Mudanças em uma nova Vida - Parte 1

Um conto erótico de SissieHipnose
Categoria: Trans
Contém 9008 palavras
Data: 15/06/2026 15:00:29
Última revisão: 15/06/2026 16:17:52

Um rapaz atinge a sua maioridade e precisa aprender a se virar na vida. Felizmente um benfeitor está disposto a ajudá-lo.

(Essa é uma história de ficção erótica. Todos os personagens e situações dessa história são fictícios e todos personagens tem mais de dezoito anos de idade. Não existem doenças sexualmente transmissíveis de qualquer tipo no universo dessa história.)

sissiehipnose@gmail.com

O suor escorria em abundância pelo meu rosto, enquanto eu escutava as palavras estimuladoras de Joana dizendo que faltavam apenas um quilômetro.

Joana é a minha personal trainer. Ela está cuidando da minha saúde e da minha rotina de exercícios.

Já faz três semanas que eu estou morando com o meu benfeitor Sr. Augusto. Eu recebi a notícia com surpresa, já havia ouvido que poucos têm essa sorte.

Eu cresci sob a tutela do estado em uma instituição. Já estava bastante preocupado porque já passou o meu aniversário de dezoito anos, quando como muitos como eu, tem um prazo para deixar o local e me virar sozinho. Alguns nessa situação já estão empregados e conseguem se virar sozinhos, mas esse não era o meu caso.

Apesar de sempre ter sido um bom aluno e com ótimas notas, conseguir emprego para quem cresceu numa instituição geralmente é complicado.

Exausto, terminei o meu ciclo de exercícios de hoje. Precisei de alguns minutos para me recompor. Joana elogiou a minha dedicação.

A minha personal me deu para beber um shake que havia preparado. Foi bom e renovador beber algo gelado. Eu sempre fui tímido e nos meus primeiros dias de treino eu me senti intimidado diante de uma mulher forte, bonita e da minha altura, mas agora estou mais à vontade.

Sr. Augusto se mostrou preocupado com o meu bem estar e a minha saúde desde o primeiro dia. Pela primeira vez na vida eu tive o meu quarto, com um videogame de última geração, e banheiro individuais.

O meu benfeitor, e agora eu, mora em um bonito e grande apartamento em um prédio alto. Ele é advogado, não sei a sua idade exata, mas deve ter algo em torno de seus quarenta e cinco anos, alto e de porte atlético, pele morena e um olhar sério na maior parte do tempo.

Logo Joana me deixou e eu segui tomar um banho revigorante. Eu nunca gostei de exercícios físicos, aceitei eles para não desagradar o Sr. Augusto, mas agora estou gostando.

***

Joana havia recomendado um checkup médico antes de eu começar treinos mais intensos. O meu benfeitor Sr. Augusto concordou imediatamente com ela.

Eu me sentia inseguro acomodado nas poltronas da sala de espera. Estávamos em um prédio antigo com muitas portas de salas em cada andar.

A secretária está entretida digitando algo num computador. É impossível evitar o meu olhar de deslizar rapidamente sob a mesa pelas coxas esposas da jovem garota bonita que não aparenta ter muito mais idade do que eu.

Com o toque baixo de uma sineta a secretária pediu a nossa entrada em uma sala interna. O Sr. Augusto se movimentou para a entrada de forma mais rápida e eu o segui com mais lentidão e de forma um pouco receosa.

Olhei para a médica de olhar sério já cumprimentando e trocando algumas palavras com o Sr. Augusto. Haviam duas poltronas em frente a sua mesa, mas já apontando para uma pequena abertura lateral e depois para uma maca médica ela falou:

— Tire inteiramente as suas roupas, vista o avental por favor e pode sentar na maca.

Ainda incomodado eu fiz o que foi pedido. Fiquei em dúvida se deveria tirar ou não a minha cueca, mas com vergonha de perguntar eu permaneci com ela. Eu não lembro de ter precisado tirar as roupas em uma consulta.

Deixei a saleta e me sentei sobre a maca. A médica estava preparando algo. Eu busquei o olhar do meu benfeitor, acho que buscando um ponto seguro.

A médica pediu para eu olhar para o outro lado e passou álcool no meu braço, explicando que seria apenas uma picada.

Nunca apreciei agulhas. Eu queria fugir, mas me mantive firme, já fiz exames de sangue algumas vezes.

A minha veia sempre foi fácil de ser localizada. Segurei o reflexo de movimento quando senti a picada. Ela foi habilidosa e rápida. Eu felizmente quase não senti.

Ainda pensando no avental que estou usando eu já esperava sair da maca e me acomodar na poltrona para responder perguntas, quando ela falou:

— Você pode querer se deitar um pouco.

Eu não entendi o sentido em sua declaração. Ela parece estar aguardando algo e o Sr. Augusto se levantou me observando.

A médica olhou para um relógio na parede da sala e foi quando senti algo estranho. Mesmo sentado meu corpo pareceu desequilibrar um pouco.

A médica conduziu o meu corpo para me acomodar mais na maca. Mesmo sem entender o que está acontecendo eu não ofereci resistência.

O meu corpo se tornou pesado e a minha visão estranha.

***

Eu acordei de uma forma estranha. A minha percepção voltou aos poucos. Lembranças confusas se tornaram nítidas aos poucos.

A minha garganta está doendo um pouco. Eu tentei falar, mas não consegui emitir nada compreensível.

O Sr. Augusto está acomodado sobre a poltrona e lendo algo no celular. O meu ruído emitido chamou a sua atenção e se levantando ele falou com a sua voz grave:

— Você acabou adormecendo durante a sua consulta.

Os meus olhos buscaram a médica. Algo não está certo. A minha voz saiu fraca e um pouco desconfortável quando perguntei:

— Onde… está a doutora?

Parecendo adivinhar ela entrou pela porta. Me vendo despertar ela falou olhando para o Sr. Augusto:

— Quando ele puder caminhar já pode se vestir e ir embora.

Olhando para ela eu perguntei:

— O que aconteceu?

A minha voz saiu mais normal. As minhas forças parecem estar se tornando cada vez maiores. Mostrando certa má vontade ela falou:

— Você dormiu.

Ela sentou-se atrás de sua mesa e olhando para a sua tela do computador e depois para o meu benfeitor falou:

— Ele deve tomar com regularidade e corretamente as suas vitaminas. De resto tudo certo.

Eu queria deixar imediatamente esse lugar. Me levantei com pressa e felizmente o Sr. Augusto me ajudou. As minhas pernas não estão totalmente firmes. Isso não faz sentido.

Ele me ajudou e eu segui para a saleta me vestir. Fiquei inseguro ao perceber que a minha cueca estava sobre as minhas roupas. Eu me lembro de ter ficado com elas.

Me vesti o mais rápido que pude pra sair logo desse lugar.

***

Já faz uma semana que Joana começou com as aulas de ioga. Eu me sinto mais relaxado, calmo e concentrado.

