A manhã seguinte chega. Eu me levanto com o barulho de buzinas e motores do movimento na rua. Pego o iPhone na mesinha e desbloqueio a tela. Tem várias mensagens: umas da Kailane perguntando se eu já acordei e reclamando da suspensão, outras de uns amigos marcando bola mais tarde e mandando figurinha de meme. Eu só respondo rápido pra Kailane com um “to vivo” e deixo o resto pra depois.
Sigo até a cozinha em silêncio. Meu pau está duro dentro da cueca, latejando e marcando o volume grosso na frente. Dá vontade de bater mais uma ali mesmo, mas eu quero mais do que isso. Quero sair e vigiar cada passo da Camila. Aquela mulher é uma gostosa pra caralho, e eu vou descobrir o que ela tem aprontado com o dono daquela Hilux preta.
Antes de qualquer coisa, preciso me arrumar e sair de casa antes que a minha mãe Lúcia acorde. Ela não sabe da suspensão e eu não quero explicar porra nenhuma. Volto pro quarto, puxo uma calça jeans larga, visto uma blusa preta básica e pego a blusa de frio com capuz, jogando ela por cima. Calço o tênis sem meia, pego o celular e a chave e saio sem fazer barulho.
Desço as escadas do prédio e fico parado na entrada, encostado no muro de concreto, o capuz meio puxado pra baixo. Observo o movimento da rua: carros passando devagar, uma ou outra moto, gente andando apressada pro ponto de ônibus. Meus olhos ficam grudados na casa da Camila do outro lado.
São 7:15 quando Camila sai de casa. Ela beija a filha na testinha e entrega a bebê pra mãe dela, que está esperando no portão. Camila está de calça legging preta, colada no corpo, marcando cada curva das coxas cheias, o volume da buceta e principalmente aquela bunda grande e redonda que balança a cada passo. O tecido fino sobe um pouco nas nádegas quando ela anda, deixando o contorno perfeito à mostra. O cabelo preto liso está preso num rabo de cavalo alto, e a blusa justa, também preta, cola nos seios grandes e pesados, marcando os mamilos e o decote generoso.
Ela passa bem na minha frente, tão perto que sinto o cheiro do perfume dela. Meu pau endurece na hora dentro da calça jeans, latejando e apertando contra o tecido. Eu ajusto o capuz e sigo alguns metros atrás.
Camila para no ponto de ônibus e fica no telefone, digitando alguma coisa. Uma das vizinhas do meu prédio se aproxima e começa a conversar com ela. Eu chego mais perto, fingindo olhar o celular, e consigo ouvir:
— Vou pra academia… minha filha tá na creche agora, né?
A senhora responde:
— Nossa, que bom!
De repente o ponto enche. Outros moradores saem de casa porque o ônibus já está chegando. Ele aparece na rua, freia com barulho e abre as portas. Todo mundo sobe. Camila passa o cartão de passagem, o bip soa, e ela caminha até a parte de trás do ônibus, sentando perto da janela.
Eu entro por último, pulo a catraca sem pagar e o motorista grita:
— Ô, moleque, desce porra! Paga a passagem!
Eu ignoro, sigo direto pro fundo e me sento no banco logo atrás dela, de onde tenho a visão perfeita daquela bunda colada na legging e dos seios marcados na blusa justa.
O ônibus segue por mais algumas paradas. Camila se levanta de repente e começa a caminhar em direção à porta. Tem gente em pé no corredor, atrapalhando a passagem, e eu não consigo sair no mesmo ponto que ela. O ônibus já está andando de novo quando eu me levanto. Alguns metros depois aparece outro ponto. Eu desço rápido, quase tropeçando no degrau, e olho imediatamente na direção da parada anterior.
Camila está lá, parada na calçada, esperando o semáforo pra atravessar a avenida movimentada. Eu atravesso primeiro, quase correndo entre os carros, e vejo ela fazer o mesmo logo em seguida. Começo a segui-la de novo, mantendo uma distância segura. Depois de alguns minutos andando por ruas que eu não conheço, penso baixo:
— Que academia é essa, porra… a gente já tá em outro bairro.
