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Bar New York - Sábado de tentação

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Um conto erótico de Júnior Paulista
Categoria: Heterossexual
Contém 4160 palavras
Data: 16/06/2026 15:30:30

Olá, pessoal. Mais um conto do Júnior. Não esquece de deixar a estrela, se você gostou.

Eu me mudei a trabalho para Porto Alegre. A bem da verdade, para Canoas, a cidade vizinha, cidade dormitório. Mas o trabalho era em Porto Alegre, no aeroporto.

Garoto novo, aprendendo a cultura gaúcha, tudo novidade pra quem tinha 24 anos. Fui em busca da igreja que frequentava em São Paulo, mas em Porto Alegre eram poucas unidades e pouca gente da minha faixa etária. Ao final dos cultos, a moçada se reunia em frente à igreja e ficava ali, conversando. Eu, sempre tímido e na minha, acabava ficando uns minutos e logo ia embora. Normalmente eles combinavam de ir nas casas uns dos outros, mas eu não era convidado, a não ser raramente. Não os culpo: meu comportamento já dizia que eu era antissocial. Após algumas divergências doutrinárias, deixei de ir à igreja, e acabei me isolando socialmente, mais do que já era.

No trabalho, meu encarregado do setor chegava de manhã na segunda-feira contando das baladas, das mulheres que pegou, das farras com a gurizada. Eu ouvia, invejando-o. Ele sempre perguntava se eu tinha namorada, e eu sempre dizia que não. Perguntava onde eu ia aos finais de semana, e eu respondia que era na igreja. Minha vontade era ir pra uma festa, pegar mulher, mas a religião não permitia. Sexo antes do casamento era pecado, e tinha que namorar e casar em no máximo 1 ano, justamente, segundo pregavam, para não pecarmos.

— Bah, o meu! - dizia Santana — Bah, só guria gostosa na balada, meu. Tu tinha que ver. Muito mais guria que homem, perdição.

E passava a descrever suas aventuras sexuais com as meninas. Eu ficava babando, sonhando com aquilo. Ele contava vitórias mas também falava de derrotas.

— O meu, tu é muito sério. Tu é um cara mais conservador. Tu não pode ir pros lugares que eu vou. Tu tem que ir no New York - dizia Santana. — Lá tem mulher mais velha, ideal pra tu, cara que é culto. Mas tu vai preparado, vai ter que trovar as gurias. Não vai ser pega fácil igual balada - recomendava.

Trovar uma guria, no linguajar gaúcho, é conquistá-la. Não é só chegar, flertar, tem que conversar, criar um clima.

— Cara, um dia desses que der eu vou - eu falava, mesmo sabendo que nunca iria.

Mas depois de um tempo em casa, sem ir à igreja, a vontade falou mais alto. Olhei no mapa, era relativamente fácil de chegar, indo pelo aeroporto, entrando na av. Ceará, depois pela D. Pedro II, av. Plínio, passar em frente ao Pátio 24 e virar à direita. Eu tomei um banho caprichado, coloquei meu casaco de sair, um de lã xadrez, um sapatênis, calça jeans e fui. Cheguei era passado das 21:00. Pra mim já era tarde, mas para quem curte a noite ela nem tinha começado, o bar estava relativamente vazio.

Peguei uma mesinha pequena, de canto, para duas pessoas, de onde poderia observar todo o bar, e ficava distante da banda, que naquela noite tocaria rock, ou seja, um pouco barulhento. A banda arrumava os instrumentos, checava o som. Havia poucos clientes no bar. Pedi minha água gelada (não bebo), e fiquei ali, bebericando. Como, pela política do bar à época, mulher não pagava para entrar entre 21:30 e 23:00, e homens não pagavam antes das 21:00, eu não paguei para entrar, e as mulheres começaram a chegar.

