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O estigma da bruxa - Vínculo

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Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 4141 palavras
Data: 23/07/2026 07:26:20

A mulher continuava sentada ao meu lado no banco do ponto de ônibus, sorrindo como se nada tivesse acontecido.

Mas tinha acontecido. Eu tinha absoluta certeza tinha acontecido. Aquele incidente na cabana era mais claro do que nunca na minha mente. Meu cérebro insistia em procurar qualquer detalhe que provasse que eu estava enganado.

A pele dela já não era pálida como na cabana. O rosto parecia saudável. Os lábios tinham uma coloração normal. O vestido negro desaparecera, substituído por roupas comuns que fariam qualquer pessoa passar despercebida na rua.

Mesmo assim... Era ela. Eu sabia. Ela percebeu meu olhar e abriu um sorriso ainda maior.

— O que foi? Até parece que viu um fantasma... ou... uma bruxa.

Meu corpo reagiu por instinto, me levantei do banco tão depressa que quase perdi o equilíbrio. Ela começou a rir. Não era uma gargalhada exagerada. Era uma risada baixa, divertida, como alguém assistindo à reação de uma criança.

— Já se esqueceu de mim? — ela inclinou a cabeça para o lado.

Minha boca abriu. Nenhuma palavra saiu. Naquele instante, o ônibus surgiu no fim da rua. Nunca fiquei tão feliz em ver um transporte público.

Assim que ele parou, as portas se abriram e subi quase correndo, sem olhar para trás. Passei o cartão automaticamente, caminhei até o fundo do veículo e me joguei no primeiro banco vazio ao lado da janela.

O ônibus estava deserto. Respirei fundo uma vez, duas, três. Passei as mãos pelo rosto tentando organizar os pensamentos. Aquilo não podia estar acontecendo. Eu devia estar traumatizado. Talvez ainda estivesse sofrendo algum efeito psicológico por causa da cabana.

Sim. Era isso. Era a única explicação minimamente racional. Olhei pela janela. Ela não estava mais no ponto. Meu peito finalmente relaxou.

— Você realmente acredita que consegue fugir de mim? — aquela maldita voz surgiu ao meu lado.

Meu coração praticamente parou de bater por alguns segundos. Virei a cabeça tão rápido que senti o pescoço estalar. Ela estava sentada ao meu lado. Não ouvi passos. Não a vi embarcar. Nem sequer percebi alguém passando pelo corredor. Afastei meu corpo por puro instinto. Ela observou minha reação como quem já esperava exatamente aquilo.

O sorriso continuava ali, calmo e divertido. Como se eu fosse o único naquela situação que não entendesse o que estava acontecendo. Fiquei encarando seu rosto durante alguns segundos antes de finalmente conseguir falar.

— Que porra está acontecendo?

Ela não respondeu, apenas continuou sorrindo.

— Quem é você?

— Se eu responder qualquer pergunta, você vai negar até a morte — ela inclinou a cabeça novamente.

— Tenta.

— Você rompeu a minha maldição — ela deu de ombros.

Franzi a testa.

— Eu estava presa havia muito tempo. Você me libertou.

— Isso não faz sentido nenhum.

— Faz para mim — ela olhou pela janela por alguns instantes antes de voltar os olhos para mim. — Toda magia exige um preço, o preço da minha liberdade foi o nosso vínculo.

Continuei encarando seu rosto esperando o resto da piada.

— Nossas almas agora estão conectadas — ela permaneceu completamente séria.

O silêncio durou alguns segundos. Então comecei a rir baixo, depois mais alto. Um riso nervoso, incrédulo. Ela não reagiu.

— Você realmente espera que eu acredite nessa história?

Silêncio.

— Funciona com outras pessoas?

Nada. Apenas aquele maldito sorriso. Antes que eu percebesse, ela se aproximou lentamente. Meu corpo inteiro enrijeceu. Ela apoiou a cabeça sobre o meu ombro como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Fiquei completamente imóvel.

