Um ano depois
A vida tinha uma estranha maneira de reescrever seus próprios finais.
Olivia descobriu isso naquela manhã de outono, quando o sol ainda não havia rompido completamente as nuvens e a cozinha cheirava a café recém-passado e pão na chapa. O ano que passara fora construído sobre pequenas certezas: Charlie terminando o livro às três da manhã e dormindo com a cabeça em seu colo; ela aprendendo a confiar novamente em seu próprio reflexo no espelho; os dois redesenhando os limites do casamento com linhas mais grossas e cores mais vivas.
Ela estava descalça sobre o piso frio da cozinha, vestindo apenas a camiseta velha de Charlie aquela do show de rock que ele se recusava a jogar fora, e a calcinha vermelha de algodão que usara na noite anterior. O cabelo preto estava preso num coque desgrenhado, alguns fios escapando sobre o pescoço ainda marcado por um beijo mais ousado da madrugada.
Foi então que seus dedos encontraram o envelope que pegou na caixa de correios antes de começar a preparar o café da manhã, o abriu e lá tinha um bilhete.
"Vamos terminar isso."
Três palavras escritas com a caneta tinteiro azul que Ricardo sempre usava. A caligrafia era inconfundível, as letras ligeiramente inclinadas para a direita, o 't' com um traço longo e dramático, o 's' que se enrolava em si mesmo como um segredo. Olivia passou os dedos sobre o papel amarelado, sentindo a textura das letras impressas na fibra.
Não havia assinatura. Não havia data. Apenas o nome de um hotel de luxo em Gramado, o Vinhas do Sul, o mesmo onde passaram sua primeira lua de mel, ironicamente - e uma reserva confirmada para o próximo fim de semana. Duas suítes. Três nomes.
O coração de Olivia disparou de um jeito que ela já não sentia há meses. Não era mais o medo, nem a culpa, nem mesmo o desejo puro, era uma antecipação estranha, como se seu corpo soubesse de algo que sua mente ainda não queria admitir.
Charlie surgiu na porta da cozinha naquele exato momento, seus pés descalços fazendo o mesmo barulho familiar no piso frio. Vestia apenas a calça de moletom que usara na noite anterior, o torso ainda com as marcas de suas unhas - marcas que ela mesma fizera horas antes, em um misto de amor e possessão. O café dele esfriava enquanto seus olhos percorriam seu rosto, depois o papel em sua mão.
- O que é isso? Sua voz ainda estava rouca de sono, mas seus olhos - aqueles olhos que aprendera a ler como um livro aberto, já estavam completamente despertos.
Ela entregou o bilhete sem uma palavra, observando cada microexpressão que atravessava seu rosto. Primeiro confusão, depois reconhecimento, então uma série de emoções que se sucediam rápido demais para nomear: raiva, incredulidade, algo que parecia ferida reaberta... e então, inesperadamente, um lampejo de algo mais escuro. Mais quente.
Charlie leu em silêncio, seus olhos percorrendo as palavras uma, duas, três vezes. Seus dedos apertaram o papel com força suficiente para enrugar as bordas, suas juntas ficando brancas. O silêncio na cozinha era tão denso que Olivia podia ouvir o próprio sangue correndo em suas veias.
Quando finalmente ergueu o rosto, ela já esperava a explosão. Esperava gritos, esperava o papel sendo amassado e jogado na pia, esperava a acusação de que ela nunca conseguiria deixar o passado para trás.
Em vez disso, Charlie deu um sorriso lento e perverso, o mesmo sorriso que ele usava nas noites em que escrevia seus contos mais sombrios, quando a caneta parecia queimar em suas mãos e as palavras escorriam como veneno e mel ao mesmo tempo.
- Ele quer um final, não é? Sua voz estava estranhamente calma, quase clínica. - Não um fim qualquer. Um final com letra maiúscula.
Olivia mordeu o lábio, sentindo o familiar formigamento entre as pernas, aquela resposta física imediata que seu corpo sempre tivera ao perigo e ao desejo andando de mãos dadas.
- Acho que quer a despedida que nunca teve, respondeu, surpresa com a própria honestidade. - A gente o deixou suspenso. Sem capítulo final. Sem ponto final.
Charlie se levantou da cadeira com um movimento felino, rodeou a mesa da cozinha em passos lentos e deliberados. Ela sentiu seu corpo sendo envolvido por trás antes de vê-lo, suas mãos descendo sobre seus ombros, descendo mais, até apertar seus seios por cima da camiseta velha. O toque não era delicado, era uma reivindicação, uma pergunta e uma resposta ao mesmo tempo.
-Dessa vez, ele sussurrou contra sua orelha, seu hálito quente fazendo os pelos de sua nuca se arrepiarem, - não vai ter meio-termo. Não vai ter mentiras. Não vai ter omissões.
