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Não é uma história de amor! - Cap 4 - Algumas faces de Salomão

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Um conto erótico de RenanCachorro
Categoria: Gay
Contém 4503 palavras
Data: 16/06/2026 22:12:32
Assuntos: Gay, Beijo, Sexo, Consolo

Eu não estava preparado para conhecer a mulher e os filhos ainda, mas era o que tinha para aquele dia.

Salomão foi buscar a esposa e os filhos com meu carro. Eu não só paguei a consulta particular para filha dele, como também liguei para clinica e mandei fazerem todos os exames necessários e colocarem na minha conta sem informar o valor para os pais. Ele deixou a mulher e a filha mais nova no hospital e trouxe a filha do meio e o filho mais velho para aproveitar a piscina.

Ele deixou os filhos em minha casa e retornou para o hospital. Eu pedi para Clara tomar conta. Detalhe: Clara odeia tomar conta de pessoas dessa idade tanto quanto eu. Ela nunca maltratou, nem nada do tipo, mas não tem um pingo de paciência.

Eu prefiro manter distância... Tudo eles choram, tudo se ofendem, tudo levam a sério... A gente não pode falar um palavrão perto das menores, não pode falar sobre sexo e drogas... Muito chato! É muita coisa proibida que eu adoro.

Os filhos de Salomão até que eram comportados, eles ficaram na piscina e mandei Clara preparar um lanche. O mais velho se chama Pedro Moisés e acabou de completar sua primeira dezena em termos de idade. A do meio se chama Ana Maria e a mais nova se chama Deborah, o intervalo de idade entre eles não varia muito.

Era quase 19:00 horas quando meu pai apareceu na porta da minha casa. Salomão ainda não tinha voltado do hospital com a mais nova. Os outros dois estavam na sala, assistindo filme do Lucas Neto e comendo pipoca. Fiz questão de ir abrir e recebe-lo com muito bom humor.

- Senhor Jorge! A que devo a honra de receber sua ilustre visita em meu humilde lar?

Brinquei com meu pai e sabia que o sermão viria, dito e feito:

- Guarde suas gracinhas para as pessoas da sua idade, a mim você deve respeito.

Meu pai já é um senhor de idade, oitenta anos. Nunca teve filhos. Ele me adotou quando já tinha mais de cinquenta anos simplesmente para não deixar sua herança para seus sobrinhos. Eu tenho primos chegando a casa dos sessenta anos e que já possuem netos.

- Bença meu pai? Que bom te ver! Desculpe a brincadeira, mas faz parte do meu DNA e não vou deixar de brincar com o senhor.

Abracei meu pai em um dos poucos momentos que eu abaixava a guarda. No colo de meu pai, eu me sentia vulnerável, como se eu não tivesse crescido. Eu odiava esse sentimento, por melhor que eu me sentisse no momento.

- Deus te abençoe, meu filho! Eu sei e não quero que você mude. Mas tenho que assumir a postura de pai, faz parte do meu DNA.

Meu pai entrou e começou a andar pela casa sem me dizer nada. Eu já imaginava que Clara deveria ter dito alguma coisa pra ele. Sempre desconfiei que Clara recebia um extra de meu pai para me vigiar, mas nunca liguei pra isso, afinal não tenho nada para esconder do meu coroa e acho até bom ele saber das minhas aventuras sem eu ter que ficar falando. Ele parou na frente dos filhos de Salomão e perguntou:

- Quem são essas crianças? Cadê o pai? - Os meninos estavam tão hipnotizados pelo Lucas Neto que não prestaram atenção no meu pai, eu acho.

- Eita que estou rodeado de fofoqueiros! - Falei olhando para Clara. - Era obvio que meu pai não tinha vindo me visitar. - Falei, fazendo um pouco de drama, mas meu pai ignorou e ficou apenas me olhando como quem espera a resposta. Eu odiava isso nele. - São filhos de um colega de faculdade. Ele precisou levar a mais nova ao médico e deixou os maiores aqui.

