Ponto de Vista (POV): Daniel
Os dias que antecederam o lançamento do novo modelo da *Império Motors* foram um teste de sanidade. Minha equipe de marketing cuidava dos criativos digitais, enquanto eu passava o dia fechando patrocínios com marcas de uísque e bufês de alta gastronomia para cortar os custos do Alan.
Quando a noite do evento chegou, a concessionária parecia um palácio de vidro e aço. Luzes cênicas baixas, fotógrafos da imprensa de luxo, uísque escocês rodando nas bandejas e o novo carro coberto por um pano de seda negra no centro do salão.
O Alan estava monumental. Vestia um terno preto sob medida, camisa de algodão egípcio e exalava um perfume amadeirado tão denso que me fazia tremer a base a cada vez que ele passava perto. Mantive o meu olhar bem longe dele durante as primeiras duas horas. Eu sabia que se eu encarasse aqueles olhos de lobo por muito tempo, a fachada de negócios ia desabar.
Tudo corria no mais perfeito padrão VIP, até que os meus olhos capturarem um falha no sistema. Três caras de jaqueta de couro pesada, com expressões fechadas, entraram sem convite. Eles encurralaram o Alan num canto do showroom. O Alan empalideceu por trás do cavanhaque grisalho. Vi quando ele fez um sinal discreto e guiou os três sujeitos em direção ao corredor do seu escritório privativo.
O meu sangue ferveu de desespero e ódio. *Puta que pariu... esse filho da puta vai colocar traficante armado dentro do meu evento? Ele vai estragar tudo o que eu fiz.*
Caminhei a passos rápidos pelo corredor, o coração martelando no terno. Parei perto da porta de madeira maciça. Lá dentro, o barítono do Alan abafou o som da festa. Ele estava sendo encurralado por uma facção rival exigindo sessenta por cento dos lucros da distribuição de cocaína da zona sul, ou o império dele seria metralhado.
Mas o Alan não é um empresário comum; o cara é um monstro de mais de cem quilos criado no submundo. Antes que os caras puxassem o ferro, o Alan partiu para o combate corporal. Ouvi o som de carne batendo em carne, o estalo de uma cadeira quebrando e corpos pesados batendo na parede. Com os reflexos de um lutador de rua, ele esquivou de um soco e nocauteou dois com ganchos brutais na mandíbula, deixando o terceiro imobilizado pelo pescoço. O Alan jogou o maior blefe da vida dele, com a voz carregada de ódio: *"A agência inteira tá cercada de segurança armada e os canas da civil tão bebendo o meu uísque ali no salão. Se vocês não sumirem da minha vista em trinta segundos, eu coloco vocês no isolamento de segurança máxima e continuo operando a minha rota."*
Os caras engoliram o blefe e saíram pelos fundos, limpando o sangue do rosto. Assim que a porta dos fundos bateu, eu invadi o escritório, trancando a fechadura eletrônica atrás de mim.
— Que porra é essa, Alan?! — gritei, avançando até a mesa dele, com os punhos cerrados. — Você tá operando o teu comércio de droga no meio do lançamento de um milhão de reais que a minha agência organizou? Ficou maluco, caralho?
O Alan estava de costas para mim, apoiado na janela de vidro, com as mãos trêmulas.
— Vai ficar me ignorando enquanto eu falo, seu desgraçado? — avancei e segurei o ombro dele, virando a carcaça dele para mim.
As palavras sumiram da minha boca. O gigante estava quebrado.
O Alan estava tendo uma crise de pânico violenta, a primeira da vida dele. O peito massivo dele subia e descia num ritmo frenético, os olhos vermelhos arregalados caçando o ar que não vinha, e lágrimas de puro desespero escorriam pelo rosto quadrado dele. A pressão de comandar o submundo sozinho, sem o apoio do Murilo, tinha estourado a mente do coroa.
— Alan... Alan, olha para mim! O que você tá sentindo, caralho? Respira! — mudei o tom na hora, o instinto de proteção engolindo a minha raiva.
