"Todas as artes são aprendidas, mas com a da loucura se nasce." - Pietro Aretino
Parte 2.
Sexta. Ela veio. Virou a esquina com blusa-decote, mostrando os peitões, balançou-os pra me provocar. Conseguiu porque meu pau ficou marmóreo. A medida que foi se aproximando, olhou-me toda dissimulada, como que dizendo: "Olha como estou hoje..." Fizemos a mesma safadeza de antes só que com mais intensidade, mais seiva. Mais um vez a pus contra a parede (dessa vez com mais violência), enfiou a mão em minha calça, apertou minha piroca, já com orvalho no topo, driblei o sutien e apertei o bico dos peitos; pressionamos as virilhas um do outro e abraçamos-nos forte. Um fato que não mencionei é que essa parada era defronte a uma casa. Portanto, se alguém saísse, ia se deparar com dois devassos brincando. Não estava nem aí pra isso. Sou exibisionista, mesmo.
Depois de um longo beijo, mordi-lhe o beiço. Mordi e respirei fundo, como que a extrair-lhe o ar dos pulmões. Lembrei-me do canto de John Keats: My love is selfish. I cannot breathe without you. Ofegantes, nossos cabelos se tocavam à altura da testa. Após um ósculo fecundante, lentamente abrimos os olhos. Então, perguntei:
— Na minha casa ou na tua?
— Na tua. Na minha não dá.
— Por quê?
— Mora mais de uma família lá em casa.
Assenti. Rasgaria ela em minha casa. "Tanto melhor", pensei.
Domingo. Nublado. À tarde. Sozinho em casa. Peguei um monte de camisinha no posto na quinta (engraçado que uma mulher mo viu pegando; pela cara deu pra ouvir o eco dos pensamentos: "Caralho, tudo isso? Tá potente...").
Mandei mensagem. Indaguei que horas ela vinha. Disse que não dava mais pra vir. "Caralho...", pensei. Depois descobri que estava nervosa.
Perdido de esperanças, uma mensagem aparece no celular. Era ela.
— Ainda quer que eu vá aí?
— Quero, sim. Não vou mentir. Quero te comer, mas não quero te meter em confusão.
— Beleza. To indo.
Descobri que - atenção que isso também é importante - o melhor modo de meter uma guria em confusão é dizer pra ela que não queres meter ela em confusão.
Acresceu uma mensagem:
— Ah, Olivera, tu te arriscas, e se eu invadir a tua casa?
— Eu estou disposto a correr o risco...
Afinal, como diz o ditado: "Quem não arrisca, não fode a novinha em casa domingo à tarde"
Mandou foto dizendo onde estava. Por precaução, fui ao encontro dela - vai que não acerta a casa. Fui cantarolando no caminho - "Pela estrada de fora, eu vou de pica dura..." Encontrei-a na Av. Sul. A cumprimentei. Dei-lhe um beijo. Pendeu pra trás. Abracei-lhe a cintura para não cair. Sorrimos um ao outro. Peguei-a pela mão esquerda. De mãos dadas, descemos à rua conversando e rindo. Chegamos em casa e nos beijamos loucamente. Apertei a cinturinha, esbofeteei a nádega esquerda.
— Ain... Bate mais, safado, bate... Bati mais uma, duas, três vezes. Aumentando a força. Na última lapada, beijei-lhe apertando os bicos das mamas. Reagiu gemendo um agudo e abafado "humm!..."
Tranquei a porta. Na sala, fui o primeiro a tirar toda a roupa. Com a maior calma do mundo, tirei a camisa, expondo meu tanquinho; despi-me por completo. O falo à mostra. Ficou louquinha-louquinha ao ver o meu pau. Grande, grosso e torto pra esquerda. Fiz uma graça. Balancei-o. Batia-o em cada coxa. Girava-o. Cuspia em cima da cabeça escarlate. Ela, claramente fora de si, tentou se conter, porém logo pegou nele, ainda meio tímida, arfando, os lábios trêmulos, dando um ar de pureza e ingenuidade. Não que eu não seja puro; eu sou: sou pura maldade. Pelo meu diagnóstico, foi a primeira vez que foi a casa de alguém pra fuder assim. Cessado o raio puritano, acendeu o lado piranha, mudou a cara, incorporou os olhos de ressacaca, fez o "sissss" reptiliano que só a gente faz na hora da foder, mordeu os lábios e, com olhar de mil jardas atravessando o meu, começou a punhetar de leve meu cacete, pra frente a pra trás, em movimentos circulares, esfolando-o, deslizando da base até a ponta. Eu respirava fundo vendo ela trabalhar. Os suspiros meu e dela misturavam-se.
