Após Eduarda e Paulo chegarem em casa, ela não aguentou mais segurar. Fechou a porta do quarto e disse ao marido:
— Amor, por que você não me falou que sabia que Tatu me importunou na entrega das cestas?
Paulo sentou na cama, suspirou e respondeu:
— Importunar é muito forte, amor. Ele já disse que achou que você era uma dessas influencers. Várias delas vão lá, entregam cestas, fazem promessas, gravam e depois somem. Passam na rua e nem olham para as pessoas…
Eduarda pensou: “Claro que Tatu não contaria as cantadas”. Respirou fundo e continuou:
— Amor, tem uma coisa sobre Tatu que você não sabe. Tem a ver com a Eliane.
Paulo a olhou sério, respirou fundo e disse:
— Eu sei. Ele é o pai do filho dela.
Ele continuou, com tom calmo e convicto:
— Amor, me escuta. É errado ele não pagar pensão. É errado ela não querer que o filho dele não tenha o nome dele na certidão. E eu acho que ele merece uma chance de tentar mudar de vida.
Os dois foram dormir ainda com a conversa pairando no ar. Na manhã seguinte, Eduarda seguiu sua rotina normalmente. Acordou junto com Paulo às seis horas, preparou o café da manhã dele, separou as roupas para lavar, regou o jardim e adiantou o almoço. Enquanto as crianças acordavam, ela fez o café delas, ajudou nos deveres de casa e terminou de arrumar tudo. Paulo, já vestido, tomou o café e então disse a Eduarda, com naturalidade:
— Amor, hoje vou levar o irmão Reinaldo para começar a consertar o telhado da igreja. Ele chegou cedo na casa do irmão José e está esperando. Acho que vai ser uma boa oportunidade para ele se reintegrar na obra de Deus.
Eduarda sentiu um aperto no peito, mas apenas assentiu. Depois que Paulo saiu, ela terminou de arrumar as crianças, pegou as mochilas e os levou para a escola. Ao voltar, caminhando pela rua tranquila do bairro, Eduarda viu Eliane aguardando na porta de sua casa, visivelmente ansiosa e com os olhos vermelhos, como se tivesse chorado.
Eliane disse, visivelmente angustiada:
— Eduarda, precisamos conversar.
Elas entraram. Eduarda sentou com a amiga no sofá e perguntou:
— O que você quer? É sobre o Tatu, né?
— Sim. Ele me disse que quer reconhecer a paternidade do meu filho.
Eduarda contou tudo o que havia acontecido na igreja na noite anterior: a presença dele no culto, as ameaças no corredor e a conversa com Paulo.
— Amiga, ele tá querendo se vingar. Ele não liga para o seu filho.
Eliane saiu dali chorando.
Eduarda ficou em casa por alguns minutos, pedindo a Deus uma solução. Depois decidiu ir até a igreja. Ao chegar, Clara já estava lá. As duas começaram a trocar indiretas. Clara disse que ela mesma iria organizar o trabalho voluntário do próximo sábado. Eduarda retrucou:
— Eu pedi doações, já separei as roupas e vou comprar as cestas básicas e outras coisas.
Nesse momento, elas ouviram o barulho de Tatu arrumando o telhado. Clara, com um sorrisinho, disse:
— Você conseguiu, no seu primeiro trabalho, brigar com esse homem de vida sofrida, atormentado…
Foi então que Tatu apareceu, descendo da escada. Clara, sorrindo, falou:
— Irmão Reinaldo, vem tomar uma água, um café.
Tatu, com deboche, olhou para Eduarda e disse:
— Pastora Eduarda, desculpas novamente pelo que aconteceu no trabalho aquele dia.
Eduarda respondeu friamente:
— Desculpas agora? Eu estou fora dos trabalhos voluntários.
Tatu insistiu, olhando para Clara:
— Pastora Clara, não tire ela do trabalho. Ela ajuda aquelas pessoas que já não têm nada. Eu sei que ela não gosta de mim por causa da Eliane, mas eu quero ter contato com o meu filho.
Clara respondeu:
— Você tem que pagar a pensão. A Eliane tem uma certa razão.
Ele rebateu:
— Eu sou ex-presidiário. Ela me odeia.