Ando mais rápido pra não perder ela de vista. Mal conheço essa região, só sei que é mais movimentada e com comércio melhor. Camila vira numa esquina e entra numa academia famosa, daquelas que tem várias unidades espalhadas pela cidade e a mensalidade custa uma fortuna. Eu paro do outro lado da rua, observando.
Ela passa pela recepção e, segundos depois, vejo o mesmo homem da Hilux preta. Ele é alto, está de regata e short de academia. Os dois se abraçam demorado, bem próximos, e depois caminham juntos em direção à área dos aparelhos. Eu fico na entrada, colado no vidro grande da fachada, o capuz puxado, tentando acompanhar cada passo da minha vizinha gostosa enquanto ela começa a se alongar perto dele.
Enquanto tento ver Camila e o homem malhando pelo vidro, um funcionário da academia aparece do nada, me empurra pelo ombro e grita:
— Sai daí, porra! Fica colado no vidro assim parece bandido. Vai embora!
Eu recuo, xingo baixo e atravesso a rua. Fico do outro lado, encostado num poste, observando a entrada. Passa uma hora inteira. Quando finalmente Camila e o cara saem, estão conversando de perto, sorrindo. Eles caminham juntos até uma padaria a poucos metros da academia, escolhem uma mesa do lado de fora e chamam o atendente, que anota o pedido deles.
Eu entro na padaria, peço um café e um pão na chapa qualquer e me sento numa mesa de onde consigo ver os dois perfeitamente. Observo cada movimento: o jeito que ele encosta a mão no braço dela, como ela ri baixinho, os olhares trocados. De repente o homem se inclina e beija Camila na boca. Não é um beijo rápido. É demorado, com a mão dele na nuca dela.
Eu fico chocado. Ela é casada. Tem filha com o marido. Penso na hora: “Pobre do Sandro… passa horas na estrada enquanto é feito de corno pela esposa gostosa com um cara que, pelo relógio no pulso, tem grana”. Pego o celular e tiro várias fotos: deles se beijando, das mãos dadas em cima da mesa, do rostinho dela inclinando pra receber o beijo. Salvo tudo e mando na hora pro meu Samsung Galaxy velho que deixei em casa.
Camila se levanta, o homem a acompanha até a calçada, abre a porta de um táxi pra ela e depois caminha até a Hilux preta. Quando ele sobe no carro, vejo que esqueceu a carteira em cima da mesa. Eu me aproximo, pego, abro rápido: quase nada dentro, só alguns cartões da pizzaria e um cartão de crédito. Levo até a academia, entrego pra atendente da recepção e descrevo o homem que estava com a Camila.
— Ah, claro, é o Jorge — ela diz. — Obrigada, vou entregar pra ele.
Eu saio com um dos cartões da pizzaria amassado no bolso e caminho até o ponto de ônibus pensando: “Gostosa, casada e infiel… essa Camila é surpreendente, mas é uma gostosa pra caralho”.
Quando chego na nossa rua, vejo Camila e a minha mãe Lúcia conversando na porta da casa dela. Lúcia me encara assim que me vê e já vem com a voz brava:
— Seu moleque safado! Foi suspenso de novo?
Ela me dá um tapa fraco nas costas e continua:
— Tenho um serviço pra você. Essa aqui é a Camila, nossa vizinha. Você pode ajudar ela.
Eu olho Camila de cima a baixo devagar, o olhar passando pelos seios marcados na blusa, pela cintura, pela legging ainda colada nas coxas, e sorrio:
— Claro, Camila… o que você quer?
Camila me olha e fala:
— Você é o Anderson, né? Sua mãe me disse que você sabe consertar chuveiro.
Eu respondo na hora:
— Claro.
Ela continua:
— Você pode me ajudar rapidinho com o meu chuveiro mais tarde?
Eu sorrio e falo:
— Posso te ajudar agora mesmo.