Subimos. Ao pé da cama, tirou toda a roupa, menos a blusa. A blusinha tapava ligeiramente o limiar da buceta. Coloquei a camisinha. Levantei a blusa para disparar os socos. A piroca correu pro abraço. Nossa, que pepeca maravilhosa! Bucetinha apertada, morna e aconchegante. Fudemos em todas as posições possíveis que pude lembrar do Kama Sutra mas Papai e Mamãe foi a principal. A comi como se não houvesse amanhã. A seguir, comida em pé. Enlaçou os braços no meu pescoço. Chaveou as pernas na minha cintura. Eu segurava firme os glúteos: Ploc-ploc-ploc-ploc-ploc... Ela grunhia a base do "Humm-hum-humm-hum-humm!" Interrompi bruscamente (lapada) o macete para afundar a língua na boca dela.
Daí, atirei-a furiosamente ao colchão. Fiz a novinha deitar de peito pra cima. Finquei meu pé direito na cama, posiocinei-me e comecei de novo os trabalhos - ou melhor: os caralhos. Bom mesmo era ver aqueles peitões irem e voltarem no bater de virilhas - pra lá e pra cá, pra lá e pra cá, ora devegar ora com força, cada caralhada que eu dava era aquela pintura. “Que beleza!”, como diria o Tim Maia.
Fodemos umas três ou quatro vezes, com intervalos para conversa, só esperando meu pau endurecer de novo. Ao falarmos de parafernálias, deitei a nuca em suas pernas, e os peitos enormes tapando meus olhos. E fomos conversando assim: com os peitões dela na minha cara. Achei aquilo bacana.
Já mais uma vez pronto pro combate, a pus no papai e mamãe e soquei forte, firme, convicto, encaralhado, pondo todo o peso do corpo na pelvis. Com sede, querendo mais, ela se arregaçou em "V", segurou firme os pés; aberta assim o priquito saboreava minha carne profundamente. Os golpes iam e vinham. Eu bufava que nem um touro. No direito dela de ir e vir, espremeu a boca, cerrou os olhos para não alardear, o cenho carregado. De soslaio, vi que segurava com a mão esquerda firme o edredom da cama, amassando-o, espremendo-o; batia as mãos. Sentiu. Sentiu bem, pelo visto.
- Calma... respira, putinha, respira fundo, respira...
- Uhum, uhum!... E eu socando sem piedade. Ela abriu a boca pra tomar ar.
Enquanto eu rasgava aquela bucetinha, diminuí o ritmo do abate pra sussurrar ao pé do ouvido da gordinha (rebolando com minha carne dentro):
- De quem é essa bucetinha, ein? De quem?!
- Sua, suspirou, é sua... vai, mete!!!...
- Não to ouvindo! Fala mais alto! DE QUEM É ESSA BUCETINHA!?
- Sua... É SUA!!!
Em tom de comando, continuei:
- Fala: "Me come!"
- Me come...
- "Me fode!"
- Repete!
- Me fode... Vai. Me fod... Ai... Ahr... Aien... Ohr...
E os olhos revirando, como que possuída. Era uma pirocada por segundo. Um segundo, pirocada; segundo, pirocada; e assim foi até gozarmos em comunhão. Abraçando-a firme (a porra toda dentro da buceta ainda, o grelo ainda estreito), estralei um beijo fundo em sua boca. A bichinha gemia sem pudor ao lascivo linguajar. Examinei-lhe o semblante, a expressão facial, boca aberta, olhos fechados, como que anestesiada. Arrumei-lhe o cabelo. Soprei os olhos. Dei-lha um tapinha na cara para recobrar a consciência: olhou prum lado, pro outro, pra cima e pra mim. Piscou, pôs a mão no rosto enquanto suspirava. Sorriu. Sorri de volta. Mas logo fechei a cara: ordenei que descesse pro banho, pois a putaria ainda não tinha acabado. Fez que sim com a cabeça. Assim que eu gosto: putinha obediente.
Sim, senhor... disse baixinho no quarto escuro.
Levantou. O solene rabo e peitos salientes foram na frente. Ah, o andar, o balançar luxuoso das ancas... Cambaleava um pouco por causa do orgasmo. Equilibrou-se e desceu alguns degraus. Ao pé da escada, olhei para trás: liguei a luz: senti aquele odor fortíssimo e cruel de sexo. A cama toda estourada. O suor dos lençóis. O sulco no travesseiro. Enfim, meu quarto era aquela vaporosa obra de arte. Desliguei a luz e desci.
Ela perdeu a conta de quantas vezes gozou. As porradas de pica eram escandalosas! Os vizinhos com certeza ouviram. Sobretudo uma vizinha, recém-chegada, que me espionava pelado depois do banho. Deve ter ficado maluca com a profusão de palmas: "Que aniversário é esse!?" Mas isso é outra história...
Deveria ter colocado uma música pra abafar o coito. A gordinha gemia de êxtase. Não poderia ter encenado os orgarmos porque senti o contrair da buceta, como que a mastigar meu pau, devorando-o, saciando-se, como que a extrair nutrientes dele. Gozamos uma última vez. A putaria, contudo, prosseguiu no banheiro.
Continua...
