Império pornô - Anonimato

Da série Império pornô
Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 3889 palavras
Data: 02/06/2026 10:59:13

— Eu tive uma ideia.

— Não — respondi automaticamente.

— Mas eu nem falei o que é — Pink franziu a testa.

— As últimas vezes que você começou uma frase com "eu tive uma ideia", alguém quase morreu.

— Isso aconteceu uma vez.

— Três.

— Duas e meia — ela rebateu com a voz manhosa e um sorriso.

Natasha, sentada do outro lado da mesa, tomava café observando a discussão sem qualquer intenção de ajudar.

— Eu apoio a Pink, a ideia é boa.

— E você sabe o que é? — olhei para ela.

— Não faço a menor ideia.

— Então por que apoia?

— Gosto de te irritar — Natasha deu um sorriso de orelha a orelha.

— Obrigada, Natasha — Pink bateu as mãos na mesa.

— Certo. Qual é a ideia? — respirei fundo.

— A gente precisa parar de depender das plataformas dos outros. A gente grava, edita, divulga, faz tudo. Aí uma empresa muda uma regra e metade da nossa renda desaparece.

— Ela tem razão — Natasha ergueu uma sobrancelha. — Só esse mês a plataforma principal fodeu a gente de três formas diferentes, bando de parasitas. Sem falar que as secundárias estão revisando os próprios termos.

— Eu quero criar nossa própria plataforma — Pink abriu um sorriso enorme, aparentemente esperando uma ótima reação nossa.

— Tipo um site? — perguntei.

— Um império.

— Ah, meu Deus — Natasha começou a rir.

— Estou falando sério — insistiu Pink. — Uma plataforma nossa. Vídeos nossos. Assinaturas nossas. Modelos nossos.

— Você quer criar uma produtora? — perguntei.

— Exatamente — Pink respondeu com o mesmo sorriso.

— Uma produtora enorme?

— Exatamente.

— Com servidores?

— Sim.

— Programadores?

— Sim.

— Sistema de pagamento?

— Sim.

— Segurança digital?

— Sim.

— Atendimento ao cliente?

— Sim — em nenhum momento aquele sorriso deixou seu rosto.

— E quem vai fazer tudo isso?

— Bem... — a confiança dela desapareceu por aproximadamente meio segundo.

— Eu conheço alguém — Natasha apoiou o queixo na mão.

Eu e Pink viramos para ela ao mesmo tempo.

— Quem é?

— Uma amiga — Natasha abriu um sorriso.

Encarei Natasha sem responder.

— Ela é inteligente, muito inteligente, especialista no assunto. Você não precisa saber mais do que isso. Vocês vão gostar dela.

Não gostei da resposta, duas horas depois continuava não gostando, a tal especialista chegou na casa. E definitivamente não era o que eu esperava, a porta do casarão se abriu e entrou uma mulher baixinha carregando uma mochila maior do que ela nas costas, muito baixinha, menos que um metro e cinquenta, um óculos exageradamente grande, franja preta cobrindo parte da testa. Fiquei esperando a especialista entrar logo atrás dela, a especialista não entrou. A garota largou a mochila no chão.

— Vocês são estranhamente mais bonitos do que eu imaginava.

Silêncio, olhei para Natasha. Olhei para a garota. Olhei para Natasha de novo.

— Essa é a especialista?

— Me chamo Morgana, você deve ser o Gabriel — ela ajustou os óculos. — Estranho.

— O quê?

— Eu esperava um homem mais gordo e careca.

Pink começou a rir imediatamente, Natasha quase caiu da cadeira. Eu fiquei parado processando aquilo enquanto Morgana estendeu a mão.

— Prazer.

Me senti insultado, ela continuou com a mão estendida, depois de alguns segundos apertei sua mão, Morgana assentiu.

— Você parece mais fácil de lidar do que imaginei.

— Ok, que seja.

— E isso foi mais prático do que eu imaginei.

