Clara e eu, fomos para o quarto de hospedes, e como já tínhamos tida uma transa, acabamos por dormir, sem repetir entre nos dois sozinhos.
Em casa nos dias seguintes, sempre que possível, conversávamos sobre o que aconteceu, eu deixava Clara, ter total liberdade de continuar ou parar com aquilo. Entre nós estava claro que nada daquilo era algo que buscávamos, mas a situação que experimentávamos era muito gostosa no momento, aquilo mexia com nos dois de uma forma louca.
Aquilo parecia potencializar nosso sexo, gozávamos muito depois de conversar e lembrar do que fizemos ou mesmo do que tínhamos visto, não sabíamos explicar como tudo aquilo mexia com nossa cabeça e nosso corpo.
Continuação.
As semanas iam passando, nosso foco durante o dia era a empresa, e estávamos pensando em expandir para um andar abaixo dos que ocupávamos, pois soubemos que as pessoas que ocupavam aquele espaço tinham resolvido mudar para outro local, deixando o andar totalmente livre. Então resolvermos ocupar também, e aumentar o quadro de pessoas.
Numa dessas semanas, recebi uma ligação que mexeu muito comigo, pois não esperava receber aquele tipo de ligação com aquele tipo de notícia. Era uma pessoa de um hospital, me ligando para dar notícia sobre o falecimento de Lara. Como ela não tinha ninguém, mãe, pai ou algum parente próximo.
Aquilo me abalou muito, mas não tinha como não ir até o hospital, até porque tínhamos vivido juntos por um tempo, como marido e mulher, então não poderia deixar que a enterrassem sem uma cerimônia, ou algo do tipo.
Chegando ao hospital me explicaram tudo, então assumi os custos, da compra de caixão, flores, e um jazigo para o enterro. No dia em que ela foi enterrada, o tempo estava cinzento, como se estivesse triste pela partida dela, em certo momento até uma fina garoa começou a cair.
Clara, estava ao meu lado e mesmo tendo conhecido Lara, rapidamente em nossa empresa, seu semblante era de tristeza, pois como eu ela também não queria que tudo tivesse terminado daquela forma. Lara era uma mulher bonita e jovem, que se perdeu no caminho de algo que não precisava ter procurado.
Tempos depois estava em casa, num sábado qualquer, em que resolvemos ficar em casa, eu na sala assistindo a algum programa na TV enquanto Clara, finalizava alguma coisa na cozinha, a campainha tocou.
Achei estranho por conta do horário, pois não tínhamos combinado nada com algum amigo. Ainda assim fui atender, e para minha surpresa era Sara, e estava acompanhada de Carlos.
- Boa noite Anderson! Podemos entrar? Espero não estarmos atrapalhando.
- Não, não está, podem entrar, claro.
Me cumprimentou, entrando. E ouvi Clara, perguntado quem era.
- É Sara e Carlos, que vieram nos fazer uma visita, acho eu. Disse rindo.
- Quem? Sara e Carlos, mas que surpresa. Ela respondeu já chegando na sala onde os dois já a guardavam.
Trocaram cumprimentos, sentaram e a conversa fluiu entre nos quatro. Conversamos sobre vários assuntos, inclusive sobre a morte de Lara, que também mexeu muito com Sara, apesar de tudo. E como não poderia deixar de ser, para não perder a oportunidade, Sara tocou no assunto de fazermos a troca de casais. E acredito que enquanto não realizasse isso entre nos ela não se daria por satisfeita, e somente nesse momento percebi o quanto Sara, estava disposta a me ter novamente, tanto que ela disse que era apenas algo físico, de química, nada emocional. Eu até tentei convencê-la do contrário mas foi em vão.
Percebi que Clara, assim como eu também não estava a vontade ainda com esse tipo de coisa, então resolveu abrir o jogo com Sara.
- Sara, espero que você entenda meu ponto, mas vou ser sincera com você, acho que o máximo que consigo ou que consegui, foi fazer amor com Anderson na sua frente e de Carlos, isso até porque fiquei muito excitada por ver vocês dois juntos. Já ficamos excitados assistindo filmes de sexo, eu e Anderson, e tivemos uma transa muito gostosa, e para dizer a verdade, ver vocês dois ali em nossa frente foi, sim excitante, mas a diferença foi que eu estava vendo ao vivo, mas em momento algum eu me senti atraída em fazer algo assim com o Carlos. Claro como eu já disse antes e deixei claro, ele é um homem bonito, charmoso, mas não despertou algo em mim, o único que conseguiu isso foi o Anderson, tanto que temos conversado seriamente em nos casarmos, afinal já estamos juntos a algum tempo e bem, acreditamos que chegou a hora de nos unirmos definitivamente. O fato de vivermos juntos, nos darmos bem, e até trabalharmos juntos, e o mais importante nos amarmos muito. Então é o momento de entrarmos em uma igreja nos tornarmos realmente marido e mulher perante Deus.
Todos nós ficamos em silencio, era um silencio que provavelmente fez todos ali ficarem pensando nas palavras de Clara. Eu mesmo fiquei surpreso com as palavras que ela disse, pois sim, era verdade que falávamos sobre casamento mas a forma como ela colocou tudo aquilo, até mesmo para mim era uma surpresa e devo admitir uma ótima surpresa.
O olhar de Sara, ficou sério por alguns instantes, segundos eu diria, coisa rápida que pude perceber, então seu rosto se iluminou com um sorriso que até então eu não tinha visto, até aquele dia. É verdade que eu a tinha visto sorrindo mas tinha alguma coisa de diferente nesse que eu não soube dizer a mim mesmo.
