Virei a putinha do colégio militar - Capítulo 04

Um conto erótico de Mapache
Categoria: Homossexual
Contém 5978 palavras
Data: 14/06/2026 23:17:24

Nota: Todos os personagens nesta história possuem mais de 18 anos.

Boa leitura!Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 10 de outubro de 2008, sexta-feira.

Diante do espelho, eu via Guilherme, o viado. Alguém que eu tentava esconder a todo custo, mas que talvez não houvesse mais como.

Senti uma força vindo da minha barriga e, antes que pudesse raciocinar, me vi agarrado ao vaso sanitário, colocando todo o meu café da manhã para fora.

Hoje todos saberiam quem eu era de verdade. Patrícia, Pedro e até mesmo Nathan iriam contar para toda a turma, para todo o colégio, que eu era gay.

— Filho, está tudo bem aí? — Ouvi a voz abafada do meu pai atrás da porta.

Logo ele também saberia.

— Sim, acho que comi algo estragado — menti, erguendo-me desconfortável e lavando a boca na pia.

— Quer ficar em casa? Aviso seus professores.

— Não. Estou bem.

Não estava. Na verdade, eu estava em pânico. Não sabia se sobreviveria até o final daquela manhã, mas sabia que era algo que precisava enfrentar. Não podia fugir da verdade como tenho fugido por todo esse tempo.

E pensar que foi no começo desta semana que minha vida virou do avesso, quando peguei Pedro e Nathan sozinhos na sala de aula, com Patrícia cuidando da porta.

Desde então, me aproximei de Pedro, mudei meu uniforme, o mamei dentro do banheiro. Pela primeira vez, senti o gosto de um pau, do leite de Pedro.

Senti meu pau inchar por baixo das calças. O tesão subindo quente pelo meu pescoço. Precisava ficar sozinho.

— Para falar a verdade, pai, vai indo na frente que já te alcanço — disse, a voz um pouco mais alta do que gostaria.

— Tudo bem. Te vejo lá.

Ouvi seus passos se afastando. A porta do apartamento bateu.

Só então, com o silêncio me envolvendo, tirei o pau para fora. Comecei a punhetar ali mesmo, em pé no meio do banheiro, sem nem ter sentado direito depois do vômito.

Ondas de prazer subiram pela minha espinha enquanto pensava em Pedro. Na minha garganta formigando com o leite dele. No pau grosso dele arrebentando a minha boca, fazendo a saliva pingar sobre meu uniforme, sobre o chão sujo do banheiro.

Não demorou muito para eu sujar o vaso com a minha própria porra.

Subi o zíper da calça, coloquei a camisa para dentro das calças de qualquer jeito e então me aprontei para sair.

Se a verdade viria à tona e meu nervosismo iria tomar o controle, melhor eu encarar tudo isso de saco vazio para evitar qualquer polução, como o professor Rocha chamou o meu problema.

Chegar aos portões do colégio já foi um problema. Todos os alunos seguiam o mesmo fluxo — uma correnteza que me levaria à exposição se eu continuasse. Cerrei as mãos, respirei fundo e mergulhei.

Alunos e soldados, todos pareciam olhar para mim de canto de olho. Baixei a cabeça e segui para o bloco onde a minha turma já estava em formação. Consegui reconhecer Pedro e Nathan de costas: o cabelo cortado na régua, as costas largas e a bunda grande e perfeitamente redonda de Nathan — o mais lindo entre nós, certamente.

O monitor, sargento _____, falava os avisos do dia. Ele me encarou com seus olhos verdes, parecia desagradado porque eu cheguei atrasado. Ou será que era porque ele já sabia? Todos ali sabiam?

A formação os impedia de olhar para trás. Ainda bem. Não aguentaria tantos olhares de reprovação.

Quando os informes terminaram, todas as turmas nos pátios começaram a se debandar para suas respectivas salas de aula. Como eu estava no final da fileira, dei as costas imediatamente para cruzar o pátio sozinho e chegar na sala antes de todos. Mas quando ouvi a voz do sargento _____ me chamar, paralisei.

— Santos!

Eu me virei apenas para ver toda a turma passar por mim. Pati e os meninos me encararam descontentes, principalmente Pati, que me fulminou com os olhos. Senti uma comichão entre as pernas mais uma vez quando uma descarga de adrenalina passou pela minha espinha.

Eles nada falaram. Foram direto para a sala, deixando apenas eu e o sargento no meio do pátio.

— Isso é jeito de apresentar o uniforme? — Ele se aproximou, irritado. — Coloque essa camisa para dentro das calças.

Eu não hesitei e fiz exatamente como o ordenado.

— Desculpe, senhor. Saí apressado de casa — disse, arrumando o uniforme todo atrapalhado.