Após toda aquela apresentação, Morgana abriu a mochila e retirou um notebook. Não sentou, não pediu água, não perguntou onde ficaria hospedada, apenas abriu o notebook que mais parecia uma máquina da NASA.

— Certo, quero ver os números.

— Os números? — Pink piscou repetidas vezes. — Quais números?

Morgana ergueu os olhos.

— Antes de começar a desenvolver a plataforma, preciso entender como essa empresa funciona.

— Empresa? — Pink riu. — Você está vendo uma empresa?

— E por que exatamente você precisa dessas informações? — perguntei.

— Porque vou construir uma plataforma que vai hospedar o conteúdo de vocês — Morgana apontou para o notebook. — Se eu não souber como vocês recebem dinheiro, como controlam assinantes, onde armazenam os vídeos, quem possui acesso aos arquivos e como pretendem crescer, não vou conseguir fazer nada.

— Faz sentido — Natasha admitiu.

— Faturamento dos últimos meses — explicou Morgana. — Receita, despesas, custos operacionais, crescimento, retenção de assinantes, fluxo de caixa.

Pink olhou para mim, eu olhei para Natasha, Natasha olhou para Pink. O silêncio durou alguns segundos.

— Ah, meu Deus — Morgana murmurou.

— O que foi? — perguntou Pink.

— Vocês não têm planilhas.

— Temos.

— Quantas?

— Uma.

— Uma planilha?

— Sim.

— Para tudo?

— Sim.

Morgana fechou os olhos. Meia hora depois ela estava sentada na mesa da cozinha cercada de anotações, parecia uma investigadora examinando uma cena de crime.

— Por que vocês gastaram quatro mil reais em luzes?

— Porque eram bonitas — respondeu Pink.

— E por que compraram uma máquina de fumaça?

— Porque parecia legal.

— E onde estão os contratos?

Natasha era quem cuidava dessa parte, ela tinha olhar afiado para identificar pegadinhas escondidas em cláusulas, ela apontou para uma gaveta, Morgana abriu, a gaveta parecia um campo de batalha. Papel misturado com papel, as notas fiscais, recibos, canetas, um pacote de biscoito vazio, uma colher suja, uma chave que ninguém sabia de onde era, Morgana fechou a gaveta lentamente, visivelmente abalada.

— Já que é a Natasha que cuida dos contratos, eu fico mais aliviada. Onde ficam armazenados os vídeos?

— No computador principal.

— E backup?

— No computador reserva.

— E backup do backup?

— Não tem.

— Então se acontecer um incêndio, vocês perdem tudo? — Morgana me encarou.

— Acho que sim.

— Invasão? Roubo? Falha nos discos? — Morgana ficou alguns segundos encarando o teto. — Isso tudo foi construído na base da fé.

A cada pergunta surgia um problema novo, nenhum de nós tinha percebido aquilo antes, estávamos ocupados demais trabalhando, gravando, editando, publicando, sempre correndo atrás do próximo vídeo. Nunca tínhamos parado para olhar a estrutura, e Morgana claramente não gostava do que estava vendo. Já era noite quando ela finalmente fechou o notebook.

— Certo, tenho uma conclusão. Vocês são extremamente competentes.

— Sabia — Pink sorriu.

— E extremamente irresponsáveis.

— Ah — o sorriso de Pink desapareceu.

— O negócio de vocês só continua funcionando porque tiveram sorte, vocês compraram muita coisa antes de fazer uma reserva de emergência. Sinceramente, isso vai dar mais trabalho do que eu imaginei.

Ela girou o notebook na nossa direção, não entendi metade dos gráficos. Pink claramente não entendeu nenhum. Natasha fingiu entender.

— O que é isso? — perguntei.

— A lista dos problemas mais urgentes para vocês resolverem antes de criarem uma plataforma só de vocês. São exatamente quarenta e dois, só os críticos. — Morgana assentiu. — Vou começar amanhã.

— Amanhã? — perguntou Pink. — Você já aceitou?