Para quem não me conhece, tenho 1,74, porte magro, cabelos começando a rarear, olhos castanhos, ou seja, não é o tipo de homem que chama atenção de mulher. Fiquei sentado na mesinha, só, e o bar começou a encher. Pouco depois das 22:00 a banda começou a tocar um rock clássico, cuja playlist continha Michael Jackson, Survivor, Beatles, Gun's, Van Halen, Bon Jovi... para todos os gostos. Apesar de eu não entender de música, gostava de canções específicas, sem nem saber inglês e muito menos a letra. Gostava dos ritmos.

Eu estava no meu devaneio, garrafa de água terminada caída em cima da mesa, observando o ambiente com aquele olhar desfocado. Definitivamente, não sabia frequentar um ambiente desses. Não sabia paquerar, não sabia flertar, não sabia dançar, não conhecia as músicas. Eram mais ou menos 23:00. Eu já estava ali há um bom tempo e nada de alguma mulher olhar pra mim. Aliás, nem eu olhava para elas. Olhava de modo geral, pessoal dançando com copos de bebidas nas mãos, rindo, conversando. Poucos se sentavam às mesas, e era só para comer alguma coisa. Como eu estava com fome, resolvi pedir uma tábua de petiscos para duas pessoas, pois era a menor que tinha. Acrescentei uma lata de refrigerante.

— Pode ser Pepsi? - perguntou o garçom, usando o jargão da marca.

— Pode ser, não tem opção né - eu ri. O garçom se afastou. Eu em concentrei na música "Eye of the tiger".

— Oi, posso sentar aqui? - ouvi uma voz feminina e olhei para cima — O bar tá cheio, não tem mais lugar e eu estou sozinha.

— Fica à vontade. - respondi, para a mulher de cabelos castanhos em corte chanel, olhos verdes, blusa sem manga decotada e calça esporte com sapatilhas nos pés. Alta como eu, peitos médios tentando sair do decote.

— Qual o seu nome? - perguntou ela, falando alto para conseguir ser ouvida.

— Júnior - respondi — e o seu?

— Amanda. Você bebe alguma coisa? - perguntou ela, vendo a garrafa de água vazia na mesa.

— Não bebo, mas fique à vontade para tomar sua bebida. Acabei de pedir uma tábua de petiscos, se quiser compartilhar.

— Eu também não bebo, vou pedir um drink sem álcool - levantou-se e foi ao balcão.

Eu fiquei ali olhando para ela. Acho que dei sorte. Não era modelo, mas era muito bonita, e gostosa, aparentemente. Fiquei elaborando mil diálogos na minha mente, sobre o que falar, o que conversar, pensando no que o Santana havia dito.

— Oi, voltei - disse ela, com uma taça de um drink alaranjado. — Quer experimentar? É de maracujá, se álcool.

— Obrigado, daqui a pouco chega meu refrigerante.

— Desconfiado? - perguntou Amanda, com olhar interrogador. — Afinal, nem me conhece. Você tem cara de que não vai em festa. Seu comportamento destoa.

— Sim para ambas as perguntas. Não frequento festas, e é a minha primeira vez em um bar como esse.

O garçom chegou com a porção de petiscos e minha Pepsi.

— Sirva-se - ofereci. — Sua presença merece um brinde - levantei o copo de refrigerante e ela o tocou com sua taça de drink. Rimos.

Ela começou a conversa. Falou que era era engenheira executiva de uma multinacional de carrocerias, que tinha 32 anos, eu falei que era mecânico de aeronaves e tinha recém completado 25. Devido à proximidade relativa entre as áreas, a conversa fluiu. Terminamos nosso petisco e nossas bebidas. Era meia noite e pouca. A companhia estava adorável. Mas eu queria ir embora. Não me acostumava ao ambiente.

— Amanda, eu gostaria de ir embora. Não estou acostumado a esse ambiente. Por isso, me incomoda essa música alta. Nem conseguimos conversar direito.

— Ok, Junior. Podemos ir então.

