O retorno ao complexo foi silencioso, Maxim dirigia enquanto eu observava a estrada pela janela. Ainda assim, a desconfiança dela permanecia. No outro dia, fomos convocados imediatamente para a sala de Elana.
Elana sequer ergueu os olhos quando entramos.
— Sentem-se.
Obedecemos, ela continuou analisando alguns documentos por alguns segundos antes de finalmente falar.
— Enviei uma equipe para investigar o local que vocês visitaram.
Senti meu corpo ficar um pouco mais tenso.
— Encontraram equipamentos abandonados, registros de comunicação e vestígios de atividade recente.
Fez uma breve pausa.
— Rocky realmente não estava mais lá.
Sem perceber, soltei o ar que estava prendendo, aliviado, uma sensação estranha e inconveniente, Rocky havia conseguido escapar novamente. Elana fechou a pasta diante dela, seu rosto permanecia neutro, porém eu a conhecia bem o suficiente para perceber a decepção.
— Infelizmente, perdemos a oportunidade mais uma vez.
Maxim permaneceu em silêncio, eu também.
— Felizmente, surgiu outro trabalho — ela continuou.
Elana deslizou uma nova pasta sobre a mesa.
— Desta vez não será uma operação de eliminação.
Abri a pasta, poucas informações, algumas fotografias, um contrato.
— Você atuará como segurança.
Franzi a testa.
— Proteção não é minha especialidade.
— Discordo.
— Existem pessoas melhores para isso.
— Existem.
— Então por que eu?
Elana apoiou os cotovelos sobre a mesa.
— Se alguém tentar se aproximar da contratante, você saberá lidar com a situação.
Não insisti, já sabia que a decisão estava tomada. Elana abriu a pasta em uma das páginas, a fotografia de uma mulher apareceu, cabelos escuros, roupas caras, um sorriso confiante. Peguei um relatório, a mulher começou a sofrer ameaças incomuns de alguém que não podia ser detectado, com habilidades de perseguição e camuflagem que não eram normais para um simples fã alucinado.
— Quem é?
— Uma empresária.
— De quê?
Elana trocou um rápido olhar com Maxim.
— Entre outras coisas, trabalha com pornografia.
Pisquei.
— Com o quê?
Maxim tentou esconder um sorriso, Elana apenas continuou.
— Ela administra uma das maiores empresas do setor.
— Não sei o que é pornografia.
O silêncio que se seguiu foi estranho, Maxim desviou o rosto, claramente tentando não rir, Elana fechou a pasta.
— Maxim explica no caminho.
Poucos minutos depois estávamos novamente na estrada, dessa vez fui eu quem quebrou o silêncio.
— O que é pornografia?
Maxim quase perdeu o controle do volante.
— Você está falando sério? — ela olhou para mim, como se eu tivesse feito uma pergunta óbvia. — Como você conseguiu chegar à vida adulta sem saber isso?
Não respondi, ela suspirou. Pegou o celular, mexeu rapidamente na tela e estendeu o aparelho. Observei durante exatos três segundos, então devolvi.
— Isso parece uma perda de tempo.
— Milhões de pessoas discordariam.
— Milhões de pessoas ficam assistindo duas pessoas transando através de uma tela? Isso não faz sentido.
— Você é inacreditável — ela riu ainda mais.
Permaneci em silêncio, o que quer que fosse pornografia, definitivamente não parecia algo útil. Depois de mais alguns minutos de viagem, os prédios começaram a ficar maiores, mais modernos, luxuosos, até que finalmente chegamos ao destino.
Um enorme arranha-céu de vidro dominava a paisagem, observei a estrutura, muitas entradas, muitas saídas, muitas rotas possíveis.
— Vou avisar que chegamos — disse Maxim.
Assenti, antes mesmo que ela desligasse o motor, saí do carro, o ar era diferente naquela parte da cidade, mais limpo, quase artificial, comecei a caminhar ao redor do edifício, analisei tudo ao meu redor, nenhum comportamento suspeito nem movimentação estranha.
Aquilo tudo parecia uma perda de tempo, uma mulher que havia contratado uma organização inteira para protegê-la e alguém, em algum lugar, estava disposto a gastar tempo e recursos para encontrá-la.