— Claro — Morgana ergueu uma sobrancelha.

— Nem discutimos valores ainda.

— Valores? — Morgana rebateu, confusa. — Eu e Natasha já discutimos.

O silêncio foi imediato, virei lentamente para Natasha, Pink fez o mesmo. Natasha congelou.

— Natasha? — perguntei calmamente.

— Sim?

— Tem algo que queira dizer?

— Nada importante.

— Natasha?

— Eu consigo explicar — Natasha olhou para a mesa, depois para o teto, depois para a janela, qualquer lugar, menos para nós. — Foi uma conversa informal.

— Natasha... — murmurei, quase chorando.

— Não foi nada demais.

— Quanto?

— Vinte e cinco por cento.

— Vinte e cinco por cento do quê? — perguntou Pink.

— Da empresa.

— Sem conversar com ninguém?

— Sim.

— Natasha.

— Eu sei.

— Natasha.

— Eu sei.

— Natasha!

— EU SEI!

Pink foi a próxima a explodir.

— Você tá maluca?

— Eu precisava convencer ela.

— Nem você tem vinte e cinco por cento da empresa!

— Eu sei!

— Então como você promete uma coisa dessas?

— Porque achei que vocês concordariam!

— E POR QUE VOCÊ ACHARIA ISSO!?

Pela primeira vez desde que conhecia Natasha, ela parecia genuinamente envergonhada. Morgana observava a discussão em silêncio, sem interromper e sem sequer demonstrar desconforto. Esperou todos terminarem, só então falou.

— Eu ainda quero os vinte e cinco por cento.

— Você tá falando sério? — perguntou Pink.

— Sim, vocês querem uma plataforma própria, então precisam de mim.

Ninguém respondeu, porque, infelizmente, ela tinha um ponto e sinceramente, já era um pouco tarde para dispensá-la, ela já sabia demais.

— Isso ainda não justifica vinte e cinco por cento — falei.

— Justifica para mim, não quero nada além do que me foi prometido.

Eu fiquei encarando Morgana e ela sustentou o olhar sem hesitar. Morgana não estava blefando, ela realmente iria embora sem discussão. O silêncio se prolongou por vários segundos, Pink continuava sentada, incrédula. Natasha evitava olhar para qualquer um de nós, Morgana permanecia imóvel.

— Espera, tem uma coisa errada nessa discussão.

— Tem várias — respondeu Pink.

Morgana inclinou a cabeça.

— Estamos discutindo os vinte e cinco por cento da Morgana — apontei para Natasha. — Quanto da empresa é dela?

— O quê? — Natasha piscou.

— Quanto da empresa é sua?

— Eu não sei.

— E você? — apontei para Pink.

— Eu também não sei, acho que tudo.

— Nunca definimos isso — continuei.

— Porque não precisava — respondeu Pink.

— Precisava sim, nós estamos discutindo participação sem sequer saber quem possui o quê.

Morgana observava tudo em silêncio, Natasha também, desde que a discussão começou, ninguém parecia disposto a gritar.

— Eu tive a ideia original — disse Pink. — Eu apareço na maioria dos vídeos, eu sou a cara disso tudo.

— Sim.

Natasha ergueu a mão.

— Eu cuido da parte jurídica, também resolvo metade dos problemas que vocês criam.

— Isso é verdade.

— E provavelmente evitei que vocês fossem presos umas três vezes.

— Também é verdade.

— Eu ainda vou impedir a falência — Morgana cruzou os braços.

— Você chegou hoje.

— E já encontrei quarenta e dois problemas.

Olhei para os três, então finalmente falei o que parecia óbvio.

— Vinte e cinco por cento para cada um.

— Igual? — Pink parecia não concordar.

— Igual.

— Isso não faz sentido.

— E sem Natasha você estaria presa, lembra daquela vez da gravação as escondidas no parque? Denunciaram a gente e quase fomos presos. Sem Morgana, a empresa provavelmente quebra em alguns anos.

