Acordei assustada com Saori batendo na grade com uma caneca.
Tinha tido uma noite horrível, sonhando que meu namorado aparecia e me flagrava andando nua no meio da multidão. Ainda sonolenta contemplei a claridade do ambiente cerrando os olhos. A porra no meu corpo tinha secado e formado cascas.
-Dormiu bem? - perguntou Saori deixando a caneca em cima da gaiola e abrindo o cadeado.
Não respondi nada. Estava em alfa e também estava de mal humor, com o corpo dolorido por dormir sentada, algemada, dentro de uma jaula de ferro gelado onde não havia espaço para me esticar ou mudar de posição.
Ela me ajudou sair da jaula e afagou meus cabelos e soltou a algema.
-Vai tomar um banho, você está fedendo!
E eu devia estar mesmo, mas fiquei com raiva dela falar desse jeito, afinal ela era em parte responsável por me deixar a noite toda trancada numa jaula e coberta de porra do namorado dela.
-Não tem problema de molhar a tatuagem, mas evite esfregar demais sobre ela - ela acrescentou. Tinha até me esquecido da tatuagem de henna que tinha sido obrigada a fazer.
-Vou mandar trazer nosso café da manhã. Não demore muito no banho! - Ela gritou de longe quando eu já entrava no banheiro.
Roger não estava mais no chalé. Ele sempre saía muito cedo para trabalhar. A água me revigorou. Umedecia e derretia as crostas da gozada que Roger espirrou sobre mim quando eu já estava dentro da jaula.
Comecei a lembrar das coisas boas da noite. A noite tinha sido ótima até o momento que me prenderam na jaula. A forma como fui desejada pelo segurança e pelo garçom fizeram bem para o meu ego. Mas, principalmente, a forma como Roger me atacou quando cheguei em casa. Ele parecia tomado de tesão por mim e estava animalescamente enlouquecido. Lembrar disso me fez levar meus dedinhos para o clitóris molhado pela água quente do chuveiro, mas parei a tempo. Eu era uma escrava sexual e não me era permitido a masturbação. Apressei o banho. Sai do banheiro cheirosa e me sentindo uma nova mulher. Estava nua como, convém a uma escrava, mas Saori me jogou um vestidinho curto e leve, apropriado para o dia quente que brilhava lá fora.
-Vista-se. Vou abrir uma exceção para tomarmos café. - Ela ordenou
-Peço permissão para falar, senhora. - Eu tinha muita coisa para perguntar e se começasse a fazer perguntas, provavelmente seria repreendida.
-Concedida. Não precisa desse formalismo. Nesse momento somos tia e sobrinha.
Ela falou enquanto caminhávamos para a varanda do chalé, onde uma mesa de palha trançada e tampo de vidro nos aguardava. Ela se sentou e me indicou a outra cadeira.
-Pra começar, o que é tudo isso? - eu perguntei mostrando a bonita paisagem de gramados que se perdia na distância, quebrados apenas por pequenos chalés e alguns galpões. Era um gramado muito bem aparado e todas as construções maravilhosamente bem mantidas, sem qualquer sinal de decadência.
-É a fazenda de um amigo - ela respondeu - Mas creio que queira saber também sobre o evento, não é?
Balancei a cabeça com mais ansiedade do que deveria e ela riu.
-Ele é amigo do Roger e é um entusiasta do hedonismo. Ele tem muito dinheiro como você pode ver - espraiou a mão pela paisagem - e vez ou outra faz eventos convidando seus amigos mais próximos.
-Vocês pagaram para estar no evento?
-Todos contribuem com um pouco... na verdade não é tão pouco - ela acrescentou e riu - mas o objetivo não é arrecadar dinheiro.
-Havia pessoas sendo leiloadas... - eu falei
-Sobre o leilão, poderia dizer que é o que vocês mais jovens chamam de "cosplay". Todos ali representavam um papel, os escravos, os compradores, os feitores... E todos se divertiram. O dinheiro é real. Quem comprou realmente pagou e realmente é dono de quem foi vendido...
Ela fez uma pausa dramática para eu digerir a informação e prosseguiu:
- Mas há regras bem definidas. Alguns se apresentarão para a escravidão na sexta feira a noite e serão liberados na segunda feira de madrugada para levarem suas vidas "normais". E ansiarão para retornar ao cativeiro na sexta seguinte. Alguns estarão todos os dias no julgo, mas terão horários livres para estudar ou trabalhar. Todos têm contratos bem específicos quanto a chicoteamento, marcas no corpo, limites para uso de seus corpos...
-Como assim? Uma escrava vai poder escolher como vai ser comida ou não?
- Quase isso, mas não tanto. Um escravo pode ter restrições para não ser violado em público, ou por grupos, definir que somente quem o comprou pode lhe tocar, ou se pode ser servido em orgias públicas...
