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Testamento de Uma Avó Perversa - Capítulo 2

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Um conto erótico de Maria, a Vovó Perversa
Categoria: Heterossexual
Contém 3434 palavras
Data: 16/06/2026 06:18:17

O sol de meio-dia no Atlântico não tinha clemência. O convés do navio era uma fervura de corpos suados, música alta e cheiro de cloro misturado com protetor solar. Caminhei na frente, fincando os calcanhares no piso do convés e balançando os quadris com a segurança de quem sabia exatamente o peso da carne que carregava. De rabo de olho, saboreei o estrago: um grupo de rapazes mais novos, bebendo cerveja perto do bar da piscina, parou a conversa no ato, com os olhos colados na curva larga do meu quadril e no preenchimento do maiô verde-oliva. Até um sujeito de cabelos brancos, acompanhado da esposa, torceu o pescoço descaradamente, levando uma cotovelada da mulher logo em seguida. Sorri de lado por trás dos óculos escuros. Sentir que o meu corpo ainda tinha esse poder de dobrar o orgulho dos homens e morder o brio das outras velhas me dava um estalo de vida, uma satisfação ácida que corria quente pelas minhas veias. O Miguel vinha logo atrás, duro, parecendo um poste, com o rosto travado e a camiseta de algodão enfiada de volta no corpo, fingindo olhar para o mar só para não encarar o desfile da própria avó.

Passei direto pelo tumulto em volta da piscina principal. Avistei duas espreguiçadeiras vazias bem mais ao fundo, quase na popa do navio, num canto mais reservado onde o som da banda chegava abafado e o movimento de pedestres era ralo.

— Vamos para lá, guri — falei, apontando com o queixo. — Quero fugir desse burburinho infernal, não tenho mais idade para aguentar essa barulheira no meu ouvido.

O bobo caiu feito um patinho, soltando um suspiro de alívio achando que eu estava procurando sossego. Mal sabia ele que a minha intenção oculta era justamente o isolamento. Eu precisava daquele canto afastado para ter terreno limpo, sem ninguém por perto para interromper ou ouvir a conversa, deixando o guri encurralado na minha teia. Sentei-me de uma vez na espreguiçadeira, sentindo o calor do plástico estalar contra a minha pele bronzeada, e ajeitei meus óculos de sol, pronta para começar o serviço.

— Tira essa camiseta, Miguel. Já passei o protetor nas tuas costas para isso. Vai ficar aí cozinhando no próprio suor com vergonha de quê? Olha o tanto de homem com o peito de fora. Deixa de ser bicho do mato.

Ele hesitou, olhou para os lados com aquele jeito acuado dele, mas acabou puxando o pano pela gola. Sentou-se na espreguiçadeira ao lado, cruzando os braços por cima do abdômen desenhado, tentando se encolher para não chamar atenção. Um desperdício de homem.

Um garçom com o uniforme do navio passou carregando uma bandeja cheia de copos suados. Ergui o braço com autoridade.

— Moço, traz duas caipirinhas das grandes. Bem carregadas no açúcar e no gelo. E bota cachaça da boa, nada desse álcool ralo de turista.

— V-vó... eu não costumo beber assim — o Miguel resmungou, a voz saindo espremida enquanto ele tentava esticar as pernas compridas na lona. — A mãe sempre diz que beber no sol dá congestão.

Soltei um riso rouco, limpando o suor que começava a brotar no meu colo.

— O que os olhos dela não veem, o coração dela não sente. Você tá comigo agora, e no meu navio quem dita as regras sou eu.

Não demorou dois minutos para o rapaz voltar com os copos pesados, o limão amassado no fundo e o gelo estalando. Peguei o meu, dei um gole generoso e senti o calor da cachaça descer rasgando a garganta, espalhando uma coragem gostosa pelo meu sangue. O tumor na minha cabeça podia estar ali, me comendo por dentro no escuro, mas aquela queimação no peito me lembrava de quem mandava no meu corpo.

Olhei de soslaio para o Miguel. Ele segurava o copo com as duas mãos, desconfiado, encostando a boca no canudo como se estivesse experimentando veneno. Deu um gole pequeno, franziu a testa por causa do azedo, mas logo deu outro mais comprido. O álcool de jejum no estômago de um virgem de vinte anos não ia demorar para fazer o serviço.

