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O Estranho Acordo Pela Boceta da Irmã do Atentado

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Um conto erótico de Sincericida
Categoria: Heterossexual
Contém 1498 palavras
Data: 26/07/2026 13:36:49

Essa vai ser rapidinha, só para terminar essa história - se eu conseguir…

Cheguei na padaria ao final da tarde ansioso. Por mais que não quisesse criar falsas expectativas, ter recebido a mensagem da minha musa chamando pra conversarmos havia mexido com meus sentimentos mais íntimos.

Quando a irmã do meu amigo Atentado apareceu, linda, loira e tesuda como ela só, parecia que o sol tinha voltado a brilhar. Que garota era aquela, minha nossa, as coxas grossas com os músculos se delineando a cada passo, os peitos desafiadores contidos num suporte atlético, os cabelos soltos emoldurando o rosto de anjo, parecendo até haver um aura ao seu redor… Não era à toa que era minha musa!

Pedi dois refrigerantes e nos sentamos numa mesinha na rua, nada aconchegante, mas precisava ser assim: não podia sentir-me muito à vontade com uma garota mais velha. Todas as vezes em que me deixei levar, me estrepei, então dessa vez permaneceria alerta - e vazaria ao menor sinal de fosse mais uma roubada.

– Então, sumido? Você desapareceu, nunca mais foi lá em casa…

– É, tô noutra, ando mais quieto, meio recluso mesmo.

– Pode não parecer, mas senti sua falta. Era legal ter você… por perto.

– Sério mesmo? Quer dizer que gostava de me ver babando, espiando pela fresta da porta enquanto você experimentava calcinhas?

A garota levantou as sobrancelhas e engasgou. Ela simplesmente não esperava que fosse tão direto. Mas essa era a verdade, ela nunca me vira como macho, só como um garotinho tarado querendo um pouco de atenção.

– Nossa, você mudou. Não sei bem o que dizer, me pegou de surpresa.

– Não me entenda mal. Sigo gostando de você, muito. Só não sou mais tão bobo quanto antes. Melhor cortamos a enrolação e vamos direto ao ponto. Porque você me chamou?

– Tá bem. Não é algo simples de dizer. Digamos que… bem, ando com umas questõezinhas, e acho que você… podia ajudar… Só isso.

– Garota, se tem uma coisa que aprendi, é que nunca é “só isso”. Sempre tem algo mais por trás, e estou cheio desses “algo mais”. É sempre o que termina me ferrando.

– Imagino. Você passou por poucas e boas, não foi?

“Poucas e boas” era um modo elegante de dizer, tenho que dar mérito a ela. Tentei comer as irmãs do Perigo, tomei porrada e levei uma mordida que quase decepou o pau. Depois ainda recebi um pontapé no queixo tentando comer uma delas e por um fio não peguei fama de tarado. Ainda tentei comer as irmãs do Maluco, levei mijada na cara, um peido breado no rosto e, por pura burrice minha, outra mijada diretamente na boca - e até hoje lembro do sabor da humilhação.

Isso pra não falar da gota d`água que veio quando fui comer a prima do Atentado, uma cópia fiel da minha musa, à exceção de um pequeno detalhe rombudo de vinte centímetros que eu sequer imaginava existir entre suas pernas. Foi justamente quando ia começar a meter naquele tobinha que, para bem ou para mal, descobri que a mina tinha um caralhão maior e mais bonito que o meu.

– Não quero falar sobre essas coisas. O que passou, passou.

– Muito bem, gosto dessa atitude. Vamos falar sobre o presente. Como estão as coisas?

– Uma merda. Sou a piada do bairro, não consigo comer ninguém e, lá em casa, até duvidam que sou macho. Deixei de sair por causa disso.

– Tadinho! Não pensei que fosse tão ruim assim!

– Ruim? A única coisa boa, é que pior não fica. A menos é claro que eu vacile. Por isso nem vem com coisa pra cima de mim, estou farto de garota me sacaneando.

– Fica de boa, não quero te sacanear. Pensando bem, acho que vai te ajudar, tipo assim, recuperar a sua imagem.

Era impressionante como sua atitude mudou repentinamente. Se antes ela estava mansinha e dócil, sondando o terreno, agora assumia um tom mais assertivo e negociador. Sua postura estava ereta e tinha os olhos fixos em mim. Ela ia me vender uma idéia, mas nem sonhava o que podia ser - e provavelmente era algo estranho, pois a garota não ia direto ao assunto.

– Vamos lá, querida, desembucha de uma vez. O que você quer?

– Preciso arrumar um namorado. Se você topar, os garotos vão sentir inveja, as meninas vão te respeitar e seu pai não vai mais te chamar de boiolinha. Isso pode ser a melhor coisa que já te aconteceu!