— Não, você não precisa ir embora. Eu pego o seu contato e a gente combina um próximo encontro. Pode ficar curtindo a festa - respondi.

— Não, se você vai embora eu também vou. - levantando-se da mesa e me dando a mão. — Vamos?

Fiquei sem reação. Ela me puxou pela mão, gentilmente. Fomos ao caixa. Eu pedi a comanda dela, que de início não quis me dar, mas aceitou o gesto cavalheiresco. Saímos para a rua e o friozinho de setembro fez ela se abraçar em mim e pedir:

— Me abraça, me esquenta, tá frio! - pediu.

— Mas você não é gaúcha? Eu que sou paulista que devo ficar com frio... ehehe - eu ri, mas puxei ela para o abraço por trás. Nossos corpos se encostaram, meu pau mole roçou a bunda dela, por cima da calça. Ela apertou meus braços contra si.

— Vou pedir um táxi - disse ela.

— Onde você mora? Eu estou de carro, posso te levar se tiver uma referência de avenida para eu ir embora depois.

— Vou aceitar. Moro aqui perto, próximo ao Zaffari Moinhos.

Nos dirigimos ao estacionamento, peguei meu Celta, liguei o ar quente, mas como o motor estava frio ainda não fazia efeito. Ela me ensinou o caminho até um pequeno prédio de esquina, numa rua muito bem arborizada, e que, por isso, estava bem escura.

— É aqui. Vou abrir o portão, você coloca o carro na garagem.

— Não, Amanda, vou pra casa. Já está tarde.

— Entra, guri. A gente precisa terminar de se conhecer. - disse ela, abrindo o portão da garagem do prédio. Entrei, relutante e ansioso, e o portão fechou ruidosamente atrás de nós. Subimos as escadas até o segundo andar. Ela abriu a porta, revelando um apartamento reformado, mas mantendo elementos dos anos 90, que deveria ser a época da construção.

— Fica a vontade. Senta aí no sofá, eu já venho. Se quiser usar o banheiro, é a segunda porta do meio no corredorzinho.

O que ela chamava de corredorzinho era um quadrado que tinha acesso ao quarto dela na esquerda, o banheiro de frente para mim e um quarto ou escritório do lado direito. Entrei e me aliviei. Lavei as mãos na torneira, que tinha até agua quente. Reconfortante. Lavei o rosto com um sabonete cheiroso, para ajudar a tirar o cheiro da comida e do ambiente do bar. Abri a porta e fui para a sala. Quando olhei para o sofá ela estava sentada, vestida em um pijama de um tecido quente, meio rosinha claro, com flores.

— Desculpa, eu estava com frio. Senta aqui. Tira esse calçado, trouxe uma coberta para nós enquanto o aquecedor não esquenta a sala.

— Desculpa nada, a casa é sua, eu que sou o estranho aqui. - respondi. Nem sabia o que fazer. Nunca tinha chegado até esse ponto.

Tirei o calçado, sentei-me no canto do sofá, com as pernas dobradas, olhando para ela e apoiando minhas costas numa almofada. Ela jogou o cobertor para mim, que cobri as perna e as mãos. O pijama deixava ver os bicos dos peitos dela marcando a blusinha. Isso me deixou excitado e meu pau começou a incomodar dentro da calça jeans. Por sorte, minhas mãos estavam embaixo da coberta e eu pude ajeitá-lo.

— Você disse que não bebe. Mas não bebe porquê não gosta ou porque está dirigindo? - perguntou Amanda.

— É porque não tenho costume. Gosto apenas de vinho, e tomo bem pouco. - respondi

— Vinho? Ah, então vou pegar um para nós. - disse ela, levantando do sofá e indo até a cozinha. — Venha aqui, Júnior, me ajuda a escolher.

— Ah, eu nem conheço vinhos... - respondi, me levantando e indo até a cozinha. Ela abrira a porta de um armário aéreo, revelando umas 10 garrafas, a maioria tintos, um ou outro rosé e um branco.

