À noite, Fábio apareceu no bar. Assim que me viu atrás do balcão, veio até mim e me deu um beijo longo e carinhoso nos lábios. Por fora, parecia um reencontro normal de marido e mulher. Por dentro, o clima de desconfiança era sufocante. Ninguém confiava em ninguém. Eu mal conseguia olhar nos olhos dele sem sentir o peso de tudo que estava escondendo. Fábio também parecia tenso, como se estivesse medindo cada palavra e cada olhar.
Após o bar fechar, nós dois nos arrumamos para ir para casa. Foi então que Monique e Darlan apareceram na porta. Monique sorriu, elegante como sempre, e fez o convite:
— Vamos tomar umas na nossa casa? Só para relaxar um pouco, conversar…
Fábio balançou a cabeça, visivelmente cansado:
— Hoje não vai dar. Estou exausto da viagem.
Troquei um olhar rápido e significativo com Monique. Entendi o recado. Virei-me para Fábio e falei com a voz mais doce que consegui:
— Só uma horinha, amor. Depois vamos pra casa. Preciso descansar também.
Fábio me encarou por alguns segundos, como se tentasse ler algo no meu rosto, mas acabou cedendo com um suspiro:
— Tudo bem. Só uma hora.
Entramos no carro de Darlan. O trajeto até a casa deles foi silencioso e carregado. Eu sentia o olhar ocasional de Fábio sobre mim, e não conseguia parar de pensar nos bilhetes, nos vídeos e no quanto tudo estava prestes a desmoronar.
Chegamos à casa de Darlan e Monique. Era uma residência ampla, moderna e bem decorada. Fábio elogiou o lugar com sinceridade:
— Nossa, que casa linda. Vocês realmente se deram bem.
Sentamos na sala de estar, com vista para a piscina iluminada. Abrimos algumas cervejas geladas e o clima, a princípio, parecia descontraído.
Monique começou a relembrar o passado com um tom nostálgico:
— Lembra daquela época em que nós três éramos inseparáveis? Parecíamos uma família. Você e eu… tínhamos uma conexão tão forte.
Darlan, com um sorriso calculado, jogou a isca:
— Vocês dois pareciam que iam casar. Depois do que aconteceu com seu irmão, tudo mudou.
Fábio ficou visivelmente tenso. Eu, tentando forçar uma reação, completei:
— Foi mesmo o Manoel que matou o assassino do seu irmão?
Fábio se esquivou com habilidade, dando uma risada forçada e mudando de assunto:
— Vamos deixar o passado onde ele deve ficar.
Darlan, percebendo que não conseguiria uma confissão fácil, mudou o tom e sugeriu com um sorriso provocante:
— Vamos fazer uma troca de casais para encerrar a noite de forma divertida? Nada demais.
Monique reforçou, olhando diretamente para Fábio:
— Depois da aposta e do que aconteceu na pousada, não é nada demais.
Fábio e eu nos olhamos por um longo segundo. Ele parecia desconfortável, mas acabou cedendo:
— Ela decide — disse, apontando para mim.
Todos os olhares se voltaram para mim. Senti o peso da decisão. Respirei fundo e respondi, tentando manter a voz firme:
— Eu aceito.
O ar na sala ficou imediatamente mais denso, carregado de tensão sexual e expectativa. Darlan sorriu satisfeito, Monique lambeu os lábios discretamente, e Fábio me encarou com uma mistura de surpresa, ciúme e excitação contida.
O silêncio que se seguiu à minha resposta foi carregado. Fábio me olhou por um longo segundo, como se ainda esperasse que eu voltasse atrás. Mas eu não voltei.
Darlan se levantou primeiro, estendendo a mão para mim com um sorriso predador:
— Então vamos.
Monique se aproximou de Fábio, passando o braço pelo dele e sussurrando algo em seu ouvido que o fez engolir em seco.
Subimos para o andar de cima. Darlan me levou para o quarto principal, enquanto Monique guiou Fábio para outro quarto ao lado. As portas ficaram entreabertas — o suficiente para que os sons de um casal chegassem ao outro.
Darlan fechou a porta atrás de nós e me prensou contra ela. Sua boca veio com fome, beijando-me com força enquanto suas mãos grandes subiam pelo meu corpo, apertando meus seios por cima do vestido.
— Finalmente vou te ter só pra mim… — rosnou ele, descendo o zíper do meu vestido.
