Meu nome?
Nunca tive um.
Na verdade, quase ninguém nesse maldito lugar tem um nome. Nomes eram coisas de gente importante, de pessoas que existiam nos registros de algum governo distante. No Lixão não existiam documentos ou sobrenomes. Alguns recebiam apelidos por características marcantes, mas até isso era um privilégio. Eu nunca tive um, nunca fui especial o suficiente para que alguém sentisse necessidade de me chamar por qualquer coisa.
Cresci naquele lugar sem saber quem eram meus pais, sem saber quantos anos tinha e sem jamais imaginar qualquer futuro diferente. O Lixão era uma cidade construída sobre restos do mundo, montanhas de sucata se erguiam entre construções apodrecidas, a fumaça constante escondia o céu e a sujeira parecia impregnada até nos ossos. Não existiam leis, guardas, justiça, apenas força, o forte roubava do fraco, o fraco aceitava esse futuro miserável ou abraçava a morte.
Aprendi essa lição cedo. Primeiro apanhei, depois comecei a revidar, mais tarde, descobri que machucar os outros era muito mais eficiente do que esperar que tivessem pena de mim. Naquele ambiente, as lutas clandestinas surgiram naturalmente. Eram uma das poucas formas de ganhar dinheiro sem acabar acorrentado a alguma gangue. Comecei ainda jovem, enfrentando outros garotos tão desesperados quanto eu. Com o tempo, fui ficando maior, mais difícil de derrubar. Passei a enfrentar homens feitos, e muitos deles terminavam a noite sendo carregados para fora da arena improvisada em estado pior do que haviam entrado.
Foi assim que construí minha fama. Não porque fosse o melhor lutador, mas porque era um dos mais brutais. Eu não lutava para impressionar plateias ou ganhar respeito. Lutava para vencer e ganhar as migalhas que eles ofereciam, caso precisasse quebrar um braço, eu quebrava, se precisasse arrancar dentes, arrancava. Se precisasse deixar alguém desacordado numa poça do próprio sangue, não hesitava, apenas fazia.
Com o passar dos anos, os outros combatentes começaram a me evitar. Alguns desviavam o olhar quando eu passava. Outros recusavam apostas quando descobriam que eu seria o adversário. Eu me tornei alguém temido, e aquilo não mudou absolutamente nada, eu continuava dormindo em um barraco caindo aos pedaços, continuava acordando sem propósito.
Foi por isso que não entendi imediatamente o que estava acontecendo quando os veículos chegaram. Eles sempre apareciam sem aviso, nenhuma sirene, nenhum anúncio. Apenas motores pesados surgindo através da fumaça da cidade. Bastava ouvi-los para que o pânico começasse, as portas caindo aos pedaços eram fechadas, janelas sem vidros eram trancadas. Pessoas desapareciam das ruas como ratos correndo para os esgotos.
Eu já conhecia as histórias, todos conheciam. Os homens de preto apareciam algumas vezes por ano para abastecer a máquina que existia além dos limites do Lixão. Mulheres consideradas minimamente bonitas eram levadas para bordéis. Jovens fortes eram transformados em cães de caça. O restante desaparecia em minas, fábricas ou qualquer outro lugar onde mão de obra escrava fosse útil.
Naquele dia, porém, eu não corri.
Por que eu não corri?
Observei os veículos pararem na praça principal enquanto dezenas de homens armados desciam deles. Alguns analisavam os moradores escondidos, outros pareciam procurar algo específico. Permaneci imóvel, encarando-os da mesma forma que encararia qualquer adversário antes de uma luta.
Por que eu não corri?
Um dos homens apontou diretamente para mim, outro se aproximou, trocaram poucas palavras antes de assentirem.
— Esse serve.
Não esperei que chegassem mais perto. Parti para cima deles.
