No outro dia, acordei e ela não estava na cama. No início estranhei o ambiente, e sonolento, raciocinei, me lembrando do acontecido na noite anterior. Levantei e fui ao banheiro. Ela não estava. Me lavei, coloquei minha cueca e camiseta, e saí do quarto. Já era mais de 9 da manhã. Ela estava na pia, passando um café. Estava de pijama, o mesmo da noite anterior. Sem baby doll por baixo.
— Bom dia, minha linda!
— Bom dia, meu gostoso! Senta, toma um café comigo.
— Com prazer! - e sentei-me à mesa. Havia um pacote de torradas, manteiga, um pacote de massa de tapioca.
— Vai querer o quê? Tem ovos, se quiser.
— Tem frigideira? Gosto de fritar, mas sem gordura. E fazer uma tapioca.
— Eu faço pra você.
— Não precisa, Amanda, eu sei me virar.
— Você é visita. Apenas aproveite a gentileza.
— Obrigado. Desse jeito vou vir sempre!
— Se for sempre gentil pode vir.
Conversamos amenidades, assuntos aleatórios, até que chegou o horário de almoço. Ela quis cozinhar. Fomos no Zaffari, compramos uma massa fresca, passata, tomates pelados, carne moída e retornamos para a casa dela.
— Você usa azeite para cozinhar? - pedi.
— Uso, está na porta ao lado do fogão.
Coloquei a carne na panela, adicionei azeite o suficiente para não grudar, e comecei a cozinhar. Fritei a carne, adicionei os temperos (coentro, alho, cebola roxa), os tomates e, por fim, a passata. Deixei cozinhar até formar um molho consistente. Adicionei o macarrão que cozinhara enquanto fazia a carne e finalizei com um toque de pimenta moída na hora. Ela observava, sentada em um banco alto, enquanto conversávamos. Ela colocou um porta-panelas na mesa de jantar e trouxe as taças.
— Vamos terminar o vinho de ontem, porque não deu tempo de terminar - ela disse, rindo.
— É, não deu. E quase que manchamos seu lençol branco! - falei. Ela riu.
— Onde é que você aprendeu a cozinhar?
— Assisti Master Chef. Eu seria expulso antes mesmo de ficar entre os participantes... mas acho que depois de todas as broncas do Jaquin e do Fogaça eu aprendi - Ambos rimos.
— A chef Amanda aprova - disse, lambendo os beiços.
Almoçamos, tomamos o restante do vinho, e lavamos as louças. Sentamos no sofá e ela trouxe um chimarrão.
— Vai um mate aí?
— Não, obrigado, não tomo.
— Café, então? Tem água quente.
— Pode ser.
Ela se levantou, colocou o café solúvel na xícara e me trouxe. Sentamos no sofá, debaixo da coberta. Assistimos a um filme na Netflix, aconchegados um ao outro, como casal apaixonado. Ao final da tarde ela me convidou:
— Que tal irmos no Boulevard Laçador? Lá a gente pode assistir os aviões chegando ou decolando do aeroporto.
— Vamos! Mas primeiro quero tomar um banho.
Ela entendeu o recado. Nos despimos e fomos para o chuveiro.
Ela pegou o sabonete líquido, colocou nas mãos, me puxou para fora da água e me ensaboou. Pegou mais um pouco do líquido roxo e pegou no meu pau mole. Massageou gentilmente as bolas, apertando suavemente, o que levou ao início de uma ereção. Ela passava a mão num sobe e desce gentil, fazendo um movimento circular na cabeça do meu pau. Eu gemi, enquanto passava as mãos nos peitos dela. Ela desceu e colocou o meu pau no meio dos peitos dela, fazendo uma espanhola. Meu pau deslizava nos peitos ensaboados. Uma sensação muito diferente e erótica. A água quente caía sobre minha cabeça. Mas a cabeça de baixo é que estava sendo engolida nesse momento, em um boquete quente, sem pressa. Ela fazia como se fosse chupar um picolé: ora lambia, ora engolia meu mastro duro. Ela se ateve a minha glande entumecida. Sugava com os lábios e fazia movimentos de entra e sai. Eu fui à loucura. Estava quase gozando!
— Amanda!! Para!!! Não quero gozar!!! - disse, puxando-a pelo cabelo. Ela deu um grito.
— Gozei!!! - respondeu, ofegante!
— Como que você gozou? Nem coloquei o dedo e muito menos meu pau em você! - perguntei, surpreso.
— Eu já estava muito excitada, e você puxou meus cabelos. Isso tem conexões que me fazem sentir prazer, então foi o suficiente para me fazer gozar!
— Nossa, nem sabia que tinha isso!
— Agora é sua vez.
Não me fiz de rogado. Agarrei-a pelos cabelos, suavemente, e puxei-a para mim, encostando seus lábios nos meus. Nos beijamos intensamente, meu pau roçando a barriga definida dela, eu deslizando meus dedos pela buceta dela. Passei a sugar os seus peitos macios e firmes, enquanto meu pau roçava a buceta dela. Minha glande estava sensível, e eu quase gozei. Agachei-me e desci para chupar aquela buceta gostosa, cheia de mel. Seu suco era maravilhoso, e, ao massagear o clitóris dela com a língua, ela gozou intensamente, dobrando as pernas e jorrando líquidos na minha boca. Eu suguei tudo e engoli. Uma delícia!
