Eu acordo com o balanço do ônibus. A testa ainda está encostada na mala azul clara, o cabelo caindo sobre o rosto, o braço dobrado em cima da alça. O short cinza subiu tanto que sinto o tecido fino marcado no meio da bunda. O top florido azul apertado nos peitos. O ar-condicionado do ônibus está fraco e o calor sobe entre as minhas pernas.
Estou voltando de uma viagem de três dias. O marido ficou em casa. Eu fui sozinha. A mala azul é a mesma que ele comprou pra mim no aniversário. Agora ela serve de travesseiro enquanto eu durmo no corredor do ônibus, a bunda empinada pro corredor sem eu nem perceber.
Alguém passa. Eu sinto o olhar. Não abro os olhos. Fingo que continuo dormindo. O short está tão curto que qualquer um que olhe de lado vê o desenho da calcinha branca e o começo da rachadura. Eu sei. Eu sinto o ar frio tocando a pele descoberta.
O ônibus para num ponto. Mais gente sobe. Alguém senta no banco logo atrás. Eu continuo deitada na mala, o corpo mole, a respiração pesada de quem dormiu mal. O cheiro do meu próprio suor sobe do short. Três dias de viagem, banho rápido de hotel, o short de algodão já um pouco úmido entre as pernas.
Uma voz baixa, masculina, bem perto:
— Com licença… a mala está atrapalhando a passagem.
Eu levanto a cabeça devagar. O cabelo bagunçado cai na frente do rosto. Olho por cima do ombro. Homem de uns trinta e poucos, camisa social arremangada, olhar firme. Ele não desvia os olhos da minha bunda. Eu sinto.
— Desculpa — eu murmuro, a voz rouca de sono. Me sento direito no banco, mas o short continua colado. A mala fica entre as minhas pernas abertas.
Ele senta ao lado, no corredor. O joelho dele quase toca o meu. O ônibus anda de novo. Eu finjo mexer no celular, mas sinto o olhar dele na coxa, na curva da bunda que o short não cobre direito.
— Viagem longa? — ele pergunta.
— Três dias. Volto pra casa agora.
— Marido te esperando?
Eu demoro um segundo demais pra responder.
— Tá trabalhando. Só chega à noite.
Ele sorri de canto. Eu sinto o estômago apertar. O short está úmido. Não é só suor.
O ônibus entra na estrada. O balanço faz a mala se mexer entre as minhas pernas. Eu abro um pouco mais, sem pensar. O tecido do short sobe outro centímetro. Eu sinto o ar gelado no meio da bunda.
Ele fala baixo, só pra mim:
— Seu short subiu bastante.
Eu olho pra baixo. De fato. A borda da calcinha branca aparece. Eu não puxo o short pra baixo. Em vez disso, ajeito a mala e deixo a perna mais aberta.
— Tá quente — eu respondo. — O ar-condicionado não dá conta.
Ele não responde com palavras. A mão dele desce e toca de leve a minha coxa, logo acima do joelho. Eu não afasto. O polegar faz um círculo lento na pele. Eu continuo olhando pra frente, o coração batendo forte.
— Posso? — ele pergunta, a voz ainda mais baixa.
Eu só aceno com a cabeça, quase imperceptível.
A mão sobe. Devagar. Os dedos entram por baixo do short. Eu seguro a alça da mala com força. Os dedos dele encontram a calcinha já molhada. Ele passa por cima do tecido, apertando o clitóris por cima. Eu mordo o lábio pra não gemer.
O ônibus está cheio. Tem gente em pé no corredor. Ninguém olha pra baixo. A mão dele continua. Ele puxa a calcinha pro lado e enfia dois dedos de uma vez. Eu solto o ar pela boca, o corpo tremendo.
— Porra… — eu sussurro. — Aqui não…
— Fica quieta. Ninguém tá vendo.
Ele mexe os dedos dentro de mim, devagar, fundo. Eu sinto o barulho molhado mesmo com o barulho do motor. A mala azul está entre nós, escondendo a mão dele. Eu aperto as pernas e ele força mais.
— Abre — ele manda.