Ele desabou de joelhos no carpete, puxando o ar e emitindo um som sufocado. Avancei com tudo. Arranquei o blazer dele de uma vez, joguei no chão e comecei a abrir os botões da camisa social dele com pressa, expondo aquele peitoral largo, maduro, coberto por uma floresta de pelos grossos que estava completamente ensopada de um suor frio de puro terror. Colei a minha mão espalmada no peito dele, sentindo o coração do monstro bater a mil por hora, e comecei a massagear os músculos dele, tentando acalmar a musculatura. Não estava adiantando.
Num reflexo, passei os meus braços pelo pescoço dele e puxei aquele homem de mais de cem quilos para um abraço brutal no chão. Enterrei os meus dedos no cabelo grisalho dele, que já estava úmido de suor, colando o meu rosto no pescoço dele, sussurrando: *"Calma... eu tô aqui, caralho. Ninguém vai entrar nessa sala. Respira comigo... vai."*
O abraço foi o calmante supremo. O Alan desmoronou nos meus braços, chorando e soltando toda a tensão acumulada de anos de solidão no crime, enquanto o corpo dele colado ao meu ia recuperando o fôlego devagar. Ficamos ali, sentados no chão do escritório por dez minutos em silêncio absoluto, a respiração dele voltando ao normal enquanto ele sentia a segurança do meu físico de surfista segurando o mundo dele.
— Obrigado, Daniel... — ele sussurrou, a voz ainda trêmula, se afastando devagar e limpando o rosto com a mão grossa. — Me desculpa por fazer você presenciar essa merda... eu...
— Cala a boca, Alan — cortei, suave, mantendo a mão na nuca dele.
— A gente... a gente precisa voltar para a festa. O pano do carro tem que ser puxado — ele falou, se levantando do chão com dificuldade e começando a abotoar a camisa amarrotada.
Deu para ver o embaraço nos olhos dele. Ele estava se sentindo completamente nu, vulnerável, por ter deixado o único homem que ele queria dominar ver a sua fraqueza mais íntima. Ele saiu da sala na frente, tentando recuperar a marra. Voltei para o salão minutos depois. O restante do evento foi um sucesso estrondoso. Três bilionários fecharam a compra do carro novo e deixaram os cartões com o Alan. O negócio legítimo dele estava gerando mais lucro do que o tráfico. O império dele estava mudando.
Quando o relógio marcou duas da manhã e o último convidado foi embora, os garçons começaram a limpar o salão. Eu fiquei enrolando na recepção, mexendo no celular, fingindo conferir as métricas, mas a verdade é que eu não conseguia ir embora sem saber se o Alan estava bem de verdade. A pose de arrogante dele não me enganava mais. Eu estava viciado em cuidar daquele lobo.
Caminhei até o escritório dele e bati. Ele abriu a porta. Estava sem o blazer, com as mangas da camisa social preta dobradas até os antebraços robustos.
— Quero falar com você em particular, Alan — falei, entrando e fechando a porta com o trinco eletrônico.
Ficamos frente a frente, completamente sóbrios, sem uma gota de álcool no sangue, desarmados de qualquer teatro corporativo.
— Cara... não precisa ter vergonha do que aconteceu ali no chão — comecei, encurtando a distância, a minha marra de trinta e cinco anos dando lugar a uma honestidade brutal. — Todo mundo tem suas guerras diárias, Alan. Você não precisa se esconder o tempo todo por trás dessa máscara de durão do crime.
O Alan engoliu em seco, olhando fixamente para os meus olhos.
— Obrigado por não ter saído do meu lado, Daniel... e me desculpa por ter sido um grosso com você nesses últimos dias. Eu não sabia como lidar com... com você.
— Então tira a porra dessa armadura, Alan — sussurrei, dando o último passo, colando o meu peito no dele. — Me deixa ver quem você é de verdade.
Colei a minha testa na dele. Senti o hálito quente do coroa acelerar na hora. A respiração dele ficou ofegante, os olhos vidrados na minha boca.
— Eu não sei o que eu sinto por você, Daniel... isso tá me deixando maluco... — ele começou a gaguejar.
