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Um conto erótico de Andress
Categoria: Heterossexual
Contém 2556 palavras
Data: 22/07/2026 22:45:22

O ônibus de viagem havia parado em uma curva sinuosa da BR-470, entre morros cobertos de araucárias, Geane, 40 anos, loira de cabelos lisos até a cintura, seios médios, ainda firmes, pele clara, uma bunda redonda e grande e um corpo bem divididos nos seus 1.67m. Sentiu o veículo estremecer antes de ouvir os gritos. Três homens entraram pela porta, um deles empunhando uma arma. Em minutos, levaram bolsas, celulares, carteiras. Ela viu sua mala e bolsa desaparecer pela porta, junto com o celular que guardava anos de fotos dos filhos.

Quando a polícia chegou, já era noite. Uma viatura estacionou ao lado do ônibus com faróis cortando a escuridão. Desceu um homem loiro, cabelo curto grisalho nas têmporas. Ele não gritou, apenas organizou os passageiros em fila, anotou nomes em um caderno e quando chegou à altura de Geane, seus olhos azuis demoraram um segundo a mais do que o necessário.

— Nome completo, por favor — disse ele, caneta suspensa.

— Geane Dutra

— Endereço residencial?

Ela informou o número da rua na cidade de Joinville observando escrever. Quando terminou, ele não se afastou imediatamente.

— Senhora Geane — falou baixo, quase para si mesmo —, sem celular, sem documentos. Como vai avisar em casa?

— Não sei — admitiu ela, e sua voz saiu mais trêmula do que esperava. — Meu marido e meus filhos devem estar tentando me ligar.

— Vou resolver isso.

Ela descobriria depois que era delegado, não simplesmente policial — Fernando, emprestara o seu celular, onde Geane deixou mensagem no WhatsApp do marido, explicando o assalto, a cidade onde estava, que ligaria de manhã. Fernando, esperou ela terminar. Ele já tinha reservado um quarto no único hotel da cidade, pagou adiantado antes que ela pudesse protestar.

— Não aceito — disse ela, mão no bolso vazio.

— Aceita — respondeu ele, levou para hotel — Às oito eu venho te buscar, te levo para jantar. Conheço um lugar que serve um peixe e você vai gostar.

O restaurante era uma construção de madeira, rústico, pediu um vinho seco e um dourado grelhado com mandioca frita e salada. Entre taças de vinho contou que tinha quarenta e dois anos, filho de doze, casamento de quinze anos. Geane falou dos seus dois filhos, um pré adolescente já cheio de marra, outro de nove, do marido que tinha uma lavanderia, dos domingos na igreja. Ele ouvia com a cabeça levemente inclinada, como quem ajusta o volume de uma frequência quase inaudível.

— Você passou por um momento delicado e queria te trazer alegria— disse ele, de repente, entre uma taça de vinho e outra.

— Fiquei com medo e foi delicado.

Geane sorriu, mas o som não subiu até os olhos. Ela pegou a taça e refletiu. Era estranho, pensou, como um homem estava ali diante dela preocupado.

— Sou uma mulher dedicada a minha família— disse ela, como quem fecha uma porta. — Casada fiel... Mãe.

— Eu sei — respondeu ele, e seus olhos desceram para a boca dela, depois subiram devagar. — Eu também sou casado e ainda assim estou aqui, pagando jantar para uma mulher linda que conheci há três horas, pensando em como seria beijá-la.

O silêncio entre eles pesou , Geane sentiu o calor subir pelo pescoço, aquela mistura de constrangimento.

— Não posso — disse ela, mas a voz saiu sem a firmeza que pretendia.

Fernando observou. Pagou a conta sem olhar o valor. No carro, o caminho até o hotel durou três minutos, e ele não tocou nela. Apenas estacionou, desceu, abriu a porta do passageiro. Quando ela passou por ele no saguão mal iluminado, ele a segurou pelo braço — não pela mão, pelo braço, dois dedos acima do cotovelo, onde a pele era mais fina.

— Geane— chamou, e ela virou.

