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O Demônio e a Megera – Episódio 24 (o fim da grande farsa e a hora de partir)

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Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Heterossexual
Contém 4203 palavras
Data: 07/07/2026 19:30:09
Última revisão: 07/07/2026 20:07:00

Não posso dizer que não me dava prazer subjugar Ana Clara. Minha amiga despertara um lado dominador e meio sádico em mim, que me provocava prazer ao assediá-la e humilhá-la, mas tinha algo maior que aquilo. Havia uma paixão crescente, que já não era mais de amiga para amiga. Toda aquela proximidade, aquela intimidade e sua beleza estonteante, além do vínculo afetivo que tínhamos, faziam com que meus sentimentos ganhassem uma forma que eu não sabia definir o que era.

Compartilhávamos nossas fantasias mais sombrias e nos dividíramos solidariamente entre os dois papéis: dominada e dominadora, senhora e escrava. A forma como se entregara era apaixonante, excitante ao extremo. Naquela noite, André me autorizou a levá-la para minha casa. Aliás, nada do que fizesse era sem autorização dele, inclusive com prestação de contas. Meus pais estavam viajando e eu queria proporcionar à minha amiga uma noite inesquecível.

Aliás, é preciso registrar o cuidado que André tinha com minha gatinha. Ele sempre esteve desconfortável com aquela fantasia da Megera, mas seu amor por aquela mulher era maior do que qualquer incômodo que aquilo lhe causasse. Cada detalhe do calvário da minha amiga era cuidadosamente trabalhado para levá-la aos limites que eu própria conhecia. E, para falar a verdade, a outros que eu desconhecia.

Ana Clara estava nua na minha cama, completamente rendida, vivendo intensamente sua servidão a mim. Beijei-a longamente, minha língua devorando sua boca, fazendo-a gemer e respirar pesado, enquanto seu corpo fazia movimentos aflitos sob o meu. Prendi seus pulsos sob a cabeça com as mãos e lambi seu rosto, como um predador saboreando sua presa. Várias lambidas, do queixo à testa, passando por suas orelhinhas e chegando ao seu pescoço, me deliciando com seus gemidos, olhos fechados e solavancos que dava com o corpo todo, tremendo sem parar. Acho que nunca havia dado tanto prazer a alguém.

- Fala meu nome, escrava.

- Cínthia – choramingou, uma lágrima descendo de seus olhos.

- Abre a boca para mim.

Ela abriu, eu cuspi. Ana Clara reagiu com um rosnado.

- Mais, pediu com a voz e o corpo tremendo.

- Abre a boca.

Ela abriu. Eu cuspi de novo em sua boca.

- Engole o cuspe da sua rainha, minha corninha.

- Ai, minha senhora, aaaiii, minha rainha. Sou sua.

- De quem você é escrava – sussurrei em seu ouvido.

- Sua, sua escrava.

- E o André? De quem ele é namorado? – perguntei, lambendo sua orelha.

- Seu – choramingou.

- Quem vai se casar com o André?

- Você.

- Que bom que você aceitou. Sabe que não é digna dele, não sabe?

Ana Clara balançou a cabeça positivamente, completamente em transe, o rosto transtornado de dor e prazer.

- Você ama seu namorado?

A Megera não conseguia mais responder, só balançava a cabeça positivamente, a respiração irregular, pesada, o peito balançando.

Beijei sua boca carinhosamente, lambendo seus lábios. Minha amiga parecia um vulcão em erupção, o que estava me deixando louca, quase tendo um orgasmo.

- Você vai ser empregadinha em nossa casa. Vai poder lamber meus pés sempre que eu deixar. À noite, você vai dormir no seu quartinho enquanto eu e o homem da sua vida fazemos amor no quarto, na cama que um dia você pensou que seria sua.

- Aaaaaieeeeeeee, Cínthia, meu deeeeeeuuuuusss – gritou, com o corpo tendo espasmos.

Ana Clara estava gozando, um orgasmo brutal. Soltei seus pulsos e dei uma sequência de tapas e cusparadas em seu rosto.

- Ai, me bate, cospe, me humilha mais. Não para, por favor – suplicou, soluçando, olhos revirando, lágrimas descendo pelo seu rosto, se misturando com minha saliva.