— Bebe mais, Miguel. Anda. Isso aí cura qualquer timidez — ordenei, dando mais um gole na minha.

O Miguel hesitou por um segundo, olhando para o fundo do copo onde o gelo boiava no caldo verde do limão. Ele deu um gole comprido, bem mais longo que os primeiros, limpou a boca com as costas da mão e se largou na espreguiçadeira. O álcool já estava amolecendo aquela rigidez de bicho acuado. Um brilho meio bobo, mas relaxado, surgiu nos olhos dele por trás das lentes dos óculos.

​— É... até que é gostosa, vó — ele admitiu, soltando um risinho curto, a voz já um tom mais solta. — Desce quente, mas deixa a cabeça leve.

​Dei uma risada rouca, balançando o meu copo para misturar a cachaça.

​— Eu te disse, guri. A tua avó sabe das coisas. Nesses dias eu vou te ensinar muito mais. Você entrou nesse cruzeiro como um moleque bobo, mas vai sair desse navio um homem de verdade. Escreve o que eu tô te falando.

​O Miguel deu um riso tímido, abaixando a cabeça e limpando o suor da testa. As bochechas dele ficaram vermelhas na hora.

​— A senhora fala cada coisa, vó... Até parece — ele sussurrou, mexendo as pernas compridas na espreguiçadeira.

​— Falo a verdade, guri. E não precisa ficar com essa vergonha besta perto de mim — continuei, inclinando o meu corpo na direção dele, deixando o cheiro do meu patchouli e o bafo da cachaça cortarem o vento. — O que acontece aqui fica entre nós dois. Eu sou a tua avó. Perto de mim você não precisa fingir que é o santo que a tua mãe quer que você seja. Se tiver com o fogo pegando no corpo, se quiser falar de mulher, fala comigo.

​Ele me olhou de lado, os olhos brilhando com uma mistura de alívio e aquela curiosidade que começa a coçar a cabeça de um rapaz.

​— É que em casa... a senhora sabe como é — ele soltou, a voz descendo para um tom bem baixo. — Se eu olho um segundo a mais para a televisão ou comento de alguma menina da faculdade, a mãe já vem com sermão de casamento, de pecado, de respeito. Parece que ter desejo é crime.

​— Crime é passar fome com a mesa cheia, Miguel — retruquei, cravando os meus olhos bem nos dele. — Um homem que não tem tesão nas coisas é um homem morto.

​Deixei o copo vazio de lado e me virei, deitando-me de bruços na espreguiçadeira, apoiando o queixo nos meus braços cruzados, de frente para ele. O calor do sol começou a bater direto nas minhas costas. Com um movimento lento, estiquei os dedos até a nuca e puxei o laço do maiô verde-oliva. O nó desfez com um estalo macio. Deixei o tecido ceder por completo, fazendo os meus seios fartos se espalharem para as laterais contra o plástico, totalmente soltos. Dei uma leve rebolada para acomodar o quadril na lona, o que cavou o maiô e jogou a minha bunda de sessenta anos, redonda e firme, em total evidência bem na linha de visão dele.

Abri uma fresta dos olhos por trás das lentes escuras. O Miguel tinha parado o copo no meio do caminho. A cabeça dele estava travada na minha direção. Por mais que ele tentasse disfarçar com os óculos escuros, eu via o gogó dele subir e descender numa engolida seca, os olhos cravados na lateral do meu seio esquerdo que vazava, farto e claro, contra o plástico da espreguiçadeira.

​— Você precisa aproveitar mais a vida, meu neto — comecei, deixando a voz sair bem mansa, arrastada pelo calor e pela cachaça que já começava a flutuar na minha cabeça.

​O Miguel ajeitou os óculos no rosto, sem jeito, dando mais um gole na caipirinha dele.

​— Mas eu tô aproveitando, vó. Olha onde a gente tá. Esse naviozão, essa piscina... Tá bom demais.

​— Não é disso que eu tô falando, guri — retruquei, soltando um riso abafado de canto.

​Ele franziu a testa, confuso com a minha resposta, e me encarou de lado.

