Murilo e o vento

Um conto erótico de Thiago P.
Categoria: Gay
Contém 3715 palavras
Data: 13/06/2026 12:43:56

​A poeira da estrada de terra ainda flutuava no ar quando a caminhonete antiga parou diante da porteira. Paulo desceu tateando o chão com os sapatos limpos demais, os nós dos dedos brancos de tanto segurar a alça da mala. O vento dali não era como o da cidade; não desviava dos prédios, batia direto no peito, rústico, carregando cheiro de esterco, capim cortado e bicho. Paulo encolheu os ombros, sentindo-se instantaneamente miúdo, desarmado por aquele vazio imenso que o cercava.

​— Se ficar parado aí no meio, o gado te atropela, primo.

​A voz veio de trás do galpão, arrastada e firme. Paulo sobressaltou-se, deixando a mala cair no chão batido. Ao virar-se, prendeu a respiração.

​Murilo estava sob o sol do meio-dia, com o corpo molhado ao lado do poço. Não usava camisa. A pele bronzeada brilhava, coberta por uma mistura de suor e respingos frios. Ele segurava uma escova grossa, esfregando o lombo de um garanhão negro que bufava, inquieto, mas submisso ao toque do dono. Murilo não tinha pressa. Jogou um balde de água sobre o animal; o líquido escorreu pelos músculos tensos do cavalo e, simetricamente, pelo peito desenhado do rapaz, traçando caminhos brilhantes até o cós baixo da calça jeans surrada, que mostrava o início de seus pelos pubianos.

​Paulo deu um passo atrás, desajeitado, tropeçando na própria bagagem. O coração acelerou, e não foi apenas pelo susto da queda. Havia uma animalidade naquela cena que o empurrava para fora de qualquer zona de segurança.

​— Deixa que eu te ajudo com isso — disse Murilo, largando a escova.

​Ele caminhou até o primo com o andar ritmado de quem domina o terreno. O vento fustigou o cabelo úmido de Murilo, jogando algumas gotas de água no rosto pálido e tenso de Paulo. Quando Murilo se abaixou para pegar a mala, seus corpos quase se tocaram. Paulo sentiu o calor que emanava do primo — um cheiro de pele, sol e bicho.

​— Você está tremendo — Murilo constatou, com um meio sorriso que misturava diversão e uma curiosidade sutil, os olhos fixos nos lábios do garoto da cidade. — O vento daqui assusta quem não conhece o chão onde pisa. Vem. Vamos entrar antes que você crie raíces.

​O vento na tarde seguinte mudou de direção, trazendo uma calmaria abafada que tornava o ar pesado, quase físico. Diante das cocheiras, Paulo olhava para o cavalo baio com o mesmo pavor de quem encara um precipício. Murilo já estava montado no pelo, a musculatura das coxas tensa contra os flancos do animal, parecendo uma extensão da própria montaria. Estava sem camisa de novo, a pele dourada pelo sol.

​— Eu não vou subir nisso, Murilo. É alto demais. Eu vou cair, vou quebrar uma perna... — A voz de Paulo sumia no vento, truncada pelo pânico.

​— Não vai cair. Confia em mim. — Murilo estendeu a mão áspera, os dedos calejados esperando pelos dele. — Vem, segura aqui. Apoia o pé no meu e impulsiona.

​O processo foi desajeitado. Paulo tropeçou, bateu o joelho na costela do cavalo, soltou um som abafado de frustração e, por um segundo, achou que desabaria na lama. Mas a mão de Murilo era uma âncora firme. Com um puxão seco e preciso, ele içou o primo para cima. Paulo caiu sentado logo atrás de Murilo. A transição foi um choque térmico.

​— Segura na minha cintura. Aperta bem se tiver medo — ordenou Murilo, dando um leve comando de calcanhar para o baio andar.

​O cavalo avançou em um trote lento, e o impacto inicial fez o corpo de Paulo colar violentamente contra as costas nuas do primo. O contato direto da pele de Murilo com os braços e o peito de Paulo foi avassalador. Murilo emanava um calor absurdo, uma temperatura de corpo que trabalha sob o sol, misturando o cheiro acre de suor, couro e o sabão com que tinha lavado o cabelo.

