Descemos para o local do piquenique. Realmente paradisíaco. Mesmo (e inclusive) com a presença humana: Gaio estava sentado sob uma árvore, imóvel, pernas cruzadas, como em transe. Gilma, mergulhando na água barrenta do Tapajós, nadava a largas braçadas, demonstrando infinita energia. O casal Gláuria e Bitar, sentados sob uma árvore frondosa, ela deitada, com a cabeça no colo dele, chupava um cacho de uvas. Ao seu lado, uma toalha recheada de guloseimas. Eu e Giulia nos aproximamos dos dois, sentamos e passamos a conversar miolo de pote. Os três falavam mais, eu apenas observava o casal de gêmeos que eu traçara nem bem raiara o dia, sem contar que antes disso comera a mãe deles... Que baita suruba familiar em separado!
Em determinado momento, a conversa encaminhou-se por um cajueiro divino que havia ali perto, que botava os frutos mais doces de todo o Norte do país. E de falar neles, deu água na boca de Gláuria, que disse estar super a fim. E tanto insistiu, inclusive que Bitar me levasse junto, para ajudar a colher os cajus e eu conhecer a maravilha de cajueiro, que assim se fez.
Eu e o marido de Gláuria não tínhamos tanta intimidade quanto eu tinha com ela. Ele era meio na dele, deveria ser uns dois anos mais velho do que eu, mas ainda demonstrava virilidade, num corpo aprumado. Acho que Gláuria era bem servida com o marido que tinha. Pelo menos era o que ele, subliminarmente, me dizia, enquanto caminhávamos por dentro da mata, em direção ao cajueiro. Falou que tinha tido muita sorte em encontrar uma mulher daquela. Ela o fazia plenamente feliz, inclusive na cama (estranhei a abordagem de tema tão íntimo, com um praticamente desconhecido). Por isso tudo que ela pedia ele fazia sem pestanejar nem reclamar:
– Eu não posso me dar ao luxo de perder essa mulher, entende? Nesta idade, eu jamais encontraria outra que me fizesse o bem que ela me faz.
E foi aí que a conversa enveredou por um caminho ainda mais estranho:
– Nossa filha Gilma herdou todo o fogo da mãe, a gente sempre soube que ela não se contenta com pouco. Ouvimos o chamego de vocês dois na cama, e Gláuria fica toda alegrinha com a zoada de vocês. E quem sai no lucro sou eu, que nessas horas ela se entrega a mim com tudo.
Eu estava completamente aparvalhado. Não somente por ser pego em flagrante, transando com a filha deles, mas pelo fato de servirmos de inspiração a sua própria foda. Isso me parecia algo meio incestuoso... Assim como me calara, diante da revelação de Giulia, há algumas horas, também as palavras não me vinham, a voz não me saía, e eu olhava para a mata, buscando ansiosamente o que dizer.
Bitar foi incisivo, então:
– Gláuria disse que queria transar com você, eu estando presente.
O borboletal no meu estômago estava numa saraivada de voos e revoadas. Estávamos junto ao tronco do velho cajueiro. Instintivamente, baixei os olhos e dei com um Bitar excitado, a rola armando a bermuda. Para dizer alguma coisa, fui óbvio:
– E você concorda com o pedido dela?
– Como eu lhe disse, Cláudio: eu faço tudo que aquela mulher me pedir, que não posso nem pensar em perde-la. Se eu não concordasse, ela iria arranjar um jeito de trepar com você escondido. Eu iria saber que ela fez isso e a gente ia brigar... aí já viu, né? Perigoso demais! Melhor que seja do jeito que ela quer.
– Mas você quer, Bitar?
– É uma coisa nova pra mim. Nunca vi ninguém comendo ela, mas confesso que não estou achando ruim não...
A rola dele estava estufando a roupa. A minha também. Então fiz minha proposta:
– Eu topo, Bitar, mas só se você participar junto. E comer o meu cu.
Aí quem parou foi ele. Estancou na minha frente, o rosto todo feito em perplexidade. Tendo aprendido a lição com a neta, aproveitei o momento de hesitação, avancei para ele e toquei na sua rola. Ele me olhava, atônito. Aproximei-me de sua boca e o beijei. De início, não abriu os lábios, mas eu insisti com a língua e ele não mais resistiu, me beijando como devia comer a boca da esposa.
Enquanto nos beijávamos, enfiei a mão por dentro da bermuda e toquei eu seu falo grosso e quente, trouxe-o para fora e passei a massageá-lo; em seguida me abaixei e o tomei na boca, chupando-o com sofreguidão. Ele gemia e remexia meio sem jeito. Quando senti o salgadinho da baba do pré-orgasmo, levantei-me virei de costas para ele, baixei minha sunga, apresentando-lhe minha bunda e arreganhando meu cu.
Diante de certo embaraço dele, peguei sua pica duraça e trouxe-a para a entrada do meu furico, alojando a cabecinha na entrada. Seu corpo despertou e fez pressão, enfiando-se com certa dificuldade por dentro de mim. Senti-lhe a grossura, mas procurei rebolar e alojar o bruto dentro de mim, da melhor forma possível. Até que ele estava inteiro dentro do meu rabo, e estocando meio desajeitadamente, mas me proporcionando um prazer intenso – minha rola dura babava.
Ele me fodia e gemia baixinho, concatenando suas enfiadas com os gemidos – me lembrou o Guga jogando tênis. Até que um gemido mais forte, o crescimento em volume da rola atolada no meu cu, me avisaram da iminente explosão, que se deu segundos depois e eu senti a enxurrada de sua porra nas minhas entranhas, enquanto ele grunhia desconexamente, até o último jato.
Quando ele retirou-se, meu cu, como uma garrafa que se destampa, espirrou aos borbotões a gala que recebera, enquanto a rola de Bitar ainda se mantinha semidura e brilhando ao sol pela lubrificação que recebera.
Levantei a sunga, encharcando-a de gala, que também descia em fio por entre minhas coxas, virei-me para Bitar, que procurava acomodar a rola em sua bermuda, e lhe disse, entre sorrisos:
– Pois está aceito, seu Bitar! Só dizer quando quer!