Ainda com meu vestido, sem tirar a calcinha subi em seu rosto e esfreguei minha buceta em sua cara.

- Lambe sua dona, corna submissa – ordenei, afastando a calcinha de lado.

Seu corpo já não mais se debatia, Ana Clara já não gemia, mas sua língua atacou minha buceta e meu grelo de um jeito que não demorei a explodir num orgasmo brutal, aos gritos, o corpo todo tremendo e se contraindo. Mandei que lambesse meu cu e minha escrava obedeceu. Ela sempre obedecia.

- Isso, escrava, dê prazer à sua rainha. É para isso que uma escrava serve – provoquei, um calor tomando meu corpo, um arrepio interminável em minha espinha, sentindo sua respiração em minha buceta, sua língua no meu cu.

Tive dois orgasmos sucessivos, a cabeça girando, quase sufocando de tanto prazer. A aflição com tanto prazer era tão grande, que tive que desmontar do seu rosto e desabar ao seu lado, esfregando minha buceta desesperadamente, gemendo alto e sem parar. Uma sensação que se prolongou mais do que o normal.

Quando aquilo terminou, puxei Ana Clara para mim num abraço apertado, acolhendo-a contra meu peito. Ana retribuiu o abraço e ficamos as duas grudadas, trocando carícias, seu rosto enfiado entre meus seios.

- Minha gatinha, você sabe que amanhã isso termina, não sabe? – perguntei ao recobrar o mínimo controle sobre meu corpo e minha voz.

- Eu sei – choramingou.

- Por mim, minha querida, já terminou. Você se importa?

- Não, meu amor. Obrigada por ter feito isso por mim – respondeu a Megera, me dando um beijo carinhoso nos lábios e acariciando meu rosto.

- Só retribuí o que você fez por mim. Se tiver mais alguma fantasia maluca, pode contar, sua doida! – choraminguei, com lágrimas descendo dos olhos e o peito pacificado.

- Você é muito boa como dominadora. Vou precisar de um tempo para desmamar.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Obrigada, você também foi muito boa. Até me deixou com medo de você.

- E eu vou sentir saudades de trepar com duas cenouras.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkk. As cenouras sempre estarão lá.

- As cenouras, sem você, não são nada. A maior graça era ser dominada por você. É viciante, mas eu sabia que uma hora ia acabar. Só que eu cheguei a acreditar que o Demônio ia me trocar por você, linda desse jeito.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Você acreditou naquela farsa? – reagi.

- Porra, sua piranha, você dormindo com ele, os dois se beijando na minha frente. Você bem se aproveitando do meu namorado.

- Sim, querida, os beijos foram verdadeiros. Eu também dormi com ele, embora só uma vez, mas eu prefiro não lembrar disso.

- Por que?

- Porra, Ana Clara, com todo respeito, dormir do lado daquela delícia e não poder fazer nada foi foda. Quanto aos beijos, a gente tinha que dar realismo ao roteiro, né?

- Quer dizer que vocês não...

- Não, sua puta. Tirando os beijos, foi tudo encenação. Tudo combinado desde o princípio. Ele esperava que você fosse sentir ciúmes e desistir. Ele deixou você viver sua fantasia, mas, como já falei, ele não estava gostando, mas nem ele, nem eu, verdade seja dita, nos sentíamos à vontade para transar.

- Então, foi tudo uma farsa, seus psicopatas? Deixaram que eu ficasse pensando...

- Que a gente estava transando, enquanto dormia cheirando minha calcinha usada.

- E eu morrendo de ciúmes e tesão.

- Tesão de corna? Se você quiser, eu posso te fazer de corna com ele. Não será sacrifício nenhum.

- Piranha!

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

- Mas por que vocês não transaram? Você já tinha dado para ele várias vezes.

- Ele falou que ia parecer que estava se aproveitando da situação para me comer e não se sentia confortável, embora tivesse muita vontade, porque eu sou muito gostosa, segundo ele.

- Segundo ele? Segundo a torcida do Bahia, do Vitória, do Flamengo e do Fluminense. Olha só para você. Parece até um sonho de tão linda.

- Nossa, assim você me deixa mal acostumada.

- Só falei a verdade – respondeu Ana Clara, me envolvendo em um beijo de língua tão gostoso que cheguei a me arrepiar toda.