Quando retornei para a entrada do edifício, encontrei Maxim conversando com uma mulher próxima ao carro. Reconheci imediatamente o rosto da fotografia, era a cliente, um pouco diferente pessoalmente, mais alta do que eu imaginava, mais jovem também. Vestia roupas caras, mas sem o excesso que eu esperava de alguém tão rica. O sorriso parecia genuíno, relaxado, ela me viu me aproximar.
— Então esse é o famoso Sangue? — ela perguntou, espontânea.
Não respondi, apenas assenti, Maxim abriu a porta traseira, a cliente entrou primeiro, entrei no banco de trás também com ela ao meu lado, Maxim assumiu o volante.
— Elana me garantiu que eu estaria segura com vocês dois — a cliente falou antes de Maxim dar partida no carro, seu tom era leve, amigável. — Espero que ela cumpra a promessa.
— Ela costuma cumprir — respondeu Maxim.
— Ótimo. Eu gosto de pessoas que cumprem promessas.
O carro ligou e começou a se mover.
— Já que vamos ficar juntos, que tal uma apresentação? — a cliente quebrou o silêncio.
— Sou Maxim.
A mulher apontou discretamente para mim.
— E você?
— O nome dele é Sangue — Maxim respondeu por mim.
Natasha virou o rosto imediatamente.
— Sangue?
Assenti.
— Esse é realmente o seu nome?
Assenti de novo.
— Que tipo de nome é Sangue?
Maxim soltou um pequeno suspiro, parecia já ter contado aquela história várias vezes. Maxim explicou minha origem com mais detalhes do que eu gostaria, ouvir aquilo foi desconfortável, senti uma raiva subindo pelo peito ao lembrar de tudo aquilo. Quando terminou, a cliente permaneceu alguns segundos em silêncio, olhou para mim novamente.
— Então Elana não estava exagerando quando disse que estava enviando seu melhor agente.
Pelo retrovisor, vi Maxim me observando, mas ela não comentou nada, logo voltou a prestar atenção na estrada.
— Ainda acho que Sangue é um nome horrível — a cliente continuou. — Talvez eu devesse te dar um outro nome.
Continuei olhando pela janela, ela citava alguns nomes, eu ignorava e ela tentava procurar um outro que eu gostasse. Quanta perda de tempo. Continuei sem reagir a lista incessante de nomes, a cliente suspirou dramaticamente.
— Você é muito difícil.
Passaram-se alguns segundos, então ela começou a rir sozinha, sem motivo aparente. Olhei para ela.
— Você me lembrou um antigo amigo meu — ela olhou para a janela, um olhar nostálgico. — Ele também tinha cara de quem queria fugir de qualquer conversa, ele também não gostava de mim no quando o conheci, se bem que dei muitos motivos para ele não gostar mesmo.
Aquilo arrancou uma risada dela.
— E o que aconteceu com esse amigo? — Maxim perguntou.
— Ele se mudou, para bem longe — o sorriso da cliente diminuiu.
Depois disso, o assunto mudou, ela começou a falar sobre viagens, negócios, sobre pessoas estranhas que ela conheceu, casos absurdos com celebridades que eu mal conhecia, sobre alguns colegas de trabalho que acabaram abandonando o ramo. Na maior parte do tempo eu apenas ouvia, mas, sem perceber, acabei respondendo algumas perguntas, depois mais algumas, depois outras.
Quando notei, já fazia quase meia hora que a conversa continuava, Maxim parecia tão surpresa quanto eu. Finalmente o carro entrou na garagem de um enorme edifício residencial, exageradamente luxuoso.
Paramos, a cliente foi para abrir a porta.
— Espera — ela se virou para nós. — Que rude da minha parte, eu nem me apresentei direito. Me chamo Natasha, foi um prazer conhecer vocês.
Natasha estendeu a mão, Maxim sorriu e assentiu em cumprimento, se virou, apertando a mão. Depois ela me ofereceu a mão, observei por alguns segundos, então apertei.
— Vocês gostariam de subir?
