Quando o amor incomoda - 46

Um conto erótico de Mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1304 palavras
Data: 11/06/2026 15:29:14

46

Maria Eduarda passou por Eduardo na academia indo embora. Não falou, se quer olhou para o rapaz, mas o ex esse sim olhou. Cada movimento como se Manu estivesse em câmera lenta caminha, enxugando o suor, sorrindo aquele sorriso angelical e sedutor ao mesmo tempo e acenando, mas o sorriso nem o aceno eram para ele, eram para Diegão.

_ Estranho, a Manu saiu acenando para aquele parrudão ali, mas você não está com cara de ciúmes como a minutos atrás.

Diz Romário.

_ Eu ciúmes? Tá me estranhando Romário? Não estou nem aí para Maria Eduarda nenhuma, se esqueceu que quem terminou fui eu? Ainda mais por causa de um viadão daquele? É mais fácil ele dar em cima de você do que dá Maria Eduarda.

Diz Eduardo.

_ De mim não, tá maluco é? Mas como você sabe que o Diegão é gay?

_ Ele não é irmão do outro viadinho? É tudo farinha do mesmo saco!

Disse Eduardo com desdém.

A alguns metros dali…

_ E aí Manu estava na academia? Encontrou com meu irmão lá?

Pergunta Gustavo.

_ Estava sim Gusta. Mas foi de boa ele não falou comigo, nem eu com ele. Mas o que está fazendo de uniforme? Veio namorar e já está pronto pro trabalho?

_ Não, o seu Oswaldo me ligou pediu ajuda para eu trazer uns materiais que estavam faltando entregar.

_ Hum sei e está assim ofegante porque?

_ Carregando as coisas ué?

_ Sei… vou lá em casa tomar um banho e já vou para o Studio.

_ ok nos vemos lá.

Gustavo e Manu se despedem. Oswaldo sai da loja e voltam para o Studio.

Na academia, quando estava indo embora Eduardo não conseguiu resistir e tentou provocar Diegão. Mesmo vendo que o instrutor estava no caminho explicando o exercício para um aluno Eduardo não desviou e esbarrou de propósito. Antes que Diegão dissesse algo um rapaz que estava treinando de lado cumprimentou Eduardo. Eduardo após cumprimentar o rapaz continuou seu caminho junto com Milena e Romário, mas antes de sair ouviu.

_ Então esse é que é o ex dela? Entendo porque ele está assim, eu também ficaria desnorteado se eu deixasse uma mulher como a Manu escapar.

Eduardo pensou em voltar e causar uma briga, mas acabou resolvendo ir embora.

Eduardo tentou por alguns dias sem sucesso convencer Gustavo a ir com ele no estúdio da amiga de Milena, mas sem contar detalhes de onde é porque iriam Gustavo sempre desconfiava o que acabava em discussão que geralmente era controlada por seus pais até que Romário chegou com a solução.

_ Dissolve esse comprimido em algo para ele beber é tiro e queda.

Quando Gustavo acordou levou um susto. Estava amarrado em uma cadeira em um lugar rosa e branco com uma cama na frente Milena, Eduardo e duas garotas que Gustavo não sabia os nomes mas não eram totalmente desconhecidas.

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Maria Eduarda atravessou a academia em direção à saída sem desacelerar o passo. Os fios de cabelo ainda úmidos do treino caíam sobre os ombros enquanto ela enxugava discretamente o suor da testa com a toalha. Não procurou Eduardo com os olhos, não lhe dirigiu uma única palavra.

Mas ele a observou.

Observou cada detalhe.

O balanço suave dos cabelos. A postura confiante. O jeito leve de caminhar. O sorriso que surgia naturalmente em seus lábios, iluminando o rosto de uma forma que ele conhecia muito bem.

Só que, desta vez, aquele sorriso não era para ele.

Ao chegar perto da saída, Manu ergueu a mão em um aceno carinhoso. Seus olhos brilharam ao encontrar alguém do outro lado da recepção. Era Diegão.

O gesto foi rápido, mas suficiente para apertar algo dentro de Eduardo.

— Estranho... — comentou Romário, observando a cena. — A Manu acabou de sair sorrindo para aquele grandalhão ali, mas você parece tão tranquilo. Não está com cara de ciúmes como a minutos atrás.

Eduardo soltou uma risada seca.