- Você sabia que será sempre minha rainha? – perguntei, o corpo todo dando sinais.

- E eu serei sempre sua escrava – respondeu.

- Faz amor comigo, minha escrava rainha – pedi, emocionada.

- Você quer mesmo?

- Quero, me domina. Estou sentindo falta da sua mão na minha cara.

- É, sua piranha? Gosta de apanhar de mulher, sua puta? – reagiu a Megera, me empurrando para ficar de costas na cama.

- Gosto de apanhar de você, sua corna – provoquei, mas já com a voz tremendo de tesão e ganhando um tapa na cara.

- Isso, é por você ter dormido com meu namorado, por não ter trepado com ele e me feito de idiota, fantasiando os dois fazendo amor e ele me trocando por você.

Ganhei outro tapa, que me deixou mole e com a buceta latejando.

- Isso, é porque eu te amo, sua puta!

- Também te amo, sua vadia – respondi, retribuindo o tapa e puxando-a para mim.

O beijo foi faminto de ambas as partes e a madrugada virou um duelo de tapas, beijos, cusparadas e xingamentos, que foi a melhor noite da minha vida. Dormimos abraçadas, nuas, as duas lambuzadas com os líquidos uma da outra.

Só despertei às 9 horas com o celular tocando. Era André.

“Como foi a noite de amor das duas piranhas lésbicas”

Respondi:

“Kkkkkkkkkkkkkkkkk”

“Acho que é você quem vai acabar sobrando na história, Demônio”

“É senhor Demônio para você, sua puta lésbica”

“Perdão, senhor, pela minha insolência”

“Acorde a Megera e se arrumem. Passo aí daqui a uma hora para buscá-las”

“Sim, senhor, cumprir sua vontade é um regozijo para sua pobre e humilde serva”

“A Ana Clara já sabe que nós não transamos”

“Vou ter que castigá-la por revelar nosso segredo sem minha autorização”

Pronto! Minha buceta melou já de manhã.

“Perdão, meu mestre e senhor. Não tive a intenção de lhe desobedecer. Fui imprudente e movida pela emoção. Por isso, aguardo ansiosa e grata pelo meu castigo”

“Como está minha princesa?”

“Dormindo como um anjinho, linda como o nascer do sol”

“Como ela reagiu ao saber que não fodemos?”

“Me xingou e me bateu. Eu adorei”

“Mas é uma desavergonhada mesmo. E ainda por cima desobediente. Como você permite que sua escrava lhe trate assim?”

“É que eu já tinha renunciado à minha posição de sinhá malvada, meu amo”, respondi sem conter o riso, a expectativa e o tesão pelo que viria.

“Eu não quero estar em seu lugar, escrava, quando eu lhe castigar”

Porra, ele estava querendo me fazer gozar com mensagens de WhatsApp?

“Você é uma puta emotiva, imprestável, que não serve nem para cumprir ordens”

“Eu sei, meu senhor, e admito ser uma serva inútil, muito aquém de suas soberanas expectativas, e plenamente disposta a arcar com as consequências”

“Chega de conversa”

“Acorde minha namorada e se arrumem. Até logo”

“Obedecerei, meu amo. Até logo”

A porra do Demônio sabe como deixar uma mulher excitada, meu Deus. Eu já estava com o corpo em chamas, ainda mais com Ana Clara nuazinha na minha cama, com aquele corpo de deusa, dormindo feito um anjo, que dava até dó de ter que acordá-la.

Porém, como ordens são ordens, acariciei o rosto e beijei a testa da minha rainha carinhosamente, até acordá-la. Ana Clara me surpreendeu com um sorriso de fazer até doer a espinha e me abraçou, puxando para si. O cheiro daquela mulher me deixava tonta e o contato íntimo com seu corpo dava vontade de fazer parar o tempo.

- Seu namorado, mestre e senhor virá nos buscar daqui a pouco, meu bem. Temos que obedecer. Vamos levantar, tomar café e nos arrumar?

- Vamos, me deixa só ficar mais um pouquinho abraçada com você – pediu a Megera.

Ficamos por uns cinco minutos em silêncio, trocando beijos e carícias, as duas completamente nuas. Foi um dos momentos mais mágicos da minha vida.

