Ponto de vista do ALAN:
A sala da presidência da minha concessionária parecia um cativeiro de luxo. O silêncio pesava na minha cabeça. Por mais que eu tentasse focar nos números das vendas de carros importados, o vazio no meu peito era ensurdecedor. Manter o Daniel longe da minha podridão foi a atitude mais nobre que eu já tomei, mas o preço cobrado na minha carne era alto. Eu precisava de um homem. Precisava sentir a bruta pressão de um caralho rasgando o meu rabo para esquecer de tudo.
O Murilo continuava trancado na minha residência de segurança, me ligando de meia em meia hora, surtando de claustrofobia. A facção rival da fronteira continuava rondando as imediações da agência feito urubus. Para ir para casa, eu precisava trocar de carro no subsolo, costurando as travessas escuras de São Paulo para não ser seguido.
O meu tesão estava no limite da loucura. Eu tinha me tornado o ativo dominador com o Murilo nas últimas semanas, mas a minha natureza pede a dor da invasão. Eu precisava ser fodido.
Peguei o celular e rolei a lista de contatos do sigilo até encontrar o nome: Carlos.
O Carlos é dono de uma das boates mais exclusivas da noite underground paulistana. Quarenta anos, bissexual, magro, com o corpo todo coberto por tatuagens pretas, barriga trincada e uma rola monumental de vinte e dois centímetros que já tinha deixado marcas no meu rabo no passado. Nós tínhamos uma parceria antiga de negócios: eu fornecia a cocaína e o ecstasy para o camarote VIP da boate dele. A gente transava sem compromisso, num esquema de agressividade e tesão puro. Mas a presença sufocante do Murilo na época acabou afastando a gente.
Enviei uma mensagem direta: Carlos, o fornecedor tá na área. Preciso fechar uma cota pessoal com você no meu escritório.
Dez minutos depois, o Carlos cruzou a porta da minha sala. Ele vestia uma regata preta que deixava os braços tatuados e o peitoral definido à mostra, uma calça moletom cinza e tênis de cano alto. Ele exalava aquele cheiro característico de tabaco, perfume amadeirado, e marra de rua.
Ele me olhou de cima a baixo, soltando um assobio baixo:
— Caralho, Alan... você virou um monstro de forte, porra. Que carcaça de urso é essa desde a última vez que a gente se esbarrou?
— Mudei o treino na academia, cresci — respondi, dando um sorriso de canto de boca. — Senta aí.
Sentamos lado a lado no sofá de couro executivo. Fechamos o contrato das drogas em cinco minutos. O valor era alto, mas a conversa logo tomou o rumo rumo.
— Fiquei sabendo do rolo com o Murilo — o Carlos falou, encostando as costas no sofá e cruzando as pernas. — Aquele filho da puta tentou me passar a perna na boate um tempo atrás, cobrando o dobro na cota. Só não meti chumbo nele porque sabia que ele era o teu protegido.
— Ele era — corrigi, a voz fria. — Hoje ele é minha posse. Quer ver uma parada?
Peguei o meu celular e dei o play no vídeo que gravei, a câmera focada no cuzinho do Murilo sendo arrombado pela minha tora, com ele de cabeça para baixo na mesa, implorando por mais rola.
O Carlos fixou os olhos na tela. Vi a mão dele descer automaticamente para pau por cima da calça moletom cinza, apertando um volume monstruoso que começou a crescer e se desenhar na calça, duro feito uma coluna de ferro.
— Puta que pariu, Alan... você tá fodendo o rabo daquele gângster engomado? Que vídeo do caralho... Por que você não me chamou pra esse banquete? Aquele filho da puta ia chorar na minha pica de vinte e dois centímetros.
— Eu sei bem o estrigo que essa tua pica faz, Carlos — provoquei, aproximando o meu rosto do dele. — Eu passei meses com o rabo pedindo mais.
