Saio sexta feira mais cedo do trabalho e corro para casa me arrumar para ir encontrar aquele homem.
Os dias que fiquei esperando, as horas, os minutos, só me deixaram mais confuso. Como eu, logo eu, estava tão atraído por um homem? E pior ainda, por um faxineiro?
Eu posso ter a mulher que quiser, até mesmo o homem que eu quiser. Dinheiro e beleza garantem isso. E agora quem eu quero é um faxineiro de um sex shop minúsculo de um bairro de pobre?
Mas mesmo enquanto eu penso isso, estou no banho, caprichando para estar na minha melhor versão. Calça escura, sapato social, uma camisa azul bebê e um blazer nas costas, pronto para entrar em qualquer restaurante chique de São Paulo, mas a destino de um bairro bem periférico, que vai levar quase 2 horas da minha casa.
Saio mais cedo, e vou ficando nervoso enquanto entro mais e mais dentro de lugares que eu não conheço e que definitivamente meu carro não pertence. Penso uma dezena de vezes em dar meia volta, e acabar contratando uma puta, ou um puto, para satisfazer meu pau que já esta uma pedra, mas não consigo. Eu PRECISO ver onde isso vai dar.
Chego em uma rua de terra, no que parece ser uma pequena vila abandonada. Tem uns 2 botecos e 1 mercearia, um ponto de ônibus que é só um pau e várias casas distantes uma da outra. O número 34 é um portão de madeira, com uma cerca de arame farpado e uma casa pequena a uns 30 metros da entrada. Paro o meu carro um pouco a frente da madeira velha, desço e entro pelo lado. Aqui definitivamente é um lugar extremamente seguro....
Fico do lado da porta, exatamente como ele ordenou, e vejo no celular que já são 17.30, então em uns 30 minutos ele deve vir aqui. Fico parado, encostado na parede e tento me acalmar.
18h chega, eu me arrumo, fico composto e “relaxado” e nada dele abrir esta portavejo um carro velho e cinza embicar no portão, ele sair e entrar com o carro. Seu Roberto desce, e passa por mim como se nem tivesse me visto. Eu tento falar alguma coisa, mas ele me mandou ficar parado. Então eu mesmo sem querer obedeço.
As 20h ele abre a porta e vejo que ele está com um shorts de tactel velho e uma camisa aberta até a altura do umbigo. Absolutamente feio e mesmo assim, cá estou eu.
- Qualquer buraco que eu vá fuder só entra na minha casa nu. Então tire sua roupa, coloque naquele banco – ele me mostra um de madeira branca – e se ajoelhe.
Eu o olho espantado. Essa casa não tem muro, qualquer um vai me ver pelado.
- Mas os vizinhos
- Não tem nada a ver com como eu como ninguém. Buraco não entra vestido. E se entrar é meu.
- Que?
- É burro caralho? Se entrar é meu, para fazer o que eu quiser, quando eu quiser e como eu quiser. Então pense bem. Se decidir ir embora é só dar meia volta e ir. Se ficar vai saber o que é ter um dono.
Ele se vira e bate a porta na minha cara.
Eu fico sem reação pelo que parecem ser horas.
Nu? Aqui? Buraco de fuder? Burro?
Tudo roda na minha cabeça, e o que eu realmente consigo pensar é em como ele estava poderoso naquela roupa, como minha língua pedia para lamber os pelos. Em como meu corpo está sendo puxado até o seu como um imã.
Então tiro tudo. Ficando sem absolutamente nada, apenas cobrindo meu pau com uma mão e bato 3 vezes. Espero que ele venha rápido, mas não. Conto até dez e nada, então bato de novo. Mesma coisa. Me sinto cada vez mais exposto. 1 minuto depois ele abre a porta com um sorriso safado no rosto.
- Decidiu?
Aceno que sim
- Então abaixa e dá um beijo no meu pé, buraco
O termo me dá raiva e tremor
Me ajoelho e exito em colocar a boca no seu pé que esta com cheiro de suor e chulé. Ele podia ao menos ter tomado um banho né?
Eu fiquei todo cheiroso para ele....
Ele balança os dedos e eu rapidamente dou um selinho em cada um. Ele ri e me manda entrar.
A casa é exatamente o que eu esperava. Um quadrado com um sofá velho encostado na parede, a televisão na frente, alguns moveis esparsos, um tapete no chão de cimento queimado, uma cozinha “americana” e 3 portas, no canto, que devem ser o quarto, banheiro e porta dos fundos.