​Paulo tentou recolher o corpo, manter uma distância respeitável, milímetros que fossem, mas a cada passo do animal, a garupa balançava e o empurrava de volta. O atrito era inevitável. Os mamilos de Paulo, protegidos apenas pelo tecido fino da camisa, raspavam nas escápulas largas do primo. Suas coxas, abertas e vulneráveis, abraçavam os quadris de Murilo, acompanhando o movimento ritmado e sinuoso do andar do cavalo.

​O calor subiu para o rosto de Paulo, transformando-se em um rubor violento. O cheiro de Murilo parecia entrar por seus poros, inebriando-o. Ele olhou para baixo, tentando focar na crina do bicho, mas sua visão teimava em descer pelo desenho da coluna de Murilo, onde o suor brilhava sutilmente nas reentrâncias dos músculos.

​A vulnerabilidade física se transformou em outra coisa. O balanço compassado, o calor da pele com pele e a masculinidade crua que emanava do primo começaram a agir no corpo de Paulo de forma involuntária. Ele sentiu o sangue correr mais rápido, concentrando-se na virilha. O tecido da calça jeans de repente pareceu apertado demais, rígido, deixando evidente uma excitação clara e crescente.

​Desesperado com a possibilidade de Murilo sentir o volume rígido pressionando suas costas a cada solavanco, Paulo tentou empinar o bumbum para trás, arqueando a coluna para afastar a bacia.

​— Sossega o corpo, Paulo — a voz de Murilo ressoou, vinda de frente, mais grave por causa da vibração do peito. — Se você ficar duro assim, vai machucar a coluna e assustar o baio. Relaxa. Deixa o teu corpo seguir o meu. Se move junto comigo.

​A frase, dita com a inocência de quem ensina a montar, caiu como um gatilho na mente de Paulo. Move junto comigo.

​Sentindo-se completamente exposto, humilhado pela própria biologia e paradoxalmente entregue àquela sensação, Paulo fechou os olhos. Ele cedeu ao comando, colando a bacia de vez contra as costas de Murilo, afundando o rosto no vão do pescoço do primo para esconder a vergonha, deixando-se levar pelo cheiro, pelo vento e pelo ritmo daquele corpo que o dominava sem saber.

​Quando a noite caiu na fazenda, a hora de dormir foi embalada pelos sons da natureza e pela escuridão pesada que engolia o canavial. Paulo recolheu-se para o seu quarto, exausto do esforço físico do dia, mas com a mente em frangalhos. Totalmente confuso, incapaz de afastar a memória do corpo do primo de seus pensamentos, ele finalmente adormeceu em um sono agitado. Foi então que o desejo reprimido se transformou em delírio, e ele começou a sonhar.

​No sonho, ele se viu novamente diante do poço, mas o sol já havia baixado, pintando o horizonte com um tom laranja avermelhado, denso e quente. Murilo estava lá, sem camisa como sempre, a pele brilhando intensamente com o suor e a água acumulados. Ele lavava o garanhão negro, o mesmo que bufava inquieto sob o toque do dono. A escova grossa deslizava pelo lombo reluzente do animal, descendo pelos flancos poderosos, removendo a poeira do dia. Murilo mergulhava o balde no poço e jogava água fria sobre o cavalo, rindo baixo quando o animal sacudia a crina e respingava nele.

​Paulo observava tudo escondido atrás do galpão, o coração martelando contra as costelas. Murilo olhava ao redor, como se soubesse exatamente que estava sendo visto, mas não parava. Ao contrário. Ele deixou a escova cair no chão e passou a mão grande pelo próprio peito, descendo devagar até o cós da calça jeans molhada. O tecido estava colado ao corpo, marcando o volume que já crescia de forma imponente.

​— Tá quente demais hoje, né, velho? — murmurou Murilo para o cavalo, a voz rouca, quase carinhosa.

