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Amor proibido

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Um conto erótico de RicardoNatal
Categoria: Heterossexual
Contém 911 palavras
Data: 06/07/2026 21:07:58

Amor Proibido

Nossa história começou em 2008. Ela era estagiária no meu trabalho, recém-casada desde 2007 e tinha acabado de ter sua única filha. Desde o primeiro olhar, algo inexplicável aconteceu entre nós. Um clima silencioso, feito de cumplicidade, sorrisos discretos e uma atração que nunca conseguíamos nomear.

Naquela época, eu ainda era casado. Ela, extremamente recatada — só havia conhecido o marido como homem. O máximo que rolou foram olhares longos, um abraço carinhoso e mãos que se tocavam por segundos a mais do que deveriam. Nada mais.

Dez anos depois, em 2018, voltamos a nos falar. O abraço dessa vez foi diferente — carregado de saudade acumulada. E ali, pela primeira vez, nossos lábios se encontraram num beijo tímido, porém cheio de significado. O amor cresceu. Mas ela não tinha coragem de sair do casamento. E a vida nos separou novamente.

Até que, em 2025, tudo mudou. Eu já estava divorciado. Ela continuava casada, mas vivia um casamento frio, quase como uma amizade. Um dia, sem conseguir mais segurar, eu disse a ela:

“Você ainda vai ser minha.”

E agora, depois de tanto tempo, ela estava ali.

Era uma tarde tranquila de 2025. O escritório vazio, iluminado apenas pela luz dourada que entrava pela janela. Quando ela entrou, meu coração acelerou. O abraço que começou carinhoso foi se tornando mais profundo. Minhas mãos deslizavam lentamente pelas costas dela, sentindo o calor do seu corpo através da blusa fina. Ela suspirou contra meu peito, apertando os dedos na minha camisa como se tivesse medo de soltar.

— Eu não deveria estar aqui… — murmurou, quase sem voz.

— Eu sei — respondi, roçando o nariz em seu cabelo loiro. — Mas nós dois sabemos que queremos isso há muito tempo.

Nossos corpos se aproximaram naturalmente. Minhas mãos desceram até a curva suave de suas nádegas, puxando-a com delicadeza contra mim. Ela soltou um suspiro trêmulo ao sentir minha excitação pressionando contra seu corpo.

Segurei sua mão com carinho e guiei lentamente até meu peito, depois mais para baixo. Quando seus dedos tocaram minha rigidez por cima da calça, ela parou, respirando mais rápido. Não a forcei. Apenas deixei que sentisse.

Ela recuou de repente, virando de costas, como se precisasse de um momento. Não a segurei com força — apenas segurei sua mão. Encostei meu corpo no dela por trás e dei um beijo leve em seu pescoço, logo abaixo do cabelo. Ela se arrepiou inteira.

Mesmo de costas, seu corpo se inclinou sutilmente contra o meu. Eu escorei na mesa e puxei-a com suavidade, sentindo-a relaxar aos poucos. Ela levou a mão para trás e me tocou, hesitante. Ao sentir meu tamanho e minha rigidez, soltou um suspiro longo e murmurou, quase surpresa:

— Não sei se vai caber em mim… é tão grande…

Virei-a delicadamente de frente e nos entregamos a um beijo profundo, molhado e cheio de saudade. Minhas mãos subiram por baixo da saia dela com calma, acariciando a pele macia das coxas. Afastei devagar o tecido da calcinha e comecei a tocá-la com os dedos, sentindo seu calor e sua umidade. Movimentava-me devagar, espalhando sua excitação, preparando-a com carinho.

Ela tremia em meus braços, dividida entre o desejo e a consciência do que era proibido. Ainda assim, seu corpo respondia a cada toque, rendendo-se pouco a pouco.

— Vai devagar… — pediu, com a voz trêmula, encostando a testa na minha. — Por favor…

Eu assenti, beijando seus lábios com ternura. Segurei sua cintura com cuidado e posicionei-me na entrada dela. Comecei a pressionar devagar, sentindo sua resistência natural. Ela segurou meus ombros, respirando fundo, os olhos semicerrados.

Centímetro por centímetro, fui entrando nela. Era apertada, quente e molhada. Cada pequeno avanço arrancava um suspiro dela, uma mistura de desconforto e prazer. Parei algumas vezes para beijá-la, dar tempo para que se acostumasse.

— Você está bem? — sussurrei, acariciando seu rosto.

Ela fez que sim com a cabeça, os olhos brilhando. As unhas cravavam levemente em minhas costas.

— Continua… por favor. Eu quero sentir você.

Quando finalmente entrei por completo, ficamos os dois imóveis por um momento, apenas sentindo. Nossas testas encostadas, as respirações misturadas. Era como se o tempo tivesse parado. Anos de desejo, olhares trocados, toques proibidos… tudo culminando naquele instante.

Comecei a me mover devagar, estocadas longas e profundas. Ela gemia baixinho contra meu pescoço, o corpo se rendendo pouco a pouco ao prazer. Suas pernas envolveram minha cintura, puxando-me mais para dentro dela.

— É tão bom… — murmurou, quase sem voz. — Eu esperei tanto tempo por isso…

Aumentei o ritmo aos poucos, sempre atento a cada reação dela. Minhas mãos percorriam suas costas, seus seios, sua cintura. O som suave dos nossos corpos se encontrando preenchia o escritório silencioso.

Ela começou a tremer, as unhas arranhando minhas costas com mais força. Seus gemidos ficaram mais intensos, mais urgentes. Eu senti quando ela chegou ao limite — o corpo dela se contraiu ao meu redor, pulsando, enquanto um orgasmo profundo a atravessava. Ela escondeu o rosto no meu pescoço, gemendo meu nome.

O prazer dela me levou junto. Segurei-a firme contra mim e me entreguei, pulsando dentro dela com intensidade, enchendo-a com todo o desejo acumulado de tantos anos.

Ficamos abraçados por um longo tempo, ainda conectados, recuperando o fôlego. Eu beijei sua testa, suas bochechas, seus lábios com carinho. Ela me olhava com os olhos úmidos, um misto de satisfação e culpa.

— O que nós fizemos… — sussurrou.

— Algo que nós dois queríamos há muito tempo — respondi, acariciando seu cabelo. — E que vai ficar só entre nós.

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