— Agradecemos o convite — respondeu Maxim. — Mas isso vai contra os protocolos.
— Protocolos?
— Sim.
— Elana prometeu proteção absoluta.
Maxim abriu a boca para responder, mas fui mais rápido.
— Eu posso subir — olhei para Maxim. — Só para ter certeza que ela vai chegar bem.
Maxim assentiu, mesmo relutante em quebrar um de seus preciosos protocolos. Natasha sorriu imediatamente como se aquela fosse exatamente a resposta que queria ouvir. Descemos do carro, Maxim ficou lá dentro. Entramos na recepção, dois seguranças particulares dela se aproximaram, ela fez um gesto com a mão que os fez se afastarem, entramos no elevador enquanto ela reclamava sobre aquela situação, parecia que lidar com stalkers era recorrente na vida dela. Chegamos no andar mais alto, mais seguranças de terno preto em contraste com aquele lugar exageradamente luxuoso.
Natasha caminhava à minha frente enquanto apresentava o local como se estivesse conduzindo uma visita turística.
— Sala principal.
Apontou para um enorme espaço cercado por janelas de vidro.
— Cozinha.
Apontou para outra direção.
— Bar, biblioteca, piscina interna.
Natasha parou no meio do corredor e virou-se para mim.
— Você sempre é tão calado?
— Sim.
— E quando responde, é com uma ou duas palavras.
— Sim.
Ela voltou a caminhar, eu a acompanhava enquanto observava discretamente portas, corredores, acessos, saídas e possíveis rotas de entrada.
— Está analisando o apartamento?
— Sim.
— E aí?
— Muitas janelas.
— É um apartamento de cobertura.
— Você fica exposta, é um risco desnecessário.
— O que sugere? — ela soltou uma risada.
— Se afastar da cidade, não muito, o suficiente para tentar atrair quem está te caçando, eu posso neutralizá-lo rápido.
— Você realmente leva isso a sério.
— É trabalho.
— Elana não exagerou — Natasha balançou a cabeça.
— Sobre o quê?
— Você é um pouco estranho.
Aquilo não pareceu um insulto, então não respondi. Continuamos andando, Natasha falava praticamente sem parar, contava histórias aleatórias, comentava sobre negócios, reclamava de entrevistas e fazia perguntas que pareciam não ter qualquer relação umas com as outras.
— Qual sua comida favorita?
— Não sei.
— Como alguém não sabe a própria comida favorita?
— Nunca pensei nisso.
— Filme favorito?
— Não sei.
— Música?
— Não sei.
— Cor?
— Não sei.
— Isso é impressionante — Natasha levou uma das mãos à boca.
— O quê?
— Você não sabe nada sobre si mesmo.
— Sei muitas coisas.
— Como o quê?
— Sei matar.
Chegamos no quarto dela, hesitei em entrar por um momento.
— Então você vai matar alguém para me proteger? — ela sinalizou com a mão, permitindo a minha entrada.
— Se for necessário, sim.
Natasha parecia cada vez mais determinada a arrancar alguma reação de mim. Ela se sentou no sofá no canto e sorriu, um sorriso curto do que estava acostumado a ver.
— Sabe, a maioria dos homens reagem de forma muito diferente quando me conhece.
— Diferente como?
— Tentam me impressionar.
— Entendi.
— Você não vai tentar?
Balancei a cabeça em negativa.
— Nem um pouco?
— Não vejo motivo.
— Isso foi quase ofensivo — ela colocou a mão no peito, fingindo indignação.
— Estou trabalhando.
— Está usando essa desculpa de novo.
— Não é desculpa.
— Isso fere o meu ego — Natasha suspirou. — Você é difícil de provocar.
Não respondi, desviei o olhar para as janelas de vidro, desnecessariamente grandes, com uma vista desnecessariamente bonita. A lua cheia encoberta por algumas nuvens, mesmo assim, seu brilho poderia cegar meus olhos se olhasse por muito tempo.
Eu não percebi Natasha se levantando, não percebi ela começando a tirar a roupa tão casualmente. Me virei para trás quando olhei para ela, o sutiã branco quase deixando os peitos saltarem para fora, a calça ainda estava lá, também quase explodindo com a bunda grande.
