Depois que decidimos que o aniversário de Milena e Kaique seria comemorado em um parque aquático em Fortaleza, começamos os preparativos para a viagem. A casa virou uma verdadeira bagunça por alguns dias. Muita roupa para separar, protetor solar, chinelos, documentos, brinquedos de Dom, mamadeira, fraldas, trocas de roupa para qualquer imprevisto e mais um monte de coisas que pareciam indispensáveis na hora de arrumar as malas. Eu sempre achava que já tinha colocado tudo, mas Júlia aparecia com mais alguma coisa, dizendo que poderia fazer falta. No fim, parecia que estávamos nos mudando em vez de passar apenas alguns dias fora.
Enquanto organizávamos tudo, Juh e eu ficávamos imaginando como seria o primeiro voo de Dom. Recebemos a orientação de que ele mamasse durante a decolagem para aliviar a pressão nos ouvidos, então nos programamos para fazer exatamente isso. Confesso que minha maior torcida era para que ele pegasse no sono e nem percebesse que estava viajando.
Assim que o avião começou a subir, ele mamou direitinho, mas continuou acordado o tempo inteiro. Olhava para todos os lados com olhinhos curiosos, como se estivesse tentando entender aquele ambiente completamente novo. "Conversava" do jeitinho dele, soltando vários sons, ria para as mamães e fazia questão de ficar pulando de um colo para o outro. Passava alguns minutos comigo, depois esticava os bracinhos para Juh, ficava um pouco com ela e logo queria voltar. Parecia feliz simplesmente por estar ali conosco.
Já Kaique e Milena não deram o menor trabalho... Bastou o avião estabilizar que os dois apagaram completamente. Dormiram a viagem inteira e só abriram os olhos quando eu os chamei, avisando que já havíamos chegado.
Quando desembarcamos, começou outra missão: encontrar um hotel naquele horário. Nossa prioridade era ficar o mais próximo possível do parque aquático para facilitar a locomoção durante aqueles dias, em quartos separados, e Juh fazia questão de que o quarto de Milena e Kaique fosse perto do nosso. Isso reduziu bastante as opções disponíveis, e demoramos mais do que imaginávamos para encontrar um lugar que atendesse a tudo o que queríamos. Depois de algumas tentativas, finalmente conseguimos uma pousada que encaixava perfeitamente no que precisávamos. Fizemos o check-in, organizamos rapidamente as coisas e fomos descansar, porque o dia seguinte prometia.
Logo cedo, antes mesmo de eles acordarem direito, Júlia e eu entramos no quarto cantando parabéns. Abraçamos os dois ainda sonolentos, desejando um feliz aniversário, e logo virou uma bagunça. Ninho estava adorando a folia, então começamos a incentivar nosso pequeno a bater palminhas junto com a gente, porém só conseguimos fazer com que ele balançasse as mãozinhas, o que foi suficiente para arrancar risadas da gente.
Fomos tomar um café da manhã caprichado, e os aniversariantes pareciam não conseguir comer direito de tanta ansiedade para chegar ao parque. Assim que terminamos, seguimos direto para lá.
Mal entramos, e Kaique e Milena já sabiam exatamente qual era o primeiro brinquedo que queriam conhecer. Eles falavam dele desde que a viagem começou, então fomos imediatamente para a fila. Enquanto esperávamos, Júlia olhava para aquela estrutura gigantesca, e seu semblante foi mudando aos poucos.
Foi só quando ela levantou a cabeça e percebeu a altura da plataforma que entendeu o tamanho da enrascada em que tinha se metido, já que tínhamos prometido descer também nesse. Nós iríamos despencar de um toboágua com mais de quarenta metros de altura em questão de segundos... Olhei para ela e comecei a rir. O brilho de confiança que existia alguns minutos antes tinha desaparecido completamente. Ela olhava para o alto, depois para mim, depois para o alto de novo, como se ainda estivesse calculando se dava tempo de desistir sem que Milena e Kaique percebessem.
— Amor... — Ela me chamou, virando o corpo de frente para mim.
— Ah... Você vai... — Provoquei.
— Eu fico com Dom... Gravo vocês... É muito alto... — Juh cochichou.