O tecido caiu aos meus pés. Fiquei nua na frente dele. Darlan tirou a roupa rapidamente, revelando o corpo atlético e o pau grosso de 23 cm já completamente duro.
Ele me jogou na cama de barriga para cima, abriu minhas pernas e desceu a boca direto para minha buceta. Chupou meu clitóris com vontade, enfiando a língua fundo enquanto apertava minhas coxas. Gemi alto, segurando sua cabeça:
— Ahhh… Darlan…
Ele me lambeu até eu gozar pela primeira vez, tremendo contra sua boca. Depois subiu, alinhou o pau na minha entrada e meteu tudo de uma vez. Começou a foder com estocadas fortes e profundas, segurando minhas pernas abertas. A cama batia contra a parede.
— Porra… que buceta apertada… — grunhia ele, acelerando.
Do quarto ao lado, os gemidos de Monique começaram a ecoar. “Ahh… Fábio… assim… me fode!” Ouvi meu marido gemendo também, o som de pele contra pele ficando cada vez mais intenso.
Isso me deixou ainda mais molhada. Darlan percebeu e sorriu, virando-me de quatro. Empinou minha bunda e enfiou novamente, metendo com força bruta, dando tapas fortes na minha bunda enquanto me fodia.
— Tá ouvindo seu marido comendo a Monique? — provocou ele, puxando meu cabelo. — Goza pra mim, vadia.
Gozei pela segunda vez, gemendo alto, apertando o pau dele. Darlan me virou de lado, levantou uma das minhas pernas e continuou metendo fundo, olhando nos meus olhos. Depois me colocou por cima e me fez cavalgar. Rebolei com vontade, subindo e descendo no pau grosso enquanto ele apertava meus seios e chupava meus mamilos.
Do outro quarto, os gemidos de Monique ficaram mais altos e roucos. Ela estava gozando. Fábio também soltou um gemido grave.
Isso me levou ao limite. Gozei pela terceira vez cavalgando Darlan, tremendo inteira. Ele me jogou de quatro novamente, segurou minha cintura com força e meteu selvagemente até gozar fundo dentro de mim, enchendo minha buceta de porra quente e grossa, grunhindo alto.
Caímos exaustos na cama, suados e ofegantes. Do outro quarto, o silêncio também chegou — sinal de que Fábio e Monique também haviam terminado.
Darlan beijou meu ombro e murmurou:
— Você é deliciosa… melhor do que eu imaginava.
Fiquei ali, sentindo a porra dele escorrendo entre minhas pernas, o corpo dolorido e satisfeito, mas a mente ainda girando com culpa, ciúme e excitação.
O fim daquele dia chegou pesado. No caminho de volta para casa, eu permanecia em silêncio no banco do passageiro, olhando pela janela. A mensagem não saía da minha cabeça:
“Amanhã tudo será esclarecido.”
Chegamos em casa. Assim que a porta se fechou, Fábio me puxou para si e me beijou com urgência. Havia desejo, mas também uma certa tensão no ar. Ele me carregou até o quarto, tirou minha roupa com pressa e me deitou na cama.
Fábio me fodeu com vontade, quase como se quisesse afastar todas as dúvidas. Entrou em mim devagar no começo, depois acelerou, segurando minhas pernas abertas enquanto estocava fundo. Eu gemia, tentando me entregar, mas minha mente não parava quieta. Ele me virou de quatro, apertou minha bunda e meteu com força, gemendo rouco. Gozei uma vez, apertando-o, mas foi um orgasmo mais mecânico do que apaixonado.
No final, ele me colocou de frente novamente, olhou nos meus olhos e gozou dentro de mim, grunhindo baixo enquanto esvaziava.
Ficamos abraçados na cama, suados. Fábio me beijou a testa e adormeceu logo depois, exausto da viagem e do dia intenso.
Eu, porém, não consegui dormir. Fiquei ali, olhando o teto, sentindo a porra dele escorrendo lentamente entre minhas pernas. O medo e a apreensão me consumiam. Ainda não conseguia acreditar que Fábio pudesse estar por trás de tudo — dos bilhetes, da denúncia, da tentativa de destruir Manoel e Darlan. Ele, que sempre foi o homem certo, o pai dedicado, o marido que me amava…
Mas as palavras de Dias ecoavam na minha cabeça. E a mensagem " amanhã tudo será esclarecido " pairava como uma sentença.
Virei de lado, olhando para o perfil adormecido de Fábio, e senti um aperto dolorido no peito.
O que viria amanhã?
