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Todo mundo tem um preço 2 – Sábado no Eldorado

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Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 4186 palavras
Data: 30/07/2026 09:26:23

Capítulo 2 – Sábado no Eldorado

Sábado de manhã no Shopping Eldorado. O lugar já tava lotado como sempre: carrinho de bebê atravessando o caminho, fila na praça de alimentação, adolescente grudado no celular, casal discutindo na frente da loja de eletrônicos. Eu andava com a câmera no ombro, a mochila com os envelopes organizados e aquele olhar que já sabia o que procurava antes mesmo de ver.

Sábado é dia bom. As pessoas estão mais soltas, menos na correria. E quem tá relaxado costuma ser mais fácil de abordar.

Passei pela praça de alimentação, olhando o movimento, e foi aí que eu vi ela. Tava saindo de uma loja de roupas infantis. Cabelo castanho liso na altura dos ombros, maquiagem leve, pele clara. Jeans justo marcando as curvas, blusa soltinha com decote moderado. Corpo de mulher que já teve filho, mas se cuidou: seios grandes e naturais, cintura ainda marcada, quadril largo, bunda que balançava suave enquanto andava.

Cara de mãe. E que mãe.

Aliança no dedo. Casada.

Não me aproximei na hora. Aprendi que pressa atrapalha. Melhor esperar, observar, entender o terreno. Cada mulher é um quebra-cabeça diferente. Com algumas você precisa ser rápido. Com outras, precisa de paciência. Essa parecia do tipo que pedia paciência.

Fiquei num banco próximo, fingindo que revisava fotos na câmera. Ela entrou numa loja de sapatos infantis. Saiu com mais uma sacola. Depois sumiu dentro de uma loja de roupas femininas e demorou. Quando saiu, carregava só uma sacola pequena. Andava sem pressa. Parava nas vitrines, olhava, seguia. Não era o passo de quem tem hora marcada. Era o passo de quem resolveu aproveitar o sábado sozinha.

Acompanhei de longe, sempre mantendo distância. Não queria que ela notasse. Ainda não.

Ela passou de novo por uma loja de roupas infantis e parou. Ficou em frente à vitrine, olhos fixos em alguma coisa. Eu parei também, fingindo olhar o celular. Era um conjunto completo: vestido vermelho com laço na cintura, camisa social azul, sapatinho branco e meia de renda. Roupa de menina. Coisa fina. Ela ficou ali vários segundos, olhando cada detalhe. Um sorriso leve apareceu no rosto dela — daqueles que a gente faz quando imagina alguém vestindo aquilo. Depois suspirou baixo, como quem desiste, e seguiu em frente.

Quando ela virou a esquina, me aproximei da vitrine. Olhei o preço na etiqueta: duzentos e cinquenta reais o conjunto. Ela não comprou. Só olhou. Guardei a informação.

Continuei seguindo. Ela entrou numa loja de brinquedos, saiu de mãos vazias. Depois caminhou mais um pouco e foi direto pra praça de alimentação. Parou na sorveteria. Pediu um copo de morango, pagou e sentou numa mesa pequena perto da saída. Bolsa ao lado, sacolas no chão, colher na mão. Ia ficar um tempo ali. Sorvete não se come correndo quando a gente tem tempo.

Era a hora.

Comprei um de chocolate qualquer, paguei e caminhei até as mesas. Passei perto dela como se estivesse procurando lugar. Não tinha muita mesa vazia.

— Com licença — falei, sorrindo sem exagero. — Tá difícil achar lugar. Posso sentar aqui?

Ela olhou pra cima, surpresa por um momento, mas deu um sorriso educado.

— Pode.

Sentei. Fiquei um tempo em silêncio, comendo, como se não tivesse notado ela antes. Depois comentei natural:

— O sorvete daqui é bom, né?

— É sim. Eu sempre peço o de morango.

— O de chocolate também não é ruim. Mas qualquer sorvete fica bom quando a gente tem tempo pra comer.

Ela riu de verdade.

— Verdade. Eu quase nunca tenho.