O abraço foi dele. Seus braços a envolveram, ela sentiu o cheiro dele — O arrepio começou nas costas, descendo em onda até as coxas. Ela não se afastou. Quando ele soltou, seus rostos ficaram tão próximos.

— Meu quarto é no segundo andar — disse ela, e não reconheceu a própria voz.

Fernando não respondeu. Apenas a seguiu pela escada de ferro. Ela trancou a porta com tremor nos dedos. Ele ficou parado no centro do espaço, observando como quem observa um animal que pode fugir. Geane tirou a blusa, depois a calça jeans. Ficou de calcinha e sutiã, pele de quarenta anos que o sol de praia havia marcado, seios que amamentaram e que ainda mantinham a curva arrogante, um bunda redonda, coxas grossas e um volume na vagina diferente de outras mulheres. Fernando aproximou sem pressa. Seus dedos encontraram a borda da calcinha preta que ela usava.

— Molhada — constatou ele, e não era pergunta.

Ela não respondeu. Ele desceu a calcinha pelas coxas, deixou no chão. Quando olhou para sua buceta, disse que nunca havia visto um lábios tão lindos, um cheiro diferente de outras e um suco bem molhado, tocou a fenda entre suas pernas, dois dedos deslizando sem pressa, Geane sentiu as pernas cederem. Ele a segurou pelo quadril, a guiou até a cama. De joelhos no carpete gasto, ele a abriu com as mãos e pôs a boca onde ela ardia em chamas.

O prazer veio como língua estrangeira que ela não imaginava ser sugada, chupada. Fernando lambia sem urgência, como quem degusta, circulava o clitóris com a ponta da língua, depois descia até a entrada, voltava. Geane agarrou os lençóis, sentiu o orgasmo construir, não como onda, mas como pressão, algo que crescia nas profundezas e exigia saída. Quando veio, ela mordeu o próprio braço para não gritar.

Ele se levantou. A calça jeans caiu, depois a cueca. O pau que emergiu, vinte e quatro centímetros, fez Geane segurar a respiração — grande e grosso, cheio de veias, curvado para cima, veias que saltavam a pele rosada. Ela desceu da cama, ficou de joelhos. A cabeça grande e grossa mal entrava entre seus lábios e ela trabalhou com a mão o que a boca não alcançava.

Fernando gemeu baixo, mão na nuca dela, não forçando, apenas presente.

Quando ele a puxou para cima, a deitou, ela já não pensava em marido, em filhos. Pensava na pressão da cabeça do pênis dele contra entrada da sua buceta, na resistência que cedeu em lenta rendição, na sensação de ser rasgada e reconstruída ao mesmo tempo. Ele entrou apenas a metade, parou, esperou. Seus olhos, aqueles olhos azuis, perguntaram, posso colocar mais? Ela balançou a cabeça, sim, mais, e ele enterrou o resto em um único movimento que arrancou um gemido rouco de sua garganta.

— Gostando? — perguntou ele, parado no fundo dela.

Ela balançou a cabeça de novo. Ele começou a mover cada estocada entrando e saindo, quase completa antes de enterrar tudo novamente. Geane envolveu suas pernas na cintura dele, sentindo bater no ponto que fazia suas unhas cravar nas costas dele. Quando gozaram juntos, foi com o rosto escondido no pescoço dele, mordendo o suor salgado da pele e escorrendo em sua buceta a mistura dos líquidos dos dois e sentindo o membro latejando enterrado em suas entranhas.

Eles não saíram do quarto em dois dias. Pediram comida pelo interfone, fizeram sexo na luz cinzenta da manhã, na escuridão da tarde chuvosa, na madrugada em que ela acordou com a boca dele em seu pescoço e já estava molhada antes de abrir os olhos. No segundo dia, Fernando a tomou de quatro, mãos em seus peitos pendentes, e ela sentiu a vergonha transformar-se em algo que só existia naquele momento. Também a possuiu ela sentada no membro dele sentindo uma verdadeira amazonas sentado em seu cavalo galopando. Foram orgasmos intenso até seus corpos desfalecer.

Quando a realidade bateu na terceira manhã, foi ele quem falou primeiro. Estavam na cama, entre lençóis que cheiravam a ambos, e ele desenhou com o dedo o contorno do quadril dela.