Então Clara, com tom compassivo, disse:
— Eduarda, o Reinaldo é órfão. Perdeu os pais aos 19 anos e então entrou para o mundo do crime. Fazia parte de uma gangue de roubo de carros. Após um assalto mal sucedido, ele foi preso.
Tatu, com a voz embargada e lágrimas nos olhos, começou a contar sua história, olhando para o chão como se revivesse cada momento:
— Aquele dia foi um desastre… A gente planejou roubar um carro de luxo num estacionamento de shopping. Eu estava dirigindo o carro de fuga. Tudo parecia tranquilo, mas o alarme disparou mais cedo do que esperávamos. A polícia chegou rápido. Eu tentei fugir, mas o carro bateu numa mureta. Os tiros começaram a estourar. Um dos meus parceiros foi baleado na perna, outro conseguiu correr, mas eu fui cercado. Fiquei preso por anos. Na cadeia, descobri que a Eliane estava grávida. Eu tentava mandar dinheiro da pensão com o que meu tio conseguia me enviar de fora. Pagava com atraso, mas pagava. Quando saí, achei que ia conseguir recomeçar… Mas me viciei em bebida e jogos. Perdi tudo de novo. Hoje eu só quero ter uma chance de conhecer meu filho e mudar de vida.
Clara então disse, com um sorriso:
— Irmão Reinaldo, eu tenho uma ideia. Você vai nos ajudar no trabalho voluntário, ok?
Ele sorriu, olhando diretamente nos olhos de Eduarda, e respondeu:
— Sim, seria ótimo.
Eduarda se enfureceu por dentro. Saiu da igreja, pegou seus filhos na escola e, no caminho de volta, pensou seriamente em abrir mão de trabalhar no projeto. Mas ao passar pela invasão, uma senhora se aproximou com um sorriso sincero:
— Pastora, sábado eu faço questão de receber a senhora para um café.
Eduarda sorriu e decidiu continuar, mesmo que tivesse que aturar Reinaldo e suas cantadas. Ela tinha um plano.
À noite, ela e Paulo oraram juntos. Depois, Eduarda foi tomar banho. A água quente caía sobre seu corpo curvilíneo, escorrendo pelos seios grandes e firmes, pela cintura marcada, pelo quadril largo e pela bunda arredondada. Enquanto se ensaboava, ela pensava em tudo que estava acontecendo: as ameaças de Tatu, a ingenuidade de Paulo, as indiretas de Clara, a situação de Eliane e o filho dela. Sentia raiva, preocupação e uma determinação crescente de proteger as pessoas do projeto. Saiu do banho enrolada apenas em uma toalha branca que mal cobria suas coxas.
Ao ir para a sala buscar o celular que havia esquecido, deu de cara com Tatu. Ele a olhou de cima a baixo, devorando-a com os olhos, e disse com voz rouca:
— Meu Deus… Que delícia. Loira maravilhosa, pelada pra mim.
Eduarda o xingou, furiosa:
— O que você está fazendo aqui?!
Ela percebeu que ele a comia com os olhos e notou que ele apertava por cima da calça o pau, cujo volume era impressionante. Saiu em disparada em direção ao quarto e se vestiu rapidamente.
Após alguns minutos, Paulo entrou no quarto e disse:
— Chamei o Tatu para jantar, ok?
Eduarda respondeu, disfarçando a raiva:
— Ok, amor.
Durante o jantar, Paulo contava animado para Tatu a história de como eles se conheceram. Falou da infância na cidade pequena, da amizade que nasceu na escola, da mudança de Eduarda para Belo Horizonte e do reencontro aos 19 anos. Contou com orgulho sobre o namoro, o casamento lindo aos 21 anos e a chegada dos filhos: Júnior, Felipe, Gabriel e Júlia. Descreveu com entusiasmo a igreja Nova Esperança, como se tornaram pastores e a empresa de transporte de material reciclável que construiu com muito esforço e fé. Tatu ouvia com atenção, balançando a cabeça e fazendo comentários positivos, mas seus olhos frequentemente desviavam para Eduarda, percorrendo seu corpo de forma descarada.