- Hum! - Foi tudo o que meu pai falou, mas o olhar dele era investigativo, intuitivo. Como se ele tivesse muitas perguntas, mas soubesse de todas as respostas.

Meu pai tem a mania de achar que me decifra apenas pelo meu tom de voz. Ele diz que sou verdadeiro demais, para o bem e para o mal. Nada que eu faça escapa aos olhos dele. Sempre foi assim. Eu nunca consegui mentir para meu pai. E olha que eu já tentei muito, de muitas formas, com meias verdades. Mas ele sempre sabia até onde ia a verdade e onde começava a mentira apenas pelo meu tom de voz.

Lembro que quando ganhei consciência de que ele me decifrava pelo tom de voz, passei a escrever quando queria mentir. Mas meu pai logo me proibiu de falar com ele escrevendo. Até pelo WhatsApp precisa ser por áudio.

Eu nunca apanhei, nem me lembro de algum castigo severo. Meu pai apenas me perguntava se eu achava correto o que estava fazendo. Muitas vezes eu respondia que não sem nem ter certeza se era errado ou não.

Na verdade eu tenho um conceito diferente para certo e errado: Só é errado se me faz mal ou se pode realmente me levar preso sem direito a fiança.

Voltando para aquele momento.

Meu pai começou a interagir com os filhos de Salomão, fazendo brincadeiras com eles e logo eles estavam rindo e chamando meu pai de vovô. Quem via de fora, achava que eles se conheciam desde sempre.

A interação entre eles durou pouco mais de cinquenta minutos e meu pai disse que precisava ir.

- Davi, preciso voltar para minha casa. Mas amanhã bem cedo estarei de volta para conhecer o famoso Salomão e ver se isso tem futuro.

- Pai! É só mais uma conquista, um desafio. - Falei olhando para os filhos de Salomão, que pareciam ter voltado a prestar atenção na televisão.

Acompanhei meu pai até o carro, onde o motorista aguardava.

- Pai! Não sei o que Clara colocou na cabeça do senhor. Mas Salomão é apenas mais uma conquista sexual que estou investindo um pouco mais porque ele é crente, casado e tem filhos. Depois de transar com ele algumas vezes, cada um volta para sua rotina e pronto.

Entreguei meu plano para meu pai, mas ele não pareceu acreditar muito.

- Filho, até sua namorada já percebeu que dessa vez tem algo diferente no ar.

- Vocês estão loucos...

- Olha o respeito, moleque!

- Pai, não estou vendo nada de diferente na minha forma de agir nesse caso. Já fiz pior pra seduzir uma pessoa.

- Eu nunca aprovei esses seus metodos... Mas não são suas ações, é seu olhar, sua voz. Você não tem noção de como fica o timbre da sua voz quando fala o nome dele. Rafaela também já percebeu isso. E parece que ela sabe o risco que corre.

Olhei assustado para meu pai. Ele sempre esteve certo sobre tudo em relação a minha vida. Ele sempre percebeu as coisas muito antes que eu. Mas geralmente tinham sinais. Dessa vez eu não estava percebendo nada. Pra mim era só mais uma conquista do meu lado sexual.

Meu pai foi embora e Clara também disse que já tinha passado da hora dela e que no outro dia era folga dela e ela realmente não viria, mesmo Rafaela pedindo muito. Clara também achava um exagero da parte de Rafaela e só tinha ficado para conhecer Salomão.

Fiquei apavorado de ter que ficar sozinho com os filhos de Salomão. Na minha cabeça eles iriam tocar fogo na casa ou tentar se matar e colocar a culpa em mim e na minha falta de cuidados. Mas, graças ao universo, Salomão chegou em menos de dez minutos.