A manhã seguinte amanheceu carregada de apreensão e ansiedade. Mal consegui dormir pensando na mensagem “Amanhã tudo será esclarecido”. Levantei cedo e fui para a cozinha preparar o café. Kaique já estava lá, sentado à mesa, sem camisa, só de bermuda.
Assim que passei por ele, Kaique se levantou rápido e me agarrou por trás, pressionando o corpo contra o meu. Suas mãos grandes seguraram minha cintura e desceram para apertar minha bunda por cima do short fino.
— Eu te quero de novo, mãe… — murmurou ele no meu ouvido, a voz rouca de desejo.
— Kaique, não… seu pai está em casa — respondi, tentando me soltar.
Ele apertou mais forte, esfregando o pau já duro contra minha bunda, e sussurrou:
— Se não me obedecer, eu conto tudo pra ele. Tudo mesmo.
Senti um arrepio de medo e excitação. Olhei para o corredor e murmurei:
— Ele vai nos pegar fazendo isso… e vai te matar… e a mim também.
Kaique sorriu contra meu pescoço e respondeu:
— Ele saiu cedo. Estamos só nós dois.
Não tive escolha. Segurei a borda da mesa da cozinha, empinei a bunda e abri um pouco as pernas. Kaique baixou meu short e a calcinha até os joelhos. Senti a cabeça grossa do pau dele de 21 cm roçando minha buceta já molhada.
— Porra, mãe… você já tá encharcada — gemeu ele, e enfiou tudo de uma vez.
Soltei um gemido alto, apertando a mesa enquanto ele começava a meter com força. Suas estocadas eram profundas e ritmadas, as bolas batendo contra mim. Ele segurava minha cintura com uma mão e puxava meu cabelo com a outra, arqueando minhas costas.
— Ahhh… Kaique… devagar… — gemi, mesmo empinando mais a bunda para ele.
Ele não obedeceu. Acelerou, metendo com tesão juvenil, o pau grosso abrindo minha buceta a cada estocada. O som molhado ecoava na cozinha. Ele deu um tapa forte na minha bunda e rosnou:
— Rebola pra mim, mãe… assim… que delícia.
Rebolei contra ele, sentindo cada centímetro. Gozei pela primeira vez, tremendo, apertando o pau dele enquanto gemia rouca. Kaique me virou de frente, sentou-me na mesa, abriu minhas pernas e meteu novamente, olhando nos meus olhos enquanto me fodia.
— Eu sonhei tanto com isso… te comendo na cozinha… — confessou ele, acelerando.
Gozei novamente, cravando as unhas nas costas dele. Kaique me tirou da mesa, me virou de costas e me fodeu de pé, segurando meus seios enquanto estocava fundo. No final, me colocou de quatro no chão da cozinha e meteu com tudo, selvagemente, até gozar dentro de mim com um gemido longo, enchendo minha buceta de porra quente e grossa.
Ficamos ali por alguns minutos, ofegantes. Kaique ainda dentro de mim, beijando minhas costas.
— Eu te amo, mãe… — sussurrou ele.
Passaram-se alguns minutos. Estávamos nos arrumando quando a porta da frente abriu. Fábio entrou e disse, como se nada tivesse acontecido:
— Você vai pro bar? Vou junto.
Fiquei paralisada por um segundo, sentindo a porra de Kaique escorrendo lentamente pela minha perna por baixo do short. Forcei um sorriso:
— Claro, amor.
O dia no bar seguia tranquilo, quase normal demais. O movimento era baixo, típico de um dia de semana. Eu atendia os poucos clientes com o sorriso profissional de sempre — servia cervejas geladas, aquecia petiscos na estufa e trocava algumas palavras educadas com os frequentadores de sempre. Por fora, parecia uma tarde comum. Por dentro, eu estava um nó de ansiedade.
Manoel estava sentado numa mesa de canto, fingindo que lia o jornal, mas seus olhos pretos não paravam quietos. Ele observava Fábio a cada minuto, como um predador analisando a presa. Cada movimento, cada sorriso, cada palavra que meu marido trocava com alguém era registrado.
Foi então que um menino de uns 12 anos entrou correndo no bar, ofegante. Ele parou na frente de Manoel e estendeu um envelope pequeno:
— Tio, o moço mandou entregar isso pro senhor.
Manoel pegou o envelope, abriu e leu o bilhete. Seu rosto endureceu imediatamente. Ele ergueu o olhar e me encarou por um segundo. Depois virou a cabeça lentamente na direção de Fábio, que conversava animadamente com Kaique no balcão, alheio a tudo.
