Eu sou o Daniel.
Desde 2007, 2008, eu ando com um microcam escondido. Não é sobre deusas de academia, não é sobre corpo perfeito. Eu gosto das comuns. Das mulheres do dia a dia. Barriguinha, coxa marcada, biquíni velho desbotado, cabelo bagunçado pelo vento, rosto de safada linda. Essas. Para ver minhas fottos e vídeoos, deixei em meu perfil caminho paravocê ver e baixar tudo, desde 2008 até hoje.
Hoje eu estava na praia quando vi ela.
A foto que tirei mostra exatamente o horário:, 12:16. Ela deitada na cadeira de praia, biquíni amarelo desbotado, o tecido já sem cor de tanto sol e lavagem. O cabelo preto voando, óculos escuros, um copo na mão. A pele brilhando de suor e óleo. Uma mulher comum. Linda pra caralho exatamente por ser comum.
Eu fiquei observando de longe primeiro. O jeito que o biquíni entrava no meio da bunda. A barriga mole, real. As coxas abertas. O cheiro que eu já imaginava subindo dela.
Decidi me aproximar.
Puxei conversa. Falei qualquer coisa sobre o calor, sobre a cerveja, sobre o vento. Ela respondeu com aquele sotaque de quem mora perto da praia o ano inteiro. Eu me posicionei de propósito contra o vento. Queria o cheiro dela batendo na minha cara.
Veio.
Perfume barato, daqueles de farmácia. Doce demais, tentando cobrir o resto. Mas o resto vencia. Quando ela levantou o braço pra ajeitar o cabelo, o cheiro das axilas veio forte. Desodorante brigando com o suor de horas debaixo do sol. Ácido, quente, de mulher que está na praia desde cedo. Eu respirei fundo sem ela perceber. Meu pau endureceu na hora.
Eu fiquei imaginando.
Imagina o cheiro daquela bunda.
O biquíni amarelo desbotado, o mesmo de sempre, lavado quantas vezes? Ela deve ter passado a manhã inteira sentada, deitada, andando na areia. O tecido cola. O suor escorre entre as nádegas. No final do dia, com certeza fica o cheirinho do cu dela impregnado ali. Manchadinho até. Aquele cheiro característico de mulher comum depois de horas de sol quente. Não é cheiro de banho tomado. É cheiro de corpo real.
Eu ficava pensando enquanto conversava com ela.
Será que se eu ajoelhasse agora, puxasse o biquíni pro lado e enfiasse o nariz entre as nádegas, o que eu sentiria? Suor, areia, o gosto azedo da pele que ficou fechada o dia todo. Eu imaginava lambendo. A língua passando devagar no buraco, sentindo o gosto. Ela ia reclamar? Ia rir? Ia deixar?
O vento batia e trazia de novo o cheiro das axilas dela. Eu quase fechava os olhos.
Pensei em várias coisas ao mesmo tempo:
— Como deve ser o cheiro daquela bunda no final da tarde, quando ela levantar da cadeira e o tecido do biquíni estiver completamente colado e úmido.
— Se o cu dela fica com aquele cheiro característico de quem ficou horas sentada na areia quente.
— Se o biquíni desbotado já tem o gosto dela impregnado.
— Como seria chupar aquele cu suado, sentir o sabor real de uma mulher comum, não de uma atriz.
— Se ela ia gemer ou se ia só deixar, com cara de quem já viu de tudo.
Eu continuei a conversa. Falei besteira. Ela riu. O cabelo voava. Cada vez que ela gesticulava, o cheiro vinha. Eu gravava com o microcam sem ela saber. Queria guardar o momento exato. A data. A hora. O corpo real.
Desde 2007 eu faço isso. Flagrar mulheres assim. Comuns. Com barriguinha, biquíni velho, cheiro de sol e suor. Eu fico fantasiando os cheiros e os sabores. Imagino ajoelhar, abrir as nádegas, cheirar fundo, lamber. Imagino o gosto azedo, o cheiro forte, a textura da pele suada.
Hoje foi ela.
O biquíni amarelo desbotado. A pele brilhando. O copo na mão. O cabelo bagunçado. O rosto de safada linda.
Eu fiquei ali mais um tempo, respirando o vento que vinha dela. Imaginando a bunda. Imaginando o cu. Imaginando o final do dia, quando o cheiro estaria ainda mais forte.
Ela não sabia.
Mas eu sabia.
E a câmera registrou tudo– 12:16.
Mais uma.