— E mesmo assim chegou atrasado — Ele olhou para meu cinto. — Assim não dá, Santos. Vou ter que descontar sua nota de comportamento de novo.

— Mas sargento, não fiz de propósito — senti minha voz sair trêmula.

Se minha nota de comportamento baixasse muito, eu teria problemas.

— Sem mais, aluno. Agora vá para a sala que a professora já deve ter começado a aula.

— Sim, senhor — respondi, desanimado, mas uma parte de mim estava estranhamente aliviada. Se ele não falou nada sobre eu ser gay, então talvez Patrícia não tenha contado para todos ainda.

Quando entrei na sala, atrasado, todos olharam para mim como se houvesse algo de gravemente errado. Congelei. O ar sumiu dos meus pulmões. Será que Pati havia mesmo contado?

Eu estava prestes a sair correndo porta afora quando a professora mandou eu sentar, descontente.

Era aula de Ciências, e todos fomos para o laboratório, que ficava do outro lado do pátio, em oposição ao corredor das salas de aula. Lá, em meio a frascos e soluções, vi Pati conversar com os meninos. Ela parecia nervosa, mas de um jeito irritado. Ela me olhava de vez em quando, assim como os meninos. Era claro que eu era o assunto, mas, fora isso, parecia tudo normal. Talvez os olhares dos meus demais colegas fossem apenas coisa da minha cabeça.

Enquanto eles trabalhavam — ou fingiam —, eu tentava fazer a tarefa da aula sozinho, como sempre.

A professora passava entre nós, observando a prática e alertando quando estávamos prestes a fazer algo errado.

Confesso que não estava nem aí para a tarefa. Na verdade, sequer sabia o que era para fazer. Meus sentidos estavam todos em alerta, focados em Pedro, Nathan e Pati, em cada ação que eles faziam — ou poderiam fazer.

A discussão começou a ficar mais acalorada entre eles, a ponto de a professora lhes chamar a atenção. Baixei a cabeça, focando nos frascos vazios na minha mão. Tratei de enchê-los com uma das soluções que a professora havia deixado sobre a bancada para que eu não fosse o próximo na sua mira.

Foi então que senti alguém se aproximando. Quando olhei para o lado, era Patrícia.

A primeira reação que tive foi me encolher, sentindo um tremendo frio na barriga. Ela então tomou o frasco da minha mão.

— Você colocou a solução no frasco errado, idiota — disse ela, ríspida.

Então havia chegado o momento.

Eu havia me preparado. Eu deveria confrontá-la, acabar com aquela humilhação. Mas, quando abri a boca para falar, as palavras não saíram.

— Você quase fodeu com a gente ontem, sabia? Por pouco um soldado não nos pegou — ela sequer me olhou, continuou resolvendo a tarefa para mim.

Tentei formular uma frase. Dizer a ela que cansei de ser usado, que finalmente percebi que não teria recompensa nenhuma por cuidar da porta como um cão de guarda. Mas meu coração parecia martelar na minha cabeça.

Novamente, Patrícia foi mais rápida.

— O que deu em você? Quer que eu conte para todo mundo quem você é de verdade?

Eu retirei minhas mãos trêmulas da bancada, cruzando os braços. Eu queria sumir! Como pude ser tão idiota de cair na armadilha dela?

— Fala alguma coisa, caralho — sussurrou, mas não baixo o suficiente.

— Patrícia, não vou chamar sua atenção uma terceira vez — disse a professora.

— Desculpa, professora — Ela deu seu melhor sorriso com seus lábios carnudos. Ela podia ser uma tirana, mas era bonita. Era óbvio que Pedro e Nathan iriam desejá-la em vez de mim. Como pude me enganar tanto?

Patrícia sempre teve tudo. Boas notas, bons garotos, boas relações com os oficiais e com os professores. Mas ela também tinha um segredo, eu começava a perceber. Ela podia ser toda santa para os outros, mas eu sabia o que ela fazia com Pedro e Nathan escondida na sala.

Por um momento — por um breve momento — a minha coragem, ou minha estupidez, foi maior do que a minha ansiedade. Encolhido sobre mim mesmo, encarei-a e disse:

— Conta. Pode contar! Mas daí todo mundo vai saber de você também!

Patrícia olhou para mim, mas não com espanto — com desdém. Ela levou as costas da mão sobre a boca, cobrindo uma gargalhada que não saiu, para não ser chamada atenção outra vez.

Aquilo me desconcertou de um jeito… Ela estava rindo de nervosa? Ou ia aceitar as consequências? Uma náusea tremenda tomou conta de mim novamente quando o sentimento geral de que talvez fosse eu que não desse conta das consequências caiu entre nós como uma pedra gigante.

— Você acha mesmo que vão acreditar em você? — Ela sorriu. — Você é um nada, Santos. Se quiser, vá em frente — ela fez um gesto desdenhoso. — Tenta a sua sorte, mas pode ter certeza de que até o final da manhã toda a escola vai saber que tu é viado.