— Ei...

— Estamos conectados pelo resto de nossas vidas, você queira ou não — ela ignorou meu protesto.

Olhei ao redor. Se alguém entrasse naquele ônibus naquele instante, veria apenas uma mulher tranquila encostada em um sujeito completamente desesperado.

— Você ainda vai entender — sua voz saiu quase como um sussurro.

Virei lentamente o rosto para a janela. Aquilo era impossível. Magia não existia, nem bruxas, nem maldições. Eu precisava encontrar uma explicação lógica. Qualquer hipótese era melhor do que acreditar naquela conversa absurda.

Foi então que senti uma fisgada no abdômen. Discreta, mas intensa o suficiente para chamar minha atenção. Levei a mão até a barriga por instinto. As marcas escondidas sob a camiseta pareciam pulsar por um breve instante.

— Eu aproveitei bastante o momento que passamos juntos na cabana — ela quebrou o silêncio.

— Que momento? — franzi a testa.

— Sério? — ela arqueou uma sobrancelha e levantou a cabeça do meu ombro.

Demorei alguns segundos para entender, até lembrar do momento fervoroso de um sexo selvagem. Meu rosto queimou imediatamente. As lembranças voltaram de uma vez. Desviei o olhar para a janela.

— Você ficou vermelho — ela começou a rir.

— Cala a boca.

— Achei que tivesse uma memória melhor.

Ela continuava achando tudo aquilo extremamente engraçado. Antes que eu pudesse mudar de assunto, ela puxou discretamente a barra da minha camiseta.

— Ei! O que você tá fazendo?

Olhei ao redor, preocupado que algum passageiro reparasse. Por sorte, o ônibus continuava vazio. Ela ignorou completamente minha reclamação. Os dedos deslizaram pelas marcas negras no meu abdômen. O toque era quente, estranhamente quente.

— Está vendo? Essa é a marca do nosso vínculo.

Passei a mão sobre as marcas, ainda estavam ali.

— Isso não prova porra nenhuma.

— Prova para mim — ela retirou a mão devagar.

Respirei fundo.

— Então essas... essas coisas... significam o quê?

— Que nossas almas foram ligadas, e isso não pode ser desfeito — ela desviou o olhar por um instante. — Ainda estou muito fraca, passei séculos presa àquela maldição. Ainda estou me recuperando.

Parei de ouvir o restante da frase, uma única palavra ficou ecoando na minha cabeça. Séculos.

— Sim, séculos — ela continuou.

Fiquei encarando ela.

— Eu já caminhava por este mundo muito antes daquele que vocês chamam de Cristo.

Meu cérebro simplesmente desistiu de acompanhar aquela conversa. Fiquei alguns segundos completamente em silêncio.

— Espera... Como você sabe exatamente o que eu estou pensando?

— Almas vinculadas, mentes vinculadas.

Continuei sem entender. Ela suspirou, como uma professora explicando algo muito básico.

— Eu consigo ouvir seus pensamentos, consigo sentir o que você sente...

— Isso é impossível — a interrompi.

Ela apenas sorriu. Resolvi testar, comecei a pensar em qualquer coisa completamente aleatória. Um pinguim dançando. Uma geladeira. A conta de luz... Ah, merda, esqueci de pagar a conta de luz. Ela levou a mão à boca para conter a risada. Não conseguiu, começou a rir.

— Sua mente... — ela respirou fundo. — É muito mais barulhenta do que você imagina.

— Que pesadelo — apertei os olhos.

O ônibus começou a diminuir a velocidade. Antes mesmo que eu me levantasse, ela já estava de pé. Olhou para a porta.

— Chegamos.

— Como você sabe... — franzi a testa.

Ela apenas sorriu outra vez. É, ok, mentes compartilhadas. Descemos juntos. Assim que coloquei os pés na calçada, comecei a andar o mais rápido possível. Ela acompanhava meu ritmo sem dificuldade.

