A poeira da estrada de terra ainda flutuava no ar quando a caminhonete antiga parou diante da porteira. Paulo desceu tateando o chão com os sapatos limpos demais, os nós dos dedos brancos de tanto segurar a alça da mala. O vento dali não era como o da cidade; não desviava dos prédios, batia direto no peito, rústico, carregando cheiro de esterco, capim cortado e bicho. Paulo encolheu os ombros, sentindo-se instantaneamente miúdo, desarmado por aquele vazio imenso que o cercava.
— Se ficar parado aí no meio, o gado te atropela, primo.
A voz veio de trás do galpão, arrastada e firme. Paulo sobressaltou-se, deixando a mala cair no chão batido. Ao virar-se, prendeu a respiração.
Murilo estava sob o sol do meio-dia, com o corpo molhado ao lado do poço. Não usava camisa. A pele bronzeada brilhava, coberta por uma mistura de suor e respingos frios. Ele segurava uma escova grossa, esfregando o lombo de um garanhão negro que bufava, inquieto, mas submisso ao toque do dono. Murilo não tinha pressa. Jogou um balde de água sobre o animal; o líquido escorreu pelos músculos tensos do cavalo e, simetricamente, pelo peito desenhado do rapaz, traçando caminhos brilhantes até o cós baixo da calça jeans surrada, que mostrava o início de seus pelos pubianos.
Paulo deu um passo atrás, desajeitado, tropeçando na própria bagagem. O coração acelerou, e não foi apenas pelo susto da queda. Havia uma animalidade naquela cena que o empurrava para fora de qualquer zona de segurança.
— Deixa que eu te ajudo com isso — disse Murilo, largando a escova.
Ele caminhou até o primo com o andar ritmado de quem domina o terreno. O vento fustigou o cabelo úmido de Murilo, jogando algumas gotas de água no rosto pálido e tenso de Paulo. Quando Murilo se abaixou para pegar a mala, seus corpos quase se tocaram. Paulo sentiu o calor que emanava do primo — um cheiro de pele, sol e bicho.
— Você está tremendo — Murilo constatou, com um meio sorriso que misturava diversão e uma curiosidade sutil, os olhos fixos nos lábios do garoto da cidade. — O vento daqui assusta quem não conhece o chão onde pisa. Vem. Vamos entrar antes que você crie raíces.
O vento na tarde seguinte mudou de direção, trazendo uma calmaria abafada que tornava o ar pesado, quase físico. Diante das cocheiras, Paulo olhava para o cavalo baio com o mesmo pavor de quem encara um precipício. Murilo já estava montado no pelo, a musculatura das coxas tensa contra os flancos do animal, parecendo uma extensão da própria montaria. Estava sem camisa de novo, a pele dourada pelo sol.
— Eu não vou subir nisso, Murilo. É alto demais. Eu vou cair, vou quebrar uma perna... — A voz de Paulo sumia no vento, truncada pelo pânico.
— Não vai cair. Confia em mim. — Murilo estendeu a mão áspera, os dedos calejados esperando pelos dele. — Vem, segura aqui. Apoia o pé no meu e impulsiona.
O processo foi desajeitado. Paulo tropeçou, bateu o joelho na costela do cavalo, soltou um som abafado de frustração e, por um segundo, achou que desabaria na lama. Mas a mão de Murilo era uma âncora firme. Com um puxão seco e preciso, ele içou o primo para cima. Paulo caiu sentado logo atrás de Murilo. A transição foi um choque térmico.
— Segura na minha cintura. Aperta bem se tiver medo — ordenou Murilo, dando um leve comando de calcanhar para o baio andar.
O cavalo avançou em um trote lento, e o impacto inicial fez o corpo de Paulo colar violentamente contra as costas nuas do primo. O contato direto da pele de Murilo com os braços e o peito de Paulo foi avassalador. Murilo emanava um calor absurdo, uma temperatura de corpo que trabalha sob o sol, misturando o cheiro acre de suor, couro e o sabão com que tinha lavado o cabelo.