Eu queria começar a usar logo alguns aparelhos de musculação que o Sr. Augusto usa em alguns dias quando chega do trabalho, mas Joana prefere melhorar o meu condicionamento físico geral antes.

Sigo com rigor a dieta que ela me passou. O entregador dos congelados abastece o freezer uma vez por semana com nossas refeições prontas e o supermercado faz três entregas por semana com diversos produtos os quais eu preparo as minhas saladas frescas diárias.

No começo eu sentia um pouco de inveja dos suculentos pratos de carne do Sr. Augusto, mas agora já me acostumei com as minhas refeições mais magras e saudáveis.

Eu me sinto bem, abandonei a rotina de ficar no videogame até de madrugada e tenho dormido melhor e mais rápido. Diariamente coloco a gravação de Joana de meditação antes de dormir e tomo as minhas vitaminas rigorosamente nos horários corretos, a última delas antes de dormir. Elas são engraçadas, com três cores diferentes para eu não errar o horário de cada uma delas. A noturna antes de dormir é vermelha.

***

Um pouco aborrecido eu larguei o controle do meu videogame, após tentar o terceiro jogo e achar todos chatos demais.

A possibilidade de procurar um emprego e mais socialização já passou pelos meus pensamentos e comentei o fato, mas o Sr. Augusto prefere que eu me adapte mais às mudanças na minha nova vida e moradia. Mesmo um pouco chateado eu concordei com ele. Eu praticamente só tenho um contato presencial com ele e com a Joana. Antes sempre estava cercado de muitas pessoas.

Eu já pensava em chamar no celular alguns dos meus amigos da instituição para conversar, quando ouvi as batidas na minha porta do quarto. Logo depois o meu benfeitor abriu a porta e com a sua voz grave e séria falou:

— Eu tenho uma surpresa para você.

O tempo havia voado e nem tinha reparado que já estava no horário que às vezes o Sr. Augusto chega do trabalho. Ele desapareceu e eu não precisei de um convite para deixar o meu quarto e ver do que se tratava.

Sobre a mesa da sala de jantar estavam enfileiradas as sacolas transparentes com diversas cores. Eu peguei a preta na mão e o Sr. Augusto explicou:

— A Joana fez muitos elogios a sua performance nos treinos e você está pronto para um novo nível. Você precisa de novas roupas de ginástica. Pode levar para o seu quarto, vista uma delas e depois quero ver como ficou.

Com curiosidade eu agradeci, juntei os pacotes e segui para o quarto. Eu estive com Joana pela manhã e ela nada havia comentado.

Eu abri o pacote do traje preto com detalhes em vermelho. É um conjunto de calça e blusa. Me despi e vesti primeiro a minha nova calça.

Muito diferente das minhas roupas atuais de ginástica, a calça é justa demais e o seu tecido macio, elástico e diferente. O seu comprimento só chega na minha canela e fica mais curto do que estou acostumado.

Ainda pensando na calça, eu visto a parte de cima. Ela é ainda mais estranha, é uma regata de alças finas, expõe parte do meu peito num decote arredondado, sem mangas e deixa um fio da minha barriga exposta. Não seria uma roupa que eu escolheria para usar.

Um pouco inseguro eu voltei para a sala. O meu benfeitor estava acomodado em sua poltrona e tomando o seu whisky habitual. A minha voz se mostrou vacilante quando falei:

— Não é que eu não tenha gostado, mas é um pouco estranho. Acho que essa roupa é um pouco feminina.

Ele abriu um sorriso largo e depois riu. Eu me senti contente por um momento, ele parece mais bem humorado que a maioria dos dias. Com a sua voz grave tomou um gole longo de sua bebida e com voz forte disse:

— Besteira, você está perfeito e esse traje foi passado pela Joana. Todos os seus novos colegas usarão o mesmo.

Eu estava pensando sobre a palavra “colegas” quando ele complementou:

— Você tinha comentado sobre mais contatos pessoais e agora fará a sua ginástica em grupo.

A novidade me deixou muito feliz. O sacrifício de usar essa roupa meio esquisita valeria a pena.

***

Ainda faltava uma hora ou mais para a chegada do trabalho do Sr. Augusto. Eu estava lendo algumas matérias sobre ginástica no celular, quando decidi ver um pouco de pornografia.

Busquei nos sites habituais. Eu tenho um fetiche por garotas loiras vestidas com roupas íntimas pretas ou de cores escuras.

Eu acabei escolhendo uma garota que me agradou e que eu já tinha visto outras vezes. Sem hesitação, me acomodei mais na minha cama e abaixei a minha calça.

Eu nunca tive um grande membro, comparado aos homens em conteúdo sexual, mas isso nunca foi um incômodo. Peguei o meu pinto e comecei uma gostosa punheta.

Me sinto um pouco mal com isso, mas nunca estive realmente numa relação sexual com uma garota. O ambiente restrito quando morava na instituição foi predominante masculino. Eu cheguei a ouvir fofocas de relações homossexuais, mas sempre me mantive distante disso.

Não demorou para eu sentir o choque de prazer de um orgasmo. O meu esperma sujou a minha mão. Me sentindo bem, fui correndo para o banheiro me lavar. Eu adoro o meu prazer solitário quase diário.

***

Troquei poucas palavras com o motorista durante o trajeto de trinta minutos. As suas respostas foram todas monossilábicas e as suas atitudes demonstravam mau humor.

Chegamos a uma casa grande e bonita num bairro que me pareceu chique. Por um momento me recordei da diferença brutal de realidade entre o antes e o agora.

Fui recebido na porta por uma garota bonita em um uniforme preto. A sua roupa me lembrou alguns vídeos pornográficos que já assisti, embora nestes as roupas fossem muito mais curtas.

A garota se apresentou de forma bastante simpática, mas me sentindo ansioso eu nem assimilei o seu nome.

A casa me pareceu ricamente decorada e luxuosa. Passamos por uma sala grande e chegamos a um salão com aparelhos de ginástica. Mas a minha atenção voltou-se para Joana em pé, rodeada de alguns rapazes sentados à sua volta. A minha primeira impressão é que se tratavam de garotas, mas imediatamente percebi o meu engano. Todos estavam vestidos com roupas de ginástica de cores variadas similares às que eu ganhei. Contei rapidamente cinco rapazes. Joana falou de forma animada:

— Seja bem vindo Fred. Aguardávamos a sua chegada. Pode se trocar no vestiário.

Ela apontou em direção a uma porta e ainda olhando para os rapazes e me sentindo um pouco inseguro eu segui na direção indicada.

O vestiário é nitidamente preparado para várias pessoas. Contei seis chuveiros lado a lado e no corredor central existe um longo assento. O grande espelho em uma das paredes me pareceu exagerado e desconfortável.