— Nem eu. Mas hoje é sábado.

— É.

Ficamos em silêncio mais um pouco. Eu não queria forçar.

— Veio fazer compras? — perguntei.

— Aproveitei que tô de folga. Os filhos tão com os avós, o marido trabalhando…

— Então você tava aproveitando o silêncio.

Ela riu de novo.

— Exatamente.

— Quantos?

Ela me olhou confusa.

— Filhos. Quantos você tem?

— Ah — sorriu. — Dois. Uma menina de oito e um menino de cinco.

— Idades boas. Já tão na casa dos avós o dia todo no fim de semana.

— Por isso que eu tô aqui. Aproveitando enquanto posso.

Tomei mais uma colherada.

— E o que você faz… Camila?

Ela arregalou os olhos.

— Como você sabe meu nome?

Apontei pra bolsa dela. Tinha uma etiqueta de identificação presa na alça.

— Tá escrito aí. Desculpa, não foi de propósito. Só vi.

Ela olhou a etiqueta e riu.

— Caramba, você é observador.

— Faz parte do trabalho.

— Trabalho?

— Sou fotógrafo. Trabalho com algumas agências de moda.

Ela me olhou de cima a baixo, reparando na câmera.

— E você veio tirar foto no shopping?

— Tava voltando de uma reunião com uma agência. Mas quando te vi, pensei: "essa moça tem o perfil que a campanha tá procurando".

Ela riu, meio sem graça.

— Eu? Deve tá confundindo. Sou mãe, tenho dois filhos, trabalho em escritório…

— E é exatamente isso que a agência procura. Mulheres reais. Mães, profissionais, com curvas naturais. Nada de plástica, nada de filtro. Você tem o perfil.

Ela ficou em silêncio, processando. Continuei:

— Eu sei que parece estranho. Um cara desconhecido chega no shopping falando que é fotógrafo. Mas é real.

Peguei o celular, abri o portfólio e mostrei. Fotos publicadas, prints de e-mails de agências, trabalhos antigos. Ela olhou com atenção, passando o dedo pela tela.

— Caramba… são bonitas mesmo.

— Pois é. E tô com uma campanha que precisa justamente de mulheres com o seu perfil. Mães, mulheres de verdade. Você tem o que eles querem.

Ela mordeu o lábio. Vi o interesse no olhar — curiosidade misturada com o ego sendo cutucado.

— Eu tenho que buscar os meninos às seis — disse. — Tenho umas duas no máximo três horas livres.

— É rapidinho. Quinze minutos. E a agência paga.

Abri a carteira, tirei uma nota de cem e estendi.

— Só pelas fotos. Quinze minutos. Depois você volta pra sua vida.

Ela olhou a nota, depois pra mim.

— Só quinze minutos?

— Só. E depois você nunca mais me vê, a não ser que a agência te chame.

Ela pegou o dinheiro. Os dedos tocaram a nota, sentiram a textura. Guardou na bolsa.

— Tá bom. Mas tem que ser aqui perto. E rápido.

— Onde você tá estacionada?

— No estacionamento do shopping.

— Perfeito. A luz lá é boa pra foto.

Ela riu.

Terminamos o sorvete. Ela jogou o copo no lixo, eu fiz o mesmo. Caminhamos juntos em direção ao estacionamento e fomos conversando sobre qualquer coisas que vinha a cabeça.

Camila tava mais solta, o passo menos rígido, a bolsa balançando no ombro. As sacolas na mão.

— Você trabalha com fotografia há quanto tempo? — perguntou, puxando conversa natural.

— Seis anos. Comecei fazendo ensaio pra agência pequena, fui pegando cliente maior aos poucos.

— E sempre moda?

— Não só. Faço retrato, campanha de rede social, ensaio de casal… Mas moda ainda é o que paga melhor.

Ela riu de lado.

— E é tão fácil assim? Abordar gente no shopping?

— Não é fácil não. A maioria foge ou acha que é golpe. Eu tento ser respeitoso, mostrar que é profissional. Quando a pessoa vê que tem dinheiro envolvido e que o trabalho é real, as coisas mudam.