— Não precisa virar de costas para mim — Natasha riu.
Não respondi, senti um calor percorrer meu rosto.
— Quem vai me proteger se caso acontecer alguma coisa agora? — ouvi Natasha jogando as últimas peças de roupa no chão num baque suave. — Precisa manter os olhos fixos em mim, não é? Precisa cumprir seu trabalho.
Ela tinha razão, me virei vagarosamente até meus olhos encontrar seu corpo desnudo. Tentava não olhar para os peitos empinados, tentava não olhar a cintura fina, tentava não olhar para as coxas definidas e nem para a bunda.
— Olha a que ponto cheguei para te provocar — ela se aproximou, o perfume foi chegando primeiro. — Me fala, quer tocar meu corpo?
Antes que eu respondesse, meu telefone começou a tocar. Peguei o celular no bolso, Maxim. Atendi imediatamente, aproveitando para desviar o olhar.
— Sim?
— Você está demorando.
A voz dela era calma, mas claramente impaciente.
— Estou verificando o local.
— Há quarenta minutos.
Já havia se passado tanto tempo assim?
— Precisamos voltar.
— Entendido.
Natasha surgiu ao meu lado antes que eu pudesse desligar, passou um dos braços pelo meu ombro e me apertou contra seus peitos.
— Me dá isso — antes que eu reagisse, Natasha tomou o telefone da minha mão. — Aqui é a Natasha.
Do outro lado houve alguns segundos de silêncio.
— Senhorita Natasha — respondeu Maxim formalmente.
— Sangue vai ficar.
Mais alguns segundos de silêncio.
— Isso viola os protocolos da organização.
— Não me importo com esses protocolos.
— Mesmo assim...
— Elana prometeu proteção absoluta.
Maxim permaneceu em silêncio, Natasha sorriu.
— Então Sangue fica.
— Isso precisaria ser autorizado.
— Elana não precisa saber.
— Senhorita Natasha...
— Boa noite, boa viagem de volta.
Ela desligou, lançando o aparelho sobre o sofá, o telefone quicou duas vezes antes de parar.
— Então, onde estávamos mesmo? — Natasha voltou seu olhar para mim, quase me afogando entre seus peitos. — Ah, verdade.
Com a outra mão ela passou pelo meu peito, descendo pelo abdomen.
— Seus músculos são duros — ela mordeu os lábios. — Será que outra coisa já está dura também?
Naquele ponto, mal conseguia me controlar, parecia que o perfume dela me intoxicou, a presença daquela mulher tão próxima de mim me deixava inebriado, mexia com os sentidos. Sua mão deslizou até meu pau, ela sorriu.
O que aconteceu depois foi muito rápido, a força do empurrão dela me pegou de surpresa, minhas costas bateram contra o estofado do sofá, antes que eu pudesse reagir, ela já estava de joelhos no chão, entre minhas pernas, meu pau já para fora sendo envolvido pela boca quente e molhada de Natasha. Um gemido baixo e gutural veio da garganta dela, uma vibração que percorreu todo o meu membro enquanto ela começava a chupar.
A cabeça dela subia e descia em um ritmo lento e delicado no início, a língua esticou e ela engolia minha pica, cada centímetro entrando em sua garganta sem pressa, até os lábios tocarem a base e a língua tocar as bolas.
Ela subiu a cabeça e parou com a glande entre os lábios, sugando com força, e então abriu os olhos. O contato visual foi direto, conseguia sentir o tamanho do desejo sexual que aquela mulher tinha. Os olhos dela, escuros e brilhantes, estavam fixos nos meus,
Era como se ela estivesse medindo minha reação, registrando cada tremor que percorria meu corpo. Minha mão encontrou o cabelo dela, não para guiar, apenas para me agarrar a algo real enquanto o mundo ao redor parecia se dissolver na luxúria daquela predadora.