— Conversa com seus meninos aí... — Brinquei novamente.
Eles insistiram um pouco, mas acabaram aceitando sem chateação.
Quando chegou a minha vez, entrei na cápsula e um funcionário me passou as orientações, pediu que eu cruzasse os braços sobre o peito e encostasse a cabeça, então fiquei esperando... Em um segundo eu estava com os pés firmes apoiados na plataforma, no outro ela simplesmente desapareceu debaixo de mim. A queda foi tão rápida que mal deu tempo de processar o que estava acontecendo. Conforme o percurso ia alternando entre descidas e curvas, em alguns trechos eu sentia meu corpo literalmente perder o contato com o toboágua por uma fração de segundo, como se estivesse flutuando antes de voltar a tocar a superfície. Tudo acontecia rápido demais, mas, ao mesmo tempo, parecia durar muito mais do que realmente durou... Adoro esse tipo de adrenalina, diverte meu corpo inteiro.
Procurei Júlia com o olhar e sorri para a câmera. Ela respondeu com um sorriso enquanto terminava de gravar minha descida. Ninho estava no colo dela usando apenas uma sunguinha vermelha e, o coitado, parecia completamente assustado. Não sei se estranhou aquele ambiente cheio de barulho ou se foi por estarmos tão perto do brinquedo, mas ele estava agarrado ao pescoço da minha gatinha com força, com uma carinha de quem ia chorar.
Assim que cheguei, peguei meu nenequinho no colo e comecei a encher ele de beijinhos enquanto nos afastávamos um pouco da saída do toboágua. Aos poucos, ele foi relaxando, deixando de apertar minha camisa e voltando a interagir com a gente.
— Você tá muito gostoso assim, veeei — Brinquei com ele.
— Tirei a roupinha para fazer umas fotos e, quando percebi, você já estava quase descendo — Juh falou.
— Amor, você tem que ir... Muito bom... — Comentei.
— Nem morta! — Ela exclamou, e nós rimos.
Ficamos posicionadas para assistir à descida de Kaique, que saiu da cápsula dando um grito tão alto que arrancou risadas de quem estava por perto. Logo depois foi a vez de Milena, que chegou ao fim do percurso gargalhando e dizendo que queria repetir, e os dois entraram na fila novamente. A essa altura, Ninho já estava bem mais tranquilo, enquanto Júlia registrava tudo para garantir que aquele aniversário ficasse guardado não só na nossa memória.
Levamos nosso neném para uma área mais tranquila, feita especialmente para as crianças pequenas. Logo de cara, tinha um chuveirão enorme e, assim que a água caiu sobre nós, meu pequeno abriu um sorrisão e começou a bater as mãozinhas na água, dando gargalhadas. A gente passou por baixo do chuveiro com ele no colo repetidas vezes e, quanto mais água caía, mais ele ria. Depois fomos para uma piscininha bem rasinha e ali ele resolveu mostrar que as aulas de natação não estavam sendo em vão, porque toda vez que Juh cantava a musiquinha que a professora usava antes dos mergulhos, Dom já entendia exatamente o que fazer, fechava a boquinha, prendia a respiração e esperava o mergulho. Eu o abaixava rapidamente na água e, quando ele voltava para cima, vinha uma explosão de gargalhadas novamente. Repetimos aquilo várias vezes, e o resultado era sempre o mesmo: a risada mais gostosa do mundo.
Depois de um bom tempo brincando, resolvi que era hora de sair da piscina. Foi só colocar os pés para fora que ele começou a chorar com uma intensidade completamente desproporcional. Esticava os bracinhos na direção da água, se jogava para trás e reclamava como se eu estivesse cometendo a maior injustiça da vida dele. Quanto mais eu tentava distraí-lo, mais ele protestava.
— A gente vai ficar aqui o dia todo, é? — Perguntei, tentando fazer com que ele se distraísse.
— Por ele, sim. — Juh respondeu, pegando nosso pequeno no colo e rindo da situação.
Fomos nos sentar em uma mesa, e o gurizinho continuava inconformado. Chorava, olhava para a piscina e voltava a reclamar, deixando bem claro que a vontade dele era retornar imediatamente para a água. Só conseguiu se acalmar quando começou a mamar.