A filha dele estava com uma expressão boa, por sorte não tinha sido nada além de uma infecção simples e a menina só precisava de cuidados e do remédio certo. Já Salomão e a esposa pareciam exaustos. Entraram calados, quase sem vida. Isso mudou completamente quando Salomão viu os dois filhos mais velhos assistindo Lucas Neto:

- QUANTAS VEZES EU JÁ FALEI QUE NÃO QUERO VOCÊS ASSISTINDO ESSE ENVIADO DE SATANAS????

Fiquei assustado com o tom de voz dele e com a reação das crianças. Elas se encolheram no sofá e permaneceram caladas e chorando baixinho. Nem ousaram pedir desculpas. Eu vi outro Salomão na minha frente, bem diferente do Salomão leve e descontraído da sala de aula.

Preciso dizer que, apesar de ter ficado inicialmente assustado, fiquei excitado com aquela virilidade toda dele. O poder, a autoridade, o tom másculo daquela voz... Me arrepiei por inteiro.

Salomão levantou a mão para bater nos filhos e eu precisei intervir, não por querer livrar as crianças, mas porque eu precisava ganhar a confiança da esposa dele. E nada melhor para uma mãe do que alguém que protege os filhos dela.

- Bate em mim!

Me coloquei na frente das crianças e vi Salomão paralisar, sem saber o que fazer.

- Eu que coloquei eles para assistirem esse filme. Perdoa eles.

- Desculpa agir assim na sua frente, mas eles conhecem bem minhas regras e sabem que minha tolerância para desobediência é zero. - Quanto mais ele falava, mais eu queria que ele realmente batesse em mim.

- Eles pecaram sim, não resistiram a tentação, mas estão arrependidos. - Vi que Salomão estava um pouco irredutível. - Então perdoa eles por mim. É a primeira vez deles na minha casa, quem induziu eles ao pecado fui eu... Se eles forem castigados, podem guardar algo negativo dessa casa no inconsciente e eu quero muito ser amigo deles.

- Tudo bem! Só porque o dia foi muito longo. Mas saibam que estou decepcionado. Davi não segue a nossa religião, ele não tem obrigação de saber o que é pecado, mas vocês têm. Era pra vocês terem pedido um filme bíblico na hora que ele ligou a televisão. Vamos, venham me dar um abraço apertado.

Os filhos dele foram o abraçar correndo e logo já estavam rindo.

- Vocês já tomaram café? Estou sem empregada hoje e amanhã, mas podemos pedir algo para comer. Que tal um lanche ou ...

Comecei a falar, mas logo fui interrompido por Salomão

- Meus filhos não comem besteira no meio da semana. Se tiver qualquer biscoito de água e sal já está de bom tamanho.

Ele falava em um tom de voz firme, autoritário. Isso me enchia ainda mais de tesão.

- Sua pequena está tomando medicação forte. É bom ela se alimentar bem. Minha dispensa tem de tudo o que você imaginar. Eu costumo me alimentar bem e adoro comida caseira. Só não sei cozinhar. Mas se vocês quiserem fazer uma sopa reforçada com muitas verduras e carne. Ou um cuscuz salgado, bem recheado. Ou até uma tapioca... Enfim. A cozinha é de vocês.

- Eu não queria incomodar. Prometo que um dia devolvo cada centavo, desde a consulta, os exames, até todo esse gasto. Mas pode demorar um pouco, afinal você é meu pai, e filho não precisa ter pressa para pagar o próprio pai. - Ele falou, voltando a ser divertido e gentil.

- Assim que eu gosto. E deixa de ser besta com essa história de me pagar. Primeiro que o dinheiro nem vem do meu bolso. Segundo que meu pai paga minhas contas sem fazer perguntas. Terceiro que eu considero isso um investimento, afinal eu quero que todos vocês gostem de mim.

Salomão pegou em minhas mãos, olhou no fundo dos meus olhos e falou:

- Davi, você é uma raridade na terra. Mas eu ainda vou te pagar, um dia.

Eu tremi por inteiro com aquele gesto. Aí ele olhou para mulher, ainda segurando minhas mãos, e falou em um tom mais grosso e autoritário:

- Vamos Ana, Davi falou que você pode fazer uma sopa pra gente. Não demora. Estou com fome e as crianças precisam dormir.

