Me chamo Pedro, tenho 32 anos e já fazem alguns anos que trabalho na mesma indústria, uma planta de produção de etanol. Sou discreto, não costumo revelar minha sexualidade a menos que me perguntem primeiro ou que seja necessário. Não por vergonha, mas por ser mais fechado. Tenho uma posição em que preciso ter autoridade, e acho que quando as pessoas, quando sabem muito sobre sua vida pessoal, acabam perdendo um pouco o respeito. Começam as brincadeiras com assuntos pessoais e etc. Por isso poucos sabem algo sobre minha vida fora da planta.
Ali também trabalha Antônio, chamado pelos amigos de Ceará por conta da sua origem.
Apesar de trabalharmos no mesmo local, trabalhamos em setores diferentes, e efetivamente em empresas diferentes. Enquanto trabalho na parte industrial da planta, Antônio trabalha no setor agrícola, que tem outro CNPJ, uniforme e tudo mais apesar de estar no mesmo local físico. Esse setor é responsável pela colheita e entrega da cana-de-açúcar, a nossa matéria prima. Antônio é considerado o braço direito da gestora que cuida do setor. Apesar de não ser ele quem dá as ordens, é ele quem as repassa. Temos isso em comum, muitos me enxergam como braço direito da chefia da indústria.
Por essa diferença de setores não nos víamos muito geralmente. Antônio passava muito tempo no campo, levando produtos para o pessoal, repassando dosagens, conferindo o trabalho do pessoal, e eu ficava muito confinado dentro da planta. O contato que tínhamos era breve, geralmente um aceno de cabeça ou um "Opa!" como cumprimento. Sabíamos da existência um do outro, mas praticamente não tínhamos contato.
Agora sobre o físico dele, bom... sempre o achei atraente. Eu era o tipo de cara que, apesar de discreto, as vezes levantava dúvidas. Não sou o tipo machão, mesmo quando preciso dar ordens costumo usar a educação. Dentro de uma planta industrial em que a masculinidade dos mecânicos, eletricistas e operadores é daquele tipo tóxico, eu era visto como um cara sensível e educado demais para ser hétero mas viril demais para ser gay. Fisicamente eu era magro e alto, não era o tipo parrudo que geralmente se encontra nesses ambientes. Tudo isso somado as vezes deixava os caras se questionando. Mas sempre respeitavam, e como nunca confirmava nada também nunca rolou nem mesmo um comentário, apenas as vezes um olhar ou expressão boba. No geral sempre me elogiavam pela educação, diferente dos encarregados que não eram tão educados. Já Antônio não, até então nem mesmo em dúvida havia me deixado, e nem ninguém mais. Apesar de ter o mesmo nível de privacidade com a vida pessoal - o que imagino que seja pela sua posição, assim como acontece comigo - ele era um cara acima de qualquer suspeita. Na época ele estava solteiro, e não rolavam nem mesmo boatos sobre quem ele estaria pegando, ou sobre o que ele fazia nas horas vagas. Nada! E seu físico o deixava acima de qualquer suspeita sobre sua sexualidade, que hoje sei ser bissexual. Era um homem que se enquadrava no ambiente. Parrudo, peludo, barbudo, apesar de ser do Ceará como seu apelido indica, já vivia aqui haviam muitos anos, e ele então falava com um sotaque caipira e com a voz grossa. Tinha ombros largos. A pele clara contrastava com os pelos escuros. os lábios finos e a forma marcada de seu rosto deixavam ele com um ar másculo. Enfim, Antônio era exatamente o tipo de cara que me atraia. Eu sempre olhava quando ele passava, e ele parecia nem notar que eu existia.
Por conta da distância das plantações até a planta, Antônio raramente almoçava no refeitório. Geralmente a comida era levada até ele por algum dos funcionários, ou ele buscava as marmitas dos funcionários, e já aprontava uma para ele para comer com eles.