Eu queria poder responder alguma coisa. Eu sentia que deveria responder algo. Na verdade, queria gritar, queria dizer a ela que era para ela ter medo de mim, que eu poderia sim ser uma ameaça. Mas as palavras de Patrícia eram um soco no meu estômago, pois uma parte de mim sabia, lá no fundo, que ela estava certa.

E talvez fosse pelo nervosismo, pelo medo da exposição ou por não saber o que falar que o meu corpo falou mais alto, como vinha falando todos esses dias. Senti algo subindo pela minha garganta e, antes que pudesse agir, debrucei-me sobre meus pés.

Vi o amarelo da bile caindo no chão, respingando nos meus pés e nos de Patrícia. Queria pedir desculpas, queria fugir dali, mas outro impulso veio e então tudo girou ao meu redor. Só lembro da professora gritando meu nome e de alguns colegas vindo me acudir.

Quando acordei, estava na enfermaria do colégio, no segundo andar. A sargento Gabriela, que era a enfermeira, aproximou-se de mim esboçando um sorriso no rosto. Ligou uma lanterninha e examinou meus olhos com um toque gentil.

— Que susto, hein, Santos? Mas tá com uma carinha mais corada. Toma, bebe esse soro caseiro que preparei para você — ela me entregou o soro num copo.

— O que aconteceu? — perguntei, confuso, enquanto bebia o soro e alisava minha nuca dolorida.

Eu estava deitado sobre a maca que a sargento usava para fazer exames nos alunos. Os cartazes da enfermaria ao lado, com avisos sobre atendimento, vacinas e outras prevenções. A porta para o lado de fora estava aberta, para meu constrangimento. Todos deveriam ter me visto ali, desmaiado.

— Você desmaiou por causa de uma queda de pressão. Você tomou café da manhã hoje?

Balancei a cabeça negativamente.

— Muito bom, hein, Santos? — perguntou, irônica. — Vai ter que ficar aqui até o recreio e não sai antes de terminar esse copo, entendido?

— Sim, senhora — respondi, desanimado.

Olhei para meus pés descalços, com a meia preta mostrando a ponta dos dedos por baixo do tecido fino.

— Onde estão meus sapatos?

— Deixei ali no canto — ela apontou enquanto se sentava em sua escrivaninha. — Estão limpos.

— Obrigado — disse, querendo me afogar naquele copo de soro. Que mico eu passei. A essa hora todo o colégio deveria estar sabendo que eu desmaiei na aula de Ciências. No pior dos casos: que o viado desmaiou na aula de Ciências.

Alguns minutos se passaram quando ouvi a voz do meu pai na porta.

— Com licença — disse ele, com um tom estranhamente bem-humorado, como quem tenta fazer graça.

— Sargento Santos! — A sargento Gabriela levantou da escrivaninha num salto, só sorriso. — Teu guri já acordou.

Ela se aproximou de mim, toda solicita.

— Ah, sim. E aí, filhão, como está? — Ele se aproximou, fazendo um carinho na minha cabeça que eu quase desviei pelo susto daquele gesto incomum.

— Tô melhor — me limitei a dizer.

— Que bom. Arrume suas coisas que vou te levar para casa.

— Já está se sentindo melhor para levantar, Santos? — A sargento perguntou, tentando me avaliar antes que eu pudesse responder.

— Eu acho que vou ficar aqui mais um pouco. Posso, sargento? — perguntei, mas a verdade era que eu já estava me sentindo bem melhor. Só não queria ter que encarar a realidade lá fora. Não queria que todos me olhassem depois do que aconteceu… E do que poderia ter acontecido.

— Claro!

— Bem, se for assim, o que acha de irmos tomar um café? Deixa ele aí, depois voltamos — disse meu pai.

— Acho uma boa ideia — ela sorriu de orelha a orelha. — Mas só se você prometer que vai se comportar — ela disse para mim como se falasse com uma criança.

— Prometo — suspirei.

— Vou deixar a porta encostada, ok?

— Ok.

E assim eles me deixaram a sós na maca fria, na enfermaria cheirando a álcool quase como o laboratório de Ciências. Estranho. Não sabia que meu pai e a sargento Gabriela eram tão amigos assim.

Fiquei tomando meu soro, um tanto enojado. Ficava lendo os cartazes na parede, focando em qualquer coisa que impedisse minha mente de voltar para os últimos acontecimentos. Foi quando ouvi sussurros vindo do corredor. A voz de Patrícia, ainda irritada:

— … Não vou deixar isso passar, Pedro.

A resposta foi baixa demais.

Depois, passos. A porta se abriu.