A luta começou antes mesmo que alguém pudesse me dar uma ordem. Derrubei o primeiro com um soco no maxilar. Arranquei a arma do segundo e a usei como porrete contra o terceiro. Alguém tentou me agarrar por trás e recebeu uma cotovelada no rosto. Por alguns instantes, a confusão tomou conta da praça, ouvi gritos, disparos. Mas havia homens demais.
Por que eu não corri?
Continuei lutando mesmo quando minhas costelas começaram a doer, continuei lutando quando senti algo quente escorrer pela lateral da minha cabeça, continuei lutando quando minhas pernas começaram a falhar. Derrubei mais um, depois outro e mais outro. No final, não importou, alguém me acertou por trás. Minha visão escureceu por um segundo, outro golpe veio logo depois, então mais um. Tentei me levantar, mas já não conseguia sentir direito o próprio corpo, a última coisa que vi foi um círculo de homens vestidos de preto ao meu redor, depois veio a escuridão.
Por que eu não corri?
Acordei sentindo gosto de sangue. Por alguns segundos não soube onde estava, a cabeça latejava, as costelas pareciam quebradas, cada músculo do meu corpo protestava contra qualquer tentativa de movimento, quando tentei me levantar, meu ombro bateu em metal. Foi só então que percebi.
Eu estava preso.
A gaiola era tão pequena que mal conseguia me sentar direito. Correntes prendiam meus tornozelos e pulsos, limitando qualquer movimento. O espaço parecia adequado para um cachorro de porte médio, não para uma pessoa. Ao redor, outras gaiolas ocupavam o galpão escuro, algumas vazias, outras ocupadas por pessoas tão derrotadas quanto eu. Tentei forçar as algemas, não cederam. Tentei chutar as grades, a dor quase me fez vomitar.
— Desiste.
A voz surgiu calma demais para aquele lugar, levantei os olhos, ela destoava completamente do ambiente. Enquanto todos ao redor pareciam sujos, exaustos ou aterrorizados, aquela mulher parecia estar exatamente onde queria estar.
Pele negra, cabelos crespos volumosos, roupas escuras impecáveis, postura relaxada, olhar firme. Ela me observava como alguém observando um animal recém-capturado. Ela sorriu.
— Me chamo Elana, prazer — ela se aproximou e se agachou em frente a gaiola. — E o seu?
O nome não significava nada para mim, continuei encarando-a através das grades, sem responder, apenas imaginando em como sair, como nocautear aquela mulher e como fugir. Ela não desviou o olhar, ninguém fazia aquilo. No Lixão, as pessoas aprendiam rapidamente a evitar encarar gente perigosos, aquela mulher não parecia se importar.
— Não vai me falar seu nome?
Evitei o olhar dela depois de alguns segundos de silêncio que se sucederam.
— Ok, se não quiser conversar, podemos conversar depois — ela se levantou, os peitos balançaram acompanhando o movimento.
Ela sinalizou para duas pessoas fora da minha vista, eles se aproximaram em passos pesados, abriram a gaiola e me puxaram para fora. Tentei atacar, derrubar apenas um seria o suficiente. Em vão, um soco na costela me fez grunhir e o outro pisou na minha cabeça como se estivesse controlando um animal furioso. Vi um guardando uma chave no bolso.
— Foda-se, deixa ele preso mesmo — um deles falou.
Depois de um banho forçado com um jato forte de água fria, das roupas limpas, do quarto onde me trancaram, do prato de comida o qual devorei num instante e uma longa noite de sono numa cama macia, Elana surgiu no meu quarto, sozinha.
— Você pertence a mim agora.
Fiquei em silêncio, mal entendia metade das palavras que ela falava.
— Pertencer, o que é isso?
— Você é meu e irá fazer o que eu mando.
— Prefiro morrer — respondi rindo.
— Todos vocês dizem isso — ela fez um pequeno gesto com a mão, dois homens abriram espaço na sala. — Soltem ele.