Manoel amassou o bilhete na mão e murmurou baixo, quase para si mesmo:
— “22 horas no cassino. Tudo será esclarecido.”
O ar pareceu ficar mais pesado. Meu coração acelerou. Olhei para Fábio, que ria de algo que Kaique havia dito, e senti um frio subir pela espinha. Manoel voltou a me encarar, o olhar intenso e questionador, como se tentasse ler meus pensamentos.
O relógio parecia andar mais devagar. Faltavam poucas horas para as 22h.
A noite no bar foi tomada por um nervosismo palpável. Todos estavam tensos, esperando o momento das 22 horas. Darlan e Monique foram devidamente informados e chegaram ao cassino pouco antes do horário marcado.
O cassino estava cheio de clientes, as mesas de poker e roleta movimentadas, as garotas circulando entre as mesas com bandejas, sorrisos profissionais e roupas provocantes. Eu, Manoel, Darlan e Monique estávamos no centro do salão, tentando manter a aparência normal. Fábio estava com Kaique em uma mesa mais reservada — Kaique havia convidado o pai para um “momento pai e filho”. Qualquer movimento estranho de Fábio, Kaique avisaria imediatamente.
Manoel estava inquieto, andando de um lado para o outro. Em determinado momento, ele chamou Darlan para um canto e disse baixo:
— Precisamos relaxar um pouco nesse momento.
Os dois olharam para mim ao mesmo tempo. Manoel sorriu de lado e completou:
— Vamos comer essa puta.
Monique, que estava perto, avistou Freitas entre os clientes e sorriu maliciosamente para mim:
— O policial gostoso apareceu. Vou me divertir um pouco com ele.
Darlan e Manoel não perderam tempo. Me agarraram pelos braços e me levaram direto para o quarto 8. Assim que a porta fechou, Manoel me prensou contra a parede, beijando-me com força enquanto Darlan tirava meu vestido curto.
Eles me jogaram na cama. Manoel abriu minhas pernas e enfiou o pau grosso de 25 cm na minha buceta com uma estocada profunda, começando a me foder com força. Darlan se ajoelhou ao lado da minha cabeça e enfiou seu pau de 23 cm na minha boca, fodendo minha garganta ritmadamente.
— Isso… chupa enquanto eu como sua buceta — grunhia Manoel, metendo fundo.
Eles me viraram de quatro. Darlan meteu na minha buceta enquanto Manoel enfiava no meu cu. Fui duplamente penetrada, gemendo alto entre os dois paus enormes. Eles trocavam de buraco, me usando sem piedade, dando tapas na minha bunda e apertando meus seios.
Gozei várias vezes, tremendo, o corpo suado, gemendo como uma vadia enquanto eles me arrombavam. No final, me colocaram de joelhos no chão. Os dois gozaram quase ao mesmo tempo: Manoel enchendo minha boca e Darlan jorrando no meu rosto e seios.
Fiquei ali, ajoelhada, coberta de porra, ofegante, enquanto eles se arrumavam.
Manoel deu um tapa leve no meu rosto e disse:
— Agora vamos ver o que o destino nos reserva.
O horário marcado já havia estourado. Eram quase 3 horas da manhã e o cassino começava a esvaziar para o fechamento. A tensão era insuportável. Cada minuto que passava aumentava a apreensão no ar.
Foi então que, no momento em que o cassino estava prestes a fechar, um barulho alto veio da porta principal. Cinco homens armados invadiram o local com violência. Dois tiros ecoaram imediatamente — Jairo e outro segurança caíram no chão, atingidos.
Freitas, o cabo que estava jogando poker , tomou a frente da situação com frieza. Sacou a arma e apontou para Manoel e Darlan, que já tinham as mãos nas suas próprias armas.
— Vocês perderam — disse Freitas, com a voz firme. — Qualquer movimento e eu mato vocês dois.
Manoel e Darlan ficaram paralisados, as armas ainda em punho, mas sem atirar. O clima era de confronto iminente.
Foi nesse momento que Dr. Jorge Montenegro e Elena entraram pela porta principal. Ao lado deles caminhava um homem alto, negro, de 1,87m, com cabelos crespos grisalhos e presença imponente.
Manoel arregalou os olhos ao reconhecê-lo e murmurou, incrédulo:
— Sérgio… é você?
Darlan reagiu com fúria contida:
— Seu filho da puta…
Sérgio abriu um sorriso frio e calculado, olhando para os dois antigos sócios:
— Olha que bom… meus dois sócios reunidos.