- Então, acho que precisamos abrir um vinho para comemorar. Sara, disse me encarando.
Ficamos todos olhando para ela, mas sua alegria agora era algo que nos deixava ainda mais confusos.
- O que vocês não entenderam? Sara continuou.
Eu olhava para Clara, que em encarava, com uma interrogação em seu olhar, e provavelmente via em mim também essa mesma interrogação.
- Sara, você via dizer logo, ou eu vou ter que dizer a eles, para com essa coisa de deixar as pessoas com cara de que não entenderam nada. – Carlos disse de forma seria, mas com a voz calma.
- Queridos, desculpem, mas eu tinha que fazer o que fiz.
- Sara, por favor continue querida.
- Essa expectativa é que gosto querido, me dá prazer. – Ela disse quase gargalhando.
- Pode até te dar prazer, mas acho que nossos amigos, já merecem saber a verdade, sem prolongar mais.
- Desmancha prazeres. Ela ainda riu mais um pouco.
Como ainda mantínhamos o olhar sobre ela, mas agora sério, ela resolveu falar.
- Ok, vou falar. Na verdade isso tudo foi um mal necessário.
- Mal necessário, como assim? - Eu acabei intervindo, com voz calma mas enfática.
Sara, começou a justificar. Disse que desde a primeira vez que nos viu, eu e Clara, no coquetel, teve a nítida impressão de sermos um casal que foi feito para ficar juntos, apenas os dois, sem experiencias com outros parceiros, ou outra coisa do gênero, ela não sabia explicar, embora casais que vivem a vida liberal ou não, não existe uma formula para saber, mas afirmou que no nosso caso ela teve esse sentimento, chamou assim.
Disse também, que todas as ações dela, para despertar algo em nós, foi feito justamente para que não houvesse depois de casados, um interesse da mesma forma que aconteceu com Lara, que acabou colocando tudo a perder. Que eu já tinha deixado bem claro, desde o início que não havia a necessidade de ter outra mulher em minha cama que apenas uma seria o suficiente e que só tinha aceitado tê-la comigo por muita insistência de Lara, naquela época. Então ela quis saber como seria nosso comportamento, queria saber se Clara, cederia ou aceitaria logo a brincadeira de estarem trocando parceiros.
Foi até honesta dizendo que se dependesse dela, ainda gostaria de me ter novamente com ela, mas que sabia respeitar nossa decisão de não haver mais nada além da amizade que apesar de tudo ficou melhor do que já era. Mas que talvez uma recaída pudesse sofrer e então dar uma apertadinha em meu pau quando nos encontrássemos, apenas para matar a saudade, concluiu sorrindo. Ela realmente era uma mulher que não existiria outra, sempre direta com as palavras e eu gostava disso nela.
Depois de toda aquela conversa, acabamos aceitando fazer o brinde, afinal a partir dali, seriamos apenas amigos, sem mais insinuações ou tentativas de Sara, para fizéssemos uma troca de casal, assim pudemos respirar com mais tranquilidade.
Depois conversando com Clara, rimos muito de toda aquela loura que Sara, nos propôs. Claro que as brincadeiras entre nos de transarmos os quatro, mexeu com nossa imaginação, mas não passou disso. Clara disse que preferia o meu em lugar do de Carlos, pois já estava mais acostumada e o prazer que sentia comigo, talvez não conseguisse com o de Carlos, que como disse antes era pouco menor e menos grosso também.
Depois que os dois se despediram para ir embora, não para minha surpresa, Sara, antes de me dar um beijo no rosto, sutilmente pegou em meu pau dizendo que iria sentir muita saudades de me ter dentro dela. Tanto Clara, como Carlos, também ouviram, e deram risada de suas palavras. Eu por minha vez disse:
- Você não toma jeito, é incorrigível mesmo Sara, por isso gosto de você como nossa amiga.
- Eu sei, e também gostamos muito de vocês, e aproposito, quando estivem prontos para o casamento, se precisarem de uma casal de padrinhos, é só chamar, adoro casamentos.
Depois que se foram, e como já estava tarde, resolvemos nos recolher, nos banhamos e já deitados na cama, o assunto não poderia ser outro que não o que Sara, tinha feito para nos testar, acredito que essa seja a palavra correta, quer dizer testar na verdade Clara. Mas que até não ficou chateada, pois aprendera a entender o comportamento de nossa amiga, e da nossa conversa para um sexo gostoso foi um pulo, onde nos devoramos de todas as formas, onde fodi Clara em todos seus orifícios, pois novamente meu tesão ficou alto demais. Não sei explicar mas todas as vezes em que Clara, agia daquela forma, se impondo, falando sério, meu corpo reagia daquela forma, era estranho e ao mesmo tempo bom.
Messes depois de tudo aquilo e de termos chagado a uma conclusão sobre nos mesmos, e sobre o que queríamos, que era na verdade ficarmos juntos, saímos da igreja casados, rumando para nossa lua de mel.
O bom de tudo aquilo que aconteceu, pelo menos para mim, era que agora eu tinha a mulher que não chegaria um dia qualquer em casa do trabalho, ou depois de um gostoso sexo, me dizendo que queria me ver na cama com outra mulher transando, e muito menos eu queria vê-la com outro homem ou mesmo com outra mulher.
Fim.
ESSE TEXTO SE TRATA DE UMA FICÇÃO, QUALQUER SEMELHANÇA COM NOMES, SITUAÇÕES OU LOCAIS É MERAMENTE COINCIDIDENCIA.
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