​— Ué... Tá falando do que então, vó?

​— Tô falando de sexo, Miguel — disparei bem direta, sem eufemismo nenhum. — Do que realmente importa. Não sei como você aguenta continuar virgem com vinte anos nas costas.

​O Miguel se engasgou feio com o canudo. Tossiu um bocado, batendo no peito, com o rosto ficando vermelho igual a um pimentão de tanta vergonha. Olhou para os lados com medo de alguém ter escutado na piscina.

​— Quem... quem disse que eu sou virgem, vó? — ele gaguejou, tentando engrossar a voz para parecer homem feito.

​— Tá na cara, meu neto — continuei. — Bicho que já provou de carne não anda assustado desse jeito...

O Miguel mudou de posição na espreguiçadeira com um solavanco, tentando puxar a toalha de praia correndo para cobrir o colo, mas os olhos dele continuavam hipnotizados pelo desenho da minha bunda e pela carne exposta do meu peito.

— Na tua idade eu já tinha a tua mãe e a tua tia.

O Miguel arregalou os olhos por trás das lentes escuras, chocado com a conta matemática que acabou de fazer na cabeça.

— Nossa, então você casou muito cedo... — ele comentou, impressionado.

Virei um pouco o rosto de lado, olhando para ele por cima dos óculos.

— Como assim, guri?

— Uai, você não perdeu a virgindade quando engravidou da minha mãe? — ele indagou, com a voz falhando de espanto.

Soltei uma gargalhada alta e gostosa, balançando os ombros de bruços na lona, o que fez os meus seios balançarem bem soltos contra o plástico da espreguiçadeira.

— Claro que não, guri! Eu não consegui esperar o casamento. Sempre tive muita pressa para fazer essas coisas.

O Miguel se inclinou ainda mais na minha direção, totalmente fisgado pelo assunto, esquecendo até de disfarçar a toalha em cima da ereção que continuava armada no calção dele.

— Mas foi com o vô Manuel, né? — ele perguntou, quase num sussurro cúmplice.

Soltei outro riso debochado.

— Com o Manuel? Deus me livre, guri! Teu avô era um songa-monga que não sabia nem por onde começava. Não, meu primeiro homem foi bem antes dele. Foi com um primo meu.

O Miguel travou no lugar. A boca dele abriu, mas não saiu som nenhum por alguns segundos. O choque de ouvir que a própria avó tinha transado com o primo quase cortou o efeito da cachaça.

— Com... com o seu primo, vó? Mas... isso não é errado?

— Errado é passar vontade, Miguel — retruquei bem seca, cortando o falso moralismo dele. — No meio do mato, longe da cidade, a gente não ligava para essas bobagens não. O corpo não quer saber de sobrenome.

O Miguel soltou um suspiro pesado, olhando para o fundo do copo de caipirinha, completamente desarmado pelo que tinha acabado de escutar.

— Nossa... — ele murmurou, a voz quase sumindo no meio do barulho do vento.

Olhei para ele por cima das lentes dos óculos, curtindo o choque estampado naquela cara de menino criado em apartamento.

— Vai me dizer que nunca teve vontade de comer a Marcelinha? — disparei, soltando a pergunta como quem não quer nada.

O Miguel quase deu um pulo na espreguiçadeira. Os olhos dele arregalaram tanto que achei que fossem saltar da cara.

— Não! Claro que não, vó! — ele respondeu de bate-pronto, desesperado, o rosto pegando fogo de tanta vergonha.

Por dentro, eu ri da cara de pânico do coitado. A Marcelinha era a minha outra neta, uma guria de dezoito anos, virgem e certinha, filha da Márcia, minha outra filha. Eu não dava a mínima para a Marcelinha, e sabia muito bem que o Miguel nunca tinha encostado o dedo nela. Joguei o nome da prima na conversa só para testar o terreno, para ver como o sangue dele reagia à ideia de pegar alguém da própria família. E a reação dele foi deliciosa: medo misturado com aquele susto de quem foi pego pensando no que não devia.