Eu vesti o meu novo traje, esse tem uma cor roxa e detalhes em preto. Por um momento pensei em ligar para o Sr. Augusto e desistir do treino. Não existe como me sentir confortável com essa roupa em frente de outras pessoas.

Me enchendo de coragem deixei o vestiário e segui para junto dos outros. Joana, simpática como sempre, me recebeu e me apresentou aos meus novos colegas.

Fizemos bicicleta, esteira, vários exercícios aeróbicos, yoga e muitos alongamentos, nada muito diferente do que eu fazia com Joana no apartamento.

Eu troquei poucas vezes palavras com os meus novos colegas. Ninguém foi muito de conversar, embora eu seja o que menos falei.

Eu percebi que um dos rapazes parece estar usando uma maquiagem leve e discreta. Parece que todos temos um perfil similar, um corpo magro, uma altura mediana e uma idade não maior que dezoito ou dezenove anos.

Eu não sou preconceituoso e não sou gay, mas usando de estereótipos todos eles me parecem. É impossível não pensar isso com esses trajes coloridos e femininos demais.

***

O impacto de todos no vestiário em meu primeiro pós treino coletivo foi intenso. Nem na instituição existia tamanha falta de privacidade.

Todos estávamos suados e desejando um banho refrescante. Mas a proximidade dos chuveiros lado a lado e a ausência de qualquer divisão e mais privacidade é incômoda.

Um dos meus novos colegas parecia estar mais a vontade que todos, parecia pouco se importar com a exposição da sua nudez.

Todos tivemos shampoos e sabonetes à disposição. O aroma é mais doce do que o que estou acostumado.

Mesmo procurando ser o máximo discreto possível, pude perceber que nenhum de nós é realmente bem dotado. Sempre achei ter um pinto de tamanho mediano e percebi que uma parte é ainda menor que o meu.

Terminado me vesti o mais rápido que pude pra deixar logo esse lugar.

***

Os dias passaram na minha nova rotina de treino. Aos poucos eu me senti mais confortável e a vontade com meus novos colegas. As conversas amigáveis se tornaram frequentes.

Quase todos os outros cresceram em instituições, apenas um de nós contou que foi adotado a alguns anos e mora com uma família de duas mães.

Todos já haviam ido embora e eu me atrasei propositadamente para terminar de me arrumar.

Joana conversava no salão pelo celular. Por um momento ouvi algo sobre “isso os deixou mais dóceis”. Ela pareceu por um momento irritada com a minha presença no local. Se despediu de uma forma nitidamente brusca.

A sua expressão facial mudou rapidamente e de forma simpática ela falou:

— Achei que todos já tinham ido embora. Em que posso ajudar?

Eu hesitei por um momento, com um pouco de insegurança com a pergunta, por fim falei:

— É que… O Sandro e o Theo. Eles estão usando maquiagem. No começo era mais discreto e leve, nos últimos dias está mais aparente.

O seu olhar foi de estranheza num primeiro momento, para logo depois ela rir.

De forma calma ela explicou que muitos famosos fazem uso de maquiagem. Na tela de seu celular ela fez buscas rápidas e me mostrou algumas celebridades usando maquiagem. Isso me deixou mais relaxado. A nossa conversa foi muito boa.

Como sempre o carro da minha carona já me esperava na saída da casa de Joana. Como sempre eu cumprimentei meu motorista de forma simpática e ouvi as suas respostas monossilábicas e mal humoradas.

Aproveitei o trajeto de retorno para pesquisar outros famosos usando maquiagem. Alguns são muito bonitos.

***

Eu já estava indo tomar a minha vitamina noturna, mas pensei em relaxar um pouco antes de outra forma. Eu acabo dormindo rápido após tomá-la.

Me ajeitei na minha cama e tirei a minha calça do pijama. Já faz mais de uma semana da minha última masturbação, tenho sentido menos desejo em relação a isso.

Olhei algumas garotas da minha lista costumeira enquanto eu acariciava o meu membro. Elas parecem um pouco desinteressantes.

Parei em um vídeo de uma garota de pele clara sendo enrabada de quatro por um homem moreno e musculoso. O seu olhar de prazer me excitou, ela está gostando muito, e o homem é muito bem dotado.

O meu pinto demorou mais que o habitual para ganhar vida e enrijecer um pouco. Demorou e precisei me esforçar mais. Teve momentos que achei que ele fosse amolecer. Felizmente, logo senti a minha onda de prazer chegar.

Me sentindo muito relaxado, me limpei no banheiro e bebi a minha vitamina. Preparei o meu áudio de meditação e me acomodei para dormir, pensando no vídeo que havia acabado de assistir.

***

Mesmo numa época que a maioria prefere leituras rápidas na internet, eu sempre fui um frequentador da pequena biblioteca no instituto.

Um pouco entediado decidi ir a uma livraria, localizei uma a menos de quinze minutos de ônibus.

O transporte público passou rápido assim que eu cheguei ao ponto. O trajeto foi curto e aproveitei para ficar olhando o visual urbano.

Embora eu só tivesse dinheiro para um livro não muito caro, folheei vários. Dispensei um atendente querendo ajudar e por fim escolhi um volume que me interessava.

Já na saída, olhei surpreso para o carro parado quase na porta. Com um olhar de irritação o motorista que me leva para a academia parecia me aguardar encostado no carro. Eu tive certeza quando ele falou:

— Eu vim buscá-lo.

Ele abriu a porta, aguardando. Eu sempre me virei para ir aos lugares que precisava sem depender de ninguém. Isso nunca foi uma opção. Ainda sem entender como ele me achou eu segui para entrar no carro perguntando:

— Como você me achou aqui?

Ele nada respondeu e sua expressão estava revelando ainda mais irritação. Preferi não contrarialo.

***

Silvio é mais falante do que eu e ele fala que eu sou um bom ouvidor.

Eu não conheço muitas pessoas e tenho poucas oportunidades de passear, então fiquei feliz quando o meu novo amigo me chamou para encontrá-lo no shopping. Nós sempre conversamos em nosso treino conjunto e depois dele, mas é a primeira vez que nos vemos fora da residência de Joana.

É sempre diferente ver os meus colegas fora das nossas roupas de ginástica, onde convivemos a maioria do tempo.

O meu amigo está usando uma calça jeans justa e uma camiseta de cor clara. Está usando um perfume doce floral e seu cabelo está mais arrumado do que de costume.

Enquanto Silvio contava sobre o seu passeio ao litoral na companhia de seu benfeitor eu tomei mais um gole em meu suco de goiaba.

Eu havia conhecido a praia a anos atrás em uma excursão do instituto. Me lembro de adorar caminhar na areia e brincar na água, embora fosse um pouco gelada.

Na maior parte do tempo a vida de Silvio parece ser parecida com a minha. Ele mora com o seu benfeitor em um apartamento e tem o seu próprio quarto. Os seus gostos musicais são diferentes dos meus. Ele também gostava de um videogame, mas ambos já quase não jogamos mais. Achei algumas coincidências engraçadas.