— Largaria tudo — disse. — O casamento, a delegacia, a cidade. Tenho um filho, dou assistência, mas quero ficar com você.

Geane ficou em silêncio. Lembrou em um momento que o marido, tinha uma fantasia que ele havia confessado uma vez, de vê-la com outro, dissera, ver outro homem possui-la. Ela havia sorrido, disse que jamais faria isso por ser uma mulher séria e mudou de assunto, mas a lembrança persistia.

— Meu marido — começou ela, e a voz saiu firme desta vez — tem essa fantasia. De me ver com outro.

Fernando ergueu-se sobre um cotovelo. Seus olhos encontraram os dela, e algo mudou ali, uma porta que se abria.

— Você está propondo...

— Estou propondo que você venha a Joinville. Marcamos em um restaurante. Eu convenço ele ou você convence. Se der certo, saberemos. Se não, terminamos aqui.

Ele a beijou. Não foi beijo de despedida, mas de acordo, de pacto.

Quatro dias depois, Geane estava em casa. O marido, Andress, recebeu com abraço de quem não soube que sentira falta até ver de novo. Ela contou do assalto, da polícia, do homem que a ajudou, omitindo os detalhes que importavam. Naquela noite, na cama, ela tocou nele com mais intenção do que em meses, e quando ele perguntou o motivo, ela disse que quase morrera, que a vida era curta, que queria experimentar coisas.

No fim de semana seguinte, sugeriu o restaurante novo. Andress concordou, aliviado com a mudança de humor da mulher. Eles foram ao restaurante, sentaram na mesa do canto, luz baixa, vinho seco que Andress costumava beber. Geane viu Fernando entrar cinco minutos depois, sozinho. Ele sentou-se três mesas à frente, pediu uma cerveja, e seus olhos encontraram os dela no reflexo do espelho.

— Aquele homem não para de me olhar — disse Geane, cortando a carne, voz casual.

Andress virou. Fernando levantou o copo, um brinde silencioso e sorriu.

— Estranho — murmurou Andress, mas não parecia ofendido.

Fernando aproximou-se, pediu desculpas pelo incômodo, disse que reconhecera a senhora de uma viagem, da delegacia. Andress tinha ido ao banheiro voltou, encontrou os dois em conversa, e algo na postura de Geane— o joelho para fora da saia, o tom de voz mais grave — o fez prestar atenção diferente.

— Vocês se conhecem? — perguntou, e Geane viu a pergunta real que ele não fazia.

— O senhor Fernando me ajudou numa situação difícil — disse ela, e sua mão encontrou a de Andress sobre a mesa. — Ele foi muito atencioso.

Fernando pediu licença para se juntar. Andress, surpreendendo a si mesmo, concordou. Beberam mais, a conversa deslizou para territórios que Geane conduzia com precisão — viagens, aventuras, o que cada um nunca fizera e gostaria. Quando Fernando disse que iria ao banheiro, ela segurou o olhar do marido.

— Ainda tem aquela fantasia? — perguntou, direta. — De me ver com outro?

Andress ficou nervoso. Sua mão apertou o copo.

— Você... sentiria bem?

— Estou me sentindo bem agora — disse ela, e não era mentira. — Estou me sentindo viva.

Quando Fernando voltou, a mesa havia mudado. Andress não dizia sim, mas não dizia não, e Geane sabia ler aquele silêncio de dez anos de casamento. Ela sugeriu que fossem a um hotel próximo, que Fernando os visitasse, que conversassem mais. No quarto 412 do Ibis, ela entrou com Andress, deixou a porta entreaberta. Quando Fernando bateu, foi ela quem abriu.

— Meu marido quer conhecer você melhor — disse, e a ironia era só para si mesma.

Fernando entrou. Andress estava sentado na cama de casal, mãos entre os joelhos, postura de quem não sabia se era espectador ou participante. Geane ficou entre os dois, olhou bem nos olhos do marido.

— É isso que você quer? — perguntou, e a pergunta continha tudo: permissão, desafio, despedida.

Andress consentiu. Um movimento pequeno, quase imperceptível.