Mas durante um período a colheita mudou para uma terra bem próxima a planta. Durante esse período Antônio passou a comer todos os dias no refeitório, no mesmo horário em que eu almoçava. Foi nessa época que começamos a trocar olhares.
Como achava ele um homem atraente, sempre dava uma olhadinha, afinal de contas olhar não arranca pedaço. E nessa olhadas em que eu dava, acabei flagrando ele me olhando também. Desviei meu olhar rápido, e quando olhei novamente ele ainda estava olhando. Olhava para a comida, dava uma garfada, e então olhava pra mim. Notei isso algumas vezes, não tive coragem para encarar de volta, apenas olhava brevemente e desviava.
Esse comportamento se tornou recorrente. Mesmo quando pegava ele comendo marmita, fora do refeitório mas ainda na planta devido a proximidade da terra da colheita, ele olhava e permanecia olhando alguns segundos a mais do que o normal.
Minha vergonha e meu medo de me expor demais dentro da empresa me faziam me conter, mas por dentro eu estava cheio de dúvidas. Pensava "Esse cara, me olhando? Será que ele sabe da minha sexualidade? Será que ele conhece alguém que contou pra ele?". Até então eu nem mesmo questionava sobre a possibilidade de ele estar atraído por mim, me olhando da mesma forma que eu olhava pra ele.
Essa época passou e durante quase um ano voltamos a normalidade. Ele passava na caminhonete e nem me olhava, como era antes. Ele voltou a não almoçar no refeitório e acabei me esquecendo disso.
Bastante tempo depois voltamos a nos encontrar. A caminhonete que a empresa cedia para ele estragou, e durante um tempo ele teve que ir em bora no ônibus. E, na hora da saída, ele se enturmava com o pessoal do agrícola, do lado de fora da planta, e eu ficava mais distante, na portaria. Comecei a aproveitar esse momento para dar umas olhadas mais demoradas, observar bem os ombros, mesmo que de longe, que sempre me chamaram a atenção. Ombros largos. A boca que sumia no meio da barba densa, os traços do rosto... ele não era musculoso, tinha até uma barriguinha, mas devido ao trabalho no campo antes de chegar no cargo em que está hoje - e já estava na época - tinha o corpo todo largo, braços grandes... me perdi por um momento e quando voltei ao rosto ele estava me olhando, e não com uma cara boa. O rosto dele indicava que não estava gostando da olhada. Meu coração acelerou, voltei a conversar com uma amiga que estava do lado e parei de olhar. Mas a curiosidade pra saber se ele estava mesmo bravo comigo me fez olhar novamente, e ele ainda olhava. Baixava a cabeça, olhava brevemente o celular, e voltara a me olhar. Entrei em pânico, resolvi sair do campo de visão dele. Mas a curiosidade estava me matando, então olhei novamente, brevemente. E quando apareci, ao notar minha presença, ele me olhou novamente. O rosto que não estava com a mesma feição de bravo voltou a se fechar. O ônibus chegou! Graças a Deus! Subi no ônibus e me sentei, o pessoal foi entrando, e então... ele entrou! Como ele sempre ia em bora de caminhonete, não sabia até então, mas ele morava no mesmo bairro que eu, à algumas quadras de distância, em outra rua. Portanto, iriamos no mesmo ônibus. Torci para que ele se sentasse longe, mas ele se sentou do outro lado do corredor, na mesma altura.
Seu rosto não estava mais com a feição de bravo. Agora, no meio dos outros, ele demonstrava estar mais feliz. Olhava algo no celular e abria um sorriso. Ouvia uma brincadeira de um dos colegas de trabalho e sorria de volta, comentava algo... enfim. Apesar de próximos ele parecia indiferente a minha presença.