Ficamos a milímetros de distância. O hálito dele vinha quente, com um toque rústico de cigarro. O Carlos não esperou: segurou a minha nuca com a mão grande e coberta de tatuagens e colou as nossas bocas num beijo estalado, bruto. Nossas línguas se chocaram com fome, trocando saliva pesada.
Puxei uma gaveta secreta da mesa, sacei um baseado de maconha da braba e acendi. Dei uma tragada profunda, sentindo a fumaça densa queimar os pulmões, e soltei a fumaça direto na boca do Carlos enquanto a gente se beijava.
O Carlos arrancou a regata preta, expondo a barriga trincada e as tatuagens que desciam pelo abdômen. Fiquei nu na frente dele, deixando a minha carcaça de urso, meu peitoral peludo e meu pau de vinte centímetros expostos no sofá. O Carlos pegou o baseado, deu duas tragadas violentas e desceu o rosto direto para o meu peito.
Ele começou a lamber os meus pelos grossos, encharcando o meu peitoral de saliva. A boca dele desceu até a minha axila, lambendo o meu suor com uma fome animal.
— Caralho, Alan... que cheiro de macho... isso me deixa louco — ele rosnou, abocanhando o meu mamilo esquerdo e chupando com força, fazendo os meus dentes rangerem de tesão.
Ele desceu para a minha braguilha. Abocanhou o meu pau inteiro. Peguei a cabeça dele pelos cabelos e comecei a socar o meu pau na garganta dele. Tock! Tock ! Bati a minha rola no rosto do Carlos, o som das estocadas orais ecoando pela sala da agência.
O Carlos tirou a boca do meu pau, os olhos lacrimejando de prazer. Ele subiu por cima de mim no sofá, fazendo um roça-roça de paus nus. A cabeça da pica dele de 22 cm roçava na minha, ambos babando pré-gozo e exalando a fumaça da erva.
Quando a maconha fez o efeito máximo, o Carlos desceu para o meu cuzinho. Ele me virou de costas e abriu as minhas nádegas pesadas e enfiou a língua gigante lá dentro.
A chupada dele era um sacrilégio; ele lambia o meu cu de um jeito tão profundo e faminto que eu comecei a urrar no sofá, apertando os braços dele. — VEM, CARLOS! FODE O MEU RABO! ARROMBA ESSA PORRA LOGO! — ordenei, fora de mim.
Ele pegou um frasco de lubrificante pesado, banhou a pica de 22 cm e tentou a primeira investida. Meu rabo estava travado pelo tempo sem levar rola. Ele se deitou por cima do meu peito, me abraçando forte, e deu um beijo lento na minha boca para que eu pudesse relaxar.
Puxei do meu bolso um frasco de poppers medicinal importado. Abri a tampa e aspirei fundo o vapor amarelado pelo nariz. As minhas pupilas dilataram no mesmo segundo, uma onda de calor absurda explodiu no meu cérebro e a musculatura do meu cu relaxou por completo.
O Carlos aproveitou a brecha e empurrou o quadril. A pica monstruosa dele deslizou inteira para dentro do meu rabo.
— AHHH! CARALHO! QUE PICA ENORME, PORRA! — urrei contra a boca dele, sentindo aquela tora rasgar a minha próstata até o fundo.
O Carlos começou a bombar. As estocadas dele eram secas, violentas, a barriga tatuada dele batendo contra as minhas costas enquanto eu ficava de quatro no sofá de couro. VRACO, VRACO, VRACO. O suor dele pingava nas minhas costas e o cheiro de sexo e maconha tomava conta do escritório.
— Olha esse rabo de urso engolindo a minha pica inteira! — ele gritava, dando tapas estalados na minha bunda.
— Isso, Carlos! Me arromba, seu puto!
Ele tirou o pau do meu rabo, me puxou de joelhos no chão e começou a bater uma punheta frenética na minha frente. Eu abri a boca, esperando o batismo. Ele soltou um urro e disparou vários jatos de porra quente e espessa direto no meu rosto, cobrindo os meus olhos, bochechas e barba.