​Ele abriu o botão da calça e puxou o zíper para baixo com um puxão firme. O pau dele saltou para fora, grosso, pesado, já meio duro do atrito constante com o tecido úmido. Murilo cuspiu na palma da mão e começou a bater punheta devagar, bem na frente do garanhão. O movimento era firme, ritmado, a mão áspera subindo e descendo pelo comprimento enquanto ele olhava fixamente para o animal. O cavalo bufava, batendo o casco no chão, atraído pelo cheiro forte de macho que emprenhava o ar.

​Paulo sentiu o próprio pau latejar dentro da calça do sonho. Ele não conseguia desviar o olhar. Murilo acelerou o ritmo, a outra mão segurando a base grossa, apertando com força. Gotas de pré-gozo brilhavam na ponta, misturando-se com a água que ainda escorria pelo seu abdômen. Ele gemia baixo, o som se misturando com o uivo do vento.

​— Olha pra isso... — sussurrou Murilo, como se falasse tanto para o cavalo quanto para quem pudesse estar escondido na penumbra. Ele virou um pouco o corpo, exibindo o pau inteiro, as veias muito marcadas, a cabeça inchada. A mão subia e descia mais rápido agora, o som molhado ecoando no silêncio do galpão. O garanhão aproximou o focinho, curioso, e Murilo riu rouco, esfregando a glande perto das narinas do animal, quase encostando.

​Paulo apertou a própria ereção por cima da calça, totalmente hipnotizado. No sonho, o desejo de sair do esconderijo e se ajoelhar ali era avassalador; ele queria sentir o cheiro de Murilo misturado ao do cavalo, ao suor, à terra de perto. Murilo gemeu mais alto, as coxas tensionando, e gozou forte — jatos grossos e brancos que acertaram o chão batido e respingaram na pata do garanhão. Ele continuou se masturbando devagar, ordenhando as últimas gotas, o peito subindo e descendo com força.

​Ainda no mesmo delírio, o cenário parecia se estender. Murilo continuava diante do garanhão negro, o pau ainda meio duro depois de gozar, pingando os últimos fios de porra no chão batido. Ele sorriu de lado, olhando para o animal com um brilho selvagem e livre nos olhos.

​— Tá excitado também, né, grandão? — murmurou ele, com a voz rouca.

​Murilo passou a mão molhada de suor e sêmen pelo flanco do cavalo, descendo devagar até a barriga. O garanhão bufou forte, batendo o casco, mas não se afastou; o toque do dono era firme, conhecedor. Ele esfregou a palma aberta bem na base da barriga do animal, sentindo o calor animal subir. O pau do cavalo, enorme e preto, já começava a sair da bainha, grosso como o antebraço de um homem, balançando pesado entre as patas traseiras.

​Murilo riu baixo, satisfeito. Segurou o pau gigante com as duas mãos — mesmo assim não conseguia fechar os dedos ao redor da grossura toda. O membro do garanhão pulsava, inchando rápido sob o toque, veias salientes latejando contra a pele macia e escura. Ele começou a brincar, deslizando as mãos para cima e para baixo, masturbando devagar o animal.

​— Olha o tamanho disso… — sussurrou Murilo, quase admirado. O pau do cavalo endureceu completamente, ficando monstruoso, a cabeça larga e achatada brilhando com o fluido que vertia. Murilo apertou mais firme, torcendo um pouco a mão na glande enorme, fazendo o cavalo relinchar baixo e empurrar os quadris instintivamente para a frente.

​Paulo, ainda escondido no sonho, sentia o próprio pau latejar dolorosamente enquanto assistia àquela cena primitiva. Murilo se ajoelhou um pouco, ficando na altura certa, e continuou brincando com as duas mãos. Ele esfregava o pau gigante contra o próprio peito nu, sujando a pele bronzeada com o pré-gozo viscoso do animal. Depois aproximou o rosto, cheirando a base quente, passando a língua devagar pela parte de baixo enquanto as mãos não paravam de bombear o membro do bicho.