O cassino, que momentos antes estava em processo de fechamento, agora estava completamente silencioso, com todos os olhares voltados para o confronto no centro do salão.
Sérgio começou a falar, com a voz calma e carregada de ressentimento:
— Manoel, meu caro amigo… Foram 16 ou 17 anos de parceria na polícia. Éramos só nós dois. Nosso sargento e os outros policiais não gostavam da gente, e nós viramos parceiros inseparáveis.
Todos na sala estavam chocados. Sérgio continuou:
— Até que você foi pego sendo corrupto, esculachando vagabundo… e você não me entregou. Eu te venerei por isso. Passei a dever minha vida a você. Foram três anos de investigação até o julgamento. Eu fui atrás do Dr. Jorge — disse ele, apontando para o advogado — e consegui que ele te desse perdão por serviços prestados. Você saiu da prisão e eu disse: “Deixa eu ajudar aquele cara, ele é meu amigo”. Dei a possibilidade de ser meu sócio nisso aqui — completou, abrindo os braços para indicar o cassino. — Você trouxe o Darlan e nós agora tínhamos um traficante. O que era bom, pois ele mandava na área e ninguém ousava denunciar nada.
Manoel, com o maxilar travado, perguntou diretamente:
— O que você quer, Sérgio?
Sérgio sorriu friamente:
— Há três anos eu te propus uma expansão dos cassinos. Eu tinha locais, fornecedores novos… Você só precisava me apoiar. Mas você barrou nossa expansão. Darlan foi a favor. O sócio misterioso foi a favor. E o sócio misterioso… — ele olhou para Jorge — é o Dr. Jorge.
Darlan olhou surpreso para o advogado. Jorge apenas deu de ombros e disse:
— Sim, filho. Eu te falei que tinha meus negócios.
Sérgio continuou:
— Até que eu decidi que era hora de mandar você pro inferno, seu velho filho da puta. Mas o tiro que eu ordenei foi mal feito. E foi aí que eu lembrei o motivo de Fábio ter vindo até BH ajudar o pai…
Eu, Darlan, Manoel e Monique nos olhamos, chocados. Sérgio sorriu e completou:
— Há alguns meses eu descobri um motivo muito melhor para ir atrás de você. Eu precisava de alguém que te odiasse de verdade. E eu encontrei alguém. Ele negou no começo… eu iria matá-lo. Porém, você, seu velho animal, me deu o combustível perfeito para trazer o meu colega de plano. Ele está aqui.
Sérgio apontou para a entrada do cassino.
Nós quatro viramos a cabeça ao mesmo tempo. A porta se abriu.
Fábio entrou, caminhando devagar, com Kaique ao seu lado. Os dois olharam ao redor do cassino com calma. Fábio abriu um leve sorriso e disse:
— Até que aqui é um bom lugar.
Eu e os outros nos olhamos em completo silêncio, chocados. O ar parecia ter sido sugado do cassino.
Manoel, com a voz rouca e carregada de dor e fúria, murmurou olhando diretamente para o filho:
— Você… meu próprio filho?
Senti como se o mundo estivesse desabando ao meu redor. Minhas pernas fraquejaram. Tudo que eu havia vivido, tudo que havia feito, parecia desmoronar diante daquela revelação.
Foi então que Fábio se aproximou de mim com passos calmos. Segurou meu rosto com as duas mãos, olhou profundamente nos meus olhos e me deu um beijo lento, quase carinhoso. Quando se afastou, sussurrou:
— Você me surpreendeu.
Em seguida, ele caminhou até Sérgio e Dr. Jorge Montenegro, parando ao lado deles como se sempre tivesse pertencido àquele lado. Darlan, com a voz alterada, não se conteve:
— Por quê?
Todos nós sentimos o clima mudar drasticamente. O ar ficou mais denso, mais perigoso. Fábio nos olhou — a mim, a Manoel, a Darlan e a Monique — com um olhar que eu nunca tinha visto antes. Era frio, calculista, carregado de uma determinação sombria e uma raiva antiga que parecia ter sido guardada por quase vinte anos.
Ele não respondeu imediatamente. Apenas sustentou o olhar, como se estivesse saboreando o momento em que finalmente revelava sua verdadeira face.
O cassino, que momentos antes estava cheio de movimento, agora parecia congelado. Todos os olhares estavam voltados para o centro do salão, onde a família — e os segredos — finalmente iriam ser confrontados.