Após alguns minutos que pareceram uma eternidade de prazer tortuoso, ela soltou minha pica com um estalo sonoro. Um fio de saliva conectava os lábios dela à minha glande por um instante antes de se romper. Natasha se levantou, se virou, ficando de costas para mim, se curvou sem flexionar as pernas, com um movimento lento e sensual, passou as mãos pelas coxas, subindo até as nádegas, as separou com as próprias mãos, expondo-se para mim.
Não sabia que o cheiro dela podia intoxicar minha mente, mais do que já estava intoxicado. O aroma do perfume, suor e o doce da sua excitação, a buceta dela brilhava, melada, os lábios inchados e abertos. Logo acima, o cuzinho piscando, não pensei. A razão se dissolveu naquele cheiro, agarrei sua bunda a e trouxe para mais perto enquanto me inclinava para frente, caí de boca, meu rosto enterrado na bunda dela.
Minha língua encontrou a entrada da buceta, e o sabor foi puro êxtase, chupei tudo o que estava à minha frente, lambendo com fome descontrolada, os movimentos desmedidos na língua na entrada da buceta ao clitóris pulsante. Minha mandíbula trabalhava, meu nariz estava enterrado na pele dela, inalando seu cheiro. Natasha começou a mover os quadris, esfregando a buceta no meu rosto, seus gemidos agora mais altos, mais descontrolados. Apertei as mãos nas nádegas dela, marcando a pele com meus dedos. Senti as contrações começarem, um ritmo rápido e forte nos músculos internos que massageavam minha língua. Um grito baixo seguido de um gemido anunciou seu orgasmo, e ondas de calor e líquido escorreram sobre meu queixo e pescoço.
Ela ficou ofegante por um momento, o corpo ainda tremendo, elase levantou, ainda de costas para mim, olhou por cima do ombro, em seu rosto havia um sorriso. A pele dela refletia as gotas de suor escorrendo pelas curvas, mas não tanto quanto os olhos brilhando de satisfação. Natasha flexionou os joelhos, segurou minha pica, ainda molhada de saliva e alinhou com a entrada da buceta. Ela desceu devagar, permitindo que cada centímetro do meu pau a preenchesse. A sensação do aperto e o calor escaldante era avassaladora. Ela continuou descendo até que sua bunda encostasse firmemente nas minhas coxas. Por um momento, ela ficou parada, apenas se ajustando à minha espessura. Então, apoiou os dois pés no sofá, ao lado das minhas pernas, e começou a cavalgar.
O ritmo dela foi forte, implacável. Cada descida era um impacto profundo, e eu só conseguia ver as costas dela, os músculos se contraindo sob a pele a cada movimento. Os gemidos dela enchiam a sala, um som cru e animal. Agarrei as duas pernas dela, logo atrás dos joelhos, e as ergui um pouco mais, fazendo ela se arreganhar. Me deitei mais fundo no sofá, mudando o ângulo. Agora, eu tinha uma visão melhor. Via seus seios grandes e firmes balançando no ritmo dos nossos corpos, os mamilos duros apontando para o teto. Ela passou o braço pela minha nuca, indo um pouco mais para trás, nivelando nosso contato visual. Agora, numa posição mais confortável, comecei a meter de baixo para cima, encontrando o ritmo dela e acelerando. Natasha gemeu loucamente, um som de pura luxúria em seu tom mais cru tomando todo o apartamento. Em poucos minutos, senti as paredes da buceta dela se contraindo novamente em torno da minha pica, apertando-me com uma força que me tirou o fôlego enquanto ela gozava mais uma vez.
Ela desabou sobre mim por um segundo, o peito ofegante contra o meu. Mas o descanso foi breve. Ela se levantou, minha pica escorregou para fora, Natasha me puxou pela mão, me levantando do sofá e me arrastando para o quarto. Ela se deitou na cama de costas, as pernas abertas, um convite explícito, eu me joguei sobre ela, separei as pernas com os joelhos e enfiei dois dedos diretamente na buceta. Comecei a masturbá-la com violência, um movimento rápido e profundo, a palma da minha mão batendo no clitóris a cada pancada, ela me olhava mal controlando os próprios gemidos, o corpo dela se contorceu na cama, os quadris levantando para encontrar meus dedos. Logo, um jato de líquido quente saiu dela, esguichando no meu pau, no meu abdomen, molhando minhas mãos e braços. O cheiro de sexo e gozo ficou ainda mais forte no quarto.