— Em alguns meses, na verdade — comentou Morgana.

Pink fez uma careta, ainda parecia não aprovar.

— Então agora somos sócios? — Morgana perguntou.

— Oficialmente — respondi.

— Podemos fazer um contrato? Um contrato de verdade?

— Natasha, pode cuidar disso? — perguntei, agora ela parecia mais relaxada.

Ela apenas assentiu. Morgana fechou o notebook e sorriu, o primeiro sorriso desde que chegou. Tive o sentimento de que aquilo estava ficando sério demais, o estranho é que eu tinha esse sentimento pelo menos três vezes na semana, mas aquilo era diferente, existia uma empresa de verdade. Não apenas um bando de malucos vivendo juntos num casarão e gravando vídeos pornôs.

Os dias seguintes passaram rápido, até que aqueles problemas foram resolvidos, Morgana assumiu a plataforma. Ela dividia tarefas, criava planilhas, fazia reuniões e apontava problemas novos numa velocidade impressionante.

Descobrimos falhas em lugares que nem sabíamos existir, senhas repetidas, arquivos sem backup, pagamentos sem registro adequado que era o que eu mais temia, particularmente. Em alguns momentos, parecia que o projeto inteiro estava sendo reconstruído do zero. Enquanto Pink cuidava da identidade visual, Natasha revisava questões jurídicas e eu continuava responsável pela produção e edição.

Eram semanas de trabalho que pareciam meses, quando a primeira versão da plataforma ficou pronta, passamos dias testando tudo. Morgana tratava cada falha como um insulto pessoal, eventualmente, os erros começaram a desaparecer, o sistema ficou estável.

No dia do lançamento, nos reunimos na sala principal, Morgana estava sentada diante do notebook. Pink andava de um lado para o outro. Natasha fingia tranquilidade enquanto verificava o celular pela centésima vez.

Enfim, a plataforma entrou no ar. Por alguns segundos, ninguém falou nada, então o primeiro assinante apareceu, os números continuaram subindo, não eram centenas, mas eram algo.

Natasha abriu uma garrafa de vinho que estava guardada para a ocasião. Pink logo comemorou abraçando a todos e até Morgana parecia satisfeita. Só parecia, porque ela continuava observando tudo em silêncio.

— Tem uma coisa que eu queria pedir — Morgana disse, captando os olhares para ela. — Eu quero participar de um vídeo.

Natasha engasgou com o vinho logo tendo uma crise de tosse. Pink deixou o copo escapar da mão fazendo uma sujeira. Eu fiquei encarando Morgana por alguns segundos, esperando que ela começasse a rir, esperando que fosse uma pegadinha. Ela não riu, continuou séria.

— Você quer o quê? — perguntei, achando que tinha ouvido errado.

— Participar de um vídeo — ela repetiu com todas as palavras.

— Você... tipo... quer... um vídeo solo? — Pink respondeu, se dando conta da sujeira que fez.

— Tenho preferência para sexo anal.

A crise de tosse de Natasha pareceu piorar depois de ouvir essas últimas palavras.

— E quero algo diferente, estava vendo os vídeos de vocês e parecem que repetem sempre a mesma fórmula — Morgana virou o rosto para mim. — Isso não é algo ruim, só quero estrear em algo diferente.

— E no que você pensou exatamente? — Pink cruzou os braços, lentamente se interessando pela ideia.

— Você que cuida da parte criativa, acho que é a melhor pessoa para pensar nisso — Morgana rebateu.

Pink não perdeu tempo, antes que alguém pudesse questionar a ideia, ela já havia agarrado Morgana pelo braço e a arrastado para o quarto de gravações, a porta do quarto se fechou atrás das duas, o restante da casa mergulhou em silêncio.

— Quanto tempo você acha que elas vão ficar lá? — perguntou Natasha já recuperada da crise de tosse.

— Não faço ideia.

Passaram-se quase quinze minutos, quando a porta finalmente se abriu, a voz de Pink ecoou pelo corredor.

