O gay perdido no Velho Oeste

Um conto erótico de Kherr
Categoria: Gay
Contém 13654 palavras
Data: 13/06/2026 11:20:13

Essa é a versão em português (Bras.) do conto A faggot lost in the Wild West©2026

*A faggot lost in the Wild West©2026

This is a work of fiction created and written by Tom Kherr™. The following story and all the characters within are entirely a product of the author’s imagination. Any resemble to persons and events is purely coincidental.

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Era o ano de 1885. Com o fim da Guerra Civil em 1865 o movimento expansionista para o oeste voltou a ganhar força amparado na doutrina do Manifest Destiny, a crença comum entre os colonizadores americanos de que foram o povo eleito por Deus para civilizar o continente expandindo e ocupando todo território a oeste das já estabelecidas treze colônias do leste. Esse território fora adquirido da França em 1803 através da chamada Compra da Louisiana, o que praticamente dobrou o tamanho do país. Por muito tempo essa região permaneceu pouco explorada até o governo incentivar o assentamento de colonos nesse território do meio oeste. Um desses grandes movimentos de desbravamento se deu na conquista e colonização de terras nativas a oeste do Rio Mississipi, despertando enorme interesse de levas de imigrantes que não paravam de chegar aos portos do Atlântico, sonhando com uma vida rica de possibilidades num pedaço de terra que fosse deles e onde pudessem criar uma família e ter uma vida mais digna do que a que tinham em seus países de origem.

Eu então com vinte e dois anos, havia me formado há cinco na faculdade de medicina da Universidade de Vermont, Estado onde residíamos, passando a clinicar num consultório montado pelo meu pai, um dos três filhos de uma abastada família dona de várias lojas de comércio na Capital Montpelier, em Burlington, Rutland e Essex fundadas pelo meu avô. Meu espírito livre e sonhador de homossexual reprimido nada tinha a ver com a vida que estava levando, por mais privilegiada que fosse. Fora a profissão pela qual era apaixonado, nada mais daquilo tudo me interessava. Quando comecei a ser pressionado pela família a me casar com a doce e meiga Florence, como minha mãe se referia a ela, sonhando em tê-la como nora, decidi que havia chegado a hora de me juntar às levas de conquistadores que procuravam por um lugar além da fronteira oeste.

- Ela é um doce de pessoa, combina com sua personalidade, vem de uma família decente e é visivelmente apaixonada por você! – argumentava minha mãe, toda vez que a queria jogar nos meus braços.

- Além do que, já está mais do que na hora de você se casar! Veja seus irmãos, estão casados, estabelecidos e felizes dando continuidade ao nosso nome. – acrescentava meu pai, outro adepto entusiasta desse casamento, uma vez que o tal adjetivo – família decente – a que se referiam era, na verdade, o interesse em consolidar as relações com a família de banqueiros à qual a Florence pertencia.

- Não tenho intenção de me casar tão cedo! Não sinto absolutamente nada por essa moça! Sendo até muito sincero, acho-a frívola e desinteressante. – devolvia eu, quando era bombardeado de argumentos em favor dessa união.

- Cedo? Você está com vinte e sete anos! Cada um dos seus irmãos já tinha dois filhos com essa idade! Está querendo ficar caduco antes de se casar? – questionava impositiva minha mãe.

- Não vou me casar, nem com ela nem com nenhuma outra moça que venham a empurrar para cima de mim! Estou farto dessa história! – retrucava eu, quando a pressão me fazia perder as estribeiras.

- Só pederastas não se casam! – exclamou meu pai, certa vez, durante uma de nossas discussões.

- Talvez eu seja um deles! – soltei num ímpeto de fúria. A casa quase veio abaixo.

- Nunca mais se atreva a repetir um absurdo desses, Liam! Nossa família jamais deu origem a degenerados! Eu mesmo me encarregaria de pôr fim a vida de um filho sodomita antes que ele arrastasse o nome da família para a lama. – afirmou categórico.

Foi o que bastou para eu tomar a decisão de abandonar aquela vida e procurar em terras longínquas aquela que desejava viver. Quando comuniquei que queria me estabelecer onde minha profissão seria mais útil para os colonizadores que seguiam para o oeste, foi outro drama, berros, indignação, revolta, acusações e outros tantos adjetivos que precisei ouvir por estar tomando essa atitude.

Consegui vender a minha clínica a um casal que acabara de concluir a faculdade e, com o dinheiro, comprei em sociedade com um amigo de infância e advogado uma carroça para transportar nossos pertences até as novas terras, servindo de moradia durante a longa viagem até nosso destino final que ainda era incerto. Meu amigo William também vivia sob pressão da família, não para se casar, pois isso ele faria de bom gosto, já que era um mulherengo inveterado, mas para que assumisse os negócios do pai, também relacionados ao comércio e que ele simplesmente detestava.

Conheci-o numa das costumeiras festas que a sociedade de Montpelier promovia juntando as figuras mais abonadas da cidade. Era a véspera do Ano Novo, a mansão do governador estava cheia de convidados espalhados pelos salões abafados. Eu estava me sentindo sufocado naquele ambiente, a Florence não desgrudava do meu pé, me monopolizando como parceiro de dança durante o baile. Dei uma desculpa qualquer para me ver livre dela por um tempo e saí para os jardins apesar da noite gelada que fazia. Caminhei a esmo tentando respirar para controlar a raiva que estava sentindo por estar ali forçado. Ao me aproximar de um gazebo distante da casa principal, encontrei-o com as calças arriadas no meio das coxas abertas de uma garota que se contorcia e gemia de prazer enquanto tinha a vagina estocada pelo cacetão dele. Uma trolha grande e cabeçuda que me deixou impressionado e também com as pregas anais saltitando.

Parei atrás do arbusto para apreciar a cena sem ser notado. Para minha surpresa não era uma das convidadas, pois usava um vestido simples que agora estava todo embolado pouco acima de sua cintura, deixando as ancas e o sexo expostos. O William estava tão empenhado na transa que mal se distraía com o que estava ao seu redor. Eu só o ouvia grunhir e bolinar com os seios da moça enquanto socava o pauzão com força na boceta dela.

De repente, um gato preto não sei vindo de onde, passou correndo entre as minhas pernas. Antes de identificar o que tinha roçado minha perna, soltei um grito que chamou a atenção do casal copulando. Ele olhou assustado na direção do arbusto que se mexia, ela soltou um grito, o empurrou para longe fazendo o pauzão sair da vagina, fechou as pernas, guardou as tetas e ajeitou o vestido antes de sair correndo em direção à casa.

- Caralho, que porra foi essa? – esbravejou o William, enquanto tornava a enfiar o cacete nas calças sem ter gozado.

Pensei em sair correndo, mas em qualquer direção que eu fosse seguir, seria visto. Fiquei ali parado, enregelado não só pela noite fria, mas também por estar prestes a ser descoberto. Durante o trajeto até onde eu estava ele cruzou com o gato em disparada, e só parou quando me viu escondido no meio dos galhos do arbusto.

- Ficou maluco, cara? O que está fazendo aí? Gosta de assistir um casal trepando? Você deve ser bem safado e pervertido! – exclamou, me deixando vexado.

- Foi por acidente, juro! Vim tomar um ar aqui e fora e me deparei com vocês, por isso me camuflei atrás desse arbusto, para não interromper o que estavam fazendo. Me desculpe se atrapalhei! – desatei a falar, enquanto ele me media da cabeça aos pés.

- Você não é um dos Coolidge, das lojas de varejo? Eu já te vi por aí! – indagou

- Sim, sou o Liam! – respondi, eu ia acrescentar – muito prazer – mas terminei ali, pois tinha acabado com o prazer dele e seria irônico usar esse termo agora que o cacete dele voltara para dentro da calça sem ter sido saciado.

- William! William Dewey! – exclamou ele ao estender a mão para me cumprimentar e que eu, desconfiado de onde ela podia ter estado, não apertei com a devida força. Do nada ele desatou a rir, me deixando sem graça. – Perdão! Não estou rindo de você, mas da situação! Cara, você cortou meu barato antes de eu gozar, devia haver uma punição para quem faz uma coisa dessas!

- Me desculpe! Como eu disse, foi sem querer!

- Está desculpado! Em parte, até eu decidir que punição te dar por isso! – retrucou rindo. – Depois eu a pego de novo e termino o serviço! Faz tempo que ela anda se oferecendo para mim. – afirmou.

Desde aquele dia passamos nos encontrar com frequência até a amizade sólida se estabelecer, compartilharmos nossos dramas e falarmos sobre nossos sonhos para o futuro. Um deles foi a vontade comum de seguir rumo ao oeste, nos livrando das pressões familiares e criando a vida com a qual tanto sonhávamos. Foi assim que ele virou meu sócio na aquisição da carroça que mandamos construir e que estava destinada a nos levar às terras ainda inexploradas além do Mississipi.

Nenhum dos dois fazia a menor ideia do que nos esperava. Éramos dois sonhadores que nunca antes tiveram que enfrentar qualquer dificuldade, ou lutar para conquistar alguma coisa. A caminho dos novos territórios, numa enorme caravana com 63 carroças, 52 famílias transportando tudo que possuíam, inclusive algumas cabeças de gado, e um destacamento militar com mais de 200 homens comandados por um major fomos descobrindo o quão inaptos éramos e a loucura que estávamos cometendo. Os militares além de garantirem nossa segurança durante a jornada, iam abrindo caminho a nossa frente para o próximo acampamento e tinham como objetivo final, quando chegássemos ao lugar definitivo, estabelecer um forte onde o poder do Estado se fizesse presente.

A viagem além de trabalhosa era exaustiva por termos que conduzir as carroças onde não havia estradas, e os caminhos tinham que ser abertos na raça fizesse sol ou sob chuvas. Devido a isso, a jornada se estendeu por longos e árduos 208 dias desde que deixamos o último núcleo de civilização.

Quem coordenava o avanço era o major Joe Brown, um homem grande, espadaúdo e musculoso que apenas com sua presença se fazia respeitar. Era um homem bonito e atraente, o que levou algumas moçoilas solteiras a suspirarem por ele e, a se mostrarem disponíveis para qualquer intenção que ele viesse a ter por elas. Confesso que também o achei irresistível e que ficava agitado na presença dele, especialmente quando ele lançava aquele seu olhar de olhos verdes na direção das minhas nádegas proeminentes. Contudo, isso não nos impediu de estabelecer um coleguismo inicialmente voltado para o interesse comum de ajudar aquelas famílias; ele como seu guardião e condutor, eu com meus conhecimentos médicos. Com o passar das semanas senti que ele esperava algo mais de mim, o que suas constantes ereções deixavam bem claro.

- Teu rabão está fazendo sucesso entre alguns machos, o major Joe e nosso vizinho de carroça, o Sam que o digam! – afirmou certa noite chuvosa e fria o William quando estávamos deitados lado a lado, encolhidos e tão próximos que minha bunda se amoldava em sua virilha e ele roçava seu cacetão na quentura dela. – Dá para perceber o ciúme que um tem do outro quando você está dando atenção a um deles. Até eu que nunca pensei sentir tesão por outro cara, não consigo me controlar quando vejo essa bundinha carnuda que mal cabe nas suas calças.

- Deixe de ser tarado, seu sacripanta! E pare de esfregar essa coisa enorme nas minhas nádegas! – devolvi, me fazendo de ultrajado, embora estivesse gostando de sentir aquela estaca rígida me cutucando.

- Como sabe que é enorme? Andou me espionando? – indagou zombando.

- Com sua indiscrição não é preciso espionar, uma vez que você gosta de exibir essa coisa monstruosa. – respondi, sem me esquivar do abraço que ele me deu, me puxando contra si durante uma encoxada descarada.

- Sabe o que me deixa ainda mais excitado? É saber que você ainda é virgem aos 27 anos! Não sei como alguém gostoso como você ainda consegue ser virgem com essa idade. Eu mal havia acabado de entrar na puberdade quando enfiei meu cacete na primeira boceta. – revelou.

- Isso porque você é um safado pervertido! – exclamei, só para o provocar, pois no fundo, gostava de seu jeito atrevido e de sua sensualidade latente.

- Confessa que gosta de mim como sou, confessa! Se não gostasse, não me deixaria te apertar em meus braços e te encoxar como estou fazendo. – devolveu, cheio de si.

- Bestalhão! Só estou deixando você se aninhar em mim porque está muito frio. – retruquei disfarçando. Ele riu e meteu a mão dentro da minha ceroula amassando meus glúteos polpudos dando vazão ao tesão que estava sentindo. Não o impedi, apenas deixei-o bolinar minha bunda, pois minhas preguinhas não paravam de piscar.

- Deixa eu meter me pau no seu cuzinho, deixa! Deixa eu ser seu primeiro macho! – pediu, quase implorando. Como não lhe dei uma resposta, ele pincelou algumas vezes o cacetão melado no meu reguinho e acabou gozando antes de me penetrar, uma vez que estava há dias sem fazer sexo.

Numa coisa ele estava certo, a questão do ciúme entre o Joe e o Sam era algo que eu também percebi, e que tornava tudo ainda mais difícil para eu me decidir de quem gostava mais e a quem entregar a minha virgindade.

O Sam era o filho do meio dos McCarthy que viajavam com duas carroças puxadas por quatro cavalos cada e quatro vacas. Os três rapagões puxaram ao pai, um homem com quase sessenta anos que ainda demonstrava muita força e energia. A primeira vez que vi o Sam tirando a camisa numa tarde abafada para desencalhar a roda de uma das carroças que havia afundado numa vala, perdi a respiração, meu coração disparou e meu cuzinho se revolveu num contorcionismo que nunca havia experimentado antes. Aquele torso viril tinha músculos enormes por todo lado, dois redemoinhos de pelos entre os mamilos e uma trilha peluda que descia pelo abdômen trincado e afundava pelo cós da calça fazendo nossa imaginação se perder e devaneios. O corpão parrudo e o rosto anguloso lhe davam uma aparência máscula invejável. Lembro-me de não conseguir tirar os olhos daquele tórax maciço e suado que reluzia ao sol da tarde de tanto tesão que estava sentindo e, que também foi a primeira vez que ele me sorriu com o mais lindo e cativante sorriso que já tinha visto. Desde então, fomos nos aproximando a cada dia, até ficar evidente que não éramos indiferentes um ao outro, e que ele desejava minha bundona carnuda com a mesma volúpia que eu desejava aquele volume enorme que ele carregava entre as coxas.

Comecei a ficar famoso entre os viajantes depois de atender os primeiros casos que exigiam cuidados médicos, algum diagnóstico, algum tratamento que pudesse ser ministrado naquelas condições precárias. Em poucas semanas todos conheciam o jovem e sedutor doutor Liam que se prontificava a atender os chamados com uma dedicação toda especial.

Meu primeiro caso foi o de um garotinho que amanhecera febril e coberto de pequenas bolhas vermelhas reclamando de muita coceira pelo corpo, uma semana após a nossa partida. O diagnóstico foi fácil – varicela – e preocupante, pois a doença é altamente contagiosa e num primeiro momento eu não sabia quantas daquelas pessoas ainda não tiveram contato com a doença que pode ser perigosa para adultos não imunes.

- Preciso de sua ajuda, major! Temos que isolar a carroça da família e todas as pessoas dela para evitar novos contágios. – afirmei ao Joe que se mostrou preocupado por ele próprio nunca ter contraído a doença que qualquer homem, mesmo naqueles tempos, sabia ser capaz de causar danos a sua virilidade.

O desespero chegou a tomar conta de toda caravana, apaziguar os ânimos não foi fácil, mas o Joe sabia se impor e ditar ordens, acalmando a todos. A carroça e as pessoas da família seguiram a uma boa distância atrás dos demais, sem que ninguém tivesse contato com eles por uma quinzena. Por sorte, apenas a irmãzinha do garoto e mais outro menino com quem ele havia tido contato foram acometidos pela doença, que foi tratada paliativamente apenas aliviando os sintomas até estarem completamente curados. Durante esse período minha preocupação se concentrou nas três mulheres grávidas que faziam parte da caravana, mas felizmente nenhuma delas contraiu a doença.

Foi assim que também descobri que havia duas enfermeiras e uma parteira no grupo e que logo se puseram à minha disposição. Elas foram de crucial importância durante toda a viagem e até depois quando o assentamento começou a ser montado, pois tive que realizar dois partos, tratar uma perna e dois braços quebrados, um surto de diarreia após algumas famílias encherem seus reservatórios de água contaminada de um riacho pelo qual passamos e, o caso mais grave, uma apendicite aguda que me obrigou a fazer uma cirurgia de alto risco naquelas condições precárias com a ajuda das duas enfermeiras, adiando o progresso da jornada em quatro dias, pois todos, de alguma forma, se mobilizaram em torno do caso daquele homem que já contava jamais chegar ao seu destino final. Tudo deu certo, apesar de eu mesmo haver perdido a confiança em mim mesmo, levando a cabo um procedimento desses fora de um hospital. Quando o homem saiu pela primeira vez da carroça e deu alguns passos a vista de todos, ninguém mais duvidava da minha capacidade; talvez apenas eu, que atribuí àquela recuperação às mãos divinas.

Essa parceria com o Joe nos aproximava cada vez mais. Muitas noites, quando todos já estavam recolhidos em suas carroças, ele e eu caminhávamos sob o céu estrelado ainda exaustos pelos esforços do dia. Ele tinha uma conversa serena e franca, não demorou a confessar que sentia atração por mim e que me desejava, o que me deixou tremendamente lisonjeado e cheio de tesão, preciso admitir. Ele também me perguntou se rolava alguma coisa entre mim e o Sam, pois nos via sempre juntos conversando pelos cantos. Não escondi que o achava um homem atraente, tanto quanto também o achava.

- Isso quer dizer que está indeciso entre nós dois? – perguntou, sem rodeios.

- Não estou indeciso! Só não acho que seja o momento ideal para me envolver com nenhum de vocês dois. Temos muita coisa pela frente até chegarmos às novas terras, até eu conseguir estabelecer minha clínica, até você construir o forte, enfim Joe, não é a hora para pensar em outra coisa, por enquanto. – respondi, deixando-o notadamente frustrado.

- Não me importa as dificuldades que temos pela frente, com você ao meu lado tudo vai ser mais fácil. Eu te quero, Liam! Eu te quero não para alguns momentos de prazer carnal, eu te quero como um parceiro pelo resto da vida, não importa o que venham a pensar sobre nós. – confessou resoluto.

Eu não tinha uma resposta para lhe dar e apenas toquei seu rosto hirsuto envolvendo-o em minhas mãos e deixei que ele colasse afoitamente a boca na minha, metendo a língua na minha garganta e me fazendo sentir arrepios por todo o corpo que ele segurava junto ao dele.

Eu só soube que o Sam tinha nos visto trocando beijos na tranquilidade da noite alguns dias depois, quando ele revelou que nos havia visto e fazia três dias que estava agindo estranho comigo, sendo rude, evasivo, respondão e se afastando toda vez que eu tentava conversar com ele.

- Eu te fiz ou disse alguma coisa que te magoou? Por que está agindo assim comigo?

- Assim como? Estou agindo como sempre agi! – respondeu carrancudo.

- Não, não está não! Você mais parece um touro bravo quando chego perto de você! Vai me dizer o que está acontecendo, ou não?

- É você quem deveria saber a resposta!

- Mas eu não sei, e estou te perguntando! Vai me dizer o que foi que eu fiz ou falei para te deixar tão zangado?

- Quer mesmo saber? Pois bem! Você sabe muito bem que gosto de você e que tenho feito de tudo para que você me note, que se interesse por mim, e o que você faz? Fica se agarrando com o major em plena madrugada trocando beijos e carícias como se ele fosse seu homem. Diz para mim, Liam, é ele o seu homem? É ele quem está enfiando o cacete no seu rabo? Me diz! Porque se for, eu tiro meu time de campo e deixo o caminho livre para você e ele fazerem o que quiser. – declarou enciumado e zangado.

- Eu e ele nos beijamos sim, foi um momento que precisava ser vivido para amenizar a solidão que habita em nós. Foi um gesto de carinho, uma troca de afeto do qual ambos estavam precisando. Nunca rolou nada entre mim e o Joe além de alguns beijos, da mesma forma como já aconteceu com você, ou já esqueceu do dia em que me prensou contra aquela árvore, me beijou feito um alucinado e por pouco não meteu seu pauzão no meu cu? – devolvi.

- Quer saber? Eu devia ter te enrabado aos pés daquela árvore para te mostrar quem é seu macho. Me arrependo de ter cedido aos seus pudores em se entregar para mim, devia ter metido no seu cuzinho e pronto, já que ele estava piscando de tanta vontade de sentir meu cacete dentro dele! – exclamou bufando, o que me fez rir. – Está se divertindo as minhas custas, seu veadinho puto?

- Sabe que você fica ainda mais sexy quando está bravo? – perguntei, enfiando minha mão pela abertura da camisa e a espalmando contra seu peitoral peludinho. – Nem o Joe nem você tem motivo para sentir ciúme um do outro, eu gosto dos dois, mas assim como falei para ele, não estou pronto para assumir nada antes de chegarmos ao nosso destino.

- Está fazendo os dois de bobo? Quer que nos engalfinhemos para te disputar na base da porrada? – perguntou desafiador, enquanto minha mão deslizando sobre seu peito fazia endurecer o cacetão que já se projetava dentro da calça. – Tira essa mão daí ou vou te jogar sobre essa relva e te foder aqui mesmo, reclamando ou não! – ameaçou.

- Vai mesmo? Vai me violentar só para provar que é mais macho que o Joe? É assim que quer me conquistar, na marra?

- Seu veadinho safado, você me deixa maluco, sabia?

- Sabia! Estou vendo o quanto! – devolvi, passando a mão sobre a ereção dele e grudando minha boca na dele, até ele reagir me puxando contra o tronco e prender meu lábio entre os dentes num beijo sensual e demorado.

Algo me dizia que eu não ia chegar virgem no nosso destino final. Com o William cada vez mais assanhado pela falta de sexo constante como estava habituado, mesmo tendo pego duas garotas que não lhe davam sossego, e se esfregando todas as noites na minha bunda; com o major cada dia mais atrevido me fazendo propostas indecentes para receber seu falo no meu ânus e; com o Sam me agarrando atrás de alguma carroça tão logo anoitecia e enfiando as mãos cobiçosas dentro da minha calça amassando minhas nádegas ficava difícil resistir a tanto assédio, pois meu cuzinho não via a hora de sentir um caralho afundando dentro dele.

Então veio aquele anoitecer abafado com céu exibindo uma mescla de tonalidades que iam de um azul acinzentado escuro a um laranja incandescente, depois de um dia particularmente difícil para superar o terreno íngreme e cascalhado que só permitia um avanço lento das carroças. Após a formação de um círculo com as carroças que garantia não só mais segurança durante as noites, mas permitia o convívio das pessoas ao redor da fogueira que era montada em seu centro, as mulheres se encarregaram do jantar de suas famílias enquanto os homens, ao lado dos militares que haviam regressado da sondagem do terreno à frente, traçavam as estratégias de como superar os obstáculos que os batedores haviam apontado. Geralmente era eu quem preparava nossa janta, quando nenhuma família vinha nos convidar para nos juntarmos a ela, o que tinha virado quase uma constante à medida que eu me tornava cada vez mais conhecido e admirado pelo cuidado dedicado aos pacientes.

O William se demorou com a família de uma das garotas que andavam se oferecendo para ele, após o jantar, já contando em foder a boceta dela tão logo as pessoas começassem a se recolher. Além das tarefas com o deslocamento da nossa carroça, eu havia passado boa parte do dia dando assistência a uma das grávidas que vinha me preocupando à medida que a gestação evoluía e o feto não se mobilizava como deveria. Ao examiná-la pela última vez já se fazia tarde, a maioria das pessoas já estava dormindo e eu resolvi ir até o rio onde havíamos reabastecido o suprimento de água, banhado crianças e adultos e lavado as roupas. A lua cheia fazia as marolas corrediças reluzirem em tons prateados quando cheguei à margem formada por rochas pelas quais a água fluía ligeira. Não o notei numa parte mais escura onde uma árvore de galhos longos se debruçava sobre o leito do rio, talvez tenha se escondido de propósito quando me aproximei e me despi à exceção da ceroula branca. Foram não mais do que três passos sobre a rocha lisa coberta de limo para eu escorregar e cair dentro d’água, diretamente contra o tronco sólido dele enquanto seus braços se fechavam ao redor do meu contendo a queda.

- O que é isso! – exclamei assustado pelo escorregão e perplexo pelo que estava boiando entre suas coxas.

- Faltou às aulas de anatomia, doutorzinho? Você melhor do que eu deveria saber que isso é um caralho! – respondeu irônico, apertando minha cintura.

- Está duro! Quer dizer... não foi isso que eu quis dizer! Eu disse que essa coisa enorme não deveria estar assim ... tão dura! – balbuciei atrapalhado ao sentir aquilo roçando minha coxa. – Não ... não é isso ... é que eu ... eu ... Ah Sam, pode me fazer o favor de me soltar? – questionei, empurrando o torso maciço para longe de mim sem que ele se movesse um milímetro sequer.

- Sim, ele está duro, muito duro! Quer sentir? – devolveu libidinoso. – É você quem o deixa assim, duro e irrequieto, desde a primeira vez que coloquei os olhos em você, nessa bundinha arrebitada e provocante! – afirmou, focando o olhar lascivo em mim.

- Você é um safado, um sem-vergonha, um ... – antes de eu encontrar outro adjetivo, ele cobriu minha boca com um beijo despudorado e quente que me arrepiou até a nuca, e fez eu me entregar à quentura sensual de sua língua se entrelaçando com a minha.

- E o que mais eu sou, Liam? Por que não admite de uma vez que sou o homem por quem você suspira, que não te deixa dormir à noite pensando no meu corpo, que provoca esses espasmos na sua rosquinha anal toda vez que vê meu torso nu? – indagou, ao enfiar a mão dentro da minha ceroula arriando-a e expondo minha bunda, na qual meteu um dedo até sentir minhas pregas piscarem de tesão.

- Ai Sam, não! Pare com isso, Sam! Eu não quero ... – outro beijo voluptuoso me fez calar e deixar ele se apossar de mim.

- Vire-se! – ordenou, me abraçando por trás e esfregando o pauzão no meu rego. Suspirei excitado e lancei minha cabeça sobre seu ombro.

Meu grito se fundiu ao uivo de um coite ao longe quando ele forçou o caralhão para dentro do meu cu. O peitoral dele estava grudado nas minhas costas. Ele se empurrava para dentro de mim distendendo as preguinhas, dilacerando-as com sua verga grossa e potente. Eu sentia ele me abrindo, rasgando minha carne e arregaçando minha fendinha estreita. Foi a dor mais prazerosa que já havia sentido, e cada gemido exultante deixava isso claro.

- Tesão do caralho, doutorzinho! Eu já imaginava que esse rabão era um antro de perdição, mas nunca imaginei que fosse tão apertado e gostoso. – grunhiu ele, cravando os dentes na pele da minha nuca e socando o cacetão até o talo no meu cuzinho empinado.

- Ai Sam, meu cuzinho, macho! – gemi sensual, empinando a bunda e me abrindo todo para ele.

Ele passou a me bombar cada vez mais forte, as estocadas vigorosas revolviam minhas entranhas me obrigando a gemer numa mescla de dor e prazer. Meu pinto sacolejava solto a cada estocada aumentando o prazer de sentir aquele macho enorme dentro de mim, como se fizesse parte do meu corpo. De repente, o orgasmo veio ligeiro feito um raio e vi os jatos de porra jorrando do meu pau. Soltei um ganido libertino, gemi o nome dele me agarrando aos seus braços. Foi o que bastou para ele urrar junto ao meu ouvido e se despejar todo dentro do meu cuzinho macio e úmido.

- Tesão da porra, doutorzinho! É disso que eu preciso, é de você que eu preciso, é desse cuzinho quente que meu cacete precisa! – ronronou ele, enquanto encharcava meu rabo com seu esperma pegajoso.

Eu tremia da cabeça aos pés quando o Sam puxou o pauzão saciado para fora do meu cuzinho lanhado. Permaneci uns segundos com as pernas ligeiramente afastadas como se ele ainda estivesse dentro de mim, antes de dar um passo hesitante achando que minhas entranhas pudessem sair pelo buraco enorme e aberto que o cacetão grosso dele havia deixado.

- Está tudo bem? – perguntou ele, me trazendo para junto de si.

- Está! – respondi, encarando-o cheio de ternura. – Nunca estive melhor! – afirmei, afagando seu rosto viril que me encarava com tesão e paixão.

Quando me enfiei sob as cobertas ao lado do William ao regressar para a carroça, ele me perguntou por onde raios eu tinha andado. Respondi que fora ver a grávida problemática. Ele não acreditou quando viu o brilho no meu olhar.

- Qual dos dois foi? – perguntou. – Qual deles tirou seu cabaço?

- Não diga besteiras! Já disse, estava examinando a grávida!

- Pode até ser, mas nalgum lugar desse trajeto você perdeu a virgindade nas mãos de um dos teus admiradores. Como está esse cuzinho? Inundado de leite de macho? Está dolorido? – as perguntas dele me irritaram tanto que dei um soco no peito nu dele, o que só o fez rir.

A menção da palavra dolorido me fez voltar a atenção para meu cuzinho que continuava realmente doendo bastante, mas que era amplamente superado pelo prazer que aquela umidade viscosa trazia.

Na manhã seguinte, antes de nos colocarmos novamente em marcha, o Joe veio ter comigo e bastou fixar o olhar em mim para desconfiar que eu e o Sam já havíamos ultrapassado a linha dos flertes, que algo mais já tinha acontecido. Eu obviamente neguei quando ele me encurralou com sua pergunta capciosa, mas ele também não acreditou e ficou o restante do dia carrancudo e mal humorado.

Os perigos nos cercavam de todos os lados, a terra inóspita e selvagem tinha muitas armadilhas. Afora insetos e cobras que pareciam proliferar com a mesma energia que o capim, matilhas de lobos se aproximavam da caravana parada durante a noite, atraídas pelas cabeças de gado que se tornavam um alvo fácil amarradas às carroças. Assim como pumas que surgiam do nada sobre as rochas e árvores, prontos para atacar qualquer incauto distraído. Coiotes uivavam a noite toda arrepiando e enregelando a espinha dos mais medrosos. Tudo tinha que ser superado, os medos tinham que ser deixados de lado se quiséssemos chegar ao nosso destino e começar uma vida nova.

No entanto, o que ninguém esperava aconteceu quando a caravana precisou passar por um desfiladeiro estreito que só permitia a passagem de uma carroça por vez, cercado por rochas que alcançavam algumas dezenas e até centenas de metros. O Joe incumbiu alguns soldados de conduzir as carroças em segurança pelo desfiladeiro sem que nenhuma ficasse entalada nas passagens mais estreitas. O ritmo de avanço era bastante lento, havia começado bem cedo pela manhã e já estávamos chegando ao final da tarde faltando ainda umas dez ou doze carroças cruzarem o estreito quando fomos surpreendidos por um ataque de índios.

Os nativos Choctaw há tempos viviam em conflito com o colonizador branco, batalhas que se iniciaram assim que os primeiros caçadores de peles entraram em seu território. Entre tréguas e novos conflitos, muitos desses caçadores passaram a fornecer clandestinamente armas para os índios em troca de mais peles, especialmente de bisão, que os próprios índios se encarregavam de fornecer e que eram posteriormente enviados à Europa onde alcançavam altos valores. À medida que os militares iam abrindo o acesso às suas terras, as batalhas se tornaram mais sangrentas, independentemente de antigos acordos que eram constantemente violados por ambas as partes.

O estreito que estávamos atravessando para chegar às planícies do meio oeste era território deles e, os então frágeis acordos de paz quase nunca eram respeitados, pois havia entre as tribos que compunham a nação Choctaw alguns caciques mais jovens que discordavam desses acordos e queriam a guerra, queriam o homem branco fora de suas terras de caça.

O grito conjunto ecoou do alto de um penhasco e foi acompanhado de uma chuva de flechas que iam atingindo indistintamente quem estava cruzando o estreito. O pânico tomou conta de quem estava nas carroças quando as primeiras flechas incendiárias começaram a cair sobre elas queimando o toldo que as cobria e atingindo as pessoas antes de elas conseguirem se abrigar embaixo das carroças. A emboscada prosseguiu com mais uma dezena de índios avançando a cavalo sobre a fileira de carroças que, naquela formação, tinha pouca chance de se defender.

Meu nome começou a ser gritado por todos os lados, pedindo ajuda para algum parente ferido pelas flechas. Corri de um lado para o outro tentando socorrer os que ainda respiravam. Nunca havia passado por algo assim, sozinho, sem grandes recursos e tendo que socorrer no improviso aquele tanto de feridos. Por mais que as enfermeiras se desdobrassem em me auxiliar, éramos poucos para tantos feridos. Foi a primeira vez durante toda a viagem que me desesperei sentindo-me um inútil a cada paciente cujo coração parava de bater.

O Joe organizou o contra-ataque. A primeira providência foi proteger a carroça que levava o suprimento de rifles e pólvora. Montado em seu cavalo, ele perfilava seus homens em posição de ataque e bradava ordens em meio aos disparos que iam atingindo primeiramente os índios posicionados no alto do penhasco e em seguida os que se aproximavam a cavalo defendendo assim os dois flancos de ataque.

Todos os civis pegaram suas armas e revidavam como podiam, homens, mulheres e até rapazes adolescentes pegaram em armas para se defender e proteger tudo que levavam consigo. Até o William que nunca havia pego numa arma, se apossou de um rifle e, debaixo da nossa carroça, mirava e disparava contra o primeiro índio que surgia a sua frente.

O conflito durou umas duas horas ou mais, nem sei, pois de tão aflito em cuidar dos feridos perdi a noção do tempo. Ao final dos últimos estampidos que ecoaram entre as paredes rochosas do desfiladeiro estávamos cercados de corpos inertes estirados sobre o chão poeirento. Dando sua missão por cumprida, o Joe veio imediatamente ter comigo, preocupado com minha segurança.

- Graças a Deus você está bem! – exclamou, ao me apertar em seus braços e percorrer com a palma da mão o contorno do meu rosto. A naturalidade com que o fez, sem disfarçar aquele afeto incomum diante de sua tropa, mostrava apenas o quão importante eu havia me tornado em sua vida.

- O que é isso? Sangue! Você está sangrando, Joe! Deixe-me ver o que está acontecendo! – retruquei apavorado quando senti sua casaca empapada de sangue logo abaixo da axila esquerda.

- Fui atingido, mas puxei a flecha imediatamente para fora! – revelou, me deixando ainda mais aflito, pois a depender da profundidade que a flecha atingiu, podia ter lesado um vaso calibroso e importante.

- Seu maluco! Sabe que podia ter complicado a situação?

- Ai, isso dói! – gemeu, quando inspecionei o ferimento lacero-contuso entre a quarta e a quinta costelas torácicas que, felizmente, não era muito profundo. A ponta da flecha atingira o osso e foi bloqueada por ele.

Subitamente comecei a chorar. Todo estresse pelo qual passei explodiu naquele choro. Cada rosto que se tornou inerte diante dos meus olhos voltou ao meu pensamento, e me mostrava a minha insignificância, aumentando aquele sentimento de impotência diante de tamanhos desafios.

- Você não acabou de dizer que o ferimento não é profundo, que não lesou nenhuma estrutura importante, por que está chorando, Liam? – perguntou ele, levando minha cabeça sobre seu ombro.

- Você podia estar morto, Joe, como os outros que perdemos! Eu não consigo ajudar essas pessoas! Elas precisam de muito mais do que tenho a oferecer! – afirmei, enquanto ele me apertava em seus braços musculosos.

- Mas não estou! E não pretendo estar tão em breve! Você está fazendo tudo o que pode, e todos estão gratos pela sua dedicação. Não tem do que se culpar, seu tolinho sensível! – devolveu ele. – Ia sentir a minha falta, se eu me fosse? – emendou.

- Claro! Sabe o quanto gosto de você! Sabe o quanto todos precisamos de você! – devolvi, procurando não ser tão acessível a ponto de ele achar que eu já estava no papo.

- É você quem me importa, Liam! Já devia saber que eu te quero, que quero cuidar de você e te proteger, que te desejo como nunca desejei alguém antes. – confessou, segurando meu rosto em suas mãos, pouco antes de tocar seus lábios nos meus e, no exato instante em que o Sam se aproximava vendo a cena rolar.

Ele deu meia volta se afastando a passos firmes. Chamei por ele, mas ele não se virou e continuou se afastando. Eu fazia uma merda atrás da outra. Deixei o Sam me enrabar mostrando o quanto me agradava sentir seu cacetão pulsando dentro de mim; e agora estava aos beijos com o Joe, seu rival declarado, aceitando a língua fogosa que roçava minha úvula e fazia meu cuzinho piscar.

- O que está rolando entre vocês dois? Você se entregou a ele? – perguntou o Joe, enciumado.

- Nada! Não está rolando nada! – exclamei tão de pronto que ele desconfiou. – É que não quero que pensem mal de nós dois, você tem uma posição a zelar.

- Não me importo com o que os outros pensam, só você me importa! Eu quero ser seu parceiro, Liam, quero ser seu macho! – declarou, voltando a me beijar lascivamente ao mesmo tempo que sua mão amassava minhas nádegas despudoradamente.

- Ai Joe! – exclamei, quando fiquei sem fôlego e aquela mãozona devassa já adentrava minha calça. – Pare com isso, seu maluco! Lembre-se de que está ferido, de que preciso cuidar disso o quanto antes, ou quer que isso infeccione? – questionei, escapando de seus braços predadores.

Ele ficou me observando calado cuidando da ferida que precisou ser suturada. O tampão de gaze embebido em clorofórmio que coloquei sobre suas narinas, orientando-o a inalar com força, foi certamente o motivo pelo qual ele quase não protestou durante o procedimento e ficou apenas me encarando com o olhar baço de quem não sabia exatamente onde estava. Somente vez ou outra soltava algo parecido com um rugido, especialmente quando a agulha afundava na musculatura. Já estava totalmente desperto quando eu terminava de fazer o curativo e aplicava a bandagem ao redor daquele tórax hercúleo e sedutor, o qual, confesso, não conseguia parar de admirar. Acariciei discretamente a trilha peluda que descia pelo abdômen e sumia dentro da ceroula, cuja abertura generosa na braguilha permitia enxergar o chumaço denso de pelos pubianos e o contorno comprido de um caralhão enorme.

- Vamos trocar esse curativo diariamente. Por três ou quatro dias não quero que, nem em sonho, monte num cavalo, está me ouvindo? Movimentos bruscos e expansivos podem reabrir a ferida, está me entendendo, Joe? – indaguei, ciente de que ele não era o tipo de homem habituado a seguir ordens que não fossem de algum superior hierárquico.

- Impossível! Como pensa que conseguirei cuidar de toda essa gente, de manter o controle sobre tudo? Eu estou cheio de coisas por fazer! – retrucou enfático, apesar da minha mão macia e quente deslizando entre os pelos do peitoral o tivesse deixado todo arrepiado.

- Isso não está em discussão! É uma ordem, entendeu? Vou me encarregar pessoalmente de que a siga à risca! – retruquei, no mesmo tom imperativo que ele havia usado na resposta. – O que é isso, Joe? – questionei espantado, quando vi surgir a cabeçorra estufada do pauzão saindo da braguilha.

- Meu cacete, o que mais seria? Não sou imune ao toque dessa mão me alisando! Não é de hoje que você me deixa duro! – devolveu, com um sorriso ladino.

- O que acontece com vocês, estão sempre com as rolas duras, mal se pode chegar perto de vocês?

- Já se imaginou nu? Pois é isso que me vem à cabeça quando estou perto de você! A imagem do contorno desse rabão polpudo faz o resto e me deixa assim! – afirmou. – De quem mais você viu o cacete duro? – perguntou despeitado. – Do tal daquele Sam que nunca sai do seu lado, aposto! Ou do William, aquele fulaninho com quem você dorme todas as noites, fazendo sabe-se lá o quê naquela carroça! Puta merda, só de pensar nisso meu sangue ferve! – despejou.

- Não seja maldoso, eu não faço nada com o William, somos amigos de longa data! – retruquei me defendendo. Só não mencionei o Sam e o fato de ele ter me desvirginado no rio para não aumentar a rivalidade entre os dois.

- E com o Sam?

- O que tem o Sam?

- Não se faça de inocente, ele está dando em cima de você desde o começo da jornada e você é muito ruim ao tentar disfarçar o quanto ele te excita. Faz alguns dias que notei que você anda diferente com ele. Ele já te pegou, não foi? Confessa Liam, vocês transaram!

- Bem, minhas instruções estão dadas! Não vou ficar aqui ouvindo suas besteiras aturando uma crise de ciúmes sem sentido! – exclamei, me preparando para deixar a carroça na qual o havíamos trazido para fazer as suturas.

- Não! Fique, não me deixe sozinho! Preciso dessas mãos me tocando, só assim vou me curar! – exclamou, me retendo pelo braço. Tive que rir, mesmo ferido não pensava noutra coisa que não meter aquele troço enorme em mim.

- Palhação! Vou ficar se prometer aquietar esse facho e descansar! – devolvi, embora meu cuzinho não estivesse me poupando dos espasmos que o revolviam, enquanto minha vontade era a de cair de boca naquela cabeçorra úmida.

- Seja bonzinho! Tira a roupa e deita ao meu lado, sou praticamente um moribundo, que perigos você pode correr?

- Patife descarado! Moribundo, sei! Nunca vi um moribundo com o pauzão trincando de tão duro! – exclamei irônico, antes de puxar o cacetão para fora da braguilha e fechar os lábios em volta da glande melada. Ouvi o gemido licencioso dele e não me contive, mamei e brinquei com o caralhão até ele jorrar uma imensidão de esperma leitoso na minha boca.

- Cacete, Liam, seu veadinho! Está engolindo minha porra, seu putinho? Nunca ninguém fez isso comigo antes! Tesão do caralho, como é bom sentir sua boquinha aveludada me sugando o cacete! Liam, Ah Liam! – grunhia ele, a cada jato que ejaculava e que eu devorava feito um bezerro faminto.

Adormeci exaurido com ele abraçado em conchinha, afagando seu braço musculoso que me retinha junto do corpão quente dele. Não sei por quanto tempo dormimos, mas ainda estava escuro lá fora quando despertei sentindo algo rijo se insinuando no rego.

- Está dormindo? – perguntou com a voz grave.

- De que jeito, se você não para quieto!

- Não consigo! Estou de pau duro, quero meter ele no seu cuzinho! – sussurrou tão despudorado que me enchi de tesão e empinei o rabo sinalizando que estava pronto para o coito. Por algum motivo me senti uma putinha, talvez por estar desejando ardentemente aqueles machos que não paravam de perseguir meu cuzinho como se eu estivesse no cio.

- Ai Joe, devagar cacete! – gani ao sentir as pregas se estirando numa dor aguda.

- Esperei tanto por esse momento, Liam! Você meu, todinho meu! – ronronou ele, se empurrando fundo dentro de mim.

Meu cu foi se abrindo em meio à dor à medida que a verga grossa afundava na minha carne, me forçando a gemer lascivamente, pois o prazer começava a me deixar assanhado querendo agasalhar aquele macho impetuoso. Ele me estocava com força judiando, sem o saber, do meu cuzinho inexperiente. Apenas meus gemidos mais agudos indicavam que estava pondo mais força que o necessário para foder meu buraquinho apertado. O som do meu cuzinho arregaçado e úmido recebendo sua pica grossa o deixava cada vez mais excitado.

- Tesão do caralho, Liam! Como você é apertado e gostoso, seu veadinho enrustido! Vou inseminar esse rabão até vazar! – murmurou junto à minha orelha que apertava entre os dentes.

Eu me contorcia todo embaixo dele completamente preenchido pelo pauzão que me fodia num vaivém sensacional. Era a segunda vez que estava dando o rabo, e não me conformava de ter esperado tanto para deixar o primeiro macho entrar em mim, pois o prazer que sentir uma pica se movendo dentro do cu era algo maravilhoso.

- Joe, ai Joe! – balbuciava eu, à medida que sentia a aproximação do clímax e já não controlava mais as reações do meu corpo. – Ai meu cu! Meu cuzinho! – gemi, ao sentir que estava gozando, deixando a porra jorrar livre.

- O Joe está te fazendo gozar, meu tesudinho, é isso? Fala para mim, meu veadinho, o que o Joe está fazendo você sentir, fala? – perguntou, socando alucinadamente minha fendinha arregaçada.

- Tesão, Joe! Muito tesão, macho! Estou todo arrombado, meu cuzinho está ardendo, me insemina, macho! Insemina meu rabinho, quero ser seu! – suplicava eu no auge do orgasmo.

Ele atolava o caralhão fundo no meu cu, a cadência desenfreada podia ser ouvida com o sacão batendo nas minhas bandas abertas e, quando senti ele cravando os dentes no meu pescoço, seguido do urro gutural, os jatos de sêmen jorravam enchendo minha ampola retal, aplacando um pouco da ardência que queimava na mucosa anal esfolada.

- Liam, meu Liam! – bufava ele, todo suado e arfando pelo esforço físico.

- Não recomendei expressamente para não fazer esforço? É assim que quer se curar? – questionei.

- Esse tipo de esforço não vai me fazer mal, pelo contrário, vai me curar mais rápido! – respondeu, soltando seu peso sobre mim, enquanto o caralhão dava as últimas pulsadas ejaculando a porra que abarrotava seus colhões.

Aquela umidade morna escorrendo no meio das minhas coxas me fez cair no sono novamente, junto com ele. Quando acordei estava claro e a cara do William, enfiada na fresta da lona da carroça, estava focada nos nossos corpos nus entrelaçados e no encaixe da minha bunda na virilha do Joe. Foi fácil ele concluir que o pauzão do major ainda estava dentro do meu rabo, e de que eu estava aos poucos deixando de ser tão recatado.

- É essa a terapia que está usando para curar seus doentes? Vou tratar de ficar doente o quanto antes para receber o mesmo tratamento! – disse ele, safado como de costume.

- Deixa de ser sem-vergonha! Anda, suma, me deixe sair daqui! Já tem muita gente acordada?

- O bastante para suspeitarem de vocês dois terem passado a noite juntos nessa carroça! – afirmou, me deixando apreensivo.

Não deu outra. Mal cheguei à nossa carroça quando o Sam veio ao meu encontro com a cara amarrada e bufando feito um touro bravo, pedindo explicações. Com a maior cara de pau que consegui armar, praticamente jurei que o Joe estava precisando de cuidados constantes que não me permitiram deixá-lo sozinho. Além de estar me transformando num veado fácil, também dei para mentir, fugindo radicalmente dos meus princípios.

- Cuidados constantes! Que tipo de cuidados são esses? Os do tipo em que ele mete o pau no seu cuzinho? Me responda, doutorzinho! – exigiu, ao esmagar meu braço com sua mão potente.

- Não tenho que te responder nada! Me solta, Sam!

- Você é meu, doutorzinho, nunca se esqueça disso! É meu, e estou de olho em você! – exclamou irado.

Em meu íntimo eu sabia que não podia estar agindo assim, tão levianamente com os dois. Porém, a tentação de sentir meu corpo envolto naquele prazer de ter um pauzão pulsando no cuzinho era maior e mais forte do que minha capacidade de resistir. Prova disso é que dois dias depois, era o William, com quem jamais pensei transar, que estava com o cacetão ejaculando porra no meu cuzinho.

Tínhamos ido dormir cedo, uma vez que a retomada da nossa jornada, depois de três dias parados no mesmo lugar após o ataque dos índios, dos cuidados com os feridos e sepultamento dos que infelizmente perderam a vida flechados pelos nativos, estava programada para o dia seguinte. Eu estava bastante cansado com a alta demanda pelos meus serviços causada pela emboscada. Quando fui me deitar o William não havia regressado de suas costumeiras incursões entre as pernas das duas garotas que, ao que estava me parecendo, pretendiam chegar grávidas dele ao fim da jornada, após o jantar.

As noites estavam sendo bem agradáveis, fazia dias que não esfriava. Deitei-me apenas de ceroulas, cobrindo-me com um lençol fino. Tudo corria bem, fazia dias que não tinha um sono tão reconciliador, quando comecei a sentir o calor do corpão do William amoldado às minhas costas, seu braço me cingindo pela cintura, sua respiração roçando minha nuca e seu cacetão priápico cutucando minhas nádegas. Ao mesmo tempo que despertava aos poucos, ia sendo tomado pelo tesão daquela jeba dura se esfregando nas minhas nádegas. Das outras vezes eu sempre o havia rechaçado, ou dando um soco no pauzão safado dele, ou dando um cotovelada na boca do estômago, o que o desestimulava de continuar me assediando. No entanto, depois de sentir os caralhões do Sam e do Joe aconchegados no meu cuzinho, eu só conseguia pensar no prazer de agasalhar uma caceta, daí o tesão que estava sentindo.

Ele estava naquela fase inicial do sono, mais propriamente cochilando do que dormindo, quando estava se esfregando na minha bunda deixando aquela sensação prazerosa estimular sua verga. Eu deveria ter me controlado, me afastado, virado para o outro lado ou, sei lá feito qualquer coisa para aquilo parar, mas não consegui. Meu cuzinho se contorcia, as preguinhas pareciam estar clamando por uma pica e, lentamente, fui arriando a ceroula para expor o rabão guloso e quente. O William despertou assim que percebeu minhas nádegas envolverem seu mastro rijo. Fingiu estar dormindo caso eu me mostrasse revoltado com sua atitude, enquanto me encoxava descaradamente. Como eu me mantinha na mesma posição sem protestar, o tesão o foi encorajando a continuar com o assédio até ele chegar ao limite de seu autocontrole e começar a forçar a cabeçona melada na rosquinha quente e piscante que parecia querer engolir seu pauzão.

Eu ainda estava bastante sensível desde que o Joe me arregaçou, porém o corpo todo agitado e uma vontade incontrolável de sentir o William dentro de mim ignorou essa condição. Ele deu um impulso forte e meteu a pirocona grossa na minha fendinha, me fazendo gemer de dor e prazer. Agarrando-me com força, ele foi socando o caralhão até o talo enquanto eu soltava gritinhos com aquele vaivém obstinado me rasgando todo.

- Então você está acordado, seu putinho, e não fugiu de mim essa vez! Caralho, Liam, como seu cuzinho é gostoso, e todos esses anos você nunca me deixou chegar perto dele. O que deu em você? Sentiu uma piroca no cu e viciou, não foi? Ah, Liam, seu veadinho tesudo, abre esse rabo para mim, abre, putinho safado! – murmurava ele, metendo desenfreadamente em mim e me conduzindo progressivamente ao clímax.

- Ai meu cuzinho, seu brutão! Mete devagar, não vou fugir! Estou me abrindo todo para você, seu tarado! – gemia eu, alucinado pelo tesão.

- Delícia de cuzinho, Liam! Vai me perdoar, meu amigo, mas vou arregaçar esse buraquinho apertado, ou não me chamo William! – afirmou, metendo cada vez mais forte e mais fundo, até eu começar a gozar ganindo feito uma cadelinha.

- Ah William! Meu cuzinho, macho! – gemi alto empinando mais a bunda numa entrega prazerosa e submissa.

- Vou encher teu rabo de leite, seu putinho! É pica de macho que você gosta, é pica de macho leitando que você vai ter!

Senti os jatos de porra morna e pegajosa entrando no meu cu até ele ficar encharcado e começar a vazar um pouco. O William, todo agarrado a mim, grunhia sons graves enquanto mordiscava meu cangote a cada ejaculada farta. Quando terminou de gozar, me manteve junto ao corpo sem tirar o cacetão do meu rabo, deixando-o amolecer sem pressa no casulo macio. Eu estava me viciando nessa sensação prazerosa, percebendo que estava deixando de ser tão recatado e me tornando um veadinho puto por quem os machos pareciam estar cada vez mais interessados.

- Por que está andando assim? – perguntou o Sam, na manhã seguinte antes da marcha se iniciar.

- Assim como? Estou andando como sempre andei!

- Por acaso andou levando rola nesse cu? Está andando como se tivesse um tarugo enfiado no rabo, e isso só tem uma explicação! – afirmou enciumado e possessivo.

- E se fosse, o que você tem a ver com isso? Só porque deixei você enfiar essa estrovenga uma vez em mim, acha que é meu dono! Homens são todos iguais, metem os cacetes numa vagina ou num cuzinho e já acham que são sua propriedade. – sentenciei, sem encará-lo de frente, pois isso lhe confirmaria as suspeitas.

- Sou possessivo sim, o que é meu não está disponível para mais ninguém! – declarou. – E você é meu, seu veadinho! Portanto, nem pense em entregar esse rabão para outro homem, ou vai se haver comigo! – ameaçou.

- Pois saiba que está para nascer o homem que vai colocar um cabresto em mim, seu brutamontes! É preciso muito mais do que um pauzão para me conquistar! – devolvi, deixando-o sozinho com seu ciúme que, a bem da verdade, não deixava de ser fofo e excitante.

Ao entardecer chegamos a uma mata mais fechada que acompanhava o rio caudaloso e rumorejante que vínhamos margeando desde o meio da manhã. Com o acampamento montado num círculo de carroças conforme as orientações do Joe que, mais uma vez, desobedeceu minhas ordens em manter repouso, as pessoas foram se dirigindo ao rio para reabastecer os reservatórios de água, banhar-se ou simplesmente usufruir do frescor proporcionado pela sombra das árvores.

Meu dia sempre terminava muito depois do dos demais, e não foi diferente naquele dia. Quando me dirigi à margem do rio para o banho, ninguém me acompanhava, como havia expressamente recomendado o Joe. Ainda não estava completamente escuro, mas me pareceu que alguém estava à espreita entre o arvoredo, me espionando. Banhei-me com a sensação de ter um par de olhos observando minha nudez, mas não dei grande importância, achando que era mais uma vez meu tesão querendo um macho atado ao meu cuzinho.

Nem bem havia vestido a ceroula quando me deparei com dois índios musculosos de torso nu e largas calças de couro saindo da mata. Ao mesmo tempo senti dois braços vigorosos vindos por trás me contendo pela cintura e apertando meu pescoço o que impedia de gritar por socorro já que uma mãozona forte tapava minha boca. Quando consegui ver quem era meu algoz, entrei em pânico e comecei a me debater com todas as forças. Um nativo enorme de pele avermelhada, cabelos longos amarrados em duas tranças adornadas com penas coloridas e braços pintados com desenhos sobre os imensos bíceps, não deixava dúvidas pela expressão ameaçadora do rosto que minha vida estava em suas mãos. Por pouco não me mijei todo quando ele começou a falar sem que eu fizesse a menor ideia do que dizia. No entanto, existe uma linguagem universal, por gestos, olhares e atitudes que pode ser entendida por qualquer um e, a dele, estava me convocando compulsoriamente a seguir com ele, seja lá para onde queria me levar. Um tacape em sua mão me dissuadia a não reagir. Andamos por uma centena de metros pela mata até montarmos num cavalo camuflado entre a folhagem e ele partir a galope enquanto a noite caía.

Chegamos a uma aldeia num vale cercada de colinas não muito altas e, pelos trajes que os índios estavam usando, percebi que eram os mesmos que haviam nos emboscado, quilômetros atrás. Quando apeei do cavalo, sendo empurrado pelo índio em direção a uma cabana, virei o centro das atenções. Eu tremia da cabeça aos pés, só queria estar nos braços do Sam e do Joe onde me senti seguro como nunca. A cabana era espaçosa, uma pequena fogueira ardia no centro dela e iluminava parcamente uma mulher deitada sobre uma plataforma pouco acima do solo revestida de grossas peles de bisão e alce. Ao lado dela duas mulheres cantarolavam uma ladainha repetitiva e, um homem mais velho, que supus ser um tipo de curandeiro que estava a lhe aplicar um emplasto composto de folhas e alguma substância grudenta sobre o ventre grávido, enquanto ela gemia mordendo uma tira de couro entre as arcadas.

O nativo que me raptara falou alguma coisa para o curandeiro que me encarou com um olhar perfurante, antes de se afastar. Com outro empurrão no ombro fui praticamente lançado sobre a mulher que, apesar do olhar doce, não escondia a dor que estava sentindo. Sorri para ela, toquei suavemente seu rosto e sem saber como perguntar se me permitiria examiná-la, apontei para a barriga, o que a fez devolver o sorriso. Foi fácil constatar que o bebê estava atravessado no ventre numa posição bastante complicada. Sem nada além das minhas mãos, pouco havia o que se fazer para trazer aquela criança viva ao mundo e manter também viva a mãe que devia estar a sabe-se lá quanto tempo em trabalho de parto.

- Não tenho como ajudar! – afirmei, sem que ninguém me entendesse. – A vida de ambos está em risco!

- O nativo que me trouxe à força e que parecia ser o pai, além de um líder tribal, voltou a dizer alguma coisa e não me deixou afastar dali. Ele devia ter me visto cuidando dos feridos durante a emboscada e concluído que eu também devia ser uma espécie de curandeiro dos brancos.

- Eu vou tentar! Só não sei se vai dar certo! Que os céus ajudem essa pobre mulher! – balbuciava eu, em completo desespero, pois algo me dizia que se ela ou o bebê morressem eu teria o mesmo destino.

Como eu gostaria de contar com a ajuda da parteira que viajava conosco, ela tinha bem mais experiência, devido a idade, do que eu nesse assunto. Tentei me lembrar o mais fielmente possível das aulas da faculdade e comecei a redirecionar o bebê através do canal de parto. A mulher berrava a cada movimento e seu grito gelava minha coluna, apesar de eu estar suando em bicas tanto quanto ela.

O curandeiro continuava a recitar explicitando que o nascimento era uma cerimônia que celebrava a transição de uma vida do mundo espiritual para o mundo físico. E foi justamente ao observá-lo que me lembrei de um professor haver mencionado que as índias geralmente pariam na posição de cócoras ou ajoelhadas com o corpo para a frente. Imediatamente a posicionei de gatinhas e fui conduzindo o bebê auxiliado pela gravidade até notar o coroamento, a cabeça do bebê surgiu na abertura da vagina e, algumas contrações depois, em meio a um grito agudo, ele escorregou para fora. Eu e a mãe estávamos aos prantos, ela por tudo ter terminado, eu por ter passado pelo momento mais tenso da minha vida, embora nunca tivesse me sentido tão feliz e realizado quanto com aquele nascimento.

Se ainda teria uma vida era uma questão em aberto. Após ajeitar o bebê sobre os seios da mãe, fui sumariamente expulso da cabana, ficando ambos aos cuidados das índias mais velhas. Os mesmos três guerreiros que haviam me raptado se encarregaram de me levar a outra cabana, onde fui amarrado ao poste central que a sustentava e deixado na escuridão. Provavelmente iam discutir o que fazer comigo, como se livrar de mais um branco que invadiu, com outros tantos, seu território.

Minha ausência no acampamento só foi notada tarde da noite pelo William quando não apareci para me juntar ele na cama e, quando já dava por certo que teria meu cuzinho à disposição para se esbaldar nele como na noite anterior. Num primeiro momento ele pensou que eu estivesse ou cuidando do Joe, embora ele já estivesse bem recuperado da flechada, ou com o Sam que àquelas alturas deveria estar com o caralho socado no meu rabo nalgum lugar das proximidades.

O tesão a consumi-lo não o deixava dormir, apertava repetidamente a ereção que já começava a doer do tempo que estava rija e sem ser satisfeita. Entre cochilos, virava-se de um lado para o outro não encontrando meu corpo para copular. Com o acampamento todo imerso no silêncio, saiu da carroça impaciente, só encontrando uma lua em crescente, sons de grilos e uivos distantes de coiotes. De mim, nem sinal. Voltou puto para a carroça, não ia rolar uma trepada, isso já estava claro.

Ao amanhecer, enquanto as famílias se preparavam para a jornada do dia, deparou-se com o Joe dando instruções aos militares e o Sam envolvido nos preparativos das duas carroças da família. Foi quando suspeitou que algo estava errado. Perguntou a ambos se tinham me visto e a resposta negativa o fez anunciar meu desaparecimento.

Enquanto isso, eu estava varado de fome, com frio por estar quase pelado ainda amarrado dentro da cabana, esperando alguém vir anunciar meu destino. O nativo pai da criança que ajudei a vir ao mundo entrou acompanhado de dois homens brancos, caçadores e comerciantes de peles, imaginei. Ambos falavam a língua dos Choctaw por estarem há anos negociando as peles de alces, búfalos e bisões com os nativos em troca do fornecimento de rifles. O índio falou alguma coisa para eles que me foi retransmitida.

- Ele quer te agradecer pelo que fez ontem e pedir que examine alguns guerreiros que foram alvejados por vocês e estão em estado crítico, desenganados pelo curandeiro. Em troca, ele garante sua liberdade se os fizer sobreviver. – disseram.

- Se foram desenganados pelo curandeiro, como posso garantir que sobrevivam. A coisa não funciona assim. – devolvi. Quando o nativo ouviu a resposta sua expressão se tornou belicosa.

- Então será executado essa noite durante uma cerimônia em honra dos guerreiros perdidos no confronto. – me traduziram.

- Pois diga a esse brutamontes selvagem que ele e seus guerreiros também deixaram muitos mortos na caravana, e que foram eles que nos agrediram primeiro numa emboscada nada justa. Diga a ele que se quiser a minha ajuda para tentar salvar alguns de seus guerreiros, terá que me garantir um salvo-conduto para a caravana por suas terras. Essa cara pintada dele, essas penas por todos os lados e esse tronco enorme e nu não vão me intimidar. – os caçadores começaram a rir antes de traduzir minhas palavras, o que levou o nativo a também rir quando lhe transmitiram a mensagem.

- Você é bem topetudo para um homem que não é lá tão homem e que gosta de sentir o cacete de outro entrando no seu cu! – afirmou um dos caçadores, me deixando abismado. – Temos acompanhado o deslocamento de vocês já faz algum tempo e você com seu namorado, homem, ou seja lá o que for aquele cara com quem trepou no riacho, foram vistos não só por mim pessoalmente, mas por esse cacique e alguns de seus guerreiros. – revelou, me deixando constrangido.

- Ninguém tem nada a ver com a minha vida! – exclamei, tentando recuperar um pouco da dignidade. – Ele vai querer minha ajuda e aceitar a proposta, ou não?

Numa breve conversa com o nativo, que voltou a me encarar com um risinho safado, enquanto recebia minha mensagem, ficou combinado que eu examinaria os feridos e faria o possível por eles, sem nenhuma garantia.

Foi difícil tratar dos feridos metido apenas numa ceroula que a todo instante entalava no meu rego entre as bandas avantajadas do bundão, enquanto no tórax nu sobressaiam os bicos dos mamilos acastanhados. A indiarada ao meu redor, acometida pelo tesão e sem disfarçar os cacetões duros, se deliciava com a cena, comentando entre si como seria bom copular com um deus branco gostoso como eu enviado pelos espíritos para ajudar seu povo, o que me foi traduzido com grande satisfação e ironia pelos caçadores.

Concentrei-me nos feridos, retirando de seus corpos, quando possível, as recentes balas Minié de calibre .58 que haviam começado a ser utilizadas tanto pelos rifles Enfield 1853 dos Confederados quanto dos rifles Springfield 1861 da União usados durante a Guerra Civil. Havia mais de uma dúzia de guerreiros feridos distribuídos pelas cabanas que compunham a aldeia. Alguns morreram pouco depois de eu os examinar, os demais, onde fiz o que pude, ainda teriam uma longa jornada até a cura, se não fossem vitimados por infecções. Já havia anoitecido quando terminei de atender os feridos e pedi para que me permitissem tomar um banho no lago que se avistava da aldeia. Permitiram, mas não fui sozinho, um bando de índios jovens, pelados e tarados se meteu na água comigo na expectativa de terem o tesão saciado na minha bundona roliça e imaculadamente alva. Eles acreditavam que unir seus corpos ao meu lhes traria força, coragem e proteção dos espíritos. Um deles, mais próximo de mim, obstinado, parrudo e com o pauzão duro avançou sobre a minha bunda me contendo em seus braços para consumar a conjunção carnal.

Os primeiros tiros ecoaram nesse momento, vindos das colinas e das margens do lago. Saí feito um raio da água rastejando até onde havia deixado a ceroula. Quando ouvi o grito do Joe me chamando quase me expus ao querer correr na direção de onde vinha sua voz.

- Eu estou bem, Joe! Peça que seus homens que parem de atirar. Vou negociar com eles, há dois caçadores aqui comigo que podem traduzir a negociação. – afirmei.

- Peça que parem de atirar flechas e disparar os rifles se quiserem um acordo e, que especialmente esse que está prestes a te enrabar te solte, ou vou estourar os miolos dele. – devolveu ele, naquele seu tom autoritário que, dessa vez até fez meu cuzinho piscar de excitação.

- Liam, onde você está? Mostre-se, preciso saber se está bem! – era a voz aflita do Sam que me arrepiou todo. Ele veio me salvar, foi tudo no que pensei.

- Estou aqui, bem aqui! – respondi num berro de felicidade, enquanto corria para seus braços.

Nesse interim, os caçadores traduziam os termos do acordo que o Joe havia estipulado. Quis me despedir do cacique que ajudei a se tornar pai, e assegurar que nosso acordo de salvo-conduto seria respeitado até deixarmos as terras deles. Também pedi para ver uma última vez a mãe e o bebê, pois se havia algo nessa vida da qual passei a me orgulhar era a sobrevida de ambos.

De volta ao acampamento, fui recebido com euforia e, como já estava quase implícito, tive meu cuzinho preenchido e encharcado pelo caralhão do Sam que já não escondia mais dos familiares o que sentia por mim. Nessa mesma noite, deitado debaixo do corpão maçudo dele, com o cacetão esporrando feito um chafariz todo entalado no meu cuzinho, eu toquei suavemente sua barba espinhenta e gemi pela primeira vez – Eu te amo – com toda ternura na voz e o coração explodindo de felicidade. Era ele o homem com quem sempre havia sonhado, era ele com quem eu queria compartilhar a vida, e isso se confirmou naquele coito, naquele olhar cativante que ele me lançava externando sua paixão.

Fazia uma semana que alcançamos nosso destino final, uma vasta planície que sumia além de onde a vista alcança, com algumas leves ondulações no terreno formadas por colinas baixas cobertas de relva e flores do campo que salpicavam o verde com suas cores luminosas. O acampamento vivia um alvoroço com a iminência de cada família assumir seu lote de terras públicas com aproximadamente 160 acres de extensão, tão logo o exército terminasse de delimitar e identificar cada um deles. Foi definido o dia no qual aconteceria a corrida aos lotes, cada família seria representada por um de seus membros incumbido de chegar às terras disponibilizadas pelo governo e fincar uma bandeirola indicando aos demais que o lote já estava escolhido. Uma vez tomada a posse, os requerentes deveriam recolher uma pequena taxa ao governo, construir uma residência e cultivar as terras por cinco anos consecutivos antes de receberem a escritura definitiva, consolidando assim um sonho que a maioria acalentava desde há muito.

Nem o William nem eu fazíamos a menor ideia de como cultivar a terra, mas estávamos tão dispostos quanto os outros a garantir nosso pedaço de chão, uma primeira semente da nova vida que planejávamos ter.

- Você vai ficar bem ao meu lado durante a corrida às terras, vamos pegar dois lotes vizinhos garantindo uma propriedade maior. Vamos construir nossa casa num deles e iniciar nossa vida juntos, nos amando e você se entregando para mim todas as noites, acolhendo minha pica enquanto fazemos amor. – foi assim que o Sam me impôs sua vontade. Não questionei, pois era exatamente o que eu sempre quis, um homem ao meu lado a quem pudesse dar todo amor que carregava no coração. Ele ainda não sabia, mas minha intenção era montar uma clínica tão logo as famílias estivessem estruturadas e um vilarejo começasse a ser formado. Eu não ia deixar de ser médico uma vez que aquele povo precisaria dos meus serviços.

Alinhados numa fileira, cada representante montado em seu cavalo na linha de partida, esperava pelo tiro de largada para sair disparado em direção aos lotes. O Sam e eu já havíamos percorrido dias antes os que mais nos interessaram. Colados um no outro como ele queria, os 160 acres de cada lote se estendiam majoritariamente pela planície, apenas uma pequena área subia pelas colinas e, na tarde em que estivemos observando o lugar ao pôr do sol alaranjado, definimos que ali ergueríamos a nossa casa, com uma ampla varanda voltada para o sul. Nos beijamos seguidamente enquanto fazíamos planos até o tesão se apossar de nossos corpos e ele me arriar as calças e a ceroula ao me inclinar sobre a relva fofa e montar em mim, enfiando sua trolha grossa e dura até o talo no meu cuzinho úmido e macio. Minhas pernas circundavam a cintura dele, eu gemia de dor e prazer, a cada estocada profunda arranhando suas costas largas ao cravar as pontas dos dedos nelas enquanto erguia as ancas para o cacetão dele me penetrar mais fundo. Ele me cobria de beijos, sussurrava sacanagens ao mesmo tempo que bombava vigorosamente meu cuzinho, até sobrevir o urro gutural quando começou a gozar e a se despejar todo dentro de mim.

- Nunca imaginei que um veadinho me faria o homem mais feliz desse mundo! – exclamou, quando o caralhão dava as últimas latejadas soltando porra. – Meu doutorzinho veado, eu te amo, sabia? – emendou, antes de grudar sua boca novamente à minha.

- Macho safado! E eu nunca pensei que um dia fosse me apaixonar tão perdidamente por um brutamontes feito você! – devolvi, afagando o rosto hirsuto dele.

O tiro ecoou seguido dos gritos da multidão que ficara torcendo na linha de largada quando os cavalos dispararam em direção aos lotes. Na afobação houve quedas, atropelos numa disposição ferrenha de chegar aos lotes. O Sam e eu galopávamos emparelhados com uma boa margem de vantagem sobre os demais. Quando chegamos ao primeiro lote, ele saltou do cavalo com sua destreza habitual e fincou a bandeirola, saltou novamente para a sela e seguimos em direção ao segundo, fincando nele a outra bandeirola e garantindo a posse dos lotes. Nos abraçamos, ele me ergueu do chão e rodopiou comigo em seus braços, sorrindo feito uma criança que acaba de ganhar um presente. Cobri seu rosto de beijos e deixei sua mão devassa amassar minhas nádegas, ele precisava saber que também elas eram sua propriedade.

O William havia feito o mesmo acordo com o irmão de uma das garotas que vinha fodendo desde o começo da jornada, garantir lotes vizinhos. Apossaram-se de dois não muito distantes dos nossos. Tal como eu, ele não pensava em cultivar a terra, ia continuar sendo advogado e já previa um bom movimento de clientes no escritório que pretendia montar, uma vez que a demanda pelo registro de posse das terras junto ao governo lhe traria prestígio e lucro. O que ele ainda não sabia naquele dia em que fincou a bandeirola em seu lote, é que a Kathleen também já tinha alcançado seu objetivo, ficar grávida dele, como eu suspeitava desde que ela e a outra garota não sossegavam enquanto não tinham as bocetas preenchidas pelo cacetão voluntarioso dele. Quando as regras dela desapareceram, os enjoos matinais se tornaram públicos e o humor dela oscilava tanto quanto as folhas das árvores ao sabor do vento, ele precisou enfrentar a fúria do sogro e do cunhado num episódio que foi mais cômico do que trágico.

- Eu bem que te avisei que uma delas ia acabar ficando prenha, mas você não me ouviu, só pensava em meter essa jeba cavalar no primeiro buraco disponível, o resultado está aí! – afirmei, com uma pontinha de ironia e sarcasmo.

- Culpa sua! Tudo culpa sua! Se tivesse me entregado seu cuzinho desde o começo da jornada, nada disso estaria acontecendo. Você não ia ficar grávido, eu teria onde me satisfazer e elas não teriam me assediando tanto. Culpa sua, Liam! – sentenciou ele, mais perplexo pela notícia do que amedrontado pela pressão do pai e do irmão da Kathleen. – Não estou preparado para ser pai, caralho! Achei que ainda teria uns bons anos de liberdade para escolher a boceta onde faria um filho. – praguejou inconformado, o que só me fez rir.

- Você vai ser um bom pai, William, eu sei! Deixe de choramingar, a Kathleen é um amor de criatura, vocês formam um lindo casal! – afirmei, para o estimular.

- Um amor de pessoa, sei! Ela estava é cheia de segundas intenções, se aproveitando de mim! Está aí o resultado, eu pai! Você acredita nisso, Liam, eu pai? – voltei a rir.

- Se há algo impossível nesse mundo é alguém se aproveitar de você, seu malandro! Se ela estava cheia de segundas intenções, quais eram exatamente as suas quando enfiava esse pauzão na vagina dela, me diga William? Seu pilantra, de inocente você não tem nada! Tanto é que escolheu a profissão perfeita! – afirmei, fazendo-o rosnar na minha direção. – E não se esqueça da outra, da Emma, talvez o bucho dela também esteja cheio e você ainda não sabe. Meteu tanto nas duas sem pensar nas consequências que talvez ainda seja preciso que você fuja antes de ser degolado. – debochei, pois a cara inconformada e apavorada dele era uma das coisas mais hilárias que já tinha visto.

- Seu putinho bundudo do caralho! Troça sobre a desgraça dos outros, troça, seu veadinho tesudo! Se não parar de me zoar vou meter minha caceta nesse cuzinho até te deixar tão prenha quanto a Kathleen! – retrucou zangado.

Quem não estava tão feliz com o final da jornada era o Joe. Quando percebeu que meu coração batia em função do Sam e que não haveria dentro dele o mesmo lugar que eu reservara para o Sam, ficou desapontado, e nisso eu assumi a minha culpa. Eu nunca antes estive com outro homem e, de repente, me vi assediado e disputado por dois exemplares para lá de másculos e viris, fiquei deslumbrado e dei o cu feito uma cadela no cio, sentindo um prazer que nunca imaginei existir. Acabei dando esperança aos dois, sem imaginar que com isso podia ferir os sentimentos de alguém. Eu havia me resguardado por tantos anos que, ao me ver diante daqueles dois caralhões fogosos só pensei em aconchegá-los no meu cuzinho, esquecendo que seus donos podiam estar querendo algo mais do que apenas se divertir no meu rabão carnudo.

- Tenho que ser sincero com você, Joe! Sei que não foi certo de minha parte deixar as coisas acontecerem com vocês dois ao mesmo tempo. Vou entender que está com raiva de mim, que talvez nunca mais queira olhar na minha cara. Só o que posso afirmar é que meu coração se voltou para o Sam. Não porque ele seja melhor do que você, ambos são criaturas adoráveis, fáceis de a gente se apaixonar. E foi o que aconteceu, eu me apaixonei por ele, não me pergunte porquê nem como, pois não tenho uma resposta para essas perguntas.

- Não vou dizer que esteja contente com sua escolha, você seguiu seus instintos e eu não posso ir contra eles. Eu queria ter sido o escolhido, queria, não vou negar. Gosto de você, tive momentos intensos e prazerosos transando com você, isso você precisa admitir. Não vou desistir de você, e é bom que o Sam saiba disso e trate de cuidar e te fazer muito feliz, porque, caso contrário, terá que se acertar comigo. – asseverou, me puxando para junto de seu torso maciço e me apertando com força. Não permiti que me beijasse, não queria ver uma guerra instalada entre os dois machos que me fizeram descobrir os prazeres do sexo.

Levou um ano para a casa da família do Sam e a nossa ficarem prontas, depois de muito trabalho e esforço. Ajudei como pude com minha falta de habilidade para esse tipo de serviço, ao mesmo tempo que continuava dando assistência aos meus pacientes, uma vez que era requisitado com frequência.

Durante esse ano também foram chegando novos colonizadores, homens a procura de trabalho, comerciantes disputando com seus produtos o que os colonizadores lhes podiam dar em troca, famílias dispostas a assumir os lotes daqueles que, por um motivo ou outro, não conseguiram cumprir os requisitos para a posse definitiva das terras, e pessoas sem um objetivo especifico que apenas procuravam novas oportunidades. Com isso, ao redor de uma rua aberta numa das trilhas, foi se formando um vilarejo. Anos depois, em 1889, o vilarejo subiu a categoria de cidade e se tornou conhecido como Stillwater.

O William instalou seu escritório na mesma rua perpendicular à primitiva rua principal em que montei a minha clínica, apenas duas quadras distante. Não tínhamos do que nos queixar, nossas carreiras evoluíam de vento em popa. E ele já havia se conformado de ser pai, tanto que a Kathleen já estava grávida novamente.

O Sam deixou a família e veio se instalar na casa que havíamos construído. Ele e os irmãos cuidavam de ambas propriedades e de mais uma que acabamos adquirindo de uma viúva que havia perdido o marido durante o ataque dos índios Choctaw e que não conseguiu cumprir os requisitos do governo para regularizar a propriedade. De início foi um choque, quase uma afronta, para aquelas famílias majoritariamente presbiterianas e batistas aceitarem que dois homens vivessem em pecado como sodomitas. Algumas pessoas nos viraram as caras, outras nos abominavam e outras pouco se importavam com a vida que havíamos escolhido. No entanto, isso nunca as impediu de procurarem minha ajuda quando adoeciam, talvez até porque eu era o único médico da região e, nessas horas. fala mais alto a própria sobrevivência do que as crendices religiosas.

Entre as incumbências do Joe estava a de estabelecer um posto militar, construindo um forte para garantir o poder do Estado na região que, apesar dos diversos acordos com os nativos décadas atrás, ainda eram muitas vezes desrespeitados se transformando em conflitos entre brancos e índios. Com isso um contingente maior de militares chegou à região e o Joe foi promovido a coronel assumindo o controle do forte.

No mesmo ano em que a construção do forte foi concluída, chegou ao vilarejo um jovem pastor batista, tão gay e virgem como eu quando me juntei a caravana. Joseph era lindo, dono de um corpo escultural, um rosto angelical e uma bela e proeminente bunda que eriçava os caralhos dos machos com muita facilidade, tinha uma aura virginal e inocente de quem havia recém saído do seminário e pouco conhecia da vida mundana. Ainda me lembro do dia em que se deparou com o Joe pela primeira vez, seus olhos brilharam como estrelas quando viu aquele contorno enorme nas calças do coronel e, tenho a certeza que seu cuzinho se contorceu no mesmo alvoroço que o meu no dia em que vi o Joe pela primeira vez. O Joe só faltou babar de tanto tesão que sentiu pelo jovem pastor, e precisou dar um bocado de apertões naquele caralhão que endurecia sem pudor a olhos vistos. Em poucos meses o que o Joseph pregava em sermões dominicais estava no extremo oposto do que rolava entre o cuzinho dadivoso dele e o caralhão sequioso do Joe. Minha maior satisfação foi ver novamente aquela expressão de felicidade no rosto do Joe, que era merecedor de todo aquele amor que o Joseph lhe dedicava.

Nas longas noites de inverno, com a neve caindo lá fora, me sinto aquecido nos braços do Sam, agasalhando seu caralhão depois de ele encharcar meu cuzinho com seu esperma leitoso e farto, em meio a beijos que só cessam quando estamos capengando de sono.

- Gosto quando você deita a cabeça no meu peito depois de fazermos amor, mostra o quanto confia em mim, que se sente seguro comigo, que deixa de ser o doutorzinho para ser meu amante e parceiro. – afirmou ele, quando eu enrolava um tufinho de pelos nas pontas dos dedos, perto de seu umbigo, e ele deslizava mansamente a mão sobre a minha nádega.

- Amo você mais do que tudo! – exclamei, embora ele estivesse cansado de saber.

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