— Não sei por que não, Miguel — continuei, mantendo a voz mansa, como se estivesse dando um conselho de avó. — Você e a tua prima são dois jovens lindos, sadios. Podiam muito bem ajudar um ao outro a resolver esse "probleminha" de vocês.

O guri franziu a testa, confuso e com a respiração toda desregulada por causa do calção que continuava armado.

— Que... que probleminha, vó?

— Uai, a virgindade — respondi na lata, dando de ombros e deixando os meus seios se acomodarem mais uma vez contra o plástico da espreguiçadeira.

O Miguel engoliu em seco, mas não desviou o olhar. O efeito do álcool misturado com o calor do mormaço finalmente tinha quebrado a casca de bom moço. Ele deu mais um gole na caipirinha, secando o copo até o fim, e soltou o corpo de vez na espreguiçadeira. Vi de canto de olho que o rabo dos olhos dele desceu devagar pelo desenho da minha bunda empinada, antes de voltar para o meu rosto. A ideia de resolver o "probleminha" com alguém da família não parecia mais um absurdo completo na cabeça dele; o brilho nos olhos do guri agora era de puro tesão.

— É... pensando por esse lado... — ele murmurou, soltando um risinho meio malicioso, desarmado. Ele inclinou o corpo bem na minha direção, apoiando os cotovelos nos joelhos, sem se importar que o calção estivesse completamente armado na cara de quem quisesse ver. — Mas me conta mais, vó... Como é que foi essa primeira vez com o seu primo?

Soltei um riso rouco, gostando de ver o moleque tão entregue ao jogo.

— O Sebastião era só uns anos mais velho que eu, guri. Estava naquela fase de virar homem, com o corpo esticando, os braços fortes de ajudar na roça e aquele pelo ralo começando a nascer no peito. Ele vivia me olhando de canto quando a gente almoçava na mesa grande. Naquele dia, eu tinha ido lavar roupa no rio, sozinha. O mormaço estava de rachar. Eu estava de saia erguida no meio da água quando ele apareceu, fingindo que ia procurar um bezerro sumido. Ele sentou na margem, ficou me olhando e começou a falar do calor, com uma voz meio grossa, meio sem jeito. Eu saí da água e sentei perto dele, com as coxas ainda molhadas. Não demorou nada para ele esticar a mão, trêmulo, e começar a passar os dedos na minha perna.

O Miguel deu um arquejo nítido, a respiração ficando curta. Ele olhava fixo para a minha boca, completamente hipnotizado pela simplicidade da descoberta.

— E a senhora... deixou? — ele perguntou com a voz rouca, os dedos cravados na borda da espreguiçadeira.

— Deixei e guiei a mão dele para mais perto, guri. Eu já estava doida para saber como era aquilo. A gente correu para trás da moita, ali mesmo na terra batida, com cheiro de mato bravo. Ele me deitou de costas e foi puxando o meu vestido para cima devagar, meio apressado, meio assustado com a própria coragem. Os olhos dele brilhavam olhando para o meu corpo. Quando ele abriu as calças e tirou o bicho para fora... ele já estava completamente duro, vermelho, latejando de tanto tesão.

— E ele... ele sabia o que fazer, vó? — o Miguel insistiu, os olhos vidrados na lateral do meu peito exposto, o gogó subindo e descendo numa engolida seca. — Ele não ficou nervoso?

— No começo a gente se bateu um pouco, guri, que é o normal de quem tá descobrindo o corpo do outro — respondi, saboreando cada palavra na minha boca. — Ele deitou por cima de mim, pesado, com o peito suado colado no meu. Passou os dedos lá embaixo, sentindo que eu já estava bem molhada de vontade, e foi encaixando a ponta. Ele não tinha aquela manha de homem velho, então empurrou com a força do próprio tesão de rapaz. Deu um estalo lá dentro que chegou a arder feito fogo, rasgando o que tinha de virgem em mim. Dei um gemido alto na boca dele, mas ele não parou. Segurou firme na minha cintura, cravando os dedos na minha pele, e continuou empurrando até o talo.

— E doeu muito? — o Miguel perguntou, com as bochechas vermelhas e o peito atlético subindo e descendo rapidamente, completamente excitado com os detalhes.