É tudo extremamente simples, mas ao mesmo tempo limpo.
Assim que eu entro ele me empurra contra a parede, me enjaulando, e eu sinto seu corpo quente contra o meu. Imediatamente meu pau fica duro e ele ri com escarnio.
- Você é meu. – a voz é dura e certeira, eu aceno – nada mais que um buraco. Eu decido tudo e você obedece. Errou? Apanha. Eu quero? Apanha. E minha mão não é fraca – ele fala e me dá um tapa fraco na cara. Eu me arrepio e me sinto nervoso.
- Sim
- Sim senhor, sim dono, sim mestre. Eu sou superior a você. O Thor que esta lá atrás é superior a você. O meu sofá é superior a você. Tudo é superior a voce. Entendeu?
Quem é Thor?
- Sim senhor – falo não entendendo o porque isso me excitar.
- Eu falo as coisas 1 única vez, e depois é porrada.
Um calafrio passa por mim
- Sim senhor
- Bom – mais três tapinhas – Até domingo eu vou pegar leve, te ensinar bonitinho como se comportar
- O...o.....brigada
Ele gargalha novamente e eu fico o olhando. Como um homem tão baixo parece tão superior a mim?
- Ali é o lugar do Thor, mas ele está no quintal, então você pode usar. Quando eu não te mandar fazer outra coisa, e seu superior não estiver, pode deitar lá – eu vejo uma cama de cachorro e aceno que sim. – se ele tiver você fica no chão.
Outro aceno
- Buraco fica calado quando não é mandado falar. Se eu quiser saber eu pergunto. Você não faz NADA sem minha autorização. Entendeu?
- Sim senhor
- Se quiser cagar?
- Pergunto? – falo baixinho e quase perco o ar com a violência do soco que recebo na costela. Solto um grito de dor e ele ri. Pela força eu estaria no chão já se ele não estivesse me segurando pelo pescoço.
- Burro mesmo – fala balançando a cabeça de um lado para outro.
Certo....certo.... ele manda e eu não pergunto. E se eu precisar ir ao banheiro e ele não estiver perto?
- Vem – ele sai andando e eu o sigo de cabeça baixa. Como eu acabei de levar um soco, estou com dificuldade de respirar e mesmo assim sigo um desconhecido por uma casa estranha?
Eu nem sei o que sinto, mas meu cérebro se recusa a não obedecer. Sei que se precisar me defender eu consigo. Faço academia, sou forte, já fiz algumas lutas ao longo dos anos, mas mesmo assim, me sinto como um frangote aqui. Como se este homem fosse me subjugar em segundos se necessário.
- Ajoelha – eu me prosto no chão e fico de olhos baixos.
Ele passa as mãos nos meus cabelos, dá alguns puxões, e é ate gostoso. Depois abre meus olhos, olha dentro do meu nariz, confere orelha, pescoço e peito. Tudo com uma mão calejada e dura, sem cuidado nenhum.
- Deita – aí ele olha braços, axila, coxas, perna, tudo.
- Pé – cada dedo é avaliado
- De pé – eu obedeço e ele pega meu pau com a mão. Eu me envergonho dele estar duro do jeito que tá. Eu não sou gay.
As bolas estão duras também e ele amassa como se fosse uma fruta que ele esta decidindo se leva para casa ou não.
- Mostra o cu
Eu olho e fico direito sem saber como fazer. Quando eu como cu de mulher, elas estão de 4, arreganhadas para mim. Então é isso que vou fazer, mas ele me olha ridiculamente feio e eu decido ficar quieto
- Frango assado caralho. Sempre frango assado. Se eu quiser comer esse cu de outro jeito te falo.
Me posiciono e fecho os olhos. Me recusando a ver qualquer coisa
- Você acha que não ver te deixa menos viado? Menos desesperado? – ele ri – não só te faz um covarde.
Isso bate forte em mim, mas não o suficiente para me fazer olha-lo
- Cu decente, bolas decente. Tem até um bom pau. – isso me anima
- Agora ajoelha aqui de novo e abre a boca
Ele com uma brutalidade abre minha boca até o limite e coloca o dedo para dentro, indo até quase a minha garganta. Eu quero fechar na hora, me dá ânsia de vomito, mas não posso. Sei que se fizer isso, vou entrar na porrada. E não quero isso.