— Você pode parar de me seguir?

— Não.

— Pode, sim.

— Não posso.

Continuei andando. Ela permaneceu ao meu lado.

— Agora que meu corpo voltou a existir neste mundo, nós dois não podemos mais ficar separados.

— Lá vem — revirei os olhos.

— Você ficou três dias desacordado porque eu ainda não tinha conseguido te encontrar.

— Essa é, de longe, a maior besteira que eu já ouvi — ri, desacreditado.

— Imaginei que responderia isso — ela soltou um longo suspiro, então parou de me seguir. — Pode continuar sozinho.

Dei de ombros. Finalmente, aquela maluca saiu do meu pé. Segui em frente, pelo reflexo da vitrine de uma loja, vi que ela permanecia parada. Continuei andando, quando atingimos um quarteirão de distância, uma pontada surgiu. Levei a mão à cabeça. A dor aumentou, minha visão começou a embaçar. O ar parecia não chegar aos pulmões, cambaleei. Cada passo deixava a sensação pior, meu cérebro parecia estar sendo esmagado. Apoiei a mão em um poste para não cair, foi então que a vi.

Ela começou a caminhar na minha direção. A cada passo que dava a dor diminuía. Quando finalmente parou ao meu lado, a pressão desapareceu completamente. Respirei fundo, ainda tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

— Viu? Eu não preciso de você para continuar existindo — ela sorriu, me olhou de canto e cruzou os braços. — Mas você precisa de mim para continuar vivendo, na verdade, estou lhe fazendo um favor permanecendo ao seu lado.

Seu sorriso voltou.

— Foi você quem me libertou de séculos de solidão e por consequência, salvou a minha vida — ela fez uma pequena pausa e agora olhou diretamente para mim. — Você deveria ser um pouco mais grato.

Continuei andando em silêncio. Depois da demonstração que ela acabou de fazer, já não conseguia encontrar nenhuma explicação racional para aquilo. Ainda queria acreditar que tudo não passava de algum efeito psicológico, mas a dor que quase partiu minha cabeça ao nos afastarmos foi real demais.

Chegamos ao prédio. Ela parou diante do portão eletrônico e ficou observando em silêncio. Quando aproximei a chave do leitor, o portão destravou sozinho. Ela deu um pequeno passo para trás.

— Ele... abriu?

— Sim.

Ela passou a mão pela estrutura metálica.

— Mas não tem ninguém do outro lado.

— Não precisa ter.

Entramos. Seu olhar passeava por todos os cantos do saguão, cada lâmpada acesa, câmera, cada detalhe. Quando as portas do elevador se abriram, ela permaneceu imóvel.

— É uma sala?

— Não exatamente.

— Então o que é?

— Só entra.

Ela entrou desconfiada. Assim que as portas se fecharam, seu corpo enrijeceu. Quando o elevador começou a subir, ela perdeu o equilíbrio por um instante e segurou meu braço.

— O chão está se movendo!

— É só o elevador.

Ela olhava para os números iluminados acima da porta como uma criança descobrindo um brinquedo novo.

— Esses símbolos mudam...

— Estão indicando o andar.

Ela permaneceu fascinada até a porta abrir novamente. Enquanto caminhávamos pelo corredor, pensei que era curioso. Para mim, magia era impossível, para ela, um elevador era. A mulher correu até a janela do corredor e abriu um sorriso, vi o cabelo dela voando com o vento que batia. A única coisa que me preocupava era ela se afastar demais. Abri a porta do apartamento, ela entrou devagar. Parou logo na entrada, os olhos percorriam cada objeto. Parecia alguém visitando outro planeta.

— Estou com fome.

Fui até a cozinha e coloquei uma panela no fogo. Enquanto separava arroz, feijão e alguns ovos, lembrei de um detalhe.

— Você vai precisar de roupas.

— As da sua ex servem em mim.

Congelei, virei lentamente.

— Como você sabe disso?