Ela acena com a cabeça e me leva até a casa dela. Atravessamos o portão de ferro preto, passamos pela pequena área da frente com a árvore e subimos os dois degraus da entrada. A casa é um sobrado antigo de dois andares, pintura bege desbotada, mais espaçosa e confortável que o meu apartamento. A sala é ampla, com sofá de canto, uma televisão grande na parede e várias fotos em porta-retratos: Camila e Sandro se beijando num restaurante, os dois segurando a bebê recém-nascida, algumas fotos antigas de família. Tem cheiro de perfume e de casa limpa. Do fundo da sala sobe uma escada de madeira pro segundo andar.
Camila se vira pra mim:
— Antes de você ir ver o chuveiro, vou me trocar.
Ela sobe as escadas e eu fico sozinho na sala, observando as fotos, o sofá, a janela grande que dá de frente pro meu prédio. Minutos depois ela desce. Está de short jeans bem curto, que mal cobre a bunda, e um cropped preto justo que deixa a barriga de fora e aperta os seios grandes, marcando os mamilos. Meu pau endurece na hora dentro da calça, o volume ficando evidente.
Ela me leva até o banheiro do térreo. É um banheiro simples, box de vidro, pia e vaso. Camila abre o registro do chuveiro. A água cai fria, sem nenhum sinal de esquentar.
— Não esquenta nunca mais — ela diz.
Eu peço pra ela me mostrar o padrão de energia. Ela aponta o quadrozinho na parede do corredor. Eu desligo a chave do chuveiro, volto pro banheiro, abro a parte de cima do aparelho e vejo o problema na hora: a resistência está queimada e o fio interno derretido.
— Vai ter que comprar outro — eu falo. — Esse aqui já era.
Ela balança a cabeça:
— Ok. Vou pedir já na mercearia do bairro.
A gente volta pra sala. Eu fico no sofá esperando a entrega do chuveiro novo enquanto ela começa a arrumar a bagunça da casa: dobra uma roupa no sofá, junta brinquedos da bebê no chão, passa um pano na mesa. Cada movimento dela me deixa mais excitado. O short sobe quando ela se abaixa, a bunda redonda quase saindo, os seios balançando dentro do cropped. Meu pau lateja apertado na calça.
Depois de um tempo eu peço:
— Posso usar o banheiro?
Ela responde sem nem olhar:
— Pode.
Eu entro no banheiro, tranco a porta, baixo a calça e a cueca de uma vez. Meu pau de vinte centímetros está duro pra caralho, grosso, as veias saltadas. Começo a bater com força, a mão subindo e descendo rápido, imaginando a Camila ali na sala, de short curto, o corpo todo gostoso. Aperto a cabeça, aperto mais, até gozar jatos grossos e quentes de porra que escorrem pelos meus dedos e caem no chão do box. Fico ofegante, limpando a mão na toalha, ainda pensando nela do outro lado da porta.
Após bater punheta no banheiro de Camila, ela bate na porta perguntando:
— Anderson, você tá bem?
Eu respondo rápido, ainda ofegante:
— Tô sim.
Espero uns segundos, limpo a mão, puxo a calça e saio disfarçando:
— Aproveitei e dei uma segunda olhada no chuveiro.
Sento no sofá da sala e pego uma das fotos dela com o marido. Mostro pra ela e pergunto:
— Como vocês se conheceram?
Camila para um pouco, olha a foto e responde:
— A gente era vizinho em Belo Horizonte. Ele sempre foi apaixonado por mim. Quando fizemos vinte anos, casamos. Uns dois anos atrás viemos pra São Paulo porque ele conseguiu um emprego novo.
Eu falo:
— Ele é caminhoneiro, né? Já vi ele aqui.
Ela só balança a cabeça e continua andando de um lado pro outro da sala, nervoso. Pega um papel, anota algo e me entrega:
— Aqui está meu telefone. Quando chegar o chuveiro eu te aviso.
— Claro — eu respondo, guardando o papel no bolso.
Saio da casa dela. Enquanto atravesso a rua, minha mãe Lúcia está me esperando com a cara fechada.
— Demorou, hein?
