Preparada, mas não sabia! - Cap 02 - Perdas e desespero!
Herança, Transformação, Mudança sexo, Hormonização, Crossdresser.
(Esta série é uma obra de ficção cientifica, não contem pedofilia, nem crimes. Os personagens são adultos e livres. Passagens relacionadas ao passado, são apenas para contextualização das atividades seguintes. Nomes e detalhes identificáveis foram modificados para a preservação dos envolvidos.
– Eu vou falar com você com muita transparência, tá bem? E quero que saiba que estamos todos aqui para te apoiar no que for preciso.
Eu ainda estou um pouco ansioso, tentando manter a postura. Algo me dizia que o assunto não era o que eu esperava, isso me deixou confuso inicialmente.
– Claro… pode falar.
A Psicóloga continuou, sem antes olhar para todos.
– Nós recebemos uma informação urgente envolvendo sua família… e sentimos muito por ter que te chamar nessas circunstâncias.
Ainda sem entender eu franzi a testa, apreensivo.
– Minha família? Aconteceu alguma coisa?
– Seus pais sofreram um acidente hoje…
Eu totalmente desconfortável, agora perplexo me inclino para frente, tenso pergunto, de forma desconexa.
– Acidente? Onde? Eles estão bem? Estão no hospital?
A Psicóloga olhando nos meus olhos com calma continua.
– Eu sei que isso é muito difícil de ouvir… mas o acidente foi muito grave… e, infelizmente, eles não resistiram, neste momento seu primo está sendo comunicado, o Até o momento o que sabemos, passado pela secretaria da empresa de seus pais, é que o Helicóptero que eles estavam sofreu uma pane próximo do heliporto..
Eu fico imóvel por alguns segundos>
– …não… não, isso não… isso não pode estar certo…
– Eu sinto muito. De verdade.
Sinto algo muito ruim no peito, na cabeça, a respiração descompassada.
– Eu… eu falei com eles… eu falei com eles hoje pela manhã, isso não faz sentido…
– É natural que pareça impossível agora. Esse tipo de notícia leva tempo para ser compreendida… você não precisa reagir de nenhuma forma específica.
Ouço isso e levo a mão ao rosto, abalado.
– Não… não… e agora…?
– Agora, o mais importante é você. A empresa de vocês e a nossa já está organizando todo o suporte necessário — contato com familiares, deslocamento, o que você precisar. Você não precisa se preocupar com estágio, com horas, com nada disso neste momento.
Só então, a psicóloga senta-se, um breve silêncio e ouço a presidente da empresa falar com voz baixa e respeitosa.
– Sinta-se acolhido. A empresa está aqui por você.
Breve e pesado silêncio, a Chefe do RH quebra o silêncio:
– Vamos cuidar de tudo para que você possa ficar com sua família e lidar com esse momento.
Eu chorando, confuso
– Eu… eu nem sei pra onde ir…
Novamente a Psicóloga:
– Nós podemos te ajudar a entrar em contato com alguém de confiança, ou organizar para que alguém venha até você. Se preferir, podemos ficar aqui com você um pouco mais, recebemos a pouco a informação que o Consulado do Brasil na Espanha, localizou a empresa, e eles logo em seguida, ligaram para sua casa e a pessoa responsável lá repassou os telefones seu e de seu primo.
Senti um toque em meu ombro minha colega de estágio se aproximou levemente.
– Eu posso ir com você também, se quiser.
Eu, com voz baixa, quebrada:
– Eu… posso só… ficar aqui um pouco?
A Psicóloga levanta-se junto com os outros:
– Pode, sim. Fique o tempo que precisar. Nós estamos aqui ao lado, só chamar e logo estaremos com você.
O ambiente permanece em silêncio, respeitando o meu tempo, todos agora estão sentados na ante sala, separada por um vidro, enquanto a realidade começa, aos poucos, a se impor.
Já fazia uns 15 minutos que estava ali, atônito. O silêncio é quebrado pelo toque do celular, pela música do toque sei que é o meu primo, a música parece não ter sentido, pois sabia do que se tratava aquela ligação, com a mão tremendo, sem levantar o celular, aceito a ligação por instinto acionar o viva voz, mas segue um silêncio, que já me dizia muito.