— Gabriel! Preciso de você!

Troquei um olhar com Natasha.

— Boa sorte — ela disse.

Ao entrar no estúdio, encontrei um cenário completamente diferente do habitual. As luzes principais estavam apagadas. Apenas alguns refletores móveis iluminavam o ambiente com uma luz branca intensa. Pink estava sorrindo como nunca. Morgana permanecia no centro do cenário claramente desconfortável, a roupa era simples, uma saia preta curta contrastava com a pele extremamente pálida dela. A camiseta preta, justa o suficiente para acompanhar sua silhueta. Os óculos continuavam ali.

Morgana também usava uma máscara preta cobrindo a parte inferior do rosto, escondendo nariz, boca e queixo. Era uma solução simples para preservar o anonimato.

— O que aconteceu aqui? — perguntei.

Morgana ajustou os óculos.

— Ela ignorou aproximadamente oitenta por cento das minhas sugestões.

Pink abriu ainda mais o sorriso.

— Certo. Agora escutem.

Ela apontou para Morgana.

— Nossa nova sócia acha que os vídeos estão previsíveis.

— Eu disse repetitivos.

— Mesma coisa.

Morgana suspirou.

— O ponto é, quero testar algo diferente. Ah, e antes que eu me esqueça, as exigências da nossa estreante precisam ser atendidas.

Fiquei confuso com aquilo, mas logo descobri do que se tratava. Pink virou Morgana de costas para nós e ergueu a saia, sem calcinha e com um plug anal até que grande enfiado em seu rabo. Lembrei sobre a preferência dela por sexo anal. Morgana ficou envergonhada, tentou abaixar a saia.

— Isso vai ser interessante de assistir — Natasha disse entrando na sala.

— Se não atrapalhar, pode ficar — Pink se afastou e foi pegar uma das câmeras. — Prontos para filmar?

Eu concordei, Morgana também após alguns segundos de hesitação. Natasha se esparramou no sofá ao fundo com um sorriso no rosto. Pink explicou como toda a cena iria ocorrer, mas antes, ela explicou sobre o jogo de iluminação. As iluminações principais não iriam ser utilizadas, pois eram um pouco amareladas e iria estragar a imersão, ao invés disso, luzes completamente brancas iriam tomar conta do ambiente, miradas diretamente na atriz principal, a luz refletia na pele pálida. O foco seria cem por cento o sexo anal, nada de enrolação, isso foi exigência da própria Morgana, apenas concordei.

Pink sorria, um sorriso de alguém que estava adorando tudo aquilo e iria aproveitar cada segundo, mesmo estando apenas com a câmera. Morgana ainda estava parada no centro do estúdio, sob as luzes que tornavam sua pele pálida quase translúcida. Tive a pequena impressão de aquela máscara iria me confundir um pouco, era uma peça de veludo simples, mas eficaz para manter o anonimato total.

Eu observei, tentando entender o propósito daquela escolha, mas Morgana não deixava transparecer nada, ela escondia a expressão, impedia que víssemos os lábios se entreabrindo em um gemido ou se cerrando em um esforço durante a cena. Era uma frustração, um obstáculo à conexão entre ator e atriz, mas tudo bem. Escolha dela, certo?

Pink, no entanto, parecia achar tudo perfeito, ela já havia apertado o botão para iniciar a gravação, sem aviso, sem nada. Ainda conseguia sentir a vergonha de Morgana, percebi pelos ombros duros e os músculos tremendo quando tentei tocá-la, mas ela não relutou. Pink fez um sinal para mim e para ela, Morgana se sentou na beira da cama com as pernas abertas, revelando a buceta escorrendo e o cuzinho piscando com o plug enfiado. Enfim, a gravação começou oficialmente, me aproximei um pouco mais dela e passei os dedos pela pele macia e branca, contornando o plug. Brinquei um pouco ao redor, empurrei um pouco o plug, girei a base, cada movimento calculado, prestando atenção unicamente na reação dela, um soluço abafado pela máscara, um tremor que percorria suas pernas.

