No outro dia levantei cedo, como de costume, e fui pra faculdade morrendo de cansaço devido à noite anterior. Cheguei em casa por volta das três da tarde, o sol ainda castigando forte lá fora. A última aula foi cancelada de última hora e o professor só mandou as listas de exercícios por e-mail. Quando abri a porta da república, o ar-condicionado velho da sala já soprava um alívio gostoso. O som de videogame misturado com risadas baixas veio da sala de estar.
O Mário estava esparramado no sofá, usando só uma cueca boxer cinza, pernas abertas, controle na mão. Uma visão privilegiada. Ao lado dele, Henrique e Vitor, seus amigos inseparáveis e colegas de curso. Henrique, o grandão parrudo com uma barba cheia e bem feita, estava sem camisa, o peito largo e coberto de pelos escuros bem aparados brilhando de suor leve. Usava óculos e tinha um ar sério. Vitor, magrinho, cabelo bagunçado, gesticulava enquanto falava sem parar.
— E aí, Papito! Chegou cedo hoje — cumprimentou o Mário, pausando o jogo com um sorriso preguiçoso.
— Aula cancelada. Vocês não foram? — perguntei, largando a mochila ao lado da porta.
O Henrique me olhou por cima dos óculos e deu um aceno curto e afirmativo à minha pergunta, quase tímido. Vitor já foi logo abrindo a boca:
— Nós matamos a aula da tarde. Tá um calor desgraçado e o professor de cálculo é um porre. Viemos pra cá fumar um e relaxar. O Mário falou que a casa ia ficar vazia. Mas agora que tu chegou, ficou bem melhor. – ele disse me encarando fixamente.
Sentei na poltrona grande ao lado do sofá. O Mário me ofereceu o beck que já estava aceso entre os dedos.
— Dá um tapa, Papito. Hoje tá liberado. Os outros só voltam à noite.
Eu tinha muita curiosidade em saber como era a sensação, via eles usando direto, já havia pesquisado na internet tudo sobre a substância, e visto outras pessoas usando para analisar como era o comportamento de alguém chapado.
Aceitei e dei duas tragadas longas e profundas. Tossi como se meus pulmões estivessem em brasa. O gosto doce e terroso encheu minha boca. O efeito veio rápido. Corpo relaxando, cabeça leve, um sorrisinho bobo se formando. Ficamos conversando por um bom tempo sobre coisas banais. O Vitor, como sempre, dominava a conversa:
— Mano, tu é mineiro, né? Como um cara quietão como tu veio parar numa república dessas? Aqui é bagunça o dia inteiro, roque toda semana, beck rolando… Eu sou de São Paulo, mas moro aqui faz dois anos. O Henrique é de uma cidadezinha perto da tua, tipo interiorzão mesmo. Ele é o mais caladão da gente, mas quando abre a boca é pra soltar uma bomba.
O Henrique riu baixo, ajustando os óculos no nariz.
— Cala a boca, Vitor. Tu fala pelos cotovelos. Márcio, tu tá gostando do curso de Ciência da computação? É bem diferente da outra faculdade que tu fez?
— Tá sendo bem diferente mesmo — respondi, me sentindo mais solto por causa da erva. — Lá era tudo mais certinho, professor chato, gente evangélica pra caralho. Aqui tem mais liberdade. Ainda tô me acostumando com o ritmo louco, mas tá bom.
O Mário riu e passou outra lata de cerveja gelada pra mim.
— Liberdade é o que não falta nessa casa. Tu já sacou como a gente é, né? Roques, cerveja, maconha… e outras paradas.
A conversa seguiu fluindo naturalmente. Falamos de professores ruins, das meninas gostosas da turma (eles falaram), das festas que estavam por vir no semestre. O Vitor contou uma história engraçada de quando quase foi pego fumando no banheiro da faculdade. O Henrique soltava umas piadas secas e bem-humoradas que me faziam rir de verdade. Aos poucos, notei que os olhares deles demoravam mais em mim. O Henrique ficava encarando meu peito peludo que aparecia na gola da camisa. O Vitor olhava pras minhas coxas grossas.
Depois de quase uma hora de papo, o Mário levantou pra pegar mais cerveja na geladeira. Voltou com quatro latas bem geladas.
— Tá um calor do caralho hoje. Vamos beber pra refrescar a garganta.