Mais tarde, Paulo disse:
— Fiquei sabendo que a Clara te pediu para ajudar minha esposa. Você aceitou. Então tenho uma proposta para você: quer ser meu funcionário?
Eduarda se engasgou com a farofa, tossiu e tomou um grande gole de água. Com a voz ainda rouca, perguntou:
— O quê?
Tatu, com um sorriso satisfeito, respondeu rapidamente:
— Claro que aceito.
Paulo continuou, contente:
— Então você vai pintar a igreja, terminar o telhado e vai ajudar a Eduarda nas compras para o trabalho de sábado, ok?
Tatu olhou diretamente para Eduarda antes de responder:
— Ok.
O jantar seguiu com Paulo falando sobre os próximos projetos da igreja, enquanto Tatu, sentado à mesa, não parava de olhar para Eduarda de cima a baixo, com um brilho malicioso nos olhos, percorrendo seus seios, sua cintura e suas coxas sempre que podia.
Paulo levou Tatu até a invasão de carro, pois começou a chover forte. Ao retornar, ele estava visivelmente feliz e animado. Assim que entrou em casa, me agarrou com desejo, me beijando com fome e apertando minha bunda por cima do vestido. Subimos para o quarto rapidamente. Ele me tirou a roupa com urgência, jogando o vestido no chão e deixando meu corpo nu. Paulo me deitou na cama, abriu minhas pernas e enfiou dois dedos na minha boceta já molhada, mexendo com vontade enquanto chupava meus seios grandes, sugando os mamilos duros. Depois posicionou o pau grosso de 16 cm na entrada e me penetrou de uma vez, esticando minhas paredes internas com força. Ele começou a meter fundo e ritmado, segurando meus quadris largos, fazendo meus seios balançarem a cada estocada forte. O quarto se encheu do som molhado da carne se chocando, dos meus gemidos e dos grunhidos roucos dele. Paulo me virava de lado, por trás, me fodia com vigor, apertando minha bunda e dando tapas leves enquanto entrava e saía com o pau latejando. Dessa vez ele demorou mais uns bons minutos, suado, acelerando o ritmo, metendo cada vez mais fundo até não aguentar e gozar forte dentro de mim, jorrando bastante porra quente. Eu sentia ele pulsando, mas não cheguei ao orgasmo. Fiquei ali, excitada, frustrada, o corpo latejando sem alívio.
Ele desabou ao meu lado, ofegante e satisfeito, e disse:
— Hoje foi melhor, né minha vida?
Eu concordei com a cabeça, suada, com um sorriso forçado, mas por dentro sem ter chegado ao orgasmo — coisa que eu nem me lembrava mais quando tinha sido a última vez.
No dia seguinte, Paulo levou as crianças na escola. Em casa, Eduarda faxinou a casa com capricho. Varreu todos os cômodos, passou pano úmido no chão, limpou os móveis, organizou a cozinha, arrumou os quartos das crianças e deixou a casa brilhando. Depois separou roupas da família que iriam ser doadas, escolheu peças em bom estado e planejou o trabalho de sábado na invasão.
Ela chamou médicos amigos que iriam fazer consultas de graça, assistência social, jurídica, dentista, oftalmologista e cozinheiras voluntárias. Ainda precisava arrumar uma tenda para acomodar essas pessoas. Ligou para Clara e disse:
— Pastora Clara, pede ao irmão Reinaldo para ir até o seu Roberto alugar a tenda dele.
Clara respondeu:
— Ok, digo a ele.
Eduarda desligou e continuou organizando. Chamou professores para reforço escolar, alugou brinquedos para as crianças e já mandou tudo por escrito para Bete.
À tarde ela iria na igreja e sabia que Tatu não estaria lá, pois seu Geraldo morava do outro lado da cidade e demorava para atender seus clientes.
Já era perto do fim da tarde. Eduarda se arrumou para ir à igreja e depois correr uns quilômetros — fazia tempo que ela não corria. Colocou seus óculos escuros e uma roupa apropriada para corrida (legging preta justa que marcava suas coxas grossas e bunda arredondada, top esportivo que sustentava seus seios grandes e um tênis confortável). Foi caminhando até a igreja. Notou que estava fechada, mas pensou que Clara pudesse estar por lá. Abriu a porta e viu que as cadeiras estavam fora dos lugares. Pensou alto:
— Clara sempre deixa tudo desorganizado...