No dia seguinte, na saída, não quis olhar muito pra ele. Apenas uma olhada rápida pra ver se estava no mesmo grupo do dia anterior. Notei a presença dele e só. Entramos no ônibus, sentamos nas mesmas poltronas e, dessa vez, ele resolveu tirar a camisa de uniforme ali. Estava com uma regata por baixo, e não foi possível não olhar a cena. Os braços que me hipnotizaram no dia anterior apertando a camisa agora estavam ali, expostos. O ombro largo que agora descobria que em um deles havia uma tatuagem, um tribal que parecia se estender até o peito. Os olhares recomeçaram, mas dessa vez eu estava mais desinibido e mais empenhado a olhar aqueles braços grandes e o peito que estufava a regata, notei que ele me olhava, e depois olhava na direção de onde eu estava olhando, como se quisesse confirmar o que exatamente eu estava olhando nele, depois voltava a me olhar. Na chegada da cidade, logo na entrada, ele desceu. Não desceu no ponto de antes. Achei estranho, mas logo ele passa pelo ônibus na sua moto. Não sabia até então, mas ele tinha uma 900cc, e bom... o ronco do motor chamava a atenção! Vi ele e, apesar do capacete, reconheci pelas roupas e pela tatuagem. A cena dele tirando a camisa, os braços, a tatuagem, o rosto... não saiu da minha cabeça, e no fim do dia me masturbei mais de uma vez pensando nele.
No dia seguinte resolvi que mesmo que não rolasse nada sexual, queria ter ele mais próximo. Como sabia o nome completo resolvi pesquisar por ele no Instagram e o resultado logo veio. O perfil era aberto, observei bem as postagens e nada muito revelador além de que ele gostava bastante da sua moto. Usei isso como pretexto para começar uma conversa. Ele desceu novamente na entrada da cidade, pegou sua moto e, dessa vez, foi mais devagar. Deve ter parado em algum lugar pois apenas alcançou o ônibus mais a frente, já próximo de casa. Ao chegar em casa, mandei uma mensagem. Disse que havia visto ele de moto pelo ônibus, disse que estava pensando em comprar uma - e realmente estava - e pedi dicas sobre motos. Mostrei o modelo que estava pensando em comprar, não era de cilindragem tão alta quanto a dele, era um modelo custom de motor de curso longo. Pra minha surpresa, ele viu a mensagem e respondeu com um áudio. Pela voz, respondeu com entusiasmo. Nesse dia conversamos por mais de uma hora sobre o assunto, e só... Nem mesmo segui o perfil dele. O carro que ele usava no trabalho ficou pronto da manutenção e paramos de nos ver novamente.
Passados mais alguns meses acabei comprando a moto, e justo nessa época ele resolveu me seguir no Instagram, sem nem mesmo saber da moto. Segui ele de volta e resolvi mandar uma mensagem e, quem sabe, desenvolver alguma coisa. Ele me respondeu novamente e conversamos por alguns minutos, e só, novamente... parecia que não ia rolar nada mesmo. Fiquei apenas observando as fotos e vídeos que ele postava. Ele não era muito ativo nas redes sociais, e desde a última vez que havíamos falado havia apenas uma postagem nova. Uma foto que mostrava ele em cima da moto, visto pelo reflexo de uma porta de vidro. Curti.
Algumas semanas mais tarde ele faz uma postagem dupla. Nos stories, postou uma foto da moto, e no feed uma foto dele. Estava deitado, descansando, com cara de sono o que tornava aquele homenzarrão bruto e sério em um grade fofo. A postagem dupla me deixou confuso, pois, parecia que ele queria chamar atenção, e com uma foto da moto, bom... não parecia ser de uma mulher. Mas ao mesmo tempo, a foto dele todo fofo deitado na cama não fazia parecer que o assunto era a moto. Ele estava tentando chamar a minha atenção? Afinal, a moto era o assunto que tínhamos em comum. Resolvi mandar outra mensagem, curti a foto e aproveitei a brecha do story da moto para falar sobre a minha, que havia enfim comprado o modelo que mostrei para ele. Ele respondeu dessa vez entusiasmado, e dessa vez conversamos por mais tempo. No fim da conversa eu estava cansado de criar expectativas que eram sempre quebradas, e resolvi tomar alguma atitude para saber exatamente o que estava acontecendo. Deixei uma mensagem: "Não sei se gosta, mas se quiser sair uma hora pra tomar uma e escutar música boa, bom, é só chamar!". Ele então responde, por audio: "Claro! Uma hora dá certo!".