Bem, acho que não quero. Já que levei um soco e isso não foi o suficiente para cortar meu tesão. O lado direito do meu corpo ainda dói, minhas costelas latejam, e meu pau esta em riste.
- Precisa melhorar essa boca. Não dou muita trela para buraco que não aguenta meu pau.
Eu aceno que sim.
- Agora vai lá na cozinha e faz um macarrão com salsicha para mim. Traz uma cerveja antes e liga a teve no jogo.
Eu começo a procurar o controle e ele bufa
- Se tivesse controle eu não precisava de você inútil
Certo... certo....
Entro na cozinha e me sinto completamente perdido. Fazem anos que eu não cozinho, mas um macarrão com salsicha é fácil né?
Pego a cerveja, levo para ele e abro a latinha. Ele me manda voltar para a cozinha, e eu faço o meu melhor. Macarrão que espero estar no ponto certo, molho de tomate com cebola e alho refogado e salsicha picadinha.
Uma comida que definitivamente não é a meu padrão para uma sexta a noite. Muito menos se eu tiver acompanhado. Mas é o que temos para hoje.
Coloco as coisas em 2 pratos e levo de volta para a sala. Ele está gritando com a TV, um jogo de futebol e quando me vê com dois pratos começa a rir. De verdade. Estilo gargalhada
- Tá doido buraco? – ele chega a roncar – Até parece que você é digno de comer comigo. – agora ele faz uma negação com a cabeça – cada uma que me aparece.
Eu fico vermelho na hora. Eu cozinhei e não posso comer?
E estou com fome. A última coisa foi uma barra de cereal antes de chegar aqui. Nunca gostei de me empanturrar antes de sexo, e achei que iriamos jantar ou algo do tipo.
- Ajoelha aqui idiota – cada xingamento me atinge em um lugar diferente e este me faz ter vergonha de ser tão inocente a ponto de achar que ele iria sentar comigo para comer e ter uma conversa?
Realmente sou idiota
Eu me ponho onde ele mandou, bem perto do sofá e vou abaixando a cabeça até a altura que ele quer. É uma posição desconfortável e dolorida, e começo a chorar quando sinto-o colocando uma almofada na minha cabeça e em seguida o prato.
Ele vai me usar de mesa?
Quão patético eu posso ser?
- Se quiser chorar, chora, mas em silencio. E outra coisa, se me fizer derrubar essa merda que você chama de comida, não vai gostar nem um pouco.
Fico lá não sei quanto tempo, sentindo seu corpo perto do meu, e o peso do prato na minha cabeça. É estranho, é como se minha cabeça ficasse livre em muito tempo.
O joelho começa a doer, a coxa a reclamar, mas estou bem.
Acho que fazem anos que eu não consigo apenas ficar quieto. Corpo e mente. Eu não penso em nada, não faço nada, não falo nada. Apenas fico quieto, servindo de mesa.
Não tenho relatórios de venda, confusões de departamentos, clientes irritantes. Não tenho mídia, investimentos e corretores. Tudo que eu tenho é o aqui e agora.
Ficar de joelho. Quieto. Sem o irritar. Sem derrubar o prato. Ser uma boa mesa pra o homem suado que esta na minha frente.
Roberto coloca o prato do lado, e me empurra com os pés.
- Vai escovar o dente. A escova de buraco é a rosa no banheiro. Depois volta aqui que eu vou te dar a janta.
Eu me apresso em levantar-me e ir. É estranho escovar antes de comer? Sim, mas não vou arriscar. Estou com fome.
O banheiro é um vaso, pia e chuveiro, nem tem uma cortina de box. Mas isso não importa. O que importa é escovar os dentes e que meu estomago pare de rugir.
Procuro a escova rosa, e morro de nojo quando vejo. Esta no copinho junto da azul, mas é nitidamente usada.
O que eu esperava? Que o homem que me chama de buraco e me deu um soco tenha comprado uma escova só para mim?
Eu quase vomito enquanto escovo os dentes. Eu não acho higiênico nem usar sabão em barra, quanto mais uma escova de dentes que já passou por sei lá quantas bocas.
Quando volto a sala, Roberto esta já sem shorts, me mostrando o monstro de pau que tem. Não é absurdamente grande, eu diria que tem o mesmo tamanho que o meu, mas é ridiculamente grosso, quase uma garrafinha de água.