— Está aprendendo rápido — ela sorriu.

— As mentes... — suspirei.

— Vinculadas — ela completou.

— Até onde você consegue ver? — balancei a cabeça.

— Não muito — ela respondeu antes mesmo que eu terminasse a pergunta, ela apoiou os cotovelos na bancada. — Ainda estou fraca. Consigo ouvir seus pensamentos, captar lembranças recentes... algumas memórias mais superficiais.

— E as antigas?

— Exigem muito mais energia — ela balançou a cabeça.

Fiquei alguns segundos em silêncio. A ideia de alguém passeando pelas minhas lembranças era perturbadora. Ela sorriu novamente.

— Você pensa alto demais.

— Vou ter que aprender a controlar isso — revirei os olhos, sussurrando para mim mesmo.

Depois de alguns segundos, lembrei de outra coisa.

— O banheiro fica ali. Se quiser...

Antes que eu terminasse, ela abriu um sorriso.

— Um banho quente?

Assenti. Ela parecia genuinamente empolgada. Expliquei como funcionavam o chuveiro, o registro e a água aquecida. Ela fazia perguntas sobre absolutamente tudo. Por alguns instantes, deixei de enxergar uma bruxa milenar. Via apenas alguém tentando compreender um mundo completamente diferente daquele em que nasceu. Acho que a pior parte foi ela tirando a roupa sem pudor algum, ainda por cima pediu para ensinar como se tomava banho.

Quando finalmente acabamos, nos sentamos à mesa com os pratos prontos. Ela observou a refeição com curiosidade. Provou um pouco de arroz, depois feijão. Por fim, um pedaço do ovo.

— Isso é maravilhoso — os olhos brilharam.

— É só arroz, feijão e ovo.

— Posso repetir?

— Afinal... qual é o seu nome? — perguntei, servindo mais uma porção.

— Tive muitos — ela mastigou mais um pouco e fez uma pequena pausa. — O último nome que usei foi Elenore, antes disso fui Evelyne, acho que Chanel era o mais conhecido. Hoje prefiro Gillian.

— Foi o nome que seus pais lhe deram — falei sem pensar muito, como se essa informação estivesse em standby na minha memória.

Ela parou de mastigar. Ficou me encarando.

— Como você sabe disso?

Demorei alguns segundos para responder.

— Eu... não sei.

Era verdade. Eu simplesmente sabia.

— Você viu alguma coisa? Viu as minhas memórias? — Gillian estreitou os olhos.

— Nem sei como faria isso.

O silêncio tomou conta da cozinha.

— Então funciona nos dois sentidos... — ela olhou para o chão, seu semblante mudou pela primeira vez.

Havia preocupação em seus olhos. Baixou lentamente o garfo.

— Existem lembranças que eu gostaria que permanecessem enterradas.

— Não pretendo invadir nada — assenti na hora.

Ela respirou fundo.

— E agora? O que fazemos? — me levantei, recolhendo os pratos.

— Agora descansamos — Gillian apoiou as costas na cadeira.

— Você pode ficar com o quarto. Eu durmo no sofá — falei enquanto me levantava.

— Nada disso — ela se levantou em protesto. — Podemos dormir juntos.

Olhei para ela, ela me encarou com um sorriso.

— Como um casal — ela completou com um sorriso estranhamente feliz.

Não parecia um convite, soube na hora que não iria adiantar discutir sobre. Então apenas aceitei. Após isso, tomei meu banho e fui me deitar, Gillian parecia em transe enquanto murmurava algo sobre camas dessa era serem mil vezes melhor do que camas de palha.

— Merda, preciso de energia — ela se levantou subitamente.

— Energia?

— Isso — ela me encarava de um jeito estranho.

Antes que eu pudesse falar outra coisa, ela já estava em cima de mim, o peso do seu corpo quente contra o meu. Nossos lábios se encontraram num beijo que não tinha tanta avidez devido ao cansaço dos dois.