Paulo tentou recolher o corpo, manter uma distância respeitável, milímetros que fossem, mas a cada passo do animal, a garupa balançava e o empurrava de volta. O atrito era inevitável. Os mamilos de Paulo, protegidos apenas pelo tecido fino da camisa, raspavam nas escápulas largas do primo. Suas coxas, abertas e vulneráveis, abraçavam os quadris de Murilo, acompanhando o movimento ritmado e sinuoso do andar do cavalo.
O calor subiu para o rosto de Paulo, transformando-se em um rubor violento. O cheiro de Murilo parecia entrar por seus poros, inebriando-o. Ele olhou para baixo, tentando focar na crina do bicho, mas sua visão teimava em descer pelo desenho da coluna de Murilo, onde o suor brilhava sutilmente nas reentrâncias dos músculos.
A vulnerabilidade física se transformou em outra coisa. O balanço compassado, o calor da pele com pele e a masculinidade crua que emanava do primo começaram a agir no corpo de Paulo de forma involuntária. Ele sentiu o sangue correr mais rápido, concentrando-se na virilha. O tecido da calça jeans de repente pareceu apertado demais, rígido, deixando evidente uma excitação clara e crescente.
Desesperado com a possibilidade de Murilo sentir o volume rígido pressionando suas costas a cada solavanco, Paulo tentou empinar o bumbum para trás, arqueando a coluna para afastar a bacia.
— Sossega o corpo, Paulo — a voz de Murilo ressoou, vinda de frente, mais grave por causa da vibração do peito. — Se você ficar duro assim, vai machucar a coluna e assustar o baio. Relaxa. Deixa o teu corpo seguir o meu. Se move junto comigo.
A frase, dita com a inocência de quem ensina a montar, caiu como um gatilho na mente de Paulo. Move junto comigo.
Sentindo-se completamente exposto, humilhado pela própria biologia e paradoxalmente entregue àquela sensação, Paulo fechou os olhos. Ele cedeu ao comando, colando a bacia de vez contra as costas de Murilo, afundando o rosto no vão do pescoço do primo para esconder a vergonha, deixando-se levar pelo cheiro, pelo vento e pelo ritmo daquele corpo que o dominava sem saber.
Quando a noite caiu na fazenda, a hora de dormir foi embalada pelos sons da natureza e pela escuridão pesada que engolia o canavial. Paulo recolheu-se para o seu quarto, exausto do esforço físico do dia, mas com a mente em frangalhos. Totalmente confuso, incapaz de afastar a memória do corpo do primo de seus pensamentos, ele finalmente adormeceu em um sono agitado. Foi então que o desejo reprimido se transformou em delírio, e ele começou a sonhar.
No sonho, ele se viu novamente diante do poço, mas o sol já havia baixado, pintando o horizonte com um tom laranja avermelhado, denso e quente. Murilo estava lá, sem camisa como sempre, a pele brilhando intensamente com o suor e a água acumulados. Ele lavava o garanhão negro, o mesmo que bufava inquieto sob o toque do dono. A escova grossa deslizava pelo lombo reluzente do animal, descendo pelos flancos poderosos, removendo a poeira do dia. Murilo mergulhava o balde no poço e jogava água fria sobre o cavalo, rindo baixo quando o animal sacudia a crina e respingava nele.
Paulo observava tudo escondido atrás do galpão, o coração martelando contra as costelas. Murilo olhava ao redor, como se soubesse exatamente que estava sendo visto, mas não parava. Ao contrário. Ele deixou a escova cair no chão e passou a mão grande pelo próprio peito, descendo devagar até o cós da calça jeans molhada. O tecido estava colado ao corpo, marcando o volume que já crescia de forma imponente.
— Tá quente demais hoje, né, velho? — murmurou Murilo para o cavalo, a voz rouca, quase carinhosa.