Os olhos profundos de Pedro estavam um pouco mais fundos que o habitual e rapidamente me arrastaram como uma correnteza em dia de bandeira vermelha. Ele parecia cansado, mas também parecia haver algo mais.

Ajeitei-me na maca, sentindo meu estômago revirar novamente. Mas agora não era enjoo. Era uma queimação que fazia meu corpo inteiro tremer.

— Como você está? — Ele perguntou. E, por um momento, pareceu que ele realmente se importava.

— O que você quer? — Encontrei forças para respondê-lo.

— Saber se você está bem — Ele disse como se fosse óbvio e então sentou-se aos pés da maca.

Minha barriga fez um barulho constrangedor pelo nervosismo que se debatia no meu estômago. Olhei para Pedro por um breve momento e sorrimos um para o outro, achando graça daquele som.

Ali estava ele. O Pedro que poucas vezes aparecia para mim, que vivia atrás daqueles olhos profundos e tristes que me atraíam como a correnteza do mar.

Talvez aquele momento fosse o único, ou talvez fosse o primeiro, mas senti que naquele momento surgiu um espaço ao redor de nós. Naquela enfermaria, talvez — só talvez — eu pudesse alcançá-lo.

— O que você acha? — Desviei o olhar. — Patrícia ameaçou falar que eu sou um viado para todo mundo.

Pedro soltou uma risadinha. Era incrível como o riso dele, ainda mais sincero, continuava sacana.

— Ela não vai fazer isso — respondeu, como se eu tivesse exagerado. Como se tudo fosse uma besteira, um mal-entendido.

E será que era mesmo?

Patrícia não parecia brincar quando disse aquelas coisas para mim no laboratório. Ela falava mais sério do que nunca.

Encarei Pedro, pouco convencido.

— E você é mesmo? Tipo, de verdade? — Pedro perguntou, um pouco hesitante demais para ele.

— O quê? — Franzi o cenho.

— Viado.

Era impossível esquecer das palavras de Pati no dia anterior: "você não é um viado como o Guilherme". Sim, eu era… Sou um viado. A este ponto isso era indiscutível. Eu desejava Pedro como um homem deveria desejar uma mulher. Eu queria prová-lo novamente, passar minha língua por todo seu corpo, explorar sua boca — dessa vez, de verdade.

Mas, ao mesmo tempo, aquela palavra me fazia mal. Fazia-me sentir como se houvesse algo completamente errado comigo. E será mesmo que havia? Talvez sim. Eu não conhecia nenhum outro menino como eu e, ao mesmo tempo, Pedro, diante de mim, era quem mais se assemelhava a mim. Eu sabia que, no fundo, ele também me desejava, mesmo que tentasse demonstrar o contrário.

— O que você quer, Pedro? — Indaguei, e agora quem hesitava era eu.

Ele desviou o olhar por um momento, fazendo-me sentir livre daquele vórtice que me levaria para o fundo do mar com ele. Mas então seus olhos me encontraram novamente e, subitamente, eu estava me afogando mais uma vez.

— Eu sonhei com você, sabe. Com você e o Nathan.

Aquelas palavras me atingiram em cheio. Meu coração disparou de imediato. Como assim ele havia sonhado comigo? E com Nathan também? Que tipo de sonho era aquele? Será que ele me desejava novamente? Será que ele realmente queria me levar para dentro da sala de aula com eles?

Eu não conseguia falar, paralisado. Ele tomou minha falta de reação como permissão para prosseguir.

— A gente fazia… Você sabe.

Ele engoliu em seco, como se tivesse medo de suas próprias palavras. Ao mesmo tempo, seus olhos brilharam de uma forma intensa, encarando os meus. Ele estava nervoso? Não… Pedro sempre foi tão seguro. Isso não fazia sentido. Mas ali estava ele. Hesitante. Eu sentia que seu corpo estava preparado para levantar e fugir, caso necessário. Eu sabia, pois estava sentindo a mesma coisa.

Aquele pequeno vínculo era também a pequena chance que eu tinha de conseguir acessá-lo. De fazer, talvez, ele gostar de mim por quem eu era. Guilherme, o viado.

Em minha boca, agora seca, algumas palavras se formaram com dificuldade:

— E você gostou? — indaguei.

Ele não me respondeu. Ao invés disso, olhou para o volume que crescia, grosso, no meio de suas pernas, por baixo do uniforme. E então me encarou novamente com uma pergunta silenciosa — e o medo de dizê-la em voz alta.

Por sorte, eu sabia a resposta.

Me levantei da maca e me coloquei entre suas pernas, ajoelhado. Era impossível evitar a força gravitacional dos olhos dele e, assim, encarando-o, abri seu zíper. Agora, com mais experiência, deixei seu pau cair sobre meu rosto, sentindo a pele quente e pulsante. O cheiro forte de suor.

Pedro respirava ofegante, como quem antecipa o que está por vir. Ele estava nervoso. Estava com medo.