Então ela ouviu uns barulhos vindos do corredor da sala das crianças e dos banheiros. Seguiu na direção do som. A cada passo, os gemidos aumentavam. Eram gemidos femininos, abafados mas intensos: um “ahhh... assim...” rouco e entrecortado, seguido de suspiros mais agudos e rápidos, como se a mulher estivesse tentando segurar a voz, mas não conseguisse. Os gemidos vinham acompanhados de um ritmo constante de carne batendo contra carne e da respiração pesada de um homem.
Eduarda, com o coração acelerado, olhou pelo vidro da porta da sala das crianças e viu
Era Tatu que estava estocando Eliane com força. Ele a tinha dobrada sobre uma das mesinhas da sala das crianças, a saia levantada até a cintura e a calcinha jogada no chão. Tatu metia sem dó, enfiando o pau preto, enorme — 23 cm grosso, com veias pulsando e uma cabeça roxa inchada — fundo na buceta molhada de Eliane. Cada estocada era forte e profunda, fazendo o corpo dela tremer. O pau dele entrava e saía brilhando com os sucos dela, esticando as paredes da buceta da jovem morena, que gemia alto, sem conseguir se controlar:
— Ahhh... Reinaldo... assim... vai devagar...
Mas ele não ia devagar. Dominava ela completamente, segurando seus quadris com as mãos grandes e calejadas, metendo com violência ritmada enquanto falava baixo e safado:
— Eu te conheço, puta... Sua buceta estava com saudades do meu pau preto, né? Olha como ela engole tudo... apertadinha...
Eliane gemia cada vez mais alto, o corpo tremendo, os seios balançando a cada investida bruta. Tatu dava tapas na bunda dela, acelerava o ritmo, fazendo o som molhado e obsceno ecoar no corredor. O pau grosso e venoso dele entrava quase inteiro, batendo fundo, enquanto ele grunhia de prazer.
Eduarda ficou paralisada atrás da porta, o coração disparado. Seus olhos não conseguiam desgrudar daquela cena. O pau de Tatu era impressionante — grosso, preto, com veias saltadas e aquela cabeça roxa brilhante, entrando e saindo da buceta de Eliane com facilidade. Era muito maior e mais grosso do que o de Paulo. Eduarda sentiu um calor subir pelo corpo, uma mistura de choque, raiva e uma excitação involuntária que a deixou envergonhada. Suas pernas tremeram levemente, a boceta pulsando contra a calcinha enquanto observava aquele contraste bruto: o corpo musculoso e escuro de Tatu contra a pele morena clara de Eliane, o pau enorme dominando-a sem piedade.
Ela ficou ali, respirando rápido, sem conseguir se mexer, até que...
Eduarda ficou paralisada, respirando rápido, o coração martelando no peito. Não conseguia tirar os olhos da cena: Tatu metendo com força bruta em Eliane, o pau preto enorme e venoso entrando e saindo da buceta molhada da morena, fazendo um barulho obsceno de carne molhada. Eliane gemia alto, o corpo tremendo a cada estocada funda, os seios balançando enquanto Tatu a segurava pelos quadris e a fodia sem dó.
De repente, o telefone de Eduarda tocou alto, ecoando no corredor vazio da igreja.
Tatu não parou. Continuou estocando Eliane com força, o pau grosso desaparecendo quase inteiro dentro dela. Eliane, assustada, gemeu entrecortado:
— Tem... alguém aqui... ouviu isso?
Tatu, ofegante e sem diminuir o ritmo, grunhiu:
— Não tem ninguém aqui, puta...
E continuou a foder a morena com ainda mais vontade, dando tapas na bunda dela enquanto metia fundo.
Eduarda sentiu o pânico tomar conta. Saiu da igreja em disparada, o coração acelerado, as pernas bambas e fracas. Correu pela rua em direção à sua casa, o corpo quente, a boceta pulsando involuntariamente por causa do que acabara de ver. Ao longo do caminho, pedia perdão a Deus em silêncio, envergonhada por ter presenciado aquilo dentro da casa do Senhor e, pior, por ter sentido uma excitação proibida ao ver o pau enorme e negro de Tatu dominando Eliane.