-Mas como garantem que isso será cumprido?
-Isso é algo bem sério. Somos um grupo restrito e responsável. Não convidamos qualquer um. Um senhor de escravos que desrespeite o contrato será expulso de todos os grupos e poderá sofrer sanções graves. Dependendo do que fizer poderá até ser processado criminalmente, então não se brinca com isso. Normalmente todos conhecem seus papéis.
-Você disse que aquela mulher chicoteada não estava de fato sendo chicoteada...
-Não... Não disse isso. Ela foi chicoteada sim. Com a exata força que seu contrato rege. Só que era uma performance. Por motivos dramáticos, as cordas do chicote receberam um pó vermelho-arroxeado, que marca a pele parecendo ser um hematoma de chicotada. Isso agrada quem está assistindo. Há escravos que gostam de chicoteamentos fortes, e nem são tão raros, que realmente lhe abrem a pele. Mas não aqui no nosso evento.
-Se é de comum acordo, por que não permitem aqui?
-Para evitar problemas. Tente imaginar a complicação de levar alguém com marcas de chicote para um hospital, Claro que há médicos aqui, mas se houver uma complicação e o escravo precisar de atendimento por qualquer motivo... A coisa pode sair do controle. Consegue entender?
-Sim... consigo... A primeira mulher leiloada foi vendida bem mais barato que os outros. É por ela ser mais velha?
- O preço é definido por diversos fatores e a juventude conta certamente. E embora a primeira escrava seja uma mulher linda ela já beira os cinquenta anos e os lobos-maus preferem as novinhas. Eu a conheço há bastante tempo. Ela é casada, tem filhos e disponibilidade para um ou dois dias da semana no máximo. Esse pouco tempo de disponibilidade com certeza afetou mais o preço do que a idade.
-Casada?
-Sim. o marido sabe e não se opõem. Esse tipo de relacionamento é relativamente comum no nosso meio.
Pensei como seria bom se eu pudesse contar ao meu namorado sobre minha vida secreta e ele concordasse que eu a mantivesse. Seria o melhor de dois mundos... prazer infinito sem sentimento de culpa. Pensar nisso me fez lembrar dos homens leiloados.
-Havia só dois homens entre os leiloados. É sempre assim?
- De modo geral há mais mulheres submissas, mas há eventos com representatividade masculina maior. Aquela dominadora que comprou aquele escravo que você gostou...
-EU GOSTEI?? Como assim?
-O rapaz musculoso do qual você não tirava os olhos.
Devo ter ficado com a bochecha avermelhada nessa hora. Devo ter olhado muito para ele mesmo. Ele tinha um físico muito bonito, mas meu olhar era de curiosidade apenas, procurando os detalhes que o faziam parecer um deus grego de tão perfeito, mas não tentei me justificar. Apenas fiquei envergonhada ao saber que minha indiscrição foi notada.
-Achei mesmo ele muito bonito. O que ia dizer?
-Aquela dominadora gosta de comprar rapazes másculos como ele. Lembro de um leilão que ela comprou dois. Mas o motivo vai te deixar chocada...
Ele fez uma pausa e bebeu um longo gole de água, mas me controlei e não a apressei. Sabia que ela queria atiçar minha curiosidade com aquela pausa.
-Ela nunca compra rapazes afeminados. Ela gosta de ela mesma os afeminar. Ela vai subjugá-lo psicologicamente, vestir uma gaiolinha de castidade naquele bonito pau que você olhou tanto para impedi-lo de ter ereções, vai mantê-lo amarrado ou pendurado por muitas sessões, enquanto a assiste dando para seus outros escravos. Vai fazê-lo a chupar e não permitirá que ele a penetre ou atinja o orgasmo. Vai acariciar as bolas dele e a dor no saco vai se tornar insuportável depois de alguns dias. Aí ela vai ordenhá-lo para esvaziar as bolas...
-Ordenhar?
-Sim. Não é masturbar, é ordenhar. Retirar o excesso de porra que ele vai acumular por sentir excitação e não ejacular. Isso será feito com frustrantes carícias que o farão no máximo gotejar. Ele será grato quando ela introduzir um dedo em seu rabo e massagear sua próstata, permitindo o gozar dessa forma, aliviando a pressão em suas bolas. E ela cobrará a gratidão fazendo o chupar uma rola de silicone presa ao corpo dela. Com o tempo passará a ordenhá-lo via penetração com um cintaralho, fazendo o gozar de quatro. Daí passará a exigir que ele se maquie para receber a ordenha, que vista um sutiã, uma calcinha e será condicionado para o próximo passo, que é aceitar ser comido por um pau de verdade, por um homem. Ela vai viciá-lo e o fazer vestir-se de mulher será o ápice. Quando se cansar dele, ela o colocará à venda num leilão.