Seus olhos se afastaram dos meus, encarando a porta encostada. Eu entendi, é claro, mas, naquele momento, não podia deixar aquela oportunidade escapar.

Engoli sua pica da melhor forma que pude, como se diante de um banquete irresistível. O gosto salgado invadiu meu paladar, e eu soltei um suspiro involuntário enquanto sentia aquela carne pulsante se arrastar pelas minhas bochechas, tocar minha garganta.

Eu obriguei Pedro a olhar para mim novamente. Em momento algum olhei para outra coisa senão seu corpo perfeito, seu rosto sardento, seus lábios finos e deliciosos, seu queixo comprido. Então, nada mais justo do que ele retribuir a atenção.

Era difícil mamar aquele cassete, mas havia alguma coisa naquela fartura toda que fazia eu querer dar o meu melhor. Apoiei meus braços nas coxas dele e as empurrei para o lado, começando a fazer movimentos cada vez mais rápidos, massageando aquela pica com a minha garganta.

Pedro segurou um gemido mordiscando a própria mão enquanto eu fazia todo o trabalho. Seu olhar agora era de um tesão que se refletia no seu pau cada vez mais pulsante.

Logo, sem ter espaço ou tempo para engolir, a saliva começou a escorrer pela minha boca, pingando sobre o saco e a calça de Pedro. Aquilo pareceu deixá-lo ainda mais excitado, porque ele segurou firme nas laterais da minha cabeça e, para minha surpresa, começou a foder minha boca.

Eu me afastei subitamente com os olhos cheios d'água. Ele sorriu — sacana — e eu sorri de volta, me aproximando. Ele então voltou a estocar seu pau na minha garganta, aquela vara entrando e saindo com facilidade graças à minha saliva. Era impossível não imaginar que era assim que ele deveria foder a bucetinha de Patrícia, e agora era assim que ele fodia a minha boca. Com vontade. Sem piedade alguma.

A saliva escorria descontrolada pela minha boca, lambuzando o saco de pentelhos escuros de Pedro. Eu então me afastei, e Pedro deixou. Atraquei-me nas bolas dele, acariciando-as com a minha língua. Não sabia muito bem como fazer, mas algo naquela cabeleira parecia certo — e os gemidos de Pedro comprovavam isso.

Logo o cheiro forte de sua pele começou a invadir meus sentidos. Era um cheiro de pele, de homem, que me deixou completamente embriagado. Sorri e continuei revezando suas bolas com a língua. Sem perceber direito, eu também havia aberto o zíper da minha calça e agora começava a me punhetar, completamente vidrado naquele cheiro e no rosto de Pedro entregue ao prazer que eu lhe proporcionava.

Com a mão livre, agarrei o cassete de Pedro e comecei a punhetá-lo enquanto trabalhava em seu saco. Em resposta, ele se apoiou com os cotovelos na maca, me olhando nos intervalos em que não jogava a cabeça para trás em puro êxtase.

Eu não me importava mais se alguém poderia entrar. Se meu pai ou a sargento Gabriela entrassem e me pegassem ali, azar. Não podia evitar — não conseguia evitar — eu precisava do leite de Pedro novamente e não pararia até consegui-lo.

Voltei a trabalhar aquele cassete molhado com a minha boca, agora aproveitando que dele escorria saliva para punhetá-lo enquanto mamava a ponta avermelhada da sua pica.

Logo a mão não era mais suficiente, e voltei a engolir aquele cassete com vontade. Pedro gemia e passava a mão pelos meus cabelos, agarrando, me puxando de encontro à base do seu pau — chamado que eu prontamente atendia.

Agora com as mãos livres, agarrei sua camisa e a tirei de dentro das calças, revelando uma estrada de pelos que guiou minhas mãos até seu peito. Um peito definido, musculoso, mas ao mesmo tempo macio ao toque.

Meus dedos o tatearam até encontrar seus mamilos. Quando os encontrei, senti seu pau pulsar uma, duas, três vezes, me avisando que não faltaria muito para encher a minha boca de leite.

Só de pensar nisso, salivei ainda mais. Aos poucos, uma pequena poça se acumulava no chão entre nós dois.

E então Pedro me afastou, ofegante.

Olhei confuso para ele. Havia feito algo errado? Mas sua expressão era de tesão, de desejo. Seu rosto levemente corado.

— Levanta.

E assim eu fiz, percebendo que minha calça já estava toda melada do meu pré-gozo.

Ele se aproximou, e meu coração disparou de imediato. Suas mãos tocaram meus ombros, desceram pelos meus braços, fazendo-me sentir a suavidade de seus dedos.

Um calafrio percorreu meu corpo. Seus olhos me arrastavam para aquela escuridão, e então eu me inclinei para beijá-lo.