As correntes caíram, não pensei, apenas parti para cima, derrubei aqueles dois numa facilidade imensa que até eu me assustei, corri até aquela mulher e antes que pudesse chegar perto, eu já estava no chão. Tentei novamente, caí outra vez, outra e outra. Aquela mulher mal se movia, apenas movimentava o braço esquerdo com tanta força e velocidade que me fazia ir ao chão antes que eu pudesse ver o que me acertou.
— De novo? — perguntou.
Cuspi sangue.
— Vai se foder.
— Então de novo.
Inconscientemente, meus treinamentos começaram assim, ela falava algo sobre combate, resistência e principalmente disciplina. Aquilo me irritava, ela mal se esforçava e me derrubava com tanta facilidade. Foi desse jeito, todos os dias, dia após dia. Mas, de certa forma, acabei me acostumando, se apanhar era a única coisa que precisava fazer em troca de um prato de comida e uma cama, um teto para dormir em paz, então era um preço justo.
Ela surgia no meu quarto pontualmente e assim começava o treino, sem descanso, desculpas ou piedade. Comecei odiando aquela mulher, depois passei a respeitá-la como oponente, não de um dia para o outro.
Quantos dias se passaram mesmo? Talvez semanas? Não sei, mas pela primeira vez na vida alguém estava realmente me ensinando alguma coisa. Certa tarde, depois de me derrubar pela terceira vez seguida, ela permaneceu observando enquanto eu tentava recuperar o fôlego.
— Qual o seu nome mesmo?
Demorei alguns segundos para responder.
— Não tenho nome.
Ela franziu levemente a testa.
— Ninguém te deu um?
— Nunca precisei.
Elana ficou em silêncio por alguns instantes.
— Isso é ruim, todo mundo precisa de um nome — ela cruzou os braços, ficou pensando por longos segundos. — Já sei, que tal Sangue?
— Sangue?
— Foi assim que encontrei você.
Lembrei da gaiola, das roupas rasgadas, do sangue seco cobrindo meu corpo.
— E querendo ou não, no final do dia você sempre acaba sujo de sangue.
Não liguei muito para isso na hora, confesso que, enquanto ela pensava, fiquei criando os cenários de como podia abatê-la ali mesmo. Mas na mesma noite, fiquei pensando em Elana, não com ódio como semanas atrás, foi um sentimento estranho, é isso que se chama afeto?
Primeiro ela começou a me chamar assim, depois os instrutores, depois os soldados. Até que, sem perceber, passei a responder automaticamente, o garoto sem nome desapareceu e Sangue permaneceu.
Os meses seguintes mudaram tudo, Elana me disse que havia ganhado sua confiança, a questionei, o que era confiança? Ela me respondeu, confiança é quando alguém vira as costas para você e não sente medo de ser atacado. Então Elana podia ficar de costas que eu não atacaria?
Em pouco tempo passei de prisioneiro para combatente, de combatente para caçador, de caçador para algo pior. Elana começou a me enviar para missões específicas, alvos que exigiam discrição, violência, eficiência.
Eu entregava resultados, sempre, não importava quem fosse. Se Elana apontasse alguém, eu encontrava, e quando encontrava, o problema deixava de existir. Meu nome começou a circular, primeiro dentro da organização, depois fora dela. As pessoas deixaram de falar apenas da organização, passaram a falar de mim, ou melhor, passaram a falar de nós, surgiu um apelido que me gera certo desconforto até hoje.
O Carniceiro de Elana.
Alguns diziam que eu era seu guarda-costas, outros, seu cão de caça, outros, seu executor pessoal. Nenhum deles estava completamente errado, mas nenhum deles entendia o que acontecia entre nós, porque enquanto minha reputação crescia, nossa relação também mudava. A confiança apareceu primeiro, depois veio a intimidade, ainda me lembro da primeira vez que a vi nua, o jeito que ela caminhou até mim com o roupão deslizando pelo corpo até cair pelo chão, sua pele reluzindo à luz fraca da lua, os peitos generosos balançando a cada movimento, o jeito que as pernas definiam com os passos. O jeito que ela me beijou, o jeito que ela se ajoelhou, o jeito que ela me deu o meu primeiro orgasmo com o pau duro em sua boca, em seguida me dando o melhor orgasmo da minha vida com a buceta com os pelos cerrados quicando no meu pau na cama em que eu sempre dormia. Ainda lembro do cheiro de sexo que ficou no quarto, o mel impregnado nos meus dedos.