Ana, esposa de Salomão, nem respondeu. Abaixou a cabeça e foi abrindo a geladeira e os armários.

Os filhos mais velhos já tinham tomado banho, então foi a vez de Salomão tomar banho. A caçula precisava esperar a mãe colocar a sopa no fogo para poder dar banho nela.

Quando Salomão foi tomar banho, eu me aproximei da esposa dele e falei da forma mais gentil que eu conseguia:

- Está se virando bem aí? Precisa de alguma ajuda?

- Eu não sou burra! Sei o que você quer com meu marido. Você não será o primeiro e nem o último a tentar fazer ele desviar dos caminhos do senhor. Mas te aviso uma coisa: desiste, meu marido nunca vai encostar em você e seu dinheiro não nos compra.

Eu fiquei em choque. Julguei Ana como se fosse uma mulher frágil e burra. Mas de burra ela não tinha nada.

- Olha, Ana. Eu sou pansexual e não vou negar que seu marido é um negão gostoso, mas eu não sou do tipo que sai destruindo uma família. Ainda mais com três filhos tão apegados. Sem falar que eu também tenho uma namorada que amo muito. - Tive que jogar algumas mentiras. Não gosto de joguinhos, mas dessa vez era necessário. - Eu criei por seu marido um apego de verdade, coisa pai e filho. Meu pai teve aqui hoje e disse que vai voltar amanhã cedo pra te conhecer e conhecer Salomão. Não tem motivos para você se preocupar.

- Desculpa se entendi tudo errado e passei dos limites. Fiquei constrangida agora. Por favor, não conta para meu marido, ele ficaria uma fera comigo. Ainda mais depois de você nos receber tão bem aqui. - Achei o tom dela falso, mas eu não poderia reclamar.

- Fique tranquila. Seu pensamento foi absolutamente normal. Eu sou um homem que também fica com outros homens e estou ajudando sua família a troco de nada. Em pleno 2023? É estranho mesmo. Mas somos de mundos diferentes. No meu mundo adoramos ajudar com dinheiro, porque nos sobra e nos faz bem a alma. Mas me manda ajudar a bater uma laje, a carregar um caminhão de mudança... Deus me livre! Eu fujo e você nunca mais ouve minha voz.

Nós rimos e ela pareceu mais relaxada. Não sei se a convenci, acredito que não tirei a ideia da cabeça dela, mas ela voltou a fingir muito bem.

- Ah, obrigada por defender meus filhos. As vezes Salomão tem esses rompantes de raiva, mas ele é um bom homem e ama os filhos. Você ganhou pontos comigo naquele momento.

- Obrigado. Eu sei que Salomão é um excelente pai.

Ana fez sopa para os filhos e cuscuz salgado pra gente. Ela cozinhava muito bem. Na mesa de jantar, Salomão orou agradecendo a comida e a minha hospitalidade. Depois do jantar, Salomão me fez um convite que precisei recusar:

- Davi, nossa família faz um pequeno culto todos os dias, você é nosso convidado de hoje.

- Vou precisar recusar. Ainda não tive tempo de fazer meu treino de hoje e preciso treinar urgente.

- Tudo bem. Um dia você vai estar participando feliz.

Sorri e me troquei para fazer meu treino na academia. Deixei eles a vontade e fui para academia. Treinei bastante, fiquei conversando por um bom tempo e voltei para casa mais de onze da noite.

Quando cheguei, os filhos deles já estavam dormindo e eles só estavam me esperando para irem dormir também.

- Davi, eu sei que já estou abusando muito de você, mas um dia eu te pago tudo.

- Não precisa. De verdade.

- Eu preciso de mais um favor: me empresta um dinheiro para Ana e meus filhos irem para casa amanhã?