Bebemos devagar, curtindo o barato. A mistura de maconha e álcool me deixava ainda mais relaxado e corajoso. O Vitor, depois de um longo gole, quebrou o gelo de vez:
— Márcio, posso te perguntar uma coisa sem enrolação? Tu é bem discreto, observa tudo, fala pouco… mas eu percebo que tu não é tão santo assim. O Mário comentou que tu é de boa com as paradas que rolam aqui na república.
Senti o rosto esquentar um pouco, mas mantive a calma.
— Depende do que você chama de “paradas” — respondi, dando mais um gole longo na lata. Sempre fui muito de boa com quase tudo.
O Henrique sorriu de canto de boca, ajustando os óculos.
— A gente não é burro, cara. A gente vê como os caras da república te olham. E como tu olha de volta também. Não tem problema nenhum nisso aqui. Aqui entre nós três, a gente já fez umas coisas juntos. Nada sério, só pra curtir, aliviar o estresse da faculdade.
O Vitor completou, animado mas sem pressa:
— Exato. Eu mesmo já fiquei com uns caras, o Henrique também. O Mário é o mais versátil da gente. Gosta de dar e de receber. E tu, cara? Como tu se encaixa nisso tudo? Não precisa responder se não quiser, mas a gente tá de boa aqui.
A conversa ficou mais íntima, mas ainda sem pressa. Falei um pouco da minha vida no interior, de como escondia tudo antes, da repressão, da depressão que quase me derrubou. Eles ouviram com atenção genuína. O Henrique, que era o mais reservado, abriu mais. A verdade é que todo mundo da república já tinha sacado qual era a minha, e quem estava lucrando com isso era eu, transando com todo mundo.
— Eu entendo. Eu também demorei pra me soltar. Gosto de caras com corpo de homem mesmo, peludo, parrudo, com presença. Fico louco com pelo no peito, na barriga, nas coxas… tu tem bastante, né? – disse Henrique me fuzilando com os olhos.
Assenti, sentindo o clima mudar rápido. O Vitor se aproximou um pouco mais no sofá, mas ainda só conversando.
— E eu curto caras que aguentam brincadeira, que são versáteis. Tu parece ser do tipo que topa experimentar de tudo. Sem pressão, mas se tu quiser curtir com a gente hoje… a casa é nossa. Só nós quatro. Sem o resto da república saber.
Olhei para os três. O Henrique me encarava sério, mas com tesão evidente nos olhos. O Mário sorria tranquilamente. Vitor parecia impaciente e agitado. Respirei fundo, o coração acelerado, e respondi.
— Tô muito a fim hoje.
Foi como se uma barreira tivesse caído. O Vitor me puxou primeiro, segurando meu rosto com as duas mãos e me dando um beijo lento, explorando minha boca com a língua. O Henrique veio por trás, beijando meu pescoço devagar, as mãos grandes subindo por baixo da minha camisa, sentindo os pelos do meu peito, apertando meus mamilos com os dedos grossos.
Tiramos as roupas com calma, saboreando cada pedaço. O corpo do Henrique era impressionante: largo, musculoso, mas com gordura gostosa, todo peludo do peito até a virilha densa. O pau dele era grosso, pesado, veioso, com a cabeça rosada já brilhando de pré-gozo. O Vitor era magrinho, definido, mas tinha uma rola longa, não muito grossa e muito babona. Meu próprio pau estava duro, latejando, a cabeça melada.
Começamos no sofá. Eu ajoelhei no tapete. Primeiro chupei o Henrique. Segurei a base grossa com a mão e lambi devagar da cabeça até as bolas pesadas e peludas, sentindo o cheiro forte de macho. Enfiei na boca o máximo que consegui, sentindo as veias pulsando na língua, a glande batendo no fundo da garganta. Ele gemia rouco, segurando meu cabelo
— Caralho, Márcio… que boca quente e molhada. Chupa mais fundo… isso, engole meu pau inteiro.
Enquanto isso, o Vitor esfregava a rola longa no meu rosto, babando minha bochecha. Eu alternava, chupando um, depois o outro, saliva escorrendo pelo queixo e pingando no peito peludo. O Mário assistia, batendo punheta devagar, elogiando. Depois foi para trás de mim e começou a lamber meu cu.
— Olha como ele mama bem… engole os dois ao mesmo tempo, Papito.
Paramos um pouco para beber o resto da cerveja. Mário nos chamou para irmos para o seu quarto, a cama era mais confortável.