Na verdade, nem preciso lembrar daquilo, a final de cada missão, ganhava uma recompensa, o que eu mais gostava era quando sentava no meu rosto, me dando amplo acesso para chupar tanto sua buceta quanto seu cuzinho. Me sentia sufocado, mas também me sentia no paraíso, queria aquilo todos os dias.
Certo dia, voltei já depois do anoitecer, o corredor estava silencioso, iluminado apenas pelas lâmpadas amareladas, minhas botas deixavam marcas de sangue seco pelo caminho, não era meu, naquela altura, raramente era. A missão havia sido simples, encontrar e eliminar, uma ordem direta de Elana. Empurrei a porta do quarto dela sem bater, antigamente aquilo teria sido considerado suicídio, agora ninguém me impedia. Elana estava sentada próxima à janela vestindo um roupão de seda, uma taça entre os dedos, sentada numa poltrona. A luz suave desenhava o contorno do corpo esbelto. Seus olhos pousaram sobre mim, calmos, sempre calmos.
— Terminou?
— Sim.
— E o alvo?
— Morto.
Ela assentiu, durante alguns segundos, o silêncio permaneceu entre nós. Apoiei-me contra a parede.
— Ele falou algo sobre uma senha antes de morrer, cinco, nove, meia, sete.
Ela puxou um pequeno caderno e anotou o número rapidamente, logo abrindo um sorriso nos lábios. Elana se levantou e caminhou até mim, parou na minha frente e observou um corte recente em meu rosto.
— Está machucado.
A mão dela alcançou meu rosto, os dedos tocaram o corte, o gesto foi suave, suave demais para alguém como ela, suave demais para alguém como eu. Guiou minha palma diretamente para o seio esquerdo, através do tecido fino do roupão de seda. O peso era perfeito, macio, firme. Apertei com ardor, sentindo o mamilo endurecer sob meu toque. Ela soltou um suspiro baixo, quase inaudível, mas seus olhos não saíram dos meus. A mão livre de Elana desceu lentamente pelo meu peito, pela barriga, até encontrar o volume duro que já pulsava atrás da calça.
— Parece que alguém está feliz de me ver — sussurrou, com um sorriso no rosto.
Normalmente, Elana comandava tudo. Era ela quem decidia o ritmo, a intensidade, quando começar e quando parar. Mas naquele dia, algo diferente queimou dentro de mim. Passei a mão pela cintura dela, sentindo a curva perfeita sob o roupão, e comecei a empurrá-la devagar para trás. Ela riu, um som baixo e provocador, mas permitiu ser guiada.
Mantive o rosto sério enquanto a manobrava até a beira da cama. Ela se deitou, o roupão se abrindo ligeiramente, revelando um pouco de seu corpo. Meus dedos tremiam um pouco enquanto desamarrava o nó frouxo que prendia o tecido. A seda escorregou, expondo completamente os seios perfeitos, marrons, com mamilos escuros e já eretos.
Sem aviso, abaixei a cabeça e capturei o mamilo direito com a boca, os mordi suavemente, depois usando a língua para aliviar a dor com um chupão demorado. Elana arqueou as costas, mãos agarrando meu cabelo. Mudei para o outro seio, repetindo o processo, mordida, beijo, chupão. Entre uma e outra, descia um pouco mais, deixando um rastro de saliva e marcas roxas temporárias na pele escura.
Quando cheguei à altura do ventre, percebi que não usava calcinha. A buceta estava completamente exposta, os lábios já inchados e brilhando com o mel escorrendo. Caí de boca diretamente no alvo, minha língua encontrando o clitóris sensível. Chupei com voracidade, alternando entre movimentos rápidos e lentos. Os lábios da buceta eram perfeitos para morder delicadamente, e cada movimento meu provocava gemidos mais altos.