Não era a resposta que eu esperava às 18:00 de um domingo. Ali eu decidi que seria minha última tentativa. A partir dali se algo fosse acontecer, teria que vir da parte dele.
Passaram-se uma, duas, três semanas e eu já havia praticamente me esquecido dele. Nessa época ele nem mesmo aparecia pela planta. Estava quase que exclusivamente trabalhando em campo. Devido uma falha na qualidade da matéria prima que fez com que o desempenho da planta caísse, tive que me deslocar para coletar uma amostra da cana. Cheguei, e quando estava entrando no talhão para fazer a coleta vi uma caminhonete da empresa se aproximando. Ela parou, como se esperasse algo, então entrei e realizei minha coleta, e quando saí ainda estava lá. Olhei mais atentamente e percebi que era Antônio. Não sei se me viu e esperou por mim, ou se esperava por algum dos trabalhadores da colheita. Talvez os dois?
Enfim, como não conversamos mais desde aquele convite, fiquei com vergonha e ia passando por ele sem falar nada. Ao chegar exatamente ao lado da caminhonete vejo o vidro se abaixando.
- E aí? Bão?!
Ele me estende a mão e o cumprimento.
- Bem sim!
- Almoçou fora domingo? Como tá a motoca? Dando umas voltas nela?
Até hoje não entendi a pergunta do "Almoçou fora domingo?", mas respondi.
- Não, fiquei em casa. Ainda não estou pilotando muito bem, na verdade, quase não saio com ela desde que comprei.
- Você tá de folga esse domingo? Se tiver, tá afim de ir ali na cidade vizinha nela almoçar?
- Folgo sim. Uai, quero sim!
- Beleza, dando certo então eu te aviso!
- Beleza! Fico no aguardo.
Bom, não preciso nem falar que meu coração estava a mil. Eu tentava não criar expectativa. Afinal de contas, não havia nenhum sinal de algo além de um rolê de moto, mas mesmo que fosse apenas uma amizade, eu já estava feliz de ele ter me respondido. Tinha estado com vergonha do convite, de talvez ele estranhar, vindo de alguém "sensível". No entusiasmo, acabei me esquecendo que nunca havia pilotado na rodovia e a realidade me pegou. Se eu contasse que não estava preparado e seguro pra viagem ele iria cancelar. Não sabia como contar pra um cara que era todo "piloto" em uma 900cc que eu não tinha nem mesmo coragem para pegar a rodovia na minha moto.
Resolvi esperar até o dia e inventar alguma desculpa de última hora, um compromisso.
Com o passar dos dias fui ficando mais desanimado, e no fim das contas resolvi ser sincero.
Chegado o dia mandei uma mensagem. "Opa, Antônio! Beleza? Então, eu queria te falar, não tenho muita experiencia com a pilotagem ainda. Como não andei muito na moto, não tenho segurança pra pegar a rodovia. Tudo bem pra você se eu não for? Podemos marcar algo na cidade depois, talvez."
E ele me respondeu "Tudo bem. Mas se você quiser vir, pode ir na garupa da minha moto. Eu aproveito e te dou umas dicas".
Aquilo foi como uma injeção de adrenalina. Meu coração batia rápido e forte. Eu tinha a oportunidade de ficar bem próximo do cara com quem havia fantasiado tantas vezes. Mesmo que eu evitasse os toques, poderia sentir o cheiro, sentir o calor do corpo...
Aceitei, e uns 20 minutos depois, após se arrumar, ele estava na minha porta.
- Moramos perto demais, uai!
- Pois é *risos*. Notei no dia que veio de ônibus, desceu um ponto antes do meu.
Subimos na moto, e sempre que passávamos por alguma situação ele me dava alertas: "Não ultrapasse um caminhão na descida! Sua moto é de curso longo, não pega muita velocidade. Se um caminhão vir sem freio é perigoso para debaixo dele!"
