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Intercâmbio

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Da série Fato ou Fake
Um conto erótico de P.S.
Categoria: Gay
Contém 740 palavras
Data: 17/06/2026 09:15:00

Percebo que aqui na CDC há uma constante preocupação, por parte de alguns leitores, sobre a veracidade dos relatos. Isso me diverte. Por esse motivo resolvi lançar essa série: Fato ou Fake.

Serão relatos, na maioria curtos e em primeira pessoa, narrando certos acontecimentos que, caso verdadeiros, serão 100%, sem meias verdades.

Ao final sintam-se à vontade para julgá-los como quiserem.

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Estudei design de produto em uma universidade federal. Fui da primeira turma. Logo, fomos cobaias.

As salas eram boas, mesas e cadeiras novas, estofadas e com rodízio, ambiente climatizado, cortinas estilo escritório, algo raro em uma federal naquela época. Mas faltavam laboratórios, oficinas, salas para práticas, ferramentas…

Logo organizamos uma comissão de formatura e eu fui eleito líder. Acabou que por ser o líder dessa comissão também me tornei o líder da turma. Sempre gostei de liderar, confesso.

Por consequência disso estava sempre em contato com a coordenação do curso, reivindicando, reclamando e fazendo barulho. Era respeitoso, tratava a todos com cordialidade, mas sempre fui ácido, incisivo e persistente. Isso causou incômodo.

Um dia eu estava de saco cheio de tudo aquilo. Todos vinham reclamar comigo e nada andava conforme o que desejávamos. Continuava faltando tudo! Foi nesse dia que eu assisti uma reportagem sobre intercâmbio e isso me deu uma ideia. E se eu fizesse intercâmbio?

O curso estava chegando ao último ano, 2 semestres apenas, era agora ou nunca!

Juntei minhas coisas, peguei o ônibus e fui para o campus. Chegando lá entrei na sala da coordenação do curso. A secretária me recebeu com o sorriso de sempre. Muito simpática, linda por sinal, loira, cabelo liso, olhos azuis como duas safiras, corpo fenomenal, uma gostosa! Falei de intercâmbio e ela imediatamente me levou à sala do coordenador.

Acontece que o coordenador do meu curso era amigo íntimo do pró-reitor de assuntos internacionais e na hora ligou para o seu gabinete, conseguindo para mim uma audiência naquele mesmo momento.

Ele deve ter pensado que era a oportunidade perfeita para, por 6 meses, se livrar de um agitador estudantil. E fez de tudo que pôde para que eu fosse.

Bem, em menos de 2 meses eu estava na Argentina com bolsa de estudos e vivendo em uma enorme casa com mais 30 alunos estrangeiros de diversas nacionalidades. Alguns brasileiros como eu.

Foi lá que eu conheci o primeiro Alan. Foram três ‘Alans’ em sequência, e sem intervalos entre eles. Esse, a quem me refiro, é o Alan do conto dos Piercings. Um dia ele falou com o intercambista francês e conseguiu um beck. Depois me chamou para subirmos no telhado da casa. Escalamos. Fazia calor. Era fim de tarde. Fumamos, ficamos chapados e nos beijamos pela primeira vez.

Eu já sabia que ele tinha interesse por mim, mas eu não dava condições. Ficava na minha. Achava ele lindo, interessante, porém muito afeminado. Eu nunca curti caras afeminados. Sempre gostei de homens mais másculos.

Foi ali que descobri que o prazer vale mais do que o preconceito. Que eu poderia descobrir mais da vida me abrindo a novas situações. E como foi bom!

Sendo assim, com o passar dos meses, me apaixonei por ele. Transamos de todas as formas possíveis e imagináveis naquela casa. E fora dela também. Na universidade, na rua, na balada, na praça, no ônibus de viagem, no banheiro do bar…

Sério, transar com ele sempre foi muito bom. Ele sempre foi um gostoso. E segue sendo até hoje! Inclusive, Alan, se você leu isso já deve ter me reconhecido. Saiba que eu estou casado, mas que eu sigo te achando um tesão!

E foi por estar apaixonado por ele que, 6 meses após retornar ao Brasil, eu juntei todas as minhas coisas em uma mala e mudei de outro estado, a mais de 2.000km, para São Paulo, sem nunca ter estado aqui, sem nunca ter vivido em uma metrópole, sem conhecer ninguém nessa cidade imensa a não Alan, sem trabalho e sem ter lugar para morar.

Cheguei aqui no dia 28 de dezembro de 2008, às 7 da manhã de, o que pra mim era, um dia frio em São Paulo. Eu estava acostumado a verões muito quentes, e achei estranho o ar gelado da manhã em pleno dezembro, no Terminal Tietê.

E foi assim, por perder um preconceito, e me apaixonar, que eu mudei completamente a minha vida. Desde então estou aqui, na maior cidade do país, até hoje.

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E aí, Fato ou Fake?

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Comentários

Foto de perfil de Ryu

Vc criou um desafio dentro do desafio , que é adivinhar se é fato ou fake.

No final vc colocou tanto detalhe sobre sua viagem, que da impressão de ser real ( só faltou colocar o número da poltrona, o recibo da passagem 😅😅😅)

Mas detalhes podem ser tanto um sinal de memoria real, ou pode ser um recurso literário para criar sensação de autenticidade. Vai saber.

Vou me abster de palpite, ficar só na leitura do texto.😅

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Será que eu guardei as passagens? hahahahahahahaha Olha que eu tenho aqui!

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