Não deixei ele terminar a frase. Avancei e cavei a minha língua na boca dele. Não foi aquele beijo faminto e agressivo de antes; foi um beijo profundo, lento, denso, daqueles que acolhem a alma e desmontam qualquer resistência. O Alan soltou um gemido abafado na minha boca, entregando os pontos.
— Me fode, Daniel... por favor, caralho... me fode, eu quero ser dominado por você — ele implorou, as palavras saindo num sussurro desesperado que me deu um *deja vu* violento da nossa primeira noite na cobertura. O gigante queria ser possuído pela minha rola novamente.
O meu tesão explodiu a um nível subumano. Peguei o Alan pelo quadril e virei o corpo massivo dele de costas, apoiando as duas mãos dele na mesa de madeira escura, por cima dos relatórios e dos contratos de marketing. Baixei o zíper da minha calça de terno e botei o meu pau para fora, que já estava duro e latejando feito uma barra de ferro.
Puxei a calça social do Alan e a cueca dele de uma vez só até os joelhos, deixando aquele rabo maduro, musculoso e peludo exposto sob a luz da luminária. Com a mão esquerda, comecei a bater uma punheta rápida no meu pau, fazendo a porra do pré-gozo babar na cabeça do pau, enquanto com os dedos da mão direita eu comecei a invadir o cu dele, abrindo espaço e lubrificando as paredes apertadas daquela entrada com a própria saliva dele.
— Vai, Daniel... mete essa porra de uma vez... me rasga! — ele urrou, empinando a bunda com força na minha direção.
Mirei a cabeça do meu pau de vinte centímetros direto na entrada do cu dele e empurrei com tudo.
— Ahhhhh, caralho! — o Alan soltou um urro cavernoso que ecoou na sala fechada.
A pica entrou rasgando, esticando o rabo dele ao limite. Comecei a dar estocadas violentas, brutais, ritmadas, socando o meu quadril contra as nádegas dele. Era o que eu mais queria no mundo: estar dentro daquele monstro. Estávamos transando sem camisinha, no pelo, sentindo o calor e o aperto do cu dele abraçando o meu pau a cada bombada.
O fetiche era bizarro: estávamos os dois completamente vestidos com as camisas sociais de grife. Ver o tecido da minha camisa e da dele começarem a ficar transparentes, encharcados do suor que brotava dos nossos corpos a cada soco de quadril, me deu uma descarga de testosterona inédita. Foder o cu de um magnata de terno era o ápice da minha perversão.
Puxei o Alan por trás pela cintura, fazendo ele ficar de pé, colando o meu peito malhado nas costas dele, e continuei socando por baixo, mantendo o movimento rápido e destrutivo. Ele não aguentou o peso e deitou de bruços na mesa novamente, ficando na posição de frango assado, com as pernas robustas abertas.
Voltei a socar com ódio. Nossos gemidos eram brutos, sujos. O Alan batia uma punheta frenética no próprio pau enquanto levava a rola de vinte centímetros lá no fundo, mas ele não tirava os olhos dos meus. Ele queria ver o meu rosto enquanto era estraçalhado.
Subi em cima da mesa de madeira, sem me importar se a estrutura ia quebrar com o peso dos nossos corpos. Eu precisava daquela boca. Curvei o meu corpo e comecei a dar beijos de língua violentos nele, babando na boca dele enquanto o meu quadril continuava bombando devagar lá embaixo, esticando o prazer para o momento durar uma eternidade. Senti que a minha gozada estava subindo direto para a cabeça do pau. Se eu continuasse bombando naquele cu quente, eu ia disparar em segundos.
Puxei o meu pau para fora com um estalo úmido e grosso. O cu do Alan ficou completamente aberto, piscando e babando o suor e os fluidos da foda.
— Não para, Daniel... caralho! Eu vou gozar! — ele urrou, a carcaça dele tremendo na mesa.
Colei o meu corpo no dele, juntei o meu pau junto com a pica dele na minha mão direita, fechei os dedos ao redor dos dois membros e comecei uma punheta conjunta violenta, esfregando as duas peles com força. O tesão era tão absurdo que, após dez movimentos rápidos, nós dois travamos e gozamos em perfeita sincronia.