- Eu tenho uma ideia melhor? Que tal se a gente for para nossa aula amanhã, pela manhã. Seus filhos aproveitam a piscina. Ana faz nosso almoço e depois você leva ela e seus filhos para casa de carro. Volta pra cá. Me dá uma aula de violão e volta para sua casa no ônibus das 17:00 horas? Pra mim seria muita vantagem porque estou sem empregada amanhã. E para seus filhos também. Eles vão amar poder ficar mais tempo na piscina.

A questão do convite era mais para tentar me aproximar de Ana e agradar os filhos dela.

Eles toparam e fomos dormir.

Aqui preciso confessar um crime: tem câmeras pela casa inteira, inclusive nos quartos de hóspedes e nos banheiros. Então, quando o casal foi para o quarto, eu acessei a câmera do quarto deles.

A câmera não tinha áudio, um erro que eu iria corrigir. Mas a imagem era ótima e tinha uma visão perfeita da cama em vários ângulos.

Por sorte, vi Salomão tirando a roupa, removendo apenas a saía da esposa com muita brutalidade e metendo nela. Ele tinha um pauzão, grande e grosso. Meu deu água na boca.

Me chamou atenção que ele não beijava a esposa, nem a tratava com carinho.

Salomão apenas entrava e saía de dentro da esposa como um cavalo, bruto e rápido.

Ana não tinha expressão de prazer ou dor. Parecia que não estava acontecendo nada. Salomão deu dois tapas pesados na cara dela.

Eu morri de inveja dela. No lugar de Ana eu estaria gemendo horrores e me entregando completamente para aquele macho gostoso.

Quando Salomão gozou e saiu de dentro de Ana, consegui ver aquele pauzão meia bomba, ainda pingando porra.

Salomão foi tomar banho e Ana foi chorar. Ela chorou até ele voltar e depois foi tomar banho. Aquele casamento não era feliz e isso era maravilhoso pra mim.

Quando Salomão saiu do banheiro, ele se vestiu, pegou um maço de cigarros que estava escondido na mochila dele e foi para área da piscina. Achei interessante aquele crente tão certinho fumar.

Resolvi seguir ele, até para compartilharmos esse segredo. Cheguei na área da piscina de mansinho, Salomão estava fumando, relaxado, com os pés na piscina, de frente para entrada. Falei:

- Me dá um cigarro?

Ele tomou um susto, começou a gaguejar e tentou falar algo do tipo:

- Esse é meu pecado, não fala pra ninguém...

Resolvi interromper porque estava ficando ridículo aquele negro, careca, barbudo, delicioso, tentando se justificar.

- Ei! Eu não tenho nada haver com a sua vida e as suas crenças. Você não me julga e eu não te julgo. Me dá um cigarro que eu também quero fumar! Posso fumar contigo?

Ele apenas acenou com a cabeça e me entregou um cigarro, logo em seguida ele acendeu meu cigarro e ficamos fumando em silêncio por um tempo. Até o primeiro cigarro terminar e ele falar:

- Davi, obrigado por não me julgar. Ainda não me livrei desse vício. A Ana sabe e não gosta muito, ela não gosta nem de me beijar porque fala que dá pra sentir gosto do cigarro.

- Eu adoro beijar com gosto de cigarro. - Falei sem pensar e vi Salomão travar. - Desculpa. Falei sem pensar. Não queria te constranger. - Fiz uma pausa. - Falando nisso, desculpa por mais cedo. Eu não me controlei. Mas se você se sentir incomodado, eu me afasto.

- Davi! Eu não sou burro. Sou um homem, negro, alto, forte e bonito. Sei que sou admirado e desejado por homens e mulheres. Aprendi a lidar com isso e separar as coisas. Não se preocupe. Você me desejar não vai mudar nada na minha visão sobre você. Podemos conviver em paz e cada um respeitar o espaço do outro.

Meu pau até pulsou nessa hora. Além de tudo, ele é compreensivo. Minha vontade era avançar nele e sentar até nós dois chegarmos ao limite do prazer. Mas eu não queria nada forçado com ele.