Ela balançou a cabeça, concordando.

— Você é bom nisso. Falar com as pessoas.

— Faz parte.

Chegamos no estacionamento. O carro dela era um Uno branco, simples, bem cuidado, vidros escuros. Nada de luxo.

— Então, como funciona? — perguntou, virando pra mim.

— Primeiro umas fotos naturais. Você caminha, carregando as sacolas, como se tivesse voltando das compras. Eu tiro espontâneo.

— E depois?

— Depois a gente vê. Depende do que sair.

Ela riu.

— Você é meio misterioso, sabia?

— Faz parte do charme.

Ela riu de novo e começou a andar. Eu levantei a câmera.

— Isso… caminha normal. Olha pro lado.

Cliques. A luz artificial do estacionamento criava sombras interessantes no corpo dela.

— Agora para perto do carro. Agora você guarda as compras.

Ela obedeceu, abriu a porta, inclinou o corpo. O jeans esticou bem sobre a bunda.

— Isso… perfeito. Agora me olha.

Ela virou o rosto em três quartos e sorriu. O sorriso já tava mais solto.

— Linda. Agora apoia a mão no carro.

Ela fez. A blusa subiu um pouco, mostrando um pedaço da barriga clara.

Continuei fotografando. Ela ia se soltando a cada clique, os movimentos mais naturais, o sorriso menos educado e mais genuíno.

— Você tem um perfil lindo, Camila — falei, baixando a câmera por um segundo. — Sabe disso?

Ela desviou o olhar por um instante, mas o sorriso ficou.

— Faz tempo que não ouço isso.

— É uma pena. Você merece ouvir mais.

Ela não respondeu, mas o olhar mudou. Ficou mais suave, mais aberto.

Continuei. Troquei de ângulo, pedi poses diferentes. Ela obedecia sem questionar, cada vez mais à vontade.

— Me fala uma coisa — perguntei enquanto fotografava. — Como é seu dia a dia?

— Corrido. Acordo cedo, preparo as crianças, levo na escola, vou pro trabalho. À noite chego, faço janta, ajudo com lição, arrumo tudo pro dia seguinte.

— E o marido?

Ela hesitou.

— Trabalha muito. Chega tarde quase todo dia.

— E vocês conseguem tempo um pro outro?

Ela deu um sorriso curto, meio amargo.

— Cada vez menos.

Não insisti. Não precisava.

— E você, Camila? O que gosta de fazer quando sobra um tempo?

Ela pensou um pouco.

— Ler. Ver série. Caminhar. Faz tempo que não faço nenhuma dessas coisas direito.

— E hoje? Você tava aproveitando.

— Tava. Até você aparecer.

Ela riu. Não foi deboche. Foi riso de quem tava se surpreendendo com a própria diversão.

— É bom, né? — falei. — Ter um tempinho só seu.

— É. Eu quase não tenho.

— Você merece mais.

Ela não respondeu, mas o olhar ficou mais intenso.

Baixei a câmera.

— Olha, as fotos estão ótimas. Mas pra mostrar pro cliente o potencial, a gente precisa de algo um pouco mais sensual.

Ela franziu a testa, mas sem recuar.

— Mais sensual como?

— Só mostrar um pouco mais de pele. Decote, barriga… nada explícito. A agência pede isso pra avaliar o potencial da modelo.

Ela mordeu o lábio, olhou pros lados do estacionamento.

— Eu não sei, Lucas…

— Olha — abri a carteira e mostrei três notas de cinquenta (cento e cinquenta no total). — Te pago mais isso por essas fotos. Só pra mostrar o sutiã, a barriga… nada demais.

Ela olhou o dinheiro, depois pra mim.

— É bastante pra umas fotos…

— A agência paga bem por modelo ousada. E você tem o perfil.

Ficou em silêncio alguns segundos. Vi o interesse vencendo qualquer dúvida.

— Pensa assim — continuei, voz mais baixa. — Você tá aqui, não tem ninguém olhando de perto. É só um momento seu. Você merece.