Pedro virou o rosto de súbito e me encarou, irritado. Seu toque se tornou firme, quase agressivo.

— Sai fora! — Ele disse, ao mesmo tempo que me virava de costas e me empurrava sobre a mesa da sargento.

Por reflexo, apoiei meus braços sobre o móvel enquanto ele desafivelava meu cinto com pressa. O ar quente do verão encontrou minhas pernas quando Pedro baixou minhas calças com força.

Ele não me beijou. O pensamento surgiu do nada, atravessando a minha mente como um espinho.

Mas eu não disse nada. Não podia. Não agora.

Ele me procurou. Ele me quis novamente. Era uma questão de tempo para ele ceder, eu sabia. E quando isso acontecesse, seria o melhor primeiro beijo que eu daria em minha vida!

Pedro bateu com o seu pau sobre o meu rabo, tirando-me dos meus pensamentos. Agarrou minha cintura com vontade e, instintivamente, senti minha bunda se empinar, o que fez ele colar em mim enquanto soltava um gemido, esfregando aquela rola quente na entrada do meu cuzinho.

Depois de um tempo passando aquela rola quente no meio das minhas nádegas, ele cuspiu na própria mão e, melada, a passou pelo meu rabo. Era a primeira vez que alguém me tocava ali, o que me deixou um pouco nervoso, mas quando os dedos de Pedro encontraram e massagearam meu cuzinho, senti um formigamento no meu corpo que me obrigou a soltar um gemido baixo.

Encorajado, Pedro pressionou a cabeça quente do seu pau contra o meu cu. Uma, duas vezes. Mas minhas pregas não cediam — ou não queriam ceder — ao tamanho de Pedro.

Olhei para trás. Ele forçava o pau contra mim, a expressão de frustração estampada no rosto. Ele sequer me olhava. Apenas encarava o meu rabo com uma única determinação: fazer o seu cacete entrar em mim.

Era assim que eu perderia a virgindade? O pensamento amargou aquele momento, mas, se eu me queixasse, não teria aquilo que mais desejei ao longo de toda esta semana! Não. Precisava aceitar seus termos. Pelo menos por enquanto.

Eu precisava relaxar. Precisava aceitar que não tinha escapatória. Era naquele momento, naquele instante, antes de a sargento e do meu pai voltarem do café, que eu teria Pedro só para mim!

Nesse instante, senti a ponta do pau de Pedro entrar. Uma sensação explosiva tomou conta da minha espinha, fez meu coração acelerar. Pela primeira vez, eu senti medo. Mas, estranhamente, a iminência do que ia acontecer — e eu sabia o que iria acontecer — fazia meu pau pulsar.

Fechei os olhos, tomando a minha decisão.

E então Pedro meteu. A cabeça do seu pau me invadiu, abrindo o caminho para o resto do pau grosso que a acompanhava. Senti meu cu arder de um jeito que jamais pude imaginar. Queria gritar na tentativa de aliviar a dor, mas a única coisa que podia fazer era morder o meu próprio braço.

As mãos de Pedro deslizaram pelas minhas costas até encontrar meus ombros e, como um abraço, ele me puxou para trás, ao seu encontro. Sua pica entrou ainda mais, e ele gemeu no meu ouvido enquanto uma de suas mãos segurava meu peito e a outra, minha boca.

— Fica quietinho, viadinho — ele disse. — Vou colocar tudo.

Arregalei os olhos, espantado. Então ainda não havia sido tudo? Minhas pernas tremiam com Pedro me preenchendo pouco a pouco. A ardência era insuportável e, depois de um tempo, se transformou em uma dor latente.

Minhas mãos tentavam afastar Pedro inutilmente. Ele havia me tomado por completo. Queria pedir para ele parar, dar um tempo, mas com a mão dele sobre meus lábios, era impossível.

E então senti o calor do seu torso contra as minhas costas, seus pentelhos tocando minha bunda. Seu pau me invadia por completo, preenchendo e esgarçando cada centímetro da minha carne, mas eu não senti mais dor.

Pelo contrário. Aquela pica parecia pressionar algum ponto estranho — que fazia minha espinha formigar e meu pau babar como nunca antes.

Revirei os olhos enquanto a mão de Pedro abafava meu gemido longo.

Aquela era uma sensação totalmente nova e inesperada! Mas não tinha tempo para processá-la. Pedro começou a estocar aquele pau enorme no meu rabo. Cada vez que ele tocava aquele lugar estranho, mais eu gemia — um gemido fino, para minha surpresa. Um gemido que implorava por mais e que tornava meu desconforto suportável.

Logo, senti uma vontade estranha de mijar, como se aquela pica estivesse pressionando minha bexiga. Nervoso, agarrei a mão de Pedro, entrelaçando meus dedos nos dele. Ele permitiu, apertando a minha mão também.

