A maioria das mulheres casadas reclama dos maridos: chegam bêbados, arrumam confusão, são grosseiros, desleixados, ausentes. E, na maioria das vezes, com razão. Mas Marta — amiga da minha mãe — reclamava pelo motivo oposto.
Naquele sábado, eu cortava um galho de abacateiro que o vento derrubara no quintal. Entrei na cozinha para beber água e encontrei Marta com minha mãe, Dona Ruth, que preparava o almoço. Elas conversavam animadamente, em parte graças às latinhas de cerveja sobre a mesa.
Eu estava sem camisa, suado, com calor, louco para terminar o serviço e tomar um banho. Marta, encostada na pia, ergueu os olhos e me examinou sem pressa — dos pés à cabeça — demorando um instante a mais na linha da virilha, exatamente onde uma mulher sedenta curte olhar.
Sem querer, acabei ouvindo parte da conversa. O marido dela era pastor evangélico: correto, disciplinado, rígido demais. Segundo Marta, tão certinho que até uma simples cerveja ou uma taça de vinho precisava ser escondida — por isso, vez ou outra, ela aparecia lá em casa.
Foi ali que descobri que ela também vinha de família evangélica. Conheceu o marido na igreja, apaixonou-se rápido e casou em menos de um ano, para se livrar da marcação cerrada dos pais. Durante muito tempo acreditou ser feliz, até perceber que as mulheres da sua idade viviam experiências, aventuras e pequenas liberdades que ela jamais conhecera.
Marta não lamentava o que tinha vivido, mas o que nunca viveu. E, pelo jeito como seus olhos “me comiam”, naquele calor de sábado, talvez estivesse começando a pensar no que ainda podia viver.
Naquela manhã, minha mãe estava de babá e foi ao quarto verificar se minha sobrinha dormia. Ao devolver a jarra d’água à geladeira, passei rente à coroa, que preparava algo na mesa. De propósito, ela deixou um legume cair e deu um passo para trás, forçando o esbarrão. A bunda arrebitada encaixou-se na minha virilha e instintivamente a segurei pela cintura: carnes firmes sob o fino vestido estampado.
— Que mãos fortes, Pietro! — sussurrou. — Aliás, as mãos e tudo mais.
— Obrigado, dona Marta.
— Me chame de Marta — a voz denotava um início de embriaguez. — Não sou tão velha.
A mulher do pastor era mais atrevida do que eu imaginava. Quando eu ia dizer que não tinha nada de velha, ela enfiou um pedaço de queijo com creme de azeitona na minha boca:
— Prove o tempero.
— Está perfeito.
Atrevida, ela roubou um selinho rápido e provocador, em seguida passou a língua devagar pelos lábios:
— Hummm… está gostoso mesmo.
— Agora ficou melhor — respondi, entrando na brincadeira.
— Ah, se eu não fosse casada… se não fosse pecado! — sussurrou no meu ouvido.
Antes que pudesse retrucar, ouvi minha mãe se aproximando no corredor e retornei rapidamente ao quintal.
Cerca de uma hora depois, tinha terminado a tarefa e guardava o facão na casinha de despejos. Marta surgiu na porta, latinha na mão, o clarão do quintal desenhando sua silhueta esguia sob o tecido fino do vestido.
— Sua mãe foi levar a Duda para Estela e volta em meia hora, para o almoço.
Sentindo a presença magnética daquela fêmea atrevida, resolvi arriscar. Puxei-a pelo braço e beijei sua boca. Esperei resistência, mas ela apenas enlaçou meu pescoço e correspondeu com uma fome meio contida. As línguas se procuravam enquanto minhas mãos percorriam as curvas sob o vestido. Ela gemia baixinho, dividida entre desejo e culpa, repetindo algo sobre pecado, que eu já não conseguia ouvir.
O gosto de cerveja na boca dela pouco importava. Beijei seu pescoço, sua nuca, senti seus dedos apertando minhas costas. Marta deslizou os lábios pelo meu peito suado, arrepiando minha pele, enquanto eu abria lentamente os primeiros botões do vestido.
— Hummm… salgadinho, que delícia! — falou baixinho, quase sussurrando.
— Quero te provar também, gostosa!
Baixei a alça do sutiã junto com o ombro do vestido e o seio alvo como leite saltou para fora, a auréola rosada se destacando e o bico durinho se ofereceu para minha boca.
— Me acha gostosa, é? — a voz dela era rouca, urgente.
— Desde a primeira vez que te vi.
Mas não era hora para bate-papo. Beijei o biquinho duro com suavidade e segurei o peito macio com a mão, apertando-o, lambendo e sugando. A mulher gemia baixinho, como se alguém pudesse nos ouvir. O perfume dela era suave e se mesclava ao leve cheiro de cerveja que vinha de sua boca e ao de madeira verde que impregnava meu corpo.
Minha mãe não demoraria a voltar e eu tinha pressa, pois ponderava que, se perdesse aquela oportunidade, não teria outra. Virei a mulher do pastor de costas — pressionando-a levemente contra a bancada de ferramentas — e tomei seus seios nas minhas mãos, beijando a nuca arrepiada, o pescoço e a orelha. Ela gemia, os cabelos sedosos grudando na minha barba por fazer. Meu pau pulsava sob a bermuda e o encostei na bunda farta, encaixando, apertando, encochando. A fêmea, por sua vez, segurava firme na bancada e arrebitava a bunda, esfregando-a com força em mim.
— Quero ver essa buceta gostosa — sussurrei com voz rouca no ouvido dela.
