A tarde caía e a casa grande estava silenciosa, quase vazia. Matias havia saído para uma reunião na cidade, e eu caminhava pelos corredores sentindo o calor do sol ainda aquecer as paredes. Eu sabia que ele estava lá. Sebastião.
Eu sabia muito bem quem ele era. Sebastião. O ferreiro da fazenda. O homem que passava o dia todo suando em frente à fornalha, martelando o ferro quente, transformando aço bruto em ferraduras e enxadas. Ele tinha os braços mais grossos que eu já vira, mãos grandes, calosas, ásperas pelo trabalho, mas que sabiam ser extremamente delicadas quando queriam.
Naquela tarde, entrei na oficina dele atrás de sombra, mas sabia que estava entrando na toca do leão. Ele parou de martelar, largou o instrumento e me olhou com aqueles olhos escuros e intensos.
— A Sinhá veio aqui para quê? Sabe que aqui é lugar de trabalho duro... — disse ele, limpando o suor do peito peludo e bronzeado.
— Vim ver se o ferro é tão duro quanto o ferreiro, Sebastião — provoquei, aproximando-me.
Mas ele não deixou barato. De repente, a situação virou. Ele deu um passo largo, agarrou meus dois pulsos com uma mão só, com força, e com a outra me empurrou contra o velho banco de couro que ficava ali mesmo no canto da oficina, longe da vista de todos.
— Hoje você não manda mais, Sinhá — rosnou ele, pegando tiras de couro cru que usava para amarrar as ferramentas. — Você vive me mandando fazer isso, fazer aquilo... hoje eu quero ver você de quatro, ou melhor, amarrada para mim.
Antes que eu pudesse responder, ele amarrou minhas mãos acima da cabeça, numa das vigas de madeira. Depois amarrou meus tornozelos, afastando minhas pernas, me deixando completamente aberta, exposta para ele.
— Pronta. Agora você é minha escrava. Minha forja particular — disse ele, passando a mão áspera e quente pela minha coxa, subindo devagar. — Hoje eu vou martelar esse corpo até ficar do jeito que eu quero.
Ele começou a me despir com urgência. Abriu meu vestido, puxou para baixo, deixando-me nua ali, tremendo um pouco, mas ardendo de desejo. Sebastião não teve pressa. Ele começou a chupar meu corpo todo, com a fome de quem passa o dia todo trabalhando e só pensa nisso.
Começou pelo pescoço, chupando com força, deixando marcas roxas. Depois desceu para meus seios. Ah, como ele chupava! Ele usava a boca quente, sugava os bicos, mordia devagar, enquanto as mãos calosas dele apertavam minha carne, apertavam com força, como se estivesse sentindo a textura do metal, mas com todo o calor do mundo.
— Hmm! Sebastião... suas mãos... que calor... — gemia eu, com as mãos presas, sem poder me mexer, totalmente entregue.
Ele sorriu, malicioso, e desceu mais. Passou a língua pelo meu umbigo, pela barriga, e chegou na minha buceta. Ele afastou meus lábios com os dedos grossos e enfiou a língua com vontade. Chupava, lambia, fazia movimentos circulares rápidos, me levando à loucura. Ele conhecia meu corpo, sabia exatamente onde doía e onde dava prazer.
— Gosta, não é? Gosta de ser comida pelo seu ferreiro? — perguntou ele, com a boca toda molhada. — Vou te deixar tão quente que você vai derreter.
Ele me comeu com a boca até eu gozar muito, tremendo toda, gritando o nome dele, sentindo meu prazer jorrar na boca dele. Quando viu que eu já estava fora de mim, ele pegou uma faca pequena e cortou as amarras de uma vez.
— Chega. Vem aqui — ordenou ele, sentando-se no banco de madeira, já com a calça aberta, mostrando aquele pau grande, grosso, veioso, duro como aço temperado. — Senta aqui no meu colo. Quero ver você me engolir todinho, olhando no meu olho.
Eu me arrastei até ele, minhas pernas bambas. Coloquei os joelhos entre as pernas dele, peguei aquela rola enorme com a mão e encaixei na minha entrada que já estava toda melada e aberta para ele.
— Desce devagar... deixa eu entrar fundo... — sussurrou ele.
Eu desci. A sensação foi indescritível! Ele entrou me enchendo completamente, dilatando cada canto, chegando no fundo do meu útero. Ficamos assim, um dentro do outro, rosto colado no rosto, pele suada com pele suada.
— Beija-me, Sebastião... beija seu amor... — pedi.
E ele me beijou. Que beijo! Era um beijo de quem se conhece há tempos, de quem sente saudade. Ele enfiou a língua na minha boca, mexendo com a minha, chupando meu lábio, mordendo, com uma paixão e um desejo que pareciam consumir nós dois. Era um beijo dono, possessivo, como se ele estivesse selando que eu era dele.
Enquanto eu cavalgava, subindo e descendo naquela vara grossa, rebolando devagar para sentir ele todo dentro de mim, ele começou a atacar meu peito de novo.
— Esses peitos são meus! — disse ele, agarrando os dois com as mãos enormes, apertando com força, esmagando, deixando as marcas dos dedos na minha pele branca. Ele chupava um, depois o outro, fazendo barulho, deixando-os duros e sensíveis.
— Você é minha sinhá gostosa! Minha Sinhá safada que nasceu para sentar no meu pau! — ele começou a me xingar com aquela voz rouca, que só me deixava mais louca. — Gosta de levar pau de ferreiro, não é? Gosta de quem tem força!
— Gosto! Gosto muito! — gritava eu, indo pra cima e pra baixo com velocidade. — É o melhor pau do mundo!
Ele então colocou as duas mãos grandes na minha bunda. Agarrou com força toda, apertou, espalmou, amassou a carne grossa. Pah! Pah! Deu tapas fortes que faziam a pele arrepiar e doer de uma forma tão gostosa.
— Que bunda grande! Que bunda gostosa! — ele gritava, apertando para me guiar no ritmo, subindo com o quadril para bater mais fundo ainda. — Toma! Toma tudo!
O calor na oficina era enorme, o suor escorria pelos nossos corpos, o cheiro de ferro, de homem e de sexo era inconfundível. Eu sentia ele crescendo dentro de mim, pulsando, batendo forte no meu colo do útero.
— Vou gozar, Sebastião! Vou explodir! — avisei, sentindo a coisa chegar.
— Goza, minha branquinha! Aperta meu pau todinho! — ele ordenou, beijando meu pescoço com fúria.
Eu gozei! Gozei montada nele, sentindo tudo tremer, sentindo o prazer me consumir, enquanto ele me apertava com força toda. E no mesmo instante, ele segurou minha cintura com força, enterrou fundo e gozou também, jorrando uma porra quente e espessa que me encheu por completa, fazendo eu sentir o calor dele todo dentro de mim.
Ficamos ali abraçados, eu ainda no colo dele, ele dentro de mim, respirando forte, o coração batendo no mesmo compasso. Ele beijou minha testa, depois meus lábios de novo, bem devagar.
— Sempre será minha, Sinhá... — sussurrou ele. — O ferro e o fogo... nós dois.