​O garanhão tremia, o pau pulsando forte, gotas grossas escorrendo. Murilo acelerou o ritmo, as mãos molhadas fazendo um barulho obsceno, torcendo e apertando a cabeça inchada. Ele olhava direto para onde Paulo estava escondido, como se soubesse o tempo todo da presença dele.

​— Quer ver ele gozar, Paulo? — perguntou Murilo com a voz grave, quase um convite. — Olha como ele fica louco com a minha mão…

​O cavalo empurrou mais forte, fodendo as mãos de Murilo. Com um relincho rouco, o animal gozou violentamente — jatos grossos e brancos de porra animal jorrando longe, acertando o chão, as pernas de Murilo e até respingando no peito dele. Murilo não parou, continuou ordenhando o pau gigante, tirando até a última gota, rindo satisfeito enquanto o sêmen escorria pelo seu corpo.

​Paulo acordou de supetão, ofegante na cama. O coração estava disparado e a cueca completamente encharcada de porra. O sonho ainda latejava na cabeça dele, impossível de apagar, estendendo aquela tensão bizarra por todo o dia seguinte, até que a noite voltou a cair, trazendo uma nova atmosfera.

​A noite na pequena cidade vizinha cheirava a cerveja barata, fumaça de cigarro e óleo diesel. O bar de beira de estrada estava lotado, o som do sertanejo rústico ecoando pelas paredes de madeira. Paulo mal tocava na sua bebida, espremido em uma mesa de canto, com os olhos totalmente travados em Murilo.

​No meio da pista improvisada, Murilo dançava. Havia uma naturalidade quase predatória no jeito como ele se movia, os quadris soltos acompanhando o ritmo da música, a camisa de botão entreaberta mostrando o peito bronzeado e brilhante de suor. Ele riu, passava a mão pelo cabelo úmido, e cada olhar que lançava em direção à mesa fazia o estomago de Paulo revirar. Para Paulo, cada movimento do primo parecia carregar a mesma energia brutal e magnética daquele sonho que ainda latejava em sua mente. O calor do lugar era sufocante, mas o verdadeiro incêndio estava nos olhos de Paulo, que não conseguia desviar a atenção da boca, das mãos e do corpo do primo.

​A volta para a fazenda foi silenciosa, cortada apenas pelo farol da caminhonete antiga rasgando a escuridão da estrada de terra. O silêncio dentro da cabine era tenso, quebrado apenas pela respiração pesada de Murilo, que dirigia com uma das mãos largadas no volante.

​Quando finalmente estacionaram diante da casa principal, o motor silenciou, deixando apenas o barulho do vento nos galhos. Murilo não desceu imediatamente. Ele tombou a cabeça para trás, no banco de couro, e soltou uma risada baixa, rouca. O cheiro de álcool e do suor da noite preenchia o espaço confinado.

​— O álcool tá batendo forte... — Murilo murmurou, a voz mais grave que o normal, arrastada pela bebida.

​Ele virou o rosto devagar na direção de Paulo. Os olhos de Murilo estavam pesados, brilhando no escuro da cabine. Ele esticou o braço, deixando a mão pesada e quente cair sobre a coxa de Paulo, apertando o jeans com força o suficiente para fazer o primo prender a respiração.

​— O corpo tá fervendo, primo — continuou Murilo, fixando o olhar direto nos lábios de Paulo, o mesmo sorriso provocante do bar surgindo nos cantos da boca. — Saí daquele lugar travado, cheio de tesão... A cerveja me deixou louco hoje.

​Paulo engoliu em seco, sentindo o próprio membro responder instantaneamente ao aperto daquela mão calejada em sua coxa, o coração batendo na garganta enquanto a escuridão da fazenda parecia isolar os dois do resto do mundo. O espaço confinado da cabine da caminhonete pareceu encolher. A confissão de Murilo, dita com a voz pesada do álcool, foi o estopim que rompeu a última barreira da rigidez urbana de Paulo. O sonho, o calor acumulado no passeio a cavalo e a visão de Murilo dançando a noite inteira colidiram em um impulso bruto.