-Isso parece cruel! Como sabe de tantos detalhes?
-Porque ela é minha amiga. Já assisti a sessões conduzidas por ela e já participei de algumas, emprestando minha beleza para seduzir e quebrar a resistência de alguns escravos. E não é cruel. É de comum acordo. O fato é que todo homem submisso é, no mínimo, bissexual. Sabe que terá o rabo usado em algum momento. Eles poderiam interromper a "terapia" a qualquer momento, mas nunca soube de um que tenha interrompido - disse enfatizando a palavra terapia em tom irônico.
Fiquei estupefata, com os olhos parados, contemplando o horizonte e pensando como aquele mundo era louco. Mas imaginei a cena de uma mulher fazendo tudo aquilo com um homem muito mais forte que ela e senti uma leve excitação.
-Quer dizer que você já enrabou homens também?
-Não entendo sua surpresa. É claro que sim. E modéstia à parte sou muito boa nisso. Há diferenças em levar uma mulher ao clímax pelo ânus e fazer o mesmo com um veadinho submisso. E é mais fácil, inclusive, fazer isso com eles, porque eles têm um órgão sensorial posicionado bem na entrada do rabo, a próstata, que é onde é produzido o esperma. Você será treinada nisso também, dependendo do seu perfil, que está ainda se revelando.
-Meu perfil? Como assim?
-Quase toda submissa tem um quê de dominadora...
-Você se submete ao Roger, mas me domina... - interrompi
-Sim. Talvez você seja 100% submissa... Ou talvez queira "se vingar" em alguém de vez em quando. Se eu chegar à conclusão de que você tem esse perfil, talvez te treine para dar prazer a quem gosta de sofrer.
Me lembrei da satisfação que tive ao ser preferida pelo Roger na noite anterior e como gostei quando ele me mandou sufocar a Saori com minha bucetinha... Seria isso algum sinal de prazer sádico que precisaria ser treinado? - eu pensei.
-E minha tatuagem? Por que me obrigou a fazer essa tatuagem? - perguntei me lembrando da minha principal inquietação no começo da aventura.
Ela riu gostosamente e me lembrei de uma época que ela era só minha tia e como eu achava bonito o riso dela.
-Você ficou bem assustada, né? Só por isso já teria valido a pena. Você percebeu que sua tatuagem é visível por qualquer ângulo do seu corpo?
-Como assim?
-Alguém a sua frente, a sua esquerda, a sua direita, por trás... É impossível ver o seu corpo nu e não ver a tatuagem.
- Tá... e... ?
-Essa tatoo é seu álibi, a garantia de que você não está aqui...
Ela fez mais uma pausa e dessa vez não aguentei esperar:
-Como assim não estou aqui?
-Aqui no nosso evento câmeras não oficiais são proibidas. E o responsável pela filmagem não deixa vazar nenhuma imagem do evento. Mas e se alguém driblar a segurança e vazar imagens de uma linda japonesinha e sua tia participando de um ritual como esse? E se alguém te reconhecer apesar da máscara que está usando? Bom, a tatuagem vai despistá-los. Quem te conhece sabe que você não tem tatuagem nenhuma, então você nem será uma opção quando tentarem identificar. Daqui alguns dias a tatuagem vai desaparecer e, como você é obediente, não vai deixar mais ninguém ver seu corpo nu enquanto essa tatuagem estiver aí, não é?
Ela me olhou de um jeito que parecia saber que tinha ficado nua, ainda que parcialmente, para o meu namorado, mas não dei bandeira e concordei apressada balançando a cabeça.
-Se algum dia sua imagem viesse a circular, mesmo que alguém reconhecesse seu corpo, descartaria ser você, já que a Yumi que eles conhecem não tem essa tatuagem enorme.
- Era por isso então!! - Deixei escapar meu espanto
Agora fazia sentido e me senti grata por ela ter me protegido dessa forma. Eu estava de máscara o tempo inteiro e meu corpo, com aquela tatuagem, seria irreconhecível. Comecei a tramar formas de ninguém fora de ali ver aquela tatuagem como se minha vida dependesse daquilo. Nada de miniblusa, usar só gola alta... não deixar aparecer nada do meu corpo enquanto a tatuagem de henna não sumisse completamente...
-Calma... não fique tensa... É bem improvável que alguém faça filmagens aqui durante as apresentações. A tatoo de henna é só uma segurança a mais.
O garçom que traria nosso café da manhã surgiu distante no gramado, empurrando um carrinho parecido com aqueles carrinhos que as aeromoças usam, mas com rodas apropriadas para o caminho de pedras e grama. Minha tia me entregou minha máscara e vestiu a dela, para escondermos nossos rostos do garçom que vinha lá longe.