— Tenho alguns da Serra. Acho que como está frio, deve ser um tinto. Também não entendo muito, preciso visitar mais as vinícolas. - abriu um sorriso. — Que tal marcarmos uma viagem?

— Olha, pode ser. Agora animei!

— Vou pegar esse Tannat Pequenas Partilhas da Aurora. É um vinho mais pesado, mas é um dos melhores. As uvas vêm do Uruguai. A ocasião pede! - disse, me dando um selinho inesperado. Meu pau saltou dentro da minha calça. Ela se esticou para pegar o vinho.

— Segura a garrafa. Vou pegar as taças. - disse Amanda. Abriu a porta do armário debaixo da pia, mantendo o corpo em 90°, jogando a bunda para trás. Eu, que não quis abusar e perder o respeito e nem a oportunidade de alguma coisa mais tarde, me afastei o suficiente para não encostar, e vi suas polpas redondas marcarem a calça do pijama.

— A cozinha é apertada. Nem sei como não me encostei em você. - disse ela, com um olhar de desentendida.

— Eu me afastei, para que isso não acontecesse

— Uhn, temos um cavalheiro aqui. - disse Amanda, colocando as taças na pia. Pegou uma folha de papel toalha, passou nas taças e pegou o abridor de vinhos.

— Quer abrir aqui? - perguntei. Ela afirmou com a cabeça. Peguei o abridor, cortei o lacre, coloquei o abridor na rolha e comecei a rosquear. Ela me olhava de uma maneira sexy. Ou talvez fosse coisa da minha cabeça, pensando em comer a buceta dela. Tirei a rolha, que fez um "pop". Dei para ela sentir o cheiro.

— Maravilhoso! Vem, vamos para debaixo das cobertas.

— Vamos! - disse eu, me dirigindo para a sala.

— Não, vamos para o meu quarto - disse ela. Meu pau ficou duro na hora!

Ela abriu o quarto, revelando um aposento iluminado por luz amarela suave e indireta. Uma música de rock dos anos 80 ou 90 tocava ao fundo. Os travesseiros eram daqueles de hotel, grandes, volumosos, e estavam acomodados como se almofadas fossem, junto à cabeceira da cama. Amanda entrou e fechou a porta atrás de si. Colocou as taças no móvel que tinha suas maquiagens em cima. Eu peguei uma taça e dei para ela segurar.

— As damas primeiro - e preenchi um terço da taça. Depois servi a minha, que estava em cima da mesinha.

Ela depositou a taça dela na mesinha e disse:

— Tira a calça e fica de cueca. Assim fica mais a vontade. E essa calça fica te apertando. Já notei você incomodado. - disse, mordendo os lábios, com um leve batom vermelho.

Eu fiquei ruborizado. Mas também não poderia sentar naquela cama limpa com roupa que sentei em cadeira de bar... então, virei-me de costas para ela e tirei a calça. Tirei também a blusa de lã.

— Ué, tá com vergonha? - perguntou ela.

— Ah, eu tô sim. Não tô acostumado a ir em casa de mulher, e muito menos tirar a roupa assim.

— Assim como? Na minha frente?

— É... não tiro a roupa na frente de ninguém... - respondi, tímido.

— Como assim, você é virgem? - perguntou, incrédula.

— Erh, não... transei com duas meninas no final da adolescência... e isso é um segredo bem guardado até hoje. Se a igreja soubesse eu estaria fora. E minha mãe teria me expulsado de casa!

— Nossa! Quanta repressão. Você é um reprimido... - disse ela, com pena. — Senta aqui na cama comigo, conta mais.

Pegamos nossas taças, e sentamos na cama, um ao lado do outro. Colocamos a coberta de lado, pois o ar estava aquecido. Ela tirou a blusa do pijama, deixando transparecer um baby doll semitransparente de cor rosa.

— Cheers! - falou ela.

— Cheers! - respondi. E tocamos nossas taças, fazendo "tim-tim".