Só de pensar nisso dentro de mim tremo de medo
- Tá assustado em viado? Se preocupa não, ele vai entrar no seu cu logo, logo.
Eu sinto meus olhos arregalarem. Será que isso cabe?
Ele gargalha, como se tivesse lido a minha mente.
- Isso não importa buraco. Vai entrar porque eu vou enfiar.
Engulo seco e sinto meu corpo se contraindo.
Sério mesmo? Eu estou querendo esse absurdo em mim?
- Agora anda logo que eu tou com sono. Ajoelha aqui e coloca as mãos para trás.
Eu não ia comer? Ele quer me dar comida na boca?
Isso seria..... supreendentemente carinhoso....
Me coloco todo animado e já abro a boca, fitando com atenção o prato extra que ficou no sofá, e sinto seus olhos entre os meus e o objeto que vai saciar a minha fome
- Bota as bolas para dentro e fica parado. Se mexer esta boca perde os dentes, entendeu?
- Sim senhor – falo e sinto as lagrimas caírem quando ele começa a bater uma em cima de mim. É horrível, eu sinto o movimento, sinto o cheiro, sinto seu pau ficar cada vez mais duro e meu pau esta igual a uma pedra. chega a doer.
Algo em mim quer o chupar, quer acariciar suas bolas. Eu sei como um bom boquete é feito, já recebi tantos que nem posso contar, e agora tudo que quero é lhe dar um.
- Parado caralho – ele grita e começa a arfar. Seu pau se contorce e sinto as bolas incharem antes dele gozar forte. Jatos e mais jatos passam por cima de mim, aterrissando no chão. Eu o olho e começo a chorar.
- Chorando por que viado?
Eu não sei. Não faço a menor ideia. Não sei o porquê estou aqui, o que estou fazendo, como me sinto tão baixo, como me deixei cair nessa situação. Não sei por que quero tanto o chupar, porque sua porra não indo para mim me deixa vazio
-Não sei senhor
Ele ri e se levanta, me pega pelos cabelos e me faz curvar aonde a poça de porra está no chão.
- Saiu de mim, você bota pra dentro – sinto seu pé fazer força até que minha cara esteja no chão e eu esteja lambendo até que tudo fique limpo.
Roberto se espreguiça, eu vejo sua bunda nua e o pau murcho enquanto ele pega o prato e vai até a cozinha
- Vem – eu corro atrás e ele pega tudo que está na panela e no prato e coloca em um tapower de sorvete, enquanto coloca um chinelo que esta do lado da porta dos fundos e abre.
Lá fora esta extremamente escuro e eu não consigo ver quase nada, apenas várias arvores e uma churrasqueira de tambor.
- Ta aqui Thor, pode vir
Um rottweiler gigante vem correndo e para a seus pés. Ele me olha e dá uma rosnada.
- Esse é o novo buraco.
- Dá a mão – ele se vira para mim e eu sinto o focinho gelado – agora fica de 4.
Eu dou um passo para trás. Não, isso não
- Filho da puta – Roberto fala baixinho e me pega pelo cabelo, me jogando com violência no chão. O cachorro se aproxima e o pé pesado me prende firme contra a terra molhada – Levanta a merda dessa bunda e abre as bandas
Eu me recuso e ele tira o pé das costas, leva até meu rosto e começa a rodar, como se estivesse pisando em uma barata. Sinto meu rosto arranhar contra pequenas pedrinhas e a dor é forte. Ele coloca o que parece ser todo o peso contra meu rosto.
- Levanta a merda dessa bunda e abre as bandas
Eu começo a soluçar e obedeço. Me sentindo o pior dos homens.
- Thor pode cheirar
O focinho entra quase todo e eu sinto cada vez mais ele fungar. Eu choro tanto que já estou quase sem folego.
- Qual o seu lugar aqui buraco?
- abaixo de tudo
Ele dá mais algumas giradas e tira o pé
- vem
Eu não consigo nem me levantar. Cambaleio tonto, mas corro em tentar acompanhar. Acho que se não for, ele não vai esperar.
- Deita na caminha do Thor. Amanhã você agradece por ele te emprestar. Me acorde as 10 horas, com café e pão na chapa.
Eu aceno que sim.
- Anda viado. Não se mexe, não come, não bebe, não vai ao banheiro. Nem ouse tocar nesse pau inútil
Eu fico deitado, todo contorcido para caber e olhando para o teto.
Onde fui me meter?