Ainda perguntei muitas coisas para ela e algumas dessas coisas eu antecipei quando aconteceu a situação, no conto anterior.
O garçom chegou e paramos de falar enquanto ele depositava bules, jarras de suco, brioches, frutas... Havia mais coisas que eu e ela pudéssemos comer mesmo que ficássemos ali o dia inteiro. Era o mesmo garçom da gaiolinha no pinto que tinha nos atendido a noite.
- As senhoras precisam de mais alguma coisa - Ele perguntou quando concluiu a arrumação.
- "As senhoras"? - minha tia respondeu com escárnio - Não está vendo que ela é minha escrava e que sou a única senhora aqui?
-Desculpe, senhora. É que ela está vestida e...
-Quer argumentar comigo?
-Não senhora! Ele respondeu baixando a cabeça e cruzando as mãos às costas.
-Quer me ensinar como devo vestir meus escravos?
-Não senhora. me desculpe.
O menino estava tremendo, tremendo de verdade. Fiquei com dó dele, mas ao mesmo tempo me excitei com a situação. Hoje quando lembro disso, penso que a história da dominadora que feminizava seus homens influiu naquele meu estado de espírito.
-De joelhos! - Gritou minha tia e ele imediatamente se ajoelhou diante dela.
Ela, que estava sentada, apoiou uma das pernas numa das cadeira e afastou sua calcinha pro lado, expondo sua buceta.
- Olhe!
Ele levantou a cabeça e baixou apressado quando viu a buceta dela.
-O que você está vendo?
-Senhora....
Ela bateu nele com um chicote de hipismo, que eu nem tinha notado que estava ali antes.
-Aproxime-se!
Ele moveu seus joelhos no chão e chegou mais perto.
-Cheire!
Ele chegou bem perto e cheirou meio tímido. Ela puxou a cabeça dele e esfregou a cara dele na xoxota. Fiquei olhando pasma, sem conseguir acreditar. Devo ter ficado de boca aberta de espanto!
-Que cheiro sentiu?
- De uma fêmea alfa, senhora.
Ela puxou de novo e fez lamber sua buceta.
Ele tentou fazer o melhor que podia, mas ela bateu em sua cara com muita força, e seguiu batendo de forma que ele não tinha como fazer um bom serviço, mas conseguiu passar a língua e introduzir algumas vezes. Finalmente ela o afastou e disse:
-Que gosto tem?
-De uma fêmea alfa, senhora!
Ela o empurrou com o pé e o fez cair. Ela se levantou, andou em volta dele quando ele se ajoelhou de novo. Deu algumas chibatadas com o chicotinho nas costas dele. Depois, segurou-o pelo cabelo curto e o puxou em minha direção.
-Abra suas pernas e mostre pra ele, escrava!
-Senhora?!? - eu perguntei.
Ela não disse nada e me olhou com ódio. Entendi que eu não tinha a opção de rejeitar o "pedido", que era uma ordem.
Imediatamente fiz como ela tinha feito e apoiei minha perna na cadeira ao lado, mostrando minha bucetinha pra ele. Eu estava sem calcinha.
-Você parecia muito interessado na minha escrava ontem! - Disse Saori
E nesse momento entendi melhor o que estava acontecendo. Ela tinha notado ele me olhando na noite anterior.
-Olhe pra ela!
Ele olhou rapidamente e baixou a cabeça, mas ela segurou na cabeça dele e o fez olhar de novo, segurando-o.
- O que você está vendo, seu espécime inútil?
- Uma escrava, senhora!
Ela empurrou a cabeça dele contra minha buceta.
-Cheire!! - e esfregou o rosto dele.
-Agora sabe a diferença de uma senhora e de uma escrava?
-Sim senhora - ele disse com a cara lambuzada porque minha larissinha tinha ficado molhada vendo minha tia bater nele e o obrigar a chupa-la.
-E qual é a diferença?
-Ela tem cheiro de escrava e a senhora tem cheiro de dominadora.
Minha tia olhou pra mim e entendi imediatamente o que eu tinha que fazer. Dei um tapa forte na cara dele!
Puxei-o contra minha buceta e mandei chupar. E passei a dar tapas sem parar na cara dele. Mas eu sou muito safada e dava intervalos pelo menos para ele conseguir passar a língua direito.
Depois eu o afastei e poderia ter parado ali, mas não sei o que aconteceu comigo.
-Você se acha digno de me lamber, seu merdinha?
-Não senhora!
-Você a chamou de senhora!
-Desculpe senhora - ele falou olhando pra ela e depois se dirigiu a mim - não sou digno de te lamber, escrava, e sou grato que me tenha permitido!