Aquilo estava ficando interessante, puxei lentamente para fora e empurrei de novo, devagar, sem pressa, pelas luzes brancas e fortes conseguia ver as pregas se esticando, contraindo e relaxando no fim. Morgana gemeu quando eu finalmente tirei o plug por completo, o som abafado, quase um choro de alívio. Coloquei-o de lado, estiquei os dedos nas pregas e abri mais um pouco, dando espaço para Pink filmar o rombo, foco total no buraco pulsante da atriz.

Pink se afastou e me entregou uma garrafa pequena de óleo corporal, passei a despejar pelas pernas de Morgana, buceta, escorrendo pelo cuzinho e bunda. Coloquei a garrafa de lado e comecei a massagear toda a extensão de seu corpo, ajudando a espalhar o óleo e aproveitando para tocar sua buceta inchada e vermelha. Pressionei o clitóris, ela jogou a cabeça para trás num gemido prolongado. Peguei o óleo novamente e lambuzei meu pau. Sem perder tempo, me posicionei, alinhei a cabeça do meu pau com a entrada do cu dela e empurrei.

O começo foi lento, o cu dela preparado recebeu de bom grado o invasor, mas mesmo assim, podia sentir certa resistência. Porém, não impediu que meu pau desaparecesse lentamente entre as pregas. Morgana estava com o olhar fixado entre suas coxas, vendo meu pau sumir em seu cu, logo após, olhando para mim, os olhos semicerrados, pena que a máscara cobria suas expressões, gostaria muito de ver como estava a carinha de puta.

Comecei a meter devagar, porém tirei tudo e deixei apenas a cabeça, depois voltei a enfiar tudo, lentamente. Comecei a fodê-la num ritmo constante, forte, aumentando a velocidade gradualmente, afastei um pouco mais as pernas, achei que as pernas dela estariam duras, enrijecidas, mas estavam completamente relaxadas. Ela estava inteiramente relaxada, na verdade, como se já tivesse feito aquilo milhões e milhões de vezes. Os gemidos dela eram abafados pela máscara, mas ainda assim podia ouvi-los, agudos, prolongados, alternando com a respiração pesada.

Após alguns minutos, tirei meu pau e me afastei um pouco, dando espaço para Pink filmar novamente o rombo, agora um pouco maior, pulsava um pouco mais também. Logo, Morgana ficou de quatro, peguei o óleo e despejei por toda sua bunda, despejei uma grande quantidade de óleo dentro do cu aberto, inundando, mas conforme ela piscava o anel, o óleo transbordava, caindo direto em seus pés.

No fundo, podia ver Natasha mordendo os lábios, Pink não parava de sorrir um segundo. Voltei para a cena, bati meu pau na entrada do cuzinho de Morgana, esfreguei um pouco e logo estava dentro novamente, dessa vez, sem resistência alguma. Morgana sabia como se posicionar, sabia qual era o melhor enquadramento, percebi isso pelo sorriso da Pink, ela perdia a paciência fácil com algumas atrizes amadoras, mas não foi o caso com a Morgana, ela apenas sorria e gravava, sem interrupções, sem dicas de atuação e nem nada do tipo.

Voltei a meter em Morgana, agora mais forte que antes, mais bruto, dando alguns tapas em sua bunda. Os gemidos tomaram o quarto rapidamente, gemidos prolongados, cheios de tesão enquanto não parava de foder o cuzinho dela.

Passamos vários minutos ali, então, a virei de lado na base da força, com o pau ainda dentro dela, levantei uma das pernas deixando mais exposto a buceta escorrendo mel.