— Eu? Com ciúmes? Tá me estranhando, Romário? Não estou nem aí para Maria Eduarda nenhuma, se esqueceu que quem terminou fui eu? Ainda mais por causa de um viadão daquele? É mais fácil ele dar em cima de você do que dá Maria Eduarda.

Diz Eduardo.

_ De mim não, tá maluco é? Mas como você sabe que o Diegão é gay?

_ Ele não é irmão do outro viadinho? É tudo farinha do mesmo saco!

Disse Eduardo com desdém. Mesmo enquanto falava, seus olhos continuavam acompanhando a silhueta de Maria Eduarda desaparecendo pela porta.

— Claro... — respondeu Romário com um sorriso de canto.

Romário apenas arqueou uma sobrancelha, percebendo que Eduardo estava muito mais incomodado do que admitia.

Alguns metros dali, de frente a loja Elegance, Gustavo encontrou Manu.

— E aí? Estava na academia? Encontrou meu irmão?

— Encontrei sim. Mas foi tranquilo. Nem ele falou comigo, nem eu com ele.

Ela observou o uniforme que Gustavo vestia.

— Mas espera... você veio me encontrar já vestido para o trabalho?

Gustavo passou a mão na nuca, tentando parecer natural.

— Seu Oswaldo ligou. Precisava de ajuda para buscar alguns materiais.

Manu cruzou os braços e estreitou os olhos.

— Ah, é? Então por que está todo ofegante?

Por um instante ele hesitou.

— Porque carreguei as caixas.

Ela segurou o sorriso.

— Claro... carregou caixas. Um certo vendedor da Elegance não tem nada haver com isso né?

O olhar divertido dela fez Gustavo perder completamente a defesa.

Os dois trocaram um sorriso silencioso.

— Vou para casa tomar banho e depois seguir para o Studio.

— Então nos vemos lá.

Por alguns segundos permaneceram se encarando, confortáveis naquela proximidade. Então cada um seguiu seu caminho.

De volta à academia, Eduardo ainda carregava a irritação que tentava esconder. Ao passar por Diegão, não resistiu.

Mesmo vendo que o instrutor explicava um exercício para outro aluno, caminhou em linha reta e esbarrou nele de propósito.

O impacto foi leve, mas intencional.

Antes que qualquer discussão começasse, um aluno próximo reconheceu Eduardo e o cumprimentou.

A interrupção quebrou o clima.

Eduardo respondeu rapidamente e seguiu para a saída ao lado de Milena e Romário.

Foi então que ouviu uma voz atrás dele.

— Então esse é o ex dela?

Houve uma breve pausa.

— Agora entendo porque ele está desse jeito.

— Como assim?

— Porque eu também ficaria desnorteado se deixasse uma mulher como a Manu escapar.

Eduardo parou por um instante.

Os músculos da mandíbula se contraíram.

A vontade de voltar e iniciar uma discussão atravessou seu corpo como um raio.

Mas, pela primeira vez, decidiu continuar andando.

Ainda assim, aquelas palavras o acompanharam durante todo o caminho para casa.

Nos dias seguintes, Eduardo insistiu várias vezes para que Gustavo o acompanhasse até o estúdio de uma amiga de Milena.

Sem revelar exatamente para onde iam ou o motivo. E justamente por isso, desconfiado, Gustavo recusava. Sempre.

Toda tentativa terminava em desconfiança, discussão e alguma intervenção dos pais.

Até que, numa tarde, Romário apareceu com uma ideia que considerava brilhante.

Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto.

— Relaxa. Eu tenho um plano. Dissolve esse comprimido em algo para seu irmão beber é tiro e queda. É da minha avó ela toma isso e dorme igual um tijolo.

Quando Gustavo abriu os olhos, demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. O coração disparou.

Ele estava sentado em uma cadeira. Amarrado. Piscou várias vezes, a visão meio turva ainda, a cabeça meio pesada.

O ambiente ao redor parecia saído de um sonho estranho.

As paredes misturavam tons de rosa e branco. Uma decoração delicada ocupava cada canto do cômodo. Bem à sua frente havia uma cama cuidadosamente arrumada.

E, observando-o com expressões que variavam entre diversão e expectativa, estavam Milena, Eduardo e duas garotas que ele tinha certeza de já ter visto em algum lugar. Só não conseguia lembrar onde.

— Espera... — murmurou. — O que está acontecendo aqui?

Autor Mrpr2

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