Enquanto ele mamava, fui pegando a roupinha seca para trocá-lo. Assim que terminou, comecei a vestir nosso pequeno, e era engraçado perceber que a expressão emburrada continuava exatamente a mesma. Ele aceitava colocar a sunga, a camiseta e tudo o mais, mas fazia aquela carinha de bravo, como se quisesse deixar bem claro que ainda não tinha nos perdoado por termos interrompido a diversão. Eu olhava para aquele biquinho e não conseguia segurar o riso.
— Cê tá braaaaabo, mininu???? — Perguntei, dando muitos beijinhos nele.
— Igual sua mãe brabinha? — Juh tentou me zoar.
— Nunca... Esse biquinho é todo seu... Conheço direitinho... — Falei, chegando pertinho para roubar uns selinhos.
O dia ficou ainda melhor quando meu chopp finalmente chegou. Juh teve que ficar nos drinks sem álcool, enquanto Dom ganhou um pouquinho de suco e água de coco. Naquela época, ele ainda não era muito fã de qualquer líquido que não saísse do pepezinho da mamãe dele.
Os aniversariantes praticamente desapareceram pelo parque. Fizeram amizade e, quando percebemos, já tinham explorado quase tudo. Até na hora do almoço foi difícil reunir os dois. Precisamos procurar bastante até encontrá-los no meio da nova turminha, completamente empolgados.
No almoço, Dom resolveu experimentar camarão pela primeira vez. Juh ficou apreensiva, observando qualquer sinal de que pudesse surgir alguma reação alérgica, mas, felizmente, correu tudo bem. Ele fez a caretinha de sempre ao provar um alimento novo e o resultado foi o de quase sempre: metade da minha porção desapareceu.
Acabamos conhecendo os pais dos colegas que Milena e Kaique fizeram por lá. Conversa vai, conversa vem, eles perguntaram onde estávamos hospedados e pediram algumas dicas da cidade. Depois da verdadeira maratona que tínhamos enfrentado na noite anterior para encontrar um hotel, já podíamos praticamente dar consultoria sobre a hotelaria da cidade. Contamos nossa experiência, falamos das regiões que tínhamos pesquisado e demos algumas informações que acabaram ajudando bastante. Coincidentemente, um dos casais ficou hospedado no mesmo local que nós, e resolvemos voltar juntos no fim do dia.
~ Obviamente essas pobres almas caíram no golpe de que Kaique e Milena são gêmeos. 😶🌫️
Foi um daqueles dias leves, em que tudo parecia dar certo. Nossos filhotes aproveitaram cada minuto, nós conseguimos descansar, rir e criar mais uma lembrança especial em família. Para fechar a comemoração, cantamos parabéns mais uma vez diante de um bolo delicioso e subimos para o quarto com Kaká caindo de sono.
• A Última Noite
Os dias seguintes foram muito tranquilos. Acabamos nos aproximando bastante do casal que conhecemos no parque e saímos juntos algumas vezes. Milena e Kaique ficaram amigos dos filhos deles, então era difícil separar a turminha. Enquanto nossos guris se divertiam, nós conversávamos, passeávamos, bebíamos e aproveitávamos a viagem sem grandes preocupações.
A única coisa que saiu um pouco da rotina foi o soninho de Dom. Com tantos passeios e horários diferentes, não conseguimos manter tudo tão certinho quanto em casa. Nada que nos preocupasse de verdade, porque ele ficou bem e nós conseguimos lidar tranquilamente com essa pequena desregulada.
Na nossa última noite em Fortaleza, resolvemos aproveitar um pouco mais a pousada antes de arrumar as malas para voltar para casa no dia seguinte. Eu, Juh, Dom e o casal ficamos sentados na beira da piscina conversando sobre aqueles dias. Depois de um tempo, eles avisaram que já iam entrar e nos despedimos por ali mesmo, prometendo manter contato (nunca mais nos falamos), e eles seguiram para os quartos.
