O calor do réveillon na casa de minha avó Maria era sufocante. O ar-condicionado da sala de jantar não dava conta do falatório, do cheiro de assado e da hipocrisia que circulava junto com o espumante barato. Minha família inteira estava reunida ao redor da mesa de jacarandá. Minha avó Maria presidia a cabeceira com seu olhar avaliador. Marcela, minha prima, ria de alguma piada sem graça no canto da sala. Ela não fazia ideia. Ninguém ali fazia.
No lado oposto da mesa, minha tia Márcia fingia prestar atenção na conversa de minha mãe.
Ela vestia um vestido justo de crepe branco, frente única, que destacava sua pele clara levemente bronzeada. O corte do vestido forçava a aparição de seus seios grandes e o rebolado despretensioso de seus quadris largos e carnudos sempre que ela se movia. O cabelo castanho-escuro, longo e liso com franja, emoldurava o rosto quadrado de mandíbula definida. Ela tentava manter uma postura rígida. Uma distância fria que ela vinha ensaiando desde o nosso último encontro na casa dela. Ela sentia culpa. O fantasma de trair a própria filha, Marcela, pesava nos olhos dela.
Eu passei por trás da cadeira dela para ir até o aparador de bebidas.
No trajeto, raspei meu quadril contra o ombro dela. Um toque desnecessário. Deliberado. Senti o aroma de canela, âmbar e flor de laranjeira que emanava da pele dela. Minha tia enrijeceu a espinha instantaneamente. Ela não se virou, mas os dedos dela apertaram a haste da taça de cristal até as pontas ficarem brancas. Ela queria estabelecer um limite. Ela queria fingir que éramos apenas tia e sobrinho. Eu não ia permitir. O verniz de normalidade dela me irritava. Eu queria vê-la quebrar.
Minutos depois, ela se levantou e caminhou em direção ao corredor dos quartos, buscando o banheiro social.
Esperei trinta segundos. Deixei meu copo na mesa e a segui. O corredor estava silencioso, fracamente iluminado por uma arandela antiga. A porta do banheiro acabou de se fechar. Aproximei-me sem fazer barulho. Girei a maçaneta antes que ela pudesse passar a chave. Empurrei a folha de madeira e entrei de uma vez, trancando o trinco atrás de mim com um clique seco.
Minha tia Márcia se assustou. Ela recuou um passo, batendo as nádegas contra a pia de mármore.
— Ficou louco, Miguel? — ela sussurrou, a voz curta, cortante e acelerada. — A família está toda na sala. Se eles desconfiarem...
— Ela não vão desconfiar — eu respondi.
Dei um passo à frente, ignorando o recuo dela. Em vez de recuar, eu a encurralei de costas contra a pia. Passei meus braços pela cintura dela e a encoxei por trás com força, prensando o corpo dela contra o mármore frio. Forcei-a a olhar diretamente para o espelho acima da pia. Nossos reflexos se chocaram na luz fluorescente.
— Solta, Miguel. Isso está errado, você sabe que está — ela murmurou, a voz trêmula, tentando mover o quadril para escapar do meu contato, mas falhando miseravelmente.
— Olha para você no espelho, tia. Olha para o seu rosto — eu sussurrei no ouvido dela, sentindo a respiração dela acelerar. — Você diz que quer distância, mas seus olhos estão dilatados. Você está suando. Você me quer tanto quanto eu quero você.
Ela encarou o próprio reflexo por alguns segundos, vendo o contraste entre seu vestido branco impecável e a minha expressão de posse. A bochecha dela corou. O peito dela, onde os seios grandes se projetavam sob o crepe elástico, subia e descida num ritmo caótico. A resistência de minha tia Márcia ruiu diante do próprio desejo exposto no vidro.
Ela soltou um suspiro pesado, desistindo da farsa. Com um movimento amplo e espontâneo, ela levantou a barra do vestido até a cintura. Ela vestia uma calcinha de renda vermelha minúscula. Minha tia Márcia enfiou os dedos na lateral do tecido e a puxou para baixo com pressa, deslizando-a pelas pernas grossas até tirá-la por completo.
Olhei para a calcinha na mão dela.
— Vermelha? — perguntei.
— Quero muito amor ano que vem — ela disse, com o sorriso sedutor e cínico voltando aos lábios carnudos.