— E se alguém passar?

— A gente para na hora. Simples. Eu fico de olho.

Ela respirou fundo e assentiu.

— Tá. Mas só um pouquinho.

Mostrei o lugar: atrás do carro, perto da parede e da coluna de concreto. Ponto cego. Quase ninguém enxergava daquele ângulo.

Fomos até lá. Ela se posicionou. Eu me aproximei.

— Levanta a blusa um pouco. Só até o sutiã.

Ela puxou a blusa devagar. A pele clara da barriga apareceu, firme. O sutiã era de renda preta, valorizando os seios.

— Isso… não se mexe.

Cliques.

— Vira de costas.

Ela virou. A blusa ainda levantada. A curva da coluna descendo até a cintura marcada, os quadris largos, a bunda volumosa sob o jeans.

— Perfeito Camila.

Ela não respondeu, mas eu vi o sorriso no canto da boca.

Continuei fotografando. A excitação já tava começando a subir em mim. O corpo reagindo sozinho.

— Agora abaixa a calça um pouco — pedi, voz um pouco mais rouca. — Só até o joelho. Pra mostrar as pernas.

Ela olhou por cima do ombro.

— Por quê?

— A agência quer ver se tem cicatriz, marca, tatuagem. É padrão.

Ela pensou só um pouco mas obedeceu. O jeans desceu devagar, revelando as coxas grossas e firmes. A calcinha era rosa claro, de renda.

— Caralho… — murmurei sem querer.

Ela ouviu e riu baixo.

— O quê?

— Nada. Você é linda pra caralho. Só isso.

Ela riu de novo, mas o olhar já tava diferente. Mais confiante. Mais safado.

Continuei clicando. A calcinha marcava o contorno da boceta. Dava pra ver o formato, a abertura, uma leve sombra de umidade.

— Vira de costas de novo.

Ela virou. A bunda apareceu por baixo da calcinha. Grande, redonda, com uma leve celulite que só deixava mais real e gostosa.

— Agora me olha.

Ela olhou por cima do ombro. Os olhos encontraram os meus. Corpo quase todo à mostra: sutiã preto de renda, calcinha rosa, pele clara.

Eu não falei nada. Só fotografei. Ela continuou me olhando sem desviar.

Baixei a câmera.

— Você sabe que tá linda, né?

— Não. Mas você tá me fazendo acreditar.

— É verdade.

Ela parece que notou o volume na minha calça,. Eu estava de pau duro e bem duro por sinal. A Camila não desviou o olhar.

— Você tá de pau duro, Lucas?

A pergunta veio direta, sem vergonha, sem rodeio.

Engoli em seco.

— É óbvio que tô. Olha pra você. Como não ficar?

Ela sorriu. Não foi sorriso tímido. Foi sorriso de quem sabia exatamente o efeito que estava causando.

Foi aí que ela se inclinou. Sem aviso. Apoiou as mãos no capô do carro e empinou a bunda. A calcinha rosa esticou sobre a boceta, marcando cada detalhe. Meu pau deu um pulo na calça. Ela olhou por cima do ombro e viu.

— Perdeu o foco? — perguntou, voz mais baixa, mais rouca.

— Perdi. Você não facilita.

Ela riu baixinho.

— Você queria que eu facilitasse para você recuperar o foco?

— Queria.

Ela se virou devagar, caminhou até a beira do cubículo, olhou pros lados. Depois voltou e parou na minha frente.

— Tá com medo? — perguntou.

— Medo de quê?

— De alguém ver.

— Não. Tô mais preocupado em não te deixar satisfeita.

Ela riu de novo, os olhos brilhando.

— Gostei.

E se ajoelhou.

O movimento foi suave, natural, como se já tivesse decidido o que ia fazer antes mesmo de começar. Não teve hesitação. Não teve olhar de culpa. Camila sabia o que queria e tava ali por vontade própria. Os olhos encontraram os meus. Tinha uma confiança ali que me surpreendeu. Ela não tava nervosa. Não tava insegura. Tava no controle.

