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As Mulheres de Miguel - Capítulo 04: A Tia

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Um conto erótico de Allan Grey
Categoria: Heterossexual
Contém 1564 palavras
Data: 07/07/2026 06:19:27

O calor do réveillon na casa de minha avó Maria era sufocante. O ar-condicionado da sala de jantar não dava conta do falatório, do cheiro de assado e da hipocrisia que circulava junto com o espumante barato. Minha família inteira estava reunida ao redor da mesa de jacarandá. Minha avó Maria presidia a cabeceira com seu olhar avaliador. Marcela, minha prima, ria de alguma piada sem graça no canto da sala. Ela não fazia ideia. Ninguém ali fazia.

​No lado oposto da mesa, minha tia Márcia fingia prestar atenção na conversa de minha mãe.

​Ela vestia um vestido justo de crepe branco, frente única, que destacava sua pele clara levemente bronzeada. O corte do vestido forçava a aparição de seus seios grandes e o rebolado despretensioso de seus quadris largos e carnudos sempre que ela se movia. O cabelo castanho-escuro, longo e liso com franja, emoldurava o rosto quadrado de mandíbula definida. Ela tentava manter uma postura rígida. Uma distância fria que ela vinha ensaiando desde o nosso último encontro na casa dela. Ela sentia culpa. O fantasma de trair a própria filha, Marcela, pesava nos olhos dela.

​Eu passei por trás da cadeira dela para ir até o aparador de bebidas.

​No trajeto, raspei meu quadril contra o ombro dela. Um toque desnecessário. Deliberado. Senti o aroma de canela, âmbar e flor de laranjeira que emanava da pele dela. Minha tia enrijeceu a espinha instantaneamente. Ela não se virou, mas os dedos dela apertaram a haste da taça de cristal até as pontas ficarem brancas. Ela queria estabelecer um limite. Ela queria fingir que éramos apenas tia e sobrinho. Eu não ia permitir. O verniz de normalidade dela me irritava. Eu queria vê-la quebrar.

​Minutos depois, ela se levantou e caminhou em direção ao corredor dos quartos, buscando o banheiro social.

​Esperei trinta segundos. Deixei meu copo na mesa e a segui. O corredor estava silencioso, fracamente iluminado por uma arandela antiga. A porta do banheiro acabou de se fechar. Aproximei-me sem fazer barulho. Girei a maçaneta antes que ela pudesse passar a chave. Empurrei a folha de madeira e entrei de uma vez, trancando o trinco atrás de mim com um clique seco.

​Minha tia Márcia se assustou. Ela recuou um passo, batendo as nádegas contra a pia de mármore.

​— Ficou louco, Miguel? — ela sussurrou, a voz curta, cortante e acelerada. — A família está toda na sala. Se eles desconfiarem...

​— Ela não vão desconfiar — eu respondi.

​Dei um passo à frente, ignorando o recuo dela. Em vez de recuar, eu a encurralei de costas contra a pia. Passei meus braços pela cintura dela e a encoxei por trás com força, prensando o corpo dela contra o mármore frio. Forcei-a a olhar diretamente para o espelho acima da pia. Nossos reflexos se chocaram na luz fluorescente.

​— Solta, Miguel. Isso está errado, você sabe que está — ela murmurou, a voz trêmula, tentando mover o quadril para escapar do meu contato, mas falhando miseravelmente.

​— Olha para você no espelho, tia. Olha para o seu rosto — eu sussurrei no ouvido dela, sentindo a respiração dela acelerar. — Você diz que quer distância, mas seus olhos estão dilatados. Você está suando. Você me quer tanto quanto eu quero você.

​Ela encarou o próprio reflexo por alguns segundos, vendo o contraste entre seu vestido branco impecável e a minha expressão de posse. A bochecha dela corou. O peito dela, onde os seios grandes se projetavam sob o crepe elástico, subia e descida num ritmo caótico. A resistência de minha tia Márcia ruiu diante do próprio desejo exposto no vidro.

​Ela soltou um suspiro pesado, desistindo da farsa. Com um movimento amplo e espontâneo, ela levantou a barra do vestido até a cintura. Ela vestia uma calcinha de renda vermelha minúscula. Minha tia Márcia enfiou os dedos na lateral do tecido e a puxou para baixo com pressa, deslizando-a pelas pernas grossas até tirá-la por completo.

​Olhei para a calcinha na mão dela.

​— Vermelha? — perguntei.