— Não aguento mais! Me come! - pediu Amanda, me agarrando pelos cabelos e me beijando.
Ela levantou o quadril, e eu me encaixei por trás, penetrando sua buceta. Fodemos gostoso, meu pau entrando e saindo ardentemente, ambos gemendo! Não demorou, gozamos juntos, e eu tirei pouco antes de meu gozo sair, esporrando toda a parede do banheiro. Eu tremi e eu tive que segurá-la, pois as pernas bambearam. Nos abraçamos, nos lavamos e saímos para o quarto.
— Obrigada, meu amor! Que tarde maravilhosa que você me proporcionou!
— Eu quem diga, você quem começou... só continuei - respondi, sorrindo.
Nos vestimos e saímos. O sol da tarde estava morno, confortável. Chegamos ao Boulevard a tempo de ver um A330 da Azul pousando, e consegui registrar uma selfie nossa com ele sobre nossas cabeças. Após ele, diversos outros da LATAM, GOL e AZUL. Passeamos em volta do DC-3 da Varig, exposto ali como lembrança da companhia aérea pioneira do Brasil. Sentamos em um dos bancos, ao sol, e ela aproveitou para tomar seu chimarrão. Por fim, retornamos para a casa dela.
— Preciso ir - disse eu, antes de chegar no apartamento dela.
— É, eu sei. A que horas você entra amanhã?
— Às 8:00.
— Então você vai dormir aqui em casa. É contrafluxo para você ir até o aeroporto.
— Desse jeito eu fico feliz - respondi
— E eu então? - Amanda respondeu, me dando um beijo na bochecha.
Entramos. O apartamento estava aconchegante. Eu não queria ir embora, essa era a verdade. Amanda era uma mulher e tanto. Ela era mulher, experiente, culta, linda. Meu presente do céu! Na verdade eu estava apaixonado, ninguém é perfeito. Mas naquele momento ela era perfeita.
— Vamos comer o restante da macarronada ou pedir uma pizza? - perguntou ela.
— Pode ser pizza? Amo! - respondi.
Abrimos o cardápio digital de uma pizzaria famosa, e após quase uma hora chegou. Desci, paguei, e subi com as caixas. Pedimos a clássica calabresa com catupiry, e outra pizza dividida, metade costela desfiada e metade bacon.
— Que tal um Aurora Pequenas Partilhas da uva Malbec? Ele vem do terroir da Argentina. Vai harmonizar bem com esses sabores! - disse Amanda, entusiasmada.
— Uhn! Pode ser! - respondi, animado.
Colocamos as pizzas nas caixas em cima da mesa. Eu peguei as taças e o vinho e levei para a mesa. Peguei o abridor, retirei o lacre do vinho e inseri na rolha. Puxei a rolha e servi as taças. O vermelho vivo se destacava sob a luz da sala de jantar.
— A nós! - exclamei.
— A nós! - respondeu ela, fazendo "tim-tim" com as taças.
Nos servimos e saboreamos aquelas pizzas muito bem recheadas e preparadas. Tomamos toda a taça de vinho. Por fim, nos sentamos no sofá, após ter lavado a pequena louça.
— Sabe, nem bem nos conhecemos, adorei passar meu dia com você. É um sonho, uma aventura, um romance, não sei - falou Amanda.
— Se para você pode ser tudo isso, para mim é uma libertação da alma. Curtir cada momento, sem sentir culpa de estar com uma mulher maravilhosa.
— Acho que estamos nos apaixonando - disse Amanda, sorrindo.
— E isso é perigoso? - perguntei.
— Pode ser... depende do desenrolar do romance. Não sei o que o autor vai escrever... - não terminou a frase e ficou me olhando.
— Se depender de mim, a história vai ser bem tranquila, com altos e baixos característicos de histórias de amor, mas que serão poucos. Afinal a história tem que ter emoção para prender o leitor - respondi.
— É, quem é que compra um livro monótono pra ler?
— Você gosta de ler? - perguntei, sem responder a pergunta dela.
— Os clássicos brasileiros, e estou começando a ler clássicos de literatura internacional. Iniciei "Crime e Castigo", do Dostoiévski.
— Nossa!
— Já leu?
— Não - respondi — tenho que criar coragem e começar. Se não eu vou ficar sem assunto com você.
— É, eu amo cultura. Conhecer contexto histórico é fundamental para entender as pessoas em um determinado momento.
— Por isso estamos nos conhecendo - eu sorri.
Tomamos nosso vinho e ficamos conversando sobre cultura, história, literatura brasileira. Eu contei sobre meu professor de literatura que encenava apaixonadamente as histórias dos romances clássicos lidos para o vestibular. Lembrava dele na hora de responder as questões. Ela disse que começou a ler porque uma vez entrou em uma conversa e não soube debater, então decidiu se aprofundar para ter mais argumentos e expor suas ideias.
