Era noite alta, uma madrugada abafada que colava a roupa na pele, e eu andava sem rumo pelas calçadas escuras, caçando. O corpo estava solto, no ritmo da rua: calça jeans larga e baixa na cintura, bem abaixo do osso do quadril, deixando a barra da cueca preta de elástico grosso totalmente à mostra. O boné estava virado para trás, e eu caminhava com aquele gingado lento de malandro, um rebolado safado e provocativo no quadril a cada passo, como quem desfila uma mercadoria cara que sabe que tem saída.
Foi quando vi ele embaixo da marquise de um prédio na penumbra. O contraste foi imediato: um coroa forte, troncudo, com seus 50 e poucos anos bem vividos. Tinha o peito largo sob a camisa polo, braços grossos e uma barba grisalha densa, perfeitamente aparada no maxilar quadrado. Ele estava encostado na parede de pedra, relaxado, segurando um cigarro cuja brasa brilhava no escuro.
Diminuí o passo, deixando o tênis arrastar levemente no asfalto. Olhei para ele de cima a baixo, sem nenhum pudor, demorando meus olhos na calça de moletom cinza que ele usava. No meio das pernas daquele homem, o volume da mala grossa e pesada já começava a se desenhar, marcando o tecido mole à medida que ele sustentava o meu olhar. Ele percebeu a secada e não desviou.
— Tem fogo? — perguntei, parando bem na frente dele, perto o suficiente para sentir o calor que emanava daquele corpo maduro.
Ele deu uma tragada lenta, me medindo por trás da fumaça. Enfiou a mão direita no bolso, tirou o isqueiro e me entregou. Mas a outra mão, num gesto puramente instintivo e carregado de malícia, foi direto coçar o saco pesado. Ele apertou a estrutura grossa por cima do moletom, ajeitando o membro que claramente já estava ganhando vida e endurecendo com a minha presença ali, colado nele.
Acendi o meu cigarro devagar, a chama iluminando as linhas do seu rosto viril. Soltei a fumaça para o lado, mantendo os olhos fixos na mão dele, que ainda repousava no volume agora nitidamente rígido e volumoso sob o moletom cinza.
Começamos a conversar besteira, com aquela voz mansa de quem está testando o terreno.
— A noite tá quente pra caralho, né? — comentei, deixando um sorriso de canto surgir.
Ele riu baixo, uma risada rouca, e confirmou com a cabeça. No meio do papo bobo, soltou que era casado, mas que a esposa e as filhas tinham viajado para a casa da avó no interior. O apartamento estava vazio. Fiquei ali, saboreando a informação, passando a ponta da língua no lábio inferior enquanto olhava para a boca dele e, logo em seguida, para o volume pulsando na calça.
— Tô com uma sede da porra… — falei, abaixando o tom de voz, olhando direto no fundo dos olhos dele.
O coroa deu um sorriso safado, o olhar brilhando de desejo. Ele jogou a bituca no chão, pisou em cima para apagar e, sem tirar os olhos da minha cueca preta, respondeu com a voz pesada:
— Então sobe. Tenho água bem gelada lá em casa.
Perfeito. Olhando para a imponência daquele homem e para o pau duro que ele já não conseguia mais disfarçar no moletom, eu tive a certeza absoluta: eu já sabia exatamente o que ia rolar, e era ali que eu ia levar no cu.
O elevador social era todo espelhado, claustrofóbico e quente. Ele apertou o botão do oitavo andar, mas não desgrudou os olhos do meu reflexo. Eu estava encostado no canto, com os polegares cravados no cós da calça jeans, empurrando ela ainda mais para baixo. O metal do elevador parecia ecoar o som da nossa respiração, que já estava pesada.
— Mora aqui há muito tempo? — perguntei, a voz mansa, quebrando o silêncio com aquela malandragem de quem sabe que está no comando, mesmo sendo o convidado.
Ele olhou de relance para o painel de números, depois voltou a me encarar de cima a baixo, engolindo em seco.
— Uns cinco anos — respondeu, a voz mais grossa, meio rouca. — E você? Anda sempre por aqui essa hora, moleque?
— Só quando eu tô com fome. Ou com sede. — Dei um passo curto para frente, quebrando a distância entre nós. Dava para sentir o cheiro do perfume importado dele misturado com o tabaco recente e o calor do corpo de um homem forte. — E hoje a sede tá foda.
O elevador deu um solavanco leve e parou. As portas se abriram para o corredor silencioso. Ele saiu na frente, fingindo uma pressa que o corpo denso dele desmentia. Abriu a porta do apartamento, uma fechadura eletrônica que apitou alto no silêncio da madrugada.
Assim que pisamos para dentro, ele nem acendeu a luz da sala. Apenas a iluminação pública que vinha da janela grande iluminava o ambiente em tons de azul e sombra. A casa tinha cheiro de móvel caro, mas o ar estava abafado.
— Vou pegar tua água — ele disse, mas não se mexeu. Ficou parado na minha frente, as mãos grandes pendendo ao lado do corpo.
— Deixa a água pra depois, coroa — sussurrei.
Dei um passo, o gingado do quadril quase encostando na calça de moletom dele. Levei a mão devagar até a aba do meu boné, tirei e joguei no sofá de couro. Depois, segurei a barra da minha camiseta e puxei para cima, tirando pela cabeça e jogando no chão. Fiquei só de jeans baixo, deixando o peito exposto, sentindo o ar condicionado desligado arrepiar a minha pele.