Eu não entendo muito sobre moda, como combinar roupas e estilos, ele me contou que tem frequentemente pesquisado esse assunto.

Já estava chegando o horário combinado do motorista vir me buscar, o nosso horário já estava previamente combinado.

Eu segurava o copo quase vazio sobre a nossa mesa, quando os dedos de Silvio roçaram levemente na minha mão.

Eu me assustei por um momento e me afastei. Eu pude perceber a sua perplexidade, mas ele nada comentou a respeito. Eu achei o seu toque, nitidamente proposital, estranho.

Infelizmente a hora do final do nosso encontro chegou ao final. Espero ter a oportunidade de nos vermos fora do treino mais vezes.

***

Quando eu acordei pela manhã encontrei a caixa e o bilhete do Sr. Augusto na minha mesa de cabeceira.

Fiz uma leitura rápida do bilhete e peguei a caixa com ansiedade. O embrulho foi rasgado com a pressa de uma ansiedade intensa.

Eu apreciei a bonita caixa nas mãos por um momento. Eu nunca poderia pensar em ganhar algo assim.

Logo eu estava tocando o meu presente, um celular top de linha da geração mais atual, muito caro, lançado a algumas semanas, o sonho distante de qualquer jovem na minha situação.

Com ansiedade coloquei o aparelho para funcionar. Fiz as configurações iniciais e iria transferir o meu número atual para a minha nova máquina, mas congelei em dúvida por um momento.

Vida nova, celular novo, preciso me desapegar do passado de todo ele.

A ideia cresceu nos meus pensamentos. Desliguei o meu celular velho e criei novos dados para o celular novo. Ele é fantástico!

***

Eu já tinha percebido o aumento da sensibilidade corporal a alguns dias. Os meus pêlos corporais, nunca fui muito peludo, estão mais ralos e finos, quase sumiram, e fico pensando se isso tem alguma relação.

Termino de passar o meu creme corporal, pensando na última vez que precisei fazer a barba, já faz algum tempo e antes eu fazia uma vez por semana no geral.

Eu me visto. Gosto do toque das minhas roupas no meu corpo, é quase tão bom quando ficar algum tempo embaixo do chuveiro e sentir a massagem da água sobre meu corpo.

No começo me senti um pouco incomodado com isso, mesmo Joana afirmando que é normal. O meu corpo e a minha saúde melhoraram com os treinos e isso traz novas percepções.

Hoje percebo que meus peitos estão um pouco inchados e coçam as vezes. Provavelmente são mudanças na minha musculatura.

***

Joana aumentou bastante os exercícios que fazemos em duplas. A minha dupla favorita é o meu amigo Silvio, então quase sempre faço junto com ele.

Eu acho um pouco estranho, mas a sensação é boa, quando os nossos corpos ficam juntos por algum tempo e é ainda mais estranho quando nossos rostos ficam próximos, o olhar do meu amigo parece diferente e isso incomoda um pouco.

Percebi uma umidade acima do normal na minha bunda, quase juntando água. O fato chamou ainda mais quando percebi a marca de líquido de formar na bunda de Silvio que está com uma roupa verde. Achei o fato muito engraçado.

Joana é uma excelente treinadora e confio muito nela. Ela está sempre nos estimulando e cuidando do nosso treino e da nossa saúde e isso me deixa muito feliz.

***

O suor escorria pelo meu rosto e já exausto eu larguei o meu pinto e me estendi sobre a minha cama.

Nos últimos tempos estava ficando mais difícil e demorado eu conseguir atingir o clímax de um orgasmo, mas hoje me pareceu impossível.

Eu tentei diferentes vídeos e imagens, tanto de pornografias explícitas como de nudez mais inocente, mas não consegui nada perto de uma ereção.

Já passou pela minha cabeça comentar esse fato com a minha personal Joana. Enquanto a minha saúde e resistência nos treinos melhorou muito, a minha tolerância para uma gostos punheta parece estar gradualmente desaparecendo. Afastei essa ideia dos meus pensamentos, não seria algo apropriado.

Também pensei em comentar o fato com o meu benfeitor Sr. Augusto, mas acho que ele faria um julgamento errado a meu respeito. Nunca fui muito fã de ir a um médico, mas até isso está sendo uma possibilidade nos meus pensamentos.

Deslizar a minha mão em meu próprio corpo me dá muitos arrepios deliciosos, como se as minhas zonas erógenas tivessem se espalhado, mas isso parece não refletir em nada na busca de um orgasmo.

Já está quase na hora que o Sr. Augusto pode chegar do trabalho, decidi seguir tomar um banho rápido, ele sempre gosta de conversar um pouco comigo e saber sobre o meu dia.

***

A dor de cabeça, mesmo incômoda, não está forte. Tomei um pouco de água na cozinha e pensei em pedir um analgésico para o meu benfeitor.

Eu já estava quase na entrada da sala onde o Sr. Augusto assistia algo na televisão, quando escutei o seu celular tocando.

Sem querer atrapalhar a sua conversa, aguardei sem entrar na sala. Mesmo sem intenção de violar a sua privacidade não pude evitar de ouvir a conversa. Sr. Augusto falou:

— Não, ele nada comentou sobre febre ou qualquer mal estar.

Após um silêncio onde o outro lado deveria estar falando algo, ele falou:

— Eu vou verificar e entro em contato em caso de necessidade.

Com o encerramento da ligação eu entrei na sala e perguntei se ele tinha algum analgésico para eu tomar. Sem fazer perguntas, eu segui ele para a cozinha onde ele me disponibilizou um remédio e me desejou melhoras.

***

O incômodo foi intenso quando cheguei ao nosso treino e percebi a maquiagem clara, mas perceptível, que o meu amigo Silvio está usando.

Eu pensei em evitá-lo no começo do nosso treino, mas isso seria impossível com os nossos exercícios em duplas. Coincidentemente Joana parece estar fazendo os exercícios mais intensos hoje com toques mútuos mais fortes.

Silvio tentou puxar algumas conversas aleatórias, mas evitei conversas mais longas e dei apenas respostas bastante curtas.

Já seguindo para o vestiário no final do treino pensei o quanto o meu amigo está parecendo mais feminino. O seu cabelo cresceu desde que eu o conheci e o seu corpo está diferente. Por um momento toquei o meu próprio cabelo imaginando que preciso ir ao barbeiro.

Já no vestiário eu fui mais demorado como sempre. No geral Silvio é dos mais rápidos, mas dessa vez ele também demorou mais. Já estávamos apenas nós dois, quando ele perguntou:

— Está tudo bem? Você está mais calado hoje do que o habitual?

Eu hesitei com certa insegurança. Eu temia magoar os sentimentos do meu amigo de alguma forma. Apenas respondi:

— Tudo bem, apenas um pouco mais cansado no treino que o habitual.