Subimos juntos até o apartamento. Ela me segue até o quarto, pega algumas latas de cerveja vazias e de Red Bull que eu tinha deixado jogadas e começa o sermão:
— Suspenso de novo, Anderson? Você não aprende? E essa Kailane? Eu nunca fui com a cara dela, mas agora tô vendo que a má influência é você. Para de arrastar essa menina pra merda.
Ela resmunga mais um pouco e sai do quarto, batendo a porta. Eu pego o cartão da pizzaria e o número de telefone da Camila, fico olhando os dois e penso: “Tenho uma ideia… mas antes preciso ver uma coisa”.
Me levanto, saio de novo e sigo até a pizzaria no bairro vizinho. Peço uma pizza de frango com calabresa e fico esperando. Do outro lado do salão vejo o Jorge sentado com uma mulher e duas crianças. As crianças gritam “papai!” e a mulher se inclina e o beija na boca. Ele era casado. Tinha mulher e filhos. E ainda por cima mantinha a Camila como amante. Eu sorrio sozinho: “Vou me aproveitar disso”.
Pego a pizza e volto pra casa. Quando abro a porta, Kailane já está na sala. A gente se agarra na hora, se beija com força. Ela me empurra no sofá, ajoelha na minha frente, abre meu cinto e puxa a calça e a cueca pra baixo. Meu pau pula pra fora, ainda meio sujo da punheta anterior, mas já duro de novo.
— Vou te chupar agora — ela diz.
Ela envolve a boca quente em volta da cabeça, chupa com força, a língua girando em volta da glande enquanto a mão sobe e desce no pau grosso. Baba escorre pelo tronco, ela engole quase até o fundo, engasga, mas continua, fazendo barulho molhado e safado. Eu seguro a cabeça dela e empurro um pouco mais.
— Minha mãe vai nos matar se aparecer — eu falo ofegante.
Kailane tira a boca só o suficiente pra responder, a voz rouca de saliva:
— Posso parar se você quiser…
E dá mais uma chupada funda, olhando pra cima.
— Continua — eu mando.
Ela volta a chupar com vontade, mais rápido, a mão apertando as bolas. No meio do boquete meu telefone toca no bolso da calça jogada no chão. Olho a tela: é a Camila.
Eu atendo o telefone ofegante, ainda com a boca da Kailane engolindo meu pau. Ela não para de chupar enquanto eu escuto a voz da Camila do outro lado:
— Oi, Anderson… o chuveiro já chegou.
Eu engasgo a resposta:
— Ok… vou agora mesmo.
Desligo, empurro a cabeça da Kailane pra longe e me levanto, puxando a calça às pressas.
— A vizinha quer que eu troque o chuveiro — eu falo.
Kailane faz cara feia:
— Deixa pra depois, porra.
— Não dá. Minha mãe me mata se eu não resolver isso.
Saio sem contar pra ela que, na verdade, aquela vizinha era meu sonho de consumo: uma mulher gostosa, casada, de corpo perfeito. Cruzo a rua e bato no portão da casa da Camila. Quem abre é a mãe dela, uma senhora de uns sessenta anos, cabelo grisalho preso, roupa simples. Ela me cumprimenta educada e me leva direto pro banheiro.
Eu abro a caixa do chuveiro novo, desligo a energia no padrão, tiro o aparelho queimado, conecto os fios do novo, aperto as porcas, testo a água quente e confirmo que está funcionando. O serviço é rápido.
Quando termino, Camila aparece na porta do banheiro. Está só de toalha, o tecido branco curto cobrindo só o essencial. Os seios grandes quase transbordam por cima, a marca da tatuagem da serpente aparece na coxa esquerda quando a toalha se abre um pouco, e as gotas de água ainda escorrem pela pele morena clara. Eu não consigo tirar os olhos dela.
— Obrigada… ficou quanto o serviço?
Eu gaguejo, a voz falhando:
— Ci-cinquenta reais…
Ela vai até a bolsa jogada no sofá, pega uma nota e me entrega.
— Obrigada.
Me acompanha até o portão. Do outro lado da rua, Kailane está parada na calçada me fuzilando com o olhar. Eu atravesso. Ela cospe as palavras:
— Essa é a tal vizinha? Bem oferecida, né? Só de toalha.