Geane não esperou mais. Virou-se para Fernando, puxou-o pela camisa, e o beijo foi diferente dos anteriores,, mas também definitivo. Ela sentiu Andress respirar atrás, o som seco da garganta se limpando. Quando Fernando tirou sua saia, depois a blusa, ela não o ajudou. Ficou parada, calcinha preta de renda que havia escolhido de propósito, deixando que ambos a vissem. A calcinha já molhada, encharcada do seu líquido de tesão, a mancha visível na renda, e Fernando fez questão de mostrar para Andress, de virá-la de lado para que Andress visse o desejo que não podia fingir.

— Sua mulher — disse Fernando e a voz era para Andress, mas as mãos eram para ela — está pronta para ser fodida por um homem que vai trata-la como fêmea. Vou fuder tua mulher e ela agora vai ser minha putinha.

Andress não respondeu. Geane não olhou para trás. Quando Fernando a deitou na cama, tirou a calcinha, enterrou a língua nela, ela se contorceu, deixou escapar gemidos que nunca permitira em dez anos de casamento. O som de chupadas molhadas encheu o quarto, o cheiro do sexo exalava o quarto do hotel e ela ouviu Andress se mover na cadeira, o ranger do couro sintético.

Ela puxou Fernando para cima, desfez a calça dele, libertou o pau que já conhecia. A cabeça roliça, o salto de veias, o peso em sua mão. Desceu, colocou na boca, e ele a virou, posicionou para que ela o chupasse de quatro enquanto ele a lambia, um 69 que fazia e Andress invisível, irrelevante. O prazer era duplo, concentrado, e ela sentia a língua dele na sua buceta enquanto trabalhava a própria garganta no membro dele, saliva escorrendo, mãos em suas nádegas abrindo-a mais.

Quando ele a virou de costas, enterrou de uma só vez, Geane gritou. Não conteve, não fingiu. Os vinte e quatro centímetros preencheram até o fundo, e ele bombeou com ritmo de quem conhecia o corpo dela, cada estocada encontrando o ponto G que fazia suas pernas tremerem sem controle. Ela gozou primeiro, apertando-se em espasmos que ele sentiu e aproveitou, continuando, mais fundo, até que ele próprio se retirou, gozou em sua barriga, em seus seios, marcação territorial que Andress assistiu em silêncio.

Foram quatro horas. Andress saiu duas vezes, voltou. Fernando a tomou de lado, de costas, de frente, cada posição demonstrada para o marido que não participava mas não partia. Quando Geane finalmente foi ao banheiro, pernas bambas, sexo latejando, o líquido dele escorrendo entres as pernas. A vulva visivelmente aberta e avermelhada, deixou os dois homens sozinhos.

Fernando vestiu-se sem pressa. Andress estava na cadeira, olhando para a cama desfeita.

— Você não a merece — disse Fernando, e não havia crueldade na voz, apenas constatação. — Perdeu. Fico com ela.

Andress não respondeu. Quando Geane saiu do banheiro, enrolada na toalha, encontrou o marido de pé.

— Vou para casa arrumar minhas coisas— disse ele, e seus olhos não encontraram os dela. — Você decide o que quer.

A porta fechou sem estrondo. Fernando aproximou-se, tirou a toalha, a beijou com o gosto de ambos ainda na boca. Geane sentiu não a vitória, mas o vazio que precede a reconstrução, o espaço onde outra vida começaria.

— Vamos embora daqui — disse ela.

— Para onde?

— Para qualquer lugar que não seja aqui.

Ele sorriu. Era o mesmo sorriso do restaurante, do hotel de duas estrelas, da delegacia onde tudo começara. Geane vestiu-se sem olhar para trás, deixou o quarto 412 com a cama ainda marcada pelos corpos, e na recepção pediu um táxi para a rodoviária. O novo relacionamento começaria ali, no balcão frio, com Fernando pagando a conta e ela digitando o número dele no celular que ele lhe comprara, substituindo o que perdera no assalto.

Não havia plano. Os filhos estão na casa dos avós e depois eu decido, agora apenas a certeza de que algumas portas, uma vez abertas, não se fecham mais.

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