A mão dela subiu e tocou minha calça. Os dedos deslizaram pelo tecido, sentindo o volume duro. Ela mordeu o lábio.

— Que delícia. — murmurou, mais pra si mesma.

Desabotoou a calça devagar, como quem queria prolongar cada segundo. O zíper desceu. Puxou a cueca pra baixo. Meu pau saltou pra fora, duro e pesado. Ela olhou. Os olhos percorreram cada centímetro e um sorriso surgiu no canto da boca.

— Gostei — disse, voz baixa.

Segurou meu pau com uma mão, os dedos deslizando devagar pela extensão. A outra mão subiu e tocou o saco, sentindo o peso.

— Vou ficar de olho — falei, a voz já mais rouca. — Se alguém passar…

— Se você conseguir — respondeu ela sorrindo, a mão ainda deslizando. — Eu acho que não vai conseguir.

Ela inclinou a cabeça e passou a língua na ponta. O toque foi leve, apenas para provocar. Depois a língua deslizou pela extensão inteira, molhando, sentindo. Os olhos não desviavam dos meus.

— Camila… — murmurei, a mão descendo pro cabelo dela.

Ela sorriu e abriu a boca devagar. Me envolveu. Quente. Molhado. A boca dela era macia e a língua trabalhava em volta, pressionando, explorando. A mão segurava a base, os dedos apertando com um ritmo que começava a se formar. Começou devagar, a cabeça subindo e descendo com calma. Os olhos ainda em mim. Cada vez que um gemido escapava de mim, ela parecia gostar mais, a mão apertando um pouco mais forte.

— Assim — falei, os dedos se fechando no cabelo dela. — Devagar.

Ela obedeceu, mantendo o ritmo lento. A boca subia e descia, a língua pressionando a veia que pulsava. A mão ajudava, subindo e descendo em sincronia. Depois acelerou um pouco. A cabeça se movendo mais rápido. O som úmido e molhado ecoava baixinho no estacionamento. A mão livre dela subiu e apertou minha coxa, como se precisasse de apoio.

— Puta…que…pariu… — murmurei.

Ela gemeu, um som baixo e rouco que vibrou contra mim. Acelerou mais, a boca subindo e descendo sem parar, a língua fazendo círculos na cabeça a cada subida. O olhar ainda fixo no meu. Senti o orgasmo se aproximando, a tensão crescendo.

— Porra, Camila… se continuar assim…

Ela parou. A boca soltou com um estalo úmido. A respiração dela tava ofegante, o queixo molhado e brilhando na luz fraca.

— Tá gostoso? — perguntou, voz rouca.

— Tá maravilhoso.

Ela sorriu, a mão ainda segurando meu pau.

— Você aguenta ainda?

— Aguento.

Ela se levantou devagar, os olhos ainda nos meus. Me puxou pela mão e me guiou até atrás do carro, entre a parede e a coluna. O cubículo de concreto que a gente tinha criado. Ela se virou de costas pra mim e apoiou as mãos no capô. A bunda empinou naturalmente. A calcinha rosa ainda esticada sobre a boceta, marcando cada detalhe. Olhou por cima do ombro, os olhos encontrando os meus.

— Me come — disse.

Puxei a calcinha pro lado. Ela tava molhada, muito molhada. Os lábios da boceta abertos e escorregadios. Passei os dedos, sentindo o calor.

— Caralho, Camila… você tava assim desde quando?

— Desde que você começou a tirar foto — respondeu, voz rouca. — Agora para de enrolar.

Segurei a cintura dela com firmeza e entrei. A resistência foi pouca. Ela tava pronta e o corpo se abriu pra mim.

— Ai, caralho… — gemeu, a testa encostada no capô. — Tão fundo…

Fiquei parado um momento, sentindo o aperto, o calor, a maneira como o corpo dela se ajustava ao meu. Depois comecei a me mover, devagar, sentindo cada centímetro.