Milena, Kaique e os filhos deles ainda estavam em uma quadra que ficava ali perto. Permanecemos por mais um pouco enquanto minha gatinha amamentava Ninho, que estava com os olhinhos arregalados, completamente sem sono, observando tudo ao redor cheio de energia.
Depois de alguns minutos, Juh olhou para o relógio e comentou que já estava ficando tarde. Pediu que eu fosse chamar Milena e Kaique para entrarem logo, já que no dia seguinte acordaríamos cedo para pegar o voo de volta... Caminhei até a quadra e, ainda de longe, avistei Kaique correndo atrás da bola no meio de uma partida. Fiz sinal com a mão para chamar sua atenção, mas ele estava tão concentrado no jogo que nem percebeu. Continuei andando enquanto procurava Milena com os olhos e encontrei... Ela estava encostada em um canto da quadra, aos beijos com um dos filhos do casal...
Parei por um instante, encarei a cena, revirei os olhos e dei meia-volta sem dizer absolutamente nada.
— Ué, cadê os meninos? — Júlia quis saber.
— Kaique tá jogando futebol — Respondi, sem paciência, sentando novamente ao lado dela.
— E Mih? Eles pediram mais cinco minutos? — Juh questionou, rindo.
— Milena está beijando aquele moleque sonso — Falei, confesso que um pouco indignada.
— Queeee?? Qual dos dois?? — Minha gatinha perguntou, super interessada.
— Ai, amor... Sei lá... O mais feio... — Disse-lhe e ela riu de mim.
— Olha a sua mamãe brava, Dom — Juh me zoou, passando os dedos nos lábios do nosso filho, que ria.
— Por isso que meu neném nunca vai namorar, não é, Ninho?! — Brinquei, já rindo também.
— Deixa ela aproveitar a viagem de aniversário... — Júlia comentou, fazendo carinho no meu cabelo.
— Kaká também está aproveitando... E não está pendurado na língua de ninguém... — Ironizei.
— Você fica muito engraçadinha assim — Minha gatinha disse e me deu um selinho.
— É um saco... Nunca mais vou atrás deles, você quem vai agora... Não preciso ficar vendo cada beijo que eles dão — Falei, enquanto Juh ria de mim.
— Mih precisa se esconder melhor... Eu flagrei um, você outro... — Ela disse, zoando.
— Dê uns conselhos pra sua filha — Brinquei de volta.
E pouco tempo depois os dois apareceram, com a cara mais limpa do mundo.
Acredito que ficaram sabendo que eu estive por lá, as expressões entregavam um pouco. Milena estava um pouquinho sem graça tentando disfarçar o riso frouxo, enquanto Kaique evitava nos encarar diretamente nos olhos.
Antes mesmo que eu pudesse continuar implicando, Mih caminhou direto até a gente e esticou os braços para pegar Dom, que foi sem pensar duas vezes. Ela começou a fazer cócegas na barriguinha dele e logo arrancou gargalhadas gostosas do meu neném que fez o clima pesado se dispersar. Kaká entrou na brincadeira no mesmo instante, fazendo caretas e disputando quem conseguia arrancar mais risadas do irmãozinho. Em poucos segundos, a minha indignação já tinha perdido completamente a força. Era impossível continuar emburrada vendo os três daquele jeito.
Ficamos só observando a cena por mais alguns minutos. Ninho alternava entre o colo dos dois, se jogando, ria sem parar e parecia completamente encantado com a nova atenção que estava recebendo. Quando resolveram entrar para os quartos, eles levaram o caçulinha junto.
— Relaxados demais... — Comentei, assim que saíram.
— Relaxa também... — Juh respondeu, olhando fixamente para mim.
— Me relaxe então... — Falei, sem pretensão alguma.
— Relaxo... — Ela respondeu e, rindo, deitou sobre mim.
Abracei minha gatinha pela cintura e ficamos alguns instantes daquele jeito. Eu ainda resmungava por causa da cena que tinha visto na quadra, mas, no fundo, sabia que aquilo fazia parte. Nossos filhos estavam crescendo, gostando de outras pessoas e vivendo as próprias experiências. Digerir tranquilamente era outra história para mim... Porém fazia parte também...