Sem esperar que o orgasmo dela passasse, retirei os dedos e posicionei minha pica na entrada da buceta, entrei de uma só vez, afundando até as bolas, Natasha estava incrivelmente molhada e receptiva depois de gozar naquela proporção. A fodi com toda a força que tinha, as coxas dela batendo contra as minhas com um som sujo. Olhei para baixo, para o rosto dela, contorcido em um êxtase doloroso.
— Goza em mim — ela sussurrou, a voz rouca saindo entre os dentes cerrados. — Nos peitos, na boca...
A ordem foi o gatilho, como a dona comandando que seu cachorro sentasse. Senti o orgasmo chegando, aquela necessidade insuportável. No último segundo, retirei minha pica da buceta de Natasha, me apoiei sobre o peito dela, apontei meu pau para aqueles peitos perfeitos. O primeiro jato de porra quente atingiu o rosto dela, o segundo cobriu os peitos, antes do terceiro, ela se rapidamente se sentou e abriu a boca, despejei o restante da porra em sua boca. Ela engoliu, os olhos fixos nos meus, um sorriso de satisfação nos lábios brancos de porra logo sendo recolhidos pela língua, os dedos pegavam a porra nos peitos e no rosto e chupava. Ela se inclinou, deu um beijo na cabeça do meu pau, logo chupando a cabeça, recolhendo o restante de esperma que saia.
Acordei no meio da noite, como se alguém tivesse jogado um balde de água fria em mim. Não lembro como adormeci, me lembro das mãos de Natasha me guiando, me fazendo deitar ao seu lado, a pele dela quente, era confortável.
Natasha, estava abraçado com ela, ela não se mexeu, continuava dormindo. Como pude deixar isso acontecer? Descansar profundamente ao lado de uma pessoa a qual fui designado para proteger? Durante uma missão?
Por alguns segundos permaneci imóvel, me levantei, meus olhos pousaram no anel na minha mão direita, passei o polegar sobre o metal.
Imediatamente uma lembrança voltou.
— É para você não esquecer de mim — Rocky segurava minha mão enquanto colocava o anel em meu dedo.
— Como se fosse possível esquecer de você.
— Isso é quase uma declaração de amor — ela sorriu.
— Amor? — franzi a testa.
— Sim, amor.
— O que é amor?
Rocky acariciou meu rosto, a mão era quente, confortável.
— Acho que ninguém nunca te explicou isso — ela permaneceu alguns segundos me observando. — Quando eu descobrir direito, eu explico.
— Você não sabe?
— Sei mais ou menos.
— Isso não faz sentido.
— Eu sei sentir o amor, mas não sei explicar para você.
Ela continuou sorrindo, como sempre. Na mesma noite em que me deu seu anel, Rocky fugiu do seu dever, indo atrás da liberdade que tanto falava.
Pisquiei algumas vezes, a lembrança desapareceu. O quarto voltou a ficar silencioso, levantei da cama e comecei a me vestir. Natasha acordou, levantou a cabeça.
— Que horas são?
— Preciso ir.
Ela murmurou alguma coisa antes de encostar o rosto no travesseiro novamente.
— Foi divertido — ela disse com a voz rouca, embargada de sono. — Podemos fazer de novo qualquer dia.
Não respondi.
— E diga para Elana que estou muito satisfeita com o serviço — ela bocejou. — Adorei passar esse tempo com o cachorrinho dela.
Ignorei aquele comentário. Quando deixei o apartamento, imaginei que finalmente teria um pouco de silêncio. Enquanto atravessava o corredor, a voz de Natasha continuava presente em minha mente.
Quando entrei no elevador, ainda conseguia lembrar do perfume dela, quando cheguei ao térreo, lembrava do sorriso. Da forma como parecia incapaz de permanecer séria por mais de alguns segundos.
Aquilo era inconveniente. Normalmente eu esquecia pessoas com facilidade, tudo desaparecia rapidamente quando uma missão terminava, mas Natasha continuava ocupando espaço dentro da minha cabeça.