Suas mãos apertaram com mais força, seus polegares encontrando os mamilos já duros sob o tecido fino.
- Você vai estar ali com ele. Comigo. Com os dois. E eu não vou desviar o olhar, continuou, cada palavra uma carícia áspera.
- Vou ver cada toque. Cada gemido. Cada centímetro dele dentro de você.
Olivia arqueou as costas, pressionando-se contra o corpo dele, sentindo a rigidez inconfundível contra suas nádegas.
- E depois?, ela perguntou, sua própria voz saindo mais rouca do que pretendia.
Charlie a virou bruscamente, pressionando-a contra a geladeira, seu corpo prendendo o dela contra o metal frio. A diferença de temperatura a fez ofegar, as costas geladas, a frente queimando contra o calor dele.
- Depois, ele disse, seus lábios roçando os dela, você vai voltar para mim. Como sempre voltou. Como sempre vai voltar.
E quando ele a beijou, foi com a fome de quem sabia exatamente o que estava por vir, e escolhia cada página desse último capítulo com os olhos bem abertos.
Sexta-feira, 20h - Hotel Vinhas do Sul, Gramado
O carro subiu a serra sob uma névoa densa que transformava os pinheiros em silhuetas fantasmagóricas. Olivia passou a maior parte da viagem em silêncio, seus dedos entrelaçados aos de Charlie no banco de trás do táxi, sentindo o polegar dele traçar círculos lentos em sua pele - um gesto que parecia casual, mas que ela sabia ser uma âncora. Ele estava tão tenso quanto ela, apenas disfarçava melhor.
Quando o hotel finalmente surgiu entre as montanhas, Olivia prendeu a respiração. O Vinhas do Sul era ainda mais imponente do que nas fotos, uma construção de pedra e vidro que se fundia à paisagem, com vitrais que capturavam os últimos raios de sol do outono. Um mordomo uniformizado os recebeu na porta, conduzindo-os sem perguntas até a suíte presidencial no último andar.
Charlie entrou primeiro, seus olhos percorrendo o ambiente com a frieza de quem avalia um território inimigo. A suíte era um sonho de mármore carrara e vidro temperado, com paredes de pedra aparente que davam uma falsa sensação de rusticidade ao luxo ostensivo. No centro, uma banheira de hidromassagem redonda borbulhava suavemente, cercada por velas de baunilha que já haviam sido acesas. O vapor subia em espirais lentas, carregando um cheiro doce que se misturava ao pinho da serra.
A cama king size dominava o ambiente principal, tão alta que exigia um pequeno degrau de madeira para subir. Os lençóis eram de algodão egípcio, brancos como nuvens, cobertos por pétalas de rosa vermelhas dispostas em formato de coração, um gesto teatral que só poderia ter vindo de Ricardo. Cortinas de veludo grená emolduravam as janelas que davam para o vale, agora coberto pela névoa noturna.
Charlie se instalou na poltrona de couro preta próxima à janela, recostando-se como se fosse dono do lugar. Vestia apenas uma calça de linho clara, aberta no tornozelo, e seus pés estavam descalços sobre o carpete felpudo. O torso nu parecia esculpido pela luz âmbar do abajur ao lado, ela podia ver cada músculo se contraindo sob a pele, cada veia das mãos que seguravam a taça de vinho com uma calma ensaiada. Seus olhos azuis, no entanto, estavam fixos na porta com a intensidade de um predador.
Olivia, ainda de pé no meio da suíte, sentia o peso da lingerie sob o vestido. Escolhera a dedo cada peça antes de sair de casa, o sutiã de renda preta da Victoria's Secret, tão transparente que mal cobria os mamilos; a calcinha fio dental que sumia entre as nádegas, deixando à mostra os pelos negros que ela sabia que ambos adoravam; as ligas de silicone segurando as meias arrastão que subiam até o meio da coxa. Por cima, um vestido justo de seda vermelha,a cor do pecado, ela pensara ao vesti-lo, a cor do sangue, a cor do vinho que Charlie bebia.
O vestido tinha um zíper lateral que ia da cintura até quase a axila, e ela sentia a brisa fria do ar-condicionado acariciando a pele exposta por baixo da renda. Cada passo que dava produzia um ruído suave de seda contra seda, um sussurro que anunciava sua presença.
Foi quando a porta se abriu.
Ricardo entrou sem bater, como se ainda tivesse o direito de invadir espaços. Ele estava diferente - mais magro, sim, mas de um jeito que realçava a mandíbula quadrada e os ombros largos. O terno azul marinho estava perfeitamente alinhado, mas ela notou pequenos detalhes que denunciavam a passagem do tempo: as olheiras profundas sob os olhos castanhos, os fios de cabelo grisalho nas têmporas que não estavam lá um ano atrás, o tremor quase imperceptível nas mãos que seguravam a pasta de couro.