Aquele gesto fez meu rosto corar. Sorri, percebendo como eu e Pedro estávamos entregues ao prazer. Sentia seu hálito a cada gemido, o que aumentava minha vontade de beijá-lo. Mas tive medo. Se eu tentasse novamente, poderia perdê-lo.

Ele continuou me macetando sem piedade. Naquele calor, ele já suava por debaixo do uniforme. Aos poucos, o cheiro de sexo foi tomando conta da enfermaria.

Levei uma mão até meu pau e comecei a alisá-lo por cima da calça. Ele estava duro como jamais estivera, e o tecido já estava úmido por toda a baba expelida.

Nunca, em todas as vezes que imaginei esse momento, pensei que seria tão bom. A dor agora era apenas uma lembrança, e um formigamento tomava conta de mim, subindo do meu saco até a espinha a cada vez que sentia Pedro enterrar aquele pau no meu rabo.

Éramos apenas um só, e aquilo me dava a certeza de que, apesar de relutante, Pedro também me amava. Olhei para as nossas mãos entrelaçadas, senti seu uniforme suado contaminar o meu. O cheiro de sexo era inebriante. Eu queria poder viver naquele momento para sempre.

Pedro então se desvencilhou de mim, empurrando minhas costas com um gesto firme. Nossas mãos se soltaram, obrigando-me a me debruçar sobre a mesa novamente. Seu olhar era seguro, certeiro — completamente diferente de quando ele chegou na enfermaria.

Senti seu pau pulsar dentro de mim enquanto ele arfava, segurando firme minha cintura. Eu olhava para ele enquanto alisava meu pau. Aquele rosto perfeito, aquela expressão determinada, seu rosto sardento corado de tesão faziam meu pau ficar duro como pedra.

E então ele aumentou o ritmo, me abraçando por trás como um cachorro no cio. E, no meu ouvido, disse:

— Vou gozar.

Eu não fazia ideia do que poderia acontecer se ele gozasse dentro de mim, nem como fazer para tirar a porra de dentro depois. Mas, no calor do momento e na euforia de saber o resultado daquilo tudo, só consegui dizer entre gemidos:

— Goza.

E então senti um calor estranho me preencher, enquanto Pedro segurava um gemido alto para não sermos escutados. Ele deitou a cabeça sobre minhas costas, enquanto seu rosto tomava uma expressão de esforço absoluto.

Seu pau pulsava dentro de mim, expelindo toda a porra que podia. E então senti que não poderia segurar mais. Meu pau pulsou debaixo do uniforme, gozando toda a minha cueca, enquanto eu tremia silenciosamente com Pedro ainda dentro de mim.

Pedro se afastou, e eu senti seu pau me deixar também. Meu cu piscou com a saída, e eu senti algo escorrer por entre minhas pernas.

Ele guardou o pau e fechou o zíper da calça. Desgrudou a camisa do corpo e a colocou debaixo das calças novamente — de qualquer jeito, como sempre fazia.

Eu prontamente subi minhas calças também. Senti o desconforto da bagunça que fizemos se grudando ao tecido. Agora que o calor do momento passava, começava a perceber o quão perigosa fora aquela situação. Meu pai e a sargento poderiam ter voltado a qualquer momento e me pegado ali. Que irresponsabilidade a minha!

— Isso foi perigoso — Pedro disse com um suspiro, transparecendo um sorriso sacana.

— Nem me diga — suspirei também, enquanto arrumava meu uniforme e a mesa bagunçada da sargento. — Você está bem?

— Tô.

— Gostou?

— Foi legal — ele disse, colocando as mãos nos bolsos.

— Legal? — Estranhei aquela palavra. Não havia sido legal. Havia sido incrível.

Pedro acabara de tirar a minha virgindade! Eu nem sabia como reagir. Será que ele sabia que eu era virgem? Eu deveria contar a ele? Não, melhor não. Isso poderia colocar sobre ele uma responsabilidade que talvez o afastasse de mim.

— É, tipo, foi bom. Para você também?

— É, foi bom — concordei, meio desanimado.

Por um momento, quis que ele compartilhasse da euforia comigo. Mas, como ele não era nem um pouco virgem, talvez não tivesse sido tão emocionante quanto foi para mim, não é?

— Então, te vejo hoje de tarde?

Meu coração disparou. Ele queria mais? Eu definitivamente queria, mas aguentaria um segundo round pela tarde? Talvez se tomasse um banho na hora do almoço…

Mas não poderia concordar de imediato. Talvez, assim, ele me achasse eufórico demais. Isso também poderia afastá-lo.

— Como assim? — Decidi ser sonso.

— Vigiar a porta e tal. Você vai continuar fazendo, não é?

Pedro olhou para mim como se aquilo significasse mais do que realmente significava. Ele estava me pedindo para voltar ao meu posto, retomar o acordo. Cuidar daquela maldita porta. Continuar sendo chamado de viado entre eles.

