Me chamo Marcelo e vou contar para vocês como conheci um mundo novo que mudou totalmente a minha vida. Sou um homem bem sucedido de 47 anos. um típico empresário, sempre bem-vestido, com bons carros, casa e viagens, mas que sempre senti falta de alguma coisa que não sabia o que era.
Ao longo dos anos me relacionei com mulheres bonitas, educadas e de “bom tom”, mas nunca senti aquele sentimento de pertencimento que leva ao casamento, nem o êxtase sexual que me deixasse maluco.
A única vez que cheguei perto disso foi em uma festa na faculdade que um bêbado me bateu uma punheta, mas não queria nem pensar em como meus pais e amigos iriam reagir a algo assim, então foi a primeira e última vez que eu deixei um homem encostar em mim.
Mas nos momentos de solidão eu sempre acabava por me masturbar com um dedo no cu, e a vergonha sempre me ajudava a chegar lá mais forte. Por isso, um dia saindo do trabalho, eu desviei a minha rota e fui a um sex shopp em um bairro que jamais seria reconhecido. Lá fui direto a sessão de vibradores e fiquei olhando meio perdido, recusando o auxílio da vendedora, e imaginando como iria ser sentir algo assim em mim.
Do nada eu senti um olhar fixo nas minhas costas, e quando me viro tem um homem baixo, uns bons 10 cm aos meus 1.70m, me encarando com força. Ele aparenta ser mais velho que eu, no máximo na minha idade, mas ao invés de passar horas na academia, como eu, passa-as no bar. Tem aquela barriga típica de cerveja e uma barba bem curta, já meio branca.
Definitivamente não é um homem bonito, nem elegante, mas é um que está de algum jeito me hipnotizando.
Fico desconfortável a saio correndo da loja e quando entrar no carro preciso me acalmar antes de consegui dirigir para casa.
Quase uma semana depois, eu não consigo parar de pensar naquele olhar, naquela cara séria e mesmo sem querer acabo no mesmo lugar, na mesma hora, com ele novamente me encarando fixamente.
Meu corpo fica rígido e o segue quando ele me comanda apenas com o olhar.
Entramos em um banheiro, que parece ser de funcionários, extremamente pequeno e claustrofóbico. Fico quieto e tento o fitar nos olhos, mas não consigo, algo em mim me faz olhar para os seus pés.
- Olha aqui viado – ele diz grosso e eu levanto o rosto, mesmo discordando da última palavra. Eu sou hetero. 100% hetero. – Eu vou te dar 1 chance e comigo nunca tem a segunda entendeu?
Aceno que sim
- Aqui está meu telefone. Quando quiser saber seu lugar no mundo você me liga e fala que é o viadinho sujo do banheiro – ele fala divertido, coloca uma mão bem encima do meu pau e aperta forte. A dor é instantânea, e eu gemo. Forte. Ele ri, e sai, batendo a porta e me deixando arfando.
Novamente eu saio em disparada e acabo tendo outras noites sem dormir, pensando se devo ou não ligar para aquele desconhecido.
Depois de 3 noites, quando já estou com olheiras e irritado pela falta de sono, decido que não vou ligar, mas vou tentar encontrar com ele novamente, ter um pouco mais de informação, tentar um pouco de controle nesta situação.
Meu lugar.... meu lugar.... fazem anos que eu sei meu lugar. É em um carro de luxo, com dezenas de funcionários, um escritório com uma vista panorâmica para um dos bairros mais caros de São Paulo.
Então eu vou assumir as rédias da situação. Vou procura-lo pessoalmente e fazer ele ver o meu lugar neste mundo.
Entro no estabelecimento e vou direto a recepção.
- Oi, por acaso você conhece um homem baixo, com uns 45 anos, e meio gordinho? Ele estava aqui semana passada e me recomendou um restaurante bom, mas eu me esqueci o nome e estava tentando entrar em contato com ele.
Ele dá uma risadinha fraca, de quem sabe muito bem que eu não quero restaurante nenhum e balança a cabeça.
- O único homem que esteve no dia que o Senhor estava era o Seu Roberto, o nosso faxineiro. Se quiser eu pego o seu telefone e entrego para ele.
Faxineiro? Eu estou querendo o contato de um faxineiro?
Agradeço, saio e me enfio no meu carro esbaforido. Decidido a chegar em casa e rasgar o papel que ele me deu com seu número.
Eu fico mais de 1 hora com o papel na mão, tentando convencer minha mão a rasgar os números escritos em uma caligrafia feia e desleixada. Mas não consigo. Em vez disso me vejo com o celular na mão, discando os 9 digitos que vão mudar a minha vida.
- Fala – a sua voz é dura, mesmo pelo telefone
- É.... é.... aqui é o Marcelo, e eu gostaria de falar com o senhor.
- Que Marcelo? – ele fala rindo
- O viadinho sujo do banheiro senhor – não sei de onde o “senhor” veio, mas sei que pareceu algo extremamente certo de se falar.
Ele dá uma gargalhada
- Até que você demorou heim puta. Pronto para servir um macho de verdade?
- Siiiim – eu gaguejo
- Então na sexta feira esteja nesse endereço *******, as 18h, e fique de pé ao lado da porta até eu abrir. Não quero que toque a companhia e nem faça nada a não ser me esperar lá paradinho. Que nem o viado obediente que é. – e ele desliga. Não se despede, nem espera a minha resposta. Simplesmente desliga na minha cara como se soubesse que não tem um mundo em que eu não fosse obedecer. E quer saber? Ele está corretoXXXXXXO QUE ACHARAM? VALE A PENA CONTINUAR ME EXPONDO AQUI?