Ele abriu o botão da calça e puxou o zíper para baixo com um puxão firme. O pau dele saltou para fora, grosso, pesado, já meio duro do atrito constante com o tecido úmido. Murilo cuspiu na palma da mão e começou a bater punheta devagar, bem na frente do garanhão. O movimento era firme, ritmado, a mão áspera subindo e descendo pelo comprimento enquanto ele olhava fixamente para o animal. O cavalo bufava, batendo o casco no chão, atraído pelo cheiro forte de macho que emprenhava o ar.
Paulo sentiu o próprio pau latejar dentro da calça do sonho. Ele não conseguia desviar o olhar. Murilo acelerou o ritmo, a outra mão segurando a base grossa, apertando com força. Gotas de pré-gozo brilhavam na ponta, misturando-se com a água que ainda escorria pelo seu abdômen. Ele gemia baixo, o som se misturando com o uivo do vento.
— Olha pra isso... — sussurrou Murilo, como se falasse tanto para o cavalo quanto para quem pudesse estar escondido na penumbra. Ele virou um pouco o corpo, exibindo o pau inteiro, as veias muito marcadas, a cabeça inchada. A mão subia e descia mais rápido agora, o som molhado ecoando no silêncio do galpão. O garanhão aproximou o focinho, curioso, e Murilo riu rouco, esfregando a glande perto das narinas do animal, quase encostando.
Paulo apertou a própria ereção por cima da calça, totalmente hipnotizado. No sonho, o desejo de sair do esconderijo e se ajoelhar ali era avassalador; ele queria sentir o cheiro de Murilo misturado ao do cavalo, ao suor, à terra de perto. Murilo gemeu mais alto, as coxas tensionando, e gozou forte — jatos grossos e brancos que acertaram o chão batido e respingaram na pata do garanhão. Ele continuou se masturbando devagar, ordenhando as últimas gotas, o peito subindo e descendo com força.
Ainda no mesmo delírio, o cenário parecia se estender. Murilo continuava diante do garanhão negro, o pau ainda meio duro depois de gozar, pingando os últimos fios de porra no chão batido. Ele sorriu de lado, olhando para o animal com um brilho selvagem e livre nos olhos.
— Tá excitado também, né, grandão? — murmurou ele, com a voz rouca.
Murilo passou a mão molhada de suor e sêmen pelo flanco do cavalo, descendo devagar até a barriga. O garanhão bufou forte, batendo o casco, mas não se afastou; o toque do dono era firme, conhecedor. Ele esfregou a palma aberta bem na base da barriga do animal, sentindo o calor animal subir. O pau do cavalo, enorme e preto, já começava a sair da bainha, grosso como o antebraço de um homem, balançando pesado entre as patas traseiras.
Murilo riu baixo, satisfeito. Segurou o pau gigante com as duas mãos — mesmo assim não conseguia fechar os dedos ao redor da grossura toda. O membro do garanhão pulsava, inchando rápido sob o toque, veias salientes latejando contra a pele macia e escura. Ele começou a brincar, deslizando as mãos para cima e para baixo, masturbando devagar o animal.
— Olha o tamanho disso… — sussurrou Murilo, quase admirado. O pau do cavalo endureceu completamente, ficando monstruoso, a cabeça larga e achatada brilhando com o fluido que vertia. Murilo apertou mais firme, torcendo um pouco a mão na glande enorme, fazendo o cavalo relinchar baixo e empurrar os quadris instintivamente para a frente.
Paulo, ainda escondido no sonho, sentia o próprio pau latejar dolorosamente enquanto assistia àquela cena primitiva. Murilo se ajoelhou um pouco, ficando na altura certa, e continuou brincando com as duas mãos. Ele esfregava o pau gigante contra o próprio peito nu, sujando a pele bronzeada com o pré-gozo viscoso do animal. Depois aproximou o rosto, cheirando a base quente, passando a língua devagar pela parte de baixo enquanto as mãos não paravam de bombear o membro do bicho.