— Só no primeiro tranco, guri. Depois, o vaivém daquela carne dura subiu um calor tão forte para a minha cabeça que a dor sumiu. O Sebastião começou a pegar o jeito, a ganhar ritmo. A gente começou a se enfiar com força um no outro, os dois corpos jovens batendo na terra seca, levantando poeira no meio do mato. Eu cravava as minhas unhas nas costas dele, arranhando a pele macia daquele garoto, enquanto ele me socava sem dó, gemendo perto do meu ouvido. Era o som do nosso quadril batendo, aquele estalo molhado da carne jovem se descobrindo.

— E... como terminou? — o Miguel gemeu baixinho, fechando os olhos por um segundo, imaginando a cena toda.

— Ele não aguentou muito tempo não, guri. Rapaz novo quando pega uma carne quente de primeira descarrega rápido. O Sebastião deu três trancos bem fundos, me suspendendo da terra pela bunda, e derramou tudo lá no fundo. Aquele leite quente parecia que estava queimando por dentro. Ele caiu por cima de mim, bufando, com o coração parecendo que ia sair pelo peito. Voltei para casa com as coxas assadas, sem conseguir andar direito, mas com um sorriso de lado que ninguém entendia. Eu era uma menina, Miguel. Bem mais nova que você. E você aí, um homenzarrão desse tamanho, se guardando.

O Miguel ficou estático, a boca entreaberta, a respiração tão pesada que o peito atlético dele subia e descia num ritmo frenético. O estrago na mente e no corpo do meu neto estava feito.

​A tarde passou daquele jeito, sem pressa, engolida por mais uma rodada de caipirinha e pelo calor sufocante da popa do navio. Ficamos ali por horas. Eu desenterrava as memórias mais cruas da minha juventude na roça — as festas de interior, os amassos no escuro do milharal, os homens que tinham me pego de jeito — e o Miguel, já sem vergonha nenhuma por causa do álcool, devorava cada palavra, curioso, perguntando os detalhes mais absurdos, querendo saber como o corpo de uma mulher funcionava de verdade. Cada pergunta dele era um palmo a menos na distância que nos separava.

​Quando o sol já estava quase se pondo, tingindo o mar do Atlântico de um vermelho vivo e quente, o convés começou a esvaziar. Olhei para o copo vazio e depois para o guri, que estava com os olhos fixos na linha do meu colo, completamente dopado de tesão e cachaça.

​Levantei-me devagar da espreguiçadeira, deixando o maiô verde-oliva solto, segurando o tecido contra a frente do meu peito com as duas mãos. Dei dois passos curtos para trás, ficando de costas para ele, bem no vão entre as nossas duas espreguiçadeiras. Joguei as pontas das tiras de pano por cima dos meus ombros.

​— Amarra aqui para mim, guri. Minhas costas estão cheias de protetor e meus dedos estão escorregando.

​Ouvi o som da lona plástica estalar quando ele se mexeu, hesitante. O Miguel se levantou devagar. Senti a aproximação dele pelo calor que emanava do seu corpo e pela sombra que cobriu o meu mormaço. Quando ele deu o último passo à frente para pegar as tiras na minha nuca, o calção de tactel dele, completamente esticado pela ereção rígida e volumosa, encostou direto na minha bunda.

​Foi um toque firme, quente. O guri deu um arquejo curto e tentou recuar o quadril na mesma hora, assustado, mas as mãos dele já estavam segurando o tecido no meu pescoço. Eu não saí do lugar. Continuei firme, oferecendo o peso das minhas curvas contra a dureza dele, sentindo o compasso do coração do moleque bater desbocado nas minhas costas enquanto os dedos trêmulos dele davam o nó. Ele não conseguiu esconder o bicho. E eu adorei saber que tinha o controle daquela força.

​— O sol já deu por hoje, Miguel — sussurrei por cima do ombro, pegando a minha bolsa de praia. — Vamos voltar para a cabine.

​Virei de frente, dei um sorriso de lado para a cara dele de assustado e comecei a andar, deixando o fecho do maiô bem cavado ditar o ritmo da minha marcha. Ouvi o som apressado do Miguel pegando a toalha correndo, tentando disfarçar o volume que teimava em não baixar, e pisando firme logo atrás de mim.

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