Me colocaram de quatro na cama do Mário. O Henrique foi o primeiro a me comer. Cuspiu bastante na mão, esfregou na minha entrada e na rola grossa, e foi empurrando devagar. Senti cada centímetro me abrindo, a grossura esticando minhas paredes. Quando ele estava todo dentro, parou, só mexendo o quadril devagar, roçando minha próstata.
— Isso… relaxa o cuzinho… tá apertando minha rola pra caralho. Tá gostoso? — perguntou, voz grave.
— Tá… mete mais fundo — gemi.
Ele começou a estocar com ritmo, fundo e forte, sabia o que estava fazendo, as bolas pesadas batendo na minha bunda peludinha, estava indo ao delírio. O som molhado ecoava na sala. O Vitor se ajoelhou na minha frente e enfiou a rola longa na minha boca, fodendo minha garganta enquanto o Henrique me comia por trás. O Mário se deitou embaixo de mim e chupou meu pau babão com vontade, e aproveitava e também chupava o saco do Henrique e seu pau entrando e saindo de mim.
Trocamos de posição várias vezes. O Vitor me fodeu em seguida, mais rápido e agitado, a rola longa acertando fundo, falando sem parar:
— Toma minha rola, gostoso… teu cu tá piscando… aguenta, mano… vou te encher de porra.
Vitor não fodia tão bem quanto Henrique, mas seu pau ia mais fundo e isso era gostoso de sentir. Preferia chupá-lo.
Depois eu quis comer alguém também. Coloquei o Vitor de quatro na cama e brinquei com minha língua em seu cuzinho rosinha. Era uma delícia sentir ele piscando na minha língua. Deixei bem lambuzado de saliva e entrei nele devagar. O cuzinho magrinho era apertado e quente. Fodi com força, segurando a cintura fina, estocando fundo enquanto ele gemia alto. O Henrique se posicionou atrás de mim e meteu no meu cu ao mesmo tempo — um trenzinho delicioso. Eu fodendo o Vitor, sendo fodido pelo Henrique.
— Isso… me fode enquanto eu como ele — gemi, perdido de tesão.
O Mário se juntou, enfiando o pau na boca do Vitor. Ficamos assim por um bom tempo, trocando, suando, gemendo. Eu comi o Henrique também — o grandão de quatro, bundão peludo empinado pra mim. Meti fundo, batendo na bunda grande, esfregando os pelos dele enquanto ele gemia rouco:
— Mete mais forte, Márcio… rasga meu cu… porra, que rola boa.
Gozei várias vezes. Primeiro dentro do Henrique, enchendo ele até vazar. Depois na boca do Vitor, com ele engolindo tudo. E por último no peito do Mário enquanto eu quicava nele. Eles gozaram em mim e dentro de mim, jatos grossos e quentes.
No final, estávamos os quatro embolados no chão do quarto, corpos suados, melados de porra, saliva e suor, respirando pesado. O Henrique passou a mão no meu peito peludo, ainda ofegante.
— Porra, Márcio… tu aguentou mesmo nós três. Foi uma das melhores tardes da minha vida.
O Vitor riu fraco, ainda com a mão na minha coxa.
— Da próxima a gente repete com mais tempo. Tu é foda.
O Mário só sorriu, acendendo o último beck do dia. Esse eu não fumei.
Eu fiquei ali, olhando o teto, o cu latejando deliciosamente, o corpo completamente satisfeito. Uma tarde só nossa. E ninguém da república precisava saber, embora eu já transasse com quase todos, e eles já desconfiassem uns dos outros.
Depois daquela tarde, voltei para a rotina da república como se nada tivesse acontecido. Mas por dentro eu me sentia diferente. Cada conversa, cada olhar, cada risada agora parecia carregar um peso diferente.
Naquela noite de quarta-feira, quase todo mundo estava em casa. O Rafa tinha voltado mais cedo da faculdade, pouco depois dos meninos irem embora. O Yuri chegou do laboratório de informática onde era tutor reclamando do cansaço, Carlos e Mário já estavam chapados, Ramon jogava videogame no canto e o Paulo foi o último a chegar, com aquele jeito descontraído de sempre.
Eu estava na sacada, sentado ao lado da rede, bebendo uma cerveja gelada e tentando relaxar. O ar da noite estava quente, mas tinha uma brisa leve. Logo o pessoal começou a aparecer por lá.
O Rafa foi o primeiro. Sentou na cadeira ao meu lado, só de bermuda, e esticou as pernas.