Após o que viu na igreja, Eduarda chegou em casa agitada. Trancou-se no quarto, pegou sua Bíblia, ajoelhou-se ao lado da cama e orou fervorosamente, pedindo perdão a Deus pelo que presenciara dentro da casa do Senhor e por ter sentido aquela excitação proibida. Chorou baixinho, pedindo forças para lidar com tudo aquilo.
Quando Paulo e os filhos chegaram, ela secou as lágrimas, lavou o rosto e seguiu a rotina da noite normalmente: preparou o jantar, ajudou as crianças com os deveres, deu banho neles e colocou todos para dormir.
À noite, ao deitar ao lado de Paulo, seus pensamentos não paravam. Pensou em Eliane, na cena que viu, em Tatu e em como Clara não estava por lá para impedir aquilo. Seus pensamentos também foram até o tamanho daquele pau preto, grosso, venoso... mas ela logo tirou essas imagens da mente, envergonhada, e tentou dormir.
No restante da semana, Eduarda seguiu os preparativos para o grande trabalho voluntário de sábado. Ela e Tatu ou “irmão Reinaldo”, como Paulo insistia em chamá-lo passaram aqueles dias indo de um lugar a outro: comprando alimentos, pegando doações de roupas, calçados e materiais de higiene. Eduarda não conseguia ficar em paz. A cada oportunidade, mesmo na presença de outras pessoas, Tatu dava cantadas indecentes para ela — sussurrando coisas como “essa bunda tá pedindo atenção”, “pastora, se eu te pegar num canto escuro você vai esquecer até de orar” ou “vou te deixar molhada só de olhar pra mim, gostosa!”. Ela tentava ignorá-lo, mantendo distância e respondendo com frieza, mas o olhar dele a perseguia o tempo todo.
No culto de quinta-feira, o ambiente foi uma verdadeira bênção. A igreja lotada, o louvor forte e emocionante, a palavra pregada com unção e muitas pessoas sendo tocadas pelo Espírito Santo. Eduarda conseguiu se concentrar e pregou com autoridade, sentindo a presença de Deus de forma poderosa.
A sexta-feira chegou — o dia anterior ao grande trabalho voluntário.
Eduarda, Renato, Paulo e Clara arrumaram as cestas básicas e carregaram o pequeno caminhão que levaria as coisas para o terreno baldio. Bete informou a Eduarda que a tenda já estava montada.
À noite, Eduarda estava feliz com os preparativos. Paulo, percebendo o bom humor dela, tentou sexo. O casal começou a transar. Ele a beijou com desejo, tirou sua roupa e a deitou na cama. Penetrou-a com urgência, metendo com força enquanto apertava seus seios grandes e segurava seus quadris largos. Eduarda gemia, sentindo o prazer subir, rebolando contra ele, mas em poucos minutos Paulo acelerou, tremeu e gozou precocemente dentro dela mais uma vez, deixando-a insatisfeita e frustrada.
Eduarda tentou dormir, mas após o sexo precoce com Paulo, a imagem de Tatu e Eliane na igreja voltou forte à sua mente: o pau grosso e preto dele metendo com força, os gemidos dela. Sentiu um calor subir pelo corpo e uma culpa enorme. Orou baixinho a Deus, pedindo para retirar aqueles pensamentos impuros de sua mente.
O sábado chegou. Pela manhã, Eduarda chegou ao terreno baldio vestindo uma roupa simples, porém elegante: uma blusa leve que marcava suavemente seus seios grandes e uma calça jeans justa que valorizava seu quadril largo e bunda arredondada. O cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo alto, óculos escuros e uma Bíblia na mão. Ao entrar no terreno, a visão era impactante: a tenda grande já estava montada, crianças correndo e brincando, várias mesas organizadas e uma fila de moradores esperando atendimento. O cheiro de café fresco e pão quente misturava-se ao ar úmido da invasão.
Dentro da tenda, o movimento era intenso. Médicos faziam consultas gratuitas, o dentista atendia em um canto improvisado, a assistência social preenchia cadastros, professores davam reforço escolar para as crianças e as cozinheiras serviam refeições quentes. Eduarda circulava entre as pessoas, cumprimentando a todos com sorriso, orando por alguns e ajudando a organizar as entregas de cestas básicas e roupas.