— Então, guri. Agora esse nosso encontro se transformou em seção de terapia - riu ela.

— É... e a gente nem se conhece! - exclamei, tomando um gole do vinho. — Olha só a minha situação: uma mulher estranha se sentou na minha mesa, comeu dos meus petiscos, levei-a de carona para casa dela, ela convidou o estranho para entrar e agora estou sentado ao lado dela, com roupa de baixo na cama dela e falando coisas íntimas da minha vida.

— Não sei. Quando vi você ali, sozinho, olhar distante, diferente dos homens caçadores que costumam frequentar o bar, pensei que poderia ser minha chance.

— Sua chance?

— Também tenho meus sofrimentos... já me dei muito mal com homens com quem saí, com quem namorei... para mim homens só pra me aliviar e pronto, deu. Quero ser livre, ter minha vida, fazer o que eu quiser. Não quero ser empregada de ninguém, ter que servir o homem. Esse não é papel a mulher.

— Não, não é. Esses caras não sabem cuidar de mulher. Mulher tem que ter atenção, ser cuidada. Segundo a Bíblia, a mulher foi tirada da costela de Adão. Dessa forma, é pra ficar embaixo do braço, para ser protegida, e ao lado para ser amada. - respondi.

— Taí uma boa resposta. Você é desses?

— É o que eu gostaria de fazer com minha mulher, quando tiver uma - eu disse, olhando pra ela, refletindo.

Ela reagiu, me dando um beijo no rosto.

— Que fofo. Assim você me conquista. - disse Amanda, abrindo um sorriso lindo. — Mas, me fale como é que foi sua primeira vez e a questão da igreja.

Contei a ela as duas aventuras que tive com a Hari e com Daniela na chácara da tia Áurea, nas festas do CCAA. O leitor pode ler os contos no meu perfil.

— Nossa, você foi até ousado. Enfrentou o sistema para ter seu prazer. E as meninas te ajudaram... que aventura gostosa!

— Você não ficou com ciúme?

— Eu nem te conheço ainda, guri! Como é que vou ter ciúme de uma coisa que aconteceu há 10 anos quase?

— Ah, que bom - disse eu, sorrindo e tomando outro gole de vinho. Acho que o álcool estava tirando meu bloqueio natural e me deixando mais falante.

— E a igreja?

— Bom, resumidamente, nasci nela. Minha mãe sempre foi muito rígida, com medo de punição de Deus, e medo da família passar vergonha. Imagina os filhos dela pecarem com uma irmãzinha... ou seja, transar antes do casamento e perder a salvação, levando a "desgraça" para ambas as famílias. Por isso, recentemente, eu saí da igreja. E, alguns meses depois disso, consegui vir aqui no bar hoje. Meu colega falava que era lugar de mulheres mais maduras, que se encaixariam no meu perfil...

— Que história complexa, guri. Mas, e aí, seu colega acertou? - disse-me, séria.

— Olha, pelo quase nada que te conheço você se encaixa no perfil - eu ri. Ela riu. Tomamos o último gole da taça de vinho.

— Mais uma taça? - perguntou ela.

— Não, tenho que ir, já é quase três da manhã... e pode ser que a PRF esteja na rodovia... uma taça acho que passa.

— Amanhã é domingo... fica aqui.

— Não posso aceitar. Você está aqui com um desconhecido. Como vou dormir na sua casa?

— Você já demonstrou caráter. Pagou minha conta, trouxe-me em casa, não tentou pegar minha bunda na cozinha. Porque você acha que estamos na minha cama ao invés de no sofá?

— Não sei - respondi, sincero.

— Porque você sabe tratar uma mulher como um homem de verdade. Agora me dá um beijo e serve outra taça.

Eu dei um beijo no rosto dela. Ela colocou a mão suavemente no meu queixo e, gentilmente, me virou até meus lábios tocarem os dela. Ficamos uns segundos sentindo os lábios um do outro, para então ela iniciar um beijo suave, de língua, que durou um ou dois minutos.

