Os canis ficaram prontos numa quinta-feira de manhã.
Geraldo me chamou lá fora pra mostrar o acabamento final, e eu percorri os cinco quartos um por um, passando a mão nas paredes, testando as portinholas, entrando e saindo. Paulo ficou atrás de mim com os braços cruzados, me observando avaliar o trabalho dele.
Cada quarto tinha uma cama de casal rente ao chão, quase um colchão elevado, com estrutura de madeira. Iluminação natural , como Paulo tinha prometido. Banheiro pequeno nos fundos. E a janela de vidro na parede lateral, dando pro corredor dos cães.
O quinto quarto era meu.
Era maior que os outros. Tinha o barreamento que Paulo tinha prometido, argolas na parede em alturas diferentes. Uma cama de verdade, com cabeceira. Espelho de corpo inteiro numa das paredes. E uma janela maior, que dava não pro corredor mas pro gramado, pra mata, pro horizonte verde.
Eu fiquei parada no meio do quarto por um bom tempo.
Paulo entrou depois de mim, ficou na porta.
"Tá bom?", ele perguntou.
"Tá perfeito."
Geraldo e os ajudantes foram embora com o cheque e uma história de reforma de canil que nunca iam questionar. Quando o carro deles sumiu na estrada de terra, Paulo e eu ficamos no silêncio da chácara de novo. Só a gente, os cachorros, e cinco quartos novos cheirando a cimento fresco.
"Primeira inauguração é sua", ele disse.
"Hoje?"
"Agora."
Ele me levou pro meu quarto com o Thor no cabresto.
Entrou, fechou a porta, soltou o Thor. O cachorro farejou tudo, cada canto, cada parede, marcando território com o focinho úmido. Eu tirei a roupa devagar enquanto Paulo ficava encostado na parede me observando, os braços cruzados, os olhos acompanhando cada peça que caía no chão.
Quando fiquei nua, Thor já tinha parado de farejar e me olhava com aquela atenção toda de animal que sente calor e umidade no ar.
Me ajoelhei no chão e ele veio na hora.
A língua dele chegou primeiro no meu rosto, depois desceu, áspera e larga, varrendo meu pescoço, cobrindo meu colo, lambendo os meus seios com aquela força descuidada que não tinha intenção mas chegava em todo lugar ao mesmo tempo. Eu fechei os olhos e deixei, os dedos enterrados no pelo grosso do pescoço dele, sentindo o músculo se mover embaixo da pele.
Paulo não falou nada. Só olhava.
Thor desceu pela minha barriga, pelo umbigo, e quando chegou entre as minhas pernas eu já tava molhada. Deitei no chão automaticamente, os joelhos abrindo, dando espaço. Ele enterrou o focinho em mim sem cerimônia, fungando quente, e então começou a lamber.
A língua dele era larga demais pra ser precisa e grossa demais pra ser suave. Cada varrida cobria tudo de uma vez, do fundo até o clitóris, abrindo tudo que eu tinha, empurrando pra dentro com a ponta e depois varrendo de volta. Eu me contorci. Não consegui ficar quieta, os quadris subindo sozinhos contra o focinho dele, procurando mais pressão, mais atrito, mais daquela língua quente cobrindo tudo ao mesmo tempo.
"Paulo", eu chamei sem querer.
"Tô aqui", ele respondeu. Voz baixa, rouca.
Me virei pra ele. Ele tinha tirado o pau pra fora da calça e se tocava devagar, a mão subindo e descendo sem pressa, os olhos fixos em mim, na língua do Thor aberta na minha buceta, na minha cara enquanto eu chegava no limite.
Gozei olhando pra ele. Com a boca aberta, um gemido saindo esticado e involuntário, as coxas fechando sozinhas no focinho do Thor que não parou, que continuou lambendo tudo enquanto eu tremia.
Quando me virei de quatro, o Thor montou antes mesmo de eu me posicionar direito.
O peso caiu de uma vez nas minhas costas, as patas dianteiras me abraçando forte, as garras arranhando levinho nos meus quadris enquanto ele se ajeitava. Ele empurrou uma vez sem achar, empurrou de novo, e na terceira encontrou a entrada e foi fundo de uma vez só, sem avisar, sem preparar.
Eu abri a boca mas não saiu nada por um segundo.
Depois saiu tudo. Um gemido longo, gordo, a testa afundando no chão frio.
Era um trote rápido e constante, estocadas curtas que se acumulavam, que construíam pressão em vez de aliviar, que me deixavam escorregando no chão de joelhos tentando me segurar em alguma coisa.
Paulo saiu da parede.
Veio até mim, se ajoelhou na minha frente. Pegou meu queixo com dois dedos e levantou meu rosto.
Eu vi o pau dele bem na frente da minha boca, duro, a gota escura na ponta, e abri sem ele precisar pedir.
Ele entrou devagar até bater no fundo da minha garganta, e quando sentiu o engasgo parou um segundo antes de empurrar mais um pouco. A cada estocada do Thor eu era empurrada pra frente e engolia Paulo mais fundo, e quando recuava ele escorregava de volta até a borda dos lábios antes de ir de volta lá pra dentro.
Os dois ao mesmo tempo era demais e certo ao mesmo tempo. Eu não controlava nada, era só o meio, o ponto onde os dois se encontravam, sendo levada de um pro outro, cheia dos dois lados sem escolha.
Chorei um pouco sem querer.
Não de dor. Era a completude disso tudo, e meu corpo processou do único jeito que sabia.
Paulo viu as lágrimas e passou o polegar no meu rosto, devagar, sem parar nem diminuir.
"Boa menina", ele disse. Quase sussurro. "Aguenta tudo."
Aguentei.
Thor gozou dentro de mim com aquele calor súbito que espalhava fundo, e o nó formou, travando os dois juntos, me mantendo cheia e imóvel enquanto ele pulsava. Paulo gozou na minha garganta um minuto depois, empurrando até o fundo e ficando lá enquanto descarregava, e eu engoli tudo com a boca cheia e as coxas escorregando no chão molhado, o Thor ainda travado em mim pulsando devagar.
A gente ficou um tempo no chão dos três. Eu no meio.
Depois Paulo me levantou, me carregou até a cama, me deitou com cuidado como se eu fosse algo que ele não queria quebrar. Cobriu a gente com o lençol que ele tinha trazido dobrado na mochila.
"Tá doendo?", ele perguntou.
"Tá bom."
"Tem certeza?"
"Paulo." Eu me virei pra ele. "Tô ótima."
Ele me olhou por um segundo inteiro, avaliando, depois assentiu. Passou a mão no meu cabelo uma vez só e fechou os olhos.
O Thor pulou na cama e se enroscou nos nossos pés.
Aquela noite a chácara virou de verdade o que a gente queria que ela fosse. Não tava escrito em nenhum papel, não tinha placa na entrada, não tinha cliente ainda.
Mas tava pronto.
_______
Me chama lá: @velvetcatt no Telegram 😈💋
E aí, meus gatinhos, o que acharam dessa selvageria toda? Ficaram duros ou molhadinhos só de imaginar? Eu sei que sim, porque tô ficando excitada de novo só de escrever isso tudo. Deixa um comentário, me conta o que te deixou mais louco, o que você quer ver nas próximas histórias. Tenho um monte de safadezas pra dividir com vocês. Beijos molhados da sua Cat preferida. Até a próxima!