Juh se ajeitou sobre mim, apoiando o queixo no meu ombro. Senti primeiro um beijo suave na lateral do pescoço, depois outro, subindo devagar até alcançar a região atrás da minha orelha. Aproveitei a proximidade para deslizar as mãos por baixo da blusa dela, acariciando lentamente suas costas. Minha gatinha soltava risadinhas baixas contra o meu pescoço enquanto mordiscava de leve a minha pele. Aos poucos, uma das minhas mãos desceu até a curva do quadril, massageando-a por cima do short. Quando, enfim, nossos lábios se encontraram, Juh me beijou de uma maneira provocadora. A língua dela buscava a minha bem devagarinho, alimentando ainda mais o calor que já tomava conta de nós.
— Olhe lá o problema que você está procurando pra sua vida, amor... — Brinquei, passando meu nariz em sua pele e senti o seu riso em mim.
A mão dela entrou pelo meu decote, brincando com meus os peitos, e a minha apertou sua bunda, sem um pingo de vergonha pelo lugar que estávamos.
— Vamos pra sauna, amor — Ela sussurrou, com a voz arrastada.
Eu apenas concordei, completamente enfeitiçada por aquele olhar. Levantamos sem trocar mais palavras. A sauna ficava em um canto mais isolado, meio escondida e quando entramos o calor nos envolveu de imediato. A iluminação interna era mínima e eu me recordo muito do cheiro amadeirado que estava. Juh sentou no banco mais alto e puxou minha camiseta, fazendo eu me ajoelhar entre suas pernas. O suor já começava a brotar, deixando a pele dela brilhando, as coxas resplandecendo, o colo úmido, os cabelos grudados nas têmporas. Ela parecia ter sido esculpida para aquele ambiente, uma estátua viva e escandalosamente sensual, com o vapor subindo atrás dela como se o lugar inteiro conspirasse para me deixar louca.
Voltei a beijá-la com mais urgência, deslizei meus dedos por dentro de sua calcinha já úmida e ela suspirou gostoso contra a minha boca, arquejando e abrindo mais um pouco as pernas. Mexi devagar, sentindo absolutamente TUDO! O calor dela misturado com o calor abrasador do lugar, o suor escorrendo pelas minhas costas, como estava difícil manter a respiração... Sentindo a excitação tomar conta de cada centímetro do meu corpo. Júlia mexia a cintura no mesmo compasso, mordendo o próprio lábio inferior, com os olhos pesados de tesão fixos nos meus.
Fui me ajeitar melhor e senti a mão dela segurar meu antebraço, seguido de um gemido mais rouco.
— Amor... Aqui eu não consigo... Vamos pro quarto... Por favor... — Júlia pediu.
Havia um misto de timidez e desejo na voz dela. As palavras saíram arrastadas, quase sussurradas, com um tom embriagado que denunciava o quanto ela me queria. Ao mesmo tempo, parecia um tanto envergonhada demais para sustentar o meu olhar naquele momento.
— Claro que consegue... Só saio daqui quando você gozar... — Cochichei de volta, com um sorriso maldoso.
Comecei a acelerar o ritmo dentro dela, sentindo a umidade crescer a cada movimento e acho bom comentar que o calor da sauna já parecia impossível de suportar. Juh apoiou as mãos atrás no banco de madeira, jogando a cabeça para trás e expondo o pescoço completamente para mim e eu dei diversos beijinhos nela. A respiração da minha gatinha saía desregulada, ofegante, misturada a gemidos que ela tentava abafar mordendo o próprio lábio. Eu enfiava e tirava os dedos tentando ir cada vez mais longe, sentindo sua pulsação me apertar pedindo mais. Suas coxas tremiam de leve e o seu quadril começou fazer movimentos involuntários. Ela finalmente se permitiu totalmente e minha mulher soltou um gemido rouco e longo que ecoou contra aquelas paredes. Juh gozou gostoso, com todo o corpo se projetando para frente, as unhas cravadas no meu pescoço, e eu continuei movendo os dedos devagar, aproveitando até o último espasmo.
Quando ela abriu os olhos, eles estavam mais brilhantes do que nunca, sua boca entreaberta com sorriso de quem tinha acabado de perder toooooda a compostura. Eu ri, retirando meus dedos com cuidado e Juh ainda ofegante, soltou uma risada baixa. Levei os dedos até a minha boca e depois ofereci para ela.