Assim fomos a maior parte do caminho. Como ele já estava bastante acostumado com a velocidade e a aceleração, quase não sentia os trancos, mas eu me desequilibrava um pouco quando ele acelerava para fazer ultrapassagens. Estava segurando nas abas que ficam ao lado do banco, mas em um momento de desequilíbrio acabei segurando na sua cintura. Ele não reclamou, apenas olhou pelo retrovisor e notei suas bochechas se erguendo, como se desse um sorriso. Sorri de volta, e resolvi me aconchegar ali. Estava mais firme segurando ali. Em uma outra ultrapassagem ele disse, abafado pelo capacete:
- Segura!
Firmei os braços na sua cintura, e com as mãos alcancei seu abdômen. Ele então acelera para ultrapassar e o vento faz com que minhas mãos se firmem mais ainda no seu corpo. Sinto sua barriga, o calor do seu corpo, meu rosto estava bem perto do seu pescoço, da sua nuca... olhava de perto sua tatuagem nos seus ombros largos. Quando olhei para o retrovisor, após ultrapassar, vi ele olhando pra mim. Ele então desacelera um pouco, solta uma das mãos, coloca sobre as minhas, e guia elas até mais abaixo. Levei um segundo para entender, mas ele havia levado uma das minhas mãos até seu pênis. Senti pulsar, duro. Até alí havia me contido, com medo da rejeição, mas tendo a abertura, comecei a aproveitar. Apertei e massageei o membro e notei que ele me olhava com mais frequência pelo retrovisor.
Com um pouco de vergonha da intensidade em que aproveitava o momento, senti meu rosto quente, corando. Ele sai da rodovia para uma estrada de terra que dava numa cachoeira, e então pega uma outra estrada lateral que até então eu não conhecia. Paramos no meio do caminho. De longe avistava uma casinha que parecia vazia e inabitada. Ele desce, tira o capacete, e me ajuda destravar o meu, assim que o capacete passa pelo topo da minha cabeça sinto o rosto dele, a barba, a boca tocar na minha. Primeiro demos um selinho, em seguida ele abre a boca e fecha os lábios pressionando os meus, eu devolvo o carinho, e assim começamos nosso primeiro beijo. Ele se senta pela lateral no banco da moto, e eu praticamente me debruço por cima dele. Sentia o cheiro dele, o corpo, e tudo isso me excitava. Estava tão excitado que meu pau pulsava na mesma medida em que meu cuzinho piscava e se contraía com força. Me lembro dele guiando a mão até seu pênis e então busco novamente seu membro, dessa vez por conta própria, demonstrando meu desejo de senti-lo. Percebendo isso, ele então me guia novamente, mas dessa vez pela minha cabeça. Faz uma leve pressão indicando que queria que eu me abaixasse. Entendo rápido o que ele deseja, e assim que me ajoelho já vou abrindo o botão e zíper da sua calça.