André tocou a campainha. Estava de bermuda, camisa polo e óculos escuros de aviador. Tão lindo e gostoso, que chegou a me dar tremedeiras nas pernas. Tão logo viu Ana Clara, a tomou num beijo de tirar o meu fôlego. Minha amiga se entregou com sede e eu fiquei olhando para aquilo com carinha de cachorro que caiu do caminhão de mudança, mas fui surpreendida em seguida. André me olhou de um jeito tão carinhoso, que quase derreti por inteira. O Demônio, sem pedir licença, me enlaçou pela cintura e me deu um beijo cheio de paixão, que fez até minha bucetinha escrava latejar, após o qual olhei meio constrangida para Ana Clara, cujos olhos brilhavam.

Depois, o Demônio nos levou para o sofá e fez com que nós duas sentássemos cada uma em uma perna.

- Tenho uma proposta para vocês. Caso concordem, minhas coisas já estão no carro. Vamos passar o final de semana na serra, na casa dos meus pais. Vocês topam?

- Claro que sim, não é Cínthia? – emendou Ana Clara, ansiosa pela minha resposta.

- Seus pais vão? – perguntei, ainda meio sem entender o que estava acontecendo.

- Não, meu amor, eles não vão. Só nós três – respondeu André.

Meu amor? Será que eu estava drogada?

- Tá, tudo bem, respondi.

- Então, vá arrumar suas coisas, que depois passaremos na casa da Megera para ela pegar as dela. E não quero ser desobedecido, vocês entenderam? – ordenou, com um sorriso cheio de promessas.

E qual mulher ousaria desobedecer a uma ordem de um homem daqueles?

Antes de sairmos, André mandou que nos ajoelhássemos, me deixando toda excitada.

- Vocês sabem por que estão de joelhos?

- Não, senhor – respondemos juntas.

- Nós vamos para a serra para celebrar a Lei Áurea. Daqui para frente, ninguém aqui é mais escrava de ninguém. Fui claro?

- Sim, senhor – respondemos juntas.

- Então, daqui para frente, podem me chamar de princesa Isabel.

Do jeito que falou aquilo, foi impossível que eu e a Megera não caíssemos na gargalhada.

- Estão ambas alforriadas.

- Amor, a Cínthia vai ser nossa namorada? – perguntou Ana Clara, fazendo meu coração sangrar na hora.

- Se você quiser, sim – respondeu o Demônio.

- Você quer, princesa? – Ana Clara me perguntou.

- Por esse final de semana, sim, é o que eu mais quero – respondi, ocultando aquilo que já estava decidido e me permitindo viver aquele sonho impossível, mesmo que fosse por dois dias.

Ana Clara me deu um abraço apertado, que retribuí. Arrumei minhas coisas e fui viver meu sonho. Fomos.

Passamos na casa da Megera. Subimos nós duas, enquanto o Demônio foi dar um abraço em seus pais. Os da minha amiga me deram aquele tratamento carinhoso e efusivo de sempre. Sua mãe sempre me dizia que eu devia ser uma pessoa especial, porque nunca tinham visto a filha tão entusiasmada com uma amiga, que ela era mais para bicho do mato.

Não sei se pensaria assim se soubesse que eu a tinha feito trepar com duas cenouras, e de joelhos, e que tinha servido à filha delas por trinta dias como escrava, sem contar que termináramos a madrugada anterior fazendo amor entre tapas, beijos e xingamentos. E que eu estava completamente apaixonada por aquela mulher. Será que ela sabia que sua filha e seu genro tinham um casal de namorados no Rio de Janeiro?

De qualquer forma, me sinto privilegiada de fazer parte da vida daquelas duas criaturas. Foi no início de 2023 que surgiu a ideia de criarmos a “Casa da Megera”, um site de fomento e crítica literária e livraria online, que, mais à frente, também se tornaria canal no Youtube e uma livraria física, com o apoio incondicional da Ay, nossa tutora jornalista e minha rival para saber quem amava mais a Ana Clara. Aliás, a ideia foi da Ay, que também amava literatura, mas esse é outro assunto.

Chegamos na serra e fomos a um restaurante, onde passamos o tempo com cervejas e caipirinhas antes de almoçarmos uma comida deliciosa. Por mais que tivesse minha decisão tomada, o que me dava calafrios, mas o carinho que recebia da Megera e do Demônio fizeram com que me esquecesse temporariamente dela.