— Ótimo, porque eu tenho muito amor pra te dar — eu respondi.
— Então me mostra, seu canalha — ela ordenou, a voz firme e rústica.
Minha tia assumiu o controle absoluto da situação. Ela me segurou pelos ombros com suas mãos firmes e me empurrou em direção ao vaso sanitário. Meu corpo cedeu à força dela. Sentei-me sobre a tampa de plástico fechada. Antes que eu pudesse esboçar qualquer reação de domínio, ela avançou.
Ela subiu no meu colo de costas para mim. A posição me deu uma visão pornográfica, crua e avassaladora de sua bunda volumosa e bronzeada. O quadril largo e carnudo dela, totalmente despido por baixo do vestido levantado, pairava a centímetros da minha virilha. Minha tia segurou meu pau rígido com uma das mãos, guiou-o até a entrada de sua fenda úmida e, com um movimento lento, pesado e autoritário, desceu o corpo de uma vez.
O calor interno da vulva de minha tia Márcia me engoliu por completo.
A pressão era esmagadora. Ela ditava o ritmo da transa, rebolando sobre o meu colo com movimentos circulares, lentos e pesados. Eu estava completamente à mercê do movimento dela. Do meu ângulo, a bunda dela era um espetáculo de carne firme e redonda, que se esmagava contra o meu púbis a cada descida vigorosa. Eu via cada contração da musculatura das nádegas dela enquanto ela me consumia com o controle de uma predadora. O som úmido do atrito de nossos corpos colados preenchia o espaço silencioso do banheiro.
— Olha para nós, seu moleque — ela sussurrou, a voz ofegante e apressada. — Olha o que você está fazendo com a irmã da sua mãe.
Passei minhas duas mãos por baixo dos braços dela, alcançando a frente única do vestido de crepe. Puxei o tecido elástico para baixo, expondo seus seios grandes e fartos. Segurei aquela carne madura com força, apertando as mamas pesadas enquanto os mamilos dela se mantinham completamente rígidos sob meus dedos. Minha tia Márcia jogou a cabeça para trás, apoiando a nuca no meu ombro.
— Isso... aperta eles — ela exigiu, a voz curta e ofegante, acelerando o movimento de subida e descida sobre mim. — Fode essa bunda que você queria tanto.
O prazer físico era violento, potencializado pela iminência do perigo. Do outro lado da parede fina, o barulho das conversas da família e dos talheres continuava. O risco de sermos flagrados a qualquer segundo por minha prima Marcela ou por minha avó Maria funcionava como um combustível implacável.
Minha tia Márcia não reduziu a velocidade. Ela manteve o domínio sobre o meu quadril, cavalgando-me com uma força absurda, usando o peso de sua bunda carnuda para arrancar de mim toda a resistência. A musculatura interna dela começou a sofrer espasmos violentos, ordenhando meu pau com uma pressão implacável. Ela contraiu a vagina ao redor do meu membro uma última vez, segurando os meus joelhos para manter o equilíbrio.
O ápice me puxou para o abismo. Gozei profundamente dentro de minha tia, sentindo o sêmen inundar o calor de sua fenda apertada enquanto ela soltava um gemido abafado contra a curva do meu pescoço, tremendo inteira no próprio orgasmo.
Ficamos estáticos no vaso sanitário por alguns segundos, recuperando o fôlego.
Minha tia se levantou lentamente, sem qualquer pressa que denunciasse fraqueza. Ela ajeitou o vestido de crepe branco com movimentos precisos, cobrindo os seios grandes e escondendo a própria nudez. Ela pegou um pedaço de papel toalha para se limpar, retocou o batom borrado diante do espelho e voltou a exibir aquela postura confiante e extrovertida de sempre.
Ela se virou para mim antes de destrancar a porta, com aquele sorriso sedutor e aberto que desafiava qualquer vestígio de culpa.
— Agora volte para lá e se comporte — ela sussurrou, a voz coloquial e cheia de malícia. — Mas não se acostume. Isso não vai acontecer no ano que vem.
Ela abriu a porta com cuidado e escorregou de volta para o corredor escuro, integrando-se à festa como se nada tivesse acontecido.
Fiquei sozinho no banheiro, regulando minha respiração. O cheiro de canela e sexo ainda pairava no ar confinado. Eu me sentia sujo, exausto e completamente dominado pelo perigo daquela rede de traições.
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