​Paulo não pensou. Avançou para o lado do motorista, agarrando Murilo pelos ombros com uma força que nem sabia que tinha. Ele prensou o primo contra a porta de couro da caminhonete, calando qualquer reação com um beijo violento, sôfrego, que cheirava a cerveja e urgência. Murilo soltou um rosnado abafado contra a boca de Paulo, surpreso com o ataque, mas em segundos suas mãos grandes subiram para a nuca do primo, correspondendo com a mesma voracidade selvagem.

​O ar sumiu. No meio do atrito desajeitado dos corpos no banco estreito, Paulo puxou Murilo pelo quadril, forçando-o a se virar de costas contra o banco, deixando-o curvado sobre o volante. O jeans surrado de Murilo foi desfeito com pressa, o zíper abrindo num estalo seco. Quando a calça desceu pelas coxas grossas, revelando a nudez bronzeada no escuro, a ereção de Murilo se destacou, apontando rígida, latejando em direção ao abdômen, completamente alheia ao controle do dono.

​Paulo se livrou da própria roupa com os dentes trincados. O calor dentro do carro era quase palpável, misturando o cheiro do estofado antigo com o suor dos dois. Sem preliminares, impulsionado pelo tesão cego, Paulo cuspiu abundantemente na palma da mão, espalhou a umidade na própria genitália rígida e mirou na entrada estreita de Murilo.

​Ele empurrou de uma vez.

​— Puta que pariu, Paulo! Parou, parou... C... caralho! — Murilo desabou para a frente, a testa batendo contra o painel da caminhonete.

​O som do impacto da carne foi um estalo úmido e seco. O corpo rústico de Murilo tensionou inteiramente, os músculos das costas e das nádegas travando como pedra. Um gemido agudo de dor rasgou sua garganta, a respiração cortada pelo choque da invasão sem preparo. Ele cravou os dedos unheados no painel de plástico do carro, tentando empurrar o corpo para trás para aliviar o rasgo interno.

​— Devagar... porra, tá rasgando... dói pra caralho! — ele xingou, a voz trêmula, o sotaque arrastado sumindo na agonia do estiramento.

​Mas Paulo estava surdo. Segurando firme nos ossos do quadril de Murilo, usando o aperto calejado para mantê-lo fixo no lugar, Paulo começou a se mover. O encaixe era justo, apertado ao extremo, criando um atrito ardente a cada centímetro que entrava e saía.

​Apesar dos protestos e dos xingamentos doloridos que Murilo soltava a cada estocada mais profunda, a biologia do corpo não mentia. Mesmo reclamando, arqueando a coluna com os espasmos de dor, o pau de Murilo continuava absurdamente duro, uma coluna de carne latejante que batia ritmadamente contra o metal do painel a cada solavanco que recebia por trás. O fluido seminal escorria pela cabeça do seu membro, sujando o plástico preto, provando que o sofrimento físico estava completamente fundido ao prazer primitivo.

​— Ah... porra... para... vai devagar... — Murilo gemia, o rosto colado no volante, os olhos apertados enquanto sentia o primo preencher cada espaço de suas entranhas.

​O suor escorria das têmporas de Murilo, misturando-se com as lágrimas involuntárias provocadas pela ardência, mas seus quadris, num movimento puramente instintivo de bicho, começaram a recuar sutilmente contra os impulsos de Paulo, buscando o mesmo ritmo brutal que o machucava e o incendiava ao mesmo tempo.

​Murilo respirava como um animal ferido, o corpo ainda tremendo da foda bruta que acabara de receber. O pau de Paulo ainda estava enterrado fundo nele, latejando. Com um rosnado baixo, Murilo empurrou o primo para trás com força, fazendo o pau sair dele com um som molhado e obsceno. Virou-se no banco apertado, os olhos queimando de tesão e raiva.

​— Agora é minha vez, caralho — rosnou Murilo, a voz rouca e autoritária.