– Você… Você quer ser minha namorada? Mas porquê? E os caras mais velhos, com quem você fez suruba no carro? Porque não vai atrás de algum deles?

– Esse é exatamente o problema, tá vendo? Não pode ser nenhum dos caras da minha idade! Até você sabe que fiz uma festinha com o Solapa, o Cavalão e o Belém. Droga, não sei como essa história foi se espalhar!

Ela não sabia, mas eu sim. Foi quando quis tirar o Maluco de casa para tentar comer a irmã do cara. Contei que vi essa mina numa suruba e que havia outra no mesmo local, só pra ele ir lá conferir e nos deixar sozinhos. Daí o Maluco contou pro Perigo, que contou pro Capeta, que contou pro Florzinha, e assim foi correndo a voz.

Enfim, se a irmã do Atentado pegou fama de piranhuda, apesar de ser meio verdade, a culpa era minha. Ela começou a choramingar na minha frente, em desespero. Pelo visto, eu não era o único na merda.

– Maldita a hora em que entrei naquela suruba! Agora sou a galinha do bairro e todo mundo fica me atazanando, um inferno. E o pior é que meus pais já estão desconfiados!

– Entendi porque você quer um namorado, é pra limpar sua barra e o povo deixar você quieta. Mas… Porque logo eu? Você quer mesmo ser minha namorada?

– Te enxerga, garoto! Não é de verdade, é só pra fingir! Assim você melhora a sua imagem e recupero a minha! Pensei mil vezes e, de todos os garotos daqui, só me resta você!

Era uma proposta bem estranha. Mas ela estava ali, desesperada, choramingando. E era minha musa, linda, loira e tesuda, meu sonho de consumo, razão pela qual me enfiei nas piores enrascadas. Além do mais, sentia certa culpa por ela pegar fama de puta. Ao menos uma chance tinha que dar pra garota - mas não ia vender barato, afinal, nunca fui santo.

– E na sua imaginação, como isso seria?

– Pensei em tudo. Você vai lá em casa umas vezes por semana e vou na sua umas outras, podemos ver uns filmes, coisa boba. Desfilamos pelo bairro de mãozinha dada, podemos vir na padaria juntinhos, só para acharem que namoramos.

– Mas… E se quiser sair com outras pessoas? Sim, porque afinal você não vai ser minha namorada de verdade. Como é que fica?

– Sábado à noite é livre. A gente mente em casa que vai sair e cada um vai pro seu lado. Mas tem que ser na surdina, entendeu? Senão ninguém vai acreditar!

– Tenho outra ideia. E se em vez disso você desse pra mim aos sábados? Tipo, pra gente criar mais intimidade? A história do namoro fajuto pareceria mais real.

– Dar pra você? Nem pensar, está fora de cogitação! Nunca vai rolar!

– Tá bom, não precisa ser tão enfática assim. Mas, e se fosse só uma vez? Uma vezinha, pra selar nosso acordo?

– Acho aviltante. Definitivamente, isso não faz parte da negociação.

– Então não topo, tô fora. E boa sorte em arranjar um namorado fake, com todo mundo achando que você é a piranha do bairro. Sim, porque nenhum cara vai querer posar de corninho manso. Isso sim seria aviltante.

Chegamos a um impasse. Ela não queria dar pra mim de jeito nenhum, mas eu já tinha me fudido tanto que precisava tirar alguma vantagem. Sinceramente, o que era uma fodinha pra ela, que já tinha levado pirocada de todo jeito de três caras numa suruba?

– Merda, você não vai ceder, não é?

– É tudo ou nada, queridinha. Te faço esse favor e você me retribui com uma trepada, ou não tem negócio.

– Sem nenhuma bizarrice?

– Isso não prometo, afinal, vai ser a minha única vez com você – disse com um sorriso aberto, ao perceber que ela estava realmente considerando aquilo.

– Safado, vai se aproveitar de mim, é?

– Vou aproveitar tudo o que puder de você, garota. Quero fazer tanta sacanagem que nem consigo descrever.

– E vai ser só uma vez mesmo? Jura?

– Só uma vez, juro. Depois fico pousando de namoradinho quanto você quiser.

– Hum, então parece que temos um acordo!

Agora, finalmente, acho que a coisa ia dar certo. Quem diria, depois de tanto perrengue, finalmente comeria uma boceta. Uma boceta não, repito, essa era “a” boceta, a chaninha da loira, tesuda, gostosa, saborosa, linda e inalcançável musa, a irmã do Atentado!

Uhu!

Mas antes de contar no que deu, tenho que ir ali fazer uns corres, sabe como é, não tá fácil pra ninguém - e além do mais, prometi que era só uma rapidinha.

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