Eu respondo sem pensar:
— Isso é uma mãe de família gata.
Kailane ri com desprezo:
— Vadia. Tchau, tô indo embora.
Ela vira as costas e some rua abaixo. Eu subo pro apartamento. Minha mãe já tinha ido trabalhar e deixou um bilhete na mesa da cozinha — coisa que eu não tinha visto antes da Kailane chegar — avisando que ia dobrar o turno de novo e que eu não fizesse merda.
Vou direto pro quarto, fecho a porta, baixo a calça e começo a bater punheta de novo. Dessa vez a imagem na minha cabeça é só a Camila de toalha: os seios pesados quase saindo, a pele molhada, a coxa marcada pela tatuagem. Bato rápido e forte até gozar jatos grossos no meio do lençol.
Ainda ofegante, pego o celular e abro as fotos dela beijando o Jorge. Olho pela janela em direção à casa dela e penso baixo, um sorriso torto no rosto:
— Vamos nos divertir um pouco…
E me jogo na cama.
No final da noite, umas dez horas, eu saio de casa e vou até o bar que fica na minha rua. Kailane está lá, sentada numa mesa com o ex-namorado e mais umas pessoas, rindo alto. Eu chego por trás, pego ela pelo braço com força e puxo pra longe da mesa.
— Me traindo na cara dura, é?
Ela se solta e faz cara de ofendida:
— Isso não é traição, amor. Você não foi na casa de uma mãe de família arrumar o chuveiro? Eu tô com um pai de família… meu ex.
Eu engulo o orgulho e falo baixo:
— Me desculpa, gata.
Ela cruza os braços e exige:
— Você vai me dar um presente. Aquele anel que me prometeu.
— Sim, amor. Claro.
— Então me leva pra casa.
A gente caminha até a casa dela em silêncio. Na minha cabeça eu já estava maquinando os próximos passos: ia tirar dinheiro daquele tal de Jorge usando as fotos da Camila e ele juntos. Depois de deixar Kailane na porta, volto sozinho pro meu apartamento.
Chego em casa, pego o Samsung Galaxy velho e ligo pra pizzaria, que ainda está aberta. A atendente atende:
— Boa noite, pizzaria, qual é o seu pedido?
— Boa noite… o Jorge está?
Ela fica confusa do outro lado, mas ouço ela gritar:
— Jorge! Tem alguém te procurando!
Segundos depois a voz dele:
— Alô?
Eu falo calmo, direto:
— Jorge… sua esposa sabe da Camila?
Ele gagueja:
— O quê? Acho que é engano…
— Não, Jorge. Não mente pra mim. Eu sei de tudo.
A voz dele fica tensa:
— Quem é? Fala agora!
— Ninguém precisa saber da nossa conversa. Amanhã você vai receber um bilhete e as provas que eu tenho. Se seguir minhas instruções, eu te deixo em paz.
Ele desliga na minha cara.
Eu jogo o celular na cama, abro o notebook e coloco um pornô interracial: uma morena clara de seios grandes sendo comida por um preto grosso. Baixo a calça e bato mais uma punheta, devagar no começo, depois rápido e forte, gozando pesado enquanto imagino a Camila no lugar da mulher do vídeo. Depois disso, apago a luz e durmo.
Na manhã seguinte eu abro o notebook e escrevo o bilhete:
“Eu sei a verdade. Me arranja 5 mil reais.”
Imprimo o papel, imprimo as fotos de Camila e Jorge se beijando e de mãos dadas, coloco tudo dentro de um envelope sem nome e saio de casa. Vou até a academia onde eles tinham malhado. Só o Jorge está lá, na área de musculação. Entro de capuz puxado até os olhos, entrego o envelope pra atendente da recepção e falo rápido:
— Entrega pro Jorge, por favor.
Saio antes que ela tenha tempo de perguntar qualquer coisa.
Quando chego na minha rua, vejo Camila e o marido Sandro andando de mãos dadas. Ele carrega a filha de nove meses no colo. Os dois parecem um casal normal, indo juntos pra padaria do bairro. Eu observo de longe por alguns segundos e entro em casa.
