Se tem uma situação que me agrada dentro do BDSM é quando surge uma mulher mandona na vida profissional e que na cama gosta de ser humilhada e cuidada. Outra coisa que eu adoro e aí sim cuido muito, são mulheres que tem um casamento falido, tedioso, que não são elogiadas e cuidadas pelos maridos. Já conheci e até me apaixonei por mulheres deslumbrantes que o marido chamava de feia. Já vivi de tudo, de homens que trocam as mulheres por jogos de vídeo game e RPG, a homens que trocam sexo por bar sem a mulher. Sexo é uma arte, que envolve o antes o durante e o depois e principalmente, sedução. Narro abaixo minha historial REAL com Helena. Espero que gostem.
O relógio de parede do último andar da Faria Lima marcava quase nove da noite quando Helena finalmente desligou o monitor. Ela era a personificação do poder corporativo: terno sob medida, passos firmes que faziam subordinados desviarem o olhar nos corredores e uma voz que, sem precisar se elevar, dobrava qualquer conselho de administração. Mas, ao cruzar a porta de casa trinta minutos depois, aquele império desmoronava em silêncio.
O marido mal ergueu os olhos da televisão. Um "boa noite" protocolar, o barulho dos talheres no prato e o vazio de um casamento que havia se tornado um contrato de convivência falido. Não havia toque, não havia desejo, e o pior de tudo: não havia conversa. O homem com quem dividia o teto não tinha a menor ideia de quem Helena era por baixo da armadura.
A fuga dela tinha nome, voz e uma tela de computador: Vitor.
Eles se conheceram em um fórum restrito de literatura e filosofia clássica. Vitor era o oposto do teto entediante de Helena. Alto, de porte imponente e uma inteligência cortante, ele dominava a retórica com a mesma facilidade com que decifrava as entrelinhas da mente dela. Não demorou para que os debates sobre Nietzsche e Baudelaire migrassem para o submundo do BDSM. Ele não queria apenas o corpo dela; ele queria o controle que ela ostentava no mundo real.
A primeira ligação de voz aconteceu naquela mesma noite, com Helena trancada no closet escuro.
— Você demorou, Helena — a voz de Vitor veio pelo fone, um barítono calmo, denso, que reverberou direto no baixo ventre dela. — Achei que a grande diretora soubesse gerenciar melhor o tempo. Ou será que o seu dono em casa exigiu sua atenção?
Helena engoliu em seco, sentindo o rosto queimar. Ninguém falava assim com ela. Ninguém.
— Meu marido não me dita ordens, Vitor. E você muito menos — respondeu, tentando resgatar a firmeza que usava nas reuniões. — Eu entro e saio a hora que bem entender.
Uma risada curta e sombria ecoou do outro lado.
— Você dita as regras para os seus funcionários, boneca. Mas nós dois sabemos que você está trancada em um armário agora, fugindo de uma vida medíocre, implorando para que eu tire o peso do mundo dos seus ombros. Você não quer mandar, Helena. Você está exausta de mandar. Você quer ser desobediente só para ver o quão forte eu posso te castigar.
A audácia daquelas palavras a fez perder o fôlego. O pior é que era a mais pura verdade. O contraste físico entre eles era latente: Helena era pequena, de traços finos e aparência quase frágil, embora sua personalidade fosse um vulcão. Vitor era a força bruta mascarada por um terno de corte impecável e uma mente sádica.
O Primeiro Confronto
O primeiro encontro físico foi orquestrado por ele em um hotel de luxo, cuja reserva estava no nome de Vitor. Helena entrou no quarto com o coração na boca. Quando a porta se fechou atrás dela, ela se deparou com a silhueta maciça dele contra a vidraça da janela.
— Tire o blazer — ordenou Vitor, sem se virar.
Helena hesitou, o orgulho ferido travando seus movimentos.
— Eu não recebo ordens, Vitor. Vim aqui para conversar, para ver se você é tudo isso que escreve.
Vitor se virou devagar. Os olhos dele eram duas lâminas escuras. Ele caminhou até ela com passos predatórios, cercando-a contra a parede. A diferença de altura era intimidadora; ela precisava inclinar a cabeça para encará-lo.
— Você veio aqui porque o seu mundo perfeito é uma farsa — ele sussurrou, a mão grande subindo pelo pescoço dela, apertando de leve, o suficiente para fazê-la arquejar. — Você quer testar os meus limites? Quer ver se a sua pose de chefe resiste à minha vontade? Eu sou o seu colapso, Helena.
Ele deslizou os dedos pelo colarinho da blusa de seda dela, desabotoando o primeiro botão com uma lentidão torturante.
— Desafie-me de novo. Diga-me "não" mais uma vez, e eu te amarro nessa cama de um jeito que você vai esquecer até o próprio nome, quanto mais o cargo que ocupa.
— Você não ousaria... — ela provocou, os olhos brilhando com uma mistura de medo e tesão avassalador.
Vitor sorriu, um sorriso cruel e magnético. Num movimento rápido, ele segurou os dois pulsos dela com apenas uma das mãos, erguendo-os acima da cabeça dela, enquanto a outra mão desceu agressivamente pela cintura, puxando o corpo miúdo de Helena contra a rigidez do seu quadril.
— Não brinque com um sádico, minha querida. Eu adoro quebrar coisas bonitas e orgulhosas.
A Dependência
Nas semanas que se seguiram, a transformação de Helena foi profunda. Ela continuava implacável no escritório, mas agora carregava segredos sob a roupa. Vitor dita os termos. Ele a fazia usar calcinhas de renda provocantes sem aviso prévio, exigia fotos em posições de submissão no meio do expediente e controlava seus orgasmos à distância.
— Hoje não, Helena — ele dizia pelo telefone, enquanto ela se contorcia na cadeira de couro da sua sala da diretoria, úmida e desesperada. — Você só vai gozar quando eu permitir. Aprenda a morder a língua e a acumular esse desejo. Quero você faminta.
Ela estava viciada. O casamento em casa virou um fantasma completo; o marido era um mero figurante. Toda a sua energia mental, emocional e carnal pertencia a Vitor. Ele preenchia cada lacuna com conversas intelectuais brilhantes durante o dia e jogos de dominação psicológica e física devastadores à noite.
O Ápice do Desafio
No quarto escuro do apartamento privativo de Vitor, o jogo atingiu o ponto de não retorno. Helena estava de joelhos, os pulsos atados atrás das costas por cordas de seda preta. A pele alva contrastava com as marcas avermelhadas que ele já havia deixado em suas coxas com tapinhas firmes e ritmados.
Vitor segurou-a pelos cabelos, puxando a cabeça dela para trás para que olhasse nos olhos dele.
— Olhe para mim — ele comandou, a voz grave vibrando no ambiente. — Quem manda em você?
Helena, com o batom borrado e o peito subindo e descendo freneticamente, tentou uma última centelha de rebeldia, o olhar faiscando.
— Eu sou minha própria dona, Vitor...
Ele não respondeu com palavras. O estalo do chicote curto de couro contra a lateral da coxa dela ecoou no quarto. Helena soltou um grito agudo, uma mistura de dor aguda e um prazer tão violento que a fez tremer por inteiro.
— Errado — Vitor sussurrou no ouvido dela, mordendo o lóbulo da orelha com força antes de lambê-lo. — No mundo lá fora, você pode ser a rainha. Aqui dentro, você é o meu brinquedo. Você é dependente da dor que eu te causo e do prazer que só eu sei tirar de você. De quem você é, Helena?
Lágrimas de puro êxtase e rendição rolaram pelo rosto dela. A armadura da chefe poderosa havia virado pó. Ela cedeu completamente ao abismo do dark romance que ele havia cavado para ela.
— Sua... — ela arquejou, colando a testa no peito musculoso dele, derrotada e feliz. — Eu sou sua, Vitor. Por favor... me usa.
Vitor sorriu, satisfeito. Ele desamarrou os pulsos dela apenas para jogá-la de costas na cama, subindo por cima de seu corpo frágil com a certeza absoluta de que, a partir daquele dia, Helena governaria o mundo de joelhos para ele.
Continua na parte 2
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