forma rápida, a cabeça encostada no encosto do sofá. O cheiro de limão siciliano que vinha de sua nuca se misturava ao calor do ato. Eu estava prestes a gozar. A urgência do orgasmo começou a pressionar a minha uretra.

​Interrompi o movimento dela por um segundo, segurando-a de leve pelos ombros firmes.

​— Se você deixar eu foder a sua bucetinha, eu lavo a louça também — propus, a voz ofegante.

​Manuela parou o boquete e olhou para mim. O olhar dela brilhava de pura malícia, mas por trás daquela cortina de cinismo, notei a pupila dilatada, o reconhecimento mudo do crime silencioso que cometíamos sob o teto de nossa mãe.

​— Fechado — ela disse.

​Mais do que depressa, Manuela ergueu-se do chão. Com movimentos rápidos e enérgicos, ela puxou a calça de lycra verde-lima e a calcinha esportiva para baixo de uma vez, livrando-se das roupas e jogando-as sobre a poltrona.

​A nudez de minha irmã revelou um corpo atlético e curvilíneo impecável. Os quadris largos e as coxas grossas e firmes sustentavam uma bunda volumosa e redonda, livre de qualquer imperfeição. Entre as pernas claras, a vulva dela estava exposta, os grandes lábios delicados e depilados brilhando com a umidade natural do próprio desejo que a brincadeira despertara nela.

​Sem perder tempo com preliminares românticas — que seriam perigosas demais, pois o romance traria uma profundidade que nenhum de nós queria encarar —, ela se posicionou de quatro sobre o sofá de veludo, apoiando os antebraços no encosto para se firmar. Ela arqueou as costas de forma explícita, empurrando as duas nádegas arredondadas e volumosas diretamente na minha direção. Pelo espaço exíguo de suas pernas abertas, o seu sexo brilhava molhado e convidativo.

​Aproximei-me por trás. Segurei os quadris largos dela com firmeza, sentindo a pele macia e quente sob as minhas palmas.

​Eu a penetrei de um só golpe.

​O calor de Manuela era apertado e acolhedor. Ela soltou um gemido fragmentado e farto, prendendo o ar nos pulmões enquanto eu começava a me mover em estocadas rápidas e vigorosas. O som úmido do sexo ritmado ecoava na sala vazia. A carne densa das nádegas dela batia contra o meu púbis com força a cada impacto. Manuela olhava para trás por cima do ombro, os olhos escuros brilhando com aquela provocação leve. Era o escudo dela; se ela estivesse sorrindo, significava que ainda tínhamos o controle sobre o absurdo daquela situação.

​A fricção entre o meu quadril e as nádegas dela gerava um estalo ritmado. A umidade natural dela lubrificava a penetração profunda, facilitando o atrito contra as paredes estreitas de sua vulva. Segurei as duas nádegas volumosas de Manuela com as minhas mãos, cravando os dedos na carne firme para direcionar o ângulo do quadril dela a cada descida.

​— Que bucetinha gulosa, Manu... — sussurrei no ouvido dela, empurrando até o limite. — Você está me engolindo todo.

​— Eu sou... esportista, Miguel... preciso de muita energia — ela arquejou, rindo fraco no meio das estocadas profundas. — Vai... me alimenta direito... bota todo esse parmesão aqui dentro.

​— Você vai ficar cheia até amanhã — respondi, puxando o quadril dela contra o meu com força para afundar ainda mais na fenda úmida.

— Mas olha lá, hein. Quero esse molho bem grosso e bem quente. Não me venha com molho raso.

​A facilidade daquela troca e o vigor físico de minha irmã tornavam tudo mais fluido, uma máquina biológica perfeitamente ajustada para o prazer mútuo. Os espasmos dela começaram a apertar meu pau em ondas rápidas de pura pressão muscular, mostrando que o orgasmo dela também estava próximo. Ela contraiu as coxas grossas ao redor do meu quadril, entregando-se ao ápice com um suspiro longo e trêmulo, escondendo o rosto no veludo do sofá para abafar o grito de prazer que carregava o peso proibido de seu sobrenome.

​O prazer me atropelou logo em seguida. Gozei profundamente dentro dela, sentindo o sêmen quente inundar as paredes apertadas de sua vagina em jatos fortes enquanto ela relaxava o corpo sobre o estofado do sofá.

​Ficamos em silêncio por um breve minuto, recuperando o fôlego.

​Ela ergueu-se de forma ágil, sem qualquer drama ou constrangimento pós-coito. Ela recolheu sua calça de lycra e o top do chão, segurando as roupas sob o braço enquanto ajeitava o rabo de cavalo desfeito. Ela me deu uma piscada de cumplicidade, o sorriso cativante e irônico de volta ao rosto, a máscara perfeitamente recolocada no lugar.

​​— Eu vou tomar banho e você vai fazer meu macarrão — ela disse, caminhando em direção ao corredor com seu andar despojado e fluido.

​— Pode deixar — respondi, rindo fraco enquanto me esticava no sofá.

​Ela deu mais dois passos e parou no corredor. Sua voz ecoou de volta.

​— Miguel...

​— O que? — perguntei em voz alta.

​— Capricha!

​Balancei a cabeça, soltando uma risada sarcástica sozinho na sala. Levantei-me do sofá, sentindo o residual do esforço físico nas minhas pernas, e caminhei em direção à cozinha para cumprir a minha parte do acordo. Sem culpa admitida, sem complicações expostas, apenas a rotina habitual da nossa sobrevivência compartilhada contra o próprio sangue.

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