​— Quero muito amor ano que vem — ela disse, com o sorriso sedutor e cínico voltando aos lábios carnudos.

​— Ótimo, porque eu tenho muito amor pra te dar — eu respondi.

​— Então me mostra, seu canalha — ela ordenou, a voz firme e rústica.

​Minha tia assumiu o controle absoluto da situação. Ela me segurou pelos ombros com suas mãos firmes e me empurrou em direção ao vaso sanitário. Meu corpo cedeu à força dela. Sentei-me sobre a tampa de plástico fechada. Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação de domínio, ela avançou.

​Ela subiu no meu colo de costas para mim. A posição me deu uma visão pornográfica, crua e avassaladora de sua bunda volumosa e bronzeada. O quadril largo e carnudo dela, totalmente despido por baixo do vestido levantado, pairava a centímetros da minha virilha. Minha tia segurou meu pau rígido com uma das mãos, guiou-o até a entrada de sua fenda úmida e, com um movimento lento, pesado e autoritário, desceu o corpo de uma vez.

​O calor interno da vulva de minha tia Márcia me engoliu por completo.

​A pressão era esmagadora. Ela ditava o ritmo da transa, rebolando sobre o meu colo com movimentos circulares, lentos e pesados. Eu estava completamente à mercê do movimento dela. Do meu ângulo, a bunda dela era um espetáculo de carne firme e redonda, que se esmagava contra o meu púbis a cada descida vigorosa. Eu via cada contração da musculatura das nádegas dela enquanto ela me consumia com o controle de uma predadora. O som úmido do atrito de nossos corpos colados preenchia o espaço silencioso do banheiro.

​— Olha para nós, seu moleque — ela sussurrou, a voz ofegante e apressada. — Olha o que você está fazendo com a irmã da sua mãe.

​Passei minhas duas mãos por baixo dos braços dela, alcançando a frente única do vestido de crepe. Puxei o tecido elástico para baixo, expondo seus seios grandes e fartos. Segurei aquela carne madura com força, apertando as mamas pesadas enquanto os mamilos dela se mantinham completamente rígidos sob meus dedos. Minha tia Márcia jogou a cabeça para trás, apoiando a nuca no meu ombro.

​— Isso... aperta eles — ela exigiu, a voz curta e ofegante, acelerando o movimento de subida e descida sobre mim. — Fode essa bunda que você queria tanto.

​O prazer físico era violento, potencializado pela iminência do perigo. Do outro lado da parede fina, o barulho das conversas da família e dos talheres continuava. O risco de sermos flagrados a qualquer segundo por minha prima Marcela ou por minha avó Maria funcionava como um combustível implacável.

​Minha tia Márcia não reduziu a velocidade. Ela manteve o domínio sobre o meu quadril, cavalgando-me com uma força absurda, usando o peso de sua bunda carnuda para arrancar de mim toda a resistência. A musculatura interna dela começou a sofrer espasmos violentos, ordenhando meu pau com uma pressão implacável. Ela contraiu a vagina ao redor do meu membro uma última vez, segurando os meus joelhos para manter o equilíbrio.

​O ápice me puxou para o abismo. Gozei profundamente dentro de minha tia, sentindo o sêmen inundar o calor de sua fenda apertada enquanto ela soltava um gemido abafado contra a curva do meu pescoço, tremendo inteira no próprio orgasmo.

​Ficamos estáticos no vaso sanitário por alguns segundos, recuperando o fôlego.

​Minha tia se levantou lentamente, sem qualquer pressa que denunciasse fraqueza. Ela ajeitou o vestido de crepe branco com movimentos precisos, cobrindo os seios grandes e escondendo a própria nudez. Ela pegou um pedaço de papel toalha para se limpar, retocou o batom borrado diante do espelho e voltou a exibir aquela postura confiante e extrovertida de sempre.

​Ela se virou para mim antes de destrancar a porta, com aquele sorriso sedutor e aberto que desafiava qualquer vestígio de culpa.

​— Agora volte para lá e se comporte — ela sussurrou, a voz coloquial e cheia de malícia. — Mas não se acostume. Isso não vai acontecer no ano que vem.

​Ela abriu a porta com cuidado e escorregou de volta para o corredor escuro, integrando-se à festa como se nada tivesse acontecido.

​Fiquei sozinho no banheiro, regulando minha respiração. O cheiro de canela e sexo ainda pairava no ar confinado. Eu me sentia sujo, exausto e completamente dominado pelo perigo daquela rede de traições.

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