— E aí, Mineirinho. Tá quieto hoje. Tá tudo bem? — perguntou, com a voz calma.
— Tá sim. Só cansado das aulas. Muita matéria acumulada — respondi.
Ele assentiu, olhando para o horizonte.
— Entendo. Às vezes a gente precisa de um tempo pra recarregar. Essa república às vezes cansa um pouco, né?
Antes que eu pudesse falar mais, o Yuri apareceu na porta da sacada, sem camisa, cabelo ainda molhado do banho.
— Achei vocês aqui. Tá rolando papo bom? — Ele sentou do meu outro lado, encostando o braço de leve no meu. — Papito, tu tá com cara de quem não dormiu direito. Tá pegando no sono nas aulas?
O Rafa deu uma risadinha baixa.
— Ele anda meio distraído ultimamente. Deve ser o ritmo novo da faculdade.
O Paulo chegou em seguida, trazendo mais cervejas geladas. Sentou na mureta da sacada, na minha frente.
— Olha o calouro rodeado dos seus dois veteranos. Tá parecendo reunião de tutor, hein? — Ele sorriu. — Já te disse, se precisar de ajuda com alguma matéria, é só falar. Eu sou bom em explicar as coisas com calma. – era como se eles disputassem minha atenção.
O Carlos e o Mário saíram rindo da sala, olhos vermelhos. Esses dois tinham um problema sério com maconha.
— Tá rolando clima bom aqui fora? — perguntou o Carlos, sentando na rede ao lado do Rafa. — Papito, tu tá com a cara vermelha. Tá quente ou é só o cansaço mesmo? – na verdade era a cerveja que me deixava assim.
O Mário encostou na parede, cruzando os braços.
— Ele tá se adaptando ainda. Tem muita coisa nova pra aprender ao mesmo tempo. Faculdade, morar fora, cidade quente, conviver com a gente… é um pacote completo.
O Ramon apareceu por último, ainda com o controle do videogame na mão.
— Vocês tão falando de quê? Eu só ouvi “pacote completo”. É sobre comida?
Todo mundo riu. O Yuri passou o braço por cima do meu ombro de forma descontraída.
— Isso, Ramon. A gente tá falando de comida. O Papito tá morrendo de fome. Tá estudando bastante, precisa de energia. – ele falou com duplo sentido.
O Rafa olhou pra mim de canto de olho, com um meio-sorriso.
— É… estudando bastante. Dá pra ver que tá se dedicando. O jeito até mudou um pouco.
O Paulo tomou um gole da cerveja e completou:
— Mudou mesmo. Tá mais solto, mais à vontade. Acho que a república tá fazendo bem pra ele.
O Carlos riu e deu um tapa leve no meu joelho.
— Claro que tá. Aqui a gente aprende rápido. Tem que se adaptar, né Papito? Senão fica pra trás.
O Mário, que estava mais quieto, falou com calma:
— Ele tá se adaptando bem. Às vezes a gente só precisa de um empurrãozinho pra sair da casca. E aqui tem bastante gente disposta a ajudar.
O Yuri apertou meu ombro de leve.
— Se precisar de qualquer coisa, é só falar. Meu quarto tá sempre aberto pra estudar junto, tirar dúvida… ou só bater papo mesmo.
O Rafa se levantou, espreguiçando.
— Isso. Não fica só na tua não, Mineirinho. A gente tá aqui pra ajudar no que precisar, porta do quarto sempre aberta. — Antes de entrar, ainda completou: — E se quiser desabafar ou relaxar um pouco, também serve.
O Paulo piscou pra mim antes de entrar atrás dele.
— Qualquer hora a gente faz um “grupo de estudos”. Pode ser bem produtivo.
Fiquei sozinho na sacada por uns minutos, terminando a cerveja. O coração ainda estava um pouco acelerado. As conversas pareciam normais, mas tinha sempre aquele tom por baixo, aquela sensação de que todo mundo sabia mais do que falava.
O Mário voltou me entregando a última lata de cerveja gelada. Parou na porta, olhou pra mim e falou baixo:
— Eles gostam de ti, Papito. Nós gostamos. De verdade. Só toma cuidado pra não se perder no meio de tanta… ajuda.
Ele sorriu e entrou.
Eu fiquei mais um tempo ali, olhando a cidade escura, pensando no quanto tudo tinha mudado desde que cheguei. A república era muito mais do que um lugar pra morar. E o semestre mal tinha começado.