Passo o resto do dia trancado no quarto. De manhã fico horas no Free Fire, partida atrás de partida, o fone no ouvido, xingando os moleques do time. Quando enjoo, abro o notebook e coloco pornô: mulheres morenas de peito grande e bunda pesada sendo comidas. Bato uma punheta devagar, gozo, limpo e volto pro jogo. No meio da tarde saio pra jogar bola com a rapaziada na quadra do conjunto. O sol está forte, o cimento quente. A gente divide os times, eu jogo de atacante, faço dois gols, levo uma entrada dura na canela e xingo alto. Suamos pra caralho, paramos só pra beber água da torneira e fumar um baseado escondido atrás da grade. Quando o sol começa a baixar, cada um vai pra sua casa.
No início da noite ligo pra pizzaria com o Samsung velho.
— Quero falar com o Jorge.
Ele atende quase na hora.
— Alô?
— Jorge. 5 mil.
A voz dele sai baixa e nervosa:
— Eu não tenho esse dinheiro…
— Ou paga ou a sua bela esposa vai descobrir tudo.
— Não conta pra ela, por favor… quando eu posso te entregar?
— Amanhã você deixa numa lixeira perto da sua academia.
— Ok.
Ele desliga.
Minha mãe Lúcia grita da cozinha:
— Filho, a janta tá pronta!
Eu desço, como rápido o arroz com feijão e a carne moída e subo de novo pro quarto. Pego o Samsung velho, adiciono o número da Camila no WhatsApp e mando a mensagem:
“oi amante do Jorge tudo bem”
A mensagem não chega. O twocheck não aparece. Desligo o telefone e deito.
Na manhã seguinte o celular vibra. Camila respondeu:
“o que”
Eu digito na hora:
“eu sei de tudo. o caso com o Jorge. sabe que o seu marido corno ia adorar saber”
Ela está online. Responde rápido:
“vc não sabe de nada”
E em seguida:
“vou te bloquear”
Eu mando:
“ótimo. agora mesmo o Sandro vai receber essas fotos”
E envio as imagens dela beijando o Jorge e de mãos dadas na padaria. Segundos depois ela me bloqueia.
Eu me sento na beira da cama, visto a calça jeans, a blusa preta e o capuz. Saio cedo e me posiciono do outro lado da rua, perto da academia, antes de qualquer movimento. Fico esperando. Depois de um tempo o Jorge aparece, olha pros lados, joga uma sacola preta dentro da lixeira da esquina e some rápido.
Espero uns minutos, atravesso a rua, abro a lixeira e pego a sacola. Quando levanto a cabeça, o Jorge está parado a poucos metros, me encarando.
Ele fala baixo, a voz trêmula:
— Foi a Camila que te mandou?
Ele continua, a voz baixa e nervosa:
— Ela quer dinheiro, não é?
Eu permaneço virado de costas, só ouvindo. Ele quase sussurra:
— Mostra a cara…
E depois completa, mais baixo ainda:
— Eu já pago a pensão da nossa filha.
Naquele segundo a ficha cai pesada. A filha de nove meses não é do Sandro. É do Jorge. Além de corno, o caminhoneiro ainda assumiu o filho do amante da mulher.
Jorge se aproxima e põe a mão no meu ombro. Eu não penso duas vezes: saio correndo com a sacola apertada contra o peito, desço a calçada em disparada, cruzo a rua sem olhar pros carros e sumo na direção do meu bairro.
Chego em casa ofegante, subo as escadas do prédio dois degraus por vez e entro no apartamento batendo a porta. Jogo a sacola no sofá e fico parado no meio da sala, a respiração ainda acelerada.
Penso alto, quase rindo:
— Jorge é o pai… não o Sandro.
Vou até a cozinha, tomo um gole de água direto da torneira e volto pro sofá. Sento pesado, olhando a sacola preta.
— Camila… Camila… você está nas minhas mãos.
Meu pau lateja e endurece na hora dentro da calça, só de imaginar o que eu posso fazer com aquilo tudo. Um plano perverso e excitante começa a tomar conta da minha cabeça.