Ele pareceu não acreditar muito, mas depois sorriu e perguntou:

— Você já pensou em usar maquiagem?

A pergunta me surpreendeu. Pensando em algumas celebridades que acompanho e que usam maquiagem eu expliquei, me sentindo inseguro, que isso é majoritariamente de garotas. Temi que ele poderia ficar magoado, mas ele apenas riu com bom humor.

Quando fomos nos despedir eu estiquei a mão, como sempre, mas ele me puxou e para uma imensa surpresa os seus lábios tocaram rapidamente a minha face.

Eu fiquei sem reação e um pouco assustado. Fui embora com a cena inesperada nos meus pensamentos.

***

Como faço todos os dias eu esquentei as nossas refeições no microondas e servi a minha refeição e a do Sr. Augusto em nossa sala de jantar. Eu havia preparado uma gostosa salada mista de folhas e alguns legumes, mas o meu benfeitor pouco costuma tocar na salada.

Ele já havia dado uma garfada, quando falou:

— Eu já estava quase esquecendo, tenho uma surpresa para você.

A informação me surpreendeu e me deixou ansioso. Ele já me levou algumas vezes para comprar roupas e outros objetos pessoais. Por um momento me lembrei que a minha surpresa anterior havia sido as minhas roupas de ginástica atuais, isso parece estar a uma eternidade de distância.

Ele se ausentou por um instante e depois retornou com uma sacola rosa com algo no interior. Colocou-a em minha frente e me pediu para abri-la.

Desembrulhei o presente com expectativa. Eu ganhei poucos presentes na vida e já faz muito tempo do último.

Abri o pacote que revelou a caixa rosa retangular e com detalhes metálicos em seu interior. Eu já havia visto muitos modelos similares e caros na internet.

Eu senti certa insegurança. Como ele poderia saber que andei pesquisando sobre conjuntos de maquiagem? A internet em nosso lar é monitorada de alguma forma?

A onda de felicidade me invadiu, por mais que eu tentasse rejeitá-la de alguma forma. A ideia de me maquiar, embora fascinante, eu sei que é errada. Um pouco inseguro falei:

— Mas… papai…

Eu me calei, sentindo insegurança. De algum tempo para cá, em meus pensamentos, eu já estava me referindo ao Sr. Augusto como papai. Não sei de onde essa ideia surgiu, eu sei que ele é apenas o meu benfeitor e que isso é temporário.

Eu olhei preocupado, achando que ele poderia ficar irritado, mas ele parecia contente. Eu abri os fechos e o interior foi revelado com maquiagens e acessórios. Eu gaguejei:

— Obri-gado, pa-pai…

Deixando satisfação transparecer ele falou:

— De nada, eu sei que muitos jovens gostam de maquiagem. Também tem na sacola um pendrive com muitas vídeo-aulas de aprendizagem, material completo.

Agradeci novamente o presente e pensei por uma última vez como ele poderia saber que eu estava curioso em como seria usar maquiagem e que alguns dos meus colegas de treino usam. Será que Joana falou algo para ele?

***

As piscadas do vídeo me despertaram. As videoaulas são instrutivas, mas também muito relaxantes. No começo alguns defeitos que fazem a tela piscar esporadicamente eram irritantes, hoje quase nem os percebo mais.

O desejo se tornou forte demais e venceu a resistência. Eu já tinha aplicado maquiagem algumas vezes sozinho em meu banheiro, para retirar algum tempo depois.

Terminei a maquiagem leve, mas impermeável, indicada para atividades casuais, feita em tons claros de roxo. O meu cabelo está cada vez mais comprido e bagunçado e isso já me incomoda um pouco, arrumei-o da melhor forma que posso.

Terminei de preparar a minha mochila e o interfone tocou, indicando que a minha carona havia chegado.

Entrei no carro e o motorista me observou por um tempo maior que o costumeiro, mas apenas respondeu ao meu bom-dia como sempre. Eu não esperava mais que isso.

Quando cheguei ao meu treino foi apenas elogios sobre a minha face maquiada. No geral todos estão usando.

Joana nos indicou a execução de um novo exercício que forçava os nossos rostos a ficarem de frente e muito próximos. O meu companheiro preferencial de exercícios é o Silvio e estávamos juntos.

Novos lábios chegaram a se tocar levemente algumas vezes. Felizmente sempre fiz uma boa higiene. Me senti mal as primeiras vezes que aconteceram, mas o meu amigo pareceu não se importar e até gostar.

Já estávamos no final do treino, quando nossos lábios se tocaram e Silvio intencionalmente queria ficar mais tempo com eles colados, mas eu o afastei por não achar isso apropriado.

Eu achei estranho e engraçado quando Joana nos chamou pela primeira vez de meninas no treino. Eu sei que foi apenas de brincadeira, então não vejo problema.

***

Papai havia me convidado para sair jantar pela primeira vez. Eu achei importante não decepcioná-lo.

Tomei um banho mais demorado que o habitual. Arrumei o meu cabelo e escolhi uma maquiagem um pouco mais forte que o costume. Eu quero muito agradá-lo.

Demorei para conseguir escolher a roupa mais adequada, mas felizmente papai me deu de presente algumas roupas novas a alguns dias atrás, não gosto de usar mais as minhas roupas mais antigas.

Escolhi uma calça bege que tem uma barra larga que depois descobri ser boca de sino. Quando eu ganhei achei esse fato engraçado, mas depois percebi que eles são muito elegantes.

Na parte superior escolhi uma blusa regata decotada que deixa a minha barriga à mostra. Papai gosta de roupas que expõem a minha barriga em forma, embora eu ache elas esquisitas às vezes. As blusas decotadas parecem servir cada vez melhor no meu peito.

Passei o perfume preferido do papai por último vesti pela primeira vez uma das sandálias que tem um pequeno salto que ele havia me presenteado. Eu não acho elas muito adequadas para um rapaz, mas a ocasião é especial.

Quando papai me viu ele assobiou e fez elogios a minha aparência, o que me deixou muito feliz. Ele também está muito másculo, bonito e elegante em um termo social.

Fiquei muito feliz em estar saindo com papai.

***

Papai disse que passaríamos o dia juntos e que eu teria várias surpresas e isso me deixou muito contente. Eu gosto de sair na companhia de papai, mesmo sabendo que ele é muito ocupado e nem sempre isso é possível.

Eu me arrumei para a ocasião. Num primeiro momento me senti inseguro em frente ao espelho.

A minha silhueta me pareceu estranha. A minha cintura está mais afinada, mas ganhei um certo volume nas coxas e nos quadris. Os meus pêlos corporais claros quase não podem mais ser vistos.

A minha preocupação se dissipou por completo com os elogios à minha aparência. Isso me faz sentir muito bem.

Durante o trajeto, papai colocou a sua mão sobre a minha perna e sobre a calça algumas vezes. Eu estranhei quando ele fez isso pela primeira vez, mas felizmente ele não parece ter percebido nada.

