Tomei coragem para escrever este relato. Não vou poupar nomes nem detalhes, até porque não é mentira, e cinco anos depois, ainda fico extasiada com o que rolou.
Sou a Monique: ruiva, gordinha, gostosa, dona de um rabo que para o trânsito. Fui fisgada pelo sonho de casar e realizei. Vou simplificar os pormenores: a festa foi perfeita. Meus pais radiantes, meus sogros não disfarçavam o orgulho. Ver todo mundo ali, me ovacionando, exaltando minha beleza, era o que eu queria — afinal, a noiva é a atração principal.
Meu marido, o André, é um homem lindo, atencioso, um tesouro. Mas, como ninguém é perfeito, ele tinha um defeito: bastava beber para fazer merda. Ou vacilava, ou capotava de bêbado. Cansei de conversar, mas não mudava. Tem hora que a gente cansa de tentar e deixa a vida levar.
Por conta do trabalho, a lua de mel rolou trinta dias depois, em um resort em Alagoas. Como sou home office, tive flexibilidade e fechamos sete dias naquele paraíso. O lugar era de babar, daquelas vistas que te fazem querer vender tudo e morar lá. André estava fascinado pelo comércio local, eu tinha que dividir o tempo às vezes com o trabalho, respondendo os emails e solicitações on line.
No segundo dia, vi um Deus negro na piscina. Alto, forte, cavanhaque, sarado. Ele entrou com a toalha e o celular na mão. Eu não disfarcei; encarei com força, sem vergonha nenhuma. De repente, ouvi chamarem ele de Marcos. Aí, o choque: o irmão era idêntico. Gêmeos. Pensei: "Deus mandou essa maravilha em dose dupla". Eles entraram na água e eu, ali, beijando meu maridinho que estava a deriva, prestando atenção na conversa. Eram seguranças de carro-forte. Saber disso me deu um tesão absurdo; já me imaginei algemada por aqueles dois. Puxei o André para a suíte e trepei, mas não serei hipócrita: gozei pensando nos gêmeos.
À noite, o André encheu a cara. Eu acompanhei, mas queria estar sóbria para o que viria. No terceiro dia, eles sentaram na mesa ao lado no café da manhã. Fiquei ligada em cada palavra. Resolvi ajudar o maridão a ficar porre logo, queria me aproximar dos gêmeos antes que a reserva acabasse. Se eu quisesse ser fodida por dois paus ao mesmo tempo, precisava ser rápida. O bocó caiu na minha lábia, fomos visitar lojas de cachaça e ele se afundou nas doses.
Larguei ele no quarto e aproveitei a deixa. Eles estavam sempre sozinhos, exibindo o corpo de sunga. Fingi que meu celular caiu, o de cavanhaque pegou para mim e a conversa fluiu. Nada de objetivo, só papo furado, mas o contato estava feito.
Resumindo tudo, no penúltimo dia, à noite, vesti um vestido curto e fui à caça. Meu desejo pulsava, minha ppk ardia. Encontrei o Marcos sozinho, conversamos e logo o irmão chegou. Me fizeram de sanduíche, senti o toque, o arrepiante, e logo me conduziram para o quarto deles. Me senti um bicho na arapuca.
Me deram bebida sem nem perguntar. Marcos tirou a blusa, o outro também. Eu estava ali, entre dois negros sarados, com aquele olhar de cafajeste. Dancei para eles e, num piscar de olhos, fui dominada. Um atrás, outro na frente. Paredes humanas. Sentia o pau do de trás roçando, enquanto o da frente arrancava meu vestido. Fiquei de calcinha, os seios de fora. O de trás me pegou no colo como um halter de academia, e o da frente arrancou minha calcinha preta fio dental.
Pedi mais bebida e, enquanto bebia, eles me enchiam de toques, tapas e dedadas. Adoro ser abusada. Fiquei de quatro, mamando aquelas duas pirocas enormes. Não cabiam na minha boca, mas a puta aqui tinha que representar. Fui penetrada diversas vezes, um revezamento de socos de carne. Eles tinham um fôlego do cão. Fui jogada de mão em mão, apanhei na cara e na bunda até meu butico entrar em chamas, não sei como suportei a dupla penetração. Fui algemada, forçada à garganta profunda, servindo os dois simultaneamente, não aguentava gozar mais, estava toda doída, meu corpo tinha espasmos.
Não sei a que horas me liberaram. Me deram cem reais, cada um, e ficaram com minha calcinha. Voltei para o quarto descabelada, desorientada, com as notas na mão. O corno do meu marido dormia de bruços na mesma posição. Tão exausta que apenas tirei a roupa dele e deitei nua ao seu lado, não consegui tomar banho.
No último dia, acordei toda marcada. O André perguntou o que era aquilo. Minha saída? Ataquei primeiro. Disse que ele estava estragando nossa lua de mel por não lembrar da loucura que fizemos na noite anterior. O coitado, encafifado, acabou acreditando. Dei para ele o gostinho do esperma no beijo depois de deixar ele gozar na minha boca enquanto relatava o que tínhamos feito, e ele, todo bobo, achando que foi o maior garanhão. Saímos de mãos dadas, ele feliz, e eu me sentindo a mulher mais satisfeita do mundo, puta com pagamento.
Antes do checkout, ele me comeu por trás. Não senti nada. A rola dele parecia um fusquinha perto dos dois tatuzões que tinham me invadido. Fiz meu teatro, gemi, fingi que doía.
Nunca mais fui a mesma. Agora, é negão: eu quero, eu preciso. E as bebedeiras do meu corno são apenas o convite para eu sair à caça de outros machos. Às vezes, conto para ele como se fosse um sonho; ele fica puto, eu deixo ele me comer no rabo, chupo ele até ele gozar na minha boca, goza rápido demais, divido o esperma com ele e as pazes voltam. No fim, a vida de casada só tem graça quando a gente busca o que falta fora de casa.