— Sente como você é deliciosa, meu amor — Falei e Júlia delicadamente chupou o meu dedo do meio.
Saímos da sauna cambaleando. Meu corpo estava completamente mole e minha cabeça ainda girava um pouco por causa do calor intenso. O corredor estava vazio e silencioso, então aproveitamos para roubar um beijinho a cada poucos passos. Íamos rindo baixinho, tropeçando uma na outra, parecendo duas bêbadas.
Antes de virar para a ala dos quartos, Juh me puxou pela mão e me encostou na parede. Ela me beijou com fome, segurando meu rosto com uma das mãos enquanto a outra deslizava pela minha cintura. Eu a abracei, trazendo seu corpo para mais perto do meu, e permanecemos ali por alguns instantes.
Depois seguimos andando, abraçadas e quando passamos em frente ao quarto de Milena e Kaique, ouvimos a risada gostosa de Dom vindo de dentro. Juh e eu olhamos uma para a outra e sorrimos. Senti um certo alívio e tranquilidade para continuar, foi como se eu tivesse certeza que tínhamos mais um pouquinho de liberdade para sermos só nossas por mais algum tempo.
Entramos no nosso quarto de mansinho, fechando a porta devagar para não fazer barulho. Mal a tranca bateu, Juh já puxava minha camiseta por cima da cabeça e eu fazia o mesmo com a dela. Tiramos o resto das roupas com pressa, peças caindo no chão espalhadas, e em poucos segundos estávamos completamente nuas. Juh deu um passo à frente, empurrou meu peito com a palma da mão e me jogou de costas na cama. Eu mal tive tempo de ajeitar a cabeça no travesseiro quando ela subiu por cima de mim, ajoelhando-se com as pernas de cada lado da minha cabeça, e desceu sua pepeca diretamente sobre a minha boca.
Nem preciso dizer o quanto esse tipo de atitude partindo dela com tanta urgência mexe comigo. Agarrei suas coxas, subindo as mãos até sua bunda, e apertei com força enquanto enfiava a língua para dentro. Ela estava tão molhada, tão sensível, que o primeiro gemido dela saiu alto demais, e ela teve que se segurar na cabeceira para não perder o equilíbrio.
Eu a olhei querendo rir, mas logo enlouqueci com aquela visão. Juh estava completamente perdida, a barriga subindo e descendo com a respiração extremamente ofegante, os seios balançando levemente a cada movimento que ela fazia. Seus cabelos, ainda úmidos da sauna, caíam desarrumados pelos ombros e pelo rosto. A pele dela estava coradinha, brilhando de suor que conseguia deixá-la ainda mais sensual. E o rosto... O rosto tinha uma expressão de pura satisfação, de abandono total, os olhos fechados, a boca aberta soltando gemidos arrastados e roucos, como se cada investida minha fosse a única coisa que importasse. Era tão transparente o quanto ela estava gostando, o quanto ela se sentia minha naquele momento, que o meu próprio corpo reagiu com uma onda violenta de excitação. Senti meu ventre revirar FORTE, um calor se espalhando pelas minhas pernas, e eu PRECISEI morder sua coxa de leve só para observar mais uma reação.
Ela mexia o quadril sem parar, esfregando em mim, usando minha boca do jeito que queria. Eu agarrei mais forte, puxando Júlia para o meu rosto, enfiando a língua cada vez mais fundo. Os gemidos da minha muié ficaram mais altos, mais desesperados, e eu não diminuía o ritmo. Eu queria que ela também sentisse TUDO. Ao mesmo tempo a visão dela me excitava tanto, me possuía tanto, que eu sentia meu próprio prazer subindo sem que ninguém me tocasse. A entrega dela, a forma como Júlia Oliver se rende completamente ao que eu faço é o combustível perfeito para me levar junto.