Vários jatos grossos, fartos e fervendo de porra dispararam para a frente, voando direto contra o tecido da camisa social dele e subindo pelo peito. Ficamos ali, desabados um em cima do outro na mesa. Deitei o meu rosto direto no peito cabeludo do Alan, sentindo o tecido da camisa dele completamente encharcado de suor e da porra morna que a gente tinha acabado de descarregar.
— Caralho... — dei uma risada curta, exausto, sentindo o cheiro de homem tomar conta do ar. — Como é que eu vou voltar para casa com a roupa desse jeito, Alan?
O Alan deu uma risada grave, relaxado, passando a mãozona dele nas minhas costas.
— Pede um táxi, surfista... a minha lavanderia resolve isso amanhã.
Vesti a minha calça e fui para o meu apartamento com a roupa toda encharcada do suor e do sêmen dele que tinham grudado na minha pele. Quando entrei no meu quarto, tirei a camisa social úmida e, em vez de colocar na máquina, joguei no cesto de roupa suja. Comi algo rápido e deitei na cama.
Mas o vício não me deixava dormir. O tesão bateu forte no meio da madrugada. Levantei da cama, fui até o cesto, peguei a camisa suja de terno do Alan e comecei a cheirar o tecido com força, aspirando o azedo do suor dele misturado com o cheiro da porra. Deitei na cama segurando a camisa contra o meu nariz e comecei a descascar uma punheta violenta no escuro, gemendo o nome do coroa, até jorrar o meu sêmen no teto, dormindo completamente realizado. O magnata era meu.
Ponto de Vista (POV): Yohan
Dias tinham se passado desde a nossa foda no motel, e o Rodrigo estava me tratando como se eu tivesse uma doença contagiosa. O prazo do nosso acordo sexual pela vaga de líder já tinha acabado, tínhamos transado apenas duas vezes, e a frieza dele pelos corredores da agência estava me deixando doente de carência. Eu me sentia sozinho, rejeitado pelo Daniel e usado pelo coordenador.
Às sete da noite, quando todos foram embora, decidi que ia quebrar aquele gelo. Peguei uma pasta de relatórios de tráfego e fui até a sala da coordenação.
Abri a porta sem bater. O Rodrigo estava afundado na cadeira de couro, com uma garrafa de vodca pura pela metade na mesa. Os olhos grandes dele estavam vermelhos, inchados de tanto chorar. Ele estava completamente sóbrio, o que tornava a cena assustadora. Ele não disse uma palavra; apenas esticou a mão trêmula e jogou três fotos impressas na mesa de vidro.
Peguei as fotos. O meu estômago revirou. Eu conhecia a esposa dele pelas fotos do porta-retrato da mesa. Nas imagens, ela aparecia num bar de pinheiros, trocando beijos de língua intensos e carícias pesadas com um cara jovem, de vinte e cinco anos, de jaqueta de couro.
— Um amigo meu da civil tirou essas fotos e me entregou, Yohan — a voz do Rodrigo veio num fio, rouca, destruída.
— Espera aí... — foquei o olhar no rosto do sujeito da foto. O choque foi duplo. — Eu conheço esse cara, Rodrigo... ele veio aqui na agência esses dias trazer uns documentos de auditoria. É o...
— É o meu irmão mais novo, Yohan — o Rodrigo soltou um soluço pesado, batendo com a testa na mesa. — Minha esposa... a santa que não transava comigo por causa do estresse, e cansaço... ela tá dando o rabo pro meu irmão caçula. Um moleque de vinte e cinco anos que eu paguei a faculdade.
— Caralho, Rodrigo... — fiquei sem chão.
— Eles têm um caso há anos, Yohan — ele continuou chorando, as lágrimas molhando a mesa de negócios. — Ela já dava pra ele antes de engravidar. O meu filho... o meu menino de cinco anos que é a minha vida... eu nem sei se aquela criança carrega o meu sangue, porra. Eu sou o maior corno dessa empresa .
A dor dele quebrou a minha guarda de interesse. Contornei a mesa e puxei o Rodrigo para um abraço apertado. Senti a carcaça dele tremer nos meus braços.