Eu tinha planejado continuar a humilhação. Ia falar daquilo que certamente era o maior complexo dele, seu pauzinho minúsculo engaiolado, mas fiquei cheia de piedade quando o vi falando. Fiquei sem saber o que falar.
-Levante-se - gritou minha tia cortando o silêncio constrangedor que minha falta de palavras causou. E deu várias chibatadas na bunda e costas dele.
Vi o pauzinho dele tentando ficar duro dentro da gaiolinha... É impossível ter uma ereção direito com aquela gaiolinha, mas a gaiolinha não estava encostada na pélvis dele, ou seja... pelo menos a base do pau tinha endurecido.
- Some daqui e só apareça quando for chamado - minha tia disse e se sentou de novo.
Quando ele já ia longe, empurrando o desajeitado carrinho pelo gramado, ela perguntou:
-Você sabe o que nós acabamos de fazer?
- Humilhamos um pobre coitado que estava fazendo seu trabalho? - eu disse em tom de interrogação.
-Também. Mas criamos a melhor recordação que ele vai ter desse lugar.
Olhei para ela e olhei pra ele indo embora e olhei pra ela de novo. De fato, aquele betinha provavelmente se lembraria durante anos do dia que foi humilhado por duas japonesas lindas (modéstia à parte), foi obrigado a lamber as bucetas delas, apanhou na cara e foi açoitado...
Nós rimos. Confesso que gostei da experiência de humilhar alguém abaixo de mim na hierarquia. Esse "ter gostado" ia me trazer um problema em breve, mas não vou antecipar aqui. Isso só será narrado daqui uma meia dúzia de capítulos.
Tomamos nosso café e conversamos sobre o evento. O evento continuaria à noite, Na verdade, continuava inclusive naquele momento. As performances não paravam e seguiam durante o dia.
- Nós vamos assistir algumas? - perguntei.
-Talvez, mas tenho que cuidar de você. Tenho que te deixar em forma.
-Em forma? - perguntei
-Não era para o Roger ter te comido ontem à noite. Era para deixar você subindo no teto de tesão durante os três dias e noites do evento. Mas parece que ele perdeu o controle e não o culpo. Você é um pedaço de perdição! - Me senti muito lisonjeada por ela falar daquele jeito sobre mim.
-Mas agora terei que elevar sua libido, o que significa te torturar, te excitar e não te deixar gozar.
Um friozinho de medo e de excitação percorreu meu corpo pela ideia de ser maltratada por ela. Naquele momento eu a estava amando por tudo que ela tinha me proporcionado e por ter feito da forma que fez. O impacto não seria o mesmo se, lá atrás no começo da aventura, ela tivesse me falado da tatuagem explicando o motivo real. Ou tivesse revelado antecipadamente tudo que ia acontecer naquela "feira" de eventos. Ou se, agora há pouco, tivesse me antecipado que planejava dar uma boa recordação para o betinha. Primeiro fazer, depois explicar era o resumo do treinamento daquela manhã.
Ela indicou o interior do chalé com um olhar e entendi que era para entrar. Mal passei pela porta e ela passou um dos braços pelo meu pescoço, como se fosse dar um mata-leão, mas em vez de vir o estrangulamento que eu esperava senti o frio metálico de uma algema abotoada num dos meus pulsos e o roçar de seus lábios em minha orelha sussurrando "hora de sentir, cadelinha! Dor e prazer"
Ela torceu meu braço como fazem os policiais quando vão algemar alguém, mas não abotoou a algema no segundo braço. Em vez disso, levantou o vestido que eu usava e o passou pelo meu pescoço. Eu ajudei-me a retirar movendo o braço livre para deixá-lo sair e em seguida ela soltou as mãos do braço que já tinha sido abotoado para dar passagem ao vestido, que caiu no chão. Ofereci o segundo braço para a algema e ela fechou muito apertado. Era uma algema de corrente bem curta. Só um ou dois elos pequenos ligavam as duas pulseiras, eu acho.
Ela tampou minha boca, ainda envolvendo meu pescoço com um dos braços dela e em seguida deu um tapa forte na minha face. Repetiu o tapa duas,vezes. Uma lagriminha correu nos meus olhos pela dor infligida e minha bucetinha também escorreu. Ela enfiou quase que a mão inteira na minha boca quando abri pra respirar fundo e impedir o choro de começar. Ela mexia na minha garganta e tive ânsia de vômito algumas vezes. Tentei me afastar e fugir da mão que ameaçava descer pela minha traqueia, como se isso fosse possível, mas de nada adiantou. Quando cansou dessa tortura retirou a mão e respirei ansiosa. Recebi outros tapas na cara e ela me fez virar. Constatei que a porta não tinha sido fechada atrás de nós. Senti medo de alguém passar no gramado e me ver naquela situação. Não havia risco de me reconhecerem porque eu estava com a máscara de raposinha no rosto, embora ela estivesse torta pelos tapas recebidos.