Foi um dia intenso e ela ainda conseguia pensar nessas coisas?

Ah, energia. Um fio de pensamento passou pela minha cabeça e agora entendia qual era a energia que ela precisava.

Energia sexual, para simplificar.

A língua dela invadiu minha boca, explorando, disputando espaço com a minha. Um calor começou a subir da base da minha espinha, uma fome que reconhecia. Lembrei da cabana, era a mesma sensação. Era um aperto na parte baixa do abdômen, uma urgência que me fez apertar as mãos nas suas costelas, sentindo a pele macia sob a camisa de algodão. A visão ficou meio turva, sentia o mundo exterior rodando. Apertei os olhos e a afastei, só então senti o sopro fervente que saía da boca de Gillian.

— Espera — senti a respiração pesada, tentei me levantar, mas ela me impediu com as mãos nos meus ombros. — O que você fez?

— Eu sei que está cansado, mas eu realmente preciso disso agora — ela respondeu com uma feição de quem sabia que estava fazendo algo errado, mas mesmo assim, precisava fazer. — Você vai ter tempo para descansar depois.

Ela voltou a me beijar, ainda estava um pouco relutante, estranhando aquela sensação, combatendo a vontade crescente no meu peito de foder aquela mulher de todo e qualquer jeito. Cada respiração dela era um eco da minha, mais rápida, mais superficial. O cheiro do seu cabelo, um misto de shampoo de morango e do seu próprio suor que começava a se acumular nos poros de sua pele. A mistura de aromas encheu meus pulmões e fez minha cabeça girar.

Não aguentava mais. A necessidade de me apossar dela era uma necessidade física, um tremor que percorria meus músculos, cansei de tentar resistir e finalmente me entreguei. Minha mão deslizou pelas suas costas, descendo pela curva da sua bunda até encontrar o tecido fino da sua calcinha. Sem pensar, apenas reagindo, meus dedos se fecharam na barra do tecido fino e com um puxão, rasguei o tecido acidentalmente. Ela soltou um grito abafado contra minha boca, um som que era mais surpresa do que dor. O pedaço de renda ficou pendurado no meu pulso enquanto minha mão voltava, encontrando ela já molhada, quente e pronta para mim.

Não houve delicadeza. Meus dedos mergulharam nela, curvando-se para encontrar aquele ponto áspero no interior. A resposta foi imediata. Seu quadril começou a se mover, a rebolar contra minha mão, um ritmo desesperado. Sua respiração ficou em suspiros curtos e cortantes, e então ela gemeu, um som profundo que veio do fundo de sua garganta, enquanto seu corpo se contorcia. Uma onda de calor inundou minha palma, e eu senti a contração rítmica e desorganizada da sua buceta ao redor dos meus dedos enquanto ela gozava.

Ainda ofegante, ela tentou recuar, mas eu não deixei. Agora era a minha vez. Com a mão ainda melada, agarrei o queixo dela, forçando-a a me olhar nos olhos por um segundo antes de minha boca cobrir a sua novamente. Era um beijo brutal, como disse antes, sem delicadeza. Eu a devorei, saboreando o gosto dela, o gosto do seu prazer. Meu pau, duro e latejante dentro da minha bermuda pressionava contra a virilha dela. Me libertei daquela peça de roupa num segundo, empurrando as roupas para o lado, assim como cobertor, travesseiro ou qualquer coisa que ficasse no meu caminho, restando apenas ela sobre mim. A cabeça do meu pau roçou na pele macia da sua coxa interna, subindo até encontrar os pelos semicerrados da sua buceta. A sensação foi estranha e incrivelmente erótica, uma textura áspera e quente que me fez estremecer. Eu a esfreguei ali, sentindo o calor que emanava dela, antes de alinhar meu pau em sua buceta.