Quando ela se aproximou do ápice, senti o corpo inteiro dela enrijecer por um breve instante. Entre a respiração descompassada, Juh sussurrava, repetidas vezes, coisas que prefiro não registrar aqui porque quero que meu amô continue usando o site e, principalmente, evitar o risco de meu amor me colocar para dormir no sofá. A voz dela saía tão rouca e entrecortada que, por alguns segundos, nem parecia a mesma pessoa. Ela gozou forte e eu, vendo aquilo, sentindo o gosto dela se derramando, ouvindo aquela rendição completa, fui alcançada por um orgasmo intenso e repentino que explodiu de vez. Gemi contra ela, a apertando com uma força desesperada. Nós duas chegamos lá juntas, em êxtase, de modo que nos deixou completamente sem forças.
Júlia desabou para o lado, rolando na cama, e eu a puxei imediatamente para o meu abraço. Ela se aninhou contra mim, ainda sem ar.
Permanecemos ali abraçadas por alguns minutos, só respirando, sentindo o corpo uma da outra voltando ao normal e de repente ela se mexeu, levantou o rosto do meu ombro e me deu um sorriso de quem ia aprontar. Beijou minha boca rapidinho, depois foi descendo, mordiscando o meu queixo, parando para circular a língua em volta do meu mamilo. Continuou seu caminho até que resolveu sentar sobre mim, foi em direção a minha pepeca e a cabeça dela desapareceu entre minhas pernas.
Ela sabia exatamente o ponto, o ritmo e forma de me enlouquecer sem nem precisar se esforçar. Eu abri mais as pernas para recebê-la e minhas mãos rapidamente foram parar em sua bunda. Apertei com vontade, massageando com firmeza, sentindo os músculos se contraírem a cada movimento que eu fazia. Quando a língua dela acelerou dentro de mim, eu não pude me conter e dei um tapa leve, depois outro, vendo a pele clara ficar vermelhinha por instantes. Juh gemeu contra mim, a vibração de sua boca só aumentando ainda mais a pressão que já me tomava por dentro.
Ela continuou mergulhando a língua cada vez mais fundo, e eu a sentia gemendo baixinho, aproveitando tanto quanto eu. Eu apertei mais forte, dando tapas mais marcados naquele bumbum gostoso... O prazer tomou conta de mim rapidamente e eu gozei soltando um grito abafado pelo travesseiro que eu enfiei no rosto. O
Eu estava destruída, o corpo pediu arrego de verdade, fiquei com as pernas bambas, a visão embaçada e a respiração tão descompassada que parecia que tinha corrido duas maratonas. Júlia não se moveu de onde estava, ficou ali entre minhas pernas, só dando beijinhos na minha coxa. Permanecemos naquela posição por um tempo até ela subiu pelo meu corpo, se encaixando em cima de mim, ajeitando o rosto no meu pescoço e começou a dar beijinhos leves. Senti o hálito quente dela contra minha pele, senti seus lábios se fechando para sugar um pouquinho, depois soltando para beijar de novo, outro, outro, uma sequência sem fim de demonstrações de carinho. Eu a abracei com o resto de força que consegui juntar e eu fechei os olhos, completamente entregue e querendo aproveitar àquela quietude gostosa, com o cheiro dela misturado com o meu.
Não sei dizer quando apaguei, contudo, acordei com o choro de Dom e Júlia já vestida indo buscá-lo no outro quarto.
— Tomou uma mamadeira para dormir e acordou no mesmo horário que estava acordando esses dias — Juh comentou, trazendo-o no peito.
— Já dá para começar o desmame — Brinquei e ela me deu um beijinho, rindo.
— Mih estava tentando dar mamadeira agora e ele jogou longe, tá? — Ela me disse.
— Que feio, cara... Sua irmã dando um vale night para suas mamães... — Comentei e Júlia riu.
Olhei o horário e percebi que, se voltasse a dormir, dificilmente conseguiria levantar bem depois. Resolvi tomar um banho e adiantar tudo o que fosse necessário para o nosso voo de volta, que acabou sendo uma verdadeira aventura com direito a Ninho chorando duas vezes porque não deixamos que ele devorasse o celular de Kaique, e esse foi só um dos momentos caóticos da viagem de retorno.
A semana seguinte foi um cadinho conturbada... 🤏🏽😵💫🤦🏽♀️