Gozei no mesmo instante no chão, disparando porra no carpete. O Carlos se inclinou e começou a lamber a própria porra do meu rosto, bebendo tudo numa troca de saliva insana.
Dois dias se passaram. Convidei o Carlos para ir até a minha residência de segurança à noite, sob o pretexto de tomar um whisky importado e alinhar novos carregamentos. Mas o meu objetivo real era promover o encontro que o meu fetiche exigia.
O Carlos entrou na sala da casa de campo vestindo uma camisa social preta entreaberta, exalando um perfume árabe marcante. O Murilo, que estava confinado na cozinha, caminhou até a sala vestindo apenas um short fino e uma regata branca.
O impacto entre os dois foi imediato.
— Caralho... quanto tempo, Murilo — o Carlos disse, medindo a carcaça do meu ex com um olhar de puro desdém e tesão. — Tá mais forte desde a última vez que a gente se viu.
— Qual é, Carlos... como tá a boate? — o Murilo tentou manter a marra, mas a postura dele era de um homem encurralado.
— Tá excelente. E você? Fiquei sabendo que tá na pior, escondido feito um rato — o Carlos debochou, servindo-se de um copo de whisky.
— Pelo menos o Alan tá me mantendo vivo — o Murilo retruquei, ajeitando o short.
— É... mas toda proteção tem um preço alto, Murilo
— intervim, me aproximando. — E o Carlos veio aqui hoje para me ajudar a cobrar a mensalidade.
— Mensalidade? — o Murilo tentou encarar o Carlos. — Você acha que vai me esculachar na minha frente, seu otário?
— BAIXA A PORRA DA TUA BOLA, MURILO! — dei um passo à frente, prensando o peito no dele. — Você tá sob o meu teto, comendo da minha comida e vivo por causa do meu silêncio. Você não tá em posição de impor respeito porra nenhuma aqui! Entendido? O Murilo engoliu em seco, os olhos baixos:
— Desculpa, chefe... foi mal.
Puxei do meu bolso um saquinho transparente com dois gramas de cocaína e despejei em cima da mesa de centro de vidro.
— Começa fazendo as honras, Murilo — ordenei.
O Murilo pegou um cartão de crédito, montou três carreiras perfeitas na mesa de vidro e aspirou tudo de uma vez com um canote de nota de cem. Em seguida, eu e o Carlos mandamos as nossas carreiras para dentro. Em menos de dez minutos, a droga atingiu o nosso sistema nervoso central. A paranoia virou tesão absoluto, a pulsação acelerou e a inibição moral evaporou do ambiente.
Liguei o som num grave pesado. Avancei para cima do Carlos e colemos as nossas bocas num beijo de língua. O Murilo ficou de pé ao lado da mesa, assistindo à cena com os olhos arregalados, o pau dele claramente marcando ereto por baixo do short fino.
Tirei a minha camisa, o Carlos arrancou a dele. Ficamos totalmente nus no sofá de couro da sala. Dois machos dominantes de quarenta anos, com os caralhos eretos e babando pré-gozo.
— Murilo... vem cá chupar os nossos paus — ordenei, batendo a mão no estofado.
O Murilo não hesitou. O efeito da cocaína tinha destruído qualquer resto de orgulho nele. Ele se ajoelhou no chão de madeira, entre as pernas abertas do Carlos, e abocanhou a pica de 22 cm do tatuado.
— Caralho, Carlos... que pau gigante do caralho... — o Murilo abafou o som na tora.
— Engole tudo, puto safado! — o Carlos esbravejou, segurando a cabeça do Murilo e socando a rola na garganta dele.
Eu me aproximei de lado, e o Murilo usava a mão esquerda para bater punheta no meu pau enquanto chupava o Carlos. A cena era um delírio erótico. Peguei o vidro de lubrificante, joguei uma quantidade massiva no meu pau e no pau de 22 cm do Carlos.
— Fica de quatro no sofá, Murilo — ordenei.