Eu abro. Os dedos entram mais fundo. O polegar gira no clitóris. Eu estou encharcada. O short cinza já tem uma mancha escura visível se alguém olhar direito.
Ele tira os dedos, coloca na boca e chupa na minha frente. Depois volta a enfiar. Eu estou tremendo. O orgasmo sobe rápido demais. Eu enterro o rosto na mala de novo, fingindo dormir, e gozo calada, o corpo inteiro contraído, a buceta apertando os dedos dele. Ele continua mexendo até eu ter que segurar o pulso dele pra parar.
Quando consigo respirar de novo, ele fala no meu ouvido:
— Próxima parada é a rodoviária. Tem banheiro no fundo. Vai na frente. Eu te sigo em dois minutos.
Eu não respondo. Só pego a mala e me levanto quando o ônibus para. As pernas ainda tremem. O short está colado, a calcinha encharcada. Eu caminho pelo corredor sentindo o olhar dele nas minhas costas.
O banheiro da rodoviária é apertado, cheira a desinfetante barato. Eu entro com a mala. Dois minutos depois a porta abre e ele entra, tranca por dentro. O espaço é mínimo. A mala azul fica entre nós dois.
Ele vira meu corpo de frente pra pia, puxa o short e a calcinha de uma vez só até as coxas e me empurra pra frente. Eu seguro a borda da pia. Ele abre as nádegas e cospe no meu cu. O dedo grosso entra sem aviso. Eu gemo alto demais pro lugar.
— Cala a boca — ele manda, mas a voz está rouca de tesão.
Ele tira o dedo, posiciona o pau e empurra. A cabeça grossa abre o cu de uma vez. A dor sobe quente. Eu mordo o próprio braço pra não gritar. Ele vai entrando devagar, centímetro por centímetro, até as bolas baterem em mim. O pau é grosso, quente, latejando dentro do cu apertado.
— Porra… tá apertado pra caralho…
— Mete — eu forcei a voz. — O marido nunca mete aqui. Mete com força.
Ele segura minha cintura e começa a foder. Estocadas curtas e fundas por causa do espaço. Cada uma faz a pia tremer. Eu vejo meu próprio rosto no espelho sujo: boca aberta, olhos semicerrados, o cabelo bagunçado, o top florido subido, os peitos balançando.
Ele mete mais forte. O cu queima, estica, lateja. O barulho molhado de pau entrando e saindo enche o banheiro pequeno. Eu gimo sem conseguir segurar.
— Mais fundo… arromba… o corno nunca vai saber que eu cheguei em casa com o cu aberto…
Ele puxa meu cabelo, força a cabeça pra trás e mete até o fundo. Eu sinto a dor misturada com um prazer sujo que sobe pela barriga. A mão dele desce e aperta o clitóris. Eu gozo de novo, o cu apertando o pau dele com força. Ele continua metendo enquanto eu gozo, as estocadas ficando mais descontroladas.
— Eu vou gozar dentro — ele avisa.
— Goza. Enche. Quero sentir escorrendo no ônibus de volta.
Ele enterra fundo e goza. Os jatos quentes batem lá dentro. O pau lateja, descarrega, continua pulsando. Quando ele puxa, a porra escorre imediatamente pelo meu cu e desce pelas coxas, manchando o short cinza que ainda está na altura dos joelhos.
Ele se ajeita rápido. Eu puxo a calcinha e o short de volta. A porra continua escorrendo, quente, suja. Eu limpo o que dá com o papel do banheiro, mas sei que ainda vai vazar.
Antes de sair ele fala:
— A mala. Deixa ela no corredor de novo no próximo ônibus. Eu quero ver essa bunda empinada outra vez.
Eu não respondo. Só saio. As pernas tremem. O cu lateja, aberto, a porra escorrendo devagar dentro do short.
No próximo ônibus eu coloco a mala azul de novo no corredor, encosto a testa nela e fecho os olhos. O short sobe sozinho. Eu sinto o ar gelado no meio da bunda molhada de porra.
Alguém passa. Eu não abro os olhos.
Mas eu sei que estão olhando.
E eu deixo.