Passamos uma tarde maravilhosa, fizemos trilha e tomamos banho de cachoeira. Chegamos em casa ao cair da tarde e cozinhamos juntos, os três, nos lembrando das loucuras que fizéramos juntos.

- Porra, Ana Clara, tu acreditaste mesmo, sua doida, que eu ia trocar você por essa gostosa maluca? Para trocar uma louca por outra, eu fico com a que eu já estou, que é tão linda e gostosa quanto. Se eu fosse te trocar, seria por uma mulher normal – brincou o Demônio, enquanto me abraçava por traz e estalava um beijo em meu pescoço, enquanto a Megera mexia a colher na panela.

- Querido, se eu fosse uma mulher normal você não estaria agora com duas namoradas gostosas – reagiu Ana Clara.

- Que 99% dos homens do planeta gostariam de estar no seu lugar – emendei, estalando um beijo nos lábios daquele gostoso.

- Vocês estão muito pretenciosas. Estão dizendo que bilhões de homens gostariam de estar no meu lugar? – provocou o Demônio.

- Sim – respondemos em uníssono, enquanto André me largava para encoxar a namorada, atrapalhando seus movimentos, enchendo-a de beijos.

- Socorro, Demônio, para com isso, que assim eu não consigo me concentrar no que estou fazendo, seu tarado – protestou a Megera, se derretendo toda.

Ana Clara era uma monstrinha na cozinha. Sob seu comando, fizemos um delicioso bobó de camarão, que comemos bem quente, acompanhado de uma cachacinha deliciosa, que até a alma ficava aquecida e com o suor pingando.

Depois, ficamos saboreando uns canapés e bebendo cerveja e caipirinhas, enquanto assistíamos a um filme muito bom, as duas abraçadinhas ao Demônio e fazendo piadas com tudo, que era a característica marcante da Ana Clara.

- Amor, está como o diabo gosta, né? Com duas gatas enroscadas em você – brincou a Megera.

- O diabo, não, o Demônio – reagi.

- E não é a mesma coisa?

- Amor, você ainda me deve explicações sobre o fato de ter feito sexo com duas cenouras, com direito a DP e tudo – reagiu o Demônio.

- Ah, amor, deixa de ser ciumento. Você pode fazer amor com duas mulheres, por que eu não posso me divertir com duas cenouras. Cenouras também são filhas de Deus.

- Já estou imaginando o dia em que você vai querer ter relações sexuais com um poste de iluminação.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

- Ah, amor, se ele for bem apessoado – respondeu a Megera.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk – me acabei nas gargalhadas com aquele diálogo maluco – pior se ela resolver ter uma relação de submissa com o poste. Manda em mim sinhô poste, e ele lá parado, deixando a Megera morta de raiva.

- As duas, né? Peladinhas, de joelho, diante do poste, esperando suas ordens, que nunca vêm – interveio André, me fazendo imaginar a cena, com os transeuntes passando e vendo aquela cena ridícula.

- Até o poste se irritar com aquela palhaçada e gritar: “eu sou um poste, porra! Já viram poste falar, suas malucas?” – emendou a Megera, fazendo minha barriga chegar a doer de tanto rir.

- E as duas se prostando diante de Dom Poste: perdão, senhor, pela nossa insolência – brincou André.

- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

- É por isso que eu amo vocês. A diversão sempre é completa – reagi às gargalhadas, me esfregando em André, que me deu um beijo gostoso, me deixando até mole.

Enquanto o namorado me beijava, Ana Clara baixou seu short e fez com que aquele colosso de pica saltasse para fora, caindo de boca com vontade. Aproveitei o embalo e tirei minha roupa apressadamente, ficando completamente nua. André já estava sem camisa e acabou perdendo a parte de baixo da roupa, também ficando nu.

Desci com a boca por seu pescoço, dando lambidas, até chegar ao seu mamilo e castigá-lo com minha língua, dando lambidas molhadas e sugadas, que o fizeram gemer, enquanto Ana Clara seguia adorando seu mastro real.

- Vamos para a cama? – propôs Ana Clara, já puxando o Demônio pelo braço, enquanto eu os seguia.