— Isso… — ela gemeu, os dedos se fechando no capô. — Não para…

Aumentei o ritmo. O som molhado dos corpos batendo ecoava no estacionamento. Segurei a cintura dela com força, puxando ela contra mim a cada estocada. Ela empinou mais a bunda, se abrindo ainda mais. O gemido era contínuo, rouco e abafado contra o capô.

— Mais rápido… — pediu.

Obedeci. Aumentei o ritmo, as estocadas mais fortes, mais profundas. A bunda dela batia contra mim, o som ecoando no vazio do estacionamento.

— Isso… assim… caralho… — ela gemia, as palavras saindo entrecortadas.

A mão dela desceu, se enfiou por baixo do corpo e os dedos encontraram o clitóris. Ela começou a se masturbar enquanto eu metia, os gemidos ficando mais altos.

— Você gosta de se tocar enquanto era sendo comida? — perguntei, voz rouca.

— Gosto… — respondeu, a voz falhando. — Tô quase…

Apertei a cintura dela com mais força e acelerei ainda mais. A mão dela se movia rápido, os dedos pressionando o clitóris.

— Goza no meu pau então Camila — falei. — Goza caralho.

Ela gemeu, um som longo e rouco. O corpo contraiu, os espasmos apertando meu pau. Ela mordeu o braço pra abafar o som, as pernas tremendo, ela está gozando e apesar de estar mordendo o próprio braço pra não gritar ainda era possível escutar um pouco do gemidos.

Continuei metendo, sentindo cada contração. Quando os espasmos passaram, ela se virou. A respiração ainda ofegante, os olhos escuros.

— Senta ali — disse, com a voz rouca, apontando pra o canto.

Ela me empurrou contra a parede. Eu deslizei pelo concreto até sentar no chão. Ela veio por cima de mim, as pernas abertas, a boceta molhada e gozada roçando no meu pau. Segurei os quadris dela e a guiei. Ela se sentou devagar, me engolindo inteiro. O gemido foi rouco, profundo.

— Caralho… — gemeu, as mãos no meu peito. — Que delícia…

Ela começou a se mover. Devagar no começo, sentindo cada centímetro. Depois mais rápido, os quadris rebolando, os seios balançando sob a blusa.

— Isso… — falei, as mãos segurando a bunda dela. — Você é tão gostosa, Camila…

Ela acelerou, a respiração ofegante. O som do corpo dela batendo no meu preenchia o estacionamento. Ela jogou a cabeça pra trás, os olhos fechados, os gemidos saindo sem muito controle. A mão dela desceu de novo, encontrando o clitóris. Ela se masturbava enquanto cavalgava, o ritmo ficando mais rápido.

— Tô quase… — gemeu.

— Goza de novo — falei. — Quero sentir você gozando em mim.

Ela gemeu, o corpo contraindo. O orgasmo veio forte, as pernas tremendo. Ela se jogou pra frente, os braços apoiados nos meus ombros, a respiração ofegante.

Fiquei parado, deixando ela se recuperar. Depois ela levantou a cabeça, os olhos encontrando os meus.

— Tá quase gozando, né? — perguntou, voz rouca.

— Tô.

Ela deslizou pra trás, tirando meu pau de dentro dela. Ajoelhou na minha frente.

— Goza na minha boca — disse.

Ela abriu a boca, a língua esticada. Os olhos fixos em mim. Me levantei rapidamente. Comecei a me masturbar, sentindo o orgasmo se aproximar.

— Isso… — murmurei.

Quando gozei, foi forte. O primeiro jato acertou a língua dela. O segundo, a bochecha. Ela não desviou. Ficou ali, recebendo tudo, os olhos ainda em mim. Quando parei, ela passou a língua pelos lábios, recolhendo o que tinha escapado com os dedos, levanto tudo para boca. Engoliu devagar, os olhos ainda fixos nos meus.

— Caralho, Camila… — falei, a voz rouca. — Você é…

Ela riu. Me estendeu a mão pra ajudar a levantar.

— Não precisa falar — disse. — Eu sei.

A respiração ainda tava pesada quando me apoiei na parede, tentando recuperar o fôlego. Camila tava de pé na minha frente, ajeitando a blusa com movimentos calmos, como se tivesse acabado de sair de uma sessão de compras normal e não de uma foda no estacionamento de um shopping num sábado de manhã.