Entrei com tudo, ela estava incrivelmente molhada assim como naquele dia na cabana. Num único movimento forte, mergulhei nela até os ossos. Ela gritou, um som agudo de puro choque e prazer, suas unhas se cravaram nos meus ombros. A sensação de estar dentro dela era extremamente extasiante tanto para a mente quanto para o corpo. Sua buceta apertada, molhada e quente quase a ponto de me queimar, mas naquele altura, eu queria mesmo era me queimar com ela.

Fiquei imóvel por um segundo, apenas sentindo, ouvindo o ofegar dela contra o meu pescoço. Então, ela começou a se mover. Com uma fúria que me pegou de surpresa, ela se sentou de cócoras, apoiou as mãos no meu peito e começou a quicar sem parar, violentamente. Um ritmo selvagem, animal, os dentes cerrados abafando os gemidos. Seus seios balançavam a cada movimento, e os gemidos dela enchiam o quarto, mesmo abafados, eram altos e sem vergonha alguma. Eu era apenas um recipiente para o seu prazer, e por um momento, me deixei levar, a observando enquanto ela se perdia na sua própria fúria e luxúria.

Mas a minha própria fome voltou a reclamar. Eu não podia ser passivo. Ah, que merda, era aquela mesma sensação de antes, por que eu não podia apenas relaxar e aproveitar a vista de sua buceta engolindo meu pau? Por que não podia apenas assistir ela se acabando enquanto gozava na minha pica?

Maldito senso de dominação que aquela mulher me provocava.

Me sentei, envolvendo ela com os meus braços, levei um dos seus seios à minha boca. O bico duro reposou sobre a minha língua e eu chupei com força, mordiscando a pele macia ao redor. Ao mesmo tempo, comecei a mover meus quadris, tomando o controle total. Cada metida era ainda mais profunda de quando ela sentava, sentia o colo do útero bater na cabeça do meu pau. Eu a fodia com força, sentindo o impacto percorrer o meu corpo. O ritmo dela se quebrou, agora restava apenas os gemidos descontrolados enquanto eu a dominava, a minha boca no seu peito e o meu pau martelando dentro dela.

De repente, ela desceu de mim. A perda súbita do calor dela foi um choque. Antes que eu pudesse protestar, ela desceu pelo meu corpo, os seus lábios e língua traçando um caminho de fogo regado a saliva. Ela se deitou de bruços e mergulhou a língua nas minhas bolas, chupando e puxando com a sucção das bochechas, ali ainda reposou algumas gotas de seu mel que escorreu consequente da sua excitação e da foda primitiva que estávamos tendo. Ela recolheu tudo com a língua e ainda gemeu enquanto provava seu próprio sabor misturado com o meu. Pela primeira vez, Gillian ia me chupar. Estranho imaginar que eu a fodi duas vezes antes dela me chupar pela primeira vez.

Sem hesitação, a língua deslizou pelo tronco até a cabeça ser envolvida pelos seus lábios e logo, pela sua boca. O calor era avassalador, mas não tanto quanto o de sua buceta. E eu joguei a cabeça para trás, um gemido profundo escapou dos meus lábios, ela trabalhou no meu pau com a boca ávida e cheia de energia enquanto mantinha o contato visual. A língua dançava por todo meu pau, uma mão apertava a base e a outra massageava as bolas.

Resolvi testar seus limites. Agarrei seu cabelo de uma forma desajeitada e passei a foder sua boca, sem gentileza. Vi seus olhos marejarem, a saliva começou a escorrer. Seus olhos se fechavam à medida que meu pau estocava sua garganta até que uma lágrima escorreu pelo rosto. Eu a soltei, mas ela não saiu dali. Parecia sorrir com minha pica na boca completamente babada. Gillian passou a me masturbar com as duas mãos enquanto ainda mamava na cabeça. Aquilo era delirante, suas mãos, assim como a cabeça, se moviam freneticamente para cima e para baixo, os lábios vermelhos e inchados à volta do meu pau, foi demais.