— Que delícia! Fazia tempo que não dava um beijo desses! - exclamou ela.

— E eu, então?! - exclamei.

Servi outra taça para mim e outra para ela. Voltei a me sentar ao lado dela. Nem acreditava no que estava acontecendo.

— Eu ainda não acredito que um homem desses está solteiro!

— E você, então! Essa gostosa, linda, sexy, sozinha em um bar! Sorte a minha!

Ela passou a mão na minha perna. Eu senti um arrepio. Meu pau duro dentro da cueca já estava bem visível. Nos aproximamos mais. O quarto estava quente e ela desligou o aquecedor. Tomamos um gole do vinho. Eu me virei e fiquei olhando aquele rosto bem desenhado, os olhos verdes, o corte do cabelo. Os bicos dos seios demonstravam excitação, marcando o baby doll. Não resisti, coloquei a mão livre e segurei gentilmente. Ela sorriu e apertou minha mão, fazendo minha pressão aumentar no peito dela.

— Eu sou gostosa?

— Demais!

E nos beijamos. Quase derrubamos o restante do vinho das taças no lençol. Peguei as taças e coloquei na mesinha. Voltei para a cama e tirei minha camisa.

— Estou com calor, tá quente o quarto - eu disse. Era verdade, não sei se só pelo aquecedor ou pelo efeito do álcool. Meu pau estava quase pulando da cueca. Ainda bem que tinha usado uma nova pra sair.

— Também estou achando. Pode ser efeito do vinho - disse ela, desencostando do travesseiro e retirando o baby doll, exibindo os peitos e a calcinha rosa.

Não resisti. A tentação era muita, insuportável. Puxei-a para mim, e ela montou em cima. Sua buceta melada, ainda dentro da calcinha, tocava meu pau duro. Eu peguei seus peitos e beijei-os, gentilmente. Sua boca encostou na minha, e nos olhamos, apaixonadamente, ou talvez ardentemente. O beijo que se seguiu foi lascivo, cheio de vontade, intenso. Meu pau doía de excitação. Ela se afastou de mim, e ficou me olhando. Sem dizer palavra, se abaixou, puxou minha cueca, quase a rasgando. Levantei-me o suficiente para ela a retirar. Recostei-me no travesseiro e a observei cair de boca no meu mastro entumecido.

Ela sugava com sofreguidão. Não apressada, mas intensa. Eu estava nas nuvens. Após anos sem sexo, aquele boquete me levava a um sonho distante, quase impossível. Eu apreciava aquilo e esperava que não acabasse mais. Mas, se ela continuasse, eu iria gozar. A masturbação constante ajudava a diminuir a sensibilidade e a durar mais. Ela parou sem eu pedir.

— Que delícia! Você sabe tratar um homem! Deita na cama, minha vez de retribuir. Se eu fizer errado, me ensina - pedi.

Ela se deitou, tórax levemente levantado, apoiado no travesseiro alto. Eu fiquei ajoelhado, de frente para ela. Desci e suguei seus mamilos. Chupei seus peitos languidamente, até que ela gemeu. Então desci tocando a barriga malhada com meus lábios, até chegar à sua buceta depilada. Seus grandes lábios tinham um tamanho comum, mas eram carnudos. Eu os chupei, depois introduzi minha língua naquele vulcão adormecido, que já deixava escorrer mel. Saboreei aquele néctar precioso. Ela direcionou minha língua para seu grelo saltado. Eu toquei a língua e ela tremeu. Entendi a dinâmica, e ela segurou minha cabeça. Eu massageei o clitóris dela e ela apertou minha cabeça com as coxas, gozando gostoso!

— Que gostoso! Gozei! - falou ela, me puxando para deitar por cima dela — aprendeu no pornô? - riu ela. Eu fiquei sem graça, mas fiquei lisonjeado.