O cheiro de macho que exalava dali era inebriante, e ao abaixar de uma vez só sua calça e sua cueca, sinto seu pau tocar meu nariz, e a ponta úmida melando meu rosto. Não perco tempo e abocanho de lado, percorrendo com a boca e acariciando com a língua todo o percurso do seu pau até a cabeça. Dou um beijinho na cabeça, melando meus lábios com o pré-gozo enquanto olho para ele. Ele dessa vez me olhava de volta fixamente. Voltei minha atenção para o seu membro e coloquei ele na boca, lentamente. Desde o momento que toquei seu pênis na estrada até esse momento, não havíamos trocado nem se quer uma palavra. Tudo aquilo parecia natural e instintivo. Lentamente vou descendo com a boca em seu pênis, que hoje sei ter 17 centímetros, até o máximo que conseguia. Mas queria mais, queria sentir ele todo, cada centímetro. Subo novamente procurando folego e na próxima descida me empenho mais, a cada descida me aproximava mais de seus pelos e da base do seu pau. Até que senti seu pau forçar o fundo da minha boca, achava que não seria possível, não passaria dali. Ele então segura meu rosto com uma das mãos, e apoia a outra na minha nuca, com o quadril faz um movimento para frente enquanto firma minha cabeça por trás. Sinto seu penis forçando a lateral da minha garganta e ir se acomodando cada vez mais para o lado até penetrar minha garganta. Pela primeira vez escuto um gemido. Ele segura minha cabeça como se eu fosse querer escapar, e apesar da falta de ar, eu nem mesmo tentava. Era isso que queria. Sinto seus pelos tocando meus lábios, e então toco a base do seu pênis e sua virilha com eles. Ele aperta mais ainda minha cabeça contra sua pelvis e então a solta. Eu volto com a boca toda babada, com um fio de saliva conectando seu pau à minha boca enquanto eu, ofegante, buscava mais folego. Olho para ele e ele me olha com um sorriso de canto. Volto a me colocar diante do seu pau, e coloco a cabeça na boca, ele parece entender e novamente vai colocando seu pênis todo em minha boca. Fica cada vez mais fácil entrar em minha garganta. A pressão que senti com seu pai se ajeitando na entrada não acontece mais. Sinto tanto prazer que parece que um leve toque no meu pau, que já estava pra fora, fosse me fazer gozar. Evito me tocar, quero sentir aquilo por mais tempo. Penso que ainda estivesse com meu pau dentro das calças uma simples roçada do tecido me faria sujar toda a cueca. Ele solta minha cabeça após algumas repetições e, já extremamente excitado, busco pelo seu pau com a boca como se estivesse com sede em busca de água. Passo ele por todo o meu rosto, me deixando com o rosto babado, enquanto olho seu rosto. Dessa vez, já sem a inibição que tínhamos nas trocas de olhares que aconteceram no trabalho, ele me olhava fixamente como se quisesse me ver sugar cada centímetro do seu membro. Coloco seu saco na boca e dou leves sugadas. Ouço outro gemido enquanto sinto ele apertar suas mãos nos meus cabelos. Coloco uma bola na boca, depois a outra, e vou dando leves sugadas. As vezes sinto que fiz força demais pois além do gemido, vejo seu abdômen se contrair enquanto seu pau bate no meu nariz, na minha testa. Volto a abocanhar seu pau e, dessa vez, ele começa a foder minha boca como se fosse uma buceta. A intensidade apenas aumenta na mesma medida em que a firmeza das suas mãos aumenta sobre minha cabeça. Sinto ele congelar e sem nenhum anuncio o primeiro jato de porra na minha boca. Meu pau estava explodindo, e senti como se fosse gozar, sem nem mesmo me tocar. Ao invés disso, usava as mãos para sentir todo seu torso e seus braços largos. Rapidamente coloco seu pau fundo na garganta e sinto seu sêmen todo descendo. A sensação me fazia ter o reflexo de engolir, e isso fazia com que minha garganta "abraçasse" seu pau momentaneamente e causava espasmos pelo seu corpo. Seu olhar se mantinha em mim, agora com uma expressão fechada de macho que me deixava ainda mais excitado. Tirei seu pau da boca lentamente, apertei ele fazendo sair as últimas gotas da sua porra, e então sorvi com uma lambida como se fosse o néctar mais delicioso do mundo, olhando o tempo todo para o seu rosto, que olhava de volta fixamente para o meu.
Me levantei, mudo sem saber o que falar. A expressão fechada de seu rosto se abre e ele sorri de leve pra mim. Eu retorno o sorriso. Mesmo sem ter efetivamente gozado me senti satisfeito. Nos ajeitamos e subimos de volta na moto para seguirmos viagem, a primeira das nossas viagem juntos.
Hoje fazem pouco mais de dois anos dessa nossa aventura. Moramos juntos sob a desculpa de dividirmos custos, afinal de contas, somos dois homens solteiros morando numa cidade com custo de vida elevado. Mas dentro de casa, somos amantes.