Clara, Renato e Paulo também estavam presentes. Clara comandava parte da organização com energia, Renato orava com os fiéis e Paulo ajudava no carregamento das doações. O trabalho voluntário estava sendo um sucesso, com muitas famílias agradecidas.
Durante toda a manhã e o início da tarde, Tatu sempre a observava. De longe ou de perto, seus olhos não desgrudavam dela: percorriam seu corpo, demoravam-se em seus seios, na curva da cintura e no balanço dos quadris quando ela andava. Sempre que Eduarda olhava na direção dele, encontrava aquele olhar intenso e possessivo, acompanhado de um sorriso discreto e malicioso. Ele não se aproximava para falar, mas sua presença constante a deixava inquieta.
No início da tarde, Eduarda decidiu andar pelo terreno invadido para conhecer melhor a realidade das famílias. As ruas eram de terra batida, cheias de barro quando chovia, transformando o chão em uma lama escorregadia. A iluminação era precária — poucos postes com lâmpadas fracas e muitas ligações clandestinas de energia, com fios pendurados de forma perigosa entre os barracos. A água era distribuída por mangueiras improvisadas que corriam pelo chão, muitas vezes furadas e vazando. Crianças brincavam descalças na lama, cachorros magros circulavam e o cheiro de comida sendo preparada misturava-se ao de esgoto a céu aberto.
Enquanto caminhava, gotas de chuva começaram a cair. Eduarda acelerou o passo e se abrigou numa tenda velha no fim do terreno, feita de lona rasgada e madeira improvisada. Foi então que viu Tatu se aproximando. Ele disse, com aquele sorriso safado:
— A pastora gostosa vai ficar na chuva? Vem comigo pra minha casa. É aqui perto, a dois barracões.
Eduarda se sentiu desconfortável, o coração acelerado, mas acabou seguindo ele.
A residência de Tatu possuía apenas três cômodos, porém era surpreendentemente limpa, organizada e funcional. A sala e o quarto eram integrados em um único ambiente: havia uma cama de casal arrumada, um guarda-roupa de madeira simples, uma televisão sobre um rack, um sofá de dois lugares e um ventilador de teto girando devagar. Apesar do espaço reduzido, tudo estava em ordem. A cozinha era pequena, com pia, fogão de quatro bocas, geladeira, uma mesa de madeira com duas cadeiras e armários organizados. O banheiro era compacto, com vaso sanitário, pia, chuveiro elétrico e revestimento cerâmico básico. Nos fundos havia uma pequena área descoberta usada como lavanderia, com tanque, varal de roupas e espaço para ferramentas.
Tatu fechou a porta atrás deles. Sentou-se no sofá, abriu as pernas e olhou para Eduarda com um sorriso predatório.
— Você é curiosa, não é? — disse ele. — Você me viu foder a Eliane e não bateu na porta para participar…
Eduarda se levantou imediatamente, o coração disparado, e quis sair. Mas a chuva havia aumentado muito, caindo forte lá fora. Ao se virar, viu Tatu já com o pau para fora, se masturbando lentamente enquanto olhava para ela.
— Aquele dia que te vi pela primeira vez, meu pau ficou duro, latejando de tanta tesão. Você é o tipo de mulher que eu adoro dominar…
Eduarda virou-se para a porta e começou a orar baixinho, pedindo proteção. Tatu se aproximou por trás, ainda se masturbando, e sussurrou rouco:
— Você está sentindo isso? Esse calor? É o que você é… uma mulher que merece ser fodida até o dia amanhecer.
Eduarda olhou por um segundo para aquele pau preto, grosso, venoso e latejante. Sentiu um arrepio forte pelo corpo inteiro. Saiu dali correndo na chuva forte. Escorregou e caiu no chão sujo de lama, molhando toda a roupa. Estava tremendo de frio, o corpo se arrepiando, e sentiu, envergonhada, que sua buceta estava molhada, com um início de líquido escorrendo.
Levantou-se suja de lama e correu em direção à tenda, a mente só pensando no pau de Tatu.