O garanhão tremia, o pau pulsando forte, gotas grossas escorrendo. Murilo acelerou o ritmo, as mãos molhadas fazendo um barulho obsceno, torcendo e apertando a cabeça inchada. Ele olhava direto para onde Paulo estava escondido, como se soubesse o tempo todo da presença dele.
— Quer ver ele gozar, Paulo? — perguntou Murilo com a voz grave, quase um convite. — Olha como ele fica louco com a minha mão…
O cavalo empurrou mais forte, fodendo as mãos de Murilo. Com um relincho rouco, o animal gozou violentamente — jatos grossos e brancos de porra animal jorrando longe, acertando o chão, as pernas de Murilo e até respingando no peito dele. Murilo não parou, continuou ordenhando o pau gigante, tirando até a última gota, rindo satisfeito enquanto o sêmen escorria pelo seu corpo.
Paulo acordou de supetão, ofegante na cama. O coração estava disparado e a cueca completamente encharcada de porra. O sonho ainda latejava na cabeça dele, impossível de apagar, estendendo aquela tensão bizarra por todo o dia seguinte, até que a noite voltou a cair, trazendo uma nova atmosfera.
A noite na pequena cidade vizinha cheirava a cerveja barata, fumaça de cigarro e óleo diesel. O bar de beira de estrada estava lotado, o som do sertanejo rústico ecoando pelas paredes de madeira. Paulo mal tocava na sua bebida, espremido em uma mesa de canto, com os olhos totalmente travados em Murilo.
No meio da pista improvisada, Murilo dançava. Havia uma naturalidade quase predatória no jeito como ele se movia, os quadris soltos acompanhando o ritmo da música, a camisa de botão entreaberta mostrando o peito bronzeado e brilhante de suor. Ele riu, passava a mão pelo cabelo úmido, e cada olhar que lançava em direção à mesa fazia o estomago de Paulo revirar. Para Paulo, cada movimento do primo parecia carregar a mesma energia brutal e magnética daquele sonho que ainda latejava em sua mente. O calor do lugar era sufocante, mas o verdadeiro incêndio estava nos olhos de Paulo, que não conseguia desviar a atenção da boca, das mãos e do corpo do primo.
A volta para a fazenda foi silenciosa, cortada apenas pelo farol da caminhonete antiga rasgando a escuridão da estrada de terra. O silêncio dentro da cabine era tenso, quebrado apenas pela respiração pesada de Murilo, que dirigia com uma das mãos largadas no volante.
Quando finalmente estacionaram diante da casa principal, o motor silenciou, deixando apenas o barulho do vento nos galhos. Murilo não desceu imediatamente. Ele tombou a cabeça para trás, no banco de couro, e soltou uma risada baixa, rouca. O cheiro de álcool e do suor da noite preenchia o espaço confinado.
— O álcool tá batendo forte... — Murilo murmurou, a voz mais grave que o normal, arrastada pela bebida.
Ele virou o rosto devagar na direção de Paulo. Os olhos de Murilo estavam pesados, brilhando no escuro da cabine. Ele esticou o braço, deixando a mão pesada e quente cair sobre a coxa de Paulo, apertando o jeans com força o suficiente para fazer o primo prender a respiração.
— O corpo tá fervendo, primo — continuou Murilo, fixando o olhar direto nos lábios de Paulo, o mesmo sorriso provocante do bar surgindo nos cantos da boca. — Saí daquele lugar travado, cheio de tesão... A cerveja me deixou louco hoje.
Paulo engoliu em seco, sentindo o próprio membro responder instantaneamente ao aperto daquela mão calejada em sua coxa, o coração batendo na garganta enquanto a escuridão da fazenda parecia isolar os dois do resto do mundo. O espaço confinado da cabine da caminhonete pareceu encolher. A confissão de Murilo, dita com a voz pesada do álcool, foi o estopim que rompeu a última barreira da rigidez urbana de Paulo. O sonho, o calor acumulado no passeio a cavalo e a visão de Murilo dançando a noite inteira colidiram em um impulso bruto.