O coroa fixou os olhos na minha barriga, descendo até a cueca preta. Dava para ver a jugular dele pulsar no pescoço grisalho.
— Você é muito folgado, sabia? — ele falou, um sorriso tenso e safado surgindo no canto da boca, mas sem recuar um milímetro.
— Sou. E você tá louco para ver até onde vai minha folga — respondi, provocando. Levei a mão até o peito dele, espalmando em cima da camisa polo, sentindo o calor e os pelos grossos por baixo do tecido. — Vai ficar só olhando ou vai me dar o que eu vim buscar?
Ele soltou um riso curto, soprado pelo nariz, e aquela postura de pai de família desmoronou inteira. A mão dele, pesada e calejada, subiu rápido, cravando na minha nuca com força, os dedos se enfiando no meu cabelo, enquanto a outra desceu direto para a minha bunda, apertando por cima do jeans com uma posse que me fez arrepender as pernas.
— Você fala demais, moleque. Quero ver se aguenta o tranco.
Ele me virou de costas com brutalidade e me empurrou contra a parede da sala. Puxou minha calça e cueca para baixo num só movimento, deixando minha bunda totalmente exposta. Eu mal tive tempo de me apoiar quando senti ele se ajoelhar atrás de mi, as mãos grossas abrindo minhas nádegas com força.
— Caralho… olha esse cuzinho rosado… — rosnou.
Sem aviso, ele cuspiu direto no meu buraco e enfiou a língua quente e grossa, lambendo com fome animal. Chupava, girava, enfiava fundo, babando tudo enquanto gemia como um porco. A barba grisalha arranhava minha pele sensível.
— Isso… abre esse rabo pra mim, sua vadia gostosa — murmurou com a boca colada no meu cu, a voz abafada e rouca. — Rebola nessa língua, vai… isso, sua putinha safada.
Eu gemia alto, empinando a bunda contra a cara dele. Ele lambia com voracidade, enfiando a língua o mais fundo que conseguia, depois dois dedos grossos, abrindo meu buraco enquanto continuava me xingando:
— Eu amo meter em viado… vocês aguentam pau pra caralho. As mulheres cansam, pedem pra parar… mas viadinho como você? Quanto mais rola, mais quer. Né, sua vadia gostosa? Fala pra mim.
— Quero… — respondi, quase sem voz.
Ele deu um tapa forte na minha bunda, deixando a marca vermelha.
— Quero porra nenhuma. Fala direito: “Eu sou uma vadia que ama levar no cu.”
Eu repeti, gemendo. Ele riu satisfeito e voltou a devorar meu cu, babando, chupando, mordendo as nádegas enquanto os dedos entravam e saíam rápido.
Depois de me deixar babando de tesão, ele se levantou, abaixou o moletom e mandou eu chupar. Caí de boca naquele pau grosso e engoli inteiro, até engasgar naquela rola grossa e meus olhos lacrimejarem. Ele me segurou pelos cabelos e começou a foder minha boca, forçando até o saco pesado bater no meu queixo. A baba escorria da minha boca, eu sufocava e tossia, mas ele nem ligava, só continuava fodendo.
Depois de mamar bastante, ele encostou aquele pau grosso, pesado e veioso na minha entrada. Cuspiu de novo e meteu de uma vez, até o talo.
— Aaaahhh, porra! — gritei.
— Cala a boca e aguenta, vadia — ele rosnou, segurando meus quadris com força e começando a socar forte.
Ele me fodeu contra a parede como um animal, estocadas brutas, profundas, as bolas batendo na minha bunda. Depois me arrastou pro sofá, me colocou de quatro e voltou a meter, puxando meu cabelo como rédea.
— Isso… toma no cu, sua puta gostosa. Olha como esse rabo engole minha rola… viado bom do caralho. Vocês foram feitos pra isso. Pra dar o cu sem reclamar.
Ele me virou de lado, levantou minha perna e meteu ainda mais fundo, olhando nos meus olhos enquanto me xingando:
— Eu amo foder viado… vocês aguentam pau o dia inteiro. Não ficam chorando, não ficam pedindo pra parar. Só rebolam e pedem mais. Você é igual, né? Uma vadia viciada em rola.
Ele me colocou sentado no colo dele, de frente, e me fez cavalgar. Segurava minha bunda aberta, dando tapas fortes enquanto eu subia e descia no pau dele.
— Rebola gostoso, vai… mostra pro coroa como viadinho safado rebola. Isso… aperta esse cu na minha rola.
O suor escorria. O som molhado de carne contra carne enchia a sala. Ele me jogou de bruços na cama do quarto, subiu por cima e me arrombou deitado, esmagando meu corpo com o peso dele, mordendo meu pescoço e ombro enquanto socava sem parar.
— Vou encher esse cu de porra, sua cadela. E você vai sair daqui pingando, com o rabo arrombado, andando torto pela rua.
Quando ele gozou, enterrou fundo e rugiu, jorrando jatos grossos e quentes bem no fundo do meu intestino. Ficou lá dentro, pulsando, espremendo até a última gota.
Ainda ofegante, ele puxou o pau devagar, olhando meu cu piscando e vomitando porra. Deu um tapa na bunda e riu:
— Boa vadia. Agora vira essa boca aqui pra limpar a rola que acabou de sair do seu cu.
Eu não me fiz de rogado e abocanhei o pau melado. Chupei até deixar limpo. Dar o cu pro coroa fechou minha noite, fui pra casa feliz da vida.
