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Caderno Vermelho, Primeiro Volume - XIV

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Um conto erótico de Escravo 43
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 674 palavras
Data: 29/07/2026 01:30:35

Capítulo XIV

— Potrinho, você é bichinha, né? Hahahaha, claro que é! Para de ficar olhando pro outro Potro, eu não vou deixar ele te montar, hahaha!

Epona ria muito, muito mais do que antes. Tinha razão em rir, infelizmente. Eu me deixei levar por uma ilusão... pensei por um momento que estávamos no mesmo projeto, mas não... ela estava em seu próprio projeto...

Choque leve:

— Potro, esse é só um aviso; vamos, que hoje eu tenho muita coisa para fazer.

Tudo começava a ficar transparente... nossa aproximação, suas falas mais mansas, suas violências mais controladas. O que Epona me deu foi o veneno da mediocridade, e eu o tomei dia após dia, enquanto ela, em outro horário, treinava esse Homem... esse maldito Homem. Segui com Epona após ela esbravejar mais alguma coisa.

Epona me deixou ao lado do Outro. Ele ao centro, e eu, ao seu lado. Retirou nossos cintos e eu temi olhar para baixo... Não precisava de mais essa humilhação. Ela então tirou a coleira dele e pediu para que eu me aproximasse para tirar a minha... Claro que ela pediria para eu me aproximar, e não para que ele regredisse, ficando na mesma linha que eu...

Daí em diante, aquilo que aconteceu ao longo de minha vida antes do Templo de Ártemis parecia se repetir. Tive um primo de idade semelhante à minha, tínhamos gostos parecidos e capacidades próximas, muito próximas. Ele foi para a melhor faculdade e conseguiu passar em um dos melhores estágios... Já eu, por muito pouco não consegui ir para a mesma faculdade, e meu estágio era consideravelmente pior. Mas não apenas era pior; entrei nele após perder a vaga para o meu próprio primo, que, ao desistir da vaga para assumir um emprego melhor, deixou-me com a pior opção.

Mesmo tendo perdido um pouco da minha gordura, eu não tinha músculos como o Outro. Seu olhar centrado em Epona e em seus comandos fazia com que ele executasse tudo o que ela pedia sem cometer erros. Ele parecia antecipar o que Epona iria querer e entregava algo ainda melhor...

Há quanto tempo Epona já o estava treinando? Por que eu não conseguia efetuar com a mesma graça que ele os mesmos movimentos? Enquanto Epona lançava olhares lascivos para o Homem, fazia troça de mim e de minhas patetices. Sob nenhum aspecto da parte física de nosso treinamento — treinamento que Epona fez questão de manter exatamente igual —, eu conseguia chegar próximo ao Outro...

Ele era, novamente, o espelho de tudo aquilo que eu poderia ser se... bom, eu não fosse eu mesmo. Tinha a certeza de que Epona planejava relatar seu fracasso em me fazer virar Cavalo, mostrando esse belo exemplar da Espécie como uma opção mais adequada a Ártemis.

No entanto, sentia-me impotente até mesmo para tentar romper esse dia na casa dos espelhos bizarros... Em vez de me negar, seguia representando, como uma versão risível e atrasada, os movimentos do Homem.

— Tá, gente, já coloquei a pá, agora quero os dois cagando, hein!

Ele, com a precisão de uma máquina de sorvete, fez algo que parecia nem ter cheiro; já eu, após muito me esforçar e muitos peidos, precisei mais uma vez do enema...

Ao final desse humilhante dia, Epona aplicou mais uma provocação como se tentasse prolongar esse fim:

— Ai, Potrinho, bem que eu imaginei... Essas papadinhas, tanto tempo na mesma posição, e agora que o clima começou a esquentar, assaram, hahahaha. Pera aí que eu vou pegar uma pomadinha para passar.

Como se não bastasse, na sua volta do banheiro:

— Olha, Potrinho, achei esse talquinho também... vou passar em você, bebezinho, hahaha!

Após colocar meu cinto e minha coleira, ela me levou primeiro à minha cocheira. Antes de fechar a porta, fez questão de se despir completamente, jogando cada peça ao chão em frente à minha cocheira, mas de um ângulo em que eu só tinha acesso aos seus delicados e leves pés... Usou o esquerdo para fechar a porta e correu para presentear o Homem com o prêmio que todo Homem merece.

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