Paulo não pensou. Avançou para o lado do motorista, agarrando Murilo pelos ombros com uma força que nem sabia que tinha. Ele prensou o primo contra a porta de couro da caminhonete, calando qualquer reação com um beijo violento, sôfrego, que cheirava a cerveja e urgência. Murilo soltou um rosnado abafado contra a boca de Paulo, surpreso com o ataque, mas em segundos suas mãos grandes subiram para a nuca do primo, correspondendo com a mesma voracidade selvagem.
O ar sumiu. No meio do atrito desajeitado dos corpos no banco estreito, Paulo puxou Murilo pelo quadril, forçando-o a se virar de costas contra o banco, deixando-o curvado sobre o volante. O jeans surrado de Murilo foi desfeito com pressa, o zíper abrindo num estalo seco. Quando a calça desceu pelas coxas grossas, revelando a nudez bronzeada no escuro, a ereção de Murilo se destacou, apontando rígida, latejando em direção ao abdômen, completamente alheia ao controle do dono.
Paulo se livrou da própria roupa com os dentes trincados. O calor dentro do carro era quase palpável, misturando o cheiro do estofado antigo com o suor dos dois. Sem preliminares, impulsionado pelo tesão cego, Paulo cuspiu abundantemente na palma da mão, espalhou a umidade na própria genitália rígida e mirou na entrada estreita de Murilo.
Ele empurrou de uma vez.
— Puta que pariu, Paulo! Parou, parou... C... caralho! — Murilo desabou para a frente, a testa batendo contra o painel da caminhonete.
O som do impacto da carne foi um estalo úmido e seco. O corpo rústico de Murilo tensionou inteiramente, os músculos das costas e das nádegas travando como pedra. Um gemido agudo de dor rasgou sua garganta, a respiração cortada pelo choque da invasão sem preparo. Ele cravou os dedos unheados no painel de plástico do carro, tentando empurrar o corpo para trás para aliviar o rasgo interno.
— Devagar... porra, tá rasgando... dói pra caralho! — ele xingou, a voz trêmula, o sotaque arrastado sumindo na agonia do estiramento.
Mas Paulo estava surdo. Segurando firme nos ossos do quadril de Murilo, usando o aperto calejado para mantê-lo fixo no lugar, Paulo começou a se mover. O encaixe era justo, apertado ao extremo, criando um atrito ardente a cada centímetro que entrava e saía.
Apesar dos protestos e dos xingamentos doloridos que Murilo soltava a cada estocada mais profunda, a biologia do corpo não mentia. Mesmo reclamando, arqueando a coluna com os espasmos de dor, o pau de Murilo continuava absurdamente duro, uma coluna de carne latejante que batia ritmadamente contra o metal do painel a cada solavanco que recebia por trás. O fluido seminal escorria pela cabeça do seu membro, sujando o plástico preto, provando que o sofrimento físico estava completamente fundido ao prazer primitivo.
— Ah... porra... para... vai devagar... — Murilo gemia, o rosto colado no volante, os olhos apertados enquanto sentia o primo preencher cada espaço de suas entranhas.
O suor escorria das têmporas de Murilo, misturando-se com as lágrimas involuntárias provocadas pela ardência, mas seus quadris, num movimento puramente instintivo de bicho, começaram a recuar sutilmente contra os impulsos de Paulo, buscando o mesmo ritmo brutal que o machucava e o incendiava ao mesmo tempo.
Murilo respirava como um animal ferido, o corpo ainda tremendo da foda bruta que acabara de receber. O pau de Paulo ainda estava enterrado fundo nele, latejando. Com um rosnado baixo, Murilo empurrou o primo para trás com força, fazendo o pau sair dele com um som molhado e obsceno. Virou-se no banco apertado, os olhos queimando de tesão e raiva.
— Agora é minha vez, caralho — rosnou Murilo, a voz rouca e autoritária.