Quando vimos já eram 22:30. Levantamos, lavamos as taças e fomos para o banho. Ela primeiro, depois eu. Estava frio... Saí do banho sem cueca. Só tinha a que tinha ido pra festa e lavei ela no banho. Até o outro dia estaria seca, sob o ar quente.
— Deita aqui, gostoso. Dorme com sua loira.
— Você não é loira... - retruquei, rindo — seu cabelo é castanho... mas ok, minha loira!
Ficamos de conchinha, quarto iluminado apenas pela fraca luz da rua que passava pela fresta da cortina blackout. Eu adormeci, sob efeito do vinho. De repente acordei num sobressalto. Amanda estava chupando meu pau por debaixo da coberta.
— Ei! Que é isso?! - perguntei.
— Não consegui dormir... - falou, em tom safado — tentei brincar com ele sem te acordar, mas não deu, devo ter encostado em algum lugar que não deveria - falou séria.
— Se você quiser usar a ferramenta vai ter que colocar ela em condições de uso, porque do jeito que tá não tem como usar.
Meu pau estava mole. Efeito do álcool, provavelmente. Ela não respondeu, mas de repente senti sua boca sugando minhas bolas, subindo pelo meu pau até encaixar a glande na boca suave e quente, que engoliu meu pau todo. Senti um arrepio de prazer. O pau continuava mole. Ela puxou a pele do meu pau para trás, expôs a glande, e continuou a sugar, lambendo a cabeça ainda sensível, e eu sentia como se fosse um choque quando ela passava a língua.
Achei ela sob a coberta e procurei a buceta dela. Estava encharcada. Coloquei dois dedos de uma vez, ela gritou de prazer. Coloquei minha boca e chupei com avidez. Meu pau começou a reagir, a névoa do álcool se dissipando. Engatamos um 69 e em breve ela gozou. Meu pau ficou meia bomba, mas ela continuou a chupar, até que que não aguentei mais, e gozei em sua boca. Ela engoliu. Não foi muito, pois eu já tinha gozado de tarde.
— Safadinha. Está com tesão? - perguntei.
— Sim, pena que você não ficou duro... pelo menos gozou na minha boca.
— Brochei, fiquei com vergonha - falei, chateado.
— Acontece. Tudo bem. Eu que fui afoita - falou, me abraçando. — Agora prometo dormir. Você gozou duas vezes comigo hoje, isso me deixa satisfeita.
— Quer conversar?
— É tão gostoso ter alguém, sabe. Alguém pra amar, compartilhar a vida. Você tem sido essa pessoa nesses dois dias. Os caras com quem saía antes e meu último namorado não tinham isso nem nos primeiros encontros, me desrespeitando como companhia. Queriam sexo, acompanhavam em uma ou outra coisa, mas queriam saber da vida deles, do futebol, dos amigos. Eu ficava de lado. E você tem ficado ao meu lado.
— Eu não gosto de futebol, não jogo e nem assisto. Gosto de ficar em casa, então você vai me ter sempre aqui... quero ler os livros com você, ficar culto, debater as ideias, conversar sobre coisas que realmente importam. Fazer viagens juntos.
— Você veio aqui, sentamos, conversamos. O sexo aconteceu. Mas não era o objetivo. Queríamos nos conhecer, e fizemos isso antes de tudo. Você é um homem maduro, desses que não se encontra por aí.
Eu estava sonhando. Ela também. Dois dias juntos, mas como foi significativo. Dois arranhados pela vida encontrando um curativo.
Levantei e fui ao banheiro. Limpei meu pau, ela passou um lenço umedecido na buceta dela, e fomos para a cama. Adormecemos.
No outro dia eu levantei às 6:00. Tomei uma ducha rápida, enquanto ela ficava na cama, embrulhada nas cobertas. Saí enxugando os cabelos, pelado. Dei um beijo na nuca dela. Enfiei a mão por baixo das cobertas e coloquei dois dedos na buceta úmida dela, que gemeu e fechou as pernas instintivamente.
— O que vai querer de café, minha loira gostosa?
— Bom dia, peladão - e deu um beijo na cabeça do meu pau meia bomba, que estava próximo da sua boca — Queria leite quente... Mas faz uma tapioca com dois ovos, igual a sua, se não vamos nos atrasar.
— Vou preparar. Passar um café para nós também.
Ela se arrumou enquanto eu preparei o café da manhã. Sentamos juntos à mesa, eu estava pronto também. Comemos, lavei a louça rápido enquanto ela terminava de passar uma maquiagem leve e descemos juntos. Ela entrou no carro dela e eu no meu. Antes nos beijamos. Saímos do prédio, cada um para seu trabalho.
Foi difícil me concentrar naquele dia. A segunda-feira voou. Trabalhei seguindo os passos das tarefas dos manuais dos aviões, os colegas notaram que eu estava mais alegre e pegaram no meu pé, mas não revelei o encontro com Amanda. Segredos são fundamentais para manter as pessoas no lugar delas. Afinal, a curiosidade matou o gato.
Mantivemos contato por WhatsApp durante a semana. Fizemos videochamada, conversamos muito, pensando no próximo final de semana. O tempo se arrastou... mas o sábado chegou.