— N-não podemos… eu nunca… não posso…
Ela parecia se arrepender e tentava resistir, mas àquela altura eu não podia permitir. Estava tremendo de tesão e não a deixaria escapar. Enfiei a mão sob o vestido e subi devagar entre as coxas trêmulas, erguendo o tecido leve. A calcinha azul clara — tipo shortinho — estava enterrada no rabo gostoso, permitindo uma visão espetacular.
Com as duas mãos a puxei para trás, forçando-a a ficar de quatro — e sem dar àquela delícia tempo para pensar —, arredei a pequena peça e caí de boca. A boceta de Marta era avantajada — inchadinha, tipo capô de fusca —, com os grandes lábios expostos, e estava encharcada. Eu esfregava a língua com força do cuzinho à racha, sugando os lábios para dentro da minha boca. A loira gemia e rebolava com meu nariz enfiado.
Desci minha bermuda até as coxas e comecei a pincelar a cabeça inchada do cacete na boceta rosada, mas Marta me impediu com uma das mãos.
— Não, Pietro! Penetração não pode, é pecado!
— Você está louca? Acha que vai me deixar desse jeito e simplesmente ir embora? Quero essa boceta!
— Aí não, querido, sou casada… é pecado!
— Que pecado porra nenhuma, isso não existe!
— Não! Por favor!
— Tá bom. Mas se não pode dar a boceta, quero esse cuzinho!
— Aí dói… nunca…
— É na boceta ou no cu… você escolhe!
Mas antes que a loira retrucasse, tornei a baixar e cair de boca no cuzinho apertado. Havia aquele misto de tesão e ansiedade — por medo de minha mãe chegar — e não tinha tempo para muitas preliminares. Sob protestos e gemidos, minha língua começou a abrir o caminho, que aos poucos foi cedendo ao dedo indicador. Lubrificado pela saliva abundante, as pregas se relaxaram e aceitaram dois dedos, que eu girava lenta e carinhosamente.
Os protestos cessaram e os gemidos aumentaram quando forcei a cabeça inchada na entrada do buraquinho lubrificado.
— Não vai caber, amor… é muito grande! Tá doendo…
— Calma, minha gostosa. É só até entrar a cabeça, depois fica gostoso.
Marta soltou um gritinho quando a cabeça, por fim, entrou, com a ajuda do polegar.
— Calma, já entrou. Agora relaxa.
Fiquei imóvel, observando as pregas abertas ao máximo para alojar meu tarugo inchado. Não tive dúvida de que era a primeira vez que algo entrava naquele buraquinho, mas ele era valente e aos poucos foi relaxando e aceitando mais. Quando entrou quase a metade, puxei um pouco para fora, sem deixar sair. Mais saliva e forcei mais um pouco, as mãos de Marta limitando minhas investidas em sincronia com seus gritinhos de dor.
— Ai, amor, tá doendo, mas é uma dorzinha gostosa… vai devagar…
— Nossa, você é gostosa demais! — afirmei sinceramente. — Não vou aguentar muito tempo, já estou quase gozando.
O cuzinho recém-desvirginado mordiscava meu pau, enquanto ele entrava e saía lenta e carinhosamente. Nossos gemidos se misturavam e não consegui segurar mais: enterrei a ferramenta até minhas bolas tocarem a boceta molhada e os jatos invadiram as entranhas da loira gostosa, que aguentou tudo com valentia e algum alívio. Minhas pernas estavam bambas e permaneci engatado nela, como se nunca mais fosse sair.
Mas eu não estava totalmente satisfeito, afinal ela não tinha gozado. Quando meu pau ainda teso escorregou para fora, ouvi um suspiro de alívio.
— Eu nunca…
— Eu sei — interrompi-a suavemente. — E amei. Foi o melhor presente que ganhei na minha vida.
— Jura?
Em vez de responder, baixei seu vestido e a virei de frente — os seios alvos ainda despidos. Encostei as nádegas dela na bancada e beijei longamente sua boca ávida. Levantei o vestido pela frente e enfiei a mão direita por dentro da calcinha, encontrando os volumosos lábios, cujo néctar era abundante. Dois dedos penetraram a caverna quente, arrancando um gemido alto. Achei o grelinho intumescido e passei a esfregá-lo com rapidez e pressão moderada. Porém, Marta tirou delicadamente a minha mão e passou ela mesma a se masturbar, sem desgrudar a boca da minha.
Minhas mãos pareciam tentáculos, explorando o corpo gostoso, dos seios à bunda. Logo a língua dela parou de explorar minha boca e todo seu corpo se retesou, os gemidos se tornaram grunhidos abafados, alguns tremores a sacudiram por instantes. A respiração estava ofegante e senti seu coração disparado. Não demorou a relaxar, tentando regularizar o fôlego. Olhou meu pau, que estava duro novamente, e comentou com um sorriso:
— Nossa, ainda está assim?
— Ele quer mais — respondi à pergunta e ao sorriso.
— Não podemos, querido. Sua mãe está para chegar e… Nós passamos do limite!
— Não existe limite para ser feliz, Marta.
Ela respondeu algo aleatório, enquanto arrumava o vestido. Alojei o pau duro dentro da bermuda e caminhamos juntos para a casa — eu torcendo para minha mãe não sentir o cheiro de sexo. Por sorte, ela ainda não tinha chegado e fui direto para o chuveiro. Almoçamos a três, entre anedotas e risadas, e de vez em quando meu olhar se cruzava com o de Marta. Até que procurei, mas não detectei nenhum sinal de arrependimento naqueles belos olhos claros.
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