— Você tá dormindo aqui na agência desde quando, chefe? — perguntei, notando as olheiras fundas dele.
— Tem três dias... disse pro dono que estava atolado de auditoria e fiquei dormindo no sofá da recepção. Não tenho coragem de ir para a casa dos meus pais.
Por incrível que pareça, a minha família tá tentando abafar o caso para não estragar o casamento do meu irmão. Todo mundo ficou do lado dela para manter as aparências. Estou sozinho nessa porra.
Olhei para o terno dele amassado, o cheiro de suor velho misturado com a vodca.
— Cara... você tá podre, com todo respeito — dei um meio sorriso para quebrar a tensão.
O Rodrigo deu uma risada amarga pelo nariz, limpando o rosto.
— Estou sem rumo, coreano. Não tenho para onde ir.
— Você vai lá para o meu apartamento agora — ditei as regras, pegando a mochila dele. — Você fica lá o tempo que precisar até organizar a sua vida e achar um flat. Vamos embora.
A dinâmica mudou completamente quando entramos no meu apartamento. O coordenador arrogante da agência agora era um hóspede assustado no meu sofá. Como o meu sofá de solteiro era curto e duro, o Rodrigo preferiu dividir a minha cama de casal. Dormimos os primeiros dias estáticos, cada um para um canto, travados por uma timidez doméstica bizarra que nem parecia a de dois caras que se rasgavam na mesa da coordenação.
Íamos e voltávamos juntos do trabalho no meu carro, mantendo o sigilo profissional absoluto.
No sábado à noite, estávamos os dois jogados no sofá assistindo a um jogo na TV. O frio em São Paulo estava de lascar.
— Caralho... o contatinho que eu tinha marcado para hoje me deu um bolo histórico — comentei, me cobrindo com o edredom, jogando a verde no ar. — Tô doido para descarregar o estresse da semana na pica de alguém.
O Rodrigo deu um gole na cerveja dele, olhando de lado, com o rosto corando por trás da barba grande.
— Nem me fale, Yohan... faz uma eternidade que eu não sinto o calor de ninguém. Se você quiser relembrar os velhos tempos da agência... eu posso quebrar o teu galho e ser o teu pau amigo aqui no sigilo.
Ele deu uma risada sem jeito, a mão dele descendo discretamente para coçar o volume que já começava a armar por baixo do shorts de moletom dele.
— Não fala isso brincando, Rodrigo... porque você sabe que eu topo na hora — respondi, travando o olhar nos olhos dele.
O Rodrigo ficou completamente sem graça, uma timidez de menino que eu nunca achei que veria naquele heterotop carrasco. O clima de tensão sexual ficou insuportável na sala, mas nenhum dos dois teve coragem de avançar naquela noite de frio. Dormimos com o pau estalando na calça.
No domingo de manhã, o sol apareceu fraco. Saímos para fazer uma caminhada de uma hora pelo bairro para clarear a mente dele. Quando voltamos para o apartamento, o meu corpo estava fervendo, o suor escorrendo pelo meu pescoço. Decidi jogar a minha última cartada de sedução. Arranquei a minha camiseta, ficando apenas de shorts, exibindo o meu peitoral malhado e definido sob a luz da janela.
O Rodrigo estava sentado no sofá, de regata, e os olhos dele travaram no meu peito de um jeito que ele nem piscava. O shorts de moletom dele deu um solavanco, o pau de vinte e um centímetros ficando duro como pedra na hora. Ele começou a suar frio de nervoso, a boca abrindo de desejo.
— Cara... vai tomar um banho, Yohan — ele falou, a voz falhando, tentando manter a pose. — Você tá todo suado da corrida, bicho... vai lá.
Eu não ia recuar agora. Dei dois passos, parei na frente dele no sofá e joguei a real com a voz mais safada do mundo:
— Cara... não era você que lá no motel ficou completamente louco, enfiando a boca e chupando o meu peito suado do expediente? Vai dar uma de santo agora dentro da minha casa?