Fizemos com que André se deitasse de costas. Ana Clara tirou a roupa, exibindo seu corpo de deusa, que até me deixava tonta, e nos pusemos a distribuir beijos e carícias pelo seu corpo, fazendo com que se rendesse, reagindo com gemidos e exclamações. Enquanto eu dava lambidinhas no interior de suas coxas e acariciava sua perna até os pés, Ana Clara se deliciava no corpo do Demônio do abdômen para cima.

Depois, sentei em sua pica e deixei aquela tora me invadir até o fundo, enquanto Ana Clara trepou em seu rosto, oferecendo sua buceta sagrada para que ele lambesse. Senti-me aliviada por poder enfim ter aquela prazer depois daquela seca e quiquei como se não houvesse amanhã, com aquela pica me preenchendo inteira, me levando rapidamente ao primeiro orgasmo. Não demorou para que Ana Clara tivesse o seu.

- Ai, amor, essa língua está me matando, caralho – gritou, o corpo todo tremendo, me oferecendo um lindo espetáculo, que me deixou mais excitada.

Então, nos revezamos e fui para seu rosto. Aquela língua continuava faminta, me levando a outro orgasmo, ao mesmo tempo em que André, completamente dominado pela minha buceta, gozou na de Ana Clara, gemendo abafado entre minhas pernas. A Megera emitiu uma sequência de gritinhos agudos deliciosos, gozando com a porra sagrada do Demônio inundando seu útero real.

- Porra, vocês querem me enlouquecer, caralho – desabafou o Demônio quando o libertei do jugo da minha buceta.

- Pelo menos, dessa vez você não está amarrado e pode comer nossas periquitas, né amor? – brincou a Megera, pulando em cima do namorado e me puxando para perto de si, fazendo com que saboreássemos nosso pós gozo com nossos corpos misturados.

A noite virou madrugada e a madrugada foi longa. Perdi a conta dos orgasmos que tive com aqueles dois, ora com o pau do Demônio, ora com a língua ou os dedos dos dois fustigando minha buceta. Dei para André de quatro, enquanto lambia a buceta da minha amiga, de ladinho e deitada de costas, com meus quadris sobre suas pernas, uma posição que me fez gozar em tempo recorde, por causa dos estímulos inclementes no meu ponto G. Até porque, Ana Clara começou a sugar meu grelo, quase me enlouquecendo.

O dia seguinte teve café da manhã a três, mais trilha, mais cachoeira e, essa é a parte triste, a hora de ir embora.

- Meu rei, minha rainha, tenho que dizer uma coisa para vocês. Vou entrar de férias quarta-feira e viajar para Maceió. Vou passar as férias na casa da minha tia. Meus pais também irão para lá para passar as festas de fim de ano, mas só no dia 23.

- Ai, miga, eu vou ficar com saudade de lamber seus pés – protestou Ana Clara, fazendo carinha de decepcionada e carente.

- Kkkkkkkkkkkkkk

- Também vou ficar com saudades – emendou André, sério.

- Eu sou muito grata por tudo que vivi com vocês. Em todo esse período em que nos entregamos às nossas loucuras, eu nunca tive tanto prazer na minha vida. Mas não é só de prazer sexual que estou falando. É o prazer de ser amada e estar entre duas pessoas que se amam e se respeitam tanto.

- Você vai só passar férias em Maceió ou está pensando em se mudar para outro país depois, com esse tom tão melancólico? – reagiu o Demônio.

- Não, eu não estou melancólica, meu amor. Eu estou muito feliz de ter vocês como meus amigos, mas vocês são meus amigos, entende? Por mais que vocês me deem amor, ainda assim são um casal e eu o apêndice.

- Você não é apêndice porra nenhuma, Cínthia, não fode. Nós amamos você, não é amor? – reagiu Ana Clara fazendo beicinho.

- Sim, Cínthia, nós amamos você.

- Eu sei, não estou questionando isso. E é por isso que eu estou feliz, embora com o coração um pouco partido. E é esse o problema. São meus sentimentos. Eu preciso me afastar de vocês por um tempo, porque estou muito apegada e cada vez mais apaixonada. Acho que seria mais apropriado se eu me apaixonasse por uma pessoa livre e desimpedida, não é?

- Compreendo – reagiu André com um tom sério.

