Olha, o dia tinha sido um porre.
Eu já tinha lavado duas trouxas de roupa, estendido tudo no varal, feito o almoço e passado pano na casa inteira. Eu estava morta, com o coque frouxo na cabeça, vestindo aquela camiseta de time que ele esqueceu comigo — que eu amo usar para faxina, claro função que sou obrigada a fazer enquanto minha mãe estava fora — e somente uma calcinha velha de renda preta por baixo.
Durante os dias da semana eu ficava sozinha. Mas não adiantava: por mais que eu esfregasse aquele chão, a minha cabeça insistia em focar em outra coisa.
No Ronaldo.
Fazia dias que a gente não se via e a saudade daquele homem já estava virando sacanagem com o meu psicológico. Eu olhava para o cabo da vassoura e só conseguia lembrar da pegada dele, da pele macia da mão dele me prendendo. Um absurdo. Quando terminei de guardar a louça, a minha larissinha lá embaixo já estava piscando, completamente ensopada, cobrando o prejuízo. O tecido da calcinha já estava colando na minha boceta de tanto tesão. Pensei:
"Ah, quer saber? Ninguém é de ferro."
Tranquei a porta da frente, dei uma espiada na janela para garantir que nenhum parente estava para chegar ou vizinho fofoqueiro vinha vindo, ter certeza de que a casa era só minha e fui direto para o quarto.
Fui no guarda-roupa, enfiei a mão lá no fundo, atrás das cobertas de inverno, e peguei a chave da caixinha. Tirei de lá o meu fiel escudeiro: o pirocão. Um baita consolo de silicone, grosso, pesado, que eu comprei num sex shop online e guardo a sete chaves. Era o meu botão de emergência para quando o Ronaldo não estava por perto para dar conta do recado.
Deitei na cama do jeito que eu estava mesmo, só puxei a calcinha para o lado. Peguei o vidro de lubrificante — porque com o tamanho daquela peça, sem óleo a engrenagem não roda — e passei um monte nele e em mim. Quando encostei aquela cabeçona de borracha fria na minha boceta, que já estava fervendo, o corpo deu até um solavanco.
— Aí Ronaldo, olha o que você me faz fazer... — resmunguei sozinha, já sem fôlego.
Fechei os olhos e joguei o pensamento nele.
Imaginei ele entrando pela porta, me pegando em flagrante com meu brinquedo e se juntando a brincadeira com a pegada do jeito dele, daquele modo bruto que só ele sabe. Posicionei a cabeça do pirocão e, de uma vez só, empurrei para dentro.
— Nossa, aí que delicia… hummm.
Soltei um gemido daqueles de virar o olho, que deve ter dado para ouvir até no quintal. Aquilo entrou rasgando, estufando tudo, me preenchendo até o talo. Era exatamente essa sensação de estar cheia que eu estava implorando para sentir.
Segurei firme na base do brinquedo e comecei a socar. No começo foi um vai e vem mais manho, para acostumar com o tamanho, mas a imagem do Ronaldo na minha mente estava tão viva que eu perdi o controle. Comecei a enfiar e tirar com força, com a urgência de quem estava há semanas na seca. A cama de casal velha começou um nheco-nheco, rangendo no ritmo da minha safadeza, e eu nem liguei. Na minha cabeça, era o pau dele ali dentro, me macetando com vontade.
Minha respiração virou um cansaço só, o suor começou a brotar na testa misturado com o calor da faxina. O fogo subiu de um jeito que eu não conseguia mais parar. Afundei o pirocão com tudo, segurando ele bem firme contra a boceta até o fundo, e comecei a esfregar o dedão no clitóris com uma velocidade absurda.
Não deu três segundos e o mundo girou.
Meu corpo travou todinho, as minhas pernas tremeram e eu dei aquele gozo gostoso, chorado, espremendo o silicone com toda a força da minha musculatura enquanto o ar sumia dos pulmões.
Fiquei ali esticada, ofegante, olhando para o ventilador girando e o coração parecendo uma escola de samba. Devagarzinho, puxei o brinquedo para fora, ouvindo aquele estalo úmido de lubrificante.
Dei um sorriso de canto, me limpando com o lençol mesmo. O Ronaldo não estava ali de corpo presente, mas o quebra-galho funcionou que foi uma beleza.
Guardei o bicho, passei um perfume para disfarçar o cheiro de sexo que tomou conta do quarto e voltei para a cozinha para fazer o café. O prazer que senti foi de lamber os dedos, mas o Ronaldo que se prepare: quando ele chegar, eu vou querer o de verdade.