Seu perfume, o mesmo de sempre, um amadeirado caro que ela reconheceria em qualquer lugar, chegou até ela antes que ele dissesse uma palavra. Olivia sentiu seu estômago se contrair, não de medo, mas de antecipação. Seu corpo se lembrava daquele cheiro de maneiras que sua mente tentava esquecer.
O silêncio que se instalou quando seus olhos encontraram os de Charlie foi ensurdecedor. Não era hostilidade pura, era algo mais complexo, uma teia de memórias compartilhadas e rivalidades silenciosas. O homem que teve e o homem que reconquistou se encararam por longos segundos, medindo forças em uma disputa que transcendia o físico.
- Entrei, Ricardo anunciou finalmente, deixando a pasta cair no chão com um baque surdo que ecoou no silêncio da suíte. Sua voz estava mais grave do que Olivia lembrava, ou talvez fosse apenas a falta de uso. "Fiz o que você pediu. Sem jogos. Sem segundas intenções. Sem surpresas."
Charlie bebeu mais um gole de vinho, seus olhos nunca deixando os do rival. A taça de cristal tilintou suavemente contra seus dentes quando ele a colocou de volta no aparador. "Você sabe o que vai acontecer aqui, não sabe?
- Sei, Ricardo confirmou, a voz firme apesar de tudo. Seus olhos deslizaram por um instante em direção a Olivia, avaliando o vestido vermelho, a lingerie que se adivinhava sob a seda, os mamilos já marcando o tecido.
- Vou comer sua mulher pela última vez. Vou sentir o gosto dela, vou ouvir seus gemidos, vou vê-la tremer embaixo de mim. E você vai assistir. Vai ver cada detalhe. Vai ouvir cada palavra.
A risada de Charlie foi baixa, quase inaudível.
- Não apenas assistir, corrigiu, levantando-se da poltrona com um movimento felino.
- Vou dirigir. Vou dizer quando, como, onde. Você é apenas o ator nessa cena, Ricardo. Eu continuo sendo o autor.
Olivia sentiu o ar sair de seus pulmões quando Charlie se aproximou, seus passos lentos e deliberados no carpete. Ele parou atrás dela, tão perto que ela podia sentir o calor de seu corpo através do vestido. Suas mãos encontraram o zíper lateral, ela ouviu o metal sendo puxado para baixo, dente por dente, num movimento que parecia durar uma eternidade.
A seda vermelha escorreu pelo corpo dela como água, primeiro os ombros, depois as costas, formando uma poça rubra a seus pés. Olivia ficou exposta sob a luz âmbar, a lingerie preta que mal cobria o essencial, a pele morena que brilhava suavemente, os mamilos escuros já endurecidos contra a renda quase transparente. Sua mão desceu instintivamente para cobrir o sexo, mas Charlie segurou seus pulsos com firmeza, afastando-os.
- Não, ele sussurrou contra sua orelha. Nada de esconder. Essa foi a regra.
E então seus dedos deslizaram por dentro da calcinha fio dental, percorrendo o caminho dos pelos negros até encontrar o que procuravam. Olivia gemeu quando dois dedos entraram nela sem cerimônia, sentindo a própria umidade escorrendo por sua coxa.
- Você está molhada, Charlie anunciou, retirando os dedos e os erguendo para a luz. Eles brilhavam sob o lustre de cristal.
- Olha só, Ricardo. Ela está pingando. Você ainda tem esse efeito nela? Depois de um ano? Depois de tudo?
Ricardo aproximou-se, seus passos pesados no carpete. Seus olhos percorreram cada centímetro do corpo de Olivia com a fome de um homem que passou um ano em dieta forçada, primeiro os seios mal cobertos, depois a curva da cintura, depois os quadris largos, e finalmente o triângulo negro que se adivinhava sob a renda preta.
- Sempre tive, ele respondeu, a língua saindo para molhar os lábios ressecados. - A diferença é que agora eu sei que ela volta pra você. Que sempre volta. Que o corpo dela pode ser meu por uma noite, mas o coração...
- O coração é meu, Charlie completou, puxando a calcinha de Olivia num gesto brusco que rasgou o delicado tecido. A renda caiu no chão junto com o vestido, deixando sua buceta completamente exposta, os pelos negros aparados no triângulo perfeito que Charlie tanto amava, agora brilhando de excitação, os lábios inchados e úmidos, o clitóris já meio visível sob o capuz.
- Mostra pra ele, Charlie ordenou, empurrando Olivia de joelhos no carpete macio. O tecido felpudo roçou sua pele nua, e ela sentiu o frio do ar-condicionado em seu sexo exposto.
- Mostra como você fica quando está sendo observada. Mostra como sua buceta se contrai quando está morrendo de tesão.