Comecei a sentir a minha visão turvar de novo, as bordas do quarto pareciam se dissolver como se tivesse usado algum alucinógeno. As cores pareciam mais brilhantes, os sons mais distantes, e tudo o que existia era a sensação da boca dela.

Precisava de mais. Precisava controlar ela novamente. Com um movimento brusco, agarrei uma mão cheia do seu cabelo escuro e puxei. Ela soltou o meu pau com um som estalado e olhou para mim, gemendo alto. Os olhos arregalados e molhados, um sorriso de orelha a orelha. Usei o cabelo como uma rédea, forçando-a a se virar e a se deitar de bruços na cama. O seu corpo estremeceu quando a coloquei na posição que eu queria e dei um tapa forte em sua bunda. A marca da minha mão não demorou para aparecer, marcada. Fui por cima, cobrindo-a com o meu peso, sentindo o calor da sua pele contra a minha. Ela entendeu, com as mãos, agarrou as nádegas e abriu sua bunda para mim. A visão da sua buceta e do seu cu apertado fez o meu pau latejar com uma força quase dolorosa. Era espetacular.

Guiei meu pau até a entrada e afundei todo meu comprimento em sua buceta, desta vez, foi ainda mais forte. O ângulo permitia que eu a fodesse ainda mais fundo, atingindo lugares que não atingia antes. Percebi pelos gemidos altos e estridentes que ela soltava. Comecei a meter sem piedade, cada estocada era uma afirmação de poder e da minha dominância sobre ela. As minhas mãos seguravam sua cintura e a puxava contra mim a cada movimento. O som das minhas coxas batendo contra seu rabo era perverso, indecente, uma percussão selvagem, uma sinfonia primitiva. Senti o aperto de sua buceta no meu pau, os olhos dela começaram a se revirar, as pernas se contorcendo. Não demorou muito para ela gozar enquanto a fodia com tamanha violência.

E para inflar ainda mais o meu ego, senti o líquido quente esguichando entre suas pernas, os gemidos ficaram ainda mais altos.

Ah, com certeza iria ter problemas com os vizinhos no dia seguinte.

O líquido quente começou a fazer uma poça entre suas pernas na medida em que eu afundava meu pau cada vez mais fundo e cada vez mais forte. Senti que não iria durar muito, naquela altura, ainda nem sabia como ainda não gozei naquela foda animalesca. Com certeza era a magia dessa bruxa gostosa.

Gillian passou a murmurar alguma coisa, tentei prestar atenção e só entendi que ela queria minha porra dentro dela. Na verdade, ela não queria. Ela precisava.

Essa coisa de mente compartilhada ainda era esquisita...

E então explodi após algumas metidas, senti um choque elétrico leve por todo o meu corpo quando o primeiro jato de porra tingiu seu interior. Era uma onda de prazer tão intensa que me fez tremer e quase perdi a consciência ali mesmo. Enchi o seu útero de porra, jorrando em jatos quentes e espessos enquanto o meu corpo se contorcia. Ao mesmo tempo, senti a contração dela, um espasmo que agarrou o meu pau enquanto ela também gozava em sequência, um grito abafado de prazer absoluto.

Caímos de lado, exaustos. Eu ainda estava dentro dela, e os nossos corpos permaneceram unidos, pegajosos com o suor e outros fluidos. A única coisa que se ouvia era o som da nossa respiração ao tentar voltar ao normal, ofegantes e descompassadas. Ficamos assim, em silêncio, no escuro do quarto, um emaranhado de membros e peles quentes.

Em algum momento, aquela onda de adrenalina e tesão passou, me restando apenas uma boa noite de sono.

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Foto de perfil de HaedrigHaedrigContos: 37Seguidores: 33Seguindo: 13Mensagem Um cara comum que escreve histórias não muito condizentes com a realidade.

Comentários

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Que fodão hein Haedrig! Um conto muito criativo e diferente! Se destacando a passos largos pela qualidade aqui no CdC. Parabéns

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