-Senhora! Feche a porta, por favor!
-O que foi? Está envergonhada? Não pareceu ter vergonha ontem quando meu homem subiu em você.
Ela falou de um jeito como se estivesse com raiva, enciumada por o Roger ter me coberto na frente dela e ter se descontrolado de tesão por mim. Fiquei apreensiva. Será que ela tinha percebido minha satisfação em "passá-la pra trás"? Ela pegou um chinelo no chão e bateu na minha bunda.
-Abra ligeiramente as pernas! Prepare-se para receber impactos! Se cair pra frente a coisa vai ficar feia para você!
Obedeci imediatamente, me posicionando para melhor equilíbrio e empinando ligeiramente a bunda para receber as chineladas.
-Senhora, por favor, feche a porta!
-Se me pedir isso de novo vou te levar pra fora e aplicar sua surra no gramado!
E bateu forte com a chinela, me fazendo dar um grito mais de susto que de dor. Não tive tempo pra digerir o impacto e veio outro, fazendo muito barulho e fazendo arder o local. Gritei e ela bateu de novo, mais forte. Eu tentava não gritar alto, temendo chamar atenção de pessoas que passavam por ali e acho que ela batia cada vez mais forte para me fazer gritar mais alto. Não adiantava eu me conter. O estalo da chinelada já seria o suficiente para fazer quem quer que passasse por lá virar o pescoço para dentro do chalé, por isso soltei a voz. Foram umas vinte chineladas aplicadas. Ela parou e andou em volta de mim, vendo as lágrimas no meu rosto. Havia um sadismo explícito no olhar dela.
-Se pudesse ver sua bunda agora ficaria assustada com o quanto ela está vermelha - ela falou e engoli um soluço.
-Olha a sua buceta - ela ordenou e me virei para baixo.
Tinha um filamento escorrendo, pendurado nela, como naquela primeira vez quando o Roger me fez ficar de quatro e bateu na minha xoxotinha com um chicotinho de hipismo. Minhas nádegas ardiam, mas meu cérebro masoquista encontrava prazer naquela dor e mandava impulsos a minha xana, mandando-a ficar apetitosa aos olhos do meu carrasco, me fazendo desejar ser possuída.
-Venha, Yumi!
Ela me puxou pelo braço até um local do chalé onde correntes e cordas de couro pendiam do teto. Me fez ajoelhar no chão. Começou pacientemente a enrolar e prender uma cordinha no meu tornozelo. Depois, fez o mesmo no outro tornozelo. Me forçou para trás, me fazendo sentar sobre os tornozelos e a corda foi enrolada e amarrada nas minhas coxas, uma a uma, ficando cada um dos tornozelos amarrados à coxa correspondente. Olhei para baixo e achei bonita a forma como a corda foi enrolada e amarrada. Ela juntou meus cabelos, que não eram muito longos, mas eram longos o suficiente para formar um rabo de cavalo e enrolou neles uma corda mais fina, pouco mais que um barbante. Trouxe a ponta desse barbante e amarrou nela um ganho de metal, parecido com um anzol de aço inoxidável, mas sem ponta, na ponta do gancho havia uma bolinha volumosa para evitar que ele me machucasse. Ela passou a cordinha por ele e prendeu a outra ponta da cordinha no cabelo. Lambuzou a mão na minha xoxota e lubrificou o gancho. Em seguida introduziu ele no meu ânus. Foi uma dor diferente o metal gelado abrindo caminho dentro do meu ânus quente. Tentei arrebitar o bumbum pra ter um caminho mais livre e deslizar mais fácil e descobri que amarração nas coxas tornavam esse movimento impossível. Ela passou um suporte de flanela macia nas minhas axilas e prendeu às cordas no teto. Começou a girar uma manivela próxima e pouco a pouco fui sendo levantada no chão. Estava surpresa e não sabia como tudo aquilo prosseguiria. Ela passou com dificuldade um suporte de flanela similar entre o espaço da minha batata da perna e a coxa e prendeu as cordas vindas do teto e quando girou a catraca, meu corpo foi ficando na horizontal, suspenso há mais ou menos um metro e meio do chão.
- Está confortável? - ela perguntou com ironia.