Olivia obedeceu, abrindo as pernas num movimento lento e deliberado. Suas mãos encontraram os próprios seios, apertando-os através da renda, enquanto seus olhos iam de Charlie a Ricardo, depois de volta. A vergonha e o desejo se misturavam em suas veias como dois venenos que se anulavam, criando algo novo, uma excitação mais crua, mais verdadeira.
- Mostra como você adora ser puta dos dois, Charlie continuou, a voz um fio de aço.
- Porque é disso que se trata, não é? Você adora. Adora saber que nos tem aos dois. Que nos dois fazemos seus olhos revirarem.
Olivia gemeu, os dedos descendo para seus próprios pelos, afastando-os, expondo-se completamente. Seu clitóris já estava latejando, visível contra a pele morena.
- Sim, ela sussurrou, a confissão saindo antes que pudesse impedir. - Sim, eu adoro. Adoro ser sua puta. Adoro ser a puta de vocês dois.
O som que Charlie emitiu foi entre um rosnado e um gemido. Ele se sentou na beirada da cama, puxando Olivia para montá-lo de frente para Ricardo. Ela sentiu a rigidez dele pressionando sua entrada através da calça de linho, mas ele não a penetrou, não ainda.
- Tira, ele ordenou, e ela obedeceu, desabotoando a calça dele com dedos trêmulos. Quando o membro dele finalmente se libertou, duro e latejante, ela o guiou até sua entrada, descendo lentamente sobre ele centímetro por centímetro.
O gemido que escapou de seus lábios foi primal, animal. Charlie a preenchia de um jeito que nenhum outro conseguia, e ela sabia disso, sempre soube, mesmo quando estava nos braços de Ricardo.
Ela cavalgava devagar, seus quadris fazendo círculos largos, seus seios balançando sob a renda preta. Os mamilos roçavam o tecido a cada movimento, enviando choques de prazer que se somavam à fricção entre suas coxas. Charlie não tirava os olhos de Ricardo, mas suas mãos apertavam os quadris de Olivia com força, guiando seu ritmo.
Ricardo assistia com as mãos apertando os braços da poltrona de couro, os nós dos dedos brancos de tensão. Sua calça já estava visivelmente estufada, mas ele não se movia, não tocava, apenas olhava, devorando com os olhos o que não podia ter.
- Enfia seus dedos nela, Charlie ordenou, sua voz rouca. - Quero ver. Quero ver você tocando no que foi meu, é meu, e sempre será meu.
Ricardo obedeceu sem hesitar, levantando-se da poltrona e aproximando-se. Olivia sentiu seus dedos grossos encontrando seu ânus, não sua buceta, como ela esperava, mas o outro orifício. O susto a fez arquear as costas, mas ele já estava lubrificado, escorregando para dentro com uma facilidade que a surpreendeu.
- Você pensou, Charlie observou, um sorriso perverso nos lábios. Pensou nesse momento.
- Todo dia, Ricardo admitiu, seus dedos se movendo dentro dela em círculos lentos enquanto ela continuava a cavalgar em Charlie.
- Pensando nela. Pensando nessa noite. Pensando em como ia me preparar para ter os dois lugares dela.
Olivia gritou quando Charlie a virou de costas para a cama, saindo dela apenas o suficiente para reposicioná-la. Ele entrou por trás num movimento brusco, suas mãos cravadas em seus quadris, enquanto Ricardo se posicionava à sua frente.
Ela estava no meio dos dois homens, seu corpo uma ponte entre passado e presente, entre erro e acerto. A boca de Ricardo encontrou seus seios, seus lábios sugando os mamilos através da renda, enquanto Charlie a fodia por trás com uma intensidade que a fazia ver estrelas.
- Sua vez, Charlie rosnou para Ricardo, puxando-o pela nuca. - Coma ela. Mas olhe nos meus olhos enquanto faz. Quero ver seus olhos quando você entrar nela. Quero ver o que você sente quando está dentro da minha mulher.
Ricardo ergueu o rosto, seus olhos castanhos encontrando os azuis de Charlie. Por um longo momento, ninguém se moveu. E então, lentamente, Ricardo se posicionou entre as pernas de Olivia, sua mão guiando seu membro até a entrada da buceta dela.
Quando ele a penetrou, foi devagar, deliberateamente devagar, como se quisesse saborear cada milímetro. Olivia sentiu os dois ao mesmo tempo - Charlie em seu ânus, Ricardo em sua buceta, e pela primeira vez em um ano, ela se sentiu completa.
Os dois homens se olhavam sobre o corpo dela, seus movimentos sincronizados em um ritmo que parecia ensaiado. Charlie não desviava o olhar, e Ricardo parecia incapaz de fazê-lo.
E Olivia, no meio dos dois, apenas gemia, um som contínuo, animalesco, que preenchia a suíte junto com o cheiro de sexo e baunilha.
Continua... agora para a parte final.
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