O Rodrigo engoliu em seco, paralisado. Levantei o meu braço direito, expondo a minha axila que estava perfeitamente depilada e brilhando com o suor limpo da caminhada, aproximei o meu corpo do rosto dele e enfiei a axila quase encostada no nariz dele.
— Vai me dizer que não é gostoso o cheiro de um macho suado, Rodrigo? Cheira aqui... vai. O meu suor não fede, ele tá puro tesão.
O Rodrigo deu uma fungada profunda, aspirando o cheiro do meu suor direto na minha axila. O efeito foi imediato. O bicho virou um animal. O pau dele esticou o moletom e ele soltou um rosnado áspero.
Ele esticou a língua grande e começou a lamber a minha axila suada com uma vontade doentia, foi descendo até o meu peitoral. Eu soltei um gemido alto, segurando a cabeça dele contra o meu corpo.
Deitei no sofá e o Rodrigo subiu de boca no meu peito, deitando o peso do corpo dele em cima de mim. Ele lambia a minha pele, os pelos do peito dele roçando nos meus, a saliva dele misturando com o meu suor da corrida.
— Esse teu cheiro de macho suado me deixa completamente louco, Yohan... puta que pariu... — ele sibilou, enchendo a boca com o meu mamilo esquerdo, chupando com força enquanto o pau duro dele se esfregava contra o meu por cima do tecido.
O Rodrigo foi descendo os beijos pela minha barriga, puxou o meu short para baixo e abocanhou o meu pau. Ele estava se abrindo para novas experiências, sem a pressa mecânica da agência. Ele chupava o meu pau com uma vontade absurda, engolindo até a base, me fazendo urrar no estofado do sofá. Ele desceu a língua até os meus ovos, lambendo tudo, e depois me virou de costas.
Ele cuspiu uma quantidade enorme de saliva na palma da mão, melou o meu cu suado e enfiou o dedão de uma vez, abrindo espaço e me fazendo arquear a coluna. O Rodrigo arrancou o moletom dele, se posicionou por trás e socou a pica direto no meu rabo sem camisinha, no pelo.
— Ahhhhh, chefe! Entrou tudo! — gritei, segurando na almofada.
Ele começou a dar estocadas brutais, profundas, o quadril dele batendo com força nas minhas nádegas. O Rodrigo tentou virar o rosto para beijar a minha boca no meio do transe, mas a neurose dele falou mais alto no último segundo e ele desviou, cravando os dentes no meu pescoço, me abraçando por trás com os braços robustos enquanto continuava me estraçalhar de quatro no sofá. Ouvir aquele homem urrando de prazer no meu ouvido, entregue ao meu corpo, era o maior troféu da minha vida.
Após alguns minutos de massacre, ele sentiu que ia descarregar. Puxou o pau de dentro do meu cu com um estalo úmido, virei de frente pra ele deitado no sofá, ele começou a bater uma punheta rápida mirando a pica na minha barriga. Eu comecei a descascar o meu pau também na mesma velocidade. Gozamos praticamente juntos, em perfeita sincronia, disparando jatos de porra branca que se misturaram com o suor do nosso peito no sofá.
O Rodrigo desabou por cima de mim, ofegante, as nossas peles coladas pelo nosso porra juntas, e pelo suor da foda. Ficamos assim por dois minutos. Até que a realidade bateu de novo.
Vi o olhar dele mudar. A culpa pós-gozada do hétero casado voltou com o dobro de força. Ele se levantou de cima de mim com uma frieza que me deu um soco no estômago, caminhou até o banheiro sem dizer uma única palavra e ligou o chuveiro. Cinco minutos depois, ele saiu do banho, se vestiu com uma roupa limpa, pegou a chave da moto e saiu pela porta do apartamento sem sequer se despedir ou olhar na minha cara.
Fiquei jogado no sofá, melado de porra, com o rabo pulsando e uma raiva monumental fervendo no peito. Aquele desgraçado usava o meu corpo, morava de favor na minha casa, chorava no meu ombro, mas na hora que o pau dele amolecia, ele me tratava como se eu fosse um pedaço de lixo descartável. O Rodrigo estava completamente dependente de mim, mas o orgulho dele ia fazer a gente se destruir no meio daquela agência.