Eu estava totalmente imobilizada. Mãos algemadas, tornozelo preso as coxas e um gancho de aço tuchado no meu ânus e encostando gelado nas minhas nádegas. Mas já tinha passado por situações piores numa masmorra. Mas então ela decidiu piorar. Ela colocou um "hashi" no barbante que ligava o gancho aos meus cabelos e começou girar, o que torcia a amarração, encurtando o barbante e puxando meu cabelo pra trás, me obrigando a curvar minhas costa para trás para doer menos nos meus cabelos. Gemi alto pelo desconforto e ela parou de torcer o "hashi" que tinha usado pra rodar a corda apoiando-o na minha nas minhas costas pra ele não "desrodar". E sumiu do meu campo de visão, me deixando a sós com meu desconforto. Minhas costas e os músculos do meu pescoço doíam, mas quando eu tentava relaxar sentia o gancho esticando meu bumbum pra cima, forçando a parte de cima do ânus. Sempre tive pavor de ficar arrombada no sexo anal, ficar com o cu alargado, frouxo, e esse temor veio com força total. Não havia esse risco, hoje eu sei, porque o gancho era fino e tinha a ponta arredondada por uma esfera soldada ali pra não machucar. Mas havia o desconforto da temperatura fria do metal, onde a parte interna tinha ficado na mesma temperatura do meu corpo, mas a externa insistia em me causar calafrios quando encostava em minha pele. E havia dor na raiz do cabelo, pelo puxar constante deles pra traz. Meu corpo balançava suavemente pelos meus movimentos tentando achar conforto. E eu , com meus dentes apertados tentando pensar em outra coisa, soltava vez ou outra um urro de desconforto. Pelo menos não estava amordaçada, pensei em certo momento, lembrando que seria muito mais difícil se ela tivesse colocado uma bolinha-mordaça em minha boca. O desconforto era grande e começava a me vir vontade de fazer xixi devido aos líquidos que bebi no café da manhã... percebi que não ia conseguir segurar... Alguém pode pensar que isso era o menor dos problemas, mas deixar escapar o mijo é extremamente humilhante. Pelo menos pra mim sempre foi. Pensei em chamar por Saori, falar que já chegava. que não aguentava mais, mas foi justamente quando desapertei meus dentes para pedir ajuda pra ela que um jato de xixi escapou e urrei alto. Ai vi que não adiantava mais tentar segurar e deixei fluir. Quando acabei fiquei com xixi escorrendo pela minha xoxotinha e vindo para minha barriga antes de pingar no chão. E nessa hora apareceu Saori.
-Que cadelinha mais porca! Sabe que vai ter que limpar o chão, né?
Soltei um urro de raiva dirigido a ela. Ela sorriu e começou lentamente a distorcer o hashi que tinha usado para torniquetear o barbante. Depois desamarrou do meu cabelo, o que me permitiu finalmente relaxar meus músculos do pescoço. Deixei minha cabeça pender totalmente durante alguns segundos. Ela massageou a borda do meu ânus e retirou suavemente o gancho, que parecia ter colado na minha pele e causou certo desconforto na saída. Em seguida pegou um lenço umedecido e limpou minha xaninha e o xixi que escorreu na minha barriga. Isso significava que eu ia continuar pendurada.
Sem o suplício de ter o cabelo puxado, relaxei. Me peguei sentindo gratidão por ela ter me enxugado. Adoro ficar pendurada, e aquela posição, agora, não era desconfortável. Ela me deixou à vontade por um tempo e depois retornou. Ela me baixou um pouco o suficiente para pôr a buceta na minha cara e me fazer chupá-la. Não foi preciso ela mandar pois eu já sabia meu papel. Eu estava numa posição difícil e não conseguia o acesso ideal, mesmo ela empinando seu corpo e avançando sua buceta em minha direção. Não conseguia dar prazer carnal pra ela, o que resultou em vários tapas nas minhas nádegas. Ela se afastou de novo e quando voltou veio por trás. Tocou de leve a minha xana, que me fez dar um gemidinho de satisfação, e, constando minha intensa lubrificação, penetrou na minha buceta com um cintaralho grosso e cheio de veias.
- Não goze, Yumi! Avise quando ficar insustentável!
Eu sabia a gravidade de não obedecer a tal ordem estando tão indefesa. Vi que o famigerado gancho de metal ainda estava sobre uma mesa próxima e tive medo de voltar à situação anterior. Era difícil não ceder ao prazer. Ela era muito boa manipulando o consolo preso à sua cintura. Fodia para o lado, pra cima, de cima para baixo, tocando todas as paredes do meu interior e me causando calafrios. Eu só podia ronronar, fechar os olhos e desviar o pensamento para retardar o prazer. Sempre adorei ficar pendurada e aquela posição, agora, sem os cabelos repuxados, era confortável. Meus braços algemados às costas, uma algema curta, dando uma sensação de inevitabilidade do que quer pudesse acontecer... Eu estava totalmente indefesa e estar assim, para uma submissa, é bom. Meu torso estava pendurado por uma correia macia, passando pela minha axila. Não marcava, nem estancava a circulação. Da mesma forma, uma correia macia passava entre minha batata da perna e as "costas" do meu joelho, não causando qualquer desconforto. Havia sim, o incomoda do joelho dobrado ao máximo visto que o tornozelo tinha sido preso nas coxas, me impedindo de esticar a perna. Mas essa dorzinha no joelho se juntava a sensação boa da minha vagina sendo possuída com suavidade, sendo tocada internamente com perícia. Se fosse uma rola de verdade certamente seria melhor e agradeci mentalmente por não ser, visto que seria impossível eu evitar o clímax. Meu corpo flutuava, sendo puxado para trás pelas mãos da dominadora e sendo rebatido para frente. Sei que ela havia armado o consolo para se apoiar em seu grelo, para ela sentir algum prazer também e imaginei o que ela podia estar sentindo. Mas foquei meu pensamento no desconforto do joelho para baixar o tesão e aguentar mais um pouco. Ela seguia sem pressa... Ela queria me causar o maior prazer possível sem que eu chegasse ao clímax. Me queria acessa, insatisfeita à noite quando me levasse para assistir escravos sendo humilhados e usados para prazer dos outros. Ela sabia que eu saciada talvez não visse com os mesmos olhos. Meu prazer subiu e gritei alto! Dei um grito de ódio por não poder deixar fluir. Foquei de novo na dor do joelho, mas não funcionou... o prazer não baixou. Aquele pensamento não ia mais funcionar. Precisava arranjar outro pensamento, algum pensamento desestimulante, para manter o orgasmo sob controle. Lembrei do pensamento mais desestimulante de todos... Do meu carácter... Todos me vinham como uma japonesinha tímida e angelical, mas eu era uma cadela insaciável e traidora. Meu namorado jamais imaginaria o que eu fazia longe dos olhos dele. Agora mesmo eu estava ali, sendo comida por uma mulher. Na noite anterior tinha sido comida por um homem que depois despejou sua porra sobre mim. E mais tarde ele provavelmente me comeria de novo. Enquanto isso, só recentemente tinha chupado meu namorado, fingindo uma castidade que eu não tinha. Nunca tinha feito anal com ele, apesar de ele sempre pedir. Mas tinha dado o cu para o namorado da minha tia e pra ela própria. Lembrar disso me entristeceu e senti o prazer na xoxotinha diminuir sendo sobrepujado pelo desconforto no joelho. Minha dominadora percebeu a queda na minha libido e tratou de remediar modificando o ritmo. Começou a ir mais rápido e se debruçou, dando um beijo na minha nuca. Senti o peso dela sobre mim, e que balançávamos as duas. As mãos dela agora estavam nos meus seios, alisando, e encontraram meus mamilos. Começou a brincar com eles e não demorou para começar a apertar. A dor subiu muito rápido de intensidade e gritei. Ela seguiu me machucando e voltou para o chão, continuando me fuder. Aquele repente de dor espantou qualquer remorso que tinha na minha cabeça e tudo que sobrou foi a puta, gostando de dar a buceta. O prazer da buceta, misturado a dor nos mamilos que ia desvanecendo me levando ao orgasmo... mas gritei antes:
- PARA! Para por favor!
E ela parou bem a tempo de evitar meu clímax e eu fiquei tremendo, não deixando o clímax se instaurar. Ela alisou meu cu, que estava ainda lubrificado do gancho que tinha penetrado ali. Encostou a cabeça da rola e entrou fundo, me causando muita dor. Ela ainda não tinha terminado. Ela achava que não era suficiente. Seguiu causando dor entrando cada vez mais fundo e senti uma lágrima rolando no meu rosto. Ela pesou sobre meu corpo de novo e lambeu a lágrima. Voltou para o chão e deu um tapa forte na minha cara. Voltou a foder meu cu, agora com violência. A dor era intensa, mas não demorou em se tornar aquela sensação gostosa.... A ardência do atrito, mas que irradiava para minha xoxota e foi ficando gostoso, cada vez mais gostoso. Ela começou andar de lado, me virando pouco a pouco em direção a porta do chalé enquanto bombava sem parar no meu rabo.
E constatei que a porta estava totalmente aberta!
Se alguém tivesse passado pelo gramado, tinha me assistido. Aquilo me broxou de novo. A vergonha de ter sido vista por alguém desconhecido. Mas pouco a pouco comecei a achar excitante a ideia e voltei a sentir prazer, um prazer que aumentava pela fricção no meu cu e por sentir a buceta inchadinha por quase ter gozado. Fechei os olhos e curti. Mas não durou muito.
Ela retirou a rola de dentro de mim e deu um tapa na minha nádega. Sua missão estava cumprida. Tinha me deixado excitada ao extremo, como convém a uma escrava. Não falou nada e me deixou ali pendurada enquanto foi cuidar de seus afazeres.
...
continua
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Mereço 3 estrelas?
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