Ele agarrou Paulo pelo cabelo com força, puxando-o para fora da caminhonete. Paulo mal conseguia andar direito, com as pernas moles pelo esforço e pelo susto da virada. Murilo o arrastou pela cintura até a casa principal, abrindo a porta com um chute e empurrando o primo para dentro. O quarto simples cheirava a madeira velha e lençóis limpos. Murilo não acendeu a luz. Apenas o luar entrava pela janela, iluminando os corpos suados de ambos.
— De joelhos — ordenou Murilo, já abrindo o jeans novamente. O pau dele, ainda duro e brilhando com a mistura de suor, porra e a umidade do sexo anterior, saltou pesado na frente do rosto de Paulo.
Paulo mal teve tempo de respirar. Murilo segurou sua cabeça com as duas mãos grandes e enfiou o pau até o fundo da garganta de uma vez só. O impacto foi brutal. Paulo engasgou, os olhos lacrimejando imediatamente, mas Murilo não deu folga. Segurou firme e começou a foder a boca do primo com força, os quadris batendo contra o rosto dele, as bolas pesadas estalando no queixo.
— Isso… engole tudo, vai — grunhiu Murilo, empurrando mais fundo, sentindo a garganta de Paulo apertar ao redor da cabeça grossa. Ele não parava, metendo com estocadas longas e violentas, a saliva escorrendo pelo queixo de Paulo, lágrimas descendo pelo rosto. Murilo gemia alto, segurando a cabeça do primo como se fosse um objeto feito para ele usar. — Chora no meu pau, garoto da cidade… porra, que boca gostosa.
Paulo engasgava, tossia, mas o pau de Murilo não saía. Babava inteiro, o nariz enterrado no pelo pubiano suado do primo a cada estocada profunda. Murilo só tirou quando quis, puxando Paulo pelo cabelo e jogando-o de bruços na cama.
— Agora vou comer esse cu até você não aguentar mais.
Murilo cuspiu grosso na mão, passou rápido no próprio pau e se posicionou atrás. Sem aviso, segurou os quadris de Paulo e empurrou tudo de uma vez. O grito de Paulo foi abafado pelo travesseiro. Murilo era grosso, longo e estava impiedoso. Começou a meter forte, fundo, batendo as bolas contra a bunda de Paulo com estalos altos.
— Toma… toma essa rola, porra! — rosnava Murilo a cada estocada, o corpo bronzeado brilhando de suor, os músculos tensionados ao extremo. Ele segurava Paulo pelos ombros, puxando-o contra si, fodendo cada vez mais rápido e mais fundo. O cu de Paulo se abria ao redor do pau grosso, vermelho e inchado com o atrito brutal. Murilo não diminuía o ritmo, metendo como um animal, gemendo alto, dando tapas fortes na bunda que deixavam marcas vermelhas na pele clara.
Paulo só conseguia gemer e choramingar, o corpo sendo dominado pelo primo. Murilo mudou de posição, colocou as pernas de Paulo sobre os ombros e meteu ainda mais fundo, dobrando o garoto ao meio. O ritmo era selvagem, a cama rangendo, a cabeceira batendo contra a parede de madeira.
— Tá sentindo? Tá abrindo todinho pro meu pau… — Murilo ofegava, completamente suado, com os olhos selvagens. Ele metia sem piedade, girando os quadris, saindo quase todo e enfiando com força novamente.
Depois de longos minutos de foda implacável, Murilo gozou com um urro rouco, enterrando o pau até o talo e jorrando quente e grosso dentro de Paulo. Mesmo gozando, continuou metendo devagar, ordenhando o orgasmo, enquanto o cu de Paulo recebia toda a carga, aberto, vermelho e escorrendo o sêmen.
Murilo desabou sobre Paulo, os dois corpos suados e exaustos, respirando pesado na escuridão. O vento lá fora continuava soprando forte contra as janelas, como se aprovasse a brutalidade que acabara de acontecer dentro do quarto.