​Ele agarrou Paulo pelo cabelo com força, puxando-o para fora da caminhonete. Paulo mal conseguia andar direito, com as pernas moles pelo esforço e pelo susto da virada. Murilo o arrastou pela cintura até a casa principal, abrindo a porta com um chute e empurrando o primo para dentro. O quarto simples cheirava a madeira velha e lençóis limpos. Murilo não acendeu a luz. Apenas o luar entrava pela janela, iluminando os corpos suados de ambos.

​— De joelhos — ordenou Murilo, já abrindo o jeans novamente. O pau dele, ainda duro e brilhando com a mistura de suor, porra e a umidade do sexo anterior, saltou pesado na frente do rosto de Paulo.

​Paulo mal teve tempo de respirar. Murilo segurou sua cabeça com as duas mãos grandes e enfiou o pau até o fundo da garganta de uma vez só. O impacto foi brutal. Paulo engasgou, os olhos lacrimejando imediatamente, mas Murilo não deu folga. Segurou firme e começou a foder a boca do primo com força, os quadris batendo contra o rosto dele, as bolas pesadas estalando no queixo.

​— Isso… engole tudo, vai — grunhiu Murilo, empurrando mais fundo, sentindo a garganta de Paulo apertar ao redor da cabeça grossa. Ele não parava, metendo com estocadas longas e violentas, a saliva escorrendo pelo queixo de Paulo, lágrimas descendo pelo rosto. Murilo gemia alto, segurando a cabeça do primo como se fosse um objeto feito para ele usar. — Chora no meu pau, garoto da cidade… porra, que boca gostosa.

​Paulo engasgava, tossia, mas o pau de Murilo não saía. Babava inteiro, o nariz enterrado no pelo pubiano suado do primo a cada estocada profunda. Murilo só tirou quando quis, puxando Paulo pelo cabelo e jogando-o de bruços na cama.

​— Agora vou comer esse cu até você não aguentar mais.

​Murilo cuspiu grosso na mão, passou rápido no próprio pau e se posicionou atrás. Sem aviso, segurou os quadris de Paulo e empurrou tudo de uma vez. O grito de Paulo foi abafado pelo travesseiro. Murilo era grosso, longo e estava impiedoso. Começou a meter forte, fundo, batendo as bolas contra a bunda de Paulo com estalos altos.

​— Toma… toma essa rola, porra! — rosnava Murilo a cada estocada, o corpo bronzeado brilhando de suor, os músculos tensionados ao extremo. Ele segurava Paulo pelos ombros, puxando-o contra si, fodendo cada vez mais rápido e mais fundo. O cu de Paulo se abria ao redor do pau grosso, vermelho e inchado com o atrito brutal. Murilo não diminuía o ritmo, metendo como um animal, gemendo alto, dando tapas fortes na bunda que deixavam marcas vermelhas na pele clara.

​Paulo só conseguia gemer e choramingar, o corpo sendo dominado pelo primo. Murilo mudou de posição, colocou as pernas de Paulo sobre os ombros e meteu ainda mais fundo, dobrando o garoto ao meio. O ritmo era selvagem, a cama rangendo, a cabeceira batendo contra a parede de madeira.

​— Tá sentindo? Tá abrindo todinho pro meu pau… — Murilo ofegava, completamente suado, com os olhos selvagens. Ele metia sem piedade, girando os quadris, saindo quase todo e enfiando com força novamente.

​Depois de longos minutos de foda implacável, Murilo gozou com um urro rouco, enterrando o pau até o talo e jorrando quente e grosso dentro de Paulo. Mesmo gozando, continuou metendo devagar, ordenhando o orgasmo, enquanto o cu de Paulo recebia toda a carga, aberto, vermelho e escorrendo o sêmen.

​Murilo desabou sobre Paulo, os dois corpos suados e exaustos, respirando pesado na escuridão. O vento lá fora continuava soprando forte contra as janelas, como se aprovasse a brutalidade que acabara de acontecer dentro do quarto.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Thiago P. a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários