Olá, pessoal. Júnior por aqui.
Esse conto é real, com nomes alterados.
Eu tinha apenas 18 anos, recém feitos, quando terminei meu ensino médio. Morávamos em uma pequena cidade do interior de São Paulo, que não tinha faculdade. Assim, aqueles que precisavam de curso superior tinham que viajar a outras cidades. Era comum ter alguns ônibus fretados pela associação de estudantes do município, que levava os alunos para duas cidades próximas. A maioria trabalhava durante o dia e estudava à noite.
Como relatado algumas vezes, mesmo nos meus contos fictícios, na minha família tinha a questão da religião, que impunha diversos limites aos desejos carnais, bem como tinha minha mãe, que também restringia muita coisa. Segundo ela, era para a família não passar vergonha.
Ela, cuja criação foi muito rígida, mesmo sem meu avô ser religioso, dizia que não podíamos ficar com as meninas porque se a gente as engravidássemos a família ficaria mal dita pela cidade. Ou seja, não nos orientava sobre as dificuldades financeiras de se criar um filho que não deveria vir naquele momento, que estudar era prioridade e se viesse um filho naquele momento da vida jovem as prioridades mudariam, que eu teria que trabalhar e parar de estudar, devido aos custos de se manter um filho, etc.
Dessa forma, eu tinha receio de me aproximar de mulheres e meninas da minha idade... evitava amizades, qualquer contato. Por outro lado, buscava segurança em pessoas mais velhas. No ônibus eu sentava ao lado de Dona Meire, que tinha sido inspetora de alunos na escola em que estudei desde a quarta série do fundamental. Quando ela não ia, eu sentava ao lado de uma moça casada que trabalhava na mesma empresa que meu pai, e já nos conhecíamos há tempos.
Às quintas o pessoal do fundão do ônibus já começava a bagunçar, mas nas sextas-feiras o motorista deixava as luzes ligadas a viagem toda, que durava uma hora. O pessoal levava cerveja e bebidas, e vinham bebendo e se curtindo a viagem toda. O motorista colocava os CD's (é... isso mesmo leitor, anos 2004) no rádio do ônibus e as playlists de sertanejo rolavam durante a volta nestes dias.
Eu, para variar, me sentava lá na frente, nunca participava, ficava com dona Meire e com a colega do meu pai, ou outros adultos mais velhos, a maioria professoras na faixa dos 40 anos que foram obrigadas a fazer pedagogia devido à mudança das diretrizes do MEC, para quem antes tinha magistério. Eu era protegido por elas, quando alguém queria me levar para a baderna.
Mas... um dia não teve jeito. A faculdade delas teve semana acadêmica, e eu fiquei vendido, sem nenhuma delas para me proteger. Na quinta me deixaram para lá, mas na sexta eu não escapei. Ao término da aula aguardei, como sempre, o ônibus na parada. Já chegou com as luzes acesas e a rapaziada animada, música alta. Entrei e os colegas já me levaram pro fundo.
— Ei, hoje você vai ficar aqui com a gente. Nada de tia pra te proteger hoje - falou um deles.
— Tá bom, só não bebo - respondi, tentando parecer tranquilo.
— Beleza, ninguém vai te forçar a beber - respondeu um cara mais velho. Eu nem sabia os nomes deles, porque a gente só se via, não se falava.
A viagem de volta começou. Na primeira curva da avenida um dos rapazes entornou o copo de cerveja na minha camiseta. Nossa, fiquei irado! Como iria dar explicação em casa???
— Pow, cara, cuidado aí... minha roupa toda molhada de cerveja! - exclamei.
— Relaxa, novinho, é sexta-feira...
Não respondi, e continuei com cara de indignação. Uma das meninas levantou e pegou um copo de cerveja. Veio e me abraçou, passando os braços pela minha cintura, meio que dançando ao som da música e ao balançar do ônibus. Eu fiquei ali, parado.
— Se solta, menino. Que moleque travado!
— Falta de cerveja - falou um cara, pegando uma garrafa e um copo.
— Deixa o cara. Ele não quer beber. Se ele quiser ele pega. Já conseguimos livrar ele das tias hoje. - falou o mais velho.
— Obrigado pela compreensão - respondi, ainda encostado no canto de um dos bancos, em pé no corredor.
A viagem continuou, as meninas e os caras meio que dançando, se curtindo, pegação rolando e eu só olhando. Vontade não faltava, a Dona Meire e as outras não estavam, mas só que as histórias não iriam ficar por ali. Então, com medo, fiquei travado, em pé.
— Ei cara, qual seu nome? - perguntou uma menina.
— Junior - respondi
— Prazer, Bruna. - e me deu um selinho. Estremeci!
— Você não fala, não? - continuou.
— Não, sou bem tímido, meio antissocial - respondi.
— Ninguém aqui vai te fazer mal. O Maurício vai te proteger. Ele é o mais velho e presidente da associação de estudantes. Se der algum B.O. ele é quem responde. E outra, todas as professoras te conhecem, e conhecem a gente também. Então não é legal te forçar a alguma coisa. A gente só quer que você se enturme. Sua idade é pra ficar com a gente, não com idoso - e todos riram, inclusive eu.
A viagem continuou. Eu já estava mais solto, tentando me enturmar, mas basicamente só ouvindo as conversas. Como eu não podia ir a festas, não sabia de nada.
Na época telefonia celular ainda se engatinhava. O Nokia 2280 era recém lançado, e uma ligação custava uma fortuna. Então, só em emergências e se tivesse sinal na região, coisa rara fora das cidades. Eu tinha um, devido às preocupações da minha mãe. Ela pagava parcelado o telefone.
De repente o ônibus parou. Uma fila na frente. Sinal de acidente na descida da Serra. Após uns 10 minutos o motorista avisa:
— Pessoal, o policial rodoviário avisou aqui que uma carreta "deu L", bloqueando a pista lá embaixo. O guincho da concessionária já está vindo retirar o caminhão, e vai ter que fazer a limpeza da pista. Pelo menos uma a duas horas de espera.
— Caramba! Então, aumenta o som DJ!! - gritou uma das meninas.
O motorista aumentou o som e veio lá para trás. Ele não bebeu, tinha uma garrafa de água na mão. Ficou ali com a gente, afinal em cidade pequena todos se conhecem, e ele não deveria passar dos 30 anos.
O tempo passou, eu sentei, uma menina morena sentou do meu lado. Não era das mais bonitas, mas era do tipo peituda. Adoro peitos.
— Oi, sou a Marcela. Posso sentar com você? Já cansou?
— Oi, pode. Já, não sou acostumado.
— Como pode isso?
— Ah, não gosto muito de agito.
— Mentiroso.
— É, na igreja que frequento não pode festa.
— Sério?
— Sim. Hoje não consegui me livrar. Não tinha nenhuma mulher mais velha pra me proteger...
— Você não precisa de proteção, você é adulto.
— Verdade, mas eu me sinto seguro com elas.
— Porque você não aprendeu a se defender, não viveu a vida sozinho, sua mãe não deve ter te deixado ser livre.
— Você conhece ela? - perguntei, inocente.
— Não, cara, mas é assim com quem a mãe não deixa fazer nada. Não aprende a se virar sozinho.
— Verdade. Ela fica controlando a minha vida. Eu e meu irmão não podemos fazer nada, ela fica vigiando. De vez em quando ela fala com Dona Meire para saber como eu me comporto no ônibus. A Dona Meire é meio que encarregada de me proteger e, ao mesmo tempo, me vigiar.
— Quanto anos você tem?
— 19
— Homem formado. Já serviu no TG? - perguntou, se referindo ao destacamento do Exército em cidades pequenas, chamados Tiro de Guerra.
— Fui dispensado, disseram que eu tinha pé chato.
— Você tem?
— Não, fui até no ortopedista pra ver, mas ele disse que foi alguma desculpa do Exército pra me dispensar.
— Você é magrelo. Talvez seja isso - respondeu, pegando no meu bíceps e passando a mão no meu peito.
— Pode ser - respondi. Meu pau, que já estava meia bomba na calça jeans, me incomodava na calça apertada. Tentei ajeitar discretamente com a mão. Ela percebeu.
— Deixa eu ajeitar ele - e pegou no meu pau, por cima da calça, antes de eu reagir. — Parece que ele não é franzino.
Ruborizei, e travei. Ela me olhava, de uma forma safada.
O motorista foi para a frente do ônibus, baixou a música. Era 1:00 da manhã. O policial informou que o bombeiro chegou para limpar a pista, mas a carreta ainda precisava ser guinchada. Previsão de mais uns 40 minutos. A gente normalmente chegava meia noite. Tentei ligar para minha mãe. Sem sinal. As luzes se apagaram. A música estava só ao fundo. Alguns iriam trabalhar no comércio e já era sábado de madrugada.
Fui surpreendido por uma mão tentando acessar o interior da minha calça. Olhei para baixo e vi a mão de Marcela.
— Que é isso? - perguntei, tentando tirar a mão dela.
— Relaxa, quero ver ele. Ninguém vai ficar sabendo. Quer saber? Vamos lá para a frente.
Levantamos e fomos para a frente. Alguns sorrisos iluminaram os rostos na semiescuridão.
Marcela me colocou no banco da janela e se debruçou sobre mim. Pegou meu rosto, colocou o indicador nos meus lábios, e me deu um beijo. Meu pau enrijeceu dentro da calça jeans, e eu tive que colocar a mão dentro da calça para deixar ele numa posição mais confortável.
— Safadinho, quer bater uma pra mim? - perguntou Marcela.
— Não, só estou ajeitando ele, tá me incomodando nessa calça apertada - respondi, sem graça.
Ela abriu o botão e o zíper, sem eu conseguir expressar reação. Enfiou a mão na minha cueca. Uma mão quente, macia. Nunca ninguém fora eu tinha pego no meu pau virgem. Meu pau pulsava na mão dela.
— Você é virgem? - perguntou Marcela.
— Sim - sussurrei, envergonhado.
Ela começou a tentar um vai e vem no meu pau, mas a calça atrapalhava. O ônibus continuava parado, mas agora o tempo parecia ter fim. E eu não queria que aquele caminhão fosse removido... o coração batia, disparado, pela ansiedade. Olhei para fora, atraído pela luz de uma lanterna. Devia ser o policial passando. Senti um toque quente e macio na cabeça do meu pau, o que me fez voltar a mim. Marcela colocara a boca nele.
— Para com isso, Marcela! - falei meio alto, mas só pra ela ouvir. — Não posso!!!
— Ué, porque? Vamos nos divertir. Eu limpo tudo, engulo para não deixar sujo. Sua mãe não vai nem sentir cheiro de porra.
Não resisti quando ela, sem aviso, colocou a boca no meu pau. Era maravilhosa aquela sensação. Não tinha como descrever o prazer imenso que ela me causava, com um sobe e desce gostoso, que, devido à posição do meu pau na cueca e apertado ainda pela calça aberta, não tinha muito espaço, fazendo com que seus lábios tivessem mais acesso à glande sensível do que ao corpo do meu pau.
Peguei nos cabelos dela, passando os dedos na nuca, instintivamente. Ela parou e me beijou gostoso. Me entreguei. Não tinha como não continuar. Nos beijamos por um bom tempo. Peguei os peitos dela, por cima da camiseta. Ela pegou minhas mãos e colocou por baixo do tecido. Senti aquela pele macia, quente, suada. O ônibus continuava escuro. Escutei alguns gemidos fracos, vindos do fundo do ônibus.
— Viu? Tem mais gente se divertindo - sussurrou Marcela, rindo. Tirou a blusa, tirou o sutiã, e colocou minhas mãos nos peitos dela. — Sente um peito de verdade. Já tinha visto um?
— Só vi em revista Playboy, no barbeiro... nunca toquei um - respondi. — É quente, macio.
— Então chupa gostoso. - e apontou para minha boca.
Eu chupei vagarosamente, como uma criança recém nascida mamando. Ela gemeu. Fui à loucura. Ela pegou meu pau e começou a masturbar com força.
— Eu vou gozar, Marcela. Para!
— Então goza na minha boca, seu virgem! - mergulhou, sugando meu pau com força. Eu suspirei. Ela percebeu e passou a chupar só a cabeça. Meu corpo tremeu, eu segurei a cabeça dela, e meu pau estremeceu, minhas bolas pulsaram. A porra foi jorrada na boca daquela morena peituda. Ela, como prometido, engoliu o que conseguiu. Escorreu um pouco na minha barriga. Ela lambeu.
— Cara, que delícia isso! - respondi
— Agora você é semi-virgem - riu ela.
Ri, sem graça, da piada. Mas era verdade.
Ela abriu a calça dela e colocou a minha mão na buceta dela. Estava melada.
— Você fez xixi? - perguntei.
— Não, cara, eu tô molhada de tesão! - respondeu ela, dando um gemido e pegando no meu pau semi mole, ainda um pouco melado.
Eu deixei meus dedos onde ela tinha colocado. Ela pegou minha mão e passou a esfregar a buceta dela, melada.
— Coloca seus dedos dentro, sente esse suco, esse mel - exclamou.
Enterrei meus dedos na buceta dela, ela gemeu. Eu chupei os peitos dela, com meus dedos deslizando dentro dela. Ela gozou, molhando a calça. O ônibus finalmente andou. Eu não queria voltar pra casa. Chupei meus dedos, melado dos sucos dela. Tivemos que parar por aí. Estávamos chegando na cidade.
Cheguei em casa já era passado das 2:20 da madrugada, minha mãe estava na sala esperando. Abri o portão com o coração na mão, pelo horário e pelo cheiro da cerveja.
— Isso são horas de chegar? O que aconteceu? Sua mãe tá aqui, pedindo a Deus pra você chegar em casa! - e me deu um abraço, feliz por eu estar a salvo. Ela sentiu o cheiro de cerveja e viu a mancha amarelada, já seca, na camiseta.
— O que é isso? Cerveja? Bebeu? - inquiriu!
— Mãe, hoje a dona Meire não foi. Os meninos me obrigaram a ir pro fundo do ônibus. Aí eles estavam bebendo, como sempre. Na primeira curva da avenida um deles derrubou o copo cheio em mim. O Maurício, presidente da associação, pediu pros moleques não mexerem comigo, mas me obrigou a ficar no fundo com eles... foi isso, se quiser amanhã a senhora liga na Associação e fala com ele.
— Vai tomar banho e dormir, amanhã a gente conversa.
Mais do que depressa fui pro banho e deitei. Mas não conseguir dormir, pensando em tudo o que tinha acontecido dentro daquele ônibus.
No outro dia minha mãe lavou as roupas e ligou na associação. Pediu para falar com Maurício, que admitiu o que eu falei. Ele pediu desculpas, disse que queria apenas que eu me integrasse com eles. Ela falou que não era para acontecer mais, e que eu era um menino de igreja, que não participava dessas coisas. Ele pediu desculpas e falou que iria pedir que não mexessem mais comigo.
Não tive outras oportunidades fora aquela. Fiz só um ano de faculdade e mudei pra um curso técnico em outra cidade, passando a usar ônibus intermunicipal.
Dona Meire continuou a vigilância-proteção durante o restante do tempo que viajei com a turma. Marcela sentou do meu lado algumas vezes lá na frente, e, sob supervisão e vigilância, conseguimos dar uns amassos, mas não passou disso.