Ela passou a mão no cabelo, alisando os fios que tinham se soltado. Ajeitou o sutiã por baixo da blusa, puxou a calça jeans de volta pro lugar. Os movimentos eram práticos, sem pressa, sem aquela hesitação que eu via em outras mulheres depois de fazer algo que consideravam errado. Camila não tava com culpa. Ela tava satisfeita. Tudo indicava que não era a sua primeira vez traindo.

— Você tem um lenço ou papel? — perguntou, a voz ainda um pouco rouca.

— Tenho.

Peguei o lenço umedecido no bolso da mochila e estendi pra ela. Ela limpou o canto da boca, passou o lenço no queixo e depois amassou e guardou no bolso da calça.

— Obrigada.

— Eu que agradeço.

Ela me olhou, os olhos percorrendo meu rosto como se estivesse avaliando alguma coisa. Depois sorriu — um sorriso meio de lado, de quem sabia que tinha acabado de fazer algo que poucas mulheres fariam com tanta naturalidade.

— Você é bom nisso, sabia?

— Bom em quê?

— Em fotografar. E em outras coisas também.

Ela riu, e o riso ecoou baixinho no estacionamento vazio.

— Isso é um elogio?

— É. Pode levar como.

Eu ri também. Guardei a câmera na mochila, ajustei a alça no ombro.

— Você quer ver as fotos? — perguntei.

— Depois. A agência que entra em contato, né?

— É. É assim que funciona.

Ela pensou por um momento, os olhos ainda em mim.

— Me dá seu celular.

Peguei o celular no bolso, desbloqueei e estendi pra ela. Ela digitou o número, salvou o contato e depois discou. O celular dela vibrou na bolsa.

— Pronto — disse, devolvendo o meu. — Agora você também tem o meu. Se precisar de mais fotos, já sabe onde me encontrar.

Ela disse isso com um sorriso, e eu entendi o que tava por trás. Não era só sobre a agência.

— Anotado — falei, guardando o celular.

Ela terminou de se ajeitar, passou a mão na calça e pegou a bolsa que tava no chão perto do carro.

— Tenho que ir — disse. — Tenho que pegar os meus filhos às seis.

— Claro. Não quero te atrasar.

Ela me olhou por mais um momento, como se estivesse guardando a imagem. Depois abriu a porta do carro, entrou e ligou o motor. O vidro do motorista desceu.

— Foi bom te conhecer, Lucas — disse.

— Foi muito bom te conhecer, Camila.

— Espero te ver em breve.

Ela deu uma piscadinha e o vidro subiu. O carro começou a se mover, manobrando devagar pra sair da vaga. Eu fiquei ali parado, vendo o Uno branco se afastar pelo estacionamento.

Quando ela virou a esquina e desapareceu, respirei fundo.

Caralho. Que mulher.

Ajeitei a mochila no ombro, sentindo o peso da câmera, o calor do dinheiro que tinha saído e a memória do corpo dela ainda fresca na pele. Caminhei de volta pro shopping, subi as escadas rolantes e passei pela praça de alimentação. O shopping ainda tava cheio. Gente indo e vindo, crianças correndo, fila na sorveteria. Parecia que nada tinha mudado, mas tudo tinha mudado. Eu tinha acabado de conhecer uma mulher que sabia exatamente o que queria e não tinha medo de ir atrás.

Sentei num banco perto da praça de alimentação, peguei o celular e abri o contato que ela tinha salvado. O nome dela tava lá, com um emoji de coração do lado. Sorri e guardei o celular.

Olhei pro relógio. Ainda era cedo. Dava pra encontrar mais alguém, tentar mais uma abordagem. Mas algo me dizia que o dia já tinha sido produtivo o suficiente.

Era melhor guardar a energia pra próxima vez.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS, MAS OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL PODEM NAO SER MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Comentários

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Muito excitante. Gostei!!. Se der, da uma lidinha no meu conto.

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