Eu já estava ansioso quando chegamos a uma casa discreta num local de pouco movimento. Uma mulher elegante de cerca de quarenta anos nos recebeu na porta. Ela claramente já estava nos esperando, pois sabia o meu nome e o de papai.

A mulher fez alguns elogios sobre a minha aparência. Ela me tratou no sexo feminino o que me incomodou um pouco, mas preferi não falar nada a respeito.

Entramos num ambiente simples e de poucos móveis. Papai se acomodou no sofá e a mulher me encaminhou para um banco de barbeiro com um grande espelho à minha frente. Felizmente tudo indica que eu vou cortar o cabelo, já estou precisando, não lembro dele ter ficado alguma vez tão comprido.

Uma garota jovem e bonita entrou na sala em minha direção. Foi impossível não encarar com curiosidade o seu cabelo tingido de rosa por um momento.

A garota colocou uma grande plataforma de veludo no meu colo. Ela foi aberta revelando muitos pares de brincos dourados e com coloridas pedras.

Papai se juntou ao meu lado. A mulher desconhecida, sem me dar atenção, iniciou um diálogo com papai falando e exibindo as peças.

Os brincos são muito bonitos, mas não são adequados para o uso masculino. Eu não tenho e não pensei em furar as orelhas. Eles me parecem bastante caros.

Papai separou alguns pares. Por algumas vezes algumas peças foram colocadas junto a minha orelha, mostrando que estavam sendo selecionadas para o meu uso. Eu me enchi de coragem e falei:

— Mas papai, esses são brincos femininos.

A minha voz saiu mais chorosa do que eu gostaria. Eu pude ler uma irritação momentânea em sua face e isso me envergonhou por um momento. Eu me arrependi do meu comentário que deve tê-lo chateado. Ela falou com a sua voz forte:

— Besteira, não se preocupe com isso.

A sua declaração me acalmou um pouco. Se dirigindo para a mulher ele falou:

— E esse é o que será colocado agora.

Eu não pude ver direito o que ele tinha nas mãos, mas pude ver rapidamente algo roxo pelo espelho. A mulher fez um comentário sobre a excelente escolha dele.

A garota jovem preparou algo numa mesinha ao meu lado e pela primeira vez eu pude ouvir a sua voz fina que disse:

— Agora fique bem quietinha, não vai doer muito e não se mexa.

Ela se posicionou ao meu lado e pelo espelho eu puder ver o que parecia ser uma pistola em sua mãos. Ela foi posicionada ao lado da minha cabeça e um pouco depois eu senti a suportável dor repentina.

A garota seguiu realizar uma nova preparação. Com curiosidade eu olhei para o brinco dourado e com duas pedras roxas. Ele tem um formato que lembra um gato, com um corpo e uma cabeça formados das pedras.

Por um momento pensei em dizer algo. Eu poderia rejeitar e pedir uma nova escolha, isso não está certo. Olhei para o papai, que parecia entusiasmado e isso tirou a minha vontade de me manifestar.

Logo eu estava com o seu par na minha outra orelha. Embora leves, eu posso senti-los. Isso não está certo.

A garota colocou um colar de pedra roxa e desenho similar no meu pescoço, nitidamente uma parte do mesmo jogo que os brincos. Eu gostei do seu toque nos meus ombros e sorri involuntariamente para ela, que devolveu o meu gesto.

A bela peça fica acima dos meus seios e atrai qualquer atenção para o meu peito. Papai falou:

— Está perfeito e muito bonito. Pro cabelo eu gostaria do número sete que eu já escolhi.

Eu senti um misto de felicidade e insegurança. Embora contente com papai satisfeito, não consigo deixar de sentir que isso está errado.

Eu pude ver a preparação de instrumentos para um corte de cabelo. Isso tirou os meus pensamentos dos meus novos acessórios. Logo a garota começou a aplicação de cremes estranhos e de cheiros fortes.

Assisti impassível a colocação de vários itens estranhos no meu cabelo que nunca tinha visto. Pouco a pouco tudo foi ganhando forma, o meu cabelo loiro natural ficou mais platinado ganhou mechas ainda mais claras que ele e uma leve franja em roxo surgiu na minha cabeça.

Ela terminou o meu cabelo fazendo inúmeros elogios, seguido das palavras firmes de papai comentando que o serviço foi excelente.

Eu não me reconhecia no espelho. A integração do meu novo cabelo, a minha maquiagem e os meus acessórios me deixou feminino demais. Eu comecei a tremer de insegurança, mas ninguém pareceu perceber.

Não demorou e de forma mecânica deixamos o local e estávamos novamente no carro de papai. Durante o trajeto ele perguntou:

— Você não disse nada. O que achou, você gostou das suas surpresas?

Mil respostas surgiram nos meus pensamentos, mas eu apenas consegui dizer:

— Eu adorei! Obrigado pela surpresa, papai.

***

Eu me diverti olhando para o rosto perplexo do motorista quando cheguei para ir para o treino. Ele não havia me visto ainda com a minha nova aparência.

Ele parecia um pouco nervoso quando entrei no carro. Não irritado, mas preocupado ou talvez incomodado com algo.

Mas excetuando esse fato, o trajeto foi comum como das outras vezes. Inesperadamente, uma parte minha gostou de causar essa reação.

***

Eu havia sido o primeiro da turma da academia a ter passado pela grande mudança no visual.

Os meus colegas e Joana fizeram muitos elogios, todos gostaram bastante. Eu acho que fui uma boa influência. Nos treinos seguintes todos foram aparecendo com novos visuais. Eu adorei o novo corte de cabelo do meu amigo Silvio.

Após o treino no vestiário eu percebi quando dois colegas entraram juntos num reservado. Já estávamos apenas nós e um pouco depois eu pude ouvir os sons estranhos e abafados.

Ainda em dúvida sobre o que estava acontecendo, finalizei a minha higiene e deixei o local. Deve ser desconfortável duas pessoas juntas num espaço tão restrito.

***

O cheiro de tinta é leve, mas presente na casa e mais forte no meu quarto.

Já fazia alguns dias que papai havia comentado a respeito da pintura nos dormitórios: no meu quarto e no quarto de hóspedes.

Durante o dia eu assisti aos homens moverem móveis e suarem entretidos com os seus trabalhos. Por mais de uma vez tentei puxar assunto com eles, mas eles pouco respondem algo e até parecem temer estar próximos a mim.

Já a noite papai chegou e examinou os serviços. Os homens já haviam ido embora e ele pareceu satisfeito com o serviço.

Seguimos a nossa rotina noturna normal, mas chegou a hora de ir dormir.

Dormir no meu quarto não me faria bem. Eu me ofereci pra me acomodar num dos largos sofás da sala, mas papai estava preocupado com o meu conforto e bem estar.

Papai sugeriu que a sua cama é grande e larga e que eu poderia me acomodar lá. A minha percepção acerca disso foi um pouco incômoda. Eu nunca havia dormido acompanhado em uma cama. Depois pensei que é uma solução viável e confortável.

Ficando pouco no meu quarto eu vesti um dos meus pijamas e peguei a minha vitamina noturna, optando por tomar ela depois na cama.

Os pijamas de papai são muito bonitos. Ele me esperava em seu quarto e se deitou antes.

Eu entrei embaixo das cobertas, mais pesadas do que estou acostumado. A sua cama é bem confortável e seus lençóis tão macios como os meus.

Papai está nervoso, mas eu não consigo entender porque. Eu converso um pouco com ele, isso deve deixá-lo mais tranquilo.

Algum tempo depois ele vai até o banheiro. Algum tempo depois ele volta para a sua cama. Ele está mais calmo e a sua voz normal.

Eu aproveito para tomar a minha vitamina. Eu estranho um pouco quando ele se desloca um pouco mais próximo do meu lado na cama e sua mão toca as minhas costas entrando sob o meu pijama. Senti a umidade crescer na minha bunda, como acontece às vezes. O seu toque em minha pele sensível é prazeroso. Um alarme soou na minha cabeça por um tempo. Parei de pensar nisso quando o meu sono chegou.

***

Eu gosto de passear no shopping e fazer compras com papai. Eu adoro olhar para as pessoas bonitas e em sua maioria descontraídas.

Foi um pouco estranho a primeira vez que ele segurou a minha mão enquanto andávamos. Por um momento eu pensei em soltá-la e afastei essa ideia. Ninguém parece estranhar nada.

Já tínhamos algumas sacolas de compras. Papai me deixou escolher tudo o que eu quis, embora às vezes deu algumas opiniões. Papai gosta de blusas e shorts ainda mais curtos do que o meu gosto e no geral roupas mais justas.

Entramos em uma loja nova de perfumes e um vendedor atencioso nos recebeu. A sua expressão foi de seriedade para espanto rapidamente. Logo depois ele gaguejou:

— Cé... César, é você?

O olhar do rapaz é de horror. O seu olhar me percorreu e ele se afastou um passo. Eu me senti confuso. Eu não o conheço, mas ele sabe o meu nome. Quem é ele?

Papai segurou a minha mão com mais força. Eu ainda tentava entender a situação. O meu coração disparou.

Quando eu percebi já estava andando novamente no shopping sendo puxado por papai. A minha respiração ainda estava um pouco acelerada quando perguntei:

— Quem é ele, papai?

Ele parou por um momento. Eu pude perceber que ele está um pouco preocupado. A sua voz foi mais ríspida que o normal quando falou:

— Ninguém, ele deve ter o confundido com alguém.

Continuamos andando mais rápido do que antes. Eu repassei as pessoas que conheço ou que já tive contato, buscando algum rosto que me recordasse ao rapaz desconhecido.

***

Já estava na hora de dormir e eu pensei o que deveria usar.

Papai e eu havíamos feito uma arrumação no meu guarda-roupa. Separamos muitas roupas que eu já não uso faz tempo para doação. Muitas irão para o lixo. Eu ri quando papai separou todas as minhas cuecas para o lixo. O que eu iria usar?

Ele pareceu adivinhar os meus pensamentos. Deixou o meu quarto por algum tempo e depois retornou carregando várias sacolas de compras.

Retirei o conteúdo da primeira sacola. O seu tecido é liso e delicado. É uma camisola preta com enfeites. Antes de eu poder dizer algo papai falou:

— Gostou do seu novo pijama?

Eu olhei novamente a peça, sentindo-a em minha mãos. O seu tecido é muito agradável ao toque e ela é muito bonita. Mas não parece um pijama que um rapaz usaria. Inseguro falei:

— Eu não sei. Ela me parece tão feminina.

Ele riu da minha declaração e apontou para o meu grande espelho. Por um momento eu me olhei e me senti contente com a minha aparência. Mesmo assim e juntei forças pra dizer:

— Eu não posso usar algo assim.

Eu tive medo que ele ficaria chateado ou rejeitado, mas não pude perceber algo assim. Ele apenas riu novamente e me estendendo outra sacola falou:

— Olhe esse, tem vários pijamas muito bonitos ai.

Soltei o pijama sobre a minha cama e peguei o outro na sacola. Ele é uma bonita peça em roxo, diferente, mas similar a anterior. Papai falou:

— Eu adoraria ver você vestindo ela agora. Isso me faria muito feliz.

Como se involuntariamente eu sorri para ele. Depois abaixei e tirei as minhas calças e depois a minha blusa. Me olhei novamente no espelho.

É impossível descrever o quanto estou feliz com o meu corpo. Minhas formas estão suaves e arredondadas, a minha bunda maior e a minha cintura mais fina. Eu não consigo me lembrar como era antes, mas eu sei que era diferente. Eu adoro o meu cabelo!

O meu novo pijama deslizou pelo meu corpo. O seu tecido é muito agradável. Sentindo-me muito bem me posicionei melhor para o espelho e falei:

— Ele é tão bonito.

A mão forte e bruta de papai deslizou pelo meu braço e passou de leve pelo meu seio. Ele é muito sensível e o seu toque agradável quase me fez gemer.

Ele pegou uma outra sacola um pouco menor e me falou:

— Também comprei cuecas novas para você.

Ansioso e com pressa retirei o pacote com múltiplas peças de cores variadas. Peguei uma com a mesma cor do meu novo pijama e a abri em minhas mãos.

Ela é pequena, muito menor que as minhas cuecas comuns. Suas linhas são todas mais finas e delicadas, em nada lembrar as minhas cuecas box. Por um momento pensei que elas se parecem demais com uma calcinha feminina, mas sei que é um pensamento tolo.

Eu sei que papai está ansioso para me ver com ela. De uma forma que me pareceu bonita eu tirei com delicadeza a minha cueca jogando-a longe e vesti a nova peça. Fazendo uma pose perguntei:

— O que achou?

Papai me abraçou. É muito gostoso sentir o calor de seu corpo junto ao meu. Com uma voz um pouco tremula ele falou:

— Você está perfeita!

***

Assistir televisão abraçado com papai é muito gostoso, acho que só perde quando estamos juntos na cama.

Eu gosto de tudo de papai. Os seus músculos são muito firmes, o seu cheiro delicioso e ele parece sempre estar feliz ao meu lado.

Às vezes antes de dormir ele está um pouco nervoso ou agitado, mas nada que uma visita ao seu banheiro não resolva. Ele sempre volta relaxado de lá, acho que gosta de fazer as suas necessidades fisiológicas logo antes de deitarmos.

Às vezes ele me chama de princesa. Nas primeiras vezes achei estranho um rapaz ser chamado disso, mas já me acostumei.

Como nos outros dias, papai voltou do banheiro e se aconchegou na cama me abraçando. Eu já havia tomado a minha vitamina e estava aguardando apenas o meu sono vir. Afastei o meu corpo mais para perto dele.

***

O começo de um treino é sempre um momento divertido. Gosto de conversar com os meus amigos e Joana sempre nos deixa papear por algum tempo.

Eu gosto mais de conversar com o meu amigo Silvio. Hoje ele comentou que o seu papai Frank queria me conhecer em algum momento.

Joana nos reuniu em um círculo, mesmo antes de nos vestirmos com nossas roupas de ginástica.

É sempre agradável quando estamos todos juntos assim. Claro que existe sempre uma competição não revelada das roupas mais bonitas.

Theo está usando uma das suas saias curtas que ele adora. Eu evito trajes assim, eu me sinto exposto e um pouco incomodado com as pernas de fora e prefiro calças compridas. Os gostos de Silvio são mais próximos dos meus.

— Já estamos atingindo uma nova etapa em novo treino. Todas estão muito bem e eu estou muito contente com vocês. São a melhor turma. Sabem o que faremos hoje?

Alguns palpites e ideias surgiram. Após algum tempo ninguém pareceu chegar a verdade e Joana falou:

— Temos um novo jogo. Nós daremos novos nomes para nós. Mas apenas nomes para os colegas, nada de querer dizer um novo nome para si mesmo.

Eu absorvi as palavras, achando isso um pouco tolo. Foi Sandro que mais entusiasmado falou primeiro:

— O Silvio tem cara de Armando.

Joana riu e falou:

— É assim mesmo, mas sejam mais criativos, pensem mais, olhando para Silvio, que novo nome ela poderia ter?

Todos ficaram em silêncio. Um pouco inseguro eu falei:

— Eu acho que ele poderia se chamar Raquel.

Ele me olhou um pouco desconfiado. O nome surgiu nos meus pensamentos. É um nome bonito. Com entusiasmo Joana falou:

— Isso mesmo, muito bem, alguém tem outra sugestão.

Outros nomes surgiram, mas Silvio negou a todos. Ele parece estar gostando mais do nome que eu sugeri.

A minha vez chegou. Theo, agora Tatiana, sugeriu o nome do Camile. Outros nomes apareceram, mas eu gostei desse. Até Silvio comentou que era o mais bonito.

Apenas quando todos estavam com novos nomes que seguimos para o vestiário nos trocar. Joana pediu que usássemos os novos nomes de agora em diante e a ideia me pareceu agradável, embora fosse um pouco estranho num primeiro momento.

Papai viria a gostar desse nome depois. Ele me chamou dele antes mesmo de eu contar para ele.

***

Eu tive que aguardar Tatiana e Sonia saírem do reservado para poder usar. É comum elas se fecharem lá por algum tempo no final do treino por algum tempo. Outros fazem isso de vez em quando, eu nunca fiz. Silvio certa vez chegou a me perguntar se eu ficaria com ele no reservado, mas eu respondi que talvez e ele não perguntou mais. Ele já ficou com outra lá umas duas ou três vezes.

Eu fui o último a voltar para a sala de ginástica. É raro Joana segurar todos nós juntos após a aula, mas hoje está acontecendo. Ela explicou:

— Eu vou realizar um procedimento agora. Vocês vão sentir um ligeiro desconforto, não se preocupem.

A pequena mesa na sala com alguns copos de shake chamou a minha atenção, mas não pude pensar muito nisso. Senti uma ardência considerável no pescoço. O que aconteceu?

Olhei para os meus amigos e todos sentiram o mesmo. Os protestos começaram. Vozes falharam, mas depois todos percebemos que estamos com uma voz diferente, bastante aguda e feminina. Não consigo nem falar num volume muito alto. Olhei em desespero para Joana que falou:

— Todos tratem de ficar calmos. Eu já vou explicar o que aconteceu, mas antes eu preciso que vocês tomem os shakes.

Todos estavam assustados. O meu coração batia acelerado. Eu assisti um a um seguir a instrução de Joana, mesmo carregados de dúvidas, mas fiquei imóvel. Eu olhei pra ela e perguntei no maior volume que consegui:

— O que você fez conosco?

É muito estranho ouvir a minha própria voz. Ela repetiu a sua instrução, dessa vez de forma mais autoritária e bruta. Por um momento cheguei a fazer o que ela pediu, dei dois passos na direção certa e parei. Isso não está certo.

Eu assisti Tatiana e depois Raquel sentarem-se no chão. Eles parecem um pouco atordoados e confusos.

Eu olhei para Joana e depois para os dois homens grandes que entraram na sala. Eu nunca os vi antes. Joana falou bastante nervosa:

— Temos um problema aqui.

Antes que eu pudesse entender mais o que está acontecendo e ter alguma reação eles me seguraram. São muito fortes. Eu me debati com medo.

Senti a picada na região do pescoço. Eles me seguraram com menos força e eu assisti que os meus amigos estão todos no chão, caídos. Algo está errado.

Sinto o meu corpo relaxar. Desabo sobre as mãos fortes que impedem que eu caia. A minha visão se torna embaçada. O que está acontecendo?

***

Acordei na minha cama com um susto. Me senti um pouco confuso num primeiro momento.

Tirei a minha camisola e vesti algo mais adequado, ainda tentando ordenar os pensamentos. Eu durmo mais no quarto com papai, mas hoje acordei na minha cama.

Cheguei na cozinha e papai estava tomando um café. Eu falei:

— Bom dia, papai.

Eu achei a minha voz esquisita e até engraçada num primeiro momento. Isso me fez rir. Papai também parece de bom humor e pergunta:

— O que é engraçado?

Eu tentei explicar:

— A minha voz… não sei… acho que só me sinto feliz.

Ele riu também e depois falou:

— Eu vou passar hoje perto da academia, tome café da manhã e depois arrume as suas coisas, eu vou deixá-lo lá hoje.

Corri pegar uma caneca e um prato. É sempre gostoso sair com papai.

***

Continua…

Já faz algum tempo que não publico nada. O tempo livre sempre é um problema.

O texto está mais longo do que estou acostumado e mais lento. São mais de 8900 palavras aqui.

Espero não ter me tornado chato ou lento demais. E espero não demorar tanto para uma segunda parte.

Espero que gostem. Beijos…

Comentários, sugestões, ideias ou críticas são sempre bem vindos. Pode me escrever por aqui ou no e-mail sissiehipnose@gmail.com. Não sou pagante e não recebo mensagens internas no site.

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Foto de perfil de SissieHipnoseSissieHipnoseContos: 97Seguidores: 102Seguindo: 3Mensagem Trabalho com tecnologia da informação e sou escritor amador nas horas vagas. Adoro contos envolvendo tecnologias diversas, feminização (principalmente forçada), mulheres dominantes, lavagem cerebral, controle mental e ficção científica. Obrigado a todos que acompanham e comentam meus contos. Se quiser conversar ou trocar ideias o meu e-mail se encontra na maioria dos meus contos.

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