— Eu já falei com a Pati mais cedo — cruzei os braços, tentando encobrir o calafrio no meu estômago. — Não vai mais rolar.

— Mas pensa bem, cara. Se você não fizer isso, ela vai contar para todo mundo sobre você.

O calafrio se transformou em um nó. Queria pensar que estava tudo bem, que aguentaria o colégio todo sabendo de mim, mas não era verdade. Só de pensar em todos olhando e comentando, rindo de mim pelas costas…

— Eu entrar com vocês nunca foi o plano, não é mesmo? — coloquei para fora, tentando fazer com que o desconforto passasse.

— Cara, a Pati é fogo… — Ele coçou a nuca, ficando desconfortável também. Era um ponto sensível. Será que eu tinha colocado tudo a perder? — Mas eu estou esperando o momento certo para te colocar lá dentro.

Encarei Pedro com um ceticismo amargurado.

— Cara, se você continuar com isso, não vai ser bom para ninguém. Nem para você, nem para a gente. Pensa bem: enquanto você vigia a porta, a gente pode… Em outros momentos… Que nem agora… Entende?

Algo em seu olhar me fazia sentir pena dele. Ele estava completamente desconfortável, mas naquele momento eu entendi. Não importava mais se eu entraria ou não com eles! Pedro queria mais, e era só ele quem eu importava ter. Então havia mesmo algo além por parte dele? Talvez ele quisesse que eu ficasse por perto. Talvez gostasse da minha presença. Ou precisasse dela, de alguma forma.

— Entendi — disse, enquanto sentia meu pau começar a ficar duro novamente ao imaginar Pedro metendo aquele cacete em mim de novo.

— Massa — Pedro sorriu, sacana como sempre. Aquele sorriso que agora eu sabia que ele fazia também quando eu engolia a pica dele. — A gente se vê.

— A gente se vê — senti meu rosto corar.

Pedro deixou a enfermaria, mas não sem antes eu olhar para a sua bunda de relance. Redonda e firme dentro daquela calça justa do uniforme.

Apertei meu pau, sentindo meu corpo ficar com tesão novamente, mas logo a urgência veio a galope quando lembrei que minha cueca estava totalmente melada com a minha porra.

Precisava limpar aquela sujeira toda. E rápido!

Quando a sargento e meu pai voltaram, eu estava sentado na maca, batalhando duramente para controlar minha respiração. Sentia meu rosto corado — agora não por vergonha, mas pela afobação de arrumar tudo rápido.

Achei que eles notariam, mas pareciam tão entretidos na própria conversa que não repararam em mim. Conversavam sobre alguma coisa que havia acontecido durante o café, que alguém disse ou fez. Não importava. Entraram rindo, e só depois que a animação passou a sargento Gabriela se aproximou de mim com um sorriso tranquilo.

Meu pai ficou aguardando na porta, mexendo no celular.

— E aí, Santos? Já está melhor? — Gabriela perguntou.

— Sim, senhora.

Ela me examinou com os olhos — rápidos, profissionais. Por um segundo, pensei que ela soubesse. Mas ela apenas disse:

— Tá com a cara coradinha já. Sinal de que já está melhor! — Sorriu. — Bebe mais um pouco de água antes de voltar para a sala.

Meu pai estava perto da porta, olhando o celular.

— Vamos, filho? Te acompanho até a sala.

— Não precisa, pai. Eu vou.

Ele hesitou. Por um segundo, encarou meus olhos. Abriu a boca como quem ia perguntar mais. Fechou.

— Tá bom. Mas bebe água.

Saí da enfermaria com a cueca suja na mochila e o cheiro de Pedro grudado na pele. O corredor estava vazio, com exceção de alguns alunos que saíam das salas de aula, curiosos esperando os professores chegarem.

Se me esforçasse, ainda conseguia sentir o pau de Pedro — uma comichão deixada pelo seu tamanho e pela porra quente ainda dentro de mim.

Ao voltar para a sala, encontrei Patrícia encostada na parede, a poucos metros da porta.

Ela não disse nada. Apenas sorriu, triunfante.

Provavelmente Pedro havia contado para ela que eu decidi voltar a vigiar a porta. Mas eu sabia que ele não havia contado o porquê de eu ter aceitado. Sorri de volta para aquela idiota. Se ela soubesse, garanto que aquele sorrisinho sairia bem rápido daquela cara.

O sino ia tocar a qualquer momento anunciando os últimos períodos. Há alguns minutos atrás, eu havia perdido a minha virgindade. Ninguém sabia, além de mim e de Pedro.

Ao mesmo tempo que um abismo se formava ao redor de mim desde o começo da semana, me isolando de todo mundo, agora pelo menos eu não estava sozinho.

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