O Murilo subiu no sofá de couro, apoiou os cotovelos e empinou aquela bunda branca e peluda na nossa direção. O Carlos se posicionou atrás dele, alinhou a pica monstruosa na entrada do cu do Murilo e começou a forçar.
— AHHH! CARALHO, CARLOS! VAI DEVAGAR! ESSA TORA É MUITO GRANDE! — o Murilo gritou, os olhos saltando de dor.
— Cala a porra da boca, e aceita a pica! — o Carlos rosnou, empurrando o quadril até a base entrar.
O Carlos começou a dar estocadas profundas, rasgando o rabo do Murilo. Eu me ajoelhei na frente do sofá, peguei a minha tora e enfiei direto na boca do Murilo, fazendo ele engolir o meu caralho enquanto o Carlos destruía o rabo dele por trás.
Mas o meu fetiche queria mais.
— Carlos... segura o quadril dele firme. Vamos fazer a DP de uma vez — mandei.
O Murilo arregalou os olhos, tentando tirar a minha pica da boca:
— Porra, Alan! Dupla penetração não! O meu cu não aguenta dois paus desse tamanho!
— Se você aguentar a nossos caralhos sem reclamar, eu te deixo foder o meu rabo mais tarde — barganhei, segurando o queixo dele.
— Promete? Promete que se doer muito você tira?
— Prometo. Agora abre essa porra!
O Carlos já estava socando fundo no cu do Murilo. Melei o meu pau com bastante lubrificante. Me aproximei por trás, me espremendo ao lado do corpo do Carlos. Alinhei a cabeça do meu pau de vinte centímetros na borda do cuzinho do Murilo, que já estava escancarado e dilatado pela pica do Carlos.
Forcei a entrada.
— AHHHHHHHHHH! MEU DEUS! VOCÊS TÃO ME ARROMBANDO! — o Murilo soltou um urro desumano que ecoou pela casa inteira.
Com a ajuda da cocaína e do lubrificante, a cabeça da minha pica encontrou espaço ao lado do caralho do Carlos. Com um empurrão duplo de quadril, os dois caralhos — o meu de 20 cm e o do Carlos de 22 cm — entraram juntos, lado a lado, esmagando a próstata do Murilo de uma só vez.
A sensação era indescritível. Sentir o meu pau roçando na rola do Carlos dentro do cu quente do Murilo foi o ápice da perversão. O cuzinho dele estava esticado ao limite máximo, transformado em um túnel de carne suada. Começamos a bombar em ritmo alternado: quando eu puxava a minha tora, o Carlos socava a dele. — VRACO! VRACO! VRACO! — o barulho da saliva, do lubrificante e dos nossos quadris batendo na bunda do Murilo era ensurdecedor.
— ISSO! FODEM A MINHA BUNDA! ARROMBAM ESSE CU! — o Murilo pirou de vez, urrando de puro prazer proprostático, o pau dele jorrando pré-gozo sozinho, Carlos começou a gozar dentro do cu do Murilo, em seguida foi eu, Murilo ficou mexendo o quadril até que gozou também.
Por conta do horário o Carlos precisava ir embora logo, para supervisionar a abertura do camarote da boate. Ele se despediu de mim com um beijo estalado, deu um tapa na bunda do Murilo e prometeu voltar na semana seguinte para mais uma rodada.
A casa ficou em silêncio. O chão da sala estava manchado de suor, álcool e lubrificante. Fui para o meu quarto principal, tomei um banho demorado e me deitei na cama de casal, vestindo apenas um short de pano fino.
Minutos depois, a porta do quarto se abriu. O Murilo entrou devagar, com os passos mancos por causa do arrombamento duplo que sofreu na sala. Ele se deitou ao meu lado na cama, de barriga para cima, olhando para o teto.
— Meu cu tá destruído, Alan... tive que tomar dois analgésicos fortes para ver se a dor passa — ele murmurou, a voz rouca de tanto gritar.
— Vai passar. você aguentou dois machos te fodendo— respondi, sem olhar para ele.