Nos beijamos novamente. Deitados ali, meu pau roçava a entrada da buceta dela, se molhando naquela umidade. O atrito do meu pau e na buceta dela nos levava a um leve balanço enquanto nos beijávamos. E então, sem planejamento, meu pau entrou. Nossa, quase gozei! Que buceta apertada! Então eu tirei.

— Você tem camisinha? - perguntei.

— Você não tem? - retrucou ela.

— Não... nem pensei que teria possibilidade de usar.

— Tá, você só não vai poder gozar dentro. Continua, coloca esse pau gostoso dento de mim - pediu, se agitando.

Eu recomecei a penetrá-la, lentamente, beijando-a. Meu pau deslizava dentro da caverna dela, sem esforço. Ela me apertava, não sei se fazia pompoarismo. Continuei na velocidade mínima, por assim dizer. Ela apreciava, passava as mãos pelas minhas costas, puxava meus cabelos quando sentia uma onda de prazer. Se ela apreciava, eu nem preciso dizer que eu me considerava no Olimpo. Estava em êxtase. Aquilo tinha que ser eternizado! Como pode um ser humano ser tolhido de uma atividade tão prazerosa???

Aumentei o ritmo. Meu gozo se aproximava, mas queria vê-la gozar. Tirava o máximo que podia e colocava o mais fundo que dava, e sentia o corpo dela no meu. Suávamos! Ela então estremeceu, eu aumentei a velocidade, ela fechou as coxas em torno de mim, sua buceta se contraiu, apertando meu pau, e as pernas dela tremeram, e em seguida o seu corpo todo. Ela gozara. Eu senti meu gozo vindo, e tirei meu pau, esparramando minha porra toda na barriga e nos peitos dela.

— Desculpa - pedi eu, vendo-a toda melada.

— Vem, me abraça - pediu ela.

Eu deitei em cima dela, sobre a minha porra, melecando todo meu tórax. Não achei ruim. Ficamos ali, por alguns minutos, meu pau amolecendo sob mim, tocando o ventre dela. Por fim cansei, e deitei ao lado dela.

— Vem, precisamos de um banho. Vou te dar uma toalha.

Foi só aí que notei que havia uma porta discreta no painel de madeira que revestia toda a parede onde estava a mesa com os artigos de maquiagem dela. Abri a porta do banheiro gelado e fechei de volta. Ela riu.

— Deixa a porta aberta, que vai esquentar. Aproveita e liga o chuveiro. É a gás, demora um pouco pra água quente chegar.

Eu abri o registro e a água começou a cair. O calor do quarto entrava pela porta aberta. Ela entrou, com uma toalha branca na mão e outra rosa. Pendurou no porta toalhas. Abriu o box, que já estava começando a sair vapor, e me chamou:

— Vem!

Eu nem acreditava que iria tomar banho com uma mulher pelada. Aliás, nem tinha tido tempo de compreender o que acabara de acontecer na cama!

— Mas essa água aí não vai dar pra nós dois - eu ri.

— Larga mão de ser medroso, vem me curtir.

Não resisti ao convite. Entrei e o vapor já ajudava a esquentar o banheiro, além do calor vindo do quarto. Eu peguei o sabonete líquido da Natura e espalhei pelo corpo definido dela. Ela repetiu o processo em mim. Por fim, lavou os cabelos e os enxaguou. Saímos da água e nos secamos. Estávamos arrepiados, devido à diferença de temperatura. Saímos do banheiro e nos deitamos na cama. Já era passado de 4 da manhã.

Puxamos a coberta, deitamos pelados, e de conchinha, adormecendo.

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Foto de perfil genéricaJúnior Paulista Contos: 19Seguidores: 4Seguindo: 0Mensagem Um autor que escreve contos que representam desejos reprimidos, ou que questionam tabus, predefinições sexuais, psíquicas, etc. O objetivo do autor é levar o leitor a se deliciar mas também se questionar.

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