- Vocês têm seu casal de namorados no Rio de Janeiro, mas eles são um casal. Quando vai cada um para um lado, vocês têm um ao outro e eles também. E eu? Não é que eu tenha necessidade de ter alguém, não é isso. Mas eu preciso pelo menos me manter aberta a essa oportunidade. Desde o episódio das chineladas na bunda do Demônio – paramos para rir – minha vida afetiva, sexual e amorosa gira em torno de vocês, entende?

- Tudo bem, Cínthia, eu te entendo. Você está certa. Até certo ponto – ponderou o Demônio – mas saiba que minha porta estará sempre aberta para você e a Megera será sempre sua amiga. Sempre seremos seus namorados, se você quiser, com ou sem sexo.

- Se for sem sexo, a gente pode pelo menos pegar na mãozinha, não pode, minha rainha? – resmungou Ana Clara com o rosto banhado de lágrimas.

- Eu deixo até você lamber meus pés. Mas só se você também me deixar lamber os seus e me bater.

- Palhaça! Eu deixo – respondi, sendo vencida pelas lágrimas e pelos soluços.

É claro que nossa história não terminava ali, muito pelo contrário, mas eu precisava refletir sobre aquele episódio da minha vida e a distância é o melhor remédio nesses casos. Três dias depois, parti para Maceió, levando saudades e a certeza de que pelo menos dois grandes amigos eu teria para a vida inteira.

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Esse é um conto 100% autoral e exclusivo para a Casa dos Contos.

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Adoramos comentários e respondemos a todos. Ficamos felizes, também, quando as pessoas nos seguem.

Até o próximo episódio!

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Foto de perfil genéricaTheodor e AlineContos: 24Seguidores: 24Seguindo: 34Mensagem O erotismo é uma forma de expressão.

Comentários

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Sem o menor pingo de dúvidas o melhor capítulo dessa saga maravilhosa.

O talento de vcs T&A me deslumbra!!

Mas vamos lá...é muita cenoura na vida da minha Megerinha!!! hahaha

Amo a Cinthia!!! A melhor Rainha do CDC (Megera é a melhor escrava).

“É senhor Demônio para você, sua puta lésbica” Rachei de rir com essa passagem e muitass outras!!!

O Demonio e a Megéra não pode cabar nunca!!!

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"- Até o poste se irritar com aquela palhaçada e gritar: “eu sou um poste, porra! Já viram poste falar, suas malucas?” – emendou a Megera, fazendo minha barriga chegar a doer de tanto rir.

- E as duas se prostando diante de Dom Poste: perdão, senhor, pela nossa insolência – brincou André."

A Cínthia realmente merece o Oscar como dominadora. Cirúrgica, implacável, brutal, e ainda recebendo o apoio do Dom Demônio.

A gratidão de sempre pelos seus comentários.

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Simplesmente fantátisco!! Vcs notaram que o medo dos nossos novos leitores são os mesmos que eu tinha né...do casal ter problemas no relacionamento. Imagino a satisfação deles quando esse medo terminar. O meu acabou, André e Ana Clara são inseparáveis!

Amo essa série, faço propaganda mesmo, do mesmo jeito que faço do Obetão, leiam ele com força!!

Arrepiei nessa frase imaginando a linda Megera nas mãos da magnifica Sinhá malvada Cinthia:

- Aaaaaieeeeeeee, Cínthia, meu deeeeeeuuuuusss – gritou, com o corpo tendo espasmos.

E a gratidão é toda minha queridos Theodor e Aline!! No capitulo 247 estarei aqui!!!

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Na boa? Vcs estão colocando o sarrafo muito alto com essa história!

Fico até com medo de dar uma merda com o casal e me decepcionar de tão bom que está…rs

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Nossa! Obrigada, Normal. É muito gratificante receber um comentário assim, sem demagogia alguma. Estamos muito apaixonados por esses personagens. Que, você sabe, têm vida própria. Nós só damos voz a esses doidinhos varridos. kkkk

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Falando sério, é uma história diferente da maioria. Não teve traição até agora (espero que continue assim). O sentimento não parece diminuir entre eles, pelo contrário. As amizades são para somar (Ay, Gabriel e Cinthia). São 24 capítulos sem clichês (insatisfação com desempenho do marido, negro dotado, rs) e imagino o trabalho que dá escrever (e bem) cada situação vivida por eles. Parabéns! As terças e quintas são aguardadas com ansiedade.

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