Ficamos em silêncio por alguns minutos. A tensão entre nós era tangível. A minha mente era um campo de batalha: a razão dizia que eu devia odiar aquele cara por ter tentado matar o Daniel e por ter roubado a minha empresa, mas o meu corpo e a nossa história de anos no submundo falavam uma língua mais antiga e obscura.
Chutei a razão para longe. Me virei de lado na cama e comecei a cheirar a curva do pescoço do Murilo, sentindo o cheiro de sabonete e pele quente.
ele se virou de frente para mim. Passou a mão grande pela minha barba volumosa, olhando no fundo dos meus olhos castanhos:
— Você precisa aparar essa barba, urso... tá gigante
— Você gosta assim, que eu sei — provoquei.
— Pior que gosto mesmo... estilo viking. E esse teu peito peludo é a minha fraqueza — ele confessou, a voz caindo para um tom de pura vulnerabilidade.
Nos beijamos. Não foi um beijo de raiva; foi um beijo lento, profundo, onde nossas línguas se buscavam com uma saudade desesperada. O Murilo desceu a mão, pegou o vidro de lubrificante na mesa de cabeceira e me entregou:
— Promessa é dívida, Alan. Você disse que se eu aguentasse a DP do Carlos, eu podia foder o teu rabo.
— Então vem cobrar o pagamento — ordenei.
O Murilo subiu por cima do meu corpo de urso. Ele começou a chupar o meu peitoral com uma fome, abocanhando os meus mamilos até eu começar a gemer baixo no travesseiro. Ele desceu para o meu cuzinho, enfiando a língua quente lá dentro, preparando a entrada com maestria. Ele sabia exatamente como desarmar o meu corpo.
Ele lambuzou o próprio pau, se posicionou entre as minhas pernas abertas e começou a empurrar a tora dele para dentro do meu rabo.
— AHHH... ISSO, MURILO... ENFIA TUDO! — abracei as costas dele, puxando o quadril dele contra o meu até sentir a pica dele inteira enterrada no meu cu por interior.
Ele começou a bombar devagar, num ritmo gostoso, constante. Nossas línguas se encontravam a cada estocada.
— Deixa eu te foder de quatro, Alan? — ele pediu no meu ouvido.
Me virei de bruços na cama, ficando de quatro, empinando a minha bunda de urso na direção dele. O Murilo veio por trás e enterrou o pau de novo. Ele começou a socar com mais força, desferindo tapas estalados nas minhas nádegas.
— TOMA, SEU PUTO! GOSTA DESSA ROLA? — ele assumiu a postura de alfa de verdade.
— MAIS FORTE, MURILO! BATE MAIS! — eu pedia, entregando o controle total da minha carcaça para ele.
Subi no colo dele, ficando de costas, sentando na pica dele e quicando com fúria na cama. O suor dos nossos corpos se misturava, colando os meus pelos do peito nas costas dele.
— Eu vou gozar, Murilo! — avisei, a respiração cortada.
— Deita de costas! Deita que eu vou te preencher! — ele ordenou.
Deitei de frango assado. Ele socou as últimas dez vezes com uma velocidade insana. Eu comecei a gozar sozinho, disparando jatos de porra no meu próprio abdômen. Segundos depois, o Murilo soltou um urro grave, estremeceu por cima do meu peito e disparou uma carga massiva de porra quente direto no fundo do meu cu.
Ele desabou por cima de mim, completamente ensopado de suor, apoiando a cabeça no meu peitoral peludo.
— Posso dormir aqui no teu peito, Alan? — ele perguntou, com a voz embargada de cansaço. — Eu nunca te falei isso nos últimos anos... mas o teu peito é o único lugar do mundo onde eu me sinto seguro pra dormir.
Aquelas palavras derreteram a última camada de gelo do meu coração. Abracei a carcaça dele contra a minha, sentindo os batimentos acelerados do coração do Murilo contra as minhas costelas. Em menos de cinco minutos, ele adormeceu profundamente por cima de mim, e eu apaguei logo em seguida, abraçado ao meu maior inimigo.