Elana levantou as pernas, envolvendo minha cabeça com as coxas grossas. Suas mãos agarraram minha nuca, forçando meu rosto ainda mais contra o meio de suas pernas. O movimento era quase desesperado, seus quadris se movendo em sincronia com minha língua. Senti ela se contraindo, as pernas tremendo um pouco e os gemidos aumentando o ritmo.
Aumentei a intensidade, focando no clitóris enquanto introduzia dois dedos na buceta molhada. O interior era apertado, sugava meus dedos como se não quisesse soltá-los. Elana gritou quando o orgasmo a atingiu, o corpo todo tremendo, as pernas apertando minha cabeça com força suficiente para doer.
Me levantei, o rosto coberto pelo suco dela. Abaixei a calça jeans, o pau saltando para fora, já duro e pulsando. Elana se livrou completamente do roupão, jogando-o no chão, e se aconchegou no meio da cama, as pernas abertas em convite.
— Vem, mete agora — pediu, a voz ainda trêmula.
Tirei toda minha roupa, me deitei ao lado dela e a peguei de lado, erguendo uma perna dela sobre meu quadril. Guiei meu pau até a entrada da buceta, ainda molhada pelo orgasmo anterior. Enfiei lentamente, centímetro por centímetro, sentindo cada músculo se ajustando com o tamanho para me receber. Parei para apreciar quando estava completamente dentro.
Ela se virou, o rosto a poucos centímetros do meu. O beijo foi selvagem, dentes e línguas se encontrando. Aproveitei a posição para agarrar os seios dela, beliscando os mamilos ainda sensíveis. Com a mão livre, bati na bunda logo em seguida apertando.
Comecei a mover com violência, puxando quase todo o pau para fora e entrando com força total. Cada golpe era profundo, atingindo o fundo da buceta. Elana levantou um pouco mais a perna, permitindo penetração ainda mais profunda, e começou a estimular o próprio clitóris com os dedos, movimentos rápidos e circulares.
Num movimento rápido, ela se virou, ficando de costas para mim mas ainda sentada no meu pau. Agora ela controlava o ritmo, começando a quicar com força. Da minha posição, via meu pau desaparecendo completamente no ventre dela, engolido pela buceta faminta. A bunda batia contra meu corpo a cada vez que descia.
Em poucos segundos, ela gozou novamente, o corpo tremendo sobre mim. Mas não parou. Pelo contrário, aumentou a velocidade, sentando com ainda mais violência, como se quisesse me arrancar até a alma. Meus quadris começaram a se mover instintivamente para cima, encontrando cada descida dela.
Finalmente, ela se levantou, meu pau escorregando para fora. Sem dizer palavra, se posicionou sobre meu rosto, ajoelhando na cama e sentou, a buceta estava diretamente sobre minha boca, ainda pulsando do orgasmo recente. Agarrei sua bunda e comecei a chupar, a língua novamente explorando cada dobra, cada centímetro daquela delícia.
Elana se inclinou para frente, abocanhando meu pau. A boca dela era quente e molhada, movendo-se em sincronia perfeita com minha língua. Ela saboreava os próprios fluidos misturados no meu pau.
Senti o orgasmo se aproximando, assim como o dela. Ela afundou um pouco mais os quadris no meu rosto enquanto gemia com o meu pau na boca, jorrando leite para dentro. Permanecemos assim por longos segundos, tremendo juntos, até que ela finalmente se rolou para o lado, exausta mas sorridente.
Mais alguns segundos de silêncio até ela se levantar, pegar o roupão e vestir, voltando para a poltrona casualmente.
— Pode ir, precisa descansar — ela retomou a olhar pela janela, indiferente.
Me vesti e me recolhi até meu quarto, onde repousei na cama numa merecida noite bem dormida.