Sendo sincero, eu não tinha muito ânimo para ver as gravações finais, via porque era necessário para a edição. Mas aquele estava ansioso para ver, Morgana levando no rabo e gemendo alto. Para quem visse de fora, era apenas uma anônima, já eu sabia quem era, sabia o jeito sincero dela, aquilo deixava mais excitante ainda. Não parei de meter nela um segundo sequer, a cada metida, parecia atingi-la mais fundo, até que os gemidos de Morgana ficaram mais altos, mais desesperados, mesmo através do pano da máscara, foi ali que percebi os óculos dela um pouco embaçados.

Para o final, Pink sinalizou. Me deitei de costas, meu pau apontando para o teto, logo Morgana, um pouco instável, se virou e se posicionou sobre mim. Ela agarrou meu pau, guiou-o até seu cu e desceu, engolindo-o inteiro de uma só vez. Foi aí que ela assumiu o controle. Ela começou a cavalgar, não de forma suave, mas com uma força desesperada. Ela subia e descia, usando as pernas para impulsionar o corpo, batendo com força contra o meu corpo, as mãos dela estavam apoiadas no meu peito, as unhas cravadas na pele afundavam a cada quicada. Ela estava me fodendo de volta, usando meu caralho para seu próprio prazer. O ritmo era frenético, brutal, e eu sabia que dali, eu não passaria.

Sinalizei para Pink que iria gozar, Morgana parecia ter esquecido da cena, até um pouco da máscara se desajeitou. Mas aquele era o final, comecei a gozar enquanto Morgana continuava sentando, ela também parecia chegar no orgasmo, o ritmo diminuía, as pernas tremiam e os gemidos começaram a ficar desajustados. Sentia seu cu me apertando mais que o normal, como se estivesse ordenhando meu pau. Num pulo, ela subiu e tirou meu pau de seu cu e sentou no meu abdômen, levantou as pernas e Pink deu o close, toda a porra escorrendo e minha rola de lado ainda latejando.

Pink pausou.

— Porra — Natasha enfim se levantou depois de ter batido o recorde de tempo em silêncio. — Isso foi do caralho, não sabia que gostava de dar o cu assim.

— Essa foi a minha primeira vez — Morgana falou ainda ofegante.

— Ah, entendi — Natasha riu, cruzando os braços. — Primeira vez hoje, não é?

Enquanto isso, eu tentava me recuperar, Pink chegou perto, muito perto.

— Mais uma obra de arte — um sorriso tomava conta do rosto dela. — Edita e posta isso o mais rápido possível.

Morgana se levantou, as pernas ainda bambas, Pink teve que ajudá-la, Natasha saiu do quarto e foi fazer qualquer outra coisa. Enquanto isso, eu fiquei ali, deitado olhando para o teto, com óleo espalhado por todo meu corpo, no lençol, no meu pau, em tudo que é canto. Me levantei e fui tomar um banho quente. Posteriormente, abri o notebook e comecei a editar o vídeo.

Pink tinha razão, aquilo tinha potencial para ser um dos, se não, o melhor vídeo de todos. Terminando, postei o vídeo e a reação foi imediata, as curtidas, mais assinantes, por um momento, a plataforma inteira travou pela alta de comentários, mas logo se estabilizou. Estava no começo, precisaria de otimizações, claro.

Rolando os comentários, um me chamou a atenção: “quando esse rapaz vai mostrar o rosto?”.

E logo abaixo uma onda de respostas de outras pessoas concordando. Fechei o notebook de uma vez. Aquilo ainda era tópico sensível, mas sabia que hora ou outra, iria acabar acontecendo. Mas preferiria manter o anonimato acima de tudo.

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Comentários

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Caro Haedrig, de novo um ótimo texto.

Tem um detalhe que chamou minha atenção. Foi na hora que ele pensou na hipótese de a Morgana ser bem mais experiente nesse ramo do que ela admitia. Teve reações de profissional, não de amadora... Será???

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esta cada vez melhor essa história, gosto que tu faz pausas para explicar o cotidiano, isso é importante, somente sexo tende a enjoar, e sexo com detalhes deixa tudo mais prazeroso e excitente de se ler.

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Excelente capítulo

Obviamente ⭐️ ⭐️ ⭐️

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