Terminamos de fumar o segundo cigarro em silêncio. Eu estava adorando poder admirar aquele homem gostoso do meu lado. Até ele falar:

- O que eu posso fazer para te agradecer? - Ele perguntou olhando fundo nos meus olhos de um jeito que eu me tremi inteiro.

- O que eu aceitaria de agradecimento você não faria. - Falei com um tom de voz safado.

- Você não sabe. - Ele falou e foi levantando.

Eu levantei também, em silêncio e fiquei encarando a boca dele.

- Você realmente não se incomoda com o gosto do cigarro? - Ele me perguntou já chegando mais perto.

- Nem um pouco.

Salomão me pegou pelo pescoço, aproximou nossos rostos e começou a me beijar intensamente, me deixando sem ar. A língua dele dançava na minha boca, percorrendo cada canto com muita energia. Nossos corpos estavam completamente colados, aproveitei para explorar muito o corpo dele com as mãos. Senti seu pau extremamente duro encostando em mim, assim como meu pau também estava doendo de tão duro e muito babado de tanto tesão.

Não resisti, eu não queria apenas o beijo e aquela pegada forte, queria mais e esse foi meu erro.

Levei minhas mãos até o pau dele e apertei. Eu precisava tocar naquele mastro duro de Salomão. Mas ele não gostou da minha atitude.

Meu colega de faculdade parou o beijo, me deu um selinho e falou:

- Davi, não confunda as coisas. Te beijei por gratidão, não gosto de homem... sou casado e amo minha família. Te confeso que estava com saudade de beijar. Eu amo beijar e minha mulher não me beija faz muitos anos, por causa do cigarro. Foi bom pra você, eu senti seu desejo... Foi bom pra mim ter lembrado como é bom beijar e também gostei de te pagar um pouco da minha dívida. Mas não vou transar com você. Desculpa te falar isso assim, mas preciso deixar bem claro. Não quero te iludir.

Eu deixei ele falar tudo. Estava meio desnorteado ainda por causa do beijo e da pegada dele. Aquele discurso foi pessimo, mas eu precisava fingir que estava tudo bem e falei:

- Não vou mentir e dizer que eu não queria te fazer gozar aqui nessa piscina. Mas respeito seus limites e suas vontades. Assim como eu esperei você me beijar, espero você querer avançar também.

- Isso não vai acontecer. Na verdade nem era pra esse beijo acontecer. Te peço que esqueça isso e me trate como antes. Vou dormir.

Salomão nem esperou eu responder e voltou para o quarto, mas eu vi que o pau dele ainda estava duro e marcando na roupa.

Antes de dormir, eu precisei enfiar um consolo de borracha no meu cu para tentar aplacar meu tesão. Gozei litros tentando imaginar Salomão me comendo no lugar daquele consolo. Mas isso não foi suficiente. Eu precisava dar com urgência e pra alguém que me arrombasse.

Liguei para um contatinho antigo e fomos para o motel. O nome dele é Rafael, mas isso era irrelevante no meio daquele meu fogo. Já cheguei no motel falando:

- Eu quero um sexo forte, intenso, que acabe com meu cu e me deixe todo dolorido para sentar amanhã.

- Seu desejo é uma ordem.

Rafael não tinha a pegada que eu queria, mas sabia meter forte e durava a noite toda, a base de remedinho, mas durava.

Tirei toda minha roupa e fiquei de quatro na cama. Só esperando a rolada de Rafael. Não demorou e senti a vara dele entrando, sem dó, sem pena e sem cuspe. Doeu para um caralho, do jeito que eu queria.

Ele mal meteu e já foi entrando e saindo alucinado.

Eu falava: - Bate em mim! Me humilha!

Ele me dava vários tapas na bunda e socos na costela e respondia: - Geme pra mim, seu puto sedento por pau. É sexo forte que você quer? Então pede! Fala meu nome, vai!

- Vai Rafa! Ne arromba! Me mostra como é bom sentir sua vara! Vai fundo! Eu aguento, porra!

Rafa se empolgava e metia cada vez mais forte e mais rápido. Eu gemia de prazer. Mas eu queria mais. Eu queria ser humilhado.

- Vai Rafa! Faz o que quiser de mim. Me bate, me morde, me fode igual homem! Faz eu implorar para parar!

E ele ficava cada vez mais agressivo, do jeito que eu gosto. Rafa me mordeu pelo corpo todo. Me deu vários socos. Me enforcou. E principalmente: socou o mais forte que conseguiu no meu cu.

Fiquei completamente arrobado. Rafael mudou de posição algumas vezes. Me colocou para cavalgar, depois de lado, depois me fodeu em pé, na banheira e de quatro algumas vezes.

Gozei duas vezes durante aquela madrugada. Rafa fez um bom trabalho no meu rabo, mas não era o suficiente.

Pra mim sempre faltava algo que me fizesse de submisso, de cachorrinho. Que me desse ordens e me fodesse como quisesse sem que eu precisasse pedir ou falar o que eu queria... E como todos os ativos que eu tinha ficado, eu sempre precisava coordenar os movimentos, como se eles não soubesse do que um passivo gosta.

Fiquei no motel até às 06:00 horas da manhã. Quando cheguei em casa, meu pai já estava lá na porta. Apenas me esperando chegar para entrar.

- Pai, o que faz aqui tão cedo? E por que não entrou?

- Eu falei que iria vir. Mas eu vi que sua moto não estava na garagem e resolvi te esperar. Foi transar fora de casa?

- Meu tesão estava nas alturas e não dava pra levar ninguém pra casa com os filhos de Salomão aí.

- Fez bem! Vamos entrar.

Quando entrei Ana já estava na cozinha, fazendo café. Os demais estavam no banho.

Claro que Salomão quis saber onde passei a noite.

- No motel! Eu precisava descontar meu tesão em algum lugar, já que eu não iria descontar com você.

- Me senti mal agora! - Por um momento eu pensei que ele queria descontar meu tesão, mas ele continuou. - Você tem sua casa e mora sozinho pra isso. Não é justo ter que sair pra se aliviar.

- Fiz isso em respeito aos seus filhos. Vai que eles acordam a noite e ouvem algo. Eu sou muito barulhento quanto tô sentindo prazer.

Juro que vi o pau de Salomão pulsar por dentro da calça social que ele usava. Mas não posso provar se aconteceu ou se foi coisas da minha imaginação.

Meu pai brincou bastante com as crianças novamente. Conversou muito com Ana e com Salomão. Tudo parecia bem, os dois eram só sorrisos e piadas sobre meu pai ser avô de Salomão... Mas na hora que meu pai foi sair, ele me chamou para acompanhá-lo.

- Filho, presta bem atenção. Ele é um homem bonito e simpático, mas não se engane, ele não presta. Sei que você tem os seus defeitos, inclusive por querer homem casado, mas você é meu filho e eu te defendo até a morte. Sei também que você não vai me ouvir, mas na condição de seu pai, preciso te falar: senti um tipo de interesse na voz dele que não é sexual, nem puramente financeiro. É algo mais sórdido e até sombrio. Se afasta dele.

- Pai, eu sei me cuidar. E qualquer coisa eu peço sua ajuda. Essa não é uma história de amor! Mas eu não vou desistir de Salomão. Ele vai ser meu, custe o que custar++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Desculpe a ausência? Fiquei desanimado com a pouca quantidade de comentários interações nessa história que tanto tinha me inspirado e acabei perdendo a ideia inicial.

Pretendo concluir essa história da forma original que planejei, não sei quantos capitulos isso vai render, mas espero que tenha alguém interessado em ler e comentar. Eu sou movido a comentários, nem precisa ser um comentário me elogiando, só de saber que alguém gastou tempo lendo e comentando eu já fico